Em Moçambique, está instalada a polémica no Parlamento em torno da Conta Geral do Estado relativa a 2015, que esteve em debate naquele órgão, nos dias 12 e 13.
A oposição rejeita a inscrição na Conta de 2015 das chamadas dívidas ocultas contraídas por duas empresas com o aval do Estado sem o conhecimento do Parlamento.
A Conta Geral do Estado (CGE) 2015 vai a votos na plenária do Parlamento em data a anunciar depois de apreciada pela Comissão do Plano e Orçamento que irá produzir um projeto de resolução sobre a matéria.
A CGE 2015 inclui as dívidas contraídas pelas empresas Proíndicus, em 2013, e Moçambique Asset Management, em 2014, com garantias do Estado sem o conhecimento do Parlamento, num valor total de mil cento e cinquenta e sete milhões de dólares.
Estes empréstimos foram descobertos em Abril de 2016. Um outro empréstimo, a favor da empresa EMATUM, que tinha sido contraído sem o conhecimento do Parlamento, foi incorporado na Conta Geral do Estado de 2014, após a sua aprovação, em Julho de 2016, por aquele órgão com os votos da bancada maioritária do partido no poder, a Frelimo.
DW
















