O Presidente da República, Filipe Nyusi, dirigiu uma mensagem de saudação à comunidade muçulmana moçambicana por ocasião do início do Ramadão, considerado um dos meses mais sagrados do ano para os muçulmanos, marcado pelo jejum, um dos pilares do Islão.
“Por ocasião do início deste período de sacrifício, saúdo e encorajo a comunidade muçulmana, especialmente a do meu país, para que celebre a renovação da fé tendo em mente os valores e princípios que sempre caracterizam o Islamismo, como a prática da solidariedade, caridade, honestidade e fraternidade. À toda comunidade muçulmana, envio votos de muita fé e determinação; rogo que tenham sempre em mente, durante este período de Ramadão, os nobres valores da harmonia e concórdia no seio da família moçambicana”, declarou o Presidente, conforme publicado na sua página oficial do Facebook.
O Setor da Saúde e seus parceiros estão empenhados na erradicação da oncocercose no país, uma doença que afeta a pele e os olhos, causando lesões de pigmentação ou até mesmo cegueira.
Esta doença, transmitida pela picada da mosca fêmea reproduzida em correntes de água de alto fluxo, como rios, apresenta evidências de contaminação ainda limitadas no país.
No entanto, um estudo realizado em sete distritos das províncias de Niassa e Zambézia, em 2019, revelou a presença do vetor propagador da infecção e uma alta frequência de testes laboratoriais positivos em humanos, em quatro distritos.
Esses dados demonstram a necessidade de definir a melhor abordagem para a sua erradicação, num contexto em que os países vizinhos, Malawi e Tanzânia, são endêmicos à oncocercose.
Com esse propósito, teve início ontem, em Maputo, a primeira reunião do Comité Específico de Peritos em Oncocercose, que reúne técnicos nacionais e internacionais com o objetivo de contribuir para a erradicação da infecção.
O primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, concordou em renunciar ao cargo, abrindo caminho para a transição de poder no país, anunciou o atual líder da Comunidade das Caraíbas (Caricom), Mohamed Irfaan Ali, numa conferência de imprensa realizada na segunda-feira após uma reunião de emergência na Jamaica sobre a situação no Haiti.
Mohamed Irfaan Ali, também Presidente da Guiana, expressou satisfação pelo acordo alcançado, designadamente “um acordo de governação transitório que abre caminho para uma transição pacífica de poder, continuidade da governação, um plano de ação de segurança a curto prazo e eleições livres e justas”.
O acordo prevê que Ariel Henry renuncie formalmente ao cargo assim que for criado um conselho de transição e nomeado um chefe de Governo interino.
A reunião de urgência na Jamaica, convocada pela Caricom, contou com a participação de representantes da ONU e de vários países, incluindo França e Estados Unidos, com o objetivo de encontrar uma solução para a crise política no Haiti.
Ariel Henry, atualmente em Porto Rico após uma tentativa falhada de regressar ao Haiti, participou na reunião por videoconferência com os membros da Caricom.
O Haiti enfrenta uma crise política e de segurança desde o assassinato do último chefe de Estado, Jovenel Moïse, em 2021. Sem eleições desde 2016, o país não possui um parlamento nem um presidente no momento.
A escalada de violência decorrente de confrontos entre bandos armados agravou-se após a revelação de que Ariel Henry, que deveria ter deixado o cargo em 7 de fevereiro, conforme acordo de 2022, comprometeu-se a realizar eleições apenas em 2025.
No início de março, Henry assinou um acordo em Nairobi para permitir o envio de agentes da polícia do Quénia para o Haiti, como parte de uma força multinacional.
Enquanto isso, Michel Patrick Boisvert, que atua como primeiro-ministro interino, estendeu o recolher obrigatório por mais três dias na região Oeste, que inclui a capital, Porto Príncipe.
Com o país à beira de uma guerra civil iminente, o Haiti também prorrogou o estado de emergência na zona da capital por mais um mês, até 3 de abril, numa tentativa de conter a escalada da violência e evitar um desastre humanitário.
O Conselho de Segurança da ONU instou a realização de “negociações significativas” para garantir a realização de eleições legislativas e presidenciais “livres e justas” e a restauração das instituições democráticas “o mais rapidamente possível” no Haiti.
A tempestade tropical moderada “Filipo” entrou no país através da província de Inhambane, pelo distrito de Inhassoro. Desde então, o fenómeno evoluiu para uma tempestade tropical severa.
O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um alerta, indicando que nas próximas 24 horas, o sistema continuará a deslocar-se progressivamente na direção sudoeste, afetando as temperaturas com chuvas intensas, ventos atingindo até 90 km/h e rajadas podendo chegar a 120 km/h nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo.
Em Inhambane, os distritos de Homoine, Funhalouro, Inharrine, Jangamo, Mabote, Massinga, Zavala, Morrumbene, Massinga, Vilankulo, Inhassoro, Govuro, Panda, e as cidades de Maxixe e Inhambane estão sob alerta.
Em Gaza, os distritos de Massingir, Chókwe, Chongoene, Bilene, Limpopo, Mandlakazi, Chicualacuala, Mapai, Mabalane, Chigubo, Chibuto, Guijá, Chongoene e a cidade de Xai-Xai serão afetados.
Manhiça, Marracuene, Boane, Magude, Matutuine, Moamba, Namaacha, as cidades da Matola e Maputo também enfrentarão a intempérie.
Devido à ocorrência de ventos fortes, trovoadas e chuvas intensas, recomenda-se a adoção de medidas de precaução e segurança.
Nove pessoas perderam a vida após o colapso de um edifício residencial de três andares, ocorrido na madrugada de terça-feira, no centro do Paquistão. O incidente teve lugar em Multan, uma cidade situada na província oriental de Punjab.
Segundo informações prestadas por Rizwan Qadeer, um alto funcionário do governo, os escombros do prédio também atingiram casas vizinhas, resultando em vários feridos.
Entre as vítimas mortais, constam quatro membros de uma mesma família, destacando a dimensão da tragédia.
Desmoronamentos de edifícios são relativamente frequentes no Paquistão, onde muitas estruturas são construídas de forma precária, utilizando materiais de construção de baixa qualidade e ignorando as normas de segurança para reduzir custos.
Um incidente semelhante ocorreu em junho de 2020, quando um prédio de apartamentos ruíu em Karachi, a maior cidade do país, resultando na morte de 22 pessoas.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Psicólogo Clínico. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Promotores Comunitários de Projecto. Saiba mais.
A Agency for Technical Cooperation and Development – ACTED, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Logística de Área. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Gestão de Informações de Proteção à Criança. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Desenvolvimento Comunitário. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente – Desenvolvimento Comunitário. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal vinte (20) Educadores de Pares. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director Técnico – Imunização. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor – Administração. Saiba mais.
Success Masra, primeiro-ministro do Chade, surpreendeu ao fazer uma aparição inesperada numa reunião do seu partido, Les Transformateurs, em 10 de março de 2024.
Diante de uma recepção calorosa de milhares de apoiantes, Masra anunciou a sua aceitação da nomeação do seu partido para as próximas eleições presidenciais, solidificando a sua candidatura aos olhos de muitos.
A decisão surge após semanas de especulação sobre as intenções de Masra, especialmente após o anúncio da candidatura do atual Presidente de transição.
A presença de Masra na reunião, após a sua recente participação na reunião da CEEAC em Malabo, Guiné Equatorial, marca um momento significativo no cenário político do Chade.
Num discurso apaixonado perante a multidão reunida, Masra expressou o seu compromisso em servir o povo chadiano e guiar o país para um futuro melhor.
Ele destacou a sua inspiração no espírito patriótico do povo e enfatizou a sua determinação em levar o Chade a novos patamares.
“Estamos aqui como candidatos para servir o povo chadiano, homens e mulheres chadianos”, declarou Masra. “Sim, sou um candidato e nós somos candidatos para nos tornarmos os próximos líderes do país”.
O anúncio de Masra foi recebido com entusiasmo e apoio dos membros do partido, muitos dos quais têm sido firmes na sua dedicação desde o início do Les Transformateurs.
Eles manifestaram a sua disponibilidade para embarcar em esforços de campanha e trabalhar incansavelmente para alcançar o objetivo de chegar à presidência.
Apesar do cepticismo inicial em alguns quadrantes, os apoiantes continuam convencidos da capacidade de Masra em efetuar mudanças significativas.
Masra reservou um momento para homenagear a memória daqueles que perderam a vida, tanto como mártires como em acontecimentos trágicos recentes.
Ele prometeu fazer tudo ao seu alcance para garantir um processo eleitoral justo e transparente, mesmo enfrentando forte concorrência do seu adversário, o atual Presidente Mahamat Kaká, apoiado pelo poderoso partido MPS.
A Comissão Eleitoral Independente da África do Sul está a investigar as circunstâncias que levaram ao vazamento das listas de candidatos dos partidos ANC e Umkhoto We Sizwe para as eleições gerais e provinciais marcadas para 29 de Maio próximo.
As listas foram submetidas ao órgão eleitoral, mas acabaram por ser divulgadas nas redes sociais e em alguns meios de comunicação sul-africanos.
O ANC e o Umkhoto We Sizwe expressaram preocupação pelo facto de as listas conterem informações pessoais dos candidatos. A Comissão Eleitoral Independente confirmou que iniciou um processo interno para determinar a origem do vazamento.
Mouzinho Saíde, diretor-geral do Hospital Central de Maputo (HCM), manifestou preocupação com as cobranças ilegais e o mau atendimento relatados na maior unidade de saúde do país.
Esta declaração foi feita durante uma visita realizada ontem pelo Provedor de Justiça, Isaque Chande, ao HCM.
Saíde também apontou a contínua redução nos orçamentos de um ano para o outro como um dos principais obstáculos para o cumprimento das metas estabelecidas para esta unidade de saúde.
No entanto, destacou os investimentos realizados em infraestrutura, equipamento médico-cirúrgico e hospitalar como conquistas significativas.
Por sua vez, o Provedor de Justiça desafiou o HCM a tornar-se um modelo de unidade de saúde, colocando a qualidade do atendimento como a principal prioridade.
A Autoridade Reguladora das Comunicações de Moçambique (INCM) assegura que não haverá um aumento das tarifas dos serviços de telecomunicações no país, refutando assim preocupações sobre uma possível subida dos preços.
O porta-voz do INCM, Massingue Apala, esclareceu durante o TeleJornal da Televisão de Moçambique, transmitido no domingo à noite, que não houve qualquer revisão em alta das tarifas, e estas permanecerão inalteradas.
“De facto, as tarifas não foram revistas em alta, mantêm-se como estão”, afirmou. Apala explicou que o papel do regulador foi apenas definir diretrizes para as empresas de telecomunicações seguirem.
“Atualmente, por exemplo, o custo do serviço de voz é de seis meticais, e o de dados é de um metical. O que o regulador fez foi estabelecer balizas”, acrescentou.
Segundo o INCM, os pacotes comerciais das operadoras devem manter-se dentro dessas balizas, pois o regulador não quer que os serviços sejam fornecidos abaixo do preço mínimo.
Apala salientou que a percepção de aumento dos preços pode estar associada à falta de informação sobre os custos dos serviços de telecomunicações.
“Existe a perceção de que os preços aumentaram, mas na verdade não aumentaram. As tarifas estão disponíveis nas páginas das operadoras e do INCM”, esclareceu.
O porta-voz mencionou que, por exemplo, um minuto de chamada custa 6,5 meticais, mas as operadoras não praticam esse preço devido à sua estratégia de retenção e atração de clientes através da redução das tarifas.
Apala tranquilizou os consumidores, afirmando que o mercado de comunicações é saudável e que os preços permanecerão os mesmos, com os operadores desenvolvendo pacotes que são aprovados pelo INCM.
Essas declarações visam esclarecer uma nova resolução do INCM que estabelece limites mínimos nas tarifas dos serviços de telecomunicações, incluindo um custo de chamada entre 0,72 e 0,92 meticais por minuto, e de dados a 0,71 meticais, o que coloca Moçambique como o quarto país com internet mais cara em África.
A comunidade da Ilha de Inhaca, situada na Cidade de Maputo, encontra-se preocupada com a escassez de água e a falta de alguns serviços essenciais no principal centro de saúde local. Esta situação persiste, com o centro de saúde a passar períodos superiores a dois meses sem acesso a água potável.
O centro de saúde é crucial para cerca de 6 mil residentes da ilha de Inhaca, no entanto, há um longo período em que a unidade funciona sem água, conforme relatado pelos utilizadores do hospital.
Além da falta de água, outra preocupação dos utentes é a ausência de alguns serviços hospitalares, como o Raio X e a ecografia. Uma utente expressou a dificuldade de ter acesso a esses serviços, tendo que se deslocar até à Cidade e gastar muito dinheiro. Ela apelou às autoridades competentes para encontrarem uma solução para estes serviços no hospital local.
A Direção do hospital explicou que a falta de água surge devido a avarias na bomba de água, e embora o problema tenha sido resolvido temporariamente, não foi uma solução definitiva.
Quanto à ausência de serviços como o Raio X e a ecografia, a unidade de saúde opta por transferir os pacientes para outros hospitais no centro da Cidade de Maputo.
Atualmente, a Ilha de Inhaca possui três unidades de saúde, sendo esta a mais proeminente.
Cinco dos seis alpinistas suíços desaparecidos desde sábado nos Alpes suíços foram encontrados mortos, anunciou a polícia. O sexto alpinista ainda não foi localizado.
O grupo, composto por cidadãos suíços com idades entre os 21 e os 58 anos, partiu de Zermatt no sábado de manhã com destino à aldeia de Arolla, localizada a grande altitude. No entanto, uma tempestade nos Alpes do Sul e o perigo de avalanches impediram que helicópteros e equipas de socorro se aproximassem da zona durante muito tempo.
No domingo à noite, uma equipa de socorristas e um polícia da unidade de montanha conseguiram ser transportados de helicóptero para perto da cabana Dent Blanche. Chegando ao setor de Tête Blanche, descobriram os corpos de cinco dos seis alpinistas desaparecidos.
Os cinco alpinistas encontrados mortos são membros da mesma família, porém, as identidades não foram divulgadas pela polícia.
O sexto alpinista ainda está desaparecido. A polícia do Valais alertou para a necessidade de máxima prudência nos próximos dias, pois, embora o vento tenha abrandado, o perigo de avalanches persiste nos Alpes.
A partir de 11 de março até 9 de junho de 2024, uma faixa de rodagem na Estrada Nacional 1 (EN1), na zona da Kumbeza em Maputo, próxima da Academia de Ciências Policiais (ACIPOL) no distrito de Marracuene, estará encerrada devido à construção de uma ponte pedonal.
O Ministério dos Transportes e Comunicações emitiu um comunicado informando sobre esta situação e indicando que serão implementadas medidas de gestão de tráfego para garantir uma circulação segura na área afetada.
Apesar disso, os condutores são incentivados a utilizar rotas alternativas sempre que possível, para minimizar possíveis congestionamentos.
A construção da ponte pedonal na zona da ACIPOL faz parte de um projeto mais amplo de infraestrutura de segurança rodoviária na área metropolitana de Maputo, financiado pela Cooperação Internacional da Coreia (KOICA). Este projeto inclui a construção de rotundas, passagens para peões, câmaras de monitorização do tráfego rodoviário, entre outras melhorias.
O julgamento do ex-ministro da Economia e Finanças da Guiné-Bissau, Suleimane Seidi, e do ex-secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro, acusados de corrupção, terá início na próxima segunda-feira.
Suleimane Seidi e António Monteiro foram detidos em 30 de novembro, após serem ouvidos pelo Ministério Público, enfrentando acusações de abuso de poder, violação de normas orçamentais, desvio de fundos públicos, abuso de confiança e fraude fiscal.
Os ex-governantes estão a ser processados por terem autorizado o pagamento de 9.821.520 milhões de dólares de dívidas a 11 empresários, um ato que o Ministério Público e o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, consideraram ser corrupção. Além disso, António Monteiro enfrenta acusações adicionais de participação económica.
Os advogados de defesa dos ex-governantes afirmam ter apresentado um recurso contra as acusações ao Ministério Público, mas ainda não obtiveram resposta. O julgamento está marcado para segunda-feira, no Tribunal da Relação em Bissau.
Os residentes de Walopwana e Muisse, no distrito de Metuge, na província moçambicana de Cabo Delgado, estão a abandonar as suas aldeias e campos agrícolas com receio de ataques de grupos terroristas, após um ataque recente à aldeia de Pulo.
Segundo informações da comunidade confirmadas pela Lusa, os insurgentes capturaram um morador nas matas de Nampipi no sábado, num campo agrícola, e pediram-lhe para localizar a comunidade de Walopwana, sugerindo que seria o próximo alvo.
Algumas pessoas das comunidades de Walopwana e Muisse, a pouco mais de 50 quilómetros da sede distrital de Metuge, já decidiram abandonar as suas aldeias e campos de cultivo por medo da presença de grupos terroristas.
Num relato à Lusa, um homem de 55 anos lamentou que ele, a sua esposa e os seus filhos estivessem em Metuge desde quarta-feira devido ao receio dos ataques.
Outro caso aconteceu no domingo, quando um casal de idosos partiu de Metuge para Nampipi, a 60 quilómetros de distância, para tratar de um campo agrícola, mas acabaram por regressar após encontrar populares de Walopwana e Muisse em fuga devido aos rumores de ataques.
O ataque em Metuge ocorre num momento em que pragas estão a afetar as colheitas dos agricultores, principalmente na zona de Nampipi, ameaçando a produção de alimentos devido à fuga dos agricultores.
Desde quarta-feira, mais de 70 alunos de uma escola em Pulo, Cabo Delgado, ficaram fechados durante horas numa sala de aula devido a um ataque de insurgentes. O grupo, que incluía o professor, foi apanhado de surpresa durante o ataque, mas acabaram por sair ilesos, após quatro horas.
Os insurgentes informaram à população que não pretendiam maltratar as crianças, mas mantiveram-nas na escola para evitar comunicações, enquanto queimavam casas e saqueavam produtos, causando pelo menos uma morte e forçando os moradores de Pulo, Chauli e Nacutapara a fugir para a sede do distrito, a 30 quilómetros de distância.
Nos últimos meses, Cabo Delgado tem sido alvo de ataques de grupos rebeldes, resultando em deslocamentos significativos, com mais de 99.313 deslocados em fevereiro, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, atualmente impedido de sair do país por ordem judicial, planeia pedir autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para visitar Israel. Este pedido ocorre num momento de crise nas relações diplomáticas entre os dois países.
O advogado de Bolsonaro, Fábio Wajngarten, revelou à imprensa brasileira no domingo que o político recebeu um convite do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para visitar Israel.
Wajngarten anunciou que apresentará um recurso esta semana, solicitando ao STF que devolva o passaporte de Bolsonaro e permita que o antigo chefe de Estado realize a viagem.
Em 8 de fevereiro, Bolsonaro foi obrigado a entregar o passaporte e proibido de sair do Brasil, enquanto o STF investiga a sua alegada participação numa suposta conspiração para promover um golpe de estado contra o atual Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.
Bolsonaro, conhecido por ser um aliado incondicional de Netanyahu e um crítico ferrenho do movimento islamita palestiniano Hamas, que considera um grupo terrorista, pretende visitar Israel para expressar apoio à ofensiva na Faixa de Gaza.
Na sexta-feira, durante um evento político em Salvador, no nordeste do Brasil, Bolsonaro afirmou que recebeu um convite de Netanyahu para visitar “aquela região de conflito”. Acrescentou: “Ou melhor, de massacre, de covardia, de alvo de terrorismo praticada pelo Hamas contra Israel”.
Wajngarten explicou que o recurso incluirá informações sobre as datas em que Bolsonaro pretende sair e regressar ao Brasil, bem como detalhes sobre a agenda em Israel. Essa agenda incluiria visitas a familiares de israelitas capturados pelo Hamas em 7 de outubro e que ainda permanecem como reféns.
O advogado argumentou que o STF não tem motivos válidos para reter o passaporte de Bolsonaro, uma vez que o ex-Presidente figura apenas como investigado no processo e não foi formalmente indiciado.
A investigação concentra-se no motim e nas ações de Bolsonaro durante esse período.
Três agentes de educação cívica eleitoral foram brutalmente espancados até à morte na noite da última sexta-feira, no posto administrativo de Catapua, no distrito de Chiúre, em Cabo Delgado. O incidente ocorreu após os agentes serem confundidos com terroristas.
O ato foi perpetrado por membros do grupo guerreiro tradicional conhecido como “Naparamas”, que combatem os terroristas utilizando métodos mágicos. Eles confessaram o ocorrido às autoridades governamentais.
Cassamo Camal, diretor do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral em Cabo Delgado, falando à Rádio Moçambique a partir de Chiúre, confirmou que o caso está sob investigação pela Polícia e pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).
“Oppenheimer”, dirigido por Christopher Nolan, foi consagrado com o Óscar de Melhor Filme, conquistando um total de sete estatuetas na 96.ª edição dos prémios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos.
O filme de Christopher Nolan, que também recebeu o Óscar de Melhor Realização, competia na categoria de Melhor Filme com obras como “American Fiction”, “Anatomia de uma queda”, “Barbie”, “Os excluídos”, “Assassinos da lua das flores”, “Maestro”, “Vidas passadas”, “Pobres criaturas” e “Zona de interesse”.
A cerimónia dos Óscares decorreu esta madrugada no Dolby Theatre, em Los Angeles, onde “Oppenheimer” era o filme com mais nomeações, contabilizando um total de 13 indicações.
No final da noite, a obra de Nolan arrecadou sete estatuetas: Melhor Ator (Cillian Murphy), Melhor Ator Secundário (Robert Downey Jr.), Melhor Banda Sonora Original, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, além dos prémios de Melhor Filme e Melhor Realização.
A província sul-africana de KwaZulu-Natal iniciou a construção dos primeiros cinco quilómetros de um muro de betão ao longo da fronteira com Moçambique, com o objetivo de conter o roubo de veículos e o contrabando de mercadorias.
Segundo a imprensa sul-africana, este projeto foi lançado em 2020 pelo Departamento de Estradas e Transportes de KwaZulu-Natal e pelo Departamento Nacional de Obras Públicas e Infraestruturas (DWPI), mas foi suspenso no ano seguinte.
Em uma reunião realizada em 6 de março último, as autoridades envolvidas no projeto atualizaram o progresso da obra, anunciando que a construção de mais de cinco quilómetros de muro em Umkhanyakude, próximo à fronteira sul de Moçambique, já está em andamento, de um total previsto de oito quilómetros para a primeira fase, que abrange o Parque de Elefantes de Tembe, conforme relatado pela DW.
As autoridades sul-africanas, citadas pela imprensa local, explicam que a retomada do projeto se deve à “pressão social” causada pelos constantes casos de roubo de veículos no país, com destino a Moçambique, além do contrabando de vários produtos naquela fronteira.
A primeira fase da obra teve início em 17 de novembro de 2023, com previsão de duração de 12 meses, após a seleção de um novo empreiteiro. A segunda fase deste projeto prevê a continuação do muro por mais oito quilómetros, e a terceira por mais nove quilómetros na fronteira, até ao rio Pangolo.
Em julho de 2023, quando um novo empreiteiro foi contratado para construir o muro, a governadora de KwaZulu-Natal, Nomusa Dube-Ncube, afirmou que a região costeira de Umkhanyakude, que fica a cerca de 78 quilómetros da Ponta do Ouro, em Moçambique, tem sido “atormentada há vários anos por crimes transfronteiriços, especialmente roubo de automóveis, que resultam em homicídios”.
As inundações e os deslizamentos de terra na ilha indonésia de Sumatra resultaram em 26 mortes e pelo menos 11 pessoas desaparecidas, de acordo com um novo balanço divulgado hoje pelos serviços de emergência do país.
O porta-voz da Agência de Gestão de Catástrofes da Indonésia, Abdul Muhari, informou que “foram encontrados 26 corpos” e “11 pessoas estão dadas como desaparecidas”, conforme comunicado oficial.
O balanço anterior, divulgado no domingo, relatava 19 mortos e sete desaparecidos.
As chuvas intensas causaram inundações e deslizamentos de terra no distrito de Pesisir Selatan, na província de Sumatra Ocidental, forçando mais de 75 mil pessoas a procurar abrigo em locais temporários.
No mesmo distrito, 23 pessoas perderam a vida e seis ainda estão desaparecidas, de acordo com o chefe dos serviços de emergência locais, Fajar Sukma.
No distrito de Padang Pariaman, foram registadas três mortes, mas este número poderá aumentar, alertou Sukma.
As condições meteorológicas adversas, juntamente com os cortes de energia, estão a dificultar as operações de socorro.
No domingo, as equipas de resgate conseguiram aceder às áreas mais afetadas e distribuir assistência às pessoas deslocadas, incluindo tendas, medicamentos e alimentos.
Centenas de casas, pontes, mesquitas e edifícios públicos foram danificados devido ao mau tempo.
Os deslizamentos de terra são comuns na Indonésia durante a estação chuvosa, que está atualmente em curso. Em algumas regiões, o problema foi exacerbado pela desflorestação.
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