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Quinta-feira, Abril 9, 2026
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Líderes moçambicanos defendem acções concretas em prol da reconciliação nacional

O Sheik Said Habib afirmou que o processo de reconciliação nacional deve ser pautado por acções concretas no presente, que visem um futuro melhor para todos os moçambicanos. 

A declaração aconteceu durante a abertura do Fórum Nacional de Paz e Reconciliação, um evento de dois dias organizado pelo Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), sob o lema “Buscando caminhos e tecendo alianças”.

Habib, que falava em representação do Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, sublinhou que “o tempo que verdadeiramente nos pertence é o presente, onde devemos plantar as sementes do futuro, baseado em ideais de progresso, justiça e bem-estar”.

O Sheik recordou que a busca pela paz e pela reconciliação tem sido um tema central na história de Moçambique. Destacou marcos significativos, como o Acordo Geral de Paz de 1992, que pôs fim à Guerra Civil, o Acordo de Cessação de Hostilidades de 2014 e o Acordo de Paz e Reconciliação de 2019, que se foca no processo de desarmamento, desmobilização e reintegração.

Lamentou as cicatrizes deixadas por conflitos passados, que marcaram gerações e ainda hoje ecoam em algumas regiões do país. Apontou também a pobreza, desigualdade e desafios ao desenvolvimento económico como factores que ameaçam os valores de paz e justiça.

O dirigente apelou à união de esforços entre governo, sociedade civil, partidos políticos, comunidades religiosas e cidadãos, para atender às necessidades do povo e construir um futuro melhor. Adicionalmente, mencionou novos desafios à paz social, incluindo sequestros, violência doméstica e exploração mineira, que, segundo ele, comprometem o tecido social e o desenvolvimento nacional.

O reitor da Universidade Pedagógica de Maputo, Jorge Ferrão, enfatizou que a reconciliação não se efectiva apenas através de documentos, mas sim através de gestos e atitudes. Durante o Fórum, a universidade transformará o seu espaço académico em um local de diálogo e escuta, visando promover a reconciliação.

Por sua vez, o director executivo do IMD, Hermenegildo Mulhovo, recordou as divisões que levaram a conflitos ao longo dos anos, e expressou o desejo de que os resultados das discussões sejam integrados na Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo.

O Fórum Nacional de Paz e Reconciliação é promovido pelo IMD em parceria com a Fundação MASC, a Universidade Pedagógica de Maputo e o Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, no âmbito do consórcio Pro-Paz, financiado pela União Europeia e pelo Projecto Pro-cívicos e Direitos Humanos, entre outros.

Subiu para 142 o número de mortos causados pelo tufão Kalmaegi

Pelo menos 142 pessoas perderam a vida e 127 estão desaparecidas na sequência da passagem do tufão Kalmaegi pelo centro das Filipinas, conforme dados oficiais divulgados pela agência de notícias France-Presse (AFP).

O Departamento Nacional de Defesa Civil das Filipinas confirmou um total de 114 mortes, enquanto a província de Cebu relatou 28 vítimas mortais. O balanço anterior da protecção civil indicava 85 mortos e 75 desaparecidos.

Em Cebu, numerosas pessoas ficaram presas nos telhados das suas habitações, pedindo socorro à medida que as águas subiam rapidamente. O governo provincial declarou estado de calamidade para possibilitar a mobilização imediata de fundos de emergência.

Cebu, que conta com uma população de 2,4 milhões de habitantes, ainda se recuperava de um sismo de magnitude 6,9 que ocorreu em Setembro e que resultou na morte de 79 pessoas.

A maioria das vítimas do tufão morreu afogada ou foi atingida por destroços, devido a inundações repentinas e aluimentos de terras provocados pelo Kalmaegi, que destruiu habitações e arrastou veículos, de acordo com Bernardo Rafaelito Alejandro, responsável adjunto do Gabinete de Defesa Civil.

Durante a sua passagem pelo centro do arquipélago, o tufão trouxe ventos de 130 quilómetros por hora, com rajadas que atingiram até 180 km/h. O exército informou que seis militares perderam a vida quando um helicóptero da Força Aérea se despenhou na província de Agusan del Sur, enquanto realizava uma missão de ajuda humanitária.

Mais de 387 mil pessoas foram evacuadas das áreas em risco e cerca de 3.500 passageiros ficaram retidos em quase uma centena de portos devido à proibição de navegação.

As autoridades locais apontam que anos de exploração mineira e deficiências nas obras de drenagem agravaram o impacto das cheias.

Após atravessar o mar do Sul da China, a tempestade deverá atingir o Vietname ainda hoje, provocando chuvas intensas no norte da Tailândia, segundo os serviços meteorológicos da região.

Todos os anos, cerca de 20 tempestades ou tufões afetam ou se aproximam das Filipinas, impactando principalmente as regiões mais pobres do país.

Matola demole casa que obstruía curso de águas pluviais em Nkobe

O Conselho Municipal da Matola procedeu hoje à demolição de uma residência no bairro de Nkobe, a qual estava construída há mais de 20 anos sobre o curso natural das águas pluviais.

O edifício impedia o escoamento adequado das águas, contribuindo para as inundações que periodicamente afectam esta zona residencial.

Júlio Parruque, Presidente do Município, explicou que esta intervenção faz parte de um plano abrangente de resposta à época chuvosa, com o objectivo de garantir uma drenagem eficaz e prevenir alagamentos. “Estamos a agir para proteger as comunidades e assegurar que as águas sigam o seu curso natural, evitando prejuízos”, declarou.

A demolição foi realizada com o consentimento da família proprietária, que aceitou a medida de forma pacífica. Parruque também anunciou que outras construções situadas em locais críticos serão removidas nos próximos dias, como parte das acções de prevenção contra inundações.

O Presidente do Município apelou à colaboração dos moradores, enfatizando que o sucesso do plano depende do envolvimento de toda a comunidade.

Moçambique pede acção global para erradicar a pobreza na Cimeira de Doha

A Primeira-ministra moçambicana, Benvinda Levi, destacou a persistência da pobreza extrema no país, apesar dos avanços económicos e sociais alcançados nas últimas três décadas.

A declaração foi feita durante a sua intervenção na plenária da 2ª Cimeira Mundial sobre o Desenvolvimento Social, que decorre em Doha, no Qatar.

Na sua exposição, Benvinda Levi enfatizou que, embora haja progresso em várias áreas, os resultados ainda estão aquém das expectativas, com milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade a sofrerem economicamente e socialmente. “Moçambique considera esta cimeira como uma oportunidade para reafirmarmos os compromissos assumidos na Cimeira de Copenhaga, em 1995”, sublinhou a Primeira-ministra.

Os temas discutidos na cimeira de 1995 abrangem a erradicação da pobreza, a promoção do emprego produtivo e a inclusão social, tanto a nível nacional como internacional. A governante expressou a necessidade urgente de garantir que nenhum cidadão fique para trás, promovendo uma sociedade justa e inclusiva, que assegure dignidade e oportunidades iguais para todos.

Benvinda Levi indicou que, desde a Cimeira de Copenhaga, Moçambique tem feito progressos, mas muitos cidadãos ainda permanecem no limiar da pobreza extrema. Para reverter essa situação, o governo tem implementado acções que integram programas de desenvolvimento a curto, médio e longo prazo, incluindo a Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025-2044 e o Programa Quinquenal do Governo 2025-2029.

A Primeira-ministra assinalou que as prioridades do governo centram-se na paz, estabilidade, equidade e na diversificação económica, com especial atenção à criação de postos de trabalho e rendimentos para os moçambicanos. A sectorização dos esforços também contempla educação, saúde, protecção social e saneamento.

Por fim, Benvinda Levi manifestou a convicção de que esta abordagem contribuirá para uma transformação social e económica significativa em Moçambique.

A 2ª Cimeira Mundial para o Desenvolvimento Social, organizada pelas Nações Unidas, visa renovar os compromissos de desenvolvimento assumidos em 1995, buscando fechar lacunas e impulsionar a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Manifestantes clamam pelo fim do Governo de Donald Trump

Milhares de pessoas saíram às ruas em protesto, clamando pelo “fim do regime fascista” do presidente Donald Trump, marcando um ano desde a sua reeleição para a Casa Branca e um dia após várias derrotas dos republicanos nas eleições para governadores e autarcas.

Organizados pela plataforma ‘Refuse Fascism’, os manifestantes iniciaram o seu percurso nas imediações do Monumento a Washington, seguindo em direcção ao Capitólio e ao Supremo Tribunal. As vitórias dos candidatos democratas em estados como Nova Iorque, Virgínia e Nova Jérsia foram celebradas com cânticos e cartazes, sendo vistas como um golpe significativo para Trump.

A reacção do presidente, que atribuiu a derrota republicana à ausência do seu nome nas cédulas de voto e ao prolongado ‘shutdown’ do governo federal, foi alvo de críticas. O impasse orçamental no Congresso levou a uma paragem que se tornou a mais longa da história do país.

Os manifestantes abordaram temas como o encerramento do governo federal e as políticas restritivas em relação aos migrantes. Sarah Glover, uma das mais de 700 mil funcionárias públicas afectadas pelo ‘shutdown’, expressou o seu descontentamento, acusando Trump de “fazer sofrer as pessoas de forma intencional”.

Outro participante, Evelyn, apelou aos democratas para que demonstrassem “mais coragem” ao enfrentarem Trump, na esperança de que se chegue a um acordo que ponha fim à paragem do governo.

Muitos dos presentes viajaram de diversas partes dos Estados Unidos. Run Mercie, que percorreu oito horas a partir de Boston, deixou transparecer a sua emoção, afirmando: “Tenho oito netos. Estou aqui por eles”.

Acidente em Nampula destrói mais de 100 mil livros escolares

Na província de Nampula, um incidente trágico resultou na destruição de mais de 100.550 livros escolares destinados às primeiras e segundas classes para o ano lectivo de 2026. O fogo irrompeu após o camião que transportava os materiais se despistar, tombar e capotar.

O veículo, que partiu do armazém regional Norte, localizado no distrito de Nacala, tinha como destino os distritos de Mongicual e Liupo. Mongicual deveria receber 52.650 livros, enquanto Liupo aguardava a entrega de 47.900.

Em comunicado oficial, o Ministério da Educação e Cultura expressou a sua preocupação e informou que irá colaborar com a empresa encarregue do transporte para assegurar a reposição dos livros perdidos. A mesma nota menciona que estão a ser realizadas diligências para transferir livros em stock para os distritos afectados, com o intuito de garantir que as aulas possam iniciar com os materiais necessários nas escolas.

Julgamento de Adriano Nuvunga é suspenso após alegações de irregularidades na instrução

O Tribunal Judicial do Distrito Municipal de Kampfumo suspendeu o julgamento do activista social Adriano Nuvunga, acusado de difamação, calúnia e injúria contra Albino Forquilha, dirigente do partido PODEMOS, atualmente a segunda maior força política em Moçambique.

A decisão foi tomada pela juíza da 4.ª Secção, Chaurina Gaspar, em resposta a uma reclamação apresentada pela defesa de Nuvunga. Os advogados alegaram que ocorreram irregularidades durante a fase de instrução, destacando que o tribunal indeferiu um pedido para uma audição preliminar antes do início do julgamento.

Apesar de reconhecer fundamentos legais na reclamação, a juíza manifestou preocupação quanto à possibilidade de o recurso ser uma manobra dilatória. No entanto, decidiu suspender o julgamento e remeteu o caso ao Tribunal Superior de Recurso da Cidade de Maputo, que irá avaliar a validade da reclamação e o futuro do processo.

“O que fizemos foi atacar questões técnicas do processo, e isso resultou na suspensão”, referiu Ilídio Macia, advogado de defesa de Adriano Nuvunga.

A suspensão não foi bem recebida pela parte ofendida. O advogado de Albino Forquilha contestou a decisão, argumentando que o tribunal já se encontrava em fase de audição e que não havia espaço legal para interromper o prosseguimento do julgamento. “Está claro que são manobras dilatórias. O arguido não compareceu ao tribunal por duas ocasiões, e hoje apresentaram uma reclamação apenas para impedir o avanço do julgamento”, apontou o advogado de Forquilha, acrescentando que Nuvunga “afirmou publicamente que o ofendido recebeu dinheiro e deve apresentar provas”.

Durante a sessão, a defesa de Nuvunga levantou quatro questões prévias, entre as quais uma alegada irregularidade na constituição da acusação. O advogado defendeu que a queixa é suportada pelo partido PODEMOS, enquanto o alvo directo é Albino Forquilha, entidades que, segundo ele, são juridicamente distintas.

A juíza acolheu a argumentação e notificou o mandatário de Forquilha para corrigir a irregularidade dentro do prazo legal.

Assim, o julgamento, antecipado com grande expectativa por diversos sectores da sociedade civil, terminou o primeiro dia sem avanço na audição das partes. A celeridade do Tribunal Superior de Recurso poderá levar meses para o retorno do processo ao tribunal.

Adriano Nuvunga enfrenta acusações de alegações feitas em 2024, nas quais acusou Albino Forquilha de “vender a verdade eleitoral” desse ano. As declarações surgiram num contexto de intensos protestos liderados pelo PODEMOS e por apoiantes do candidato derrotado, Venâncio Mondlane, que contestavam os resultados oficiais das eleições gerais, que consagraram a vitória à FRELIMO e ao seu candidato, Daniel Chapo, actual Chefe de Estado.

Condições desiguais levam professores da Escola Portuguesa em Maputo a greve

Os professores da Escola Portuguesa de Moçambique (EPM), localizada na cidade de Maputo, iniciaram esta manhã uma greve por tempo indeterminado, em protesto contra a falta de condições laborais adequadas, uma situação que se arrasta há mais de duas décadas. 

Os docentes exigem a implementação de um decreto-lei aprovado pelo Ministério da Educação de Portugal, que visava garantir a equidade nas condições salariais e sociais para todos os professores.

Este decreto-lei, aprovado em Junho, deveria ter entrado em vigor no dia 1 de Setembro, mas, segundo os professores, isso não ocorreu. “O que nós vimos foi que as coisas não aconteceram desta forma. Portanto, há muitos subsídios que estavam previstos na lei que foram pagos apenas sob pressão. Hoje temos professores que receberam tudo e outros que não receberam nada; é uma situação inaceitável”, afirmou Francisco Carvalho, professor na EPM há 17 anos.

Em declarações ao Mznews, Carvalho destacou que a greve não se limita à EPM, mas abrange todas as escolas portuguesas fora de Portugal. “Esta luta não está a acontecer apenas em Maputo; está a ocorrer em Luanda, Dili, e também em Cabo Verde”, acrescentou.

Os professores lamentam que, enquanto algumas escolas pagaram integralmente os subsídios, outras não o fizeram, o que consideram uma situação inaceitável. A direcção da EPM reconhece o problema, mas afirma não ter “poderes” para resolver a situação. O ministério português da Educação já está ciente do caso, mas ainda não se pronunciou oficialmente sobre as discrepâncias nas escolas portuguesas.

“Nós neste momento queremos uma solução rápida para estas nossas preocupações”, declarou Gustavo Laves, outro professor da Escola Portuguesa. Na próxima semana, os professores planeiam reunir-se para definir estratégias e próximos passos, com o intuito de encontrar uma resolução para a situação.

Queda de avião militar no Bangladesh mata 36 pessoas e fere mais de 170

Um erro de pilotagem foi apontado como a causa do pior acidente aéreo no Bangladesh nas últimas décadas, resultando na morte de 36 pessoas, anunciou hoje o Governo de Daca. 

O trágico incidente ocorreu em Julho, quando um avião da Força Aérea bangladechiana colidiu com uma escola logo após a descolagem.

Shafiqul Alam, porta-voz do Primeiro-ministro provisório Muhammad Yunus, revelou que as conclusões do relatório da investigação indicam uma falha na descolagem do aparelho. Inicialmente, o exército atribuiu o acidente a um “problema mecânico” que ocorreu no momento do levantamento de voo.

O tenente Towkir Islam, de 27 anos e piloto do jacto ‘F-7’, estava a realizar o seu primeiro voo sem instrutor nesta aeronave. Infelizmente, ele não sobreviveu aos ferimentos resultantes da queda. O relatório sugere que a Força Aérea deve conduzir os seus treinos fora da capital, uma área densamente povoada, uma recomendação que, apesar de ser amplamente solicitada após o acidente, foi rejeitada pela Força Aérea com a justificativa de que a presença de uma base na capital é crucial por razões estratégicas.

O jacto monomotor ‘F-7 BGI’, de origem chinesa, descolou da base aérea de Khandakar, situada nos arredores da capital, às 13:06 locais. A queda do avião incendiou um edifício de dois andares, onde alunos do ensino primário tinham acabado de sair após as aulas.

A catástrofe resultou em 36 mortes, incluindo várias crianças da escola Milestone, localizada no noroeste de Daca, e deixou mais de 170 feridos, muitos dos quais não resistiram à gravidade dos seus ferimentos. O exército informou que o jovem piloto fez tentativas de desviar a aeronave de áreas habitadas antes do impacto.

Estratégia 2025-2029 visa tornar dívida moçambicana mais sustentável

O governo moçambicano aprovou recentemente a Estratégia de Gestão da Dívida a Médio Prazo para o período de 2025 a 2029, um documento cuja finalidade é estabelecer um quadro prudente para a gestão da dívida pública.

Uma declaração emitida pelo Conselho de Ministros salienta que esta estratégia visa, também, atender às necessidades de financiamento do Estado, equilibrando custos e riscos, de modo a garantir a credibilidade da política económica e a sustentabilidade da dívida a médio e longo prazo.

Este plano surge num contexto em que a dívida pública, especialmente a dívida interna, continua a crescer mensalmente, compensando a diminuição da arrecadação fiscal e a redução da ajuda externa.

O Banco de Moçambique, na sua função de regulador do sistema financeiro nacional, alertou que a pressão sobre a dívida pública interna tem vindo a agravar-se. Actualmente, esta dívida representa mais de 40 por cento do total da dívida pública, que ascende a aproximadamente 454,3 mil milhões de meticais (cerca de 70,8 mil milhões de dólares), reflectindo um aumento de 38,7 mil milhões de meticais em comparação com Dezembro de 2024.

O Banco advertiu sobre o crescimento da dívida sob condições mais onerosas, o que coloca o Estado numa espiral de refinanciamento com custos cada vez mais elevados.

No último mês, o governo chinês decidiu perdoar os empréstimos sem juros que Moçambique deve até 2024. Dados governamentais indicam que 14 por cento da dívida externa de Moçambique em Março deste ano estava nas mãos da China, o maior credor bilateral do país, com um stock de 1,3 mil milhões de dólares.

A dívida pública total do país atingiu 1.100 mil milhões de meticais (16,7 mil milhões de dólares à taxa de câmbio actual) no último trimestre de 2025, correspondendo a um crescimento de 2,7 por cento em relação ao trimestre anterior. Este aumento da dívida representa 78,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Vaticano investiga antigo bispo francês por conduta com mulheres

O Vaticano anunciou a abertura de uma investigação contra o antigo bispo de Verdun, Jean-Paul Gusching, após a sua demissão solicitada e aceita pelo Papa devido a “relações” com “mulheres”. A informação foi divulgada através de um comunicado da nunciatura apostólica em França.

Jean-Paul Gusching havia comunicado a sua saída no final de Setembro, alegando problemas de saúde como a razão para a sua decisão. Contudo, a nunciatura esclareceu que esta justificação foi apenas um dos factores que levaram à sua demissão.

O prelado comprometeu-se, perante a Santa Sé, a evitar comportamentos que possam ser interpretados como contrários aos seus compromissos sacerdotais em relação a mulheres. No entanto, face à continuidade da situação, o Papa decidiu solicitar e aceitar a sua demissão, que passou a ser efectiva a 27 de Setembro.

Em decorrência dos acontecimentos, a nunciatura revelou que se iniciou uma investigação canónica preliminar, que ainda se encontra em curso. Um relatório também foi enviado à justiça civil, embora os detalhes não tenham sido especificados.

Como medidas cautelares, foi determinado ao bispo a adopção de uma vida retirada, em um local que não pertence nem ao seu bispado de origem, Amiens, nem ao de Verdun, no leste de França. O antigo bispo deve ainda se abster de qualquer celebração litúrgica e de actividades pastorais públicas.

Procuradoria de Nampula defende uso de pulseiras electrónicas para mitigar superlotação prisional

O Procurador-Chefe da Província de Nampula, Osvaldo Rafael, propôs a implementação de pulseiras electrónicas como uma solução para a crescente superlotação das cadeias moçambicanas, promovendo, também, a aplicação de penas alternativas à prisão.

Rafael explicou que as pulseiras electrónicas permitirão um controlo remoto sobre os arguidos ou condenados que beneficiem de penas não privativas de liberdade. Este mecanismo será essencial para assegurar o cumprimento das medidas impostas pelos tribunais. “As pulseiras vão permitir o rastreio e o controlo das pessoas que possam beneficiar de penas alternativas à prisão”, afirmou.

O Procurador apontou que esta iniciativa não só visa aliviar a pressão sobre o sistema penitenciário, mas também reforçar as políticas de reinserção social e humanização da justiça. Assim, os arguidos poderão ser monitorizados sem a necessidade de encarceramento, o que poderá contribuir para uma melhor reintegração na sociedade.

Osvaldo Rafael frisou ainda que a introdução das pulseiras electrónicas representa um avanço significativo na confiança do Estado nos cidadãos, promovendo um sistema judicial mais eficiente. “O objectivo é responsabilizar, mas também recuperar”, acrescentou.

Ainda segundo o Procurador, a implementação do sistema terá início de forma piloto em várias províncias, incluindo Nampula, Maputo e Sofala. A medida, já experimentada em diversos países africanos e europeus, requer, no entanto, a formação adequada de magistrados e agentes penitenciários para assegurar a eficácia e segurança na sua aplicação.

A superlotação prisional continua a ser uma das principais preocupações do sistema de justiça em Moçambique, e a proposta do Procurador-Chefe visa dar um passo em frente para enfrentar este desafio.

Escassez de cirurgiões e anestesistas compromete cuidados de saúde em Moçambique

As autoridades de saúde moçambicanas alertam para uma grave escassez de cirurgiões e anestesistas no país, o que compromete a prestação de cuidados cirúrgicos e leva à transferência frequente de pacientes para o exterior.

Machicano Costa, responsável pelo Programa Nacional de Cirurgia, expressou a sua preocupação durante uma reunião intitulada “Desenvolvimento do Plano Nacional para a Cirurgia Obstétrica e Anestesia”. Este encontro teve como objectivo reunir dados e delinear estratégias para responder às necessidades do sector cirúrgico. Costa destacou que a falta de cirurgiões e anestesistas é particularmente crítica nas províncias do norte, nomeadamente Cabo Delgado e Niassa, bem como na província central de Manica e na província sul de Gaza.

“Essas províncias apresentam, em média, apenas um ou dois cirurgiões moçambicanos. Em alguns casos, há apenas um anestesista para toda a província, uma realidade que afasta o país da proporção ideal de 20 cirurgiões por cada 100.000 habitantes”, afirmou.

O responsável salientou que essa limitação resulta na concentração de pacientes nas principais cidades do país, como Maputo, Matola, Beira e Nampula, além da necessidade de enviar doentes para hospitais no exterior, o que gera custos elevados para o sector de saúde.

Neste momento, as autoridades estão a avaliar a situação actual dos serviços de cirurgia, obstetrícia e anestesia, abarcando aspectos como a dotação de pessoal, infraestruturas e financiamento. Os dados obtidos serão fundamentais para a definição de metas a serem alcançadas nos próximos dez anos no âmbito do Plano Nacional de Cirurgia, Obstetrícia e Anestesia (PNCOA).

“O processo inclui todos os intervenientes da cadeia cirúrgica, englobando cirurgiões, ginecologistas, obstetras, anestesistas, técnicos de cirurgia, enfermeiros de bloco operatório e profissionais de cuidados intensivos, com o objectivo de assegurar uma abordagem integrada”, acrescentou Costa.

O responsável também mencionou que, embora o país continue a contar com o apoio de médicos estrangeiros, a formação de especialistas moçambicanos deve ser acelerada. “Além do procedimento cirúrgico em si, os cuidados pré e pós-operatórios exigem equipas bem treinadas, tornando essencial reforçar a formação em anestesia para garantir maior segurança ao paciente”, concluiu.

Vagas de emprego do dia 06 de Novembro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 06 de Novembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Engenheiro Sénior de Procurement e Logística – Projeto

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Engenheiro Sénior de Procurement e Logística – Projeto. Saiba mais.

2. Vaga para Senior Supply Chain Associate

A International Organization for Migration (IOM) pretende recrutar um (1) Senior Supply Chain Associate. Saiba mais.

3. Vaga para Chief Accountant

A ENI pretende recrutar um (1) Chief Accountant. Saiba mais.

4. Vaga para Especialista em Infraestructura (Matola)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista em Infraestructura (Matola). Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Associate

A Acasus pretende recrutar um (1) Associate. Saiba mais.

2. Vaga para Especialista em Gestão de Propostas

A Nippon Koei Mozambique pretende recrutar um (1) Especialista em Gestão de Propostas. Saiba mais.

3. Vaga para Administrador de Projectos

A CELIM pretende recrutar um (1) Administrador de Projectos. Saiba mais.

4. Vaga para Gestor de Transportes e Logística – Projeto

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Gestor de Transportes e Logística – Projeto. Saiba mais.

5. Vaga para Director do Projecto SBIS

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director(a) do Projecto She Belongs In School – Ela Pertence à Escola (SBIS). Saiba mais.

6. Vaga para Oficial – Finanças (Maputo)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Finanças (Maputo). Saiba mais.

7. Vaga para Quality Inspector

A McDermott International pretende recrutar um (1) Quality Inspector. Saiba mais.

8. Vaga para Climate Change Technician

A Peace Parks Foundation (PPF) pretende recrutar um (1) Climate Change Technician. Saiba mais.

9. Vaga para Specialist Employee Relations & People Experience

A Coca-Cola Beverages Africa pretende recrutar um (1) Specialist Employee Relations & People Experience. Saiba mais.

10. Vaga para Supervisor de Gestão de Casos e CLHIV

A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Gestão de Casos e CLHIV. Saiba mais.

11. Vaga para Engenheiro de Garantia de Qualidade

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Engenheiro de Garantia de Qualidade. Saiba mais.

12. Vaga para Gestor de Controlo de Qualidade

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Gestor de Controlo de Qualidade. Saiba mais.

13. Vaga para Community Engagement and Livelihood Technician

A Peace Parks Foundation (PPF) pretende recrutar um (1) Community Engagement and Livelihood Technician. Saiba mais.

14. Vaga para M-Pesa Finance Business Manager

A Vodafone pretende recrutar um (1) M-Pesa Finance Business Manager. Saiba mais.

15. Vaga para Senior Fraud Analyst, GSM

A Vodafone pretende recrutar um (1) Senior Fraud Analyst, GSM. Saiba mais.

16. Vaga para Specialist: RPA Business Analyst

A Vodafone pretende recrutar um (1) Specialist: RPA Business Analyst. Saiba mais.

17. Vaga para Import – Export Specialist Intern

A SLB pretende recrutar um (1) Import – Export Specialist Intern. Saiba mais.

18. Vaga para Tax Accountant Intern

A SLB pretende recrutar um (1) Tax Accountant Intern. Saiba mais.

19. Vaga para Gestor Associado do Campo – Auditoria Interna

A GiveDirectly (GD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Associado do Campo – Auditoria Interna. Saiba mais.

20. Vaga para Human Resources Assistant

A RA International pretende recrutar um (1) Human Resources Assistant. Saiba mais.

21. Vaga para Senior Analyst: Revenue Assurance (M-Pesa)

A Vodafone pretende recrutar um (1) Senior Analyst: Revenue Assurance (M-Pesa). Saiba mais.

22. Vaga para Public Relations Manager

A Yango pretende recrutar um (1) Public Relations Manager. Saiba mais.

23. Vaga para Crane Eletrical Technician

A DP World pretende recrutar um (1) Crane Eletrical Technician. Saiba mais.

24. Vaga para Secretária Comercial e Executiva

A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Secretária Comercial e Executiva. Saiba mais.

25. Vaga para Videomaker

A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Videomaker. Saiba mais.

26. Vaga para Coordenadora de Comunicação e Marketing Estratégico

A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Coordenadora de Comunicação e Marketing Estratégico. Saiba mais.

27. Vaga para Financial Analyst

A Vodafone pretende recrutar um (1) Financial Analyst. Saiba mais.

28. Vaga para HR Expat Coordinator

A McDermott International pretende recrutar um (1) HR Expat Coordinator. Saiba mais.

29. Vagas para Supervisores de Campo

A EP Management & Consultancy Services pretende recrutar Supervisores de Campo. Saiba mais.

30. Vaga para Oficial de Inclusão Juvenil e Género

A Associação Kupulumuswa pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Inclusão Juvenil e Género. Saiba mais.

31. Vaga para Project Officer

A COSV pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Project Officer. Saiba mais.

32. Vaga para Accountant and Finance Officer

A COSV pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Accountant and Finance Officer. Saiba mais.

33. Vagas para Graduados

A Vodacom pretende recrutar Graduados – Programa de Graduados Vodacom 2025. Saiba mais.

34. Vaga para Cabeleireira

O Salão & Boutique Canaã pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Cabeleireira. Saiba mais.

35. Vaga para Barbeiro

O Salão & Boutique Canaã pretende recrutar um (1) Barbeiro. Saiba mais.

36. Vaga para Agente de Angariação e Vendas

A Canaã Prestige pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Agente de Angariação e Vendas. Saiba mais.

Gaza regista 240 mortos desde o início do cessar-fogo

Desde o início do cessar-fogo entre Israel e o grupo islamita Hamas, a 10 de Outubro, a Faixa de Gaza viu a lamentável contabilização de 240 mortos, conforme revelou o Ministério da Saúde da região palestiniana.

Segundo a actualização mais recente das autoridades locais, sob controlo do Hamas, na passada segunda-feira foram registados três corpos nos hospitais e um outro recuperado entre os escombros. Ademais, pelo menos sete indivíduos ficaram feridos em ataques atribuídos a Israel.

O Ministério da Saúde informou que, além dos 240 mortos, é também alarmante o número de 607 feridos resultantes de ataques israelitas desde o início da trégua. Durante as operações de busca no território, devastado por dois anos de conflito, foram encontrados 511 corpos.

O total de mortos desde o início da ofensiva israelita na Faixa de Gaza, a 7 de Outubro de 2023, ascende agora a 68.872, enquanto o número de feridos ultrapassa os 170.677. A maioria das vítimas identifica-se como mulheres e crianças, segundo as estatísticas do ministério palestiniano.

Nos últimos três semanas, muitos dos ataques israelitas concentraram-se nas proximidades da chamada Linha Amarela, zona da qual o exército israelita recuou parcialmente durante a primeira fase do cessar-fogo.

Ainda hoje, um drone israelita provocou a morte de uma pessoa e deixou outra ferida num ataque dirigido a um grupo de indivíduos a leste do bairro de Shujaiya, na cidade de Gaza, que se encontra dentro da Linha Amarela, conforme indicado pela agência de notícias palestiniana Wafa.

Israel justifica que tem o direito de abrir fogo contra os palestinianos que se aproximam da referida linha, onde as suas tropas estão posicionadas, embora muitos palestinianos desconheçam a existência desta fronteira.

No âmbito do cessar-fogo, o Hamas entregou os últimos 20 reféns vivos que mantinha no enclave, além de 20 dos 28 que foram confirmados como mortos, alegando dificuldades em localizar os corpos. Em contrapartida, Israel libertou quase dois mil prisioneiros palestinianos e entregou 270 corpos.

A primeira fase do acordo, mediado pelos Estados Unidos, Egito, Qatar e Turquia, inclui a retirada parcial das forças israelitas do enclave e a facilitação de ajuda humanitária ao território. A etapa seguinte, ainda por definir, prevê a continuação da retirada israelita, o desarmamento do Hamas e a futura reconstrução e governação da região.

A escalada de violência na Faixa de Gaza teve início após os ataques liderados pelo Hamas em 7 de Outubro de 2023, no sul de Israel, que resultaram na morte de cerca de 1.200 pessoas e 251 reféns. Em resposta, Israel lançou uma operação militar em grande escala, levando à morte e ferimentos de milhares, bem como à destruição de quase todas as infraestruturas do território e ao deslocamento forçado de centenas de milhares de pessoas.

Edil de Nampula denuncia corrupção na Polícia Municipal

O presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, Luís Giquira, expressou sérias preocupações sobre a actuação da Polícia Municipal, acusando alguns dos seus agentes de se envolverem em esquemas de corrupção e de negligenciarem as suas funções. 

As críticas foram proferidas durante uma parada policial, onde Giquira revelou a sua “profunda insatisfação” com a performance da corporação.

O edil apontou que a ausência da polícia em bairros e avenidas tem gerado desordem e contribuído para o aumento do comércio informal. “Temos polícias que preferem entrar em esquemas, que não honram a farda nem o juramento que fizeram”, afirmou Giquira, sublinhando que os agentes envolvidos em actividades ilícitas enfrentarão punições severas.

Segundo o autarca, a ineficácia na fiscalização tem desencorajado investidores e comerciantes formais, levando muitos a encerrar os seus negócios devido à ocupação desordenada das vias públicas. “Estamos a perder agentes económicos que deviam contribuir com taxas municipais. Muitos desistem porque não conseguem aceder aos seus estabelecimentos. Isso é inaceitável”, declarou.

Giquira reconheceu os esforços de alguns sectores, mas enfatizou a necessidade de maior disciplina e comprometimento por parte do comando policial. “Os planos operativos não podem ficar guardados nas gavetas. A cidade precisa de ordem e segurança, e a polícia tem de ser o primeiro exemplo”, afirmou.

O edil anunciou a realização de uma avaliação interna rigorosa para identificar agentes que não estejam comprometidos com o serviço público, antecipando que alguns poderão ser afastados ou transferidos. “Há colegas que estão comprometidos e que não honram o compromisso com a bandeira. Esses terão de sair”, concluiu.

Queda de avião de carga nos EUA provoca pelo menos sete mortos e 11 feridos

Um avião de carga despenhou-se pouco após descolar do aeroporto de Louisville, no Kentucky, na região centro-leste dos Estados Unidos, resultando em pelo menos sete mortes e 11 feridos, conforme revelaram as autoridades norte-americanas.

A aeronave, identificada como um McDonnell Douglas MD-11, tinha como destino o Havai. Registos nas redes sociais mostraram uma densa coluna de fumo negro a erguer-se no céu em decorrência do acidente.

O incidente ocorreu no cruzamento da Fern Valley Road com a Grade Lane, na extremidade sul do aeroporto. O departamento de polícia de Louisville, através da plataforma X, informou sobre a presença de um incêndio e destroços no local, solicitando que a população se mantivesse afastada.

Conforme as autoridades, quatro das vítimas mortais não estavam a bordo da aeronave. Entre os 11 feridos, alguns apresentaram ferimentos “muito graves”, conforme afirmou o governador do Kentucky, Andy Beshear. O governador descreveu o incidente como extremamente violento, remarcando que qualquer um que tivesse visto as imagens disponíveis, poderia atestar a gravidade do acidente.

Imagens veiculadas por uma estação de televisão mostraram um grande rasto de chamas e uma coluna de fumo a emergir de um parque de estacionamento, enquanto equipas de bombeiros trabalhavam para controlar o incêndio. Beshear mencionou que uma empresa, a Kentucky Petroleum Recycling, foi “atingida”, assim como uma fábrica de peças automóveis nas proximidades.

Ainda não se conhece o estado de saúde dos três tripulantes a bordo do avião, que foi fabricado em 1991. O aeroporto foi encerrado e prevê-se que as operações sejam retomadas apenas na manhã de hoje. O chefe da polícia de Louisville, Paul Humphrey, indicou que não é possível prever quanto tempo levará até que a área seja considerada segura.

O maior centro de distribuição da UPS está situado em Louisville, e a empresa anunciou na noite de terça-feira a suspensão da triagem de encomendas no local, sem especificar quando as actividades serão reiniciadas. Este centro emprega milhares de funcionários, realiza 300 voos diários e processa mais de 400 mil encomendas por hora.

A UPS confirmou o acidente em um comunicado breve e informou que o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA irá conduzir uma investigação sobre o ocorrido.

Dominguez volta à Seleção Nacional após um ano de afastamento

O capitão da Selecção Nacional de Futebol de Moçambique, Elias Pelembe, conhecido como Dominguez, faz o seu regresso à equipa após um ano afastado, encerrando assim um período repleto de controvérsias. 

O seu nome figura entre os 25 convocados pelo seleccionador nacional, Chiquinho Conde, para dois jogos amigáveis contra Marrocos, agendado para 14 de Novembro em Tânger, e contra o Chade, marcado para 17 de Novembro em Tetuão.

Estes encontros representam o primeiro passo dos “Mambas” na preparação para a Copa Africana de Nações (CAN) 2025, que se realizará em Marrocos entre 21 de Dezembro de 2025 e 18 de Janeiro de 2026. Moçambique integra o Grupo F, ao lado de potências como Costa do Marfim, Gabão e Camarões, tendo partidas previstas para os dias 24, 28 e 31 de Dezembro.

A última actuação de Dominguez com a selecção remonta a 19 de Novembro de 2024, quando Moçambique derrotou a Guiné-Bissau por 2-1, assegurando assim a qualificação para o CAN 2025. O jogador entrou em campo aos 79 minutos, substituindo Guima. Em Março deste ano, Dominguez ficou de fora dos jogos contra Uganda e Argélia, que contavam para as eliminatórias do Mundial 2026, devido à não entrega do passaporte à Federação Moçambicana de Futebol (FMF) dentro do prazo estipulado.

A convocatória para esta Data-FIFA de Outubro traz como principal novidade o regresso de Dominguez, enquanto o médio João Bonde, do Ferroviário da Beira, não foi convocado.

A lista completa dos convocados é a seguinte:

Guarda-redes: Ernan Siluane (Associação Black Bulls), Ivane Urrubal (Ferroviário de Nacala) e Kimiss Zavala (Marítimo, Portugal).

Defesas: Edmilson Dove (Al-Quwa Al-Jawiya, Iraque), Bruno Langa (Pafos FC, Chipre), Reinildo Mandava (Sunderland AFC, Inglaterra), Infren Matola e Óscar Cherene (União Desportiva do Songo), Diogo Calila (Santa Clara, Portugal), Edson Sitoe “Mexer” (Ankara Keçiorengücü, Turquia), Feliciano Jone “Nené” (Abu Salim SC, Líbia) e Fernando Chambuco (Associação Black Bulls).

Médios: Alfons Amade (Dunfermline Athletic FC, Escócia), Manuel Kambala (Polokwane City FC, África do Sul), Keyns Abdala (GD Chaves, Portugal), Pedro Santos “Pepo” (Caldas SC, Portugal) e Elias Pelembe “Dominguez” (União Desportiva do Songo).

Avançados: Clésio Bauque (Associação Black Bulls), Geny Catamo (Sporting CP, Portugal), Witiness Quembo “Witi” (Nacional da Madeira, Portugal), Gildo Vilanculos (Tandamon Sour Club, Líbano), Stanley Ratifo (Chemie Leipzig, Alemanha), Faizal Bangal (AC Mestre, Itália), Ângelo Cantolo (Chingale de Tete) e Melque Alexandre (União Desportiva do Songo).

Novo sistema de abastecimento de água em Nacala promete duplicar fornecimento

O Governo de Moçambique está a concluir as obras do novo Sistema de Abastecimento de Água da cidade de Nacala, um investimento de 17 milhões de dólares que visa aumentar o número de horas de fornecimento e melhorar a qualidade da água para milhares de famílias.

A infra-estrutura inclui duas estações de tratamento de águas superficiais provenientes da barragem de Nacala, com uma capacidade total de 26 mil metros cúbicos por dia, sendo 16 mil produzidos numa estação e 10 mil na outra. O novo sistema contará ainda com 200 quilómetros de rede de distribuição e a reabilitação de múltiplos furos, que reforçarão a quantidade e a estabilidade do fornecimento.

“As horas de abastecimento vão aumentar em pelo menos quatro horas em comparação com o sistema actual. O nosso objectivo é assegurar água contínua e de melhor qualidade para todos os bairros de Nacala”, afirmou Jaime Davide, fiscal do projecto, durante a visita do Secretário de Estado à infra-estrutura.

Plácido Nerino Pereira, Secretário de Estado da Província de Nampula, destacou que este projecto representa “um passo histórico na luta por água em quantidade e qualidade”, lembrando que Nacala tem enfrentado sérias dificuldades de abastecimento nos últimos anos. “Com este novo sistema, a cidade passará das actuais três para pelo menos sete horas de fornecimento diário. Não se trata apenas de um aumento de tempo, mas também de uma melhoria na qualidade e segurança da água que chega às famílias”, garantiu.

O dirigente reconheceu que houve atrasos na execução do projecto, mas assegurou que as equipas estão a trabalhar para acelerar a instalação dos equipamentos e permitir o início da operação dentro dos prazos previstos.

Além de reforçar o fornecimento urbano, o novo sistema substituirá totalmente o anterior, que se encontra em avançado estado de degradação, e será integrado no plano provincial de expansão dos serviços de água e saneamento.

“Este investimento é parte do compromisso do Governo em garantir água segura para todos os moçambicanos. É um ganho significativo para Nacala e para a província de Nampula”, concluiu o Secretário de Estado.

António Guterres pede cessar-fogo urgente no Sudão

O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, manifestou a sua preocupação em relação à escalada do conflito no Sudão, que, segundo afirmou, “está a ficar fora de controlo”. 

O alerta surge após os recentes relatos de execuções em massa, violações e outras atrocidades perpetradas pelos rebeldes das Forças de Apoio Rápido (RSF), especialmente após a captura da cidade de El-Fasher na semana passada.

Guterres sublinhou que “centenas de milhares de civis estão encurralados na cidade”, uma situação que exige uma resposta urgente da comunidade internacional.

O Secretário-Geral apelou a um cessar-fogo imediato no conflito, que já resultou em mais de 40 mil mortos desde o início de 2023. A ONU continua a acompanhar de perto a situação, enquanto apela à protecção dos direitos humanos e à assistência humanitária para os afectados.

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