O projecto de expansão de gás de cozinha canalizado está parado devido à falta de dinheiro para cobrir os custos operacionais, sendo que desde o início do projecto em 2014, apenas 100 casas, na Cidade de Maputo, estão a beneficiar-se da iniciativa.
O País, avança que o Ministério dos Recursos Minerais e Energia diz não saber, ao certo, de quanto precisa, em termos de valores monetários, para expandir a canalização do gás. O facto é que a falta de fundos está a comprometer a expansão da iniciativa.
“O Governo não está a parar. Temos empresas, como é o caso da ENH que criou a sua subsidiária, para garantir que o projecto arrancasse. Portanto, caberá ao Executivo, gradualmente, ir conseguindo recursos para a massificação do uso do gás”, revelou Moisés Paulino, director nacional dos Combustíveis no Ministério dos Recursos Minerais e Energia, esclarecendo por que é difícil estimar o valor necessário para a expansão do projecto.
“Tínhamos que sentar para fazer contas com vista a responder, exactamente, à pergunta que me coloca (sobre quanto dinheiro é preciso para expandir do projecto), mas posso adiantar-lhe que os custos são elevados e esta é uma tecnologia nova e é preciso, passo a passo, fazer as contas. O Governo está apostado em fazer massificação. Na Cidade de Maputo, já temos infra-estruturas e o que falta é fazer chegar o gás às residências”, justificou Moisés Paulino.
Até aqui, apenas 100 casas da Cidade de Maputo é que estão a usar o gás de cozinha, e prevê-se que, ainda este ano, haja um acréscimo de mais 200 em três bairros, um investimento de 30 milhões de Meticais.
“Isto cobre os trabalhos de abertura das ruas, o material, equipamento e, por fim, as licenças que pagamos ao município, por abrirmos e fecharmos as estradas”, explicou Mussá Tembe, director Comercial da ENH KHOGÁS.
Se houvesse dinheiro para a expansão do projecto, as famílias poupariam, mensalmente, cerca de 600 Meticais, dos mais de mil Meticais que gastam com uma botija.
“Em termos de valores monetários, eu gastava cerca de quatro mil. Agora, não gasto mais isto. Com mil Meticais, faço um mês com esse gás”, disse Diogo Mucuácua, beneficiário de gás doméstico na Cidade de Maputo.
Para ter o gás em casa, é preciso que o gasoduto esteja nas proximidades e o cliente paga o contrato de cinco mil Meticais. O combustível está disponível 24 horas ao dia.
“Se se desliga, é porque já acabou, mas, quando tenho 100 Meticais, consigo recarregar e uso sem problemas”, afirmou Luísa Chongo, beneficiária do projecto, com um sorriso estampado no rosto.
A ENH KHOGÁS garante que o sistema é seguro, uma vez que, caso haja fuga de gás, o corte de fornecimento é automático, além de haver alarme que soa em casa de qualquer anomalia.
Nas ruas, o gasoduto é enterrado a uma profundidade mínima de um metro e dois centímetros.
Entretanto, há locais onde as famílias ainda não estão a beneficiar-se do gás, mas já são reportados casos de vandalização e roubo de cobre, usado na instalação do sistema de canalização do gás de cozinha.
“Nós tivemos que reforçar a questão da segurança e isso vai implicar mais um milhão de Meticais adicional (aos 30 milhões de Meticais). Vamos colocar calhas de ferro para que as pessoas não consigam acesso ao cobre”, revelou director Comercial da ENH KHOGÁS.
O Ministério dos Recursos Minerais e Energia revelou, ainda, que, até 2030, terá canalizado gás de cozinha para metade dos bairros na capital do país. O projecto inclui, ainda, algumas residências do distrito de Marracuene.
Inspectores de Defesa da SADC reconheceram, esta terça-feira, durante uma reunião virtual que prevalece o desafio de identificar os financiadores do terrorismo que desde 2017 assola a população da província de Cabo Delgado.
O inspector-geral do Ministério da Defesa Nacional, Victor Muirequele, disse que o encontro se destinava a fazer uma reflexão para melhor compreender as capacidades organizacionais da força de alerta, a fim de propor medidas a tomar contra o mal, avançou o Notícias.
Referiu que o combate ao terrorismo constitui prioridade na agenda de todos os países membros da organização regional, mas escusou-se a entrar em detalhes sobre o trabalho inspectivo em curso.
“Nada podemos adiantar porque temos um relatório a ser apresentado proximamente. Na devida altura poderemos partilhar o seu conteúdo, mas é importante dizer que o desafio é identificar quem são os financiadores do terrorismo em Moçambique, tratando-se de um assunto internacional”, disse.
A Rússia vai deixar de operar a Estação Espacial Internacional (EEI) “a partir de 2024”, anunciou esta terça-feira, o chefe da Agência Espacial Russa (Roscosmos), Yuri Borissov.
“Vamos, sem dúvida, cumprir todas as obrigações para com os nossos parceiros” na EEI, garantiu Borissov, “mas a decisão de deixar esta estação depois de 2024 foi tomada”.
O chefe da Agência Espacial Russa anunciou a decisão após uma reunião, por videoconferência, com o presidente russo, Vladimir Putin.
Moscovo tinha advertido, em meados de março, que as sanções ocidentais contra a Rússia devido à guerra contra a Ucrânia podiam afetar o funcionamento das naves russas que abastecem a EEI, e por isso o segmento russo da estação, responsável pela correção da órbita da estrutura.
“O segmento russo garante que a órbita da estação seja corrigida, em média, 11 vezes por ano, incluindo para evitar os detritos espaciais”, explicou na altura Dmitri Rogozine, ex-responsável da Roscosmos, informando que a agencia russa tinha enviado apelos aos parceiros norte-americanos (NASA), canadianos (ASC) e europeus (ESA) para “exigir o levantamento das sanções ilegais contra as empresas” russas.
Em 1 de março, a agência espacial norte-americana NASA indicou estar a trabalhar em soluções para manter a EEI em órbita sem a ajuda da Rússia.
Em resposta a mais um corte drástico nas entregas de gás pela Gazprom, a União Europeia chegou a um acordo esta terça-feira de manhã, para a redução voluntária do consumo de gás em 15% até ao inverno.
Este acordo surge no momento em que a Gazprom anunciou esta segunda-feira um novo corte do fornecimento de gás para a Europa pela metade, menos de uma semana após a reabertura do gasoduto Nord Stream 1.
O comunicado explica que se trata de uma medida excepcional e extraordinária, prevista para durar pelo menos um ano. O regulamento estará sujeito a revisões no decorrer do tempo.
Para chegar a acordo, o bloco teve de abrir algumas excepções para três estados insulares, Chipre, Irlanda e Malta, pois não estão conectados ao sistema de gasodutos do continente. Portugal, Espanha e Grécia também beneficiarão de uma isenção parcial, devido à seca que impede a utilização da hidroelectricidade, uma vez que os níveis de água dos reservatórios estão no seu ponto mais baixo.
Para justificar o novo corte do fornecimento de gás pelo seu país, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que a turbina que estava retida no Canadá ainda não chegou, e que uma outra está com defeitos.
Porém, Berlim que é particularmente dependente do gás russo, rebateu dizendo tratar-se de um pretexto e de uma decisão política.
Refira-se que a Ucrânia acaba de receber material bélico da Alemanha, nomeadamente blindados, esta sendo a segunda vez que Berlim entrega armas pesadas a Kiev desde Junho.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve a previsão de crescimento para a África Subsaariana em 3,8 por cento este ano e 4,0 por cento para 2023, salientando que as perspectivas por país mantêm-se “inalteradas ou positivas”.
“As perspectivas de evolução dos países no Médio Oriente e Ásia Central e na África Subsaariana continuam, em média, inalteradas ou positivas, reflectindo os efeitos dos elevados preços dos combustíveis fósseis e dos metais para alguns países exportadores de matérias-primas”, lê-se na actualização do relatório sobre as Perspectivas Económicas Mundiais, divulgado, ontem, em Washington e citado pela Lusa.
Para as duas maiores economias da África Subsaariana, a Nigéria e a África do Sul, o FMI mantém o crescimento da Nigéria em 3,4 por cento este ano e sobe uma décima na estimativa de expansão económica no próximo ano, agora de 3,2 por cento, ao passo que para a África do Sul, a previsão melhora de 1,9 por cento para 2,3 por cento este ano e mantém nos 1,4 por cento para 2023.
Numa actualização muito dominada pelos efeitos da invasão da Ucrânia pela Rússia, o FMI alerta que “os países de baixo rendimento, cujas populações já estavam a passar por uma grave má nutrição e mortalidade em excesso antes da guerra, especialmente na África Subsaariana, tiveram um impacto particularmente severo”.
O Governo moçambicano, através do sector das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos e parceiros, está a mobilizar recursos financeiros para assegurar intervenções na Estrada Nacional Número Um (N1), a partir do segundo semestre de 2023.
A informação foi tornada pública no VIII Conselho Coordenador do Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, que terminou na última sexta-feira, 22 de Julho, em Matibane, distrito de Mossuril, província de Nampula.
O Governo considera legítimas as preocupações dos cidadãos em relação à transitabilidade na estrada que liga o País do Rovuma ao Maputo, bem como na N7, esta última estabelecendo conexão entre as províncias de Manica e Tete e ainda com os vizinhos Maláui e Zâmbia.
O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, lembrou que o País é extenso e, por isso, as intervenções deverão ocorrer de forma faseada. Realçou, porém, que a paz é crucial para a retoma da reabilitação da estrada nas zonas mais críticas.
O governante precisou que a mobilização de fundos para o início das intervenções no próximo ano está já na fase conclusiva e ressalvou que, com recursos internos, decorrem actividades com vista a garantir a transitabilidade segura de pessoas e bens até ao arranque da reabilitação.
Paralelamente aos desafios que se colocam em relação à N1, o Governo está comprometido com a conclusão das estradas Montepuez-Ruaça, na província de Cabo Delgado, que fecha o corredor Pemba-Lichinga, Muíta-Cuamba, que liga Cuamba-Lichinga, no Corredor de Nacala, e o troço Caniçado-Mapai-Chicualacuala, no Corredor Rodoviário do Limpopo.
Segundo Carlos Mesquita, neste momento está em curso o programa de manutenção de estradas rurais que, numa primeira fase, contempla as províncias de Nampula e Zambézia, numa extensão de cerca de dois mil quilómetros. Anotou que as rodovias são necessárias para garantir a redução do tempo de viagem, promover o turismo, facilitar a ligação aos pólos de desenvolvimento e dinamizar a produção agrícola, pesqueira e industrial.
O Spotify anunciou na mais recente apresentação de resultados financeiros da empresa (relativos ao segundo trimestre de 2022) que o serviço de streaming conta agora com um total de 433 milhões de utilizadores mensais ativos.
No que diz respeito ao número de subscritores, a empresa sueca diz que até ao final de junho conseguiu atingir os 188 milhões de membros. Significa isto que, relativamente aos subscritores, o Spotify teve um aumento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado.
O segundo trimestre de 2022 foi especialmente interessante para o Spotify ao verificar um aumento de 19% no que diz respeito a utilizadores mensais ativos em relação ao mesmo período de 2021. Tornou-se assim o melhor segundo trimestre da história do Spotify no que diz respeito ao aumento de utilizadores mensais ativos.
O futebolista internacional brasileiro Neymar vai ser julgado entre 17 e 31 de outubro por alegadas ilegalidades cometidas no processo de transferência do Santos para o FC Barcelona, confirmaram hoje fontes judiciais às agências noticiosas Efe e AFP.
Em causa estão ilegalidades cometidas durante a transferência de Neymar para o Barcelona, como a assinatura de um contrato fictício durante as negociações, entre 2011 e 2013, que serão julgadas ao longo de sete sessões e poderão conduzir a penas de prisão para os cinco envolvidos.
O caso foi denunciado por um fundo de investimento, que detinha 40% dos direitos económicos de Neymar e considerou ter sido lesado no processo, tal como sucedeu depois com a federação das associações de desportistas brasileiros, que também teria direito a uma percentagem do valor da transferência.
O Ministério Público pede dois anos de prisão e o pagamento de uma multa de 10 milhões de euros (ME) para Neymar, dois anos de prisão para o pai do futebolista e um ano para a mãe, além de uma multa no valor de 1,4 ME para a empresa familiar.
Para Sandro Rosell, que na altura dos factos era presidente do Barcelona, o Ministério Público pede cinco anos de prisão, enquanto Josep Maria Bartomeu, então vice-presidente do clube, é apenas acusado pelo fundo de investimento, que solicita também cinco anos de prisão.
Este é o segundo processo judicial que envolve o avançado brasileiro, tendo o primeiro terminado com um acordo entre a justiça espanhola e o Barcelona, que pagou 5,5 ME e foi condenado por dois crimes fiscais.
Um total de 22 atletas, sendo que será reduzida a 12, já estão sob as orientações do técnico Pedro Tivane de segunda a sexta-feira, exceptuando-se os domingos, no pavilhão do Estrela Vermelha, a preparam-se para o o Campeonato Africano, competição agendada para o Cairo, Egito, de 28 de setembro a 2 de outubro.
Numa primeira fase, o técnico tem capitalizado a componente física.
No âmbito da renovação da seleção, a equipa técnica chamou, na sua maioria, jogadores que fizeram parte dos sub-19, que no último Campeonato do Mundo, realizado em Barcelona, ficou em 3.º lugar na disputa da Taça Intercontinental.
No Africano, Moçambique assume-se, a par de Angola, como candidato ao título, ou não fossem atualmente os vice-campeão e campeão do continente, respectivamente.
De referir que, pela primeira vez num Campeonato Africano, a World Skate-África decidiu pela não participação de jogadores que atuam fora dos respetivos países, uma forma de dar mais equilíbrio à competição.
Assim sendo, o leque de hoquistas a atuarem na Europa, nomeadamente Carlos Silva, Igor Alves, Marinho, Filipe Vaz, Filipe Nabais, Pedro Martins, Nuno Araújo, Pedro Tivane Jr. e Rafa ficarão de fora deste compromisso continental, ficando a presença destes reservada para o Mundial de Patinagem a ter lugar em Buenos Aires e San Juan, na Argentina, de 25 de outubro a 13 de novembro. No caso do hóquei em patins em particular a competição irá desenrolar-se em San Juan entre 2 a 13 de novembro.
As acusações contra o ex-Primeiro-Ministro do Lesoto, Thomas Thabane, indiciado pelo assassínio da primeira mulher, em 2017, foram, terça-feira, retiradas pela Justiça, que admitiu não ter localizado uma testemunha-chave.
“Não conseguimos encontrar o paradeiro de uma testemunha importante neste caso e a procuradoria decidiu retirar as acusações contra o acusado”, anunciou o procurador Gareth Lappan durante uma audiência na capital, Maseru.
As acusações também foram retiradas contra a actual mulher do ex-Primeiro-Ministro, Maesaiah Thabane, acrescentou Lappan.
Thomas Thabane, de 83 anos, foi acusado de contratar assassinos para matar a primeira mulher, Lipolelo, em Junho de 2017, dois dias antes de assumir o cargo de Chefe de Governo no reino montanhoso, sem litoral encravado na África do Sul.
O caso mergulhou o país numa crise política que acabou por levar Thomas Thabane a renunciar em Maio de 2020, abandonado pela coligação que apoiou o seu Governo durante três anos.
O Supremo Tribunal do Lesotho acusou Thabane, em Novembro passado, de ter “causado ilegal e intencionalmente a morte de Lipolelo Thabane” em 14 de Junho de 2017.
Entre os cinco co-arguidos estava a actual mulher, Maesaiah, de 40 anos, casada dois meses após o assassínio e que beneficiou de uma controversa liberdade de fiança em Junho de 2021.
Os outros quatro co-arguidos são os alegados assassinos que teriam sido contratados por Thomas Thabane e Maesaiah, para matar Lipolelo Thabane, de 58 anos.
Lipolelo e Thomas Thabane estavam envolvidos num processo de divórcio litigioso.
A Polícia acusou o Primeiro-Ministro (2017-2020) de ter pagado a assassinos o equivalente a 21 mil euros para matar a primeira mulher.
A Polícia Nacional (PN) de Cabo Verde fez várias detenções e apreendeu armas brancas e de fogo e não só como também drogas, na cidade da Praia, numa Operação Especial de Prevenção Criminal (OEPC), realizada segunda-feira, a sétima só este ano.
Em comunicado de imprensa, aquela força policial informou que a operação foi realizada na zona Sul da cidade da Praia, abrangendo as zonas do Brasil e Achada Riba, em Achada de Santo António, com cerca de 100 efectivos envolvidos.
Segundo a fonte, a operação teve por finalidade “prevenir ou reduzir o risco de cometimentos de crimes com utilização de armas, mas também o controlo, detenção, localização e apreensão de armas”.
“Principalmente as de fogo que estejam em situações de posse ilegal e que podem estar associadas a outros delitos, como sejam assaltos, agressões e brigas de grupos”, precisou a PN.
Durante a diligência, foram realizadas buscas em 13 casas, mediante mandados de buscas, tendo sido apreendidos uma arma de fogo de fabrico artesanal, denominada de ‘boca bedju’, seis invólucros de AKM de diferentes calibres e uma munição nove milímetros.
Foram ainda apreendidos 4,1 gramas de cannabis, 0,9 gramas de cocaína, duas facas; dois machins, um taco de basebol, dois gorros; 14 telemóveis, dois computadores portáteis; uma coluna de som, uma calculadora científica.
De acordo com a PN, mais de 60 pessoas foram abordadas e revistadas, 18 foram conduzidas para a DCIC para efeito de identificação e averiguações, sendo 30 indivíduos detidos para serem apresentados ao Ministério Público, com as acusações de crimes de posse ilegal de armas de fogo e de estupefacientes, e uma detenção fora de flagrante por cumprimento de mandado.
Foram ainda abordadas 42 viaturas, das quais três apreendidas por ilegalidades nas documentações e aplicadas coimas, no valor total de 40 mil escudos.
Encabeçada pela Direcção Central de Investigação Criminal da PN (DCIC), a operação contou com o apoio do Comando Regional de Santiago Sul e Maio, do Centro Comando da Praia, da Polícia Marítima, da Guarda Fiscal e do Corpo de Intervenção.
Esta foi a sétima Operação Especial de Prevenção Criminal (OEPC) que a Polícia cabo-verdiana realiza na Praia só este ano, tendo nas outras seis realizado 95 apreensões de armas brancas e de fogo, feito 29 detenções – 14 pessoas ficaram em prisão preventiva.
Na quinta-feira, a Polícia informou que apreendeu mais de cinco mil armas no último ano.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, pediu, terça-feira, aos historiadores que “lancem luz” sobre a acção da França nos Camarões, durante a colonização e após a independência, anunciando a abertura “completa” dos arquivos franceses sobre os momentos “dolorosos” e “trágicos”.
“Espero que possamos ter e lançar juntos um trabalho conjunto de historiadores camaroneses e franceses”, propôs Macron numa conferência de imprensa em Yaoun-dé, juntamente com o homólogo camaronês, Paul Biya.
As declarações de Macron surgiram após o apelo de um grupo de partidos políticos camaroneses ao Presidente francês para que reconheça os “crimes da França colonial”.
“Temos uma disputa histórica com a França e aproveitamos a oportunidade para sensibilizar os camaroneses em relação ao problema com a França, que é colocar todos os crimes da França sobre a mesa e resolver o problema definitivamente, se quisermos ter uma relação pacífica”, disse Bedimo Kuoh, do Movimento Africano para a Nova Independência e Democracia (Manidem), numa conferência de imprensa realizada, segunda-feira, em Douala.
Antes da independência dos Camarões, em 1960, as autoridades francesas reprimiram com violência os militantes nacionalistas empenhados na luta armada contra o colonizador.
Várias dezenas de milhares de activistas pró-UPC (União das populações dos Camarões, partido fundado na década de 1940), incluindo o líder independentista Ruben Um Nyobè, foram massacrados.
Durante a conferência de imprensa, Valentin Dongmo, também membro do Manidem, pediu ao Chefe de Estado francês que “reconhecesse os crimes da França colonial, como começou a fazer na Argélia”.
Dongmo também apontou o dedo ao franco CFA, moeda comum a dez países africanos, incluindo os Camarões, emitida na França e considerada pelos seus detractores como um dos últimos vestígios da ‘France Afrique’, conceito que designa a esfera de influência francesa no continente africano.
Em comunicado, John Fru Ndi, presidente da Frente Social Democrata, um dos dois principais partidos da oposição, pediu “um ‘mea culpa’ da França (…) pelas flagrantes violações dos direitos humanos” e os abusos cometidos durante a luta pela autodeterminação, independência e reunificação”.
Durante a última visita de um Presidente francês a Yaoundé, François Hollande tinha admitido, em 2015, que tinha havido “episódios extremamente atormentados, mesmo trágicos”, acrescentando na altura: “Estamos abertos para que os livros de história possam ser abertos e os arquivos também”.
O discurso sobre este período “alimenta uma forma de desconfiança e fantasia” que mancha a imagem da França, comentou um diplomata francês ouvido pela agência France Press (AFP).
O ex-Presidente do Burkina Faso Blaise Compaoré, julgado à revelia e condenado a prisão perpétua pelo assassínio, em 1987, do antecessor, Thomas Sankara, “pediu perdão” à família deste, numa mensagem divulgada terça-feira.
“Peço desculpas ao povo do Burkina Faso por todos os actos que possa ter cometido durante o meu magistério e mais particularmente à família do meu irmão e amigo Thomas Sankara”, lê-se na mensagem proferida pelo porta-voz do Governo burquinabe Lionel Bilgo.
“Assumo e lamento do fundo do meu coração todo o sofrimento e drama vivido por todas as vítimas durante os meus mandatos à frente do país e peço às suas famílias que me concedam o seu perdão”, prossegue a mensagem.
Blaise Compaoré, de 71 anos, chegou ao poder em 1987, após um golpe que custou a vida do então Presidente Thomas Sankara.
Em Abril passado, Compaoré foi julgado e condenado à revelia a prisão perpétua pelo papel que desempenhou no assassinato de Sankara.
Forçado pelos protestos populares a fugir do país em 2014, vive, desde então, na Côte d’Ivoire, mas foi autorizado a regressar brevemente por alguns dias ao país no início de Julho, sem ser detido.
O breve regresso ao país, foi feito a convite do tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba, actual Presidente de transição que chegou ao poder num golpe de Estado em Janeiro, com o objectivo de “selar a reconciliação nacional” perante os ataques fundamentalistas islâmicos que atingem o país.
Depois de conhecer o novo homem forte do país, Compaoré deu sinais de aproximação.
Expressando a “sua profunda gratidão” às autoridades de transição, pediu, na mensagem aos burquinabes, “uma união sagrada, tolerância, contenção, mas acima de tudo perdão, para que os interesses superiores da Nação prevalecessem”.
A sua visita, em Julho, desencadeou uma enxurrada de críticas de políticos e da sociedade civil, que achavam que a reconciliação não deveria ser sinónimo de impunidade.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para o seu cliente um (1) Representante de Vendas. Saiba mais.
A Universidade São Tomás de Moçambique (USTM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente formado em Ciências Económicas e Empresariais. Saiba mais.
A Universidade São Tomás de Moçambique (USTM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente formado em Relações Internacionais. Saiba mais.
A Above Moçambique Lda. uma instituição de consultoria e formação pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director Adjunto Pedagógico. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Provincial de Serviços Clínicos. Saiba mais.
A Universidade Save (UniSave) pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Superior de Tecnologia de Informação e Comunicação N1 (TIC). Saiba mais.
A Universidade Save (UniSave) pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Profissional de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC). Saiba mais.
A Universidade Save (UniSave) pretende contratar para o seu quadro de pessoal dois (2) Auxiliares Administrativos (Condutor de veículos pesados). Saiba mais.
O Istituto Oikos Mozambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico em Promoção de Higiene e Saneamento na Comunidade. Saiba mais.
O Governo de Moçambique, representado pelo Ministério dos Transportes e Comunicações pretende contratar um (1) Consultor – Especialista em Comunicação. Saiba mais.
A Administração Regional de Águas do Centro, Instituto Público pretende recrutar para o seu quadro um (1) Técnico Superior de Obras Públicas (Hidrólogo “A”). Saiba mais.
A Administração Regional de Águas do Centro, Instituto Público pretende recrutar para o seu quadro um (1) Técnico Superior de Contabilidade N1. Saiba mais.
O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Superior em Direito N1. Saiba mais.
O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Superiores em Comunicação e Imagem N1. Saiba mais.
O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Superior de Cartografia N1. Saiba mais.
O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Superior N1 (Designer). Saiba mais.
O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Técnicos Profissionais de TIC. Saiba mais.
O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Auxiliares Administrativos (Motoristas). Saiba mais.
O treinador de atletismo, Alberto Lário, detido na semana passada por falta de visto de residência e Documento de Identificação de Residência para Estrangeiros (DIRE), terá de pagar uma dívida acumulada de cerca de um milhão e quinhentos mil meticais, por ter permanecido ilegalmente no país desde 2019.
O Notícias que cita uma fonte da Secretaria do Estado do Desporto (SED), Lário, mesmo pagando imediatamente a multa em causa terá de voltar a Portugal para a partir daquele país europeu tratar da sua regularização junto às representações diplomáticas e consulares de Moçambique.
Ainda de acordo com a mesma fonte, Alberto Lário encontra-se neste momento hospitalizado depois de ter contraído a Covid-19, na cela que o acolhia na 18ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Maputo.
Os búfalos e elefantes provenientes da Coutada onze, na Reserva de Marromeu devastam machambas e circulam pelas comunidades, espalhando terror e deixando a população em desespero no distrito de Marromeu em Sofala.
A RM, avança que os povoados de Magugune e de Safrique, são frequentes os estragos causados por búfalos e elefantes. As tentativas até aqui feitas para o seu afugentamento, não resultaram.
A administradora do distrito de Marromeu, Henriqueta do Rosário, garante que tudo está a ser feito para travar a situação.
Até agora não há registo de mortes relacionadas com a circulação dos animais pelas comunidades, senão a destruição de campos agrícolas.
O comandante da Polícia em Cabo Delgado pediu “prontidão” a um grupo de agentes que passou para a reserva, alertando que as incursões rebeldes continuam a ser um desafio na província.
“Contamos com vocês para, se a situação exigir, voltarem a pegar em armas para combater o terrorismo porque isso é dever de todo o cidadão moçambicano”, declarou Vicente Chicote, durante uma cerimónia simbólica que marcou a passagem à reserva de um grupo de agentes da polícia moçambicana em Pemba, capital provincial de Cabo Delgado.
O comandante da Polícia da República de Moçambique em Cabo Delgado pediu ainda para que os agentes, agora na reserva, continuem atentos nas suas respetivas comunidades.
“Ainda esperamos de vocês a melhor contribuição na denúncia contra os criminosos, que agem para perturbar a ordem”, frisou Vicente Chicote.
O empresário luso-moçambicano, Ebraim Seedat, 60 anos de idade, que ficou três semanas em cativeiro, regressou esta terça-feira, 26, à sua residencia, na cidade de Chimoio, província Manica, sem nenhuma intervenção policial, segundo várias fontes próximas ao incidente.
Esta é a sexta vitima de rapto, só na cidade de Chimoio, nos últimos três anos e meio, que regressa à casa sem intervenção policial. Isso geralmente acontece após o pagamento de resgate.
“O empresário regressou ao convívio familiar na manhã desta terça-feira” afirmou o oficial da polícia Mateus Mindu, sem mais detalhes, socorrendo-se da situação “sigilosa da restante da informação”.
A vitima foi raptada a 7 de julho por um grupo de três homens armados, perto da sua residência, na rua da Zâmbia, zona nobre da cidade de Chimoio, e reapareceu no inicio da manhã , em circunstâncias que a Polícia não explica.
Um empresário das relações da vítima contou que a família foi ameaçada pela rede de tráfico a não dar detalhes sobre a transação de resgate, que os raptores chamaram de “comissão de resgate”, paga em dinheiro vivo.
Numa avaliação sobre a criminalidade, apresentada no início do mês de maio, a procuradora-geral da República de Moçambique referiu que os crimes de rapto têm vindo a aumentar e os grupos criminosos têm ramificações transfronteiriças, mantendo células em países como África do Sul.
Dados da Procuradoria Geral da Republica (PGR) de Moçambique, em 2021 foram registados 14 processos-crime por rapto contra 18 em 2020, mas há outros casos que escapam ao registo oficial, sendo que na maioria o desfecho é desconhecido.
A ilha de Taiwan iniciou ontem, os seus mais importantes exercícios militares do ano, numa altura em que a invasão russa da Ucrânia faz crescer os receios de uma intervenção de Pequim contra Taipé.
A China reivindica Taiwan como uma província separatista a ser reunificada pela força, caso seja necessário, e opõe-se a qualquer actividade da ilha enquanto entidade política independente.
Ontem, durante um exercício que visava manobras para impedir um potencial inimigo de aceder à capital Taipé, reservistas armados com metralhadoras correram para trincheiras escavadas debaixo de uma ponte antes de se colocarem em posições de tiro.
“Os abrigos subterrâneos e os postos avançados permitem cobertura às próprias tropas e responder às forças do inimigo”, disse Su Tzu-yun, especialista militar do Instituto de Investigação e Defesa e da Segurança Nacional de Taiwan, citado pelas agências internacionais.
“Eles fazem parte da guerra urbana na Ucrânia”, disse o perito.
Os mísseis terra-ar Stinger (fabrico norte-americano), eficazes contra helicópteros e aviões que voam a baixa altitude, foram igualmente enviados para algumas posições da região norte da ilha de Taiwan, segundo acrescentou o especialista.
Estes mísseis têm sido utilizados pelas forças ucranianas contra o exército de Moscovo.
Também hoje as ruas de várias cidades do norte do país foram esvaziadas durante um período de meia hora como parte de um exercício civil que simulava um ataque aéreo.
Peões e carros foram proibidos de circular nas ruas após o soar de sirenes de alerta e do envio de mensagens escritas através de telemóveis que advertiam para um potencial ataque com mísseis.
As relações entre Taipé e Pequim estão mais tensas desde a eleição da actual chefe de Estado do território, Tsai Ing-wen, em 2016, que considera a ilha um Estado soberano e que não faz parte da China.
A actual administração dos Estados Unidos, liderada por Joe Biden, declarou recentemente que a República Popular da China “parece estar determinada” em usar a força no Estreito da Formosa, apesar de considerar que não é a altura de “invadir”.
Em 2021, Taiwan registou 969 incursões de aviões de guerra de Pequim na Zona de Defesa Aérea (Adiz), de acordo com dados recolhidos pela agência AFP.
No ano em curso, ocorreram mais de 600 incursões do mesmo tipo.
China e Taiwan vivem como dois territórios autónomos desde 1949, altura em que o antigo governo nacionalista chinês se refugiou na ilha, depois da derrota na guerra civil frente aos comunistas.
A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, detida pelo Estado moçambicano, admite a hipótese do país responder às crescentes necessidades de gás na Europa.
“Com a situação da guerra na Ucrânia, o mercado europeu aumentou a demanda no gás. Uma das formas de acelerar para que o nosso gás chegue aos mercados é usar uma segunda plataforma flutuante similar à que já está aqui em Moçambique”, disse o administrador executivo comercial da ENH, Pascoal Mocumbi Júnior, citado esta segunda-feira (25.07) pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).
Mocumbi Júnior afirmou que uma segunda plataforma flutuante de produção de gás natural liquefeito iria juntar-se a uma infraestrutura idêntica que já existe nas águas moçambicanas, caso o país tivesse que ser parte da solução para o défice energético provocado pela guerra Rússia-Ucrânia.
O tempo de construção de uma eventual segunda unidade flutuante seria de três anos, menos dois anos em relação ao tempo que durou a construção da unidade que já arrancou com o carregamento de hidrocarbonetos, como forma de ganhar tempo e acelerar a produção do gás, acrescentou.
“Com a quantidade de gás existente em Moçambique, o país, automaticamente, se posiciona como uma alternativa para suprir a necessidade existente atualmente, e quanto mais rápido o país conseguir colocar o seu gás no mercado, maior será a possibilidade de tirar vantagens da atual crise provocada pelo conflito Rússia-Ucrânia”, destacou.
A saída abrupta de Margarida Mapandzene Chongo do cargo de Governadora da Província de Gaza continua a causar fortes repercussões no panorama político moçambicano.
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