O antigo vice-presidente do Malawi, Cassim Chilumpha, está novamente no centro das atenções judiciais. Ele enfrenta uma acusação de conspiração relacionada à tentativa de assassinato do então presidente Bingu Wa Mutharika em 2006.
O Ministério Público solicitou a reactivação do caso, que havia sido arquivado devido ao silêncio mútuo por 15 anos.
Segundo o código penal vigente, o arquivamento ocorre quando não há manifestação das partes interessadas durante esse período. No entanto, o Estado argumenta que a quitação não impede processos subsequentes baseados nos mesmos fatos, desde que realizados dentro de 12 meses.
A juíza Ruth Chinangwa determinou que o caso fosse retomado, com audiências marcadas para os dias 16 a 20 de Setembro. A defesa de Chilumpha expressou desapontamento, considerando desgastante para o réu, que já passou 18 anos em liberdade condicional sem julgamento.
A decisão de ressuscitar o caso ocorre pouco após Chilumpha processar o governo por prisão ilegal, exigindo uma indemnização de 24 mil milhões de kwachas (cerca de 880 milhões de meticais). Além disso, especula-se que a reactivação do caso tenha motivações políticas, uma vez que Chilumpha anunciou sua candidatura nas próximas eleições gerais.
Cassim Chilumpha, que foi vice-presidente no governo de Bingu Wa Mutharika em 2006, foi preso com o empresário Yussuf Mutumula, ambos acusados de traição e conspiração.














