Uma mulher, idosa, de sessenta e nove anos de idade, foi morta com base a um cabo de enxada na cabeça no fim-de-semana por linchamento na sua residência no distrito de Nhamatanda, em Sofala.
A vítima vivia sozinha e era acusada de bruxaria, segundo deu a conhecer o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Sofala.
Marito Peralto disse que o principal suspeito é um sobrinho da vítima, que se encontra a monte.
A fonte fez saber que está um curso a caça ao homem e apelou à população para não fazer a justiça pelas próprias mãos, enfatizando que o Estado tem órgãos competentes para lidar com os casos criminais.
A Universidade Pedagógica de Maputo pretende atribuir, este mês, o título de Doutor Honoris Causa à escritora moçambicana Paulina Chiziane.
Uma nota do Gabinete do Reitor da UP-Maputo refere que a Faculdade de Ciências da Linguagem, Comunicação e Artes propõe a atribuição do título em reconhecimento da pesquisa cultural e antropológica, produção e publicação de obras literárias, visando o desenvolvimento académico e de cidadania do país e do mundo.
O evento surge no âmbito da necessidade de reconhecimento, valorização e premiação do desempenho “por causa da honra”, aponta o documento.
A selecção da Zâmbia, líder do ranking dos vencedores do torneio, procura na presente edição da Taça COSAFA em futebol Sub-20, na classe masculina, conquistar o 12º troféu.
Primeiro vencedor da competição reservada a jogadores com menos de 20 anos, da região Austral do continente africano, isso em 1983, a selecção zambiana está em ESwatini para tentar reaver o troféu perdido em 2020 para os moçambicanos, campeões em título, numa missão que se afigura espinhosa, pois em jogo estará, igualmente, a busca de uma das duas vagas da zona para o Campeonato Africano das Nações (CAN), do próximo ano, no Egipto.
Os zambianos conquistaram o primeiro troféu em 1983, tendo sido destronado pelos zimbabweanos na edição de 1985. Contudo, os Chipolopolozinhos viriam a recuperar o título na prova disputada em 1986. As outras conquistas da selecção da Zâmbia foram em 1993, 1995, 1997, 1999, 2003, 2010, 2011, 2016 e 2019.
A segunda posição do ranking é ocupada pela África do Sul. Os sul-africanos suplantaram em termos de conquistas a similar do Zimbabwe, selecção que repartia o domínio da competição com a hendecacampeã Zâmbia, apesar de ter começado a participar no evento apenas em 1993, ou seja, o sistema do Apartheid, que vigorou na época na África do Sul, fez com que fossem excluídos das competições desportivas mundiais até 1992.
Os sul-africanos venceram, pela primeira vez, o troféu da competição em 2000. As sete outras conquistas foram nas edições de 2004, 2006, 2008, 2009, 2013, 2017 e 2018.
O Zimbabwe, primeiro bicampeão do torneio, ocupa a terceira posição da tabela dos campeões com seis conquistas. Os zimbabweanos ergueram o primeiro troféu em 1985, na segunda edição, após destronarem os zambianos. As cincos outras conquistas aconteceram em 1988, 1990, 2001, 2002 e 2007.
Madagáscar (2005) e Moçambique (2020), ambos com um título cada, fazem, igualmente parte, da galeria dos campeões da Taça COSAFA em futebol Sub-20 na classe masculina.
African National Congress (ANC) election posters are seen on street poles in Alexandra township, in Johannesburg, South Africa, April 10, 2019. REUTERS/Siphiwe Sibeko
A Polícia sul-africana anunciou, esta segunda-feira, a detenção de 20 pessoas por posse de armas do tipo AK-47, munições e explosivos, na província de North West, que faz fronteira com o Botswana.
Na rusga policial realizada numa mina de ouro, em Stilfontein, a Polícia (SAPS) em conjunto com a Unidade de Investigação e de Combate ao Crime Organizado (HAWS), e a mineradora Harmony Gold, “foram detidas 20 pessoas”, adiantou a porta-voz da Polícia, Tlangelani Rikhotso.
“Apreendemos armas de fogo de alto calibre, explosivos e caixas cheias de munições e uma quantia não especificada de dinheiro, cuja operação ainda está em curso”, salientou.
Segundo imagens da operação divulgadas pela própria Polícia, a que a Lusa teve acesso, contam-se, pelo menos, duas dezenas de armas do tipo AK-47 entre outras automáticas.
A porta-voz da SAPS sublinhou que a operação se insere “na contínua luta contra a mineração ilegal” das autoridades sul-africanas no Noroeste do país, sem avançar a nacionalidade dos alegados “mineiros ilegais”.
A Polícia não especificou se a mina de ouro se encontra operacional ou abandonada.
A selecção nacional de futebol na categoria dos Sub-20 venceu Angola por uma bola sem resposta, em jogo da segunda jornada do grupo B da Taça COSAFA. Com este resultado, os Mambinhas garantiram a qualificação para as meias-finais da Taça COSAFA que decorre no vizinho reino do Eswatini.
Este desfecho coloca os “Mambinhas” na primeira posição do grupo e garante praticamente um lugar nas meias-finais, uma vez que Angola era teoricamente o adversário directo pelo apuramento à segunda fase do torneio.
A Taça COSAFA envolve 12 equipas divididas em três grupos de quatro cada. Os primeiros classificados de cada grupo transitam automaticamente para as meias-finais, juntamente com o segundo melhor de todas as três séries.
Os Mambinhas voltam a jogar esta quarta-feira, diante do Lesotho, em partida para a terceira jornada do grupo B. A selecção nacional é a única do grupo que, até aqui, já fez o pleno, ou seja, venceu os dois jogos, somando, por isso, seis pontos.
No dia 25 de Fevereiro de 2023, a República Federal da Nigéria vai a votos para eleger o 16 º Presidente da História do país e o quinto da quarta república, o Vice-Presidente, os deputados do Senado composto de 109 assentos, da Câmara Baixa, composta de 360, bem como 30 dos 36 governadores estaduais
Com mais de 200 milhões de habitantes, a Comissão Nacional Eleitoral Independente da Nigéria (INEC, em inglês) prevê uma participação de 95 milhões de eleitores, numa altura em que se diz que para o registo, terminado em Agosto, houve uma forte adesão dos jovens que engrossam o segmento daqueles que votarão pela primeira vez.
Contrariamente a muitas realidades democráticas, em que a campanha perdura por cerca de trinta dias, na Nigéria, para as presidenciais e legislativas, que tiveram início em Setembro e para os governos e as Câmaras Estaduais que terá início no dia 12 de Outubro, envolvem meses. Ou seja cinco meses de campanha, um verdadeiro frenesi político em que 18 candidatos, entre eles uma mulher, vão concorrer para suceder ao Presidente Muhammadu Buhari, que deixa o poder no dia 29 de Maio de 2023, três meses depois das eleições.
Neste especial, o Jornal de Angola faz uma viagem ao interior da vida política nigeriana, uma democracia que se consolida desde 1999, ano de arranque da chamada quarta república, que passou uma “certidão de óbito” aos Governos militares resultantes de Golpes de Estado. È verdade que desde o retorno à democracia após os sucessivos regimes militares desde a independência no dia 1 de Outubro de 1960 até 1999, as eleições nigerianas foram sempre marcadas por violência, atrasos, reclamações de fraude e contestações judiciais. Ainda assim, de uma coisa os nigerianos parecem todos convencidos, encontram-se todos alinhados com a velha máxima churchilleana sobre o sistema democrático, baseada na ideia de que a democracia é melhor comparativamente a todas as outras formas experimentadas. Comparativamente à era aos golpes de Estado não há dúvidas de que, definitivamente, não há alternativa ao jogo democrático mesmo nas condições em que se desenrola no país mais populoso de África.
Assim, importa fazer uma descrição das candidaturas, abordar o “bipartidismo perfeito” por via do qual duas formações políticas, nomeadamente o All Progressive Congress (APC), no poder, e o Peoples Democratic Party (PDP), na oposição, predominam actualmente naquele país, as rotações entre as regiões para o cargo de Presidente do país e os desafios que o país enfrenta.
As candidaturas às presidenciais
Embora estejam perfilados dezoito candidatos para a disputa das presidenciais, segundo a imprensa nigeriana, baseada nas polarizações que projectam, apenas três figuras principais se apresentam como concorrentes de peso que, pelos menos em termos relativos, poderão capitalizar as atenções.
Os três principais candidatos são Bola Ahmed Tinubu, ex-governador do estado de Lagos, que foi bem sucedido nas primárias do partido APC, ao ponto de derrotar a figura tida como sucessor natural do Presidente Buhari, no caso o seu Vice-Presidente, Yemi Osinbajo.
Depois vem o veterano político e antigo Vice-Presidente de Obasanjo, Atiku Abubakar, pelo partido PDP e Peter Obi, candidato do Partido Trabalhista.
A campanha está ainda no início, mas os nigerianos alimentam já variadas expectativas para com os candidatos, o que é natural numa altura em que se espera que os candidatos e respectivas equipas apresentem aos eleitores as ideias e programas para a Nigéria dos próximos anos.
“Os nigerianos esperam que os candidatos presidenciais sejam transparentes; que se abram aos eleitores sobre quem eles são. Queremos que eles abram o livro; os eleitores merecem saber mais sobre o que está acontecendo no Governo”, Malam Nuhu Tahir, consultor de mídia e gestor de rádio na cidade noroeste de Kano.
Quer dizer, para a grande maioria dos nigerianos as dinâmicas internas que reflectem a vida política e democrática nigeriana, nomeadamente as origens, as confissões religiosas, a rotatividade das regiões com base no acordo não escrito, por via do qual o exercício do poder deve obedecer a sucessão Norte e Sul, entre outros.
Dois homens sofreram ferimentos graves após terem sido atingidos por estilhaços de uma mina de guerra antipessoal, na província de Manica, informaram as autoridades.
“A enxada não estava bem fixa no cabo” e ao procurarem um instrumento para a segurar, os dois homens, de 22 e 37 anos, “depararam-se com uma munição de uma mina de guerra antipessoal”, que accionaram desatentamente, disse Mateus Mindu, porta-voz da Polícia em Manica, citado pela VOA.
Ao explodir, explicou Daniel Samuel, a vítima de 22 anos, “a munição feriu o meu cunhado, que estava a um metro de distância, na perna e nas mãos, e eu sofri perfuração na barriga e costelas”.
A vítima de 37 anos, que se encontrava também internada no Hospital Provincial de Chimoio, teve alta hospitalar no início da tarde desta segunda-feira, 10, segundo informação médica.
Até 2015, ano em que foi declarado livre de minas, Moçambique era um dos cinco país mais ameaçados por este tipo de engenhos. Ocasionalmente, acidentes, incluindo fatais, continuam a acontecer.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, promulgou esta segunda-feira a lei que introduz a Tabela Salarial Única (TSU) na Administração Pública, refere um comunicado da Presidência da República.
A lei foi aprovada na sexta-feira pela Assembleia da República de Moçambique, tendo o Governo considerado a TSU essencial para a retenção de quadros e justiça salarial no Estado.
A tabela foi aprovada por consenso entre as três bancadas do Parlamento, recebendo prolongados aplausos de todos os deputados, sendo um dos poucos documentos que colheu unanimidade no órgão.
O ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, que defendeu o texto no Parlamento em representação do Executivo, afirmou que a tabela vai promover a justiça salarial, reter quadros e poupar recursos ao Estado.
“Visa essencialmente a estabilização dos funcionários e agentes do Estado na administração pública, o alcance do equilíbrio salarial entre carreiras profissionais similares e a racionalização das tabelas salariais e os respetivos subsídios”, enfatizou Max.
O Exército mexicano vendeu armas a criminosos, denuncia um relatório da Organização Contra a Corrupção e a Impunidade (MCCI) do México, que cita o grupo Guacamaya Leaks, que acedeu a documentos da Secretaria de Defesa Nacional (Sedena).
De acordo com as informações a que os piratas informáticos acederam, em 10 de Junho de 2019, a Sedena soube que um soldado estava a oferecer equipamentos tácticos, armas e granadas, além de prestar informações sobre movimentos e operações das Forças Armadas a uma célula do cartel de drogas com base em Tejupilco, Estado do México, no centro do país.
“Em 31 de Maio de 2019, militares ofereceram aos operadores do grupo criminoso 70 granadas de fragmentação ao custo de 1.330 euros cada; a célula criminosa confirmou a compra de oito , que foram entregues em Atlacomulco, Estado mexicano “, segundo o relatório militar compilado pelo MCCI.
Além disso, segundo ainda o relatório da Sedena, o fornecedor de armas era outro suposto membro do Exército, a quem os criminosos chamavam de “velho” e que está baseado no acampamento militar número 1 na Cidade do México.
No entanto, o documento revela que a identidade de ambos os militares não é conhecida, embora seja referido que o soldado que forneceu as armas à organização criminosa foi identificado pelos criminosos como “novo Comandante” e tem a patente de Coronel.
As ligações interceptadas referem que um líder criminoso pediu aos militares “duas mil munições para espingarda AK-47, cinco mil para R-15 e 50 carregadores de cada tipo de espingarda”.
Além disso, o militar ofereceu-se para colaborar com os criminosos para a localização do procurador regional na Amecameca, pois supostamente a pedido do líder criminoso o seu assassinato chegou a ser planeado.
Os Guacamaya Leaks são um grupo de piratas informáticos que surgiu este ano, supostamente com o propósito de expor os Governos da América Latina, incluindo Colômbia, Chile, entre outros.
O grupo de hackers activistas atacou recentemente o Governo mexicano ao extrair seis terabytes de dados da Sedena com documentos inéditos de 2016 a 2022, que dão conta de investigações, espionagem para grupos subversivos ou guerrilheiros e até dentro de agências de segurança militar, ministerial e do Governo do México.
Homens armados e ainda desconhecidos, invadiram, por volta das 22:00 horas, da última quinta-feira, a residência de um líder religioso, e raptaram-no para um local ainda desconhecido.
A Carta de Moçambique diz tratar-se de um indivíduo conhecido por Carlitos e o rapto aconteceu no bairro Muajaja, arredores da vila municipal de Chiúre, onde a vítima era muito conhecida na zona. Na data em referência, ele e a esposa foram surpreendidos pela invasão do seu domicílio.
A família pediu socorro, mas as pessoas não conseguiram intervir por terem sido ameaçadas de morte através de armas, por parte dos outros elementos que estavam ao lado da viatura de marca Mahindra.
De acordo com fontes, a vítima foi agente da Polícia da República de Moçambique, afecto ao departamento da Polícia de Trânsito, tendo a posteriori abandonado a corporação para dedicar-se à iniciativa privada, na área de transporte de pessoas e bens ao nível do distrito de Chiúre.
Referem os residentes daquela vila que, nos últimos tempos, ele ingressou na política, tendo sido indicado Vogal no Secretariado Técnico de Administração Eleitoral-STAE, pelo partido Movimento Democrático de Moçambique – MDM. Depois de abandonar esta formação política, filiou-se ao partido FRELIMO, onde também concorreu para o mesmo cargo, tendo ficado suplente.
Contam as fontes que a vítima, que resistiu ao rapto pelos homens que usaram a força para arrombar a sua casa, foi maltratada na presença da sua esposa e filha, que igualmente foram ameaçados de morte.
Na mesma noite, os familiares reportaram o incidente à Polícia da República de Moçambique, que manhã de sexta-feira, ainda não tinha detalhes para a imprensa, tendo prometido investigar o caso.
Os Estados Unidos proibiram, sábado, às empresas do seu país e a todos os países de exportarem para a China certos semicondutores fabricados com quaisquer produtos norte-americanos, anunciou a imprensa norte-americana.
A medida representa uma tentativa de retardar os avanços tecnológicos de Pequim.
As regras, algumas que entram em vigor imediatamente, ampliam restrições definidas em cartas enviadas este ano aos principais fabricantes de ferramentas para produção de chips, KLA, Lam Research e Applied Materials, e efectivamente os obriga a interromper as vendas de equipamentos para fábricas chinesas que produzem chips avançados. As medidas podem representar a maior mudança na política dos Estados Unidos em relação ao envio de tecnologia para a China desde a década de 1990.
Se forem eficazes, podem atrapalhar a indústria de chips da China, forçando empresas norte-americanas e estrangeiras que usam tecnologia dos EUA a cortar o suporte para algumas das principais fábricas e designers de chips da China.
“Isso fará os chineses retrocederem anos”, disse Jim Lewis, especialista em tecnologia e segurança cibernética do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), em Washington, afirmando que “as políticas remontam aos rígidos regulamentos do auge da Guerra Fria”. Em Pequim, o Ministério das Relações Exteriores, através do seu porta-voz, disse que os Estados Unidos abusaram das medidas de controlo de exportação para manter a hegemonia da ciência e da tecnologia e que as medidas violam regras comerciais internacionais.
“As empresas chinesas serão prejudicadas, mas as americanas também, pois a proibição de vender chips para a China vai ter um impacto na cadeia de abastecimento da indústria global e na recuperação da economia mundial”, disse.
Depois de uma longa interrupção devido às condições da pista, Max Verstappen triunfou no Grande Prémio do Japão de Fórmula 1, e, se logo no final da corrida se pensava que a festa do título teria sido adiada, houve uma reviravolta e o piloto da Red Bull sagrou-se mesmo bicampeão mundial de Fórmula 1.
Leclerc foi penalizado em cinco segundos após luta com Pérez, perto da chegada da meta, e, sendo atribuída a pontuação máxima a Max Verstappen, o título foi já entregue ao neerlandês.
Numa prova reduzida a menos de uma hora, devido à chuva que se abateu sobre Suzuka, Verstappen conseguiu efetuar 28 das 53 voltas antes de esgotado o tempo limite para a conclusão da corrida (três horas).
O neerlandês terminou o GP do Japão com 26,763 segundos de vantagem para Leclerc e 27,066 para o mexicano Sérgio Pérez (Red Bull), que acabou promovido a segundo por troca com o monegasco depois de o piloto da Ferrari ser penalizado em cinco segundos por cortar caminho na penúltima curva da corrida, quando se defendia de Pérez.
Com esta 12.ª vitória da temporada em 18 corridas, Verstappen chega aos 366 pontos, mais 114 do que Pérez, quando há 112 em disputa nas quatro provas ainda por realizar.
O apóstolo Jaime Matlombe deixou de ser o líder máximo da Igreja Velha Apostólica em Moçambique, no último sábado, escreve o O País.
Matlombe era acusado pelos membros da congregação, em Moçambique, de escândalos sexuais, curandeirismo, criminalidade e fraude financeira.
No passado dia 21 de Abril deste ano, dezenas de crentes juntaram-se na Igreja Velha Apostólica de Moçambique, no bairro Sikwama, na Matola, para exigir que o referido dirigente se retirasse do poder devido à sua má conduta.
Durante o litígio, o Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos teve de intervir, mediando as conversações, a última das quais ocorreu na passada segunda-feira, em que a ministra Helena Kida, segundo os crentes, aconselhou a que se tomasse a melhor decisão.
Este domingo, o conflito na igreja chegou ao fim. Depois de meses de diálogo e reuniões, a comunidade anunciou que Jaime Matlombe foi à reforma imediata, e deixa de exercer qualquer liderança naquela congregação.
“A decisão foi tomada ao nível mais alto da igreja, a OAC (sigla em inglês para Igreja Velha Apostólica). Todas as decisões foram tomadas e entram em vigor imediatamente. O apóstolo Matlombe e a sua direcção foram afastados e não estão autorizados a mexer no tesouro da igreja”, explicou António Sebastião, superintendente.
Os membros da congregação dizem estar satisfeitos com a notícia.
Junto com Matlombe, foram afastados, também, alguns superintendentes por ele empossados sem o consentimento da igreja, numa conferência que houve no início deste mês.
“Conseguimos ter mais de 30 comunidades e suas capelas, que decidiram que já não queria ter nenhuma orientação ou decisão do bispo Jaime Matlhombe”, disse Elídio Muvume, representante da comissão da igreja.
Segundo alguns crentes, o apóstolo afastado teria tentado boicotar a reunião, enviando mensagens aos membros para não comparecerem no encontro.
O partido Frelimo nomeiou Ludmila Mwaa Rafael Maguni para o cargo de Porta-voz do Partido em substituição de Caifadine Manasse, Maguniaté à data da sua eleição era Secretária de Estado da província de Inhambane.
No XXII Congresso da Frelimo, Ludmila Maguni foi eleita para o o secretariado do Comité Central. Com a sua nomeação para o cargo de porta- voz do partido Frelimo, por incompatibilidade de funções, Maguni vai cessar a função de Secretária de Estado da província de Inhambane.
De referir que antes de ser eleita Secretária de Estado da província de Inhambane, Ludmila Mwaa Rafael Maguni, foi Directora Nacional-Adjunta de Tecnologias de Informação, Comunicação e Projectos, no Ministério da Ciência e Tecnologia, Gestora da Rede Moçambicana de Ensino Superior e dos Centros Multimédias Comunitário
O Ferroviário da Beira venceu, este sábado, os Diabos Negros do Congo por 2/1, em jogo disputado no Estádio Nacional do Zimpeto, a contar para a primeira mão da segunda eliminatória da Taça da Confederação.
Os Diabos Negros se adiantaram no marcador, aos 10 minutos, por intermédio de Domi.
Os locomotivas imediatamente se reorganizaram e a frente atacante, nomeadamente através de Ling e Djongue, cresceu na sua forma de jogar, obrigando o adversário a redobradas cautelas defensivas.
Na segunda parte, o Ferroviário da Beira, aí sim, apresentou-se completamente diferente. Transfigurado, o representante moçambicano assenhoreou-se na verdade dos acontecimentos com uma produção digna de realce, tanto a defender como a atacar. O tento vitorioso partiu de um portentoso remate de Poso, na cobrança de um livre, fora da área, tendo Djongue, com um toque de mestre, desviado o esférico do alcance do guarda-redes congolês.
O Ferroviário da Beira vai defrontar novamente o Diables Noirs no domingo, dia 16, em Brazzaville, para o encontro que decidirá quem segue para a apetecível fase de grupos da Taça CAF.
Centro de Promoção e Treinamento em Segurança e Saúde Lda – CMTSS pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Laboratório. Saiba mais.
A Sociedade Económica de Produtores e Processadores Agrários (SEPPA, Lda) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Administrativo/Gestor de Patrimônio. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para o seu cliente um (1) Representante de Vendas – Moto. Saiba mais.
A GrandSYS, Lda, empresa no ramo das Tecnologias de Informação e Comunicação, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Estagiário em Marketing/Comunicação/Média Digital. Saiba mais.
A Agency for Technical Cooperation and Development – ACTED pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Administração e Recursos Humanos. Saiba mais.
Dois navios-tanque de GNL propriedade da petrolífera BP, chegarão a Moçambique nos próximos dias para transportar as primeiras cargas de gás extraído das instalações de liquefacção flutuante (FLNG) de 3,4mn t/ano da Área 4, Coral Sul, operada pela italiana ENI.
O British Listener e o British Sponsor (ambos com capacidade de transporte de até 173.600m³) já declararam a chegada ao porto de Pemba de Moçambique – localizado a algumas centenas de quilómetros a sudoeste do projecto FLNG Coral e a capital da província de Cabo Delgado do país – nos dias 13 e 15 de Outubro, respectivamente. Na última semana, o primeiro transportador navegava para sul no Mar Vermelho, enquanto que o segundo se dirigia hoje para noroeste no Estreito de Malaca.
A produção de GNL da Coral será fornecida à BP ao abrigo de um acordo de longo prazo, com as instalações ainda a ultimar os preparativos para a sua primeira carga. Recorde-se que o anúncio do primeiro gás natural a ser extraído da unidade flutuante de GNL surgiu no passado dia 2 de Outubro.
Ainda recentemente, em Agosto passado, um transportador da BP – o 173.600m³ ( o British Mentor) navegou em direcção às instalações de liquefacção , mas foi desviado no final do mês para o terminal de exportação de Qalhat, em Omã, devido a alguns atrasos no início da extracção de gás.
Apesar da pandemia e da insurreição ligada ao Estado Islâmico em Cabo Delgado, que “parou” o projecto onshore da Área 1 da TotalEnergies no valor de 20 mil milhões de dólares, a BP já havia assinado, em 2016, um acordo para comprar toda a produção durante 20 anos à unidade Coral-Sul, localizada na Área 4, que foi concebida para produzir anualmente 3,4 milhões de toneladas métricas de GNL.
Indivíduos desconhecidos, e ainda a monte, assaltaram uma viatura de transporte semi-colectivo de passageiros, na última sexta-feira, e torturaram sete pessoas que seguiam na viatura, com destino ao distrito de Mavago, no Niassa.
Em declarações a imprensa a porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), no Niassa, Mirza Maguanda, avançou que as vítimas receberam assistência sanitária no Hospital distrital de Mavago e estão fora de perigo.
“Confirmamos sim, um caso de roubo em Mavago, indivíduos colocaram barricadas na vai pública, forçaram com que o motorista parasse. Saquearam bens e foram se embora. Os indivíduos estavam munidos de duas armas de fogo AK47 e uma pistola. Agrediram fisicamente os passageiros, sendo que sete encontram-se com ferimentos ligeiros.
O Presidente, Filipe Nyusi, e o presidente da Renamo, Ossufo Momade, reuniram-se, sexta-feira, e reafirmaram o compromisso de concluir até final do ano o desarmamento dos ex-guerrilheiros daquele que é hoje o principal partido da oposição.
“O compromisso permanente de concluir a componente de desarmamento e desmobilização até final do ano foi reafirmado por ambas as partes, com reconhecimento mútuo da sua importância nacional”, anunciou em comunicado o enviado pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas, Mirko Manzoni.
O enviado de Guterres tem mediado o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) das forças da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), na sequência do acordo de paz de 2019.
“Os líderes comprometeram-se a retomar o DDR nos próximos dias e a avançar nos principais tópicos discutidos” sobre o futuro dos desmobilizados, tais como “a sustentabilidade na aplicação de pensões” e “o enquadramento na Polícia da República de Moçambique”.
Nyusi e Momade reafirmaram também “a dedicação em priorizar o diálogo como fundamento para a construção de uma paz duradoura”.
“Como Nações Unidas estamos juntos com o povo moçambicano para garantir que o país permaneça no caminho certo para alcançar a paz definitiva e a reconciliação nacional”, conclui Mirko Manzoni.
A Assembleia da República aprovou, semana passada, por unanimidade a Tabela Salarial Única (TSU) da administração pública, um instrumento defendido pelo Governo como “essencial para a retenção de quadros e justiça salarial no Estado”.
A TSU foi aprovada por consenso entre as três bancadas do Parlamento, recebendo prolongados aplausos de todos os deputados, sendo um dos poucos documentos que colheu a unanimidade.
O ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, que defendeu o texto no Parlamento, em representação do Executivo, afirmou que a tabela “vai promover a justiça salarial, reter quadros e poupar recursos ao Estado”.
“Visa essencialmente a estabilização dos funcionários e agentes do Estado na Administração Pública, o alcance do equilíbrio salarial entre carreiras profissionais similares e a racionalização das tabelas salariais e os respectivos subsídios”, enfatizou.
Avançou que o novo quadro remuneratório e de carreiras concretiza a reforma da política salarial, introduzindo regras e critérios transparentes na fixação dos ordenados dos funcionários públicos.
Reagindo à aprovação da TSU, António Niquice, deputado da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), afirmou que as novas regras são um passo também para combater a corrupção.
“A injustiça salarial é normalmente apontada como um dos argumentos para a corrupção na Administração Pública e com a TSU, acreditamos que foi eliminado esse pretexto”, afirmou Niquice, que é também presidente da Comissão do Plano e Orçamento (CPO) da Assembleia da República.
O deputado assinalou que a nova matriz remuneratória também vai ajudar a conter o crescimento descontrolado da massa salarial na Administração Pública, aproximando as despesas em ordenados dos padrões da África Austral, um dos fundamentos também usados pelo Executivo.
Gania Mussagy, deputada da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, defendeu que a TSU deve ter um impacto real na melhoria da vida da função pública, que tem sido “muito castigada pelos baixos salários”.
Fernando Bismarque, deputado e porta-voz do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro partido, assinalou o “mérito da TSU”, no objectivo de promover a justiça salarial, defendendo a correcta implementação das novas regras.
“A TSU não fará milagres na vida dos funcionários do Estado, infelizmente, porque o que consegue, essencialmente, é corrigir injustiças, através de um correcto enquadramento de cada funcionário na sua carreira”, declarou.
Moçambique irá receber, no primeiro trimestre de 2027, um novo navio balizador avaliado em dez milhões de dólares, encontra-se actualmente em construção na Coreia...