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Quarta-feira, Setembro 2, 2026
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Moçambique intensifica combate à exploração ilegal de madeira

O Governo moçambicano anunciou o reforço das medidas de fiscalização e controlo para combater o contrabando e a exploração ilegal de madeira, em particular das espécies protegidas, como o pau preto. Esta decisão surge após o país ter perdido cerca de 5 milhões de dólares em 2025 devido a estas práticas ilícitas.

As autoridades moçambicanas estão a implementar novas medidas destinadas a travar a exploração ilegal e o contrabando de madeira, que frequentemente tem como destino o mercado asiático.

Bravia Imede Falume, director nacional de Florestas e Fauna, destacou a importância de contar com operadores honestos e anunciou a introdução de uma nova legislação, que começou a ser aplicada no ano passado, além da implementação de um sistema digital para auxiliar no combate à exploração ilegal de madeira. “Estes são desafios que enfrentamos diariamente”, afirmou.

O responsável também revelou que Moçambique tem assistido a uma redução significativa no número de operadores florestais, enquanto grandes quantidades de madeira nacional são frequentemente encontradas fora do país. “No ano 2020/2021, contávamos com cerca de 1200 operadores. No ano passado, registámos apenas 400. Portanto, há um decréscimo muito grande do número de operadores. As razões são várias e esta é uma oportunidade para avaliarmos as principais causas que provocaram este retrocesso”, explicou Falume.

As autoridades temem a existência de esquemas de exportação ilegal de madeira, especialmente em relação a espécies protegidas como o pau preto, e estão determinadas a implementar estratégias eficazes para proteger os recursos florestais de Moçambique.

Organização denuncia uso de balas reais contra manifestantes em Nampula

A organização de monitoria social, Plataforma DECIDE, exigiu uma investigação independente após a intervenção policial na Estrada Nacional n.º 1, que resultou numa mulher baleada no queixo e um menor atropelado.

A situação de tensão escalou na localidade de Anchilo, onde uma manifestação pacífica protagonizada por mulheres foi interrompida pelo uso excessivo da força policial.

As manifestantes exigiam a entrega de capulanas, uma promessa da Primeira-Dama da República, cuja distribuição deveria ocorrer em âmbito nacional. Segundo dados recolhidos no local pela Plataforma DECIDE, as autoridades utilizaram munições letais para dispersar a multidão. Como resultado, uma cidadã foi atingida por um disparo na região do queixo e encontra-se sob cuidados médicos no Hospital Central de Nampula. Além disso, um menor de 13 anos foi atropelado, embora já tenha recebido alta, ainda se encontra em processo de recuperação.

A DECIDE classificou esses ocorridos como uma grave violação dos direitos humanos, particularmente o direito à manifestação e à integridade física. A plataforma questionou a legalidade e a necessidade de tal actuação policial, enfatizando que o uso de força potencialmente letal em contextos de protesto civil levanta sérias preocupações.

A organização apresentou uma lista de exigências imediatas às autoridades competentes, incluindo:

  1. A abertura imediata de uma investigação independente e imparcial para apurar todos os factos relacionados ao incidente.
  2. A responsabilização rigorosa dos agentes envolvidos, caso sejam confirmados os abusos de poder.
  3. A adopção de medidas urgentes para reforçar a formação e os protocolos de actuação das forças de defesa em matéria de gestão de manifestações públicas.

O comunicado da DECIDE conclui com um apelo forte aos actores políticos e institucionais, exortando-os a agir com responsabilidade e a evitar promessas que não possam ser cumpridas. Segundo a organização, a não concretização de expectativas contribui directamente para o agravamento das tensões e conflitos no país.

Ataque armado na Matola resulta em duas mortes

A cidade da Matola foi palco de um novo episódio de violência armada na madrugada desta segunda-feira, quando dois jovens foram mortos a tiro nas imediações da zona conhecida como Matola 700. 

Este crime ocorre cerca de três meses após um outro tiroteio que havia chocado a opinião pública local, reacendendo as preocupações sobre a segurança na área.

Segundo testemunhas presentes no local, as vítimas estavam a bordo de uma viatura ligeira, de marca Ractis, quando foram surpreendidas por indivíduos armados que realizaram vários disparos. Residentes descreveram a ação como “rápida e directa”, levantando suspeitas de que se tratou de uma execução premeditada.

Informações preliminares, conforme reportado pela Eco TV, indicam que os autores do crime estavam armados com armas do tipo AKM, o que levanta questões sobre o nível de organização dos envolvidos e a possível conexão a redes criminosas.

Fontes locais sugerem que o ataque foi perpetrado sem qualquer troca de palavras, o que sugere que as vítimas eram alvos específicos dos executores.

Até ao momento, a Polícia da República de Moçambique ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. No entanto, foram iniciadas diligências para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis.

A situação continua a ser monitorizada, e mais actualizações serão disponibilizadas assim que informações confirmadas pelas autoridades forem divulgadas.

Governo reforça transporte público com entrega de 100 autocarros

O Ministério dos Transportes e Logística anunciou a entrega, esta segunda-feira, dos primeiros 100 autocarros destinados a reforçar o sistema de transporte público de passageiros em 15 municípios das regiões Centro e Norte de Moçambique. 

A cerimónia de entrega ocorreu na cidade de Nampula e insere-se no Programa de Melhoria do Sistema de Transporte Público de Passageiros, uma iniciativa do Governo que visa aumentar a mobilidade urbana e melhorar a qualidade de vida das populações.

Segundo informações oficiais, os novos autocarros terão a capacidade de transportar mais de 1,4 milhões de passageiros por mês, aliviando a pressão sobre os actuais meios de transporte e facilitando o acesso a serviços essenciais.

O programa também introduz medidas inovadoras para reforçar a segurança rodoviária, incluindo formação especializada de motoristas em condução preventiva, capacitação das equipas técnicas de manutenção e instalação de tacógrafos – sistemas que permitem monitorizar o tempo de condução e reduzir o risco de acidentes de viação.

A gestão dos autocarros ficará a cargo dos municípios beneficiários, enquanto o Governo assumirá a responsabilidade pela manutenção rotineira e pelo seguro contra todos os riscos, garantindo assim a sustentabilidade do serviço.

Segundo o executivo, este investimento representa um passo estratégico para fortalecer a capacidade dos municípios face à crescente procura por transporte público, ao mesmo tempo que contribui para dinamizar a economia local.

Além disso, está prevista para o próximo mês a chegada de um segundo lote de 190 autocarros, alguns dos quais serão destinados ao transporte escolar, com o objectivo de melhorar o acesso à educação e promover maior inclusão social em diferentes regiões do país.

Desmoronamento em mina artesanal volta a causar mortes em Vanduzi

Pelo menos nove pessoas perderam a vida e outras três ficaram feridas devido ao desmoronamento de uma das centenas de minas na área conhecida como “Seis Carros”, localizada no distrito de Vanduzi, província de Manica, Centro de Moçambique. 

O Governo provincial confirmou o incidente, desmentindo alegações de que mais de 100 pessoas teriam morrido, como foi noticiado em alguns meios de comunicação, argumentando que seria impossível haver esse número de pessoas dentro de uma mina artesanal dadas as suas características.

Em declarações ao jornal Domingo, a administradora do distrito de Vanduzi, Admira Chitsumba, informou que uma equipa foi destacada para o local, com a missão de entregar os corpos às respectivas famílias e interagir com os garimpeiros que operam na área.

A governadora da província, Francisca Tomás, e o Secretário de Estado, Lourenço Lindonde, expressaram lamento pela tragédia, que se soma a outros incidentes semelhantes que têm ocorrido na região, onde mais de 10 mil pessoas, entre homens e mulheres, nacionais e estrangeiros, se dedicam à escavação de ouro, muitas vezes sem observar as mais elementares normas de higiene e segurança.

Vale lembrar que este desastre ocorre menos de um mês após a morte de pelo menos cinco garimpeiros em circunstâncias semelhantes, lançando novamente luz sobre os perigos associados à exploração artesanal de ouro naquela região.

O incidente mais recente iniciou quando um grupo conhecido localmente como “Gwedje” detonou explosivos durante uma escavação, resultando na morte imediata de um mineiro ilegal que se encontrava no interior da mina, bem como de outros dois cidadãos que tentavam extrair ouro. Há também relatos de feridos decorrentes da mesma explosão.

Adicionalmente, uma quarta vítima mortal foi confirmada na noite do último domingo, após o desabamento de mais uma mina de exploração artesanal, caracterizada por poços profundos que ultrapassam os 30 metros. As condições precárias de escavação e a falta de medidas de segurança adequadas continuam a ser factores críticos que contribuem para a ocorrência de tragédias deste tipo na região.

Anamola acusa autoridades de perseguirem Venâncio Mondlane

O partido Anamola acusou as autoridades moçambicanas de promoverem uma perseguição política contra o seu presidente, Venâncio Mondlane, bem como contra vários membros da formação política, em consequência das manifestações que se seguiram às eleições gerais de Outubro de 2024.

Em declarações públicas, a delegada provincial do Anamola em Tete, Claudina Guimarães, criticou a actuação do Ministério Público, alegando que este age de forma parcial ao avançar com um processo judicial contra Mondlane. As acusações contra o líder do partido incluem incitamento à desobediência colectiva e terrorismo, relacionadas com os protestos pós-eleitorais.

Claudina Guimarães expressou preocupação com a imparcialidade da justiça, questionando por que Venâncio Mondlane está a ser chamado a tribunal, enquanto, segundo a sua perspectiva, permanecem impunes aqueles que seriam os responsáveis pela fraude eleitoral e pela repressão violenta das manifestações.

A dirigente não hesitou em apontar o antigo comandante-geral da Polícia, Bernardino Rafael, como um dos principais responsáveis pelos acontecimentos, questionando: “quem ordenou a actuação das forças no terreno e quem beneficiou do alegado desvio de votos?”. Ela lembrou episódios de violência em várias áreas da província de Tete, como Caphiridzange, Macanga, Angónia e Samoa, onde, segundo afirmou, “forças de segurança dispararam contra civis indefesos, provocando mortes”.

Em entrevista à RFI, Claudina Guimarães manifestou incompreensão pelo fato de que esses casos de violência não tenham sido levados à justiça, ao mesmo tempo que reiterou que o processo contra Venâncio Mondlane carece de fundamento. Defendeu que as manifestações não podem ser atribuídas a uma única pessoa e pediu que, se houver responsabilização, “se notifique todo o povo moçambicano”, enfatizando o descontentamento generalizado face ao que descreveu como sucessivos episódios de injustiça, desde supostas fraudes eleitorais até à repressão violenta dos cidadãos.

O partido Anamola argumenta que os processos judiciais em curso fazem parte de uma estratégia de intimidação política, num contexto ainda marcado pela contestação aos resultados eleitorais. A formação exige maior transparência e imparcialidade das instituições judiciais, defendendo que todos os crimes potenciais, incluindo os relacionados com a alegada fraude eleitoral e a atuação das forças de segurança, sejam devidamente investigados.

Até o momento, não houve uma reação oficial do Ministério Público às acusações feitas pelo partido Anamola.

Hospital Central de Nampula tem novo director-geral

O Hospital Central de Nampula (HCN), a maior unidade sanitária da região norte de Moçambique, conta com um novo director-geral. Frederico João Sebastião foi empossado no cargo pelo Secretário de Estado da província, Plácido Pereira.

Na cerimónia de investidura, o secretário apelou a Sebastião que concentre os seus esforços no combate à corrupção e na promoção de um atendimento humanizado aos pacientes. Adicionalmente, foi destacado a importância da formação contínua dos médicos especialistas.

Sebastião comprometeu-se a endereçar os desafios enfrentados pelo maior hospital do Norte do país, assegurando que irá formular estratégias para responder às necessidades tanto dos pacientes como dos profissionais da saúde.

Empreiteiros devem corrigir falhas em casas de vítimas da Lixeira de Hulene

O presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Manhique, fez um apelo às empresas encarregues da construção das casas destinadas às famílias afectadas pelo aluimento da Lixeira de Hulene, situado na Autarquia de Marracuene.

Durante uma visita à obra, o dirigente identificou várias anomalias nas residências, incluindo infiltrações e rachas nas paredes, que comprometem a segurança e a habitabilidade dos imóveis.

Manhique enfatizou que os recursos utilizados para a construção provêm do Estado, sendo, por isso, fundamental que sejam respeitados os padrões de qualidade e execução estabelecidos. O presidente salientou ainda que a população tem direito a habitações condignas, reforçando a responsabilidade dos empreiteiros em repararem todas as falhas constatadas.

Em resposta ao chamado, as empresas responsáveis comprometeram-se a realizar as intervenções necessárias de forma a garantir que as residências estejam em conformidade com os padrões exigidos.

Cerca de duzentas famílias em Mandlakazi enfrentam crise alimentar após inundações

Cerca de duzentas famílias residentes no único centro de acolhimento do Município de Mandlakazi enfrentam uma iminente crise alimentar. Esta situação é resultado da escassez de alimentos provocada pela segunda vaga de inundações, assim como pela diminuição dos donativos.

Francelina Nhantumbo, Presidente do Conselho Municipal da Vila de Mandlakazi, expressou preocupação com a situação, indicando que a sustentabilidade da dieta das famílias poderá estar comprometida nos próximos dias. A autarca salientou a urgência em reforçar a disponibilidade de alimentos para atender às necessidades básicas da população afectada.

Além da crise alimentar, Nhantumbo confirmou que existem carências financeiras para a reposição de latrinas melhoradas, as quais desabaram devido às intempéries. O município enfrenta assim um duplo desafio, que exige uma resposta rápida e eficaz para salvaguardar a saúde e o bem-estar dos seus habitantes.

China executa cidadão francês condenado por tráfico de drogas

O Ministério das Relações Exteriores da França confirmou a execução do cidadão francês Chan Thao Phoumy, realizada em Guangzhou, no sul da China. Phoumy, de 62 anos, foi condenado à morte por tráfico de drogas em 2010, após um julgamento que se seguiu à sua detenção em 2005.

Inicialmente, Chan Thao havia recebido uma pena de prisão perpétua, mas foi submetido a um novo julgamento após o surgimento de “novas evidências”. No processo reavaliado, ele foi condenado à morte por um tribunal de Guangzhou, sendo acusado de fabricação, transporte, contrabando e tráfico de metanfetamina.

Em nota à imprensa, o ministério francês expressou sua tristeza pela execução, enfatizando que, apesar dos esforços das autoridades francesas, incluindo tentativas de obter um indulto por razões humanitárias, as autoridades chinesas optaram por levar a cabo a sentença após mais de vinte anos de prisão. O comunicado também destacou que a defesa do réu foi impedida de acompanhar a audiência final, o que foi classificado como uma “violação de seus direitos”.

Além disso, o órgão reiterou sua oposição à pena de morte “em todos os lugares e sob todas as circunstâncias” e manifestou seu apoio à abolição universal desta prática. A execução de Chan Thao Phoumy suscita questões sobre o tratamento de cidadãos estrangeiros no sistema judicial chinês e as implicações das legislações de drogas no país.

Cirurgia remove quisto de 20 kg de ovário de adolescente com sucesso

Os médicos-cirurgiões do Hospital Central de Quelimane (HCQ) conseguiram, com êxito, remover um quisto de 20 quilogramas do ovário direito de uma adolescente de apenas 15 anos.

A intervenção cirúrgica, liderada pelo cirurgião Equibal Marinha, teve a duração superior a uma hora, e a jovem paciente encontra-se fora de perigo, prevendo-se a sua recuperação total dentro de duas semanas.

O quisto, que acumulava um fluido de 35 litros, foi detectado após a entrada da adolescente na unidade hospitalar, onde inicialmente havia a suspeita de tumor. O médico revelou que a família da menina tinha suspeitado de uma possível gravidez precoce. Durante nove meses, a situação foi tratada de forma tradicional em Morrumbala e Mocuba, sem quaisquer resultados efectivos.

O caso destaca a importância do diagnóstico médico adequado e do acompanhamento clínico em situações de saúde complexas.

Chinês detido por tráfico de 194 quilos de marfim em Maputo

Um homem de 55 anos, de nacionalidade chinesa, encontra-se detido por suspeita de tráfico de espécies protegidas. A detenção ocorreu na cidade de Maputo, onde foram apreendidos 194 quilos de pontas de marfim na posse do indivíduo.

As autoridades locais iniciaram investigações para determinar a origem dos troféus e a responsabilização criminal dos envolvidos neste caso. Esta ação surge numa altura em que a luta contra o tráfico de fauna e flora bravia ganha destaque em Moçambique, um país que se tem esforçado para proteger a sua biodiversidade.

As investigações estão em curso, com o intuito de esclarecer os pormenores associados à transacção e possíveis ligações a redes internacionais de tráfico.

EUA doam kits de higiene a 130 mil moçambicanos afectados por cheias e conflitos

Mais de 130 mil cidadãos moçambicanos, afectados por cheias e conflitos nas províncias de Nampula, Cabo Delgado, Sofala e Maputo, irão receber kits de higiene doados pelo Governo dos Estados Unidos da América. 

Laura Tomm-Bonde, chefe de missão da Organização Internacional para as Migrações (OIM) em Moçambique, informou que os materiais de higiene serão distribuídos em colaboração com as autoridades nacionais. Esta iniciativa visa melhorar o acesso a serviços básicos de saúde e saneamento, especialmente para as crianças, que se encontram em situação de maior vulnerabilidade.

Mary Louise Eagleton, representante do UNICEF em Moçambique, destacou que os kits abrangem diversas áreas, incluindo saúde, nutrição, água e saneamento, protecção da criança e educação. Esta resposta já beneficiou mais de um milhão de pessoas desde o início da época chuvosa.

Abigail Dressel, encarregada de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos, sublinhou que esta doação complementa apoios anteriores, evidenciando o compromisso contínuo dos Estados Unidos com o desenvolvimento e assistência a Moçambique.

Gabriel Monteiro, vice-presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), realçou a importância da colaboração com parceiros internacionais, que tem sido crucial para fortalecer a resposta nacional e garantir assistência imediata às comunidades afectadas.

Donald Trump ameaça tomar petróleo do Irã sem acordo de paz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pode tomar o controle do petróleo do Irã caso o país não aceite um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio. A declaração do líder norte-americano foi feita durante uma entrevista à Fox News no domingo.

“Se eles não fizerem um acordo, e rápido, estou considerando explodir tudo e assumir o controle do petróleo”, disse Trump. Ele acrescentou que os EUA poderiam chegar a um acordo com o Irã “amanhã”, mas não apresentou qualquer prova ou evidência de que negociações estivessem em andamento.

A nova ameaça surgiu em um contexto de crescente pressão sobre o Irã, visando desbloquear o Estreito de Ormuz, um ponto estratégico por onde cerca de 20% do petróleo mundial é escoado. Em 27 de Março, Trump havia dado um prazo de 10 dias para que o Irã liberasse a navegação na região, alertando que, caso contrário, as forças dos EUA poderiam atacar infraestruturas vitais iranianas, como usinas de energia. Este prazo se encerra nesta segunda-feira, 6 de Abril.

Além disso, Trump fez uma revelação chocante ao mencionar que Washington enviou armas para manifestantes que tomaram as ruas do Irã no final do ano passado, durante os protestos contra o governo teocrático. A afirmação levanta questões sobre a interferência dos EUA em questões internas iranianas e a complexidade da situação no Oriente Médio.

Mortos em ataques israelenses no Líbano ultrapassam 1.400

O Ministério da Saúde do Líbano anunciou que os ataques israelenses desde o dia 2 de Março resultaram na morte de 1.461 pessoas, com pelo menos 4.430 feridos.

Os últimos ataques aéreos do Exército israelense causaram a morte de quatro pessoas na capital, Beirute, e de outras sete em Kfar Hatta, incluindo uma criança de quatro anos, conforme relatado pelo governo libanês.

Diariamente, o Centro de Operações de Emergência em Saúde do ministério libanês publica actualizações sobre o número de vítimas. Além disso, o Ministério da Agricultura informou que 22% das terras agrícolas do país foram danificadas, o que coloca em risco a segurança alimentar da população.

Desde o início de Março, Israel tem intensificado suas operações militares no Líbano, alegando que está a atacar militantes do grupo Hezbollah. Em resposta, o Hezbollah, que está ligado à Guarda Revolucionária do Irã, também lançou ataques contra o território israelense. A escalada do conflito tem gerado grandes preocupações acerca das consequências humanitárias e a deterioração da situação de segurança na região.

Centro médico centenário é destruído em ataque no Irã

Um ataque devastador destruiu o Instituto Pasteur do Irã, um centro médico centenário, conforme informou o porta-voz do Ministério da Saúde, Hossein Kermanpour, na quinta-feira (02).

“A agressão contra o Instituto Pasteur do Irã — um pilar centenário da saúde global e membro da Rede Pasteur Internacional — é um ataque direto à segurança sanitária internacional. Isso viola as Convenções de Genebra e os princípios do Direito Internacional Humanitário”, declarou Kermanpour. Ele solicitou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) condenem o ataque e ofereçam apoio na reconstrução do local.

Fundado em 1920, o Instituto Pasteur do Irã faz parte da rede Pasteur da França e é conhecido pela sua especialização na prevenção e controle de doenças infecciosas, bem como pela condução de pesquisas, desenvolvimento de vacinas e produtos biológicos. O ataque levanta preocupações acerca da segurança das infraestruturas de saúde, especialmente em contextos de conflito e crises sanitárias.

EUA retiram sanções à nova liderança da Venezuela

O governo de Donald Trump decidiu retirar as sanções económicas dos Estados Unidos contra a actual presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, que era alvo de retaliações desde 2018. 

A informação foi divulgada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro norte-americano.

Esta medida representa um novo passo na aproximação entre Washington e Caracas, especialmente após a queda do ex-presidente Nicolás Maduro, do qual Delcy era vice. A mudança na liderança venezuelana parece ter suscitado um novo interesse por parte dos Estados Unidos nas relações bilaterais.

Após declarar que Delcy poderia enfrentar um “preço alto” se não colaborasse com os EUA, a nova presidente começou a sinalizar uma postura favorável aos interesses norte-americanos na Venezuela. Uma das suas decisões mais significativas foi a abertura do sector petrolífero venezuelano – que possui as maiores reservas de petróleo do mundo – para empresas norte-americanas. Assim, gigantes do sector têm agora autorização não apenas de Caracas, mas também de Washington, para operar na Venezuela sem as restrições que existiam durante os mandatos de Chávez e Maduro.

Adicionalmente, os Estados Unidos e a Venezuela restabeleceram laços diplomáticos em Março deste ano, após um rompimento que se arrastava desde 2019. Por conta da postura do governo de Delcy Rodríguez, Trump elogiou publicamente a nova presidente, afirmando em Fevereiro que ela realizava um “óptimo trabalho”.

Governo contesta ranking de pobreza do Banco Mundial em Moçambique

O Governo de Moçambique declarou que os indicadores utilizados pelo Banco Mundial para avaliar o índice de pobreza no país divergem dos critérios internos aplicados nas suas próprias análises.

Inocêncio Impissa, Porta-voz do Conselho de Ministros, esclareceu que os dados apresentados pelas entidades internacionais não se alinham com os levantamentos realizados a nível nacional. Este pronunciamento surge na sequência do mais recente relatório do Banco Mundial, que posiciona Moçambique como o segundo país mais pobre do mundo.

Esta situação levanta questões sobre a metodologia utilizada nas análises de pobreza e destaca a necessidade de um diálogo contínuo entre as instituições nacionais e internacionais para uma compreensão mais precisa da realidade socioeconómica do país.

Japão investe 1,4 milhão de dólares em apoio humanitário em Moçambique

O Governo do Japão comprometeu-se a destinar mais de um milhão e quatrocentos mil dólares, o que corresponde a mais de noventa milhões de meticais, para fortalecer a resposta humanitária e o desenvolvimento sustentável em Moçambique.

Este valor será distribuído ao longo dos próximos 12 meses através de quatro agências das Nações Unidas, com foco especial em mulheres, crianças e comunidades impactadas pelo terrorismo na província de Cabo Delgado.

Um comunicado conjunto das Nações Unidas e da Embaixada do Japão em Moçambique destaca que este apoio permitirá a melhoria de serviços de saúde sexual e reprodutiva, a luta contra a violência baseada no género e o fornecimento de ambulâncias.

O documento também revela que representantes de Moçambique, Japão e Nações Unidas reuniram-se em Maputo, onde reafirmaram o compromisso de continuar a apoiar populações afectadas por conflitos e crises climáticas.

Gestores escolares serão punidos por uso indevido de fundos em Mandlakazi

Eceu Muianga, administrador do distrito de Mandlakazi, afirmou que os gestores escolares que desviarem os fundos do Apoio Directo às Escolas (ADE) serão rigorosamente responsabilizados.

Durante uma palestra organizada pelo sector da Educação, Juventude e Tecnologia, Muianga advertiu que as penalizações poderão incluir medidas disciplinares severas e exoneração dos cargos ocupados.

O evento reuniu gestores e presidentes dos conselhos escolares de 71 escolas primárias, 28 básicas e 8 secundárias, com o intuito de discutir a importância da correta gestão dos fundos disponibilizados pelo Governo. O ADE tem como principal finalidade a aquisição de material escolar, didáctico e de limpeza, promovendo, assim, uma gestão descentralizada e transparente nos estabelecimentos de ensino.

A iniciativa visa assegurar que todos os fundos sejam utilizados de acordo com os regulamentos estabelecidos, reforçando a necessidade de uma administração responsável e ética no sector educativo.

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