Mais uma vez, as negociações para estabelecer um cessar-fogo entre Israel e o Hamas resultaram em fracasso. O grupo palestiniano acusou Benjamin Netanyahu de obstruir os esforços de paz na Faixa de Gaza, impedindo o avanço das negociações.
Num comunicado divulgado após o término das negociações na sexta-feira (16) em Doha, no Catar, o Hamas declarou que a proposta apresentada pelos mediadores “responde às condições de Netanyahu e está alinhada com elas”, o que o grupo considera inaceitável.
As discussões, que contaram com a mediação do Catar, dos Estados Unidos e do Egito, tiveram a participação de representantes israelitas. No entanto, o Hamas optou por não enviar uma delegação ao encontro, justificando a decisão pela falta de novos elementos que garantissem a implementação de um plano anteriormente proposto pelo presidente norte-americano, Joe Biden.
Segundo o Hamas, a proposta mais recente falha em abordar questões fundamentais que o grupo tem reivindicado, como um cessar-fogo permanente na Faixa de Gaza e a retirada das tropas israelitas do território. Apesar das declarações dos mediadores, que asseguraram que a proposta apresentada preenchia as “lacunas remanescentes” para a implementação do cessar-fogo, o grupo palestiniano manteve-se firme nas suas exigências.
Após o encerramento das negociações, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, expressou satisfação com a proposta, incitando os mediadores a pressionarem o Hamas a aceitar o acordo.
O Hamas, por sua vez, reiterou o seu compromisso com o acordo firmado em 2 de Julho, que, segundo o grupo, baseia-se na declaração de Biden e na resolução do Conselho de Segurança. No comunicado divulgado no fim-de-semana, o grupo apelou aos mediadores que façam valer as suas responsabilidades e garantam que Israel cumpra o que foi acordado.
Até ao momento, o governo israelita não emitiu nenhum comentário oficial sobre a rejeição do Hamas à nova proposta de paz para Gaza.














