O ex-presidente de transição do Burkina Faso, Paul-Henri Sandaogo Damiba, foi detido no Togo e posteriormente expulso do país, no âmbito de investigações relacionadas com alegações de envolvimento em um plano de desestabilização política contra o actual chefe de Estado burquinabê, Ibrahim Traoré.
Segundo a agência Reuters, que cita fontes de segurança regionais e togolesas, Damiba encontrava-se em exílio em Lomé desde 2022, após ter sido deposto por Traoré.
A detenção ocorreu na semana passada, quando foi levado ao aeroporto e expulso do Togo. O seu destino final não foi oficialmente divulgado, mas há indícios de que tenha sido entregue às autoridades do Burkina Faso.
As autoridades burquinabês afirmam que o ex-dirigente estaria associado a um suposto plano de golpe de Estado e a tentativas de desestabilização interna, num cenário de elevada tensão política, caracterizado por purgas recorrentes nas forças armadas e nos órgãos de segurança do país.
Até ao momento, não foi emitido qualquer comunicado oficial detalhando as acusações nem concluído um processo judicial, com o caso ainda em fase de investigação. Damiba chegou ao poder em Janeiro de 2022, através de um golpe militar, e governou durante cerca de oito meses antes de ser afastado por um novo golpe liderado por Ibrahim Traoré.
Este episódio sublinha a instabilidade política que persiste no Burkina Faso e na região do Sahel, marcada por mudanças frequentes de liderança, conflitos internos nas forças armadas e crescentes desafios em termos de segurança.
















