A Inspeção Nacional de Atividades Económicas (INAE) anunciou que vai começar a aplicar multas aos agentes económicos que não cumpram a proibição de venda de produtos sem rotulagem em língua portuguesa.
A multa é de cerca de 300 mil Meticais, o equivalente a 40 salários mínimos, e em casos de reincidência, a licença do agente será cancelada.
A obrigação de rotular produtos em língua portuguesa foi estabelecida em 2006 através de decreto-lei. Após 18 anos de não cumprimento, a INAE anuncia que irá inspecionar e sancionar os agentes económicos que não se conformem com a medida.
Esta medida abrange uma variedade de produtos, incluindo alimentos, bebidas, medicamentos e outros. A Autoridade Reguladora de Medicamentos afirma que a rotulagem é um mecanismo essencial para proteger a saúde pública.
As autoridades, que falaram em conferência de imprensa nesta terça-feira, advertiram os importadores para submeterem propostas de rotulagem ao Instituto Nacional de Normalização e Qualidade e ao Ministério da Saúde para aprovação e subsequente envio aos fabricantes estrangeiros, de forma a incluírem a língua portuguesa nos rótulos dos produtos.
Um avião militar russo, um Ilyushin Il-76, com 15 pessoas a bordo, incluindo oito tripulantes e sete passageiros, caiu na terça-feira após um dos motores ter entrado em chamas logo após a decolagem, próximo a Moscou, conforme informações do Ministério da Defesa da Rússia.
O acidente resultou na perda de todas as vidas a bordo, sem sobreviventes. A queda do avião aconteceu no mesmo dia em que o Ministério da Defesa russo relatou vários ataques com drones vindos da Ucrânia. As autoridades militares abriram uma investigação para apurar as causas do acidente.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o momento em que a aeronave é avistada com uma das asas em chamas antes de se precipitar no solo. Este incidente se soma a outros problemas técnicos registrados em aeronaves russas.
Em janeiro, um outro avião de transporte militar russo, transportando prisioneiros ucranianos, caiu em Belgord, próximo à fronteira com a Ucrânia, resultando na morte de 74 pessoas.
A Polícia frustrou dois casos de tráfico de menores, um na cidade da Beira e outro no distrito de Nhamatanda, em Sofala, envolvendo três supostos traficantes.
Os acusados, identificados como A. Piaunde, de 39 anos, L. Zacarias, de 21 anos, e A. Vasco, de 42 anos, foram detidos por tentativa de vender duas crianças, uma com sete e outra com dez anos de idade.
Segundo o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), Dércio Chacate, o primeiro caso ocorreu no bairro de Matadouro, na Beira, onde A. Piaunde tentava vender o seu próprio filho a um indivíduo não identificado por 100 mil meticais.
O segundo incidente teve lugar na localidade de Metuchira, no distrito de Nhamatanda, onde L. Zacarias e A. Vasco tentaram vender uma criança de 10 anos por 80 mil meticais.
Após receber uma denúncia de uma cidadã, a PRM iniciou diligências e conseguiu neutralizar os supostos criminosos. Todos os envolvidos estão detidos, aguardando procedimentos judiciais para a sua responsabilização.
Após a renúncia do primeiro-ministro Ariel Henry, o Haiti está a preparar-se para um conselho presidencial de transição, mas persistem incertezas sobre a melhoria da situação no país, que tem sido devastado pela violência das gangues.
Um sinal de que a situação ainda está longe de se estabilizar foi a decisão do Quénia de suspender nesta terça-feira o envio planeado de agentes policiais para o Haiti, como parte de uma missão internacional apoiada pela ONU.
Ariel Henry, que não conseguiu regressar ao país após uma viagem ao Quénia, afirmou numa mensagem de vídeo na segunda-feira à noite que continuará a gerir os assuntos diários até que seja implementada uma “transição do conselho presidencial”.
O anúncio foi feito pela primeira vez pela Comunidade das Caraíbas (Caricom) durante uma reunião de emergência na Jamaica, com representantes da ONU, dos Estados Unidos, partidos políticos e sociedade civil haitiana.
A União Europeia elogiou os “progressos significativos” alcançados durante a reunião na Jamaica e considerou que “uma transição política viável, inclusiva e sustentável liderada pelos haitianos [era] a única opção para colocar o país no caminho da estabilidade”.
Este conselho de transição presidencial deve “escolher e nomear rapidamente um primeiro-ministro interino”, de acordo com a Caricom.
No entanto, permanece a incerteza sobre como as gangues criminosas reagirão, já que controlam cerca de 80% da capital.
Um líder de uma dessas gangues armadas, Jimmy Chérizier, conhecido como “Barbecue”, ameaçou recentemente uma “guerra civil” se Ariel Henry não renunciasse.
O Haiti, que não tem presidente nem parlamento desde o assassinato do último chefe de Estado, Jovenel Moïse, em 2021, não tem eleições desde 2016.
O país, com uma população de 11,6 milhões de habitantes, está a braços com a violência das gangues, o que levou a França a retirar o seu “pessoal não essencial”, após uma medida semelhante da UE.
Apesar dos esforços da comunidade internacional para ajudar o Haiti a encontrar uma solução para a crise política e humanitária, o país continua a enfrentar uma das crises alimentares mais graves do mundo, com 1,4 milhões de haitianos à beira da fome, de acordo com o chefe do Programa Alimentar Mundial (PMA) no Haiti. Além disso, o número de deslocados no país aumentou para 362 mil desde o início do ano, segundo a Organização Internacional para as Migrações.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apresentou um indivíduo de 44 anos, suspeito de ter participado no planeamento do rapto de uma cidadã na Cidade de Maputo no ano passado.
O caso remonta a cerca de quatro meses, quando uma mulher de origem asiática foi raptada no bairro de Sommerschield, na capital moçambicana. O suspeito foi detido e apresentado pelas autoridades, que alegam que ele estava na posse de placas de matrícula que foram usadas no veículo envolvido no rapto.
Segundo Hilário Lole, porta-voz do SERNIC, durante a detenção de três indivíduos suspeitos de rapto em janeiro deste ano, foram encontradas duas placas de matrícula que estavam ligadas ao veículo utilizado no rapto ocorrido em novembro do ano anterior. No entanto, o suspeito nega veementemente as acusações, afirmando que não tem histórico criminal e que é um cidadão trabalhador.
Além disso, o SERNIC está a investigar outro caso de rapto ocorrido na semana passada, na rua Augusto Macamo, na Cidade de Maputo. As autoridades estão a realizar diligências para esclarecer este incidente.
Cerca de vinte pescadores estão desaparecidos após o naufrágio de um navio na Indonésia, anunciaram as autoridades locais. O incidente resultou em dois mortos e 11 pescadores foram resgatados com vida após passarem três dias à deriva.
O navio partiu de um porto no norte de Jacarta no dia 3 de março e naufragou no sábado próximo das Ilhas Selaiar, na província de Celebes. Segundo Andi Caco Amras, funcionário do governo local, os pescadores ficaram à deriva por três dias até serem levados pelas correntes até as ilhas Selaiar.
Inicialmente, havia relatos contraditórios sobre o número total de pessoas a bordo do navio. Amras afirmou que 35 pessoas estavam a bordo, incluindo os 22 pescadores desaparecidos. No entanto, a agência de resgate local reportou que 37 pessoas estavam no navio, com 24 delas desaparecidas.
Os pescadores sobreviventes foram avistados por outros pescadores locais, que alertaram as autoridades. Os acidentes marítimos são comuns na Indonésia, um arquipélago composto por cerca de 17 mil ilhas, onde os padrões de segurança da navegação muitas vezes são inadequados. Em 2018, mais de 150 pessoas morreram quando um ferry naufragou em um dos lagos mais profundos do mundo, na ilha de Sumatra.
Uma avaliação preliminar conduzida pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) revelou que a Tempestade Tropical Severa “Filipo” afetou significativamente cerca de 577 famílias, totalizando aproximadamente 2.780 pessoas.
A tempestade entrou na região continental de Moçambique através do distrito de Inhassoro, na província meridional de Inhambane. Até o momento, não foram registadas mortes, mas sete pessoas ficaram feridas.
No que diz respeito aos danos materiais, foram reportadas 510 casas parcialmente destruídas, 12 totalmente destruídas e duas inundadas. Além disso, 14 unidades de saúde e seis escolas foram danificadas, com 30 salas de aula totalmente destruídas. O INGD também mencionou um número não especificado de vias de acesso danificadas.
Para assistir as pessoas deslocadas e necessitadas, o INGD estabeleceu três Centros de Acomodação, abrigando um total de 43 pessoas, correspondendo a 14 famílias, em Inhambane, com dois em Vilanculos e um em Morrumbene.
Como medida de mitigação do impacto da tempestade, o INGD optou por reativar os Centros Operacionais Provinciais, Distritais e o Centro de Operações de Emergência Nacional (CLGRD), além de destacar equipes multissetoriais para realizar levantamentos de danos e necessidades, oferecendo assistência.
Enquanto isso, equipes móveis do Instituto de Comunicação Social estão encarregadas de divulgar avisos e comunicados. No entanto, é importante destacar que esses números podem não refletir totalmente a realidade no terreno, pois a avaliação atual não inclui a província de Gaza, Maputo e a capital moçambicana.
Desde o final da tarde de terça-feira, a cidade de Maputo tem enfrentado os impactos da Tempestade “Filipo”, causando prejuízos consideráveis.
As obras de alargamento da Estrada Nacional número quatro (EN4) estão previstas para serem concluídas em novembro deste ano, segundo informações do ministro das Obras Públicas e Recursos Hídricos.
O ministro explicou que as obras ocorrem em duas fases distintas: a primeira, de alargamento, tem término previsto para março, enquanto a segunda fase, que compreende a construção de duas serventias ao longo da estrada, será concluída até novembro.
O ministro destacou que a fase de alargamento em curso na EN4 já está a trazer melhorias significativas na transitabilidade da via. Além disso, informou que a reabilitação da Estrada Nacional Número Um também já teve início, com previsão de duração de dois anos e um contrato de manutenção de oito anos.
De acordo com Carlos Mesquita, as empresas responsáveis pelas obras já estão no terreno realizando estudos de viabilidade antes de iniciar as obras propriamente ditas. Ele ressaltou a importância de uma planificação cuidadosa para o setor de estradas, enfatizando a necessidade de trabalhar com rigor nesta fase inicial.
Mesquita também mencionou que há troços em processo de reabilitação, com destaque para a estrada Nicoadala-Namacurra, localizada na província da Zambézia.
Um cidadão de 34 anos, cuja identidade ainda não foi revelada, encontra-se desaparecido após ter-se lançado da Ponte Maputo-KaTembe, em Maputo.
Segundo o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) na capital do país, Leonel Muchina, as autoridades foram alertadas para o incidente por volta das 8 horas. No local, foi encontrada uma viatura de marca Toyota Allion, com a chapa de inscrição AAD-691TT, pertencente ao jovem desaparecido.
Dentro da viatura, foi encontrado um bilhete com números de telefone de várias pessoas, o que leva a crer que o jovem terá premeditado o seu acto. As autoridades acreditam que o motivo do suicídio possa ter sido passional, mas ainda não há informações concretas sobre o que terá levado o jovem a tomar tal atitude.
As buscas pelo corpo da vítima continuam em curso, com a PRM a utilizar mergulhadores e embarcações na zona onde o jovem terá se lançado. As autoridades pedem a colaboração da população caso alguém tenha presenciado o incidente ou tenha informações que possam ajudar na investigação.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Psicólogo Clínico. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Promotores Comunitários de Projecto. Saiba mais.
A Agency for Technical Cooperation and Development – ACTED, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Logística de Área. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Gestão de Informações de Proteção à Criança. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Desenvolvimento Comunitário. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente – Desenvolvimento Comunitário. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal vinte (20) Educadores de Pares. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director Técnico – Imunização. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor – Administração. Saiba mais.
O governo do Haiti tomou a decisão de estender o recolher obrigatório por mais dois dias na região Oeste, abrangendo Porto Príncipe, devido ao aumento da violência por parte de grupos armados.
Em comunicado, o governo afirmou que o objetivo é restaurar a ordem e implementar medidas necessárias para retomar o controle da situação.
A medida não se aplica aos agentes das forças de segurança em serviço, bombeiros, serviços de emergência médica, profissionais de saúde e jornalistas devidamente identificados. Todas as manifestações públicas na região Oeste, tanto de dia quanto de noite, estão proibidas devido ao estado de emergência.
O governo declarou que as forças de segurança estão autorizadas a usar todos os meios legais disponíveis para garantir o cumprimento do recolher obrigatório e deter aqueles que o violarem.
O Haiti enfrenta uma iminente ameaça de guerra civil, o que poderá resultar em um desastre humanitário.
Quatro pessoas perderam a vida e outras três ficaram gravemente feridas devido a descargas atmosféricas na região de Mogincual, na província de Nampula, desde o início da temporada de chuvas.
O administrador distrital de Mogincual, Ricardo Batalha, reportou o ocorrido à Rádio Moçambique (RM).
Batalha informou que o distrito tem experimentado chuvas regulares nos últimos dias, embora não tenham causado danos significativos em residências.
Os cidadãos feridos devido a estas ocorrências já estão em processo de recuperação, segundo as autoridades locais.
Mais de duzentos e oitenta mil e oitocentos jovens foram recenseados pelo Ministério da Defesa Nacional, revelando que o terrorismo em Cabo Delgado não afetou o processo de recenseamento militar, superando as metas estabelecidas para este ano.
Na província de Cabo Delgado, mais de 17 mil e 400 jovens foram recenseados, ultrapassando os 15 mil e 700 previstos. O diretor dos Recursos Humanos do Ministério da Defesa Nacional, Jorge Leonel, explicou que o recenseamento militar decorreu em todas as sedes distritais, com medidas de segurança adequadas.
A nível nacional e na diáspora, mais de 280 mil jovens de ambos os sexos foram recenseados, o que representa uma execução de cento e vinte e sete por cento em relação às metas estabelecidas. Para este ano, o Ministério da Defesa Nacional tinha previsto recensear mais de 221 mil jovens, tendo superado essas expectativas.
O sucesso do processo de recenseamento deveu-se à logística implementada e à distribuição eficaz das brigadas móveis e fixas. O período de regularização das inscrições decorre até 31 de março, permitindo que os jovens ainda tenham oportunidade de se recensear.
Os sindicatos e associações de camionistas do Malawi e da região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) reiteraram a sua preocupação com o que consideram detenções arbitrárias de seus membros pela polícia moçambicana. Ao mesmo tempo, exigem que Maputo indenize o motorista malawiano agredido por agentes da guarda fronteiriça em janeiro.
As quatro associações de transporte de longa distância e o sindicato do Malawi estão a pedir uma solução duradoura para vários incidentes de agressão contra os seus membros, especialmente nos corredores da Beira (N6) e Tete (N7), que ligam o porto da Beira, no Oceano Índico, aos países africanos do interior.
Em comunicado conjunto, as associações do Malawi destacam a importância de defender o princípio de que todos são inocentes até prova em contrário. O incidente com o motorista malawiano, Elasto Ngonyani, levantou preocupações sobre direitos humanos, uma vez que a agressão ocorreu antes de qualquer processo legal formal.
Por sua vez, a associação dos transportadores da SADC aponta que a detenção e agressão de seus membros geralmente acontecem quando eles se recusam a pagar subornos em postos de fiscalização.
Steven Masunga, presidente da associação da SADC, questionou por que a polícia, em vez de proteger, prende motoristas malawianos, tanzanianos, zimbabuanos ou sul-africanos por não pagarem subornos por corrupção.
No entanto, a polícia em Manica negou que as detenções estejam relacionadas a subornos exigidos pela polícia de trânsito, e pede que as vítimas denunciem as violações. Mateus Mindu, porta-voz da polícia em Manica, destacou que os camionistas, principalmente malawianos, detidos em Manica estavam envolvidos em tráfico humano e contrabando de diversos produtos.
As autoridades de Moçambique já pediram desculpas publicamente ao Malawi pelo incidente e prometeram trabalhar para uma atuação dentro dos limites estabelecidos. Entretanto, os dois agentes da Polícia da guarda fronteiriça moçambicana, responsáveis pela agressão ao camionista malawiano, foram suspensos, anunciou a Polícia da República de Moçambique (PRM) em Tete.
O analista e jornalista moçambicano, Fernando Lima, destaca que as detenções e agressões foram discutidas na última reunião entre os ministros dos transportes de Moçambique e Malawi, devido à preocupação do Malawi com a segurança de seus condutores. Ele observa que isso afeta o fluxo de negócios entre os dois países e prejudica Moçambique.
Historicamente, a relação entre Moçambique e o Malawi nem sempre foi boa, apesar dos esforços de ambos os lados para melhorar. A agressão ao motorista malawiano foi vista como uma violação do protocolo da SADC de livre circulação de pessoas e bens na região.
Na província do Niassa, mais de 5 mil alunos enfrentam condições precárias de estudo devido à destruição de 51 salas de aula durante a época chuvosa. As salas, construídas com materiais locais, foram parcial ou totalmente danificadas pelos fortes ventos e chuvas.
Isabel Cavo, delegada do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres na região, relatou que cerca de 700 casas desmoronaram durante este período, afetando mais de 3 mil pessoas. Além disso, quatro mortes e dezanove feridos foram registados devido a raios, correntes de água e desabamentos de paredes.
Apesar dos desafios enfrentados, Isabel Cavo afirmou que a situação está sob controlo na província, garantindo também a disponibilidade de diversos produtos para auxiliar as vítimas.
Os maquinistas dos comboios de passageiros da Deutsche Bahn retomaram na terça-feira uma greve, marcando a sexta vez desde novembro, devido ao impasse nas negociações com a direção da empresa alemã.
A greve, convocada pelo sindicato dos maquinistas ferroviários alemães GDL, teve início às 1h00 em Lisboa e deverá prolongar-se por 24 horas. Nos comboios de transporte de mercadorias, a greve começou às 17h00 de domingo.
Esta é a sexta greve organizada pelo GDL desde novembro de 2023 e surge menos de uma semana após uma paralisação dos maquinistas ferroviários ter causado perturbações a milhares de passageiros.
O sindicato GDL afirmou que a Deutsche Bahn não apresentou uma proposta escrita melhorada até ao final do prazo, no sábado, o que “inevitavelmente conduz a uma ação sindical”, afirmou Claus Weselsky, o líder do GDL.
“Estamos convencidos de que só conseguiremos chegar a um acordo através do diálogo, sentando-nos à mesa das negociações”, declarou Martin Seiler, diretor de recursos humanos da companhia de caminhos-de-ferro da Alemanha, no sábado passado.
Para além dos aumentos salariais, a principal exigência do sindicato GDL é a redução da semana de trabalho para 35 horas, em vez das atuais 38, mantendo um salário completo.
A Deutsche Bahn anunciou ter feito concessões que incluem até 13% de aumento salarial, bem como a possibilidade de reduzir a semana de trabalho para 37 horas a partir de 2026.
Na região de Gaza, mais de sessenta mil crianças, com idades entre zero e cinco anos, estão a ser imunizadas contra diversas doenças, destacando-se a tuberculose, poliomielite e sarampo, no âmbito do Programa Alargado de Vacinação.
Além das vacinas mencionadas, as crianças estão a receber também proteção contra doenças diarreicas, meningite e outras doenças hepáticas, como hepatite.
O responsável pelo Programa Alargado de Vacinação na Direção Provincial de Saúde de Gaza, Majamu Machatine, garantiu que o setor possui stock suficiente de vacinas para imunizar todas as crianças até o final do primeiro semestre deste ano.
Machatine enfatizou que a vacinação está a ser realizada em todas as unidades de saúde da província, bem como através de brigadas móveis, garantindo que nenhum menino ou menina seja deixado para trás no processo de imunização.
As inundações causadas pelo mau tempo atingiram o sudeste da França no domingo, deixando um rastro de morte e desaparecimentos.
Até o momento, cinco pessoas foram encontradas mortas após serem arrastadas pelas enchentes em seus veículos nos departamentos vizinhos de Gard e Hérault, situados aproximadamente a 700 km ao sul de Paris. Além disso, três indivíduos permanecem desaparecidos.
O corpo de um homem de 87 anos foi localizado em Hérault, na região da Occitânia, conforme relatado pela promotoria. Uma jovem que possivelmente estava com a vítima durante a inundação ainda está sendo procurada pelas equipes de resgate.
O Gabinete de Implementação do Projeto Mphanda Nkuwa está atualmente em busca de um novo parceiro para a construção da linha de alta tensão de 1400 quilómetros entre Tete e Maputo, como parte do empreendimento hidroelétrico planeado para ser construído no rio Zambeze, no distrito de Marara, em Tete.
A revelação foi feita pelo diretor do gabinete, Calos Yum, durante uma palestra realizada ontem na Universidade Pedagógica de Maputo, na qual foram discutidas as fases que levarão à implementação efetiva do projeto.
“Estamos a lidar com questões específicas relacionadas com as manifestações de interesse de financiamento e as coisas estão a correr bem”, afirmou Yum quando questionado sobre a busca de financiamento para atender às necessidades do projeto.
Yum explicou que, ao mesmo tempo, estão a ser estruturados os acordos de energia, aproveitando os vários estudos que alimentam o modelo financeiro deste tipo de investimento.
Os trabalhos incluem a parte legislativa relacionada com o contrato de concessão, atividades que ocupam grande parte do tempo da equipa, juntamente com diversos estudos de impacto ambiental e social.
A tempestade tropical severa “Filipo” está a causar preocupação no sul de Moçambique, com o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) a alertar que mais de 525 mil pessoas poderão ser afetadas por ventos fortes e inundações.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), a tempestade começou a fazer-se sentir na noite de ontem nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane e Sofala, e espera-se que perdure até amanhã.
Apesar de ter perdido força há cerca de uma semana, o fenómeno recuperou intensidade e representa uma ameaça para a região sul do país e a província de Sofala.
Prevê-se que a tempestade atinja Inhambane durante a noite de ontem, com ventos que podem chegar aos 90 km por hora, semelhantes à velocidade de um carro.
Além dos ventos, são esperadas chuvas intensas, com acumulações entre 100 e 200 milímetros em 24 horas, aumentando o risco de inundações.
O centro operativo de emergências, que envolve várias instituições públicas, já está em alerta máximo, com os centros de emergência ativados em todas as províncias.
“Estimamos cerca de 525 mil pessoas em risco, bem como unidades escolares e de saúde, principalmente nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo. Equipas multidisciplinares já estão a implementar medidas de sensibilização para as comunidades se precaverem”, afirmou Paulo Tomás, porta-voz do INGD.
Devido à situação, várias infraestruturas correm o risco de serem destruídas, com estradas nas províncias de Gaza e Inhambane a poderem ser afetadas.
O fenômeno deverá atingir as quatro províncias durante três dias, com ventos fortes e chuvas intensas, alertou Manuel Francisco, meteorologista do INAM.
Desde o início da época chuvosa, em outubro do ano passado, já foram registados 115 óbitos e cerca de 55 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas em Moçambique.
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