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Cidadão que raptou e assassinou duas crianças condenado a 24 anos de prisão

A 6a secção do Tribunal Provincial de Sofala condenou o cidadão Nelson Benhane a 24 anos de prisão maior depois de ter ficado provado que sequestrou e assassinou à martelada dois menores, um com oito anos de idade e outro com dez. O condenado terá de indemnizar as famílias dos menores em 400 mil meticais. 

O processo envolvia trés ¬reus, mas apenas Nelson Gentinho Benhane, de 28 anos de idade, é que estava a responder em tribunal pelo crime de sequestro e assassinato dos menores. Os outros réus, Ricardo Jemuce e Juvêncio Guambe, foram postos em liberdade por insuficiência de provas.

Benhane foi acusado de ter sequestrado e assassinado os menores Osias Arão dos Santos e Augusto Luís Julai no dia 22 de Fevereiro de 2012 no bairro de Macurrungo, na Beira.

No tribunal, o criminoso evocou perturbações mentais como a razão do macabro crime. Disse ainda que o plano visava simplesmente tirar a vida dos menores sem nenhum propósito. Mas nos autos consta que pretendia obter resgate de 100 mil meticais. 

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Vários declarantes foram ouvidos neste julgamento, incluindo Luís Julai (pai da vítima Augusto Luís Julai), a namorada do Nelson Benhane e a dona da casa onde as crianças tinham sido enterradas.

Vamos recorrer da decisão 

Segundo o advogado das famílias dos dois menores assasinados, estas estão insatisfeitas com a sentença e prometem recorrer da sentença do Tribunal, para que os cidadãos Ricardo Jemuce e Juvêncio Guambe sejam julgados e condenados. 

Sílvia Chea, advogada que assistiu ao julgamento, disse que houve diligências que não foram feitas, e que houve recurso do Ministério Público sobre a não pronúncia dos dois réus.

“Falou-se de dois martelos usados no assassinato das crianças e também de dois amigos. Devia-se investigar mais, para se apurar a verdade do uso de dois instrumentos iguais naquele momento do crime. Os comparsas do réu devem ter ajudado. O recurso do Ministério Público sobre a não pronúncia dos dois indivíduos devia ter sido considerado”, ¬ disse Sílvia Chea.

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