O ministro da Defesa, Cristóvão Chume, avançou que o Executivo está a finalizar a criação do estatuto próprio da Força Local, uma vez que a mesma desempenha um papel importante na luta contra o terrorismo, o mesmo, considera necessário enquadrar nos termos da lei a chamada “força local”, que têm apoiado os militares no combate à insurgência na província de Cabo Delgado.
A Força Local, constituída por antigos guerrilheiros da Luta de Libertação Nacional, foi activada para auxiliar as Forças de Defesa e Segurança no combate com o extremismo violento na província de Cabo, contudo alguns analistas consideram que há uma inconstitucionalidade na criação desta unidade, uma vez que se trata de um grupo compostos por militantes do partido no poder.
“Mais do que tudo é importante regular o seu funcionamento e esse trabalho está a ser feito pelo Ministério da Defesa e outras forças. Estamos numa fase final de criação de um estatuto próprio para que não funcione fora da lei”, disse Chume numa entrevista concedida ao Centro de Estudos Chatam House.
Por outro lado, o governante assumiu que os objectivos do Governo passam por elaborar uma disciplina para a admissão de novos membros, sendo que este trabalho será feito com a liderança da Força Local.
São cada vez mais fortes os indícios que dão conta da mudança de Erling Haaland do Dortmund para o Manchester City. A transferência parece estar iminente e o próprio Pep Guardiola não se quis alongar em comentários.
O técnico catalão disse, esta terça-feira, em conferência de imprensa que não estava autorizado a comentar esse assunto.
“O Borussia Dortmund e o Manchester City disseram-me que não estou autorizado a falar até o acordo estar completamente fechado. Não posso falar, desculpem. Teremos tempo para isso”, disse em declarações aos jornalistas.
O Manchester United falhou um dos grandes objetivos da temporada ao não garantir entrada na Liga dos Campeões e, segundo a imprensa inglesa, por isso os jogadores sofrerão consequências, a começar pela folha salarial.
De acordo com o ‘Daily Mail’, a direção prepara-se para cortar em 25% do valor do salário dos jogadores, referindo, por exemplo, que o português Cristiano Ronaldo passaria a receber 337 mil euros por semana, em vez dos 450 mil que aufere atualmente.
Cristiano Ronaldo tem contrato com o Manchester United até junho de 2023, mas o tablóide inglês coloca em causa a sua continuidade, ao contrário do que diz o ‘The Sun’: “Cristiano disse aos companheiros que não fecha a porta à permanência”, querendo ouvir primeiro o que tem a dizer Ten Hag, novo treinador do clube de Old Trafford.
Na Província do Niassa, duzentos funcionários do sector de Saúde vão ser processados disciplinar e criminalmente, este ano, devido a comportamentos desviantes e dependendo da gravidade dos casos, alguns funcionários poderão ser expulsos do sector de Saúde, segundo avança a RM.
De entre as causas que poderão ditar o afastamento deste número de funcionários, figuram o roubo de medicamentos e outros materiais médico-cirúrgicos, subornos e mau atendimento aos pacientes.
A informação foi dada a conhecer, esta segunda-feira, no decurso da Reunião de Coordenação da Direcção Provincial de Saúde e Serviços Províncias de Saúde, que decorre na cidade de Lichinga.
No encontro de dois dias, participam os quadros seniores das duas instituições, directores distritais, parceiros de cooperação, entre outros convidados.
O encontro que termina esta terça-feira decorre sob o lema: “Promovendo o subsistema comunitário para o alcance da cobertura universal da Saúde”.
Mais de uma centena de partidos, alianças e blocos políticos sudaneses assinaram ontem, 09, uma declaração pela restauração da democracia e contra o golpe de Estado de Outubro de 2021.
A iniciativa ocorre quando falta um dia para o início de um “diálogo nacional”, convocado para resolver a crise política no país.
O documento, denominado “Declaração Nacional de Apoio à Soberania e Transição Democrática”, foi assinado em Cartum por 110 formações, com o objectivo de alcançar “consenso político através do diálogo” culminando na realização de eleições.
Entre os signatários estão os partidos de oposição mais importantes do Sudão, como Al Umma, o Partido Nacional, Construtores do Futuro ou o Partido Liberal, que foram convidados para participar no “diálogo nacional” convocado pela ONU e pela União Africana (UA) e que se inicia na terça-feira.
De acordo com o documento, ao qual a agência Efe teve acesso, as organizações subscritoras enfatizam a necessidade de estabelecer uma posição “unificada” para a estruturação de um Estado “estável”, além de “uma transição democrática que restaure o poder nas mãos do povo” e culmina com a realização de “eleições livres e justas”.
Além disso, concordam em “rejeitar a interferência estrangeira” e pressionar as autoridades competentes para a eleição de um primeiro-ministro e de um executivo que ponha fim ao “vazio constitucional” criado após o golpe de Estado.
No documento também se faz referência a que não se cometam os mesmos erros do passado, já que a transição democrática que começou após a queda do ditador Omar al-Bashir em 2019 foi “hesitante e fraca” e a Carta Magna elaborada então “estava cheia de lacunas”.
A partir de terça-feira, e até 12 de Maio, o “diálogo nacional” acontecerá no Sudão para procurar uma solução para a crise política causada pelo golpe de Outubro.
Este diálogo será articulado em torno de um roteiro elaborado durante as consultas preliminares patrocinadas em primeiro lugar pela Missão de Apoio à Transição das Nações Unidas no Sudão (UNITAMS), em Fevereiro, e em coordenação com a UA a partir de Março.
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres “apela às autoridades congolesas para que investiguem estes incidentes e levem os responsáveis à justiça”, pode ler-se num comunicado das Nações Unidas.
O secretário-geral insta ainda as autoridades a garantirem “acesso imediato, livre e desimpedido” da missão da ONU no terreno (Monusco) às áreas onde ocorreram os ataques “para facilitar os esforços de proteção dos civis”, acrescenta-se na nota.
O ex-primeiro-ministro português exprime “as suas mais profundas condolências às famílias das vítimas” e deseja melhoras rápidas aos feridos, segundo o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, citado no comunicado.
Sublinhando o apoio da ONU à RDCongo, Guterres pede a todos os grupos armados que ponham fim aos seus “ataques cruéis” a civis e insta-os a “participarem incondicionalmente no processo político no país, depondo as armas através do programa de Desarmamento, Desmobilização, Recuperação da Comunidade e Estabilização”.
O comunicado da ONU faz referência ao ataque perpetrado no domingo pelo grupo rebelde Cooperativa para o Desenvolvimento do Congo (Codeco) numa mina próxima da cidade de Mambilidei, na província de Ituri, que fez pelo menos 55 mortos, segundo fonte da sociedade civil citada pela Efe.
Segundo o comunicado da ONU, mais civis foram deslocados e dados como desaparecidos quando os atacantes incendiaram a aldeia de Malika, onde também terão violado seis mulheres.
Por sua vez a agência Efe noticiou que outras 15 pessoas foram mortas na noite de segunda-feira num novo ataque imputado à Codeco num campo de deslocados no nordeste da República Democrática do Congo (RDCongo).
O ataque teve lugar no povoado de Lodda, também na província de Ituri, por volta das 21:00 locais de segunda-feira, informou Jules Tsuba, líder da sociedade civil do território de Djugu, em declarações divulgadas nos meios de comunicação locais.
Desde meados de novembro de 2021, têm ocorrido vários ataques mortais a campos de deslocados na província de Ituri, repetidamente condenados pela ONU.
O Inspector Sénior da Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), Verónio Duvane, detido pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), na última quarta-feira, em flagrante delito, recebendo 250 mil Meticais de subornos, foi restituído à liberdade, na última sexta-feira, mediante pagamento de caução de 500 mil Meticais.
“Ficamos a saber que ele foi solto na sexta-feira mediante pagamento de 500 mil Meticais, mas ainda não o vimos aqui no serviço”, relata a um fonte citada pela Carta.
A fonte indicou ainda que, até esta segunda-feira, Duvane não se tinha apresentado ao seu local de trabalho, numa altura em que os seus colegas estão expectantes para saber se a nível institucional será instaurado um processo disciplinar.
Contactada pela “Carta”, para ter mais detalhes sobre a soltura do Inspector Duvane, a Técnica dos Recursos Humanos da INAE disse que não cabia a ela responder sobre o funcionário em alusão, tendo remetido o assunto para a Inspectora-Geral, Rita Freitas, que, por sua vez, disse que não tinha nenhuma informação.
“Nós não temos nenhuma informação sobre a soltura do nosso colega, entretanto, aguardamos informações do Gabinete Central de Combate à Corrupção”, explicou Freitas.
Questionada que medidas serão tomadas a nível institucional o Inspector Duvane, Freitas respondeu: “acredito que terá um processo disciplinar, mas isso compete ao Ministro que tutela a INAE. Mas, creio que será instaurado o processo interno e, neste momento, estou confiante que os Recursos Humanos já devem estar a tratar do assunto”.
Os professores universitários angolanos retomaram nesta segunda-feira, 9, a greve por tempo indeterminado, suspensa há um mês, por “falta de vontade política” do Governo em solucionar as reivindicações da classe, sobretudo em relação ao aumento salarial.
As posições estão extremadas neste momento e os estudantes apontam o dedo à duas partes.
O secretário-geral do Sindicato Nacional dos Professores do Ensino Superior (SINPES), Eduardo Peres Alberto, reitera o Governo mostra-se “intransigente e diz só ter seis porcento para oferecer.”
Carlinhos Zassala, coordenador do SINPES na região Luanda Bengo, considera “a circular a orientar a marcação de faltas a todos os professores faltosos, uma atitude arrogante, não nos agradou”.
No meio deste braço-de-ferro estão os estudantes que se dizem ser os mais prejudicados com a retoma greve dos professores.
Joaquim Lutambi, representante do Movimento de Estudantes Angolanos diz que as culpas são repartidas entre o Executivo e os professores.
“Não ha sensibilidade por parte do Governo em atender as reivindicações dos professores, mas por outro lado os professores também deviam ter algum bom senso porque já estamos quase a terminar o ano lectivo e esta greve afecta e de que maneira os estudantes”, afirmou.
Além do aumento salarial, os professores do ensino superior público exigem também melhores condições laborais, pagamento da dívida pública e eleições dos corpos diretivos nas unidades orgânicas da Universidade Agostinho.
O Conselho de Direitos Humanos da ONU vai organizar a sessão extraordinária na quinta-feira,sobre “a deterioração da situação dos direitos humanos na Ucrânia” a pedido de Kiev e apoiada por outros 15 Estados-membros do Conselho, a Rússia já veio a publico informar que não vai participar na sessão especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU, anunciou hoje a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova.
“Infelizmente, os nossos argumentos e esclarecimentos sobre os objetivos reais desta operação militar especial [na Ucrânia] e a situação real no terreno são completamente ignorados”, lamentou.
“É óbvio que [os russos] também não seriam ouvidos desta vez”, acrescentou a porta-voz, descrevendo esta sessão como “um novo movimento antirrusso do ‘grupo Ocidente'”.
Esta é a primeira reunião dedicada a este assunto desde que a Assembleia Geral da ONU suspendeu a Rússia, no início de abril, do órgão máximo da organização internacional para os direitos humanos.
No entanto, tendo Moscovo antecipado a sua suspensão renunciando ao seu estatuto de membro do Conselho dos Direitos Humanos, a Rússia tinha direito a participar como país observador nos trabalhos do Conselho marcados para quinta-feira.
Depois do alerta colocado em abril pela Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas, que pediu a revisão dos preços dos combustíveis, o Governo moçambicano está à procura de soluções para fazer face às preocupações das gasolineiras, que alertam para o risco de paralisação da distribuição devido às dívidas do Estado e à subida do preço do barril.
“Sei que há um trabalho que está a ser realizado pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia e também o regulador, em conjunto com a indústria, para estudar formas de mitigação”, declarou Max Tonela, ministro da Economia e Finanças, durante uma conferência de imprensa em Maputo, ciado pela DW.
No total, segundo a Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas, o Governo moçambicano devia, até finais de abril, às gasolineiras acima de 110 milhões de dólares (cerca de 102 milhões de euros), um valor que continuava a crescer com a subida do preço do barril no mercado internacional em resultado dos impactos da invasão russa da Ucrânia.
Para Max Tonela, o problema é “geopolítico”, destacando que os custos do barril continuam “muito elevados”. “Nós assistimos, em quase todo mundo, a necessidade dos países criarem condições para assegurar a continuidade do fornecimento de combustíveis. Corremos o risco de não poder dispor de fornecedores, caso não tomemos as medidas certas ou adequadas. Há um trabalho a correr”, declarou o governante.
Em março, o governo moçambicano anunciou uma redução de taxas, custos e outros valores associados ao preço dos combustíveis para “mitigar o impacto da subida de preços” a nível mundial.
A última mexida nos preços dos combustíveis em Moçambique aconteceu em outubro de 2021, quando a Autoridade Reguladora de Energia (Arene) anunciou subidas entre 7% a 22%, refletindo a subida do preço do barril de crude que já se verificava na altura e que, entretanto, disparou com a ofensiva militar russa na Ucrânia.
Cerca de 1500 pessoas regressaram as suas casas no interior da provícia de Cabo Delgado, o anuncio foi dado pelo comandante da polícia em Cabo Delgado, Vicente Chicote, numa zona até agora deserta por causa da insurgência armada.
“Só na semana finda, recebemos mais de 1.500 pessoas que viviam num centro de acolhimento e regressaram à aldeia de Oasse. Recebemos também pessoas oriundas de Palma que voltaram à vila sede de Mocímboa da Praia”, referiu, numa cerimónia pública em Pemba, capital provincial.
A localidade de Oasse fica num cruzamento que dá acesso aos distritos localizados mais ao norte, nomeadamente, Mueda, Mocímboa da Praia e Palma. A insurgência tornou Oasse num local proibido, uma aldeia fantasma, vandalizada pelos grupos armados, um local que a polícia diz agora regressar à vida.
Apesar dos sinais de melhoria nas condições de segurança em Mocímboa da Praia e Palma, o comandante da polícia em Cabo Delgado manifestou preocupação pelo facto de ainda haver ataques pontuais nos distritos de Macomia e Nangade.
“Continuamos a trabalhar até ao último reduto do inimigo, que neste momento se localiza se em Macomia e Nangade, vamos trabalhar até à eliminação do último terrorista”, acrescentou.
Vicente Chicote fez ainda um apelo para que os guardas de fronteira apertem o cerco à vigilância, para não deixarem passar suspeitos na linha que separa Moçambique da Tanzânia, ao longo do rio Rovuma. “Vamos evitar a facilitação, a entrada de pessoas junto das fronteiras. Algumas pessoas quando entram, sufocam a população”, concluiu.
Desde julho de 2021, uma ofensiva das tropas governamentais com o apoio do Ruanda a que se juntou depois a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) permitiu recuperar zonas onde havia presença de rebeldes, mas a fuga destes tem provocado novos ataques noutros distritos usados como passagem ou refúgio temporário.
Malcom MacDonald, um britânico de 47 anos, viveu durante seis anos com um entrave no seu dia-a-dia: não podia mostrar os braços. O homem teve, durante seis anos, um pénis reconstruído no seu braço, depois de ter perdido o órgão sexual devido a um caso de sépsis, em 2014. O inglês, o primeiro paciente a sujeitar-se ao procedimento, conseguiu finalmente a operação por que tanto esperava: voltar a colocar o pénis entre as pernas.
Segundo os médicos, o britânico vai poder urinar normalmente e ter relações sexuais, uma vez que será instalado um mecanismo de inflação para que o homem consiga ter um ereção.
Malcom desenvolveu, em 2014, uma infeção no períneo que evoluiu rapidamente e causou sépsis, infetando o sangue, e espalhando-se pelo corpo. “Espalhou-se para os meus dedos das mãos e pés e deixou-os negros. Quando o meu pénis ficou da mesma cor fiquei lívido. Foi como um filme de terror. E depois um dia ele caiu no chão, simplesmente”, conta Malcom em entrevista ao The Sun em 2020.
Malcom contou que durante anos não conseguia usar camisolas de manga curta ou até ir à praia, o que perturbou a sua saúde mental durante vários anos. O homem, divorciado e pais de dois filhos, viveu em depressão e teve problemas de alcoolismo até que descobriu o Dr. David Ralph, um famoso médico especialista na reconstrução de pénis.
Através de um fundo do Serviço Nacional de Saúde britânico, Malcom conseguiu garantir a sua operação para voltar a ter pénis (os testículos mantêm-se saudáveis). Até fez um pedido para que lhe aumentassem o tamanho do órgão em cinco centímetros.
Os médicos usaram uma veia retirada da perna de Malcom e reconstruíram-lhe o órgão genital com pele retirada do braço. A última operação estava marcada para 2018, mas Malcom estava doente e não pode ser operado.
Uma série de atrasos depois, Malcom iria ver o seu novo pénis finalmente no local correto, mas a pandemia voltou a trocar-lhe as voltas. Conseguiu, agora, realizar a operação com sucesso e diz ao Daily Mail que finalmente tem a sua masculinidade de volta.
O Governo moçambicano pretende admitir novas companhias aéreas para explorar o espaço nacional, sendo que, neste momento, estão em análise as propostas de algumas empresas estrangeiras que manifestaram interesse.
A informação foi revelada pelo Primeiro-Ministro, Adriano Maleiane, durante o encontro que manteve com os empresários de Nacala, no âmbito da visita de trabalho à província de Nampula.
Na ocasião, Maleiane disse que o processo de admissão de novas companhias aéreas estrangeiras já tinha avançado, mas a pandemia do Covid-19 frustrou a iniciativa.
“A política foi lançada numa altura difícil. Logo a seguir tivemos o Covid-19, que obrigou as companhias do mundo inteiro a paralisar as actividades. Mesmo os voos domésticos tiveram dificuldades”, acrescentou.
A abertura do País face à redução de casos do novo coronavírus oferece perspectivas positivas para a retoma da avaliação do perfil das empresas. As autoridades estão convencidas de que haverá melhoria do ambiente de negócios.
O Primeiro-Ministro, segundo o Notícias, pronunciou-se nestes termos em resposta à inquietação dos empresários, relativamente ao fraco fluxo de voos nacionais e internacionais no aeroporto de Nacala. Vincou também que existem condições favoráveis para que a infra-estrutura seja aproveitada da melhor maneira, através de exploração das regiões adjacentes para a construção de edifícios de prestação de serviços de restauração, transporte, hotelaria e outras componentes, visando flexibilizar o desenvolvimento local.
Trata-se de uma estratégia que tem como objectivo atrair novos investimentos e abrir espaço para a competitividade das empresas e oportunidades de emprego.
“O Aeroporto Internacional de Nacala podia ser melhor aproveitado. Está localizado na Zona Económica Especial (ZEE), onde foram concedidos vários benefícios de investimento, com destaque para a isenção de taxas fiscais e aduaneiras”, afirmou. Adriano Maleiane.
O Posto Administrativo de Olumbe no distrito de Palma foi palco de mais um ataque protagonizado por um grupo de mais de 10 terroristas, na última sexta-feira, tendo havido saque em algumas barracas, sem registo de vítimas mortais.
Este foi o primeiro ataque registado no território sob controlo das forças ruandesas desde que a tomada da vila de Mocímboa da Praia e do Posto Administrativo de Mbau, em Mocímboa da Praia, e do Posto Administrativo de Pundanhar, no distrito de Palma, reporta a Carta de Moçambique.
As fontes contam que as forças ruandesas entraram logo em acção, perseguindo os terroristas, mas estes já tinham abandonado a aldeia.
Fontes locais contaram à “Carta” que o grupo entrou na aldeia disparando, ao mesmo tempo que obrigava as pessoas a retirarem-se para os esconderijos, onde a maioria pernoitou. Um residente em Palma disse que, apesar desta incursão, a vida na vila de Palma decorre normalmente e a população acredita que o grupo será eliminado.
Presume-se também que o grupo de atacantes seja constituído por jovens que se juntaram aos terroristas e que, devido à fome, recorre a ataques esporádicos, à procura de mantimentos. A tranquilidade vivida nos últimos dias em Palma tem estimulado o regresso de muitas famílias àquele distrito.
A Catholic Relief Services pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Campo – Prestação de Contas, Gênero e Proteção (AGP). Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Subvenções. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Projecto. Saiba mais.
O Conselho de Administração do Fundo Monetário Internacional, FMI, aprovou, ontem, um pacote de financiamento de 470 milhões de dólares norte-americanos que deve ser pago dentro de 10 anos, a uma taxa de juro de zero por cento, anunciaram em Maputo o Governo moçambicano e o representante do FMI no país, Alexis Meyer-Cirkel.
O valor emprestado ao Estado moçambicano será disponibilizado a partir do próximo mês de Junho, e vai durar um período de três anos, acompanhados de reformas a serem feitas pelo Governo, que, na verdade, são a condição do empréstimo.
O primeiro pagamento da dívida pública que acabou de ser contraída deve acontecer daqui a cinco anos e meio, segundo o representante residente do FMI em Moçambique, Alexis Meyer-Cirkel, que falava à imprensa, ontem, em Maputo, após a aprovação da retoma do apoio.
“A decisão tomada hoje pelo conselho de administração do FMI representa um marco importante nas relações de Moçambique com o mercado financeiro internacional, sinalizando boas perspectivas para nosso processo de desenvolvimento”, considera Max Tonela.
Esta é a primeira vez que o Fundo financia Moçambique desde a divulgação do chamado escândalo das dívidas ocultas, em 2016, havendo apenas a registar ajudas financeiras pontuais no seguimento de catástrofes específicas, como a pandemia de covid-19 ou os ciclones Kenneth e Idai, em 2019.
O representante do FMI em Moçambique, Alexis Meyer-Cirkel, declarou que o objetivo é apoiar um conjunto de reformas do Governo que visam garantir a recuperação económica, destacando a importância dos setores de gestão de finanças públicas.
“Este programa de auxílio financeiro ajuda na recuperação no sentido de facilitar e criar espaço para que o orçamento consiga manter-se face a pressões fiscais, derivadas dos vários choques que todos nós estamos vivendo no mundo”, declarou Alexis Meyer-Cirkel, acrescentando que o período de graça da dívida é de 10 anos e o repagamento é de longo prazo.
Durante as negociações, o FMI defendeu uma série de reformas fiscais e na política relativa ao IVA, bem como a criação de um fundo soberano para as receitas provenientes dos recursos minerais.
O acordo de princípios entre o FMI e Moçambique foi anunciado em 28 de março, tendo na tarde desta segunda-feira sido aprovado pelo conselho de administração.
O FMI foi um dos vários parceiros internacionais que suspendeu a ajuda financeira na sequência da divulgação de empréstimos de empresas públicas que não tinham sido anunciados nem ao parlamento nem aos doadores internacionais, um processo conhecido como escândalo das dívidas ocultas e que envolveu vários governantes do executivo então liderado por Armando Guebuza.
Manuel de Araújo acusou os membros da Comissão Política da Renamo, de obrigar as autarquias sob sua gestão, a desviar dinheiro em benefício daquela formação política.
O Porta-voz da Renamo, José Manteigas, disse esta segunda-feira, em conferência de imprensa, que os pronunciamentos de Manuel de Araújo constituem uma mentira encomendada, com a pretensão dolosa de manchar e caluniar o partido.
O porta-voz do partido, José Manteigas, deixou a seguinte recomendação. “Que se passe a pagar cotas como forma de ajudar o partido a resolver alguns problemas, como, por exemplo, da Delegação Política da Cidade de Quelimane. Nessa reunião, estiveram presentes os autarcas da cidade de Quelimane e o edil estava ausente, ou seja, estava fora da cidade”, disse o porta-voz do partido.
E mais, segundo a segunda maior força política do país, o pagamento de cotas ou qualquer apoio “é uma prática comum, lícita e recomendável em qualquer partido político, porque é disso que se mantém o funcionamento do partido”.
José Manteigas recorreu ao passado para recordar que a mesma questão já tinha sido esclarecida “em Abril passado, numa reunião dirigida pelo secretário-geral numa reunião que decorreu na delegação política provincial, onde o senhor Manuel de Araújo esteve presente e foi uma grande oportunidade para o senhor Manuel de Araújo esclarecer-se”.
Mas o partido Renamo, não só sai em defesa própria, como contra-ataca. “Os pronunciamentos deste membro constituem autênticas mentiras encomendadas e pretensão dolosa de manchar e caluniar o partido Renamo e seus quadros.”
A terminar, a Renamo reiterou que tem um Presidente e órgãos abertos para o debate das questões internas, mas decidiu chamar a imprensa para responder nas mesmas proporções em que o problema foi levantado. A conferência de imprensa foi concluída com a seguinte advertência: “exortamos o nosso membro Manuel de Araújo a concentrar-se na resolução dos problemas da autarquia, a ser mais proactivo e a fazer-se mais presente”.
No que diz respeito à democracia interna, Manteigas defendeu que ela existe e apontou os seguintes exemplos. “O Senhor Manuel de Araújo, eleito edil de Quelimane, passou por uma eleição interna de candidatos. O Senhor Manuel de Araújo é membro do Conselho Nacional eleito no sexto Congresso, em Janeiro de 2019. O senhor Manuel de Araújo, mesmo exercendo o cargo de edil de Quelimane, encabeçando a lista da Renamo, o partido permitiu candidatar-se à cabeça-de-lista, para o cargo de governador da província da Zambézia, processo que contou com três candidatos. Porque ele obteve a maioria dos votos, o partido Renamo e seu presidente respeitaram a democracia interna e aceitaram a sua candidatura. O senhor Manuel de Araújo, outrora, foi deputado da Assembleia da República, pela Bancada Parlamentar da Renamo na 6ª Legislatura e sem qualquer explicação, em 2011, concorreu para as intercalares e em 2013 para as eleições municipais pelo partido MDM, isto é, saiu da Renamo por livre e espontânea vontade, decisão respeitada pelo nosso partido. Depois pediu para voltar, onde encabeçou a lista do partido para as autarquias, como resultado de eleições internas. Como pode a mesma pessoa dizer que não há democracia interna?”, questionou ao terminar.
Um oficial oficial de alto escalão das Forças de Defesa do Botswana (BDF na sigla em inglês), que recentemente regressou ao Botswana depois de cumprir a sua missão em Cabo Delgado, afirmou que o campo era um alto risco de segurança, com prostitutas e vendedores ambulantes livres para entrar e sair à vontade, escreve a Carta que cita o The Voice.
“Onde estamos acomodados, não há cerca de perímetro. Vendedores ambulantes, prostitutas e outras pessoas se aglomeram ao redor da área, principalmente durante o almoço e depois do expediente.
Eles entram e saem quando querem, não estamos nada seguros!” declarou a fonte ao The Voice. Ele admitiu ainda que alguns dos seus colegas foram incapazes de resistir à atracção das prostitutas e cederam aos seus impulsos sexuais, pagando pelo prazer. “É muito perigoso. Algumas dessas mulheres podem ser enviadas por terroristas!” alertou a fonte.
A mesma fonte acrescentou que inicialmente eles foram alojados pela Força de Defesa da África do Sul. No entanto, os sul-africanos optaram mais tarde por movimentar as suas forças devido a preocupações de segurança. “Foi realizada uma avaliação de segurança e, depois disso, o governo sul-africano transferiu os seus soldados para uma área mais segura”, disse a fonte do BDF. Traçando uma imagem de uma operação desorganizada, a fonte acusou ainda o alto escalão de negligenciar as suas tropas. “Nossos soldados preparam as suas refeições no acampamento, mas, caso você esteja em patrulha, você passa fome e é obrigado a mendigar as ‘sobras’ dos sul-africanos, que sempre têm dinheiro e muita comida. Isso é constrangedor!” explodiu a fonte.
Dando seguimento às denúncias, o The Voice enviou um questionário ao BDF, mas recebeu uma resposta básica. “O BDF deseja informar que não discute assuntos operacionais na mídia, pois eles têm a propensão de comprometer a segurança operacional. O BDF é uma força profissional que continua a executar seu mandato de defender a integridade territorial, a soberania e os interesses nacionais de Botswana. Queremos garantir ao público que as questões relacionadas à protecção da força, segurança e bem-estar de seus membros continuam a ser de suma importância em todos os momentos”, afirmou o tenente-coronel Fana Maswabi.
Lembre-se, recentemente, um agente da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) foi abatido mortalmente no Teatro Operacional Norte por um membro da Força Local por prática de amantismo.
Foram apreendidos na semana passada, pelas autoridades alfandegárias mais de 19 mil celulares na capital do país, cuja importação foi fraudulenta, os mesmos eram transportados em mais de 250 caixas disfarçadas, sem a respectiva documentação.
Segundo o O País que cita Gimo Jonas da Alfândegas de Moçambique, “a mercadoria saia de um armazém e a equipa de fiscalização interceptou a viatura e exigiu a respectiva documentação de origem da importação. Mas o importador não possuía quaisquer documentos, não restando outra possibilidade senão apreender, pois estavam vários indícios de que se tratava de produtos contrabandeados”
Segundo Jonas, são escassas as informações sobre a origem destes produtos, no entanto são conhecidos os proprietários e, neste momento, decorrem processos legais.
“Não se sabe qual é a origem, nem se terão entrado por via marítima, terrestre ou aérea, porque a apreensão foi feita na via pública”, esclareceu.
As mesmas equipas apreenderam, também, 50 viaturas por irregularidades diversas, bebidas alcoólicas, produtos alimentares e vários outros bens. Segundo as alfândegas, o Estado foi lesado em mais de três milhões de Meticais, só nos primeiros três meses deste ano.
“As viaturas foram apreendidas por violação de regulamentos de importação temporária, outras foram regularizadas por meio de isenções que não são regulares”, disse.
Das 50 viaturas apreendidas, 16 já estão com a situação regularizada, o que resultou na cobrança de 756 mil Meticais.
Mais de cento e quatro mil pacientes abandonaram o tratamento anti-retroviral no primeiro trimestre deste ano, na Zambézia, os homens constam em grande número da lista dos doentes que abandonaram o tratamento.
De acordo com a RM, a informaçãp foi avançada pela Supervisora provincial do Programa de HIV, na Direcção provincial da Saúde, da Zambézia, Cheinaze Veríssimo, associa o facto aos preconceitos, como sendo prováveis causas do elevado número de abandono, por parte dos homens.
Na Zambézia estão em assistência anti-retroviral mais de trezentos mil pacientes infectados pelo Hiv/Sida.
Para alcançar os pacientes que não conseguem se deslocar ás unidades sanitárias, a entrevistada salientou que a Direcção Provincial da Saúde traçou estratégias, com por exemplo, a entrega de medicamentos ao domicílio.
Na província da Zambézia, duzentas e sessenta e oito unidades sanitárias dispõem de tratamento de HIV.
Mais de 300 pessoas sequestradas em diversos ataques foram resgatadas numa operação conjunta das forças de segurança nigerianas, marcando uma das maiores acções recentes...
O Governo da República Democrática do Congo (RDCongo) anunciou que o número de mortes atribuídas ao Ébola subiu para 1.801, enquanto os casos confirmados...