Um barco com 22 pessoas a bordo afundou na costa de Palermo, Itália, devido a um tornado que atingiu a região. As autoridades confirmaram que 15 pessoas foram resgatadas com vida, enquanto os bombeiros recuperaram um corpo e seis pessoas permanecem desaparecidas.
O incidente ocorreu no porto de Porticello, em Palermo, quando o veleiro britânico Bayesan, de aproximadamente 50 metros de comprimento, afundou por volta das 5h da manhã. O mau tempo, intensificado pelo tornado, foi apontado como a causa principal do naufrágio.
Entre os ocupantes da embarcação encontravam-se maioritariamente cidadãos britânicos, além de um neozelandês, um cingalês, dois anglo-franceses e um irlandês. As operações de busca continuam na tentativa de localizar os seis desaparecidos.
Um homem de 35 anos tirou a vida da sua esposa com um ferro afiado no bairro das Mahotas, na cidade de Maputo, durante a madrugada. O crime, aparentemente motivado por ciúmes, pôs fim a uma relação de mais de 12 anos.
Alice José, concunhada da vítima, descreveu o crime como aterrorizante e revelou que não teve coragem de ver o corpo. Alice contou que não ouviu qualquer barulho durante o incidente. “Dizem que usou um ferro, mas não sei exactamente o que aconteceu. Não sei se lhe amarrou ou se ela dormia, mas tudo aconteceu em silêncio, pois não ouvimos nada”, explicou.
Alice referiu que as discussões e agressões físicas eram comuns entre o casal, especialmente depois de a vítima ter conseguido emprego numa barraca em Magoanine. “Ele dizia que não queríamos trabalhar nas barracas, e nós tentámos encontrar trabalho em quintais, mas não conseguimos. Embora eles tenham conseguido algum entendimento no início, depois só houve discussões. O marido saía do trabalho às 21h e ia buscar a mulher, mas ao chegar em casa, ficava escondido, o que fazia com que houvesse discussões frequentes”, relatou.
Após anos de resistência, a jovem de 29 anos decidiu finalmente separar-se do marido e planeava mudar-se com as filhas para um novo endereço na segunda-feira. Infelizmente, ela não chegou a ver este dia nascer.
Quitéria Vilanculos, vizinha do casal, lamentou a violência e recordou episódios trágicos de agressões. “Às vezes, o marido vinha embriagado e espancava-a. Já a espancou uma vez, e eu a ajudei. Ela queria sair de casa, mas não podia por causa das crianças, até que decidiu arrendar um lugar noutra zona onde eu vivia com o meu marido”, contou.
“A separação era uma decisão que já estava tomada, mas foi interrompida, como acrescentou a concunhada da vítima. Quando chegou o momento de se separar, ela disse que não queria mais viver com ele, porque sofria. Falou com a família, e decidiram que ela deveria sair na segunda-feira”, completou.
João Moçambique, Chefe do Quarteirão 12, expressou a sua preocupação com a situação. “Estamos muito preocupados com este caso, e esta situação não pode continuar”, afirmou.
Nos últimos quatro anos, a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) canalizou cerca de 930,5 milhões de dólares norte-americanos para a construção e melhoria das infraestruturas ferro-portuárias do país.
No sector ferroviário, foram investidos 485,5 milhões de dólares. Deste montante, 262,1 milhões foram destinados ao melhoramento das linhas-férreas, visando optimizar a eficiência e a segurança das operações. Outros 223,4 milhões de dólares foram alocados à aquisição de material circulante, incluindo novas locomotivas e vagões, essenciais para a modernização e expansão da capacidade de transporte.
Paralelamente, o sector portuário beneficiou de um investimento significativo de 425 milhões de dólares. A maior parte deste valor, 364,8 milhões de dólares, foi direccionada para a construção de novas infraestruturas portuárias, enquanto 60,2 milhões de dólares foram aplicados na dragagem de canais e na aquisição de equipamentos portuários modernos.
Além disso, a CFM destinou 20 milhões de dólares para o desenvolvimento de competências na área de formação e para a modernização das tecnologias de informação, áreas cruciais para sustentar o crescimento e a inovação contínua da empresa.
Apesar dos progressos, a CFM enfrenta ainda desafios em diversas regiões do país. Na região Sul, os principais objectivos incluem a consolidação dos sistemas de gestão integrada das operações ferro-portuárias, a formalização de acordos de nível de serviço com os operadores, a modernização dos sistemas de sinalização e comunicação, e a implementação de comboios directos entre Moçambique e os países vizinhos, como África do Sul, Zimbabwe e Eswatini. A optimização estratégica do Porto Seco em Ressano Garcia também está na agenda.
Na zona Centro, os desafios envolvem a conclusão de acordos com o Zimbabwe para a reabilitação das infraestruturas ferroviárias e a implementação de comboios directos. A CFM também planeia a construção e operação de portos secos em parceria com o sector privado, através de modelos de financiamento DBOOT (Design, Build, Own, Operate, Transfer), e o aumento da capacidade do terminal de combustíveis no Porto da Beira.
No Norte do país, a CFM foca-se na intensificação do marketing conjunto entre o porto e a ferrovia junto ao Malawi, com o objectivo de aumentar o volume de mercadorias transitadas.
Adicionalmente, planeia-se expandir a capacidade de armazenagem do Porto de Nacala para acomodar a carga em trânsito, consolidar os sistemas integrados de gestão portuária, e desenvolver parcerias que promovam o conteúdo local na logística associada ao petróleo e gás.
O governo do Quénia está a considerar a reintrodução de alguns dos impostos que foram inicialmente retirados do projecto de Orçamento para o próximo ano, após uma onda de manifestações em Junho.
A decisão foi revelada pelo ministro das Finanças, John Mbadi, durante a apresentação de 50 novas medidas económicas.
Numa entrevista concedida à Citizen TV, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP), Mbadi afirmou que o governo pretende implementar 49 medidas fiscais adicionais com o objectivo de arrecadar cerca de 150 mil milhões de xelins quenianos, equivalentes a aproximadamente mil milhões de euros. Entre estas medidas estão alguns dos impostos cuja proposta provocou grande descontentamento popular, resultando em protestos violentos que deixaram dezenas de mortos.
“Se prejudicam o ambiente, devem pagar para ajudar a reparar os danos que causaram”, justificou Mbadi, referindo-se à possível reintrodução de impostos ambientais sobre produtos electrónicos e embalagens de plástico. O ministro, que é um dos quatro membros da oposição a integrar o governo remodelado em Julho, enfatizou a necessidade de tais impostos para compensar os danos ambientais.
O Presidente William Ruto, que ascendeu ao poder em 2022 com a promessa de proteger as camadas mais pobres da população, foi forçado a recuar na sua proposta de orçamento no final de Junho, após as manifestações, que começaram de forma pacífica, terem escalado em confrontos violentos que resultaram em pelo menos 60 mortes.
Após a retirada da proposta orçamental a 26 de Junho, Ruto anunciou um aumento da dívida pública em 1,2 mil milhões de euros, acompanhado por um corte de 1,3 mil milhões de euros na despesa pública. Esta decisão levou as agências de notação financeira Moody’s e Fitch a baixar o ‘rating’ do Quénia, agravando ainda mais a delicada situação financeira do país.
Com a possibilidade de reintrodução dos impostos que anteriormente desencadearam uma resposta tão feroz, o governo queniano enfrenta um desafio significativo em equilibrar a necessidade de receita fiscal com a manutenção da paz e estabilidade social.
As autoridades revelaram que, nos últimos 12 anos, mais de 150 pessoas foram vítimas de raptos no país. Neste contexto, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apreendeu, somente este ano, quatro residências suspeitas de serem utilizadas como cativeiros para manter cidadãos sequestrados.
Os proprietários desses imóveis estão agora sob o risco de perder as suas propriedades.
Segundo informações obtidas pelo SERNIC, os criminosos tendem a seleccionar casas localizadas em áreas com pouca movimentação, preferencialmente com muros altos que dificultam a visão do interior, minimizando assim a suspeita de actividades ilícitas.
Um dos imóveis apreendidos em Julho encontra-se no condomínio de Tchumene-1, no município da Matola. Este condomínio é conhecido pelo seu rigoroso controlo de acesso, gerido por uma empresa de segurança privada. Para surpresa de muitos, esta residência, situada perto da 10.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique, possui dois andares, um muro de vedação, dependências adicionais e uma piscina.
De acordo com fontes próximas, a casa em questão foi arrendada no início do ano, com um contrato válido até 2026, a uma taxa mensal de 50.000,00 Meticais.
Uma explosão num camião-bomba abalou o sul de Telavive, Israel, no domingo, resultando na morte de um homem de 50 anos e ferindo outra pessoa.
O incidente ocorreu sob circunstâncias que as autoridades israelitas consideram suspeitas, levando a crer que possa ter sido uma tentativa de ataque terrorista que não correu como planeado.
De acordo com informações divulgadas pelo canal de notícias I24 News, a explosão deixou a comunidade em estado de alerta, enquanto as forças de segurança israelitas iniciam uma investigação intensiva para esclarecer o ocorrido. A polícia de Telavive, em conjunto com a agência de segurança interna Shin Bet, está a explorar todas as possibilidades, sem descartar a hipótese de um atentado terrorista mal-sucedido.
As autoridades locais têm reforçado as medidas de segurança na área, procurando garantir que não existam mais ameaças iminentes. Equipas especializadas foram destacadas para o local da explosão para recolher provas e tentar determinar a origem exacta do incidente, incluindo se o camião-bomba era conduzido por um possível atacante ou se foi detonado remotamente.
Enquanto a investigação prossegue, o incidente em Telavive já está a gerar preocupações entre a população e a comunidade internacional, dado o contexto de tensões na região. As autoridades apelam à calma, mas também à vigilância, incentivando os cidadãos a reportarem qualquer actividade suspeita às forças de segurança.
Um dos vulcões mais activos da Rússia, o Shiveluch, entrou em erupção, lançando plumas de cinzas a uma altitude de 5 quilómetros sobre a península de Kamchatka, no extremo leste do país.
Esta actividade vulcânica ocorreu na sequência de um forte terramoto, de magnitude 7,0, que abalou a costa leste de Kamchatka no início da madrugada de domingo, dia 18. Em resposta à erupção, foi temporariamente emitido um alerta de “código vermelho” para a aviação, devido ao perigo representado pelas cinzas vulcânicas.
Especialistas da Academia Russa de Ciências indicaram que o vulcão começou a dar sinais de actividade pouco depois do terramoto, e alertaram para a possibilidade de um segundo sismo, potencialmente mais devastador, poder estar iminente.
O Instituto de Vulcanologia e Sismologia da Academia divulgou um vídeo impressionante onde se pode ver a nuvem de cinzas a alastrar-se a cerca de 490 quilómetros a leste e sudeste do Shiveluch. Além disso, o vulcão Ebeko, situado nas Ilhas Kuril, também registou uma erupção, expelindo cinzas a uma altura de 2,5 quilómetros. Contudo, o instituto não confirmou se o terramoto foi a causa directa destas erupções.
A equipa de resposta à erupção vulcânica em Kamchatka informou que o “código vermelho” foi emitido como medida preventiva para todos os aviões que sobrevoam a região. Apesar do alerta, um relatório divulgado no domingo pela agência noticiosa Tass assegurou que os voos comerciais não sofreram interrupções e que não houve danos nas infraestruturas de aviação.
Os tremores sentidos na região foram interpretados pelos cientistas russos como um possível prenúncio de um sismo ainda mais forte, que poderia atingir o sudeste de Kamchatka nas próximas 24 horas, com uma magnitude próxima de 9,0.
Até ao momento, não há relatos de feridos provocados pelo terramoto de domingo, que ocorreu a uma profundidade de 6 quilómetros sob o leito do mar, com o epicentro localizado a 108 quilómetros a sudeste da cidade mais próxima, segundo informações das autoridades de emergência russas.
Residentes da cidade portuária de Petropavlovsk-Kamchatsky, com uma população superior a 181.000 habitantes, situada do outro lado da baía de uma importante base de submarinos russos, relataram ter sentido alguns dos tremores mais fortes dos últimos anos.
É de recordar que, a 4 de Novembro de 1952, um terramoto de magnitude 9,0 em Kamchatka causou danos significativos, mas não resultou em vítimas mortais, embora tenha gerado ondas de até 9,1 metros no Havai.
Nicolás Maduro, sem apresentar quaisquer provas, acusou María Corina Machado, a principal figura da oposição venezuelana, de manter um “pacto satânico” com o bilionário Elon Musk e com o Templo Satânico dos EUA.
Esta acusação foi feita no sábado (17), durante um discurso dirigido aos seus apoiantes.
Maduro afirmou estar a enfrentar “o demónio”, referindo-se a Machado de forma depreciativa. “Quando digo que estou a enfrentar uma demónia, não estou a exagerar”, declarou o presidente venezuelano. Segundo ele, Machado estaria envolvida com um medalhão “estranho” devido a um suposto pacto satânico com Musk e a Igreja Satânica de Detroit.
O líder chavista insinuou ainda que Machado teria ligações com o Templo Satânico dos Estados Unidos, ampliando o tom conspiratório das suas declarações.
Para além das acusações dirigidas a Machado, Maduro voltou a atacar Elon Musk, alegando que o dono da Tesla é o responsável por financiar a violência que assolou o país após as eleições de 28 de Julho.
Estas novas acusações surgem num contexto de crescente instabilidade política na Venezuela. Após o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) ter proclamado Maduro como vencedor das eleições, várias vozes da oposição e membros da comunidade internacional denunciaram manipulação no processo eleitoral, exigindo maior transparência.
Apesar de terem passado três semanas desde a votação, as atas eleitorais que validariam a vitória de Maduro ainda não foram divulgadas, alimentando suspeitas e tensões políticas no país.
O candidato à Presidência de Moçambique, Venâncio Mondlane, rejeitou firmemente qualquer ligação com o partido Chega, após críticas da Frelimo, partido no poder, sobre o seu encontro com a formação de extrema-direita portuguesa em Julho.
Mondlane sublinhou que a reunião foi meramente um gesto de cortesia durante uma visita oficial ao parlamento português.
“Realizei uma visita oficial ao parlamento português, e, por dever, devo manter encontros de cortesia com todos os partidos representados no parlamento. Foi apenas isso. Não houve qualquer intenção de estabelecer uma aliança ou um pacto com o Chega”, esclareceu Venâncio Mondlane numa entrevista concedida à Lusa em Maputo.
A 1 de Agosto, Silva Livone, líder da Organização da Juventude Moçambicana (OJM), braço juvenil da Frelimo, acusou Mondlane de se reunir com “colonialistas” durante a sua visita a Portugal, referindo-se ao encontro com o Chega. Livone sugeriu que Mondlane estaria a tentar reintroduzir a influência colonial em Moçambique. “Ele foi à Europa reunir-se com um partido que representa os colonialistas. E lá na Europa disse que, ao ganhar as eleições, iria trazer esses de volta e pedir desculpa por termos expulso os colonos daqui. É isso que vocês querem?”, questionou Livone num encontro com apoiantes da Frelimo.
Venâncio Mondlane, por sua vez, afirmou que não se arrepende do encontro com o vice-presidente do Chega, Diogo Pacheco de Amorim, realizado em Lisboa a 23 de Julho, e que voltaria a reunir-se com essa força política numa futura visita ao parlamento português. “Quero ser Presidente da República e, como tal, devo adoptar uma postura de Estado. Isso significa que não falo apenas com aqueles com quem concordo ou com quem partilho ideologias semelhantes; falo com todos os que representam e são reconhecidos por um Estado”, frisou Mondlane.
Na mesma entrevista, o candidato revelou que, durante a sua estadia em Lisboa, também se encontrou com o Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, e manifestou interesse em reunir-se com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, aguardando apenas uma compatibilização de agendas. Mondlane destacou a importância da parceria estratégica entre Moçambique e Portugal, referindo que Portugal é um parceiro crucial para o acesso de Moçambique aos países da União Europeia.
Moçambique prepara-se para realizar eleições gerais a 9 de Outubro, incluindo presidenciais, legislativas e provinciais. O actual Presidente da República, Filipe Nyusi, não concorrerá ao pleito, tendo atingido o limite constitucional de dois mandatos.
Além de Venâncio Mondlane, estão na corrida presidencial Daniel Chapo, apoiado pela Frelimo, Ossufo Momade, da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), e Lutero Simango, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM).
Um homem de 80 anos encontra-se em morte cerebral após ter sido atingido, no domingo, por uma descarga de água lançada por um avião de combate a incêndios, no município de Alía, na região de Cáceres, em Espanha.
O idoso, residente na aldeia afectada pelo fogo, auxiliava nas operações de combate às chamas quando ocorreu o incidente. O incêndio, que ameaçou várias moradias, já foi controlado, conforme relatado pelo Diario de Cádiz.
Segundo declarações da autarca local, o fumo denso na área terá dificultado a visibilidade, impedindo que os operacionais identificassem a presença do idoso no local.
Por outro lado, o homem, que agora se encontra internado na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Cáceres, também não terá percebido a aproximação do avião.
Cinco anos após a devastação causada pelo ciclone Idai, mais de sete mil alunos no distrito do Búzi, província de Sofala, continuam a estudar em condições extremamente precárias.
As salas de aula destruídas pelo ciclone ainda não foram completamente reconstruídas, deixando os estudantes sem um ambiente adequado para o aprendizado.
João Saize, administrador do distrito do Búzi, destaca que, apesar dos esforços contínuos por parte do governo e de vários parceiros para reabilitar as infra-estruturas escolares danificadas, a situação está longe de ser resolvida. “Ainda há muito trabalho pela frente,” sublinhou Saize, referindo-se à necessidade urgente de mais apoio para garantir que todas as crianças possam estudar em condições dignas.
A recuperação das escolas tem sido um processo lento e dificultado por vários desafios, incluindo a falta de recursos suficientes e a complexidade das obras de reconstrução.
Enquanto isso, os alunos têm sido forçados a estudar em instalações improvisadas, muitas vezes ao ar livre ou em salas de aula sobrelotadas e sem condições mínimas de conforto, o que prejudica significativamente a qualidade do ensino e o bem-estar dos estudantes.
As comunidades locais, juntamente com as autoridades do distrito, continuam a apelar por uma intervenção mais rápida e eficaz para garantir que as crianças possam ter acesso a uma educação de qualidade, numa altura em que o regresso à normalidade escolar se torna cada vez mais urgente.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) desmantelou uma alegada rede de funcionários envolvidos no roubo de material informático e outros bens essenciais no Hospital Provincial de Inhambane.
Este grupo é acusado de subtrair não apenas computadores, mas também equipamentos vitais para o funcionamento adequado da maior unidade sanitária da província.
De acordo com informações divulgadas pela Rádio Moçambique, os suspeitos eram procurados há cerca de três anos, desde que se iniciou uma série de furtos no hospital. A investigação, que se desenrolou ao longo deste período, culminou recentemente na identificação e detenção dos indivíduos supostamente envolvidos nos crimes.
O roubo de material hospitalar, especialmente de itens cruciais para a operação diária de um hospital, representa uma grave ameaça à prestação de cuidados de saúde na região. As autoridades estão a aprofundar as investigações para determinar a extensão dos danos causados e a possível ligação deste grupo a outras actividades ilícitas na província.
Os magistrados do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela, liderados pela presidente Caryslia Rodríguez, uma reconhecida apoiante do chavismo, deslocaram-se ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para proceder à revisão das atas das recentes eleições presidenciais.
Esta iniciativa tem como objectivo dar continuidade ao processo de “validação” dos resultados eleitorais, após o CNE ter anunciado a vitória do Presidente Nicolás Maduro, um resultado que gerou controvérsia tanto a nível interno como internacional.
A presidente do TSJ, Rodríguez, esteve acompanhada pelos magistrados Inocencio Figueroa e Fanny Márquez, além de uma equipa composta por especialistas e observadores internacionais.
A finalidade desta revisão é verificar se as atas físicas correspondem aos registos inseridos na base de dados dos centros nacionais de contagem do CNE. Esta ação faz parte do processo, solicitado por Maduro, para certificar os resultados das eleições presidenciais, segundo informações divulgadas pelo canal estatal VTV.
A situação tem gerado tensão, com a Organização dos Estados Americanos (OEA), 22 países e a União Europeia (UE) a exigirem que o CNE divulgue os registos eleitorais e permita uma verificação independente dos resultados.
No sábado, a Plataforma Democrática Unida (PUD), o principal grupo de oposição, organizou protestos tanto dentro como fora da Venezuela para reivindicar a vitória de Edmundo González Urrutia, que, segundo os seus apoiantes, obteve “83,5%” dos votos.
Estes números, segundo a oposição, foram recolhidos com base em testemunhos e documentos dos membros das mesas de voto, os quais o Governo classifica como fraudulentos.
González Urrutia, único dos dez ex-candidatos a não se apresentar perante o TSJ para o processo judicial, justificou a sua ausência alegando que o tribunal actua em favor do chavismo. Em contraste, Maduro continua a afirmar a solidez e imparcialidade da instituição.
Mais uma vez, as negociações para estabelecer um cessar-fogo entre Israel e o Hamas resultaram em fracasso. O grupo palestiniano acusou Benjamin Netanyahu de obstruir os esforços de paz na Faixa de Gaza, impedindo o avanço das negociações.
Num comunicado divulgado após o término das negociações na sexta-feira (16) em Doha, no Catar, o Hamas declarou que a proposta apresentada pelos mediadores “responde às condições de Netanyahu e está alinhada com elas”, o que o grupo considera inaceitável.
As discussões, que contaram com a mediação do Catar, dos Estados Unidos e do Egito, tiveram a participação de representantes israelitas. No entanto, o Hamas optou por não enviar uma delegação ao encontro, justificando a decisão pela falta de novos elementos que garantissem a implementação de um plano anteriormente proposto pelo presidente norte-americano, Joe Biden.
Segundo o Hamas, a proposta mais recente falha em abordar questões fundamentais que o grupo tem reivindicado, como um cessar-fogo permanente na Faixa de Gaza e a retirada das tropas israelitas do território. Apesar das declarações dos mediadores, que asseguraram que a proposta apresentada preenchia as “lacunas remanescentes” para a implementação do cessar-fogo, o grupo palestiniano manteve-se firme nas suas exigências.
Após o encerramento das negociações, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, expressou satisfação com a proposta, incitando os mediadores a pressionarem o Hamas a aceitar o acordo.
O Hamas, por sua vez, reiterou o seu compromisso com o acordo firmado em 2 de Julho, que, segundo o grupo, baseia-se na declaração de Biden e na resolução do Conselho de Segurança. No comunicado divulgado no fim-de-semana, o grupo apelou aos mediadores que façam valer as suas responsabilidades e garantam que Israel cumpra o que foi acordado.
Até ao momento, o governo israelita não emitiu nenhum comentário oficial sobre a rejeição do Hamas à nova proposta de paz para Gaza.
O Papa Francisco reiterou que a pena de morte “não é, de forma alguma, uma solução para a violência que pode afectar pessoas inocentes”, conforme escreveu no prefácio de um livro, citado pela agência ANSA.
No texto, que introduz a obra ‘Um cristão no corredor da morte: o meu compromisso com os condenados’, de Dale Recinella, o pontífice sublinha que “as execuções capitais, longe de trazerem justiça, alimentam um sentimento de vingança que se transforma num veneno perigoso para o tecido das nossas sociedades civis”.
O Papa defende que os Estados deveriam priorizar a reabilitação dos prisioneiros, proporcionando-lhes oportunidades para uma verdadeira mudança de vida, em vez de direccionar recursos financeiros e humanos para a execução dos condenados, tratando-os como seres humanos indignos de viver e que devem ser eliminados. “O objectivo deve ser a reintegração e não a destruição”, enfatizou Francisco.
O livro, que será lançado esta terça-feira, é da autoria de Dale Recinella, um ex-advogado de sucesso em Wall Street, que desde 1998 se dedica a trabalhar como capelão no corredor da morte na Florida, prestando apoio espiritual a reclusos condenados à pena capital.
O Papa aproveitou ainda para reiterar o apelo à abolição da pena de morte, conforme destacado pelo Catecismo da Igreja Católica, que a considera inadmissível por atentar contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa humana. Francisco exorta todos os crentes a unirem-se num esforço colectivo para abolir esta prática.
Segundo a agência Efe, o Papa Francisco também reflectiu sobre a infinita misericórdia divina, lembrando que “esta misericórdia sem limites pode causar escândalo, tal como aconteceu no tempo de Jesus”. Contudo, reforça que “o amor de Deus não tem fronteiras nem medidas”.
“Nem o mais abominável dos nossos pecados desfigura a nossa identidade aos olhos de Deus: continuamos a ser seus filhos, amados por Ele, protegidos por Ele e considerados preciosos”, concluiu o Papa.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, pretende recrutar quinze (15) Enumeradores. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Motoristas. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente de Administração e Recepcionista. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Segurança Alimentar e Meios de Vida. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Protecção Social e Género. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Saneamento, Água e Higiene – WASH. Saiba mais.
A Visão Excelente – Viex Serviços – Sociedade Unipessoal Lda., pretende recrutar para o seu quadro de pessoal vinte e quatro (24) Auxiliares de Limpeza. Saiba mais.
O antigo Ministro do Interior de Moçambique, Alberto Mondlane, afirmou que a condenação de Manuel Chang, ex-ministro das Finanças, não é suficiente para restaurar a imagem do país, profundamente afectada pelo escândalo das dívidas ocultas.
Mondlane destacou que os principais prejudicados por este escândalo são os moçambicanos, que continuam a sofrer as consequências.
Mondlane, que trabalhou ao lado de Chang no Governo durante o período em que as dívidas foram contraídas, lembrou que foi chamado a depor como testemunha durante o julgamento relacionado com o caso, embora Chang não tenha sido julgado nesse processo específico.
Agora, após a condenação de Chang num tribunal dos Estados Unidos da América, Mondlane enfatiza que o impacto negativo sobre a reputação de Moçambique permanece inalterado. “A condenação, por si só, não iliba o país, pois, devido ao que aconteceu, Moçambique sofreu as consequências que todos conhecemos. O mais importante agora é olhar para o futuro com maior segurança e aprender com as lições do passado, procurando fazer melhor e deixando para trás o que não conseguimos superar”, declarou.
Mondlane sublinhou ainda que o povo moçambicano continua a enfrentar as repercussões do escândalo das dívidas ocultas, e que todos os crimes que prejudicam a nação são graves, independentemente do estatuto de quem os cometeu. “Tudo o que constitui crime é prejudicial. Não importa quem cometeu o crime. É ainda mais grave quando a pessoa que o comete ocupa responsabilidades importantes na vida social, política e económica de um país, de uma localidade ou mesmo de uma família.”
As declarações de Mondlane foram feitas neste sábado, durante uma visita do candidato presidencial Daniel Chapo ao distrito da Manhiça, na província de Maputo, no contexto da pré-campanha eleitoral.
Fabiola Yáñez, ex-primeira-dama, revelou detalhes perturbadores de anos de agressões sofridas às mãos de Alberto Fernández.
O ex-Presidente argentino, Alberto Fernández, de 65 anos, foi formalmente acusado pelo Ministério Público de cometer crimes de violência doméstica contra a sua ex-mulher, Fabiola Yáñez, que foi primeira-dama durante o seu mandato. Fernández, no entanto, nega categoricamente todas as acusações.
“Estou a ser acusado de algo que não fiz. Nunca bati em Fabiola, nem em qualquer outra mulher”, declarou Fernández ao jornal espanhol ‘El País’.
Fabiola Yáñez, actualmente com 43 anos, prestou depoimento através de uma audiência virtual no consulado argentino em Madrid, onde reside com o filho de ambos, de apenas dois anos. Durante o seu testemunho, Yáñez descreveu episódios de violência extrema, afirmando que viveu num “inferno” durante o casamento. A ex-primeira-dama chegou mesmo a acusar o ex-marido de a ter forçado a abortar, revelando um episódio particularmente grave: “Ele sabia que eu estava grávida e, mesmo assim, deu-me um pontapé na barriga”, confidenciou Yáñez numa conversa com a antiga secretária de Alberto Fernández.
Além das agressões físicas, Fabiola Yáñez também afirmou ter sido vítima de “assédio telefónico e terrorismo psicológico” por parte de Fernández. Segundo ela, embora “muitas pessoas” estivessem cientes da situação, incluindo o médico presidencial, que teria encoberto os abusos, ela nunca recebeu a ajuda necessária.
O caso ganhou grande repercussão na Argentina após o portal de notícias Infobae divulgar imagens de Yáñez com marcas no braço e no rosto, bem como conversas comprometedoras que envolvem o ex-Presidente. Em resposta às revelações, um juiz argentino determinou o reforço da protecção de Fabiola Yáñez em Espanha e proibiu Alberto Fernández de deixar a Argentina.
A Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu um apelo urgente na sexta-feira (16), para uma trégua humanitária entre Israel e o Hamas, que estão em conflito desde Outubro do ano passado.
O objectivo é permitir a vacinação de crianças na Faixa de Gaza contra a poliomielite, uma doença altamente contagiosa que representa uma grave ameaça para a saúde pública na região.
António Guterres, secretário-geral da ONU, destacou a gravidade da situação e afirmou que a organização está pronta para imunizar mais de 640 mil crianças palestinianas com idades até aos 10 anos.
Guterres sublinhou que 1,6 milhão de doses da vacina já foram disponibilizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com a previsão de que a campanha de vacinação tenha início entre o final de Agosto e o início de Setembro.
“A poliomielite não respeita fronteiras, nem espera por oportunidades. Prevenir e conter a sua propagação exigirá um esforço coordenado, urgente e de grande escala”, reforçou Guterres, apelando à necessidade de uma trégua humanitária para viabilizar esta ação crucial.
Tedros Adhanom, director-geral da OMS, também apoiou a proposta, enfatizando a importância das pausas humanitárias. “Pausas humanitárias são essenciais para que as vacinas, que podem salvar vidas, cheguem a todas as crianças que delas necessitam. Pedimos a todas as partes envolvidas que implementem pausas humanitárias de sete dias durante cada fase da campanha. No entanto, a melhor vacina para todas as crianças em Gaza é, sem dúvida, a paz”, escreveu Tedros em um comunicado.
Este apelo por um cessar-fogo para a vacinação contra a poliomielite ocorre num contexto de esforços diplomáticos contínuos para encontrar uma solução para o conflito, que já se arrasta há mais de 10 meses.
Recentemente, mediadores do Catar, Estados Unidos e Egito reuniram-se em Doha com representantes de Israel para discutir a paz na Faixa de Gaza. Contudo, apesar do optimismo manifestado na declaração conjunta divulgada após o encontro, a situação permanece incerta e sem uma resolução imediata à vista.
Mety Gondola, Secretário de Estado do Ensino Técnico-Profissional, comprometeu-se a processar judicialmente todos os institutos técnico-profissionais que operam ilegalmente no país.
Gondola afirma que o governo está decidido a responsabilizar criminalmente os responsáveis por estas instituições não autorizadas e garantir que todos os formandos afectados sejam realocados para escolas legítimas.
Em declarações recentes, Gondola sublinhou que “um ladrão deve ser tratado como tal. Se alguém abre uma instituição sem a devida autorização, está a cometer um crime, enganando as pessoas. Precisamos fechar essas instituições e os responsáveis devem ser perseguidos criminalmente, o que já está a cargo da Procuradoria.”
O Secretário de Estado garantiu que o Governo está a trabalhar para encontrar alternativas credíveis para os alunos prejudicados pelo encerramento dessas instituições. “Quando fechamos uma instituição, não podemos deixar os estudantes sem opções. O nosso objectivo é redireccionar esses alunos para outras instituições devidamente acreditadas. Além disso, é fundamental que promovamos as instituições que estão devidamente certificadas,” afirmou Gondola.
Gondola destacou também os avanços no processo de certificação de instituições, revelando que, apenas este ano, foram entregues mais de 14 mil certificados. “Em 2019, foram entregues 19.275 certificados. Este número é um reflexo do nosso esforço contínuo para melhorar a qualidade do ensino técnico-profissional no país,” concluiu o Secretário de Estado.
As declarações de Mety Gondola foram feitas durante o IV Conselho Coordenador, realizado na província de Maputo, um evento destinado a aprimorar as estratégias do sector para um melhor atendimento ao público.
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