O responsável máximo pela Justiça iraniana, Gholamhossein Mohseni-Ejei, anunciou esta quarta-feira a implementação de julgamentos sumários e a possibilidade de execuções para os indivíduos detidos durante os recentes protestos contra o regime da República Islâmica do Irão.
Organizações não governamentais têm reportado mais de 2.500 mortos nas manifestações que começaram a 28 de Dezembro em todo o território iraniano. Mohseni-Ejei afirmou que “se quisermos fazer o trabalho, temos de fazê-lo já”, enfatizando que a ação rápida é crucial para que o efeito das medidas seja maximizado.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou que os EUA podem intervir militarmente caso haja vítimas mortais resultantes dos protestos, relembrando o apoio dos EUA à guerra de 12 dias de Israel contra Teerão, em Junho. Trump declarou que, caso as autoridades iranianas “fizessem algo assim”, os EUA tomariam “medidas muito fortes”.
Em meio a esta situação tensa, activistas anti-ayatollah, que se opõem ao regime teocrático instaurado após a revolução de 1979, informaram que a empresa de telecomunicações Starlink, liderada pelo norte-americano Elon Musk, está a fornecer serviços gratuitos no Irão. Este desenvolvimento surge num contexto em que a Internet tem estado bloqueada no país desde 8 de Janeiro.
Embora as chamadas telefónicas para o estrangeiro tenham sido autorizadas na terça-feira, ainda não é possível estabelecer contactos de países estrangeiros para o Irão. A situação continua a evoluir, com a comunidade internacional a observar de perto os desdobramentos dos protestos e das reacções do governo iraniano.
















