Sociedade LAM gasta milhões por mês em aviões alugados enquanto frota própria continua...

LAM gasta milhões por mês em aviões alugados enquanto frota própria continua parada


A Comissão de Gestão das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) enfrenta um prazo crítico para cumprir a promessa de colocar em operação dois Embraer E190, adquiridos em Dezembro de 2025 por 25 milhões de dólares.

As aeronaves já regressaram ao país após um período de recondicionamento na África do Sul devido a problemas mecânicos, estando agora em condições técnicas adequadas e com tripulação pronta, mas continuam fora da operação regular.

Segundo o Centro para Democracia e Direitos Humanos, o prazo de cerca de três semanas estabelecido pela companhia a 24 de Julho está prestes a expirar, aumentando a pressão sobre a gestão da LAM. Dos cinco aparelhos comprados no actual ciclo de governação corporativa, quatro permanecem imobilizados — incluindo os dois Embraer e dois Bombardier Q400.

Enquanto a frota própria continua no solo, a operadora de bandeira nacional mantém uma forte dependência do modelo de aluguer Wet Lease, especificamente no regime ACMI, que inclui aeronave, tripulação, manutenção e seguro. Os encargos mensais com três operadores europeus — Fly Air 41 Airways, Wind Rose e CemAir — ascendem a cerca de 3,14 milhões de dólares por mês. Desse montante, mais de 2,8 milhões correspondem estritamente à locação dos aparelhos, enquanto os restantes custos incluem despesas de alojamento, logística e ajudas de custo para dezenas de funcionários estrangeiros destacados no país.

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Auditorias internas indicam que este modelo de aluguer de longo prazo tem sido prolongado sem estudos consistentes de viabilidade económica ou análise de impacto orçamental, deixando a companhia vulnerável a contractos onerosos. Com o término do ultimato institucional previsto para os próximos dias, a entrada em operação dos Embraer E190 será um teste rigoroso para avaliar a capacidade de recuperação financeira e operacional da LAM.

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