As autoridades polacas anunciaram a detenção de 18 indivíduos nos últimos seis meses, acusados de actividades hostis e planeamento de sabotagens em nome da Rússia ou Bielorrússia. Entre os detidos, destaca-se um polaco suspeito de envolvimento em uma conspiração para assassinar o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Dez dos detidos desde Dezembro, segundo o ministro do Interior, Tomasz Siemoniak, estavam directamente envolvidos no planeamento de diversas acções de sabotagem, incluindo incêndios criminosos, em todo o território polaco.
Um ucraniano e um bielorrusso foram julgados no mês passado por integrarem uma célula de espionagem russa que preparava actos de sabotagem ferroviária em 2023 e monitorizava rotas utilizadas para o transporte de armas e ajuda humanitária para a Ucrânia. Confessaram as acusações, que também incluíam a monitorização da segurança dos portos do Báltico, Gdansk e Gdynia.
O ministro Siemoniak alertou que os actos de sabotagem podem fazer parte de um plano mais amplo da Rússia, que inclui ciberataques, a instrumentalização da migração na Bielorrússia e a constante ameaça à segurança da Polónia, um forte apoiador da Ucrânia desde o início da invasão russa.
Na quarta-feira, três indivíduos foram detidos sob suspeita de terem iniciado incêndios criminosos “em nome” da Rússia em várias regiões da Polónia.
O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, e o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, já haviam alertado para o aumento dos ataques híbridos da Rússia contra países da Aliança Atlântica, prometendo uma resposta firme.
















