Um juiz federal do Estado do Illinois determinou a libertação de centenas de imigrantes ilegais que estavam detidos sem mandado, no âmbito das políticas de imigração da administração Trump. A decisão foi noticiada por uma afiliada local da CNN.
A ordem judicial favoreceu uma queixa apresentada por duas organizações de defesa dos direitos civis, que contestaram a detenção de cerca de 3.500 pessoas entre Junho e Outubro do presente ano.
O tribunal considerou que 615 indivíduos, detidos em diversas partes do país, devem ser libertados, uma vez que não existe mandado que justifique a sua detenção e não representam uma ameaça à segurança pública.
A Secretaria de Estado da Segurança Interna dos Estados Unidos criticou a decisão, considerando-a politicamente motivada e acusando o juiz de “activismo judicial”. A posição oficial da secretaria alertou ainda que a decisão do tribunal poderia colocar em risco a vida de cidadãos americanos.
Este revés representa mais um desafio para a política de imigração e deportações em massa implementada pela actual presidência dos EUA, que tem enfrentado diversas contestações judiciais por alegadas violações dos direitos humanos. Entre os casos destacados estão o uso excessivo da força por parte dos Serviços de Imigração e Alfândega (ICE) e a separação de famílias, bem como deportações de pessoas que se encontravam legalmente no país.
Início das Obras de Reposição em Escolas de Mecanhelas, Niassa Arrancam este mês as obras de reposição dos danos provocados pelo ciclone Fredy em duas escolas no distrito de Mecanhelas, na província de Niassa.
Esta iniciativa visa restaurar a capacidade de ensino na região, que foi severamente afectada por este fenómeno meteorológico. As obras incluem a reparação do tecto de cinco salas de aula, o bloco administrativo, bem como a instalação de portas e janelas.
O director Provincial de Educação em Niassa, Matias Chapungo, informou que este projecto será apoiado pelo programa denominado Investir no Capital Humano, que tem como objectivo fortalecer a infraestrutura educativa do país.
As comunidades locais aguardam com expectativa o início dos trabalhos, que visam não só melhorar as condições de ensino, mas também assegurar um ambiente escolar seguro e acolhedor para os estudantes.
O sector de saúde da província de Manica, situada no centro de Moçambique, anunciou que possui um stock suficiente de medicamentos para atender a população nos próximos três meses.
A confirmação foi feita pelo chefe do depósito intermediário de medicamentos durante uma visita da governadora da província, Francisca Tomás, à Direcção Provincial de Saúde.
Na sua intervenção, Bonifácio Mulausse informou que os armazéns estão abastecidos com uma variedade de fármacos, incluindo antimaláricos, antibióticos, analgésicos e anti-retrovirais, assim como material médico-cirúrgico, assegurando que as necessidades da população estarão cobertas até Fevereiro.
“Estamos a receber dois camiões com medicamento neste momento. Está a decorrer o descarregamento e a distribuição aos centros de saúde da cidade e dos distritos, com uma parte já alocada às unidades sanitárias. Portanto, podemos afirmar que está tudo assegurado para que a população seja assistida sem problemas”, declarou Mulausse.
Sobre a disponibilidade de gesso na principal unidade sanitária da província, Mulausse explicou que a situação já foi resolvida, afirmando que houve a recepção de gesso suficiente para os próximos três meses. Contudo, ele alertou para o risco de desvio de medicamentos devido a comportamentos inadequados de alguns profissionais de saúde.
A governadora Francisca Tomás abordou a questão dos desvios de medicamentos do Sistema Nacional de Saúde, expressando a sua preocupação. “São os próprios profissionais da área que fazem o desvio e entregam aos vendedores informais. Não podemos admiti-los na nossa província”, sublinhou.
Tomás enfatizou a importância da vigilância por parte dos funcionários e a necessidade de denunciar quaisquer suspeitas de desvios. “O governo está a trabalhar para resolver o problema de falta de medicamentos nas unidades sanitárias. Infelizmente, quando recebemos os fármacos, muitas vezes são desviados para o mercado informal. Esses funcionários devem ser responsabilizados”, acrescentou.
Durante a visita, a governadora reuniu-se com os funcionários da Direcção Provincial de Saúde e apreciou o relatório das actividades do sector nos primeiros dez meses do ano. Foi também apresentado um plano de contingência para a época chuvosa, que começou em Novembro e está previsto para terminar em Março de 2025.
O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, revelou que o governo estará a trabalhar arduamente para assegurar a retoma dos projectos de gás natural líquido na Bacia do Rovuma, situada ao largo da costa da província nortenha de Cabo Delgado.
Em declarações proferidas em Maputo, durante a cerimónia de abertura da Conferência Anual do Sector Privado (CASP), Chapo afirmou que “num prazo de uma semana no máximo, finalizaremos as discussões com o projecto liderado pela TotalEnergies, para que possamos retomar os trabalhos”.
O projecto da Total, conhecido como “Mozambique LNG”, teve a sua execução suspensa em Março de 2021, quando a empresa invocou força maior, na sequência de um ataque terrorista significativo à localidade de Palma. Contudo, no final de Outubro, a TotalEnergies levantou o estado de força maior, estando agora os pormenores a ser finalizados. Chapo afirmou: “Estamos a trabalhar para fechemos os pontos que consideramos importantes, tanto para o benefício do povo moçambicano como para os investidores, de forma a retomar o projecto o mais rapidamente possível”.
Durante a sua visita a Houston em Outubro, o Presidente recebeu informações dos gestores da empresa norte-americana ExxonMobil, os quais garantiram que assim que a TotalEnergies retomar os trabalhos, a ExxonMobil também o fará. Espera-se uma decisão final de investimento sobre o projecto da ExxonMobil na Bacia do Rovuma para Junho ou Julho do próximo ano.
A empresa energética italiana ENI já deu luz verde para uma segunda plataforma flutuante de LNG ao largo da costa de Cabo Delgado. Chapo destacou que o investimento combinado dos projectos da ENI, ExxonMobil e TotalEnergies é de cerca de 50 mil milhões de dólares.
O Presidente comprometeu-se a que os fundos resultantes dos projectos de gás natural na Bacia do Rovuma seriam “investidos nas nossas áreas tradicionais de desenvolvimento, visando diversificar a nossa economia”, incluindo sectores como a agricultura, o turismo e as infra-estruturas rodoviárias.
Chapo anunciou que a tão esperada reabilitação da principal auto-estrada norte-sul do país (EN1) está em curso, com os trabalhos a serem realizados no troço entre o rio Save e o cruzamento de Inchope, na província de Manica. “Nos próximos cinco anos, continuaremos a melhorar as nossas estradas, especialmente a EN1”, prometeu o Presidente. “Continuaremos a investir na industrialização, de forma a proporcionar emprego para os nossos jovens, ao mesmo tempo que investimos na mineração e na electrificação”.
O Presidente classifica a edição deste ano da CASP como “um ponto de viragem”. Afirmou que na próxima edição da conferência, os participantes não devem apenas analisar políticas, mas trazer resultados, demonstrando que “os investimentos se traduziram em realidades, indústrias foram estabelecidas e sonhos foram transformados em prosperidade nacional”.
“O tempo de hesitação acabou”, concluiu Chapo. “Entramos na fase de implementação, responsabilidade e confiança”.
O Presidente da República de Moçambique, através de um Despacho Presidencial, exonerou Custódio Fabião Zandamela do cargo de Reitor da Academia de Ciências Policiais (ACIPOL).
Em seu lugar, foi nomeado Rodrigues Nhiuane Cumbane, que assume a liderança da instituição dedicada à formação de quadros na área da segurança pública.
Adicionalmente, o Chefe do Estado designou Ernesto Bernardo Guambe para o cargo de Vice-Reitor da mesma academia. Estas nomeações visam reforçar os esforços do Governo na consolidação das instituições de ensino superior, particularmente aquelas focadas na formação nas áreas de defesa e segurança.
A ACIPOL desempenha um papel fundamental na capacitação de profissionais que actuarão na manutenção da ordem e na protecção dos cidadãos, alinhando-se com as directrizes estratégicas do país.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, nomeou o juiz Augusto Paulino para o cargo de membro do Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ).
Este órgão desempenha um papel crucial na gestão, disciplina e orientação da magistratura judicial no país, sendo responsável por aspectos como nomeações, promoções, transferências e fiscalização de juízes e oficiais de justiça.
Entre as competências do CSMJ, encontram-se também, a aprovação de políticas, gestão de recursos humanos e supervisão do funcionamento dos tribunais e secretarias judiciais. Com a inclusão de Paulino, a instituição junta-se ao juiz conselheiro Pedro Nhatitima, que foi eleito pelos seus pares em Setembro para integrar o conselho.
A nomeação de Augusto Paulino vem num momento em que a magistratura judicial enfrenta desafios significativos, e espera-se que a sua experiência e dedicação contribuam para o fortalecimento da justiça em Moçambique.
O Governo de Moçambique anunciou oficialmente a presença de agentes da Organização Internacional da Polícia Criminal, mais conhecida como Interpol, em território nacional.
A confirmação foi feita pelo Ministro do Interior, Paulo Chachine, durante uma cerimónia que decorreu na Matola.
De acordo com Chachine, a participação dos agentes da Interpol insere-se numa operação simultânea que está a ser desenvolvida em estreita colaboração com as autoridades moçambicanas. O objectivo principal dessa operação é o combate à criminalidade organizada, uma preocupação crescente no país.
A declaração ocorreu na cerimónia de tomada de posse do novo Comandante Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Maputo, Rosário Miquitaio. Esta iniciativa destaca o esforço conjunto entre Moçambique e a Interpol na luta contra o crime transnacional.
O Ministro do Interior reiterou a importância da cooperação internacional para garantir a segurança e a ordem no país, enfatizando que a presença de peritos da Interpol contribuirá para o fortalecimento das capacidades locais.
A comunidade está atenta a estas movimentações, que visam proporcionar um ambiente mais seguro para todos os cidadãos.
Moçambique deu um passo significativo na gestão dos seus recursos marinhos e lacustres com o lançamento da Conta Satélite da Economia Azul, uma iniciativa que visa maximizar o uso destes recursos para o crescimento económico do país.
Esta ferramenta estatística permite a colecta de dados económicos relacionados com actividades no mar e nas águas interiores, com particular ênfase na pesca e na aquacultura. A implementação desta conta representa um avanço crucial na capacidade do Governo em formular políticas e executar acções que promovam o desenvolvimento económico sustentável.
No acto de apresentação, realizado em Maputo, a Primeira-Ministra Benvinda Levi sublinhou que a operacionalização da Conta Satélite será determinante para a elaboração de estratégias mais eficazes. “Os dados recolhidos serão fundamentais para planeamento e para atrair investimentos, tanto públicos como privados”, afirmou a Primeira-Ministra.
Este novo sistema é uma resposta às necessidades crescentes de uma gestão integrada dos recursos, permitindo a Moçambique tirar partido das suas potencialidades marítimas e lacustres, fundamentais para o desenvolvimento da economia nacional.
O cantor Akon, famoso mundialmente por seus sucessos e colaborações com outros grandes artistas, foi detido nos Estados Unidos no dia 7 de Novembro.
A prisão ocorreu devido à sua ausência numa audiência judicial relacionada à suspensão da sua carteira de habilitação, um episódio que rapidamente ganhou destaque na imprensa norte-americana.
De acordo com informações divulgadas pelo site TMZ, Akon ficou sob custódia por menos de seis horas antes de ser libertado pelas autoridades. Apesar do breve tempo de detenção, o incidente repercutiu amplamente nas redes sociais e nos meios de comunicação, dada a notoriedade do músico e a natureza inusitada do ocorrido.
O incidente que culminou na detenção remonta a Setembro, quando policiais em patrulha na Geórgia encontraram o veículo de Akon parado no meio da estrada. Segundo o relatório policial, o cantor alegou que o carro havia sofrido problemas mecânicos devido à descarga da bateria. No entanto, a verificação dos documentos revelou que a sua habilitação estava suspensa desde 2023.
O relatório policial também menciona a apreensão de um vape ilegal encontrado no interior do veículo, que foi confiscado e destruído. Embora não tenha ocorrido uma prisão imediata neste momento, o cantor foi intimado a comparecer a uma audiência judicial, à qual não compareceu, levando à emissão de um mandado de prisão.
Esse mandado, emitido pela corte local, resultou na detenção de Akon no início de Novembro. Mesmo após a prisão, o artista foi libertado no mesmo dia, sem surgirem complicações adicionais. Este tipo de detenção rápida, embora não seja incomum, atraiu significativa atenção devido à fama do cantor e ao contexto legal envolvendo a suspensão da sua habilitação.
O episódio também gerou discussões sobre a responsabilidade de figuras públicas perante a lei e a repercussão de incidentes de trânsito envolvendo celebridades. Nas redes sociais, fãs e internautas expressaram surpresa com a situação e demonstraram interesse sobre os possíveis desdobramentos legais.
Até o momento, a equipa de Akon não se pronunciou oficialmente sobre o incidente, mantendo-se em silêncio sobre os pormenores do processo e as eventuais ações futuras do cantor no que diz respeito à audiência judicial perdida. Especialistas em direito de trânsito alertam que, apesar da libertação, o músico poderá enfrentar consequências legais se não regularizar a sua situação junto das autoridades competentes.
O Presidente da República, Daniel Chapo, inaugurou, na quarta-feira, a vigésima Conferência Anual do Sector Privado (CASP) em Maputo.
O evento, que se estenderá por três dias, conta com a participação de membros do Governo, líderes empresariais, académicos, parceiros de cooperação e delegações empresariais de diferentes nações.
A conferência tem como principal objectivo promover o diálogo entre o sector público e privado, além de explorar novas oportunidades de investimento em Moçambique.
A presença do Chefe do Estado no evento é um claro reflexo do empenho do Governo em fortalecer a colaboração entre os diferentes actores económicos, ao mesmo tempo que se destaca a importância de criar um ambiente económico competitivo e dinâmico.
Este encontro representa uma plataforma estratégica para a construção de parcerias que visem o desenvolvimento sustentável e a promoção do crescimento económico no país.
Na sequência das manifestações pós-eleitorais, o Governo moçambicano anunciou a disponibilização de cerca de 475 milhões de meticais destinados à recuperação económica das micro, pequenas e médias empresas afectadas.
Esta medida foi revelada pelo porta-voz da trigésima-oitava sessão do Conselho de Ministros, Salimo Valá, durante uma conferência de imprensa.
Valá informou que o montante compreende um total de 600 acordos de subvenção, que visam ajudar os empresários a reerguerem os seus negócios, impactados pelas recentes convulsões sociais.
O porta-voz sublinhou o compromisso governamental em garantir a eficácia do plano de reconstrução pós-ciclone, afirmando que este está a ser implementado com celeridade e organização.
O apoio financeiro surge num contexto de necessidade urgente de revitalizar o tecido empresarial do país, de forma a promover a estabilidade e o crescimento económico. Moçambique, que enfrenta desafios significativos, continua a trabalhar na implementação de medidas que visam mitigar os efeitos adversos das crises recentes.
A administração pública reafirma a determinação em avançar com estratégias que auxiliem na recuperação das empresas, fundamentais para a sustentabilidade da economia nacional.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista em Infraestructura (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director(a) do Projecto She Belongs In School – Ela Pertence à Escola (SBIS). Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Gestão de Casos e CLHIV. Saiba mais.
A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Coordenadora de Comunicação e Marketing Estratégico. Saiba mais.
Uma ponte com cerca de 800 metros de comprimento, inaugurada há apenas alguns meses, desabou parcialmente na província de Sichuan, no sudoeste da China. Felizmente, não há vítimas a registar.
As autoridades locais haviam decidido encerrar o local como precaução, após o surgimento de fissuras nas encostas e em algumas vias adjacentes.
A situação deteriorou-se rapidamente, resultando em deslizamentos de terra que provocaram o colapso da ponte, a qual havia sido inaugurada no início deste ano.
A ponte Hongqi está localizada numa auto-estrada que liga o coração da China ao Tibete. As medidas preventivas implementadas pelas autoridades mostraram-se cruciais para evitar perdas de vidas e ferimentos.
O Presidente da República de Angola, João Lourenço, manifestou preocupação com a situação global, ao criticar a “confrangedora banalização da vida humana” nos conflitos armados, durante o discurso proferido na celebração do 50.º aniversário da independência do país.
Lourenço destacou que Angola observa o mundo actual com apreensão, sublinhando a violação das normas do direito internacional que regulam as relações entre os Estados. O chefe de Estado lamentou a aparente impotência da Organização das Nações Unidas em lidar com a desordem e os abusos cometidos pelas grandes potências.
No seu discurso, o Presidente enfatizou a importância do multilateralismo, considerando-o o único modelo inclusivo capaz de unir as nações em torno de uma abordagem comum para os desafios globais.
Lourenço reiterou igualmente a necessidade de uma reforma no sistema da ONU, argumentando que este já não reflete a realidade do equilíbrio de poderes e a configuração geopolítica contemporânea.
Uma mulher de 27 anos encontra-se sob custódia do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) no distrito de Vilankulo, província de Inhambane, após ser indiciada pela morte do seu filho de três anos.
O trágico incidente ocorreu na última semana no bairro 5º Congresso. A mulher confessou o crime a um vizinho, que prontamente contactou o pai da criança, que se encontrava ausente por motivos de trabalho.
As autoridades informaram que a arguida utilizou uma faca para desferir um golpe fatal na barriga do menino, que não sobreviveu ao ataque. Após o crime, a mulher abandonou o corpo e fugiu do local.
Alceres Cuamba, chefe das Relações Públicas, Comunicação e Imagem do SERNIC em Inhambane, repudiou o ocorrido, revelando que a indiciada justificou o acto alegando dificuldades familiares. A mulher afirmou ainda que o marido não sustentava a criança e que o casal se encontrava frequentemente em desentendimentos.
O ex-director do Serviço Nacional de Inteligência (NIS) da Coreia do Sul, Cho Tae-yong, foi detido devido a acusações ligadas à declaração de lei marcial ocorrida há quase um ano.
A detenção do ex-chefe da inteligência foi autorizada por um tribunal sul-coreano nas primeiras horas da manhã, após o Ministério Público manifestar receios de que o acusado pudesse destruir provas relacionadas com a imposição da lei marcial pelo ex-presidente Yoon Suk-yeol, segundo informou a agência de notícias Yonhap.
Cho Tae-yong enfrenta acusações de ter tido conhecimento antecipado dos planos de Yoon para declarar a lei marcial a 3 de Dezembro de 2024, e de não ter comunicado essa informação ao parlamento. A situação levanta questões sobre a transparência e a responsabilidade no governo sul-coreano, em um contexto marcado por tensões políticas e sociais.
A África do Sul deu um passo significativo na luta contra a cólera ao anunciar o início de ensaios clínicos para a produção da primeira vacina oral contra esta doença.
Este projecto representa um marco histórico, sendo a primeira vacina totalmente fabricada no país, desenvolvida pela Biovac, uma empresa biofarmacêutica local, em colaboração com o Conselho de Pesquisa Médica da África do Sul.
O lançamento do projecto ocorreu no Hospital Chris Hani Baragwanath, situado em Soweto. Durante a apresentação, o ministro da Saúde sul-africano, Aron Motsoaledi, destacou que os ensaios clínicos estão em conformidade com a visão do Governo de garantir segurança sanitária e acesso universal a medicamentos essenciais. “É uma oportunidade significativa para a África do Sul reduzir a dependência de produtos farmacêuticos internacionais”, afirmou Motsoaledi.
A vice-ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Nomalungelo Gina, também marcou presença no evento, ressaltando o compromisso governamental em promover a produção local e facilitar a transferência de tecnologia. Gina acrescentou que esses esforços são cruciais não apenas para a saúde pública, mas também para a geração de empregos, desenvolvimento de habilidades e crescimento industrial.
Caso os testes se revelem bem-sucedidos, a vacina contra a cólera poderá ser aprovada e estar disponível para uso no continente africano em 2028, com uma possível comercialização global no ano seguinte. Neste momento, menos de um por cento das vacinas do mundo são produzidas em África, apesar de o continente ser o mais afectado por doenças infecciosas, responsáveis por uma elevada taxa de mortalidade, especialmente entre crianças com menos de cinco anos.
A cólera figura entre os cinco principais surtos que afectam a África, tendo, somente neste ano, causado cerca de sete mil mortes em quase trezentos mil casos suspeitos. A África do Sul e o Senegal são os únicos países do continente com a capacidade de produzir vacinas desde o início até ao fim do processo.
A Associação Nacional de Professores de Moçambique (Anapro) apela ao Presidente Daniel Chapo para intervir na prolongada disputa relacionada com a falta de pagamento de horas extraordinárias aos docentes.
Segundo um relatório publicado na edição de terça-feira do jornal independente “Carta de Moçambique”, a Anapro manifestou a sua desconfiança em relação às instituições governamentais com as quais vinha negociando.
No dia 31 de Outubro, a Anapro enviou uma carta ao gabinete do Presidente Chapo, que, no entanto, recusou intervir, afirmando que as preocupações da associação haviam sido encaminhadas “para os organismos competentes”.
Esta resposta não foi suficiente para a Anapro, que reafirma a necessidade de uma intervenção pessoal do Presidente na resolução dos seus problemas, uma vez que os professores já não confiam “nos organismos competentes”.
A Anapro afirmou ter esgotado todos os meios de diálogo, sem obter respostas satisfatórias às suas exigências. A associação dirigiu-se ao Ministério da Educação, ao Ministério das Finanças, ao Gabinete do Primeiro-Ministro, ao Tribunal Administrativo, ao Provedor de Justiça e à Assembleia da República, sem sucesso.
Entre as principais reivindicações da Anapro encontra-se o pagamento das horas extraordinárias. A associação alertou que, caso a quantia devida não seja paga até o próximo sábado, 15 de Outubro, os professores poderão boicotar os exames finais deste ano.
Além disso, a Anapro exige melhores condições de trabalho, a redução do número médio de alunos por turma e um aumento geral dos salários dos docentes, considerando que a satisfação destas demandas é crucial para garantir a qualidade da educação.
A carta pede a Chapo que demonstre “um alto grau de sensibilidade” e solicita uma resposta “com a maior brevidade possível”. A Anapro finalizou a comunicação alertando que os professores “estão no limite das suas capacidades” e que, sem melhorias na situação, o sistema educativo poderá entrar em “caos”.
O Governo de Moçambique anunciou a eliminação da obrigatoriedade das Empresas do Estado apresentarem uma justificação específica e do pagamento de indemnizações em casos de exoneração de gestores públicos por mera conveniência de serviço.
A decisão foi divulgada hoje pelo porta-voz da 38ª sessão do Conselho de Ministros, Salim Valá, realizada em Maputo.
Para a implementação desta medida, foi aprovada a alteração do número 2 do artigo 10 do Estatuto do Gestor Público, conforme estabelecido pelo Decreto n.º 28/2005, de 23 de Agosto.
Durante a mesma sessão, o Executivo aprovou uma resolução que modifica o artigo 2 da Resolução n.º 44/2016, de 30 de Dezembro, que estabelece a Estratégia de Desenvolvimento Económico do Corredor de Nacala (PEDEC). Esta alteração confere ao Ministro responsável pela área de Planificação e Desenvolvimento competências para coordenar as acções necessárias à implementação deste instrumento.
Adicionalmente, o Governo autorizou o Ministro dos Transportes e Logística a constituir uma equipa técnica para negociar, em ajuste directo, com a Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) os termos da concessão, na forma de parceria público-privada, para a concepção, construção, operação, gestão, manutenção e devolução do Terminal Logístico do Dondo, localizado na província de Sofala.
Autoridades indianas detiveram vários suspeitos na região de Caxemira, no seguimento da investigação sobre o atentado que abalou Nova Deli esta semana. Na segunda-feira, uma explosão de um veículo armadilhado perto do histórico Forte Vermelho resultou na morte de oito pessoas, além de várias feridos.
As autoridades anunciaram que o caso está a ser tratado como um “caso de terrorismo”, o que lhes confere poderes mais abrangentes para realizar detenções e interrogatórios. O Forte Vermelho, um monumento do século XVII e local de importante relevância histórica, é ocasionalmente palco dos discursos proferidos pelos chefes de Governo indianos durante as comemorações do Dia da Independência a 15 de Agosto.
No âmbito da operação, pelo menos cinco pessoas foram detidas para interrogatório, após uma série de buscas realizadas durante a noite no distrito de Pulwama, situado no sul de Caxemira. A explosão ocorreu poucas horas após a polícia local ter anunciado o desmantelamento de uma suposta célula armada que operava na região e nas imediações de Nova Deli.
Em Faridabad, uma cidade próxima, as forças de segurança apreenderam armas e material para a fabricação de bombas. De acordo com relatos da Associated Press, a investigação que levou aos suspeitos iniciou com uma análise rotineira de cartazes de propaganda anti-índia que foram afixados numa área da cidade de Srinagar, Caxemira, a 19 de Outubro. Esses cartazes continham ameaças de ataques contra as tropas indianas posicionadas na região.
As autoridades indicaram que a identificação dos suspeitos foi facilitada pelas gravações das câmaras de segurança, resultando inicialmente na detenção de pelo menos três indivíduos.
Edson Macuácua, Presidente da Comissão Técnica (COTE) para o Diálogo Nacional Inclusivo, revelou que o Presidente Daniel Chapo assumiu o compromisso de submeter uma...
O Senado Federal do Brasil aprovou a proposta de reestruturação da dívida de Moçambique com o Estado brasileiro. Este acordo, que envolve um montante...