O Presidente da República recomenda estratégias de médio e longo prazo às Micro, Pequenas e Médias Empresas para eliminar fragilidades e crise no sector empresarial.

A exortação foi feita na cerimónia de abertura da 1ª Conferência Nacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME´s), onde cimentou que o papel do governo, de criar um melhor ambiente de negócios, está a ser cumprido e cabe agora as empresas aproveitar as facilidades existentes.

Filipe Nyusi diz compreender que as contas do empresariado nacional estão no vermelho há anos, sendo que a COVID-19, os desastres naturais, os ataques armados (no Centro) e o terrorismo (no Norte) vieram agravar a crise, mas reitera que a solução está nas empresas e no seu trabalho.

“Não podemos cair, de uma forma sistemática, na agonia e dependência de alguns ou da reclamação de subsídios ou sobretaxas proteccionistas cuja durabilidade é de curto prazo. Nós temos calamidade, temos COVID-19, temos Palma. Se continuarmos nisso, nos subsídios, o país não vai ser sustentável”, disse o Presidente da República.

Nyusi avança que é preciso começar a explorar o mercado internacional, que está aberto através de diversos acordos assinados, sobretudo com os países da SADC.

“É visível que estamos expostos aos mercados da SADC, a todo o mercado africano e também global. Não temos outra escolha além de marcar golo na produção massiva e qualitativa para responder a procura internacional e da região. Temos que aumentar o nível de exportações”, salientou o Estadista.

Filipe Nyusi diz que está activo um fundo de financiamento a iniciativas juvenis que concorrem para a melhoria do ambiente de negócios. “Este ano vamos financiar mais de 200 projectos, principalmente em Gaza e Manica”, disse.

A 1ª Conferência Nacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas decorre sob o lema: “Criando sinergias para a dinamização das MPME´s rumo à industrialização em Moçambique” e visa encontrar soluções para as mais de 24.000 Micro, Pequenas e Médias Empresas que operam no país.