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Segunda-feira, Agosto 3, 2026
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Profissionais de saúde retomam actividade após greve de um mês

Os profissionais de saúde em Moçambique voltam ao trabalho, após uma paralisação de cerca de um mês. A greve foi motivada por reivindicações de melhores condições laborais, integração na Tabela Salarial Única, subsídio de risco e pagamento de horas extraordinárias.

A suspensão da greve, válida por 30 dias, foi anunciada ontem numa conferência de imprensa conjunta entre o Ministério da Saúde e a Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique.

Anselmo Muchave, presidente da associação, explicou que o regresso ao trabalho se deve aos progressos significativos alcançados nas negociações com o Governo em relação aos principais pontos de preocupação da classe.

“Relativamente às horas extraordinárias, foram pagos os suplementos referentes a 2022, enquanto os de 2023 serão desembolsados de forma faseada até Agosto, conforme a validação pela Inspecção-Geral das Finanças,” afirmou Muchave.

Além disso, os técnicos das carreiras de regime geral e especial, afectos às unidades sanitárias e que ainda não estejam a receber o subsídio de risco, devem contactar as respectivas unidades orgânicas para regularizar a situação.

“Há um ganho importante neste aspecto, que é o reajuste do subsídio de risco de 10 para 15 por cento para todos os profissionais,” acrescentou Muchave.

Governo moçambicano revoga novas tarifas de telefonia móvel

O Governo de Moçambique ordenou a suspensão imediata das recentes tarifas mínimas estabelecidas para chamadas de voz, SMS e dados pelas empresas de telefonia móvel, que haviam sido recentemente aprovadas pelo órgão regulador do sector.

Esta decisão foi anunciada pelo Vice-Ministro dos Transportes e Comunicações, Amilton Alissone, durante uma conferência de imprensa realizada após uma sessão do Conselho de Ministros, que teve lugar hoje na capital do país.

Segundo Alissone, a decisão de instruir o órgão regulador das comunicações a suspender as novas tarifas foi tomada após uma avaliação detalhada de vários elementos apresentados ao Conselho de Ministros.

“Vamos recuar às antigas tarifas, enquanto o regulador estuda as melhores soluções para o mercado nacional”, afirmou Alissone.

Garry Conille é o novo primeiro-ministro do Haiti

Na terça-feira, o antigo primeiro-ministro do Haiti, Garry Conille, foi nomeado o novo chefe do governo “por consenso” pelo Conselho Presidencial de Transição. Essa decisão visa preencher temporariamente o vazio político no país, que tem sido assolado pela violência armada.

Após discussões no Conselho Presidencial de Transição e audiências com os candidatos seleccionados para o cargo de primeiro-ministro, Garry Conille foi escolhido por consenso para liderar o governo de transição, conforme declarado pelo presidente do órgão haitiano, Edgard Leblanc.

Conille recebeu o voto favorável de seis dos sete membros do conselho, que iniciou seus trabalhos há um mês, de acordo com fontes consultadas pela agência de notícias espanhola EFE.

Alix Didier Fils-Aimé, outro candidato ao cargo, já parabenizou Conille nas redes sociais: “Dou meus sinceros parabéns ao primeiro-ministro indigitado pelo Conselho Presidencial de Transição, Garry Conille. Sou um patriota convicto. Viva o Haiti!”.

Anteriormente, o ex-ministro das Finanças do Haiti, Michel Patrick Boisvert, ocupava o cargo de primeiro-ministro interino após a demissão de Ariel Henry.

Entretanto, Fritz Belizaire, ex-titular da pasta do Desporto, havia sido nomeado chefe do governo pelo grupo maioritário do Conselho Presidencial de Transição. No entanto, essa decisão unilateral provocou uma crise na instituição, levando à abertura de um processo de candidatura ao cargo.

Garry Conille, com 58 anos, já havia sido chefe de governo entre Setembro de 2011 e Fevereiro de 2012, durante a administração de Michel Martelly, mas renunciou após um conflito com seu próprio gabinete.

Sul-africanos escolhem novo parlamento em dia crucial de votação

Cerca de 28 milhões de eleitores sul-africanos estão registados para participarem nas eleições gerais que ocorrem hoje na África do Sul. Nesta votação, os cidadãos irão escolher os seus representantes tanto a nível nacional como regional, compondo a nova Assembleia Nacional.

A escolha do próximo Presidente da República para um mandato de cinco anos será determinada pelos 400 deputados eleitos hoje.

Este processo eleitoral marca as sétimas eleições democráticas desde o fim do apartheid em 1994, ano em que Nelson Mandela foi eleito Presidente após a vitória esmagadora do Congresso Nacional Africano (ANC) com 62,5% dos votos.

O ANC, que tem perdido apoio desde 2014, corre o risco de, pela primeira vez, não alcançar a maioria absoluta, segundo várias sondagens eleitorais. Esta situação pode forçar o partido a negociar coligações com outras forças políticas para formar governo e eleger o Presidente.

A queda de popularidade do ANC é atribuída a uma série de políticas controversas, especialmente após 2008, quando Thabo Mbeki, sucessor de Mandela, deixou a presidência. O seu vice-presidente, Jacob Zuma, que o substituiu, foi afastado em 2018 pelo próprio partido devido a múltiplos escândalos de corrupção.

Cyril Ramaphosa, actual Presidente, espera ser reeleito através do novo parlamento.

Num país com uma população de 62 milhões de habitantes, 27,79 milhões estão recenseados para votar hoje. Entre estes, 1,6 milhões de eleitores que solicitaram o voto especial devido à doença, idade ou deficiência já começaram a votar na segunda-feira. Além disso, 78.000 sul-africanos residentes no estrangeiro estão também registados para votar.

Segundo uma fonte da Comissão Eleitoral, mais de 170 missões de observação estão acreditadas para monitorizar o processo, incluindo 18 de instituições internacionais e as restantes de organismos nacionais.

Masego Sheburi declarou que, embora os resultados preliminares sejam conhecidos após o encerramento das mesas de voto, os resultados só serão anunciados no domingo, 2 de Junho.

Um total de 52 partidos políticos estão a concorrer às eleições a nível nacional, conforme a Comissão Eleitoral sul-africana. Vários destes partidos também se registaram para disputar as eleições provinciais nas nove províncias da África do Sul.

Vagas de emprego do dia 29 de Maio de 2024

Foram publicadas hoje, dia 29 de Maio no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vagas para Faxineiros

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente dois (2) Faxineiros. Saiba mais.

2. Vagas para Agentes de Call Center

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente três (3) Agentes de Call Center. Saiba mais.

3. Vaga para Finance Associate

A UNICEF pretende recrutar um (1) Finance Associate. Saiba mais.

4. Vaga para Apresentadora de Sorteios (Lotaria)

A Elephant Bet está recrutando uma (1) Apresentadora de Sorteios (Lotaria). Saiba mais.

5. Vaga para National Programme Officer (Social and Human Sciences)

A UNESCO pretende recrutar um (1) National Programme Officer (Social and Human Sciences). Saiba mais.

6. Vagas para Agentes de Vendas de Software

A Target Systems Enterprise pretende recrutar para um projecto do nosso cliente, Agentes de Vendas de Software. Saiba mais.

7. Vaga para Senior Specialist CVM

A Vodafone pretende recrutar um (1) Senior Specialist CVM. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Oficial de Engajamento Comunitário

A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Engajamento Comunitário. Saiba mais.

2. Vaga para Consultor de Marketing e Vendas (Estagiário)

A Eco Clean & Safety Services, Lda, pretende recrutar um (1) Consultor de Marketing e Vendas (Estagiário). Saiba mais.

3. Vaga para Director of Operations

A Counterpart International pretende recrutar um (1) Director of Operations. Saiba mais.

4. Vagas para Supervisores de Obras

A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa de Pemba, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Supervisores de Obras. Saiba mais.

5. Vaga para Diretor de Obra | Rodoviária

A Mota-Engil pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Diretor/a de Obra | Rodoviária. Saiba mais.

6. Vaga para Grants and Finance Director

A Mercy Corps pretende recrutar um (1) Grants and Finance Director. Saiba mais.

7. Vaga para Lead Purchaser

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Lead Purchaser. Saiba mais.

8. Vaga para Head of Trading

A Absa pretende recrutar um (1) Head of Trading. Saiba mais.

9. Vaga para Relationship Manager

A Initiate International pretende recrutar um (1) Relationship Manager. Saiba mais.

10. Vaga para Hydraulic Engineer (Engenheiro Hidráulico)

Empresa pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Hydraulic Engineer (Engenheiro Hidráulico). Saiba mais.

11. Vaga para Oficial de Administração e Finanças

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente um (1) Oficial de Administração e Finanças. Saiba mais.

12. Vaga para Agentes de Crédito

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente dois (2) Agentes de Crédito. Saiba mais.

13. Vaga para Motorista de Taxi

A PANGARA S. A., uma empresa Moçambicana com sede em Maputo, pretende contratar um (1) Motorista para Serviços de Taxi. Saiba mais.

14. Vaga para Assistente de Contabilidade

A Construa Lda., pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Contabilidade. Saiba mais.

15. Vaga para Assistente de Tesouraria

A Construa Lda., pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Tesouraria. Saiba mais.

16. Vaga para Empregada Doméstica

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente uma (1) Empregada Doméstica. Saiba mais.

17. Vaga para Coordenador das Tecnologias Verdes

A Fundação Hakuna Matata pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador das Tecnologias Verdes. Saiba mais.

18. Vaga para Técnico Agrário

A Cooperativa de Desenvolvimento Agrário de Gaza (COOPDAZA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Agrário. Saiba mais.

19. Vaga para Fiel de Armazém

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente um (1) Fiel de Armazém. Saiba mais.

20. Vaga para Oficial de Subacordos

A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Subacordos. Saiba mais.

21. Vagas para Colectadores de Dados

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente dois (2) Colectadores de Dados. Saiba mais.

22. Vaga para Sales and Account Manager

A British Council pretende recrutar um (1) Sales and Account Manager. Saiba mais.

23. Vaga para Responsável – Supply Chain

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável – Supply Chain. Saiba mais.

24. Vagas para Assistentes de Desenvolvimento Comunitário

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente dois (2) Assistentes de Desenvolvimento Comunitário. Saiba mais.

25. Vagas para Agentes de Limpeza

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente dois (2) Agentes de Limpeza. Saiba mais.

Colisão de viaturas em Maputo resulta em dois feridos e incêndio

Um acidente de viação na baixa do bairro Albazine, em Maputo, resultou em dois feridos e danos materiais significativos. O incidente envolveu duas viaturas, uma das quais se incendiou após a colisão.

Segundo informações fornecidas pela Rede Viária de Moçambique (REVIMO), o acidente ocorreu por volta das 3 horas da manhã, no troço entre a rotunda do Albazine e o entroncamento de Chihango. A principal causa apontada para o acidente foi o excesso de velocidade da viatura que posteriormente se incendiou.

O Corpo de Salvação Pública foi accionado para combater o incêndio, conseguindo debelar as chamas rapidamente. Os destroços calcinados da viatura foram removidos da rodovia, assegurando a continuidade da circulação segura dos automóveis na área.

Os dois feridos foram assistidos e levados para uma unidade de saúde próxima. A ocorrência destaca a importância de respeitar os limites de velocidade e outras regras de trânsito para prevenir acidentes e garantir a segurança nas estradas.

Evangelistas criam ferramenta para monitorizar consumo de pornografia

Uma nova aplicação de vigilância cristã, conhecida como ‘Covenant Eyes’, está a ganhar destaque por monitorizar e alertar sobre o consumo de pornografia.

Desenvolvida por evangélicos, esta ferramenta tem como objetivo principal acompanhar a actividade online dos utilizadores e identificar conteúdos considerados inadequados, nomeadamente pornografia.

Funciona através do envio de relatórios de atividade a um “parceiro de responsabilidade”, permitindo que familiares ou amigos acompanhem a atividade uns dos outros.

Segundo relatos, Mike Johnson, porta-voz republicano da Câmara dos Representantes dos EUA, e o filho utilizaram esta aplicação para monitorizar o consumo de pornografia um do outro. Durante uma discussão sobre a ‘Guerra contra a Tecnologia’ numa igreja no Louisiana, Johnson revelou ter recebido relatórios detalhados das actividades online, garantindo orgulhosamente que o filho mantinha um histórico limpo.

No entanto, a aplicação tem suscitado controvérsia. Enquanto alguns elogiam a iniciativa como uma forma de promover a responsabilidade online, outros criticam-na como uma invasão da privacidade e um sinal de uma visão distorcida da sexualidade. Ana Sierra, psicóloga e sexóloga clínica, argumenta que a vigilância excessiva pode levar a uma maior ansiedade e até mesmo promover comportamentos rebeldes.

Apesar das críticas, a empresa por trás da ‘Covenant Eyes’, liderada por Ron DeHaas, continua a expandir os seus serviços. Recentemente, lançaram a aplicação ‘Victory’, que utiliza inteligência artificial para detectar actividades “perturbadoras” e bloquear sites explícitos. Este novo desenvolvimento levanta questões sobre a privacidade dos utilizadores e o alcance cada vez maior da vigilância online.

Evacuação massiva na Papua Nova Guiné devido a risco de novo deslizamento

As autoridades da Papua Nova Guiné iniciaram a evacuação de aproximadamente 7.900 pessoas no centro do país devido ao iminente risco de um novo deslizamento de terras, conforme anunciou um dirigente regional.

“Estamos a proceder com a retirada”, declarou Sandis Tsaka, administrador da província de Enga, à agência France-Presse (AFP). Tsaka descreveu a situação como extremamente perigosa: “Constantemente, ouvimos a rocha a partir-se. É como uma bomba ou um tiro e as pedras continuam a cair”.

A evacuação foi desencadeada após um deslizamento de terras ter praticamente devastado uma localidade da província de Enga na madrugada de sexta-feira. Este evento trágico levou o Governo da Papua Nova Guiné a anunciar, na segunda-feira, que o deslizamento tinha soterrado mais de duas mil pessoas, solicitando formalmente ajuda internacional. Este número é significativamente maior do que a estimativa inicial das Nações Unidas, que contabilizava 670 pessoas afectadas.

Até ao momento, as equipas de socorro encontraram apenas cinco corpos e a perna de uma sexta vítima, conforme relatado pela AFP. As autoridades enfrentam desafios consideráveis, uma vez que as estimativas do número de vítimas têm variado bastante desde o desastre, e não está claro como foi determinado o número total de pessoas afectadas.

O ministro da Defesa da Papua Nova Guiné, Billy Joseph, e o director do Centro Nacional de Desastres, Laso Mana, viajaram no domingo num helicóptero militar australiano desde a capital Port Moresby até Yambali, situada a 600 quilómetros a noroeste, para avaliar as necessidades e coordenar a resposta ao desastre.

A Papua Nova Guiné, uma nação em desenvolvimento com uma população maioritariamente composta por agricultores de subsistência que fala cerca de 800 idiomas, enfrenta dificuldades logísticas significativas devido à falta de infraestruturas rodoviárias fora das principais cidades. Com 10 milhões de habitantes, é a nação mais populosa do Pacífico Sul depois da Austrália, que conta com cerca de 27 milhões de habitantes.

A resposta ao desastre e a evacuação em curso destacam a vulnerabilidade da região a eventos naturais catastróficos e a necessidade urgente de assistência internacional para lidar com as consequências e prevenir futuras tragédias.

Queda de edifício residencial na China faz pelo menos quatro mortos

Um trágico incidente abalou a cidade de Tongling, na província de Anhui, leste da China, quando um edifício residencial parcialmente desabou na tarde de segunda-feira, resultando na morte de pelo menos quatro pessoas e deixando uma ferida.

A imprensa local reportou que as autoridades estão a investigar as causas deste colapso devastador.

O desmoronamento ocorreu por volta das 13:40 locais, quando um edifício de cinco andares situado no distrito de Jiaoqu cedeu sob circunstâncias ainda desconhecidas. Os esforços de resgate foram imediatamente desencadeados, resultando na descoberta das vítimas por volta da 01:28 da manhã seguinte. Entre os falecidos, figuram quatro pessoas, enquanto uma menina de 12 anos foi encontrada ferida e encaminhada para receber tratamento médico intensivo.

A situação ainda é crítica, com autoridades locais alertando que o edifício restante também corre o risco de colapso. Como medida preventiva, todos os residentes foram evacuados do local.

As fortes chuvas que assolaram a cidade desde a tarde de sábado até a manhã de segunda-feira são consideradas um fator potencial neste desastre, levando as autoridades a intensificarem os esforços para determinar as causas precisas do colapso e evitar futuras tragédias.

Quissanga: Ataques terroristas interrompem recenseamento eleitoral

O distrito de Quissanga, localizado na província de Cabo Delgado, Moçambique, não conseguiu recensear nem metade dos eleitores previstos devido aos ataques terroristas que ocorreram na região.

Esta situação afectou profundamente o processo eleitoral, que já enfrentava desafios desde o seu início.

Durante este processo eleitoral, o distrito de Quissanga foi duplamente afectado: primeiro, o recenseamento na região só começou no dia 2 de Maio, após o término do processo no restante do país; segundo, mesmo após 13 dias de recenseamento, os ataques terroristas interromperam o progresso.

Paulo Cuinica, porta-voz da Comissão Nacional de Eleições, explicou que o objectivo era recensear 28.930 eleitores, mas apenas 14.288 foram inscritos, o que corresponde a 49,39% do total esperado.

“Devido aos ataques, tanto os eleitores quanto os brigadistas estavam receosos e com medo. Isso levou-nos, nos últimos dois dias, a retirar quatro brigadas das que estavam operacionais e, no último dia, trabalhámos apenas com cinco brigadas, porque a situação já não permitia a permanência dos brigadistas nos locais,” relatou Cuinica.

Apesar dos contratempos em Quissanga, Cabo Delgado conseguiu recensear 103,12% da meta prevista. Estes dados indicam que uma parte dos eleitores que deveriam recensear em Quissanga o fizeram em outros locais da província considerados mais seguros.

Além de Cabo Delgado, outras províncias como Maputo, Gaza, Inhambane, Manica, Zambézia e Nampula também recensearam mais de 100% dos eleitores previstos.

Sobre o processo de submissão de candidaturas, que já está na sua terceira semana, Paulo Cuinica afirmou que o progresso tem sido lento. Dos 43 proponentes inscritos, apenas três submeteram as suas candidaturas até agora.

“O Partido Ecológico de Moçambique apresentou candidaturas para os 13 círculos eleitorais, 11 no território nacional e dois na diáspora. O MONARUMO submeteu candidaturas para 11 círculos eleitorais do país e o partido PAREDE apresentou candidaturas apenas para a Cidade de Maputo,” explicou o porta-voz.

As candidaturas apresentadas são apenas para a Assembleia da República. O prazo para submissão termina no dia 10 de Junho.

Tatuagens podem aumentar risco de cancro, revela estudo sueco

Um estudo conduzido pela Universidade de Lund, na Suécia, revelou que pessoas com tatuagens têm uma probabilidade maior de desenvolver cancro devido aos produtos químicos presentes na tinta utilizada.

O relatório aponta que indivíduos tatuados apresentam um risco 21% mais elevado de desenvolver linfoma, um tipo de cancro que afecta os glóbulos brancos, em comparação com aqueles que não têm tatuagens, segundo informações do Daily Mail.

Christel Nielsen, investigadora da Universidade de Lund, explicou que, após considerar outros factores como tabagismo e idade, o estudo constatou que o risco de desenvolver linfoma era significativamente maior entre os indivíduos tatuados.

A suspeita reside na composição da tinta utilizada para tatuar. Devido à presença de produtos químicos, ela pode ser interpretada pelo corpo como uma substância estranha, desencadeando uma resposta do sistema imunológico que resulta numa inflamação de baixo grau. Esta inflamação crónica pode, por sua vez, aumentar o risco de desenvolver cancros.

Três partidos submeteram candidaturas para a Assembleia da República

Até agora, apenas três formações políticas submeteram oficialmente as suas candidaturas para as eleições legislativas moçambicanas.

O Partido Ecológico de Moçambique (PEMO), o Movimento Nacional para Recuperação da Unidade Moçambicana (MONARUMO) e o Partido de Reconciliação Democrática (PAREDE) foram os únicos a apresentar as suas listas de candidatos para a Assembleia da República.

Candidaturas Submetidas

O PEMO destacou-se ao apresentar candidaturas para os 13 círculos eleitorais, abrangendo todos os 11 círculos do território nacional e mais dois na diáspora. Por sua vez, o MONARUMO submeteu candidaturas para todos os círculos eleitorais do país, excluindo os círculos no estrangeiro. Já o PAREDE apresentou candidaturas apenas para a cidade de Maputo.

Estas informações foram divulgadas pelo porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Paulo Cuinica, durante uma conferência de imprensa para actualizar o público sobre o progresso do processo de submissão de candidaturas.

Processo de Submissão e Análise

Segundo Cuinica, o processo de submissão de candidaturas iniciou há 15 dias. Até ao momento, dos 43 proponentes inscritos, apenas três partidos submeteram oficialmente as suas candidaturas. Com o prazo a expirar a 10 de Junho, a CNE espera que mais partidos apresentem as suas listas nos próximos dias.

A CNE analisa atualmente os processos de candidatura recebidos. Processos com irregularidades estão a ser revistos e os partidos estão a ser instruídos sobre como corrigir estas falhas. As candidaturas completas e devidamente instruídas avançam para uma avaliação detalhada, que verifica a validade, autenticidade e a elegibilidade dos candidatos.

Processo Eleitoral em Curso

Além das candidaturas, o processo eleitoral em Moçambique envolve a transferência e processamento de dados dos “Mobile Id.” para os centros provinciais de processamento. Estes dados serão posteriormente comparados a nível central para evitar duplicações e assegurar a integridade do processo eleitoral.

A CNE apela aos partidos políticos para não deixarem a submissão das suas candidaturas para a última hora, reforçando a importância de um processo eleitoral organizado e transparente.

Esta fase inicial de submissão de candidaturas mostra um envolvimento ainda limitado das formações políticas, mas a CNE mantém-se optimista quanto ao aumento de participação nos próximos dias.

Acidente fatal na Turquia: 10 mortos e 39 feridos em colisão em cadeia

Um terrível acidente ocorreu na província de Mersin, no sul da Turquia, quando um autocarro de passageiros colidiu com vários veículos, resultando em pelo menos 10 mortes e 39 feridos.

O acidente aconteceu quando o autocarro se desviou para a faixa contrária, devido à forte chuva, e chocou-se com dois carros. Mais tarde, um camião colidiu com os três veículos envolvidos, conforme relatado pelo governador Ali Hamza Pehlivan à Associated Press (AP).

As vítimas foram prontamente encaminhadas para hospitais próximos. Segundo a agência de notícias estatal Anadolu, pelo menos oito pessoas encontravam-se em estado grave.

O autocarro interurbano transportava um total de 28 passageiros e fazia a rota entre as cidades de Diyarbakir e Adana. Este trágico acidente deixou uma marca indelével na comunidade local, gerando luto e preocupação em toda a região.

Trabalhadores domésticos em Moçambique reivindicam salário mínimo e direitos trabalhistas

Um inquérito recente conduzido em Moçambique revelou que os trabalhadores domésticos estão a exigir a fixação de um salário mínimo para a sua área de actuação, bem como direitos como férias remuneradas e segurança social.

Participaram no inquérito 6.841 trabalhadores domésticos, a maioria dos quais mulheres. Esta informação foi apresentada na segunda-feira (27) em Maputo pela directora Nacional do Gabinete Jurídico do Ministério do Trabalho e Segurança Social, Teodora Wate, durante a apresentação dos resultados da consulta pública sobre a Revisão do Regulamento do Trabalho Doméstico (Decreto nº 40/2008 de 26 de Novembro).

Teodora Wate destacou a sensibilidade do trabalho doméstico, enfatizando a importância de garantir a dignidade humana neste sector e a necessidade de introduzir inovações no regulamento para atender às demandas dos trabalhadores.

O representante dos empregadores, Simango Cumba, reconheceu a disparidade salarial e sugeriu um salário mínimo acima de 5.000,00 meticais (cerca de 79 dólares), considerando o alto custo de vida actual.

Por sua vez, a Secretária-Geral dos Trabalhadores Domésticos, Maria Joaquim, denunciou a discriminação por parte dos empregadores, afirmando que muitos deles maltratam e desrespeitam os trabalhadores.

A representante do Sindicato Nacional dos Empregados Domésticos, Rosa Maria Paliche, propôs a criação de um novo sector para os trabalhadores domésticos, argumentando que actualmente não estão enquadrados em nenhum sector específico.

Paliche também expressou preocupação com os contractos verbais precários e defendeu contractos por escrito para garantir segurança e evitar abusos.

No que diz respeito às férias e à segurança social, Paliche lamentou que muitos trabalhadores não conseguem gozar as férias a que têm direito e enfrentam dificuldades para contribuir para a segurança social devido à falta de apoio dos empregadores.

O evento contou com a participação de várias entidades, incluindo a Ordem dos Advogados, Procuradoria-Geral da Cidade de Maputo, Instituto do Patrocínio e Assistência Jurídica (IPAJ), entre outros, destacando a relevância e urgência das reivindicações dos trabalhadores domésticos em Moçambique.

Ataques em Rafah: ONU condena e Israel promete investigação

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou forte preocupação com os recentes ataques israelitas a um campo de deslocados em Rafah, na Faixa de Gaza.

Os bombardeamentos resultaram na morte de muitos civis que buscavam abrigo. Guterres enfatizou que já não existe um lugar seguro na região.

Segundo as autoridades palestinianas, os ataques ocorridos no domingo causaram pelo menos 50 mortes. O grupo Hamas, por sua vez, respondeu disparando uma grande barragem de foguetes em retaliação aos ataques israelitas contra civis.

Enquanto a ONU afirma que o ataque israelita resultou em vítimas civis, as Forças de Defesa de Israel alegam que atingiram um complexo do Hamas, onde operam terroristas importantes.

O Governo israelita prometeu investigar o incidente. Avi Hyman, porta-voz do governo, destacou a seriedade da situação e reiterou o compromisso de limitar as perdas civis. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, classificou o ataque aéreo como “um incidente trágico”, mas a comunidade internacional condenou amplamente essa escalada de violência.

Justiça argentina obriga Javier Milei a distribuir ajuda alimentar retida

A justiça argentina ordenou na segunda-feira ao governo do presidente ultraliberal Javier Milei que distribua “imediatamente” toneladas de ajuda alimentar, que estão a ser retidas desde Dezembro, às populações mais pobres.

O juiz federal Sebastián Casanello instruiu o Ministério do Capital Humano a fornecer, dentro de 72 horas, uma lista detalhada dos géneros alimentícios armazenados e a proceder “imediatamente” à sua distribuição. A decisão baseia-se em dados estatísticos que revelam que mais de metade da população argentina vive abaixo do limiar da pobreza.

A ação judicial foi iniciada em Fevereiro por organizações sociais, após o governo interromper o fornecimento de produtos alimentares destinados às sopas populares pouco depois de Milei assumir o poder. O governo justificou a interrupção alegando a necessidade de realizar uma auditoria às organizações sociais que geriam estas sopas.

Recentemente, o governo afirmou no parlamento que a auditoria revelou que metade das sopas populares não existiam, classificando a situação como um “negócio da pobreza”. Este foi um dos principais pontos de ataque do governo, levando a acusações e processos judiciais em Maio contra as sopas populares “fantasmas” por desvio de fundos.

O porta-voz da presidência, Manuel Adorni, anunciou em conferência de imprensa que o governo pretende recorrer da decisão judicial, argumentando que os produtos alimentares retidos são “reservas” destinadas a “urgências” ou situações de “catástrofe”.

Segundo as organizações sociais, existem cerca de 45 mil sopas populares, muitas das quais deixaram de funcionar devido à interrupção do fornecimento estatal. No domingo, a Igreja Católica argentina também exigiu que o governo distribua “rapidamente” os estoques de alimentos retidos.

Esta situação revela a tensão e as dificuldades enfrentadas pela população mais vulnerável na Argentina, enquanto o governo de Milei lida com acusações de má gestão e corrupção nas suas iniciativas de combate à pobreza.

Reabilitação de estradas afectada por demora na disponibilização de fundos

O processo de reabilitação de infraestruturas públicas danificadas por eventos climáticos em Moçambique tem sido prejudicado pela demora na disponibilização de fundos necessários para as intervenções.

Esta é a preocupação expressa pelo Ministro das Obras Públicas, Carlos Mesquita, durante uma reunião realizada em Maputo para avaliar as acções do sector de estradas em 2023.

Segundo Mesquita, o atraso na alocação de recursos tem dificultado a reposição das infraestruturas danificadas dentro de prazos adequados. Ele enfatizou que, muitas vezes, os fundos chegam meses depois do necessário, impedindo o início imediato das obras assim que as condições climáticas permitam.

A necessidade de realocação de recursos financeiros para a reposição da infraestrutura afectada tem desviado recursos que poderiam ser direccionados para novos projectos rodoviários. Isso não apenas interrompe as actividades planeadas, mas também compromete o cumprimento das metas anuais do governo.

Mesquita destacou que essa situação afecta o cumprimento do Programa Quinquenal do Governo e exerce pressão sobre os recursos destinados à manutenção e desenvolvimento da rede de estradas do país. Apesar desses desafios, o ministro expressou satisfação com os avanços alcançados, citando a melhoria da transitabilidade em várias estradas, incluindo a estrada nacional número um.

Durante a reunião, Mesquita também destacou a necessidade de implementar o princípio de “utilizador-pagador” para garantir a contribuição dos utilizadores na manutenção das estradas. Ele incentivou o sector de estradas a expandir este programa para outras estradas, com base nos resultados encorajadores da primeira fase.

Essa demora na disponibilização de fundos destaca a importância de uma gestão eficiente dos recursos para garantir a manutenção e o desenvolvimento contínuo das infraestruturas rodoviárias, essenciais para o desenvolvimento económico e social do país.

Tanzaniano exige indemnização dos EUA por auxiliar na localização de Bin Laden

Um cidadão tanzaniano está a ameaçar processar os Estados Unidos da América por não receber uma recompensa de 27 milhões de dólares, alegando ter fornecido informações cruciais que ajudaram na localização de Osama bin Laden, líder da Al-Qaeda.

Jabaldin Ijengo afirma ter desempenhado um papel crucial na localização de Bin Laden, ao fornecer informações à embaixada dos EUA em Dar es Salaam, em 2005. Ele agora ameaça processar a embaixada por não ser compensado pelo seu papel na localização do antigo líder da Al-Qaeda, que foi morto em Maio de 2011.

A embaixada dos EUA em Dar es Salaam recusou-se a comentar o assunto quando contactada pelo jornal The Citizen.

Jabaldin Ijengo explicou que decidiu tornar público o seu caso para reivindicar a recompensa que considera merecer, especialmente após a embaixada não ter respondido aos seus esforços anteriores em 2015 para obter compensação.

Ele alega que forneceu informações à embaixada em Outubro de 2005, que contribuíram directamente para a localização e posterior assassinato de Bin Laden.

A ameaça de processo de Ijengo baseia-se na promessa anterior da embaixada de uma recompensa de 27 milhões de dólares por informações que levassem à localização de Bin Laden, feita após os ataques às embaixadas dos EUA em Dar es Salaam e Nairóbi em 1998.

Ijengo destaca sua boa-fé ao fornecer as informações e os riscos que assumiu para ajudar na localização de Bin Laden. Ele exige o pagamento imediato da recompensa de 27 milhões de dólares e estabeleceu um prazo de 21 dias para a operação ser concluída.

Embora os EUA tenham afirmado que Bin Laden foi localizado em 2011 usando inteligência electrónica, o website internationalrewardcentre.com alega que o trabalho foi realizado graças a um informante anónimo que revelou a localização do terrorista em Abbottabad, no Paquistão.

Mulher condenada a nove anos de prisão por matar filha diabética de 4 anos ao alimenta-lá com refrigerantes

Tamara Banks, uma mulher norte-americana de 41 anos, foi sentenciada a quase uma década de prisão no estado do Ohio, nos Estados Unidos, devido à morte de sua filha de quatro anos, que sofria de diabetes, após alimentá-la com refrigerantes.

Segundo relatos da imprensa norte-americana, Tamara começou a dar refrigerantes à sua filha, Karmity Hoeb, quando esta ainda era uma bebé, misturando a bebida com leite de fórmula no biberão. A bebida escolhida era o Mountain Dew, uma bebida gaseificada e cítrica da PepsiCo.

Quando Karmity faleceu em Janeiro de 2022, quase todos os seus dentes estavam podres, indicando um consumo excessivo de açúcar. A criança nunca tinha sido levada ao dentista e, apesar de sua condição de diabetes, não recebia acompanhamento médico regular.

A tragédia aconteceu quando o pai da menina, Christopher Hoeb, de 53 anos, encontrou Karmity inconsciente e imediatamente ligou para os serviços de emergência médica ao perceber que algo estava errado. A criança foi transportada para o hospital, mas já estava em morte cerebral. As máquinas de suporte de vida foram desligadas pouco tempo depois.

Durante a autópsia, os médicos legistas concluíram que a causa da morte de Karmity foi o excesso de açúcar consumido ao longo do tempo.

Ambos os pais foram detidos e acusados de homicídio por negligência. Tamara declarou-se culpada e foi condenada a nove anos de prisão na sexta-feira. Christopher aguarda sua sentença, que será anunciada em 11 de Junho.

Desabamento em pedreira na Índia deixa 13 mortos e 16 desaparecidos

Uma tragédia ocorreu no nordeste da Índia quando as terras de uma pedreira desabaram devido às fortes chuvas provocadas por uma tempestade tropical, resultando na morte de 13 trabalhadores e deixando 16 pessoas desaparecidas.

O oficial da polícia Rahul Alwal informou que as equipas de resgate conseguiram recuperar os corpos dos trabalhadores na pedreira localizada em Melthum, aproximadamente a seis quilómetros da capital do estado, Aizwal. Além disso, dois trabalhadores foram retirados com vida dos escombros.

As equipas de resgate continuam a trabalhar incessantemente nos escombros na esperança de alcançar mais trabalhadores presos e encontrar possíveis sobreviventes.

Os estados do nordeste da Índia têm enfrentado chuvas intensas após a tempestade tropical Remal atingir o Bangladesh na segunda-feira. O Departamento Meteorológico da Índia alertou que as chuvas fortes podem causar danos em estruturas vulneráveis, como as casas de colmo, e provocar deslizamentos de terra na região.

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