A Associação Nacional de Professores de Moçambique (Anapro) apela ao Presidente Daniel Chapo para intervir na prolongada disputa relacionada com a falta de pagamento de horas extraordinárias aos docentes.
Segundo um relatório publicado na edição de terça-feira do jornal independente “Carta de Moçambique”, a Anapro manifestou a sua desconfiança em relação às instituições governamentais com as quais vinha negociando.
No dia 31 de Outubro, a Anapro enviou uma carta ao gabinete do Presidente Chapo, que, no entanto, recusou intervir, afirmando que as preocupações da associação haviam sido encaminhadas “para os organismos competentes”.
Esta resposta não foi suficiente para a Anapro, que reafirma a necessidade de uma intervenção pessoal do Presidente na resolução dos seus problemas, uma vez que os professores já não confiam “nos organismos competentes”.
A Anapro afirmou ter esgotado todos os meios de diálogo, sem obter respostas satisfatórias às suas exigências. A associação dirigiu-se ao Ministério da Educação, ao Ministério das Finanças, ao Gabinete do Primeiro-Ministro, ao Tribunal Administrativo, ao Provedor de Justiça e à Assembleia da República, sem sucesso.
Entre as principais reivindicações da Anapro encontra-se o pagamento das horas extraordinárias. A associação alertou que, caso a quantia devida não seja paga até o próximo sábado, 15 de Outubro, os professores poderão boicotar os exames finais deste ano.
Além disso, a Anapro exige melhores condições de trabalho, a redução do número médio de alunos por turma e um aumento geral dos salários dos docentes, considerando que a satisfação destas demandas é crucial para garantir a qualidade da educação.
A carta pede a Chapo que demonstre “um alto grau de sensibilidade” e solicita uma resposta “com a maior brevidade possível”. A Anapro finalizou a comunicação alertando que os professores “estão no limite das suas capacidades” e que, sem melhorias na situação, o sistema educativo poderá entrar em “caos”.














