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Domingo, Agosto 9, 2026
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Edil pressiona funcionários a regressarem à vila de Mocimboa da Preia

Segundo escreve a Carta de Moçambique, o edil Cheia Carlos Momba ameaça com medidas administrativas aos funcionários que não acatarem a medida de retornar aos postos de trabalho no prazo estabelecido. 

Num documento emitido na passada quinta-feira, citado pela Carta, Momba refere que os funcionários e agentes do Estado deverão concentrar-se na sede do distrito de Mueda, onde haverá transporte para Mocímboa da Praia.

No entanto, um funcionário daquela autarquia, que preferiu anonimato, disse que, apesar da ameaça, alguns funcionários não estão dispostos a regressar, situação agravada pela falta de habitação, que desmotiva quase todos. Lembre-se que na semana passada, o Governador de Cabo Delgado, Valige Tauabo, informou que os contentores vão substituir escritórios, para a retoma dos serviços públicos.

Palma reabre dois centros de saúde encerrados devido a ataques terroristas

O director provincial de saúde, em Cabo Delgado, Magido Sabune, anunciou a reabertura no distrito de Palma, em Cabo Delgado , ainda esta semana, de dois centros de saúde que encontravam-se encerrados devido aos ataques terroristas.

Trata-se dos centros de saúde de Quionga e Muti, que reabrem para assegurar assistência aos cidadãos que estão a regressar às zonas de origem.

Magido Sabune falou ainda de outras infra-estruturas que reabrem em Cabo delgado, na sequência da melhoria da situação de segurança.

“O centro de Saúde de Palma também já está a funcionar. A par destes dois centros de Saúde, está o centro de Saúde da Maganja que também está a funcionar. No distrito de Macomia, o centro de Saúde da sede, a maternidade já foi reabilitada e alguns colegas já retornaram. Em Muidumbe temos o centro de Saúde de Mipeda. Em Mocímboa da Praia, a unidade sanitária que conseguimos acessar imediatamente, foi o Centro de Saúde de Diaka”, disse.

‘Vagabundus’ de Ídio Chichava apresentado na Bulgária

O coeógrafo moçambicano Ídio Chichava irá estreiar no próximo sábado, 14, no festival One Week Dance, na Cidade de Plovdiv, Bulgária, o espectáculo de dança Vagabundus que conta com 17 bailarinos.

De acordo com o O País, numa das sessões do Festival KINANI, Ídio Chichava fez uma amostra do que hoje é o espectáculo de dança Vagabundus. Nesse ensaio aberto, esteve o Director do One Week Dance, que se encantou com a abordagem dessa coreografia moçambicana. Assim, surgiu a ideia de uma produção que, no próximo dia 14, irá estrear na Bulgária.

Na sua nova coreografia, que durou seis meses a preparar, Ídio Chichava esmerou-se em trabalhar experiências do corpo de cada bailarino, sem esquecer as suas tradições e as suas influências. “Eu questiono a migração do corpo, de onde comecei e as minhas escolas de dança tradicional. Esse é um dos nossos objectivos, levar a dança tradicional transformada, confrontado essa nova visão do mundo com as novas estéticas”, afirmou Ídio Chichava.

Assim, o coreógrafo e os bailarinos que fazem Vagabundus pretendem, através de movimentos coordenados, mostrar que em Moçambique existe a criação de vocabulários próprios, através da dança. E porque a peça não se trata apenas de dança, Chichava observa: “Em geral, isto é nadar profundamente no canto, que questiona o movimento. A base da nossa pesquisa foi o corpo global, o corpo cantante e dançante”.

Vagabundos é um espectáculo que conta com 13 bailarinos, inseridos numa delegação de 17 elementos. Só pelo número de pessoas que irá viajar a Bulgária, a peça revela um grande investimento, em termos logísticos. Por isso, Ídio Chichava lamento não ter tido a possibilidade de estrear o espectáculo no seu país. “Para mim, é com muita pena que este espectáculo, com grande produção, não estreia em Moçambique. Isso levanta-me uma questão sobre onde estão as entidades que podem financiar ou que têm essa responsabilidade social de apoiar a cultura. Houve essa desatenção por parte de quem nos poderia ajudar, quando fomos bater à porta”.

Sem apoio para estrear em Moçambique, surgiu assim a possibilidade de a estreia mundial de Vagabundus acontecer na Bulgária, “num dos 20 melhores festivais do mundo da dança contemporânea. Acho que o Ídio foi muito ousado nesse aspecto de pensar a dança contemporânea, africana, de forma profunda, sobre a nossa essência de ser como africanos”, disse Quito Tembe, o Director do Festival KINANI, um dos protagonistas ida da delegação de 17 moçambicanos a Bulgária.

Referindo-se a aspectos logísticos da peça Vagabundus, Quito Tembe observou: “Este espectáculo tocou-nos e não houve mãos a medir. Fazer uma produção com 17 elementos a pôr-se num avião e a viajar para outro continente é uma logística muito grande. Nos últimos anos, os espectáculos africanos foram sempre curtos, com um solo, duo ou máximo de quatro elementos. Este espectáculo extravasa isso. Se o espectáculo correr bem, e acreditamos que irá correr, serão muitas portas abertas para o mundo. Estamos a pôr toda a nossa energia para que este espectáculo toque o público como nos toca a nós”.

No One Week Dance, Vagabundus irá estrear às 19 horas do dia 14 deste mês de Maio, no Boris Hristov House of Culture, na Cidade Plovdiv.

Zimbabué proibe empréstimos para conter desvalorização da sua moeda

O Presidente do Zimbabué, Emmerson Mnangagwa, proibiu temporariamente os empréstimos bancários numa última tentativa de conter a desvalorização da moeda local, o dólar zimbabueano.

“Os empréstimos bancários ao Governo e ao setor corporativo estão suspensos até novo aviso”, disse Mnangagwa num discurso transmitido sábado à noite pela televisão.

O Presidente ordenou a intensificação do controlo das autoridades monetárias sobre as transações financeiras para combater o que chamou de “comportamento de arbitragem criminal (estratégia financeira) na economia”.

No seu discurso, Mnangagwa alertou que os empréstimos bancários são “propensos a abusos” em referência a algumas entidades e indivíduos que utilizam o dólar zimbabueano para comprar moedas estáveis, fomentando a desvalorização da moeda local.

Como a procura por moeda estrangeira no país supera a oferta, muitas empresas são obrigadas a procurar essas divisas no mercado paralelo, elevando as taxas e enfraquecendo o dólar zimbabueano.

Enquanto a taxa de câmbio oficial do dólar norte-americano no sistema estrito de leilões de moeda do país africano é de 165 unidades locais, no mercado paralelo a taxa de câmbio atinge entre 350 e 400 dólares zimbabueanos.

Essa realidade paralela reflete-se nos supermercados, onde um litro de leite custa cerca de 400 dólares locais e um pão ultrapassa os 340.

Segundo o Presidente, porém, a partir de agora os supermercados só poderão ajustar os preços ao câmbio oficial “com variação máxima permitida de 10%”.

Ativistas e apoiantes da oposição planeiam um bloqueio nacional esta segunda-feira, incentivando as pessoas a ficar em casa para protestar contra o aumento dos preços de bens básicos e a redução do poder de compra.

O salário-base dos professores de 25.000 dólares zimbabueanos, por exemplo, passou de 250 dólares norte-americanos há dois anos para o valor atual de 62 dólares norte-americanos.

A situação é cada vez mais vista como uma repetição da última crise inflacionária desencadeada em 2006, que o Banco Mundial estimou em 231 milhões por cento em novembro de 2008, quando atingiu o ponto mais alto.

Homens armados matam 48 pessoas na Nigéria

Pelo menos 48 pessoas foram mortas em ataques realizados por homens armados em três aldeias do estado de Zamfara, no noroeste da Nigeria, disse à France-Presse um responsável local e um habitante.

Estes ataques foram os mais recentes atos de violência levados a cabo por bandos criminosos, “bandidos” que aterrorizam o centro e noroeste da Nigéria há anos, pilhando, raptando e matando residentes.

“No total, 48 pessoas foram mortas pelos bandidos nas três aldeias (Damri, Sabon Garin e Kalahe), atacadas na sexta-feira à tarde”, disse o funcionário administrativo do distrito de Bakura, Aminu Suleiman, confirmando um testemunho de um residente.

A aldeia de Damri foi a mais atingida, onde os homens armados mataram 32 pessoas, incluindo dois polícias, disse Suleiman.

“Atacaram um hospital em Damri, onde dispararam sobre os doentes que recebiam tratamento e queimaram um veículo da polícia, matando dois agentes”, disse ele.

Acrescentou que foi o exército, que mais tarde foi destacado para a zona, que conseguiu obrigar os atacantes a fugir.

Abubakar Maigoro, um residente de Damri, fez a mesma avaliação: “Enterrámos 48 pessoas mortas nos ataques”, disse ele à AFP.

“A chegada dos soldados forçou os bandidos a recuar, deixando para trás o gado e os alimentos que saquearam”, acrescentou ele.

A polícia, que não confirmou a violência, não respondeu aos pedidos da AFP.

Apesar das operações militares e amnistias concedidas pelas autoridades, os ataques estão a aumentar nas regiões noroeste e central do país mais populoso de África.

Só nos últimos dois meses, estes grupos fizeram explodir e atacaram a tiro um comboio na capital Abuja, raptaram dezenas de passageiros, mataram a tiro mais de 100 aldeões e massacraram uma dúzia de membros de grupos de autodefesa.

No início de janeiro, mais de 200 aldeões foram mortos no estado de Zamfara.

Segundo a organização não governamental (ONG) Acled, os terroristas mataram mais de 2.600 civis em 2021, um aumento de 250% em relação a 2020.

O Presidente Muhammadu Buhari, um antigo general do exército, está a terminar o seu segundo mandato debaixo de fortes críticas pela sua incapacidade em conter a violência.

Designados como “terroristas” pelas autoridades no início deste ano, os grupos armados operam a partir de acampamentos escondidos numa vasta floresta que se estende pelos estados de Zamfara, Katsina, Kaduna e Níger.

Vagas de emprego do dia 09 de Maio de 2022

Foram publicadas hoje, dia 09 de Maio no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Assessor de Nutrição

A SNV pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor de Nutrição. Saiba mais.

2. Vaga para Assessor de Água, Saneamento e Higiene

A SNV pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor de Água, Saneamento e Higiene. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Supervisor Distrital – Zambézia

A N’weti pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor Distrital. Saiba mais.

2. Vaga para Supervisor Distrital – Nampula

A N’weti pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor Distrital. Saiba mais.

3. Vagas para Oficiais de Apoio Técnico

A N’weti pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais de Apoio Técnico. Saiba mais.

4. Vaga para Assistente de Call Center

A Medihealth pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Call Center. Saiba mais.

5. Vaga para Digitalizador

A Medihealth pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Digitalizador. Saiba mais.

6. Vaga para Oficial de Procurement

A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Procurement. Saiba mais.

7. Vaga para Merchandiser

A TJ Consultants está a recrutar para o seu cliente um (1) Merchandiser. Saiba mais.

8. Vaga para Representante de Vendas Van

A TJ Consultants está a recrutar para o seu cliente um (1) Representante de Vendas Van. Saiba mais.

9. Vaga para Programador Estagiário

A Robobo pretende recrutar para o seu quadro pessoal um (1) Programador Estagiário. Saiba mais.

10. Vaga para Fiel de Armazém

O Centro Reparações de Veículos de Moçambique Lda, pretende recrutar um (1) Fiel de ArmazémSaiba mais.

11. Vaga para Director de IT

O Centro Reparações de Veículos de Moçambique Lda, pretende recrutar um (1) Director de ITSaiba mais.

12. Vaga para Oficial de Crédito

O Futuro MCB, S.A, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Crédito. Saiba mais.

13. Vaga para Gerente de Crédito

O Futuro MCB, S.A, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gerente de Crédito. Saiba mais.

14. Vaga para Supervisor de Cliente Individual

O Futuro MCB, S.A, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Cliente Individual. Saiba mais.

15. Vagas para Assistentes Distritais

A Associação ActionAid Moçambique (AAMoz) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Assistentes Distritais. Saiba mais.

16. Vagas para Consultores

A Associação PROGRESSO pretende contratar Consultores. Saiba mais.

17. Vaga para Técnico de Farmácia

ONG que opera na área de Saúde, pretende admitir para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Farmácia. Saiba mais.

18. Vaga para Oficial de Logística

A Catholic Relief Services pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Logística. Saiba mais.

19. Vaga para Oficial de Projeto

A Catholic Relief Services (CRS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Projeto. Saiba mais.

20. Vaga para Oficial de Armazém

A Catholic Relief Services (CRS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Armazém. Saiba mais.

21. Vaga para Fiel de Armazém

A Catholic Relief Services (CRS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Fiel de Armazém. Saiba mais.

22. Vaga para Assistente Financeiro e Administrativo

A Catholic Relief Services pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Financeiro e Administrativo. Saiba mais.

23. Vaga para Oficial de Projeto – Wash

A Catholic Relief Services pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Projeto – Wash. Saiba mais.

24. Vaga para Oficial de Campo – MEAL

A Catholic Relief Services pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Campo – MEAL. Saiba mais.

25. Vaga para Oficial de Campo – Prestação de Contas, Gênero e Proteção (AGP)

A Catholic Relief Services pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Campo – Prestação de Contas, Gênero e Proteção (AGP). Saiba mais.

26. Vaga para Programador Back-end Python

A Robobo pretende recrutar para o seu quadro pessoal um (1) Programador Back-end Python. Saiba mais.

27. Vaga para Programador Front-end React

A Robobo pretende recrutar para o seu quadro pessoal um (1) Programador Front-end React. Saiba mais.

28. Vaga para Oficiais de WASH

A Action Contre La Faim Moçambique está a recrutar um dois (2) Oficiais de WASH. Saiba mais.

29. Vaga para Oficial Sénior de Recursos Humanos

A FHI 360 pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior de Recursos Humanos. Saiba mais.

30. Vaga para Frontend Developer

A Medihealth, Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Frontend Developer. Saiba mais.

31. Vaga para Backend Developer

A Medihealth, Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Backend Developer. Saiba mais.

32. Vagas para Coordenadores Distritais

A Save the Children Internacional (SCI) está a recrutar três (3) Coordenadores Distritais. Saiba mais.

33. Vaga para Vice-Coordenador de Projecto

A AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Vice-Coordenador de Projecto. Saiba mais.

34. Vaga para Oficial de Subvenções

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Subvenções. Saiba mais.

35. Vaga para Oficial de Projecto

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Projecto. Saiba mais.

36. Vaga para Oficial de Ligação para Saúde

A Kubatsirana Ajuda-Mútua pretende recrutar para o seu quadro pessoal um (1) Oficial de Ligação para Saúde. Saiba mais.

37. Vagas para Técnicos Sociais de WASH

A AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Técnicos Sociais de WASH. Saiba mais.

38. Vaga para Vice-Coordenador de Projecto

A AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Vice-Coordenador de Projecto. Saiba mais.

39. Vaga para Adjunto de Chief of Party para Operações

A Save the Children Internacional (SCI) está a recrutar um (1) Adjunto de Chief of Party para Operações. Saiba mais.

40. Vaga para Operador para Camião Betoneira

A Green Revolution pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Operador para Camião Betoneira. Saiba mais.

41. Vaga para Gestor de Inventário

A Green Revolution pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Inventário. Saiba mais.

42. Vaga para Assistente de Recursos Humanos

O Futuro MCB, S.A, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Recursos Humanos. Saiba mais.

43. Vaga para Impressores Offset

Uma empresa do ramo gráfico sediada em Maputo pretende contratar para seu quadro de pessoal dois (2) Impressores de Offset. Saiba mais.

44. Vaga para Montador de Offset

Uma empresa do ramo gráfico sediada em Maputo pretende contratar para seu quadro de pessoal um (1) Montador de Offset. Saiba mais.

45. Vaga para Estagiário Operacional

A Marine & Inland Services pretende contratar um (1) Estagiário Operacional. Saiba mais.

46. Vaga para Técnico de Diagnóstico

A empresa Centro Reparações de Veículos de Moçambique Lda, pretende recrutar um (1) Técnico de Diagnóstico Auto. Saiba mais.

47. Vaga para Técnico de Caixa de Velocidade

A empresa Centro Reparações de Veículos de Moçambique Lda, pretende recrutar um (1) Técnico de Caixa de Velocidade. Saiba mais.

48. Vaga para Repórteres para Eventos Desportivos

A MS Data pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Repórteres para Eventos Desportivos. Saiba mais.

Moçambola 2022: campeão ABB entra em falso

A bola já rola no Moçambola 2022, com o arranque da prova este fim-de-semana. Muitas foram as surpresas e os resultados inesperados para este arranque, com destaque para os campeões nacionais da edição passada, que tiveram o privilégio de acolher o inaugural, diante da União Desportiva de Songo.

A Associação Black Bulls entrou com o pé esquerdo na edição 2022 do Moçambola ao perder em casa com a União Desportiva de Songo, por uma bola a zero, Dayo marcou o golo que ditou a vitória da equipa da União Desportiva de Songo.

A liga Desportiva de Maputo goleia Matchedje de Mocuba por 3-0 e assume o comando do Moçambola 2022, com três pontos.

Ainda neste domingo, o Ferroviário de Maputo perdeu em casa por 1-2 frente ao seu homónimo da Beira.

Em Nacala, o Ferroviário local consentiu uma derrota caseira por 0-1 frente ao Ferroviário de Nampula.

O Costa do Sol foi a Vilankulo vencer a Associação Desportiva por 1-0.

O Ferroviário de Lichinga ganhou ao Incomáti de Xinavane por 1-0.

AMEPETROL garante não haver ruptura de stock de combustíveis

A Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas (AMEPETROL), desmente publicamente as notícias que vêm sendo partilhadas nas redes sociais, dando conta da ruptura de “stock” de combustíveis em diversos postos de abastecimento no país e garante haver combustível suficiente para atender a demanda em todo território nacional.

Em comunicado, a Associação dá conta de que “além de ser falsa a informação”, a AMEPETROL confirma que não existe ruptura dos stocks em Moçambique e que não se verifica a falta de combustíveis no país.

Segundo o Diário económico, Hipólito Michel Ussene Presidente da AMEPETROL exorta ao público para “que se mantenha sereno e não difunda falsas informações”, e reitera o compromisso de “garantir o pleno fornecimento de combustíveis no território nacional e durante os próximos dias continuará a acompanhar a evolução dos preços nos mercados internacionais.”

Continua fugitivo agente da PRM envolvido na tentativa de assassinato de Nini Satar

Continua em paradeiro desconhecido Lenine Macamo, antigo chefe de reconhecimento da PRM na cidade de Maputo. Macamo é apontado nos meios policiais como sendo o cabecilha do trio que engendrou um plano macabro para assassinar, por execução, Nini Satar, que está a cumprir pena na B.O. pelo seu envolvimento no assassinato do jornalista Carlos Cardoso.

Lenine Macamo sumiu logo que o SERNAP (Serviço Nacional Penitenciário) descobriu o esquema através de escutas telefónicas. Para além de Lenine Macamo, o trio era composto por outros dois agentes policiais, José Nhangulele e Edson M. Estes dois foram detidos em Março e cumprem prisão preventiva na chamada Cadeia Civil de Maputo, escreve a Carta.

Registos de chamadas telefónicas denunciam o envolvimento dos três na trama. Eles haviam “contratado” um recluso da B.O., de nome Leão Wilson, para “executar o trabalho”. Nas conversas, a que Carta teve acesso, percebe-se que Nini Satar só não foi abatido por causa da chuva. A “operação” devia acontecer por ocasião de um banho de sol dos reclusos, mas houve dias de chuva ininterrupta, que impediu a aparição do sol.

Lenine e seus parceiros tentaram convencer Leão Wilson de que a “encomenda” tinha a chancela da Procuradora Geral da República, Beatriz Buchile, e do Comandante Geral da Polícia, Bernardino Rafael. É obvio que isso só podia ser uma alegação de mau gosto. O Presidente Nyusi também foi visado na mesma perspectiva.

Há dias, Nyusi e Buchile endureceram seu discurso contra o envolvimento de agentes da Polícia na recente escalada de raptos. Na sessão de abertura da recente reunião do Conselho Consultivo do Ministério do Interior, Nyusi declarou: “Não posso aceitar que as Esquadras da Polícia se tornem ninhos de raptores e que o Comandante da esquadra seja o principal responsável pelo assunto”.

A onda de sequestros que recomeçou no ano passado dominou o relatório da Procuradora-Geral Beatriz Buchile ao parlamento há duas semanas (27, 28 de Abril). Ela disse que os envolvidos nos raptos incluem não só membros do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e Polícia, mas também magistrados e advogados.

O caso da tentativa de assassinato de Satar vai ainda fazer rolar muita tinta. “Carta” soube ontem que os dois agentes da Polícia detidos na B.O. já constituíram advogado. Trata-se de Lourenço Malia. O causídico tem sido criticado por seus pares por ter aceite este caso. É que Malia já foi advogado de Nini Satar no caso do seu alegado envolvimento na “inventona” do assassinato do advogado Albano Silva em 2008. Nini e seus pares foram absolvidos.

Liderança da Renamo acusada de marginalizar família Dhlakama

Mais uma vez a liderança do partido Renamo emcabeçada por Ossufo Momade está a ser alvo de contestação por parte de alguns membros do partido, a direcção liderada por Ossufo Momade e André Majimbiri é acusada de falta de transparência no processo de eleição de Maria Celeste Canchite como nova presidente daquele Liga da Mulher da Renamo, em substituição de Maria Inês Martins.

Isso porque segundo avançou o Evidências na sua edição online de 05 de Maio, Rosária Dhlakama, viúva do falecido e mítico líder do partido, Afonso Dhlakama, que também era candidata ao cargo, após a submissão da sua candidatura não recebeu o respectivo protocolo, muito foi informada do estado do seu processo, até o dia da partida à cidade da Maxixe, província de Inhambane, local da conferência, em que acabou ficando em terra com malas na delegação do partido, enquanto os outros já haviam partido, sem sequer ter sido avisada.

Contactada, a comissão eleitoral diz que a sua candidatura foi desqualificada porque ela não tinha cartão de membro, não pagava cotas e nunca desempenhou um cargo de chefia.

Os membros que apoiavam a sua candidatura acusam a direcção do partido de ter “montado” uma equipa que se encarregou de desenformá-la sobre a hora da partida, tendo em vista evitar que ela seguisse viagem para o local da conferência.

“Como promotores da democracia, o que aconteceu não nos dignifica. Não custava nada dizer que ela não vai, em vez de mandar vir, enquanto sabiam que ela não viajaria, e ter que ficar na sede com pastas, enquanto os outros haviam saído”, repudiou uma das apoiantes.

O Evidências procurou esclarecimento da direcção do partido. Contactado, o secretário-geral, André Majimbiri, disse não ser a pessoa certa para se pronunciar, tendo indicado a deputada Angelina Enoque.

Contactada pela nossa equipa de reportagem, Angelina Enoque, que esteve à frente do processo, fez saber que a candidata Rosária Dhlakama não reunia requisitos para ser seleccionada, por não ter cartão de membro, não ter a situação de cotas em dia e nunca ter assumido cargo de chefia no partido. No entanto, não conseguiu explicar por que razão esta não foi informada da situação da sua candidatura.

“Ela não tinha cartão de membro, não pagava cotas e nunca chefiou no partido. Com isso, não reunia requisitos para que a candidatura dela fosse aceite”, disse Angelina Enoque, que, quando questionada sobre falta de comunicação, escusou-se a pronunciar-se, alegando que não compete a ela falar em torno do assunto, mas reconheceu a falha de comunicação.

Maria Canchite, que é deputada da Assembleia da República e delegada provincial em Sofala, venceu o escrutínio com cerca de 102 votos, contra 08 de Marta Boas Matavel, 06 de Helena António da Silva e 02 votos em branco.

Mulher condenada por furar preservativos do parceiro para engravidar

Uma mulher foi condenada, na Alemanha, por agressão sexual, depois de furar os preservativos de um homem para tentar engravidar.

A mulher foi condenada a seis meses de prisão com pena suspensa e, segundo a juíza, citada pela Sky News, o caso entrou para a história da Justiça.

A mulher, de 39 anos, estava num relacionamento casual com um homem, de 42 anos, que conheceu online no início de 2021 e provou-se que, deliberadamente, furou os preservativos do parceiro na esperança de engravidar.

Apesar de não ter conseguido concretizar o seu desejo, a mulher chegou a enviar uma mensagem ao homem, através do Whatsapp, na qual dizia que acreditava estar grávida e onde confessava o que tinha feito. Posteriormente, o homem avançou com uma queixa.

Inicialmente, apesar de os procuradores e o Tribunal concordarem que a ação da mulher configurava um crime, havia incertezas sobre que delito estava em causa.

“Nós escrevemos história legal aqui hoje”, disse a juíza Astrid Salewski, no  tribunal regional na cidade de Bielefeld, que decidiu condenar a mulher por agressão sexual.

“Os preservativos foram inutilizados sem o conhecimento do homem ou o seu consentimento. Aqui ‘não’ também significa ‘não’”, sublinhou.

Homem viveu com o corpo da falecida mulher durante 21 anos

Um homem, da Tailândia, viveu 21 anos com o corpo da mulher embalsamado para lhe provar o seu amor eterno.

Charn Janwatchakal decidiu, após mais de duas décadas, cremar o corpo da mulher. O homem, de 72 anos, vivia num pequeno apartamento com a mulher dentro de um caixão, reporta o Mirror.

No dia 30 de abril, decidiu cremá-la. “Vais apenas por um breve instante e depois voltas a casa. Não vai demorar. Eu prometo”, terá dito o homem no momento.

A mulher terá morrido em 2001 e Charn terá registado o seu óbito, embora mantivesse o corpo em casa. Entende-se que, por esse motivo, não será alvo de qualquer queixa legal pelo sucedido.

O homem sofreu há alguns meses um acidente de moto e estaria a receber apoio de uma associação. Ciente do degradar da sua condição de saúde, e receoso que pudesse morrer sem dar à mulher um funeral digno, este acabou por decidir avançar com a sua cremação.

Parte dos documentos do Caso dos 113 milhões desapareceram

Segundo a declarante Amélia Mussara, citada pela RM, o processo de requalificaçao de documentos do Ministério do Trabalho e Seguranca Social, entre 2015-2019 poderá ter contribuido para o desaparecimento de uma enorme quantidade de informação vital para esclarecer o processo do desvio de mais de 113 milhões da DTM.

Em sede de audiência e julgamento, a declarante Amélia Mussara, da direcção provincial do Trabalho na provincia de Maputo, disse que cada departamento ou sector tinha a responsabilidade de requalificar os seus documentos.

Amélia Mussara contou ter vivenciado um episódio, em 2019, sem precisar o mês, no entardecer ligou lhe o coordenador da equipe da do Sistema Nacional do Arquivo do estado.

O individuo disse que estava na lixeira de Malhanpsene com documentos que pretendiam incinerar.

Entretanto, uma vez que não dispunham de credencial para o efeito foram interditos o acesso a lixeira, e se dirigiram a direcção provincial do trabalho de Maputo para depositar os documentos naquela unidade sem o consentimento da direcção local.

Foi através do guarda desta unidade que a direcção tomou conhecimento através de uma chamada telefónica.

Uma vez que o episódio teria acontecido durante o final de semana, no primeiro dia laboral, a direcção foi confrontada com enormes quantidades de documentos espalhados que até impediam a entrada de viaturas e funcionários da instituição.

Alguns destes documentos estavam nas pastas do arquivo morto e outros a sobrevoar pelas instalações daquela unidade do estado.

Segundo pode constatar faziam parte deste espólio abandonado correspondências do gabinete do Ministro, documentos confidenciais, orçamentos entre outros.

Ainda esta sexta-feira, foi ouvido o antigo director provincial do trabalho em Inhambane, João Almeida a pedido da defesa de Anastácia Zitha antiga directora para o Trabalho Migratório.

As questões sobre João Almeida se cingiram em justificar a utilização dos valores da DTM em benefícios do road Show na região sul do pais, um valor cuja contraparte sul-africana da Mine worker Found Project mostrou disponibilidade em pagar os custos da deslocação e outros encargos inerentes.

Entre reparos ao curso do julgamento, a juíza da causa, Ivandra Uamusse disse em função das respostas que tem sido dadas pelos declarantes há espaço para instauração de novos arguidos em função das declarações proferidas em sede de audiência e julgamento.

E ainda não avançou com nenhuma acção nesse sentido pois vezes sem conta se cinge a apelos para que os declarantes pautem por dizer a verdade e as implicações de se furtar desse factor.

O julgamento prossegue na próxima terça-feira com as alegações finais pelos advogados de defesa dos 11 arguidos.

Rangnick tentou contratar Luis Díaz: a resposta do clube foi não

Ralf Rangnick assume que tentou contratar um avançado durante a reabertura do mercado de transferências. Luis Díaz, então ao serviço do FC Porto, foi uma das opções pensadas pelo técnico alemão, mas foi recusada.

“Pensámos em alguns nomes em janeiro: o Luis Díaz que agora está no Liverpool, Julian Alvárez [River Plate] que vai para o Manchester City no verão e o Vlahovic que na altura ainda estava na Fiorentina [assinou pela Juventus]. A resposta foi não, que não existia nenhum jogador disponível que nos pudesse ajudar. Eu acho que devíamos ter tentado”, desabafou.

O avançado serviria para colmatar as ausências de Anthony Martial e Mason Greenwood. O avançado francês saiu para o Sevilha a 25 de janeiro e Mason Greenwood foi detido por violência doméstica a 30 do mesmo mês.

Reviravolta em Inglaterra: Pogba pode rumar a Manchester City

Em fim de contrato no Manchester United e ao que tudo indica com poucas possiblidades de renovação, Paul Pogba poderá ficar naquela cidade do Nordeste de Inglaterra, isto porque segundo avança o Daily Mail citado pela Abola, o Manchester City está interessado na contratação do internacional francês.

O médio de 29 anos termina contrato no final da temporada e os responsáveis dos citizens terão feito contactos exploratórios para aferir essa possibilidade. O grande obstáculo é, para já, o exorbitante salário que o jogador recebe em Old Trafford, que o City não parece disposto a igualar.

A confirmar-se, Pogba juntar-se-á a uma galeria de nomes ilustres que representaram os dois principais clubes de Manchester. Owen Hargreaves foi o mais recente de uma lista onde figuram Carlos Tevez, Andy Cole ou Peter Schmeichel.

Nyusi afirma que prioridade é reconstruir zonas afectadas pelo terrorismo

O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Filipe Nyusi exortou aos finalistas do X Curso dos Prestadores do Serviço Cívico de Moçambique a dar primazia à reconstrução dos danos causados nos distritos assolados pelo terrorismo, na província de Cabo Delgado.

Filipe Nyusi, que falava na sexta-feira em Montepuez, instruiu igualmente aos graduados a privilegiarem a assistência humanitária e psicológica aos deslocados que voluntariamente estão a regressar às zonas de origem

Frisou também que o Governo está a envidar esforços para a criação de condições nas zonas libertadas, tendo sido repostas os serviços de fornecimento de água, energia, saúde, telefonia móvel, bancos entre outros.

Nos últimos 12 meses 51 crianças foram raptadas por jihadistas em Cabo Delgado

Dados oficiais indicam que, pelo menos, 51 crianças foram raptadas por jihadistas, nos últimos 12 meses, maior parte das quais raparigas, e o UNICEF calcula que 350 mil menores estão em situação de deslocados, devido ao conflito em Cabo Delgado.

Estes números refletem apenas os casos reportados, estimando-se que o balanço real de raptos de crianças seja muito superior, escreve a VOA.

O Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), que manifesta preocupação com o aumento do número de crianças raptadas por terroristas em Cabo Delgado, disponibilizou mais de sete milhões de meticais para reforçar a investigação de casos de violência contra menores e mulheres em Moçambique.

A representante do UNICEF em Moçambique, Maria Luisa Fornara, falando numa conferência destinada defendeu ser responsabilidade de todos, proteger os menores da violência armada.

Ela disse que as crianças em Cabo Delgado continuam a necessitar de apoio a longo prazo; “elas são o grupo mais vulnerável em cenário de conflito, e a sua utilização dentro de grupos armados pode ter impactos duradouros na sua saúde e bem-estar”.

Na sua opinião, a situação das crianças na província de Cabo Delgado é muito preocupante, pelo que é importante que tudo seja feito para reforçar a sua protecção.

“Estou confiante que através de esforços e acções conjuntas, seremos capazes de cumprir os nossos compromissos para com as crianças em Moçambique, particularmente as que foram afectadas pela situação em Cabo Delgado,” disse Fornara.

Os 7.2 milhões de meticais disponibilizados pelo UNICEF servem para “reforçar e acelerar” a investigação de casos de violência contra crianças e mulheres em Moçambique.

O valor serviu para a compra de equipamentos para o Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) de Moçambique.

Segundo o UNICEF, “espera-se que os equipamentos contribuam para a melhoria de acesso e a aceleração das investigações de casos de violência contra as crianças e violência baseada no género em Moçambique”.

Uma criança foi vítima de violação sexual a cada seis horas em Moçambique, entre Janeiro e Setembro de 2020, disse a organização não-governamental Visão Mundial, citando dados do Comando Geral da Polícia da República de Moçambique.

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Partidos reagem a polémica dos militares fantasmas que recebiam salários

Partidos políticos com assento no parlamento reagiram a  descoberta de sete mil militares fantasmas na folha salarial do Ministério da Defesa Nacional, sendo que partidos da oposição dizem ser mais uma prova de que o desvio de fundos está enraizado no aparelho do Estado, enquanto a Frelimo, diz que a descoberta, reflecte o trabalho que está a ser feito no combate ao crime.

“Eram pagos subsídios a sete mil militares que na verdade, são recursos que caem no bolso de alguém ligado ao sistema. É esta prática que está a contribuir para a degradação da qualidade de vida dos trabalhadores”, afirma Fernando Bismarque, parlamentar pela bancada do MDM, citado pelo VOA.

Ainda de acordo com o VOA, o académico e pesquisador Egídio Guambe considera que há na Função Pública, várias situações de permissividade e volatilidade que permitem esquemas de desvio de dinheiro e que ainda estão fora do controlo.

“Num contexto de conflitos militares, seja na zona centro ou no norte de Cabo Delgado, como é o caso, e numa situação em que não temos a noção exacta de quantos militares nós temos e ao mesmo tempo temos uma manipulação financeira, provavelmente no interior do sistema militar, é problemático, quer para a administração e para o sistema militar em si” avalia aquele analísta político.

Feliz Sílvia, deputado e porta-voz da bancada parlamentar da Frelimo, desdramatiza a situação e destaca que a descoberta de mais este escândalo mostra que há trabalho que o Executivo está a fazer, no sentido de combater actos criminosos no aparelho de Estado, em particular.

“Tomamos conhecimento porque o Governo faz prova de vida. A prova de vida é um exercício anual e pode ser que o problema tenha acontecido da última prova para cá, mas o importante é que o esquema foi desactivado e acredito que as pessoas que protagonizaram o facto serão responsabilizadas”, completa o deputado.

Perante esta situação, espera-se pelo pronunciamento do Ministério da Defesa Nacional, que até ao momento, ainda não aconteceu.

Manuel de Araújo nega rumores de ter se juntado a Nova Democracia

O edil de Quelimane, Manuel de Araújo, nega acusações que tem sido alvo desde finais de abril de ter deixado a RENAMO para integrar o partido Nova Democracia, “silenciosamente”.

As alegações começaram quando Araújo recebeu, em Quelimane, o líder do recém-criado partido, Salomão Muchanga, para uma passeata de bicicleta. O autarca diz que tem acompanhado os rumores, mas não está preocupado, escreve a DW.

“Deixo que especulem à vontade, mas aqueles que querem saber a verdade falam comigo”, sublinha.

Manuel de Araújo diz que a forma como recebeu Salomão Muchanga se baseia em “regras de boa educação”.

“Quando recebemos uma visita, temos que mostrar a nossa casa. O presidente da Nova Democracia chegou à cidade de Quelimane e apresentou-se, ao contrário dos outros líderes que não se apresentam quando chegam. Trouxe o programa de trabalho, manifestou a sua solidariedade [para com as vítimas das inundações] e disse que gostaria de visitar os locais. Não podia deixar que ele fosse sozinho, por isso o acompanhei”, esclarece.

Perante os rumores de uma nova “troca de camisola”, Manuel de Araújo diz que continuará firme na coabitação política, a bem da democracia.

“Se vier o presidente do partido FRELIMO [Filipe Nyusi] e quiser visitar e solidarizar-se com os munícipes, vou acompanhá-lo de bom tom. O mesmo com o presidente do MDM, Lutero Simango, assim também com outros. Não vejo problema nenhum e não vou mudar de atitude”, garante.

O líder do partido Nova Democracia, Salomão Muchanga, nega igualmente a entrada de Araújo na formação política.

“Manuel de Araújo é um amigo, combatente pela liberdade e democracia. Juntos decidimos visitar a cidade da qual ele é edil, portanto trata-se de uma cultura democrática que queremos fazer prosperar face à intolerância democrática que temos no país”, justificou.

Vendedores do Mercado Central contra feira de venda de roupa usada

Os vendedores do Mercado Central de Maputo abandonaram as actividades, ontem, sexta-feira, para impedir a realização de uma feira de venda de roupa usada, autorizada pelo município na avenida Zedequias Manganhela, imediações daquele mercado. O grupo, revoltado, alega que os feirantes dispersam clientes.

Segundo avançou o O País a o motivo da contestação e o facto de a feira, ter deixado de ser organizado uma vez por mês para ser semanal desde a passada sexta-feira, o que não agradou aos vendedores do Mercado Central de Maputo, alegadamente porque o seu negócio ficará prejudicado com a falta de clientes.

Para evitar tal situação, um grupo de vendedores decidiu paralisar as vendas e manifestar-se contra a realização da feira do lado de fora.

“Aqui, no Mercado Central, não entram clientes por causa desta feira. Somos obrigados a pagar bilhetes diariamente e, quando acontece a feira, morremos de fome”, disse Emília Cuna, vendedeira.

Houve conversações no sentido de persuadir os vendedores do Mercado Central de Maputo a pararem com as manifestações e fazê-los perceber que o seu negócio e o que é praticado do lado de fora são completamente diferentes, mas não houve entendimento. Durante algumas horas, o ambiente manteve-se tenso, e os comerciantes estavam irredutíveis.

Sobre a confusão, a Comissão dos Vendedores do Mercado Central explicou ao jornal “O País” que, no passado, tentou fazer perceber ao Conselho Municipal de Maputo que a feira, ora contestada, não pode realizar-se junto ao Mercado Central.

“Submetemos várias sugestões na tentativa de serem retirados para outro local, mas não aceitam. Nós pedimos que estivessem do outro lado do mercado, mas não há consenso”, referiu.

Por sua vez, os feirantes também não mostraram disponibilidade para abandonar o local, porque, segundo explicaram, pagam taxas à edilidade. “O Conselho Municipal cobrou-nos uma taxa de cem Meticais para a ocupação do espaço”, disse um dos vendedores.

Já o porta-voz da Polícia Municipal, Mateus Cuna, diz que o lugar contestado pelos vendedores do Mercado Central é ideal para a venda de roupa sob o ponto de vista de mobilidade. “Há luz deste plano, está prevista uma organização do sector informal e não o combate”, reiterou.

O Município de Maputo está aberto para o diálogo, com as partes desavindas, de modo a encontrar-se uma saída.

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