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Segunda-feira, Agosto 3, 2026
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Homem recusa comprar anel de noivado de 10 mil euros, alegando que namorada não justifica o custo

Um jovem de 26 anos gerou polémica ao recusar comprar um anel de noivado no valor de aproximadamente 10 mil euros para a namorada, alegando que ela “não vale a pena”.

A situação veio à tona num post partilhado no fórum Am I A**hole no Reddit, onde o homem explicou os motivos por trás da sua decisão controversa.

Segundo o relato publicado pelo The Independent, o casal enfrentava crescentes discussões, sendo a discordância sobre o anel de noivado um dos pontos de conflito. O homem, que descreve ter um emprego bem remunerado e ter economizado ao longo do tempo, expressou reservas em fazer um investimento significativo devido ao seu background financeiro menos favorecido em comparação com o da namorada.

“A minha [namorada], embora tenha tido uma boa educação, não valoriza muito as coisas materiais. Nunca mostrou interesse em marcas de designer, raramente compra roupa nova e as jóias que possui foram-lhe oferecidas”, explicou o homem no seu post.

Quando confrontado com o desejo da namorada por um anel de diamante genuíno, com modelos variando entre 6.500 e 10.000 dólares, o homem manifestou a sua recusa em realizar uma compra tão dispendiosa. Esta posição resultou numa intensa discussão entre o casal, com a namorada a expressar desapontamento e a argumentar que o valor não era excessivo.

“Disse-lhe que não estava disposto a gastar tanto”, afirmou o homem, descrevendo a reacção da namorada como genuinamente irritada com a sua recusa.

A situação provocou um debate significativo na comunidade online sobre questões de expectativas financeiras e valores pessoais dentro das relações. Enquanto alguns utilizadores do fórum apoiaram a decisão do homem, destacando a importância da responsabilidade financeira, outros criticaram a sua abordagem considerando-a insensível aos desejos e expectativas da parceira.

Este incidente sublinha a complexidade das dinâmicas de relacionamento, onde as percepções de valor e investimento financeiro podem desempenhar um papel crucial na tomada de decisões importantes, como a compra de um anel de noivado.

Conflito entre mulher de Pedro Sánchez e juiz espanhol aprofunda-se

O advogado da arguida, Begoña Gómez, insiste que o juiz ainda não revelou o “elemento essencial” pelo qual a mulher do presidente espanhol é acusada.

A guerra entre a mulher de Pedro Sánchez, Begoña Gómez, e o juiz Juan Carlos Peinado, que a está a investigar por corrupção empresarial e tráfico de influências, está a intensificar-se.

Segundo a imprensa espanhola, a defesa da mulher do presidente acusa agora directamente o juiz de violar várias normas nacionais e internacionais, incluindo a própria Constituição espanhola, por não esclarecer exactamente de que é que acusa a arguida.

Este desenvolvimento surge após o Ministério Público Europeu ter exigido a apresentação da parte central do processo: os contractos milionários da administração central com o empresário Juan Carlos Barrabés, que teria sido recomendado por Gómez.

As denúncias das alegadas irregularidades por parte do juiz constam de uma missiva apresentada esta terça-feira em resposta ao último despacho de Peinado, no qual este confirmou que Gómez continua a ser acusada neste processo.

O juiz argumentou que, após a inibição a favor da justiça europeia, existem ainda “dois outros blocos” em investigação, depois de ter recebido “novos documentos”. No entanto, em nenhum momento da resolução o investigador deu uma única pista sobre o que são essas duas novas linhas de investigação.

Recorde-se que na denúncia contra Begoña Gómez, apresentada por uma associação conotada com a extrema-direita, estavam em causa ligações da mulher de Pedro Sánchez a empresas privadas que receberam apoios públicos durante a crise da pandemia de Covid-19 ou assinaram contractos com o Estado quando o marido já era primeiro-ministro.

Tennessee aprova pena de morte para crimes de estupro infantil, contrariando precedentes

O governador do Tennessee, Bill Lee, sancionou uma nova legislação que permite a imposição da pena de morte em casos de condenação por estupro infantil, com a lei entrando em vigor a partir de 1º de julho.

Esta medida, apesar de controversa e contrária à orientação estabelecida pela Suprema Corte dos Estados Unidos, marca um posicionamento assertivo do estado na penalização de crimes graves.

A legislação assinada pelo governador republicano autoriza a aplicação da pena capital para adultos condenados por estupro de crianças, oferecendo também a alternativa de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Essa iniciativa segue um movimento recente em outros estados americanos, como a Flórida, que aprovou uma medida semelhante sob a liderança do governador Ron DeSantis.

No entanto, a nova lei enfrenta desafios significativos devido ao precedente estabelecido pela Suprema Corte, que historicamente considera a pena de morte inconstitucional para crimes que não resultam em homicídio. Apesar disso, o actual clima político e jurídico nos Estados Unidos sugere que questões de longa data, como a revisão de decisões judiciais passadas, estão sendo reavaliadas.

Os defensores da legislação argumentam que a pena de morte pode servir como um dissuasor eficaz contra crimes extremamente graves, especialmente em casos envolvendo múltiplas vítimas ou circunstâncias particularmente chocantes. Por outro lado, críticos apontam para os riscos de injustiça racial e económica associados à aplicação rigorosa de penas severas, além do impacto psicológico adicional que poderia ser infligido às vítimas, muitas das quais têm laços familiares com os agressores.

À medida que o debate sobre a eficácia e a ética da pena de morte continua, a implementação desta nova legislação no Tennessee promete provocar discussões intensas e potencialmente moldar futuras decisões judiciais sobre o tema. A controvérsia em torno dessa medida reflete a complexidade dos desafios enfrentados pelos sistemas legais ao tentar equilibrar a justiça com a sensibilidade às circunstâncias individuais dos casos criminais.

Banco de Moçambique facilita investimento estrangeiro e internacional

O Banco de Moçambique anunciou a remoção de barreiras ao investimento estrangeiro e aos investimentos de residentes no exterior, incluindo o comércio internacional, aumentando para um milhão de dólares o limite anual sem necessidade de autorização prévia.

Em Maputo, o Banco Central esclareceu que estas mudanças decorrem de novos normativos cambiais, que já estão em vigor, e visam facilitar o investimento estrangeiro em Moçambique, bem como os investimentos de residentes no exterior.

Além disso, pretendem simplificar a realização do comércio internacional, criando mecanismos de flexibilização das operações cambiais através da liberalização gradual da conta capital.

No que diz respeito ao Investimento Directo Estrangeiro, Investimento no Estrangeiro, operações sobre certificados de participação em organismos de investimento colectivo e operações sobre títulos e outros instrumentos transaccionados no mercado de capitais fora de bolsa, o Banco de Moçambique exemplifica que os valores que podem ser realizados sem prévia autorização passaram de 250 mil dólares para um milhão de dólares anuais.

Foi também estabelecida a obrigatoriedade de pagamentos em moeda nacional em todas as transacções domésticas no país e a harmonização dos vários regimes cambiais especiais vigentes, especialmente nos projectos de exploração mineira e de hidrocarbonetos, sem comprometer os compromissos já assumidos nessa área.

Estas alterações à Lei Cambial e à legislação sobre normas e procedimentos para operações cambiais, bem como aos regimes de Liberalização de Operações de Capitais e Outras Operações Cambiais e do Repatriamento e Conversão das Receitas de Exportação de Bens, Serviços e de Rendimentos de Investimentos do Exterior, têm como objetivo, segundo o Banco de Moçambique, aumentar a celeridade nas operações cambiais, garantir maior influxo de capitais externos e maior disponibilidade de divisas. Pretende-se ainda promover a valorização da moeda nacional e a criação de um mercado cambial estável, dinâmico e robusto.

Com os novos normativos aprovados, o Banco Central reafirma o seu papel enquanto autoridade cambial, visando legitimar a sua intervenção e atribuir competências claras em matérias cambiais, garantindo a tempestividade da regulamentação cambial.

Esta passa a ser realizada através de avisos do governador, reconhecendo que a matéria cambial é bastante dinâmica e exige intervenção permanente e em tempo útil da autoridade para corrigir qualquer situação anómala que possa distorcer o funcionamento do mercado.

Viaduto em construção na estrada Machava Km 15-Nkobe para melhorar escoamento de água

No município da Matola, estão em curso os trabalhos de construção de um viaduto na estrada Machava Km 15-Nkobe, projectado para melhorar significativamente o escoamento das águas pluviais durante a próxima época chuvosa e ciclónica.

As obras, que começaram recentemente, têm como objetivo principal evitar a concentração das águas pluviais que frequentemente resultam em inundações tanto nas residências locais como na própria via, que já esteve interditada devido às condições adversas do tempo.

Os residentes da área de Machava Km 15 acolheram positivamente a iniciativa, reconhecendo a importância do projecto para mitigar os problemas causados pelas inundações. No entanto, há uma expectativa cautelosa quanto à eficácia das medidas propostas. Alguns residentes expressaram preocupações de que a construção da ponte e a instalação de condutas possam não ser suficientes para resolver completamente a questão das inundações na região.

A construção deste viaduto representa um passo significativo para melhorar a infraestrutura urbana e aumentar a resiliência da comunidade local face aos eventos climáticos extremos. Além de facilitar o fluxo das águas pluviais, espera-se que a nova estrutura contribua para a segurança e o bem-estar dos residentes, promovendo um ambiente urbano mais seguro e sustentável.

Este projecto é parte dos esforços contínuos das autoridades locais para fortalecer a infraestrutura de drenagem e mitigar os impactos das mudanças climáticas, proporcionando um futuro mais seguro e resiliente para todos os habitantes da área de Machava Km 15.

Homem de 57 anos resgatado dos escombros após explosão em Middlesbrough

Uma vítima de 57 anos foi hospitalizada com queimaduras graves após ser retirada dos escombros de uma casa destruída por uma explosão em Middlesbrough, Inglaterra.

Populares que ouviram os seus gritos de socorro conseguiram resgatar o homem. Segundo informações da Sky News, três jovens ouviram os gritos e puxaram a vítima, que depois foi carregada por um carpinteiro que passava pelo local.

A explosão ocorreu por volta das 12h40 e as autoridades acreditam que a causa tenha sido uma fuga de gás. A casa onde o homem foi encontrado ficou completamente destruída e outras habitações nas proximidades sofreram danos graves. No total, 12 casas foram afectadas e os residentes foram informados de que não poderiam regressar às suas casas após o incidente.

O local foi rapidamente isolado e contou com a presença de pelo menos três ambulâncias, quatro carros de bombeiros e cinco carrinhas de engenheiros de gás para lidar com a emergência.

Confrontos em protesto no Quénia contra novos impostos parlamentares

A polícia queniana usou gás lacrimogéneo e deteve pelo menos três pessoas durante um protesto realizado em frente ao parlamento queniano. Este protesto visava contestar uma proposta que introduziria novos impostos no país.

A proposta de orçamento para o período de 2024-2025 é notável pelo seu aumento recorde nos níveis de despesa pública no Quénia, um país da África Oriental. A primeira parte do orçamento, focada nas despesas, foi aprovada pelo parlamento, onde o Presidente William Ruto detém maioria. No entanto, a parte referente às receitas, que inclui um imposto anual de 2,5% sobre veículos particulares e a reintrodução do IVA sobre o pão, tem gerado críticas intensas.

Durante o protesto, pelo menos três pessoas foram detidas, conforme relatado pela agência de notícias France-Presse (AFP). A polícia, em grande número, deslocou-se para o parlamento e para o centro da capital, usando gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes.

O movimento de protesto, conhecido como ‘Ocupar o Parlamento’, teve origem nas redes sociais, onde um activista divulgou os contactos dos deputados, instando o público a contactá-los e a pressioná-los a votar contra o projecto de orçamento. A política fiscal do Presidente Ruto tem sido alvo de críticas desde a sua eleição em Agosto de 2022, especialmente por aumentos de impostos como o imposto sobre o rendimento e o IVA sobre a gasolina.

O Quénia, uma das economias de crescimento mais rápido na África Oriental, enfrenta desafios económicos significativos, incluindo uma inflação homóloga de 5,1% em Maio, com aumentos particularmente acentuados nos preços dos alimentos e combustíveis. As previsões do Banco Mundial indicam um abrandamento no crescimento do PIB para 5% este ano, após um crescimento de 5,6% em 2023.

Os protestos contra as políticas fiscais do governo refletem uma preocupação generalizada com o impacto destas medidas nas condições de vida da população, numa altura em que o país enfrenta desafios económicos e sociais consideráveis.

Homem de 61 anos morre carbonizado dentro do carro na Matola

Na manhã de domingo, um homem de 61 anos morreu de forma trágica na Matola, ao ser encontrado carbonizado dentro do seu próprio carro.

Testemunhas relataram à Miramar que o veículo, estacionado na via pública, foi subitamente consumido por chamas. Ao tentarem apagar o fogo, perceberam que o condutor estava no interior do automóvel.

A família da vítima informou que o homem saiu de casa por volta das 5 horas da manhã e, uma hora depois, foi encontrado carbonizado nas proximidades da sua residência.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) já removeu o corpo e está a conduzir investigações para esclarecer as circunstâncias do incidente.

Agentes da Migração de Manica torturados por segurança em mina de ouro no Zimbabwe

Um grupo de sete agentes da Migração de Manica, Moçambique, foi vítima de tortura por parte de seguranças de uma mina de ouro no Zimbabwe, onde alegadamente tentavam extorquir cidadãos chineses. Os funcionários já haviam reportado sua detenção no local.

O caso, que promete ter repercussões significativas, veio a público através de um relatório do comando distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) de Manica. O documento detalha os eventos ocorridos numa mina de ouro no Zimbabwe, resultando na detenção dos agentes de migração.

Segundo o relatório, no dia 14 de Junho de 2024, entre as 9h00 e as 14h00, uma equipa composta pela Polícia de Protecção, Polícia de Fronteira, SERNIC e Migração dirigiu-se ao Posto Administrativo de Machipanda, na localidade de Maridza, povoado de Nhamucurara. O objectivo era investigar as razões que levaram à tortura dos membros do Serviço Nacional de Migração (SENAMI) por agentes de segurança privada da empresa PREMSES PROTECTED BY SAVALI, dedicada à exploração de minérios.

O relatório indica que os funcionários foram detidos por terem entrado na mina sem autorização e, posteriormente, brutalmente torturados. “O chefe de segurança já foi identificado e explicou à comitiva que, no referido dia, os membros do SENAMI chegaram à mina e, ao solicitar a abertura da cancela, tiveram o pedido recusado. Em seguida, um dos membros do SENAMI, não identificado, abriu a cancela na presença do segurança, permitindo a entrada do grupo no recinto,” refere o documento.

Após a entrada não autorizada, os agentes do SENAMI foram algemados pela equipa de segurança da mina. “Indagaram ao segurança sobre a presença de cidadãos chineses na mina. Indignado com a situação, o responsável pela segurança accionou o alarme para alertar os demais trabalhadores e, como medida de segurança, decidiu algemar os membros do SENAMI para averiguar a razão da sua presença no local, uma vez que a entrada não havia sido permitida.”

Os eventos ocorreram no lado zimbabweano, a quatro quilómetros do marco EN6, uma via que marca a fronteira entre Moçambique e Zimbabwe. A comissão de inquérito concluiu que houve um excesso de zelo por parte dos seguranças da mina e que os membros do SENAMI entraram no recinto da mina localizada em território zimbabweano sem permissão.

Este incidente levanta questões sobre a jurisdição e os procedimentos de segurança nas áreas de fronteira, bem como sobre as relações entre as autoridades de Moçambique e do Zimbabwe.

Renamo revela candidatos para eleições provinciais e legislativas em Moçambique

A Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, anunciou os seus candidatos para encabeçar as listas provinciais nas assembleias provinciais e para deputados na Assembleia da República.

Durante uma conferência de imprensa, o porta-voz da Renamo, José Manteigas, informou que o partido conduziu conferências distritais e provinciais para eleger os candidatos principais das listas provinciais. Os nomes escolhidos incluem Orlando José Leite e Sousa para a província do Niassa, Ângela Maria Eduardo para Cabo Delgado, Abiba Aba Linha para Nampula, Manuel António Alculete Lopes de Araújo para Zambézia, Saimone Macuiana para Manica, André Joaquim Magibire para Sofala, Elvino Ferrão para Tete, João Paulo Inácio Rego para Inhambane, Félix Felisberto Tivane para Gaza, e António Muchanga para Maputo.

Além da apresentação dos candidatos, José Manteigas expressou descontentamento com o recente aumento das tarifas pelas operadoras de telefonia móvel, considerando-as elevadas e em violação de decretos governamentais. Ele destacou que tais aumentos estão a dificultar o acesso ao conhecimento e à informação, especialmente para estudantes e outros cidadãos.

O porta-voz da Renamo criticou também o Presidente da República, Filipe Nyusi, acusando-o de utilizar recursos estatais para fins políticos e de prejudicar a independência das instituições do Estado ao favorecer candidatos da Frelimo em eventos públicos. Esta ação, segundo Manteigas, compromete a imparcialidade e integridade da presidência.

Neste contexto, a Renamo instou o governo e a entidade reguladora a tomarem medidas para garantir que o acesso aos meios de informação e tecnologia seja facilitado segundo a legislação vigente, promovendo assim o conhecimento e a informação acessível a todos os cidadãos.

Este anúncio reflete a preparação e a estratégia da Renamo para as eleições provinciais e legislativas, reafirmando o seu compromisso com a participação democrática e a defesa dos direitos dos moçambicanos.

Mulher condenada a 29 anos por injectar silicone em vez de ácido hialurónico

A falsa médica actuava sem qualquer formação e cobrava 150 euros na primeira sessão e 50 na segunda.

Uma mulher que se fazia passar por médica foi condenada a 29 anos e sete meses de prisão por injectar silicone em 37 mulheres, enganando-as ao fazê-las acreditar que se tratava de ácido hialurónico. Os crimes ocorreram na ilha espanhola de Gran Canária entre 2016 e 2019.

Segundo o jornal La Voz de Galicia, os tratamentos fraudulentos eram realizados na residência da falsa médica ou num bungalow próximo da praia. Além da pena de prisão, a mulher foi condenada a pagar uma multa de 4.500 euros e a indemnizar as vítimas com um total de 181.000 euros pelo crime de intrusão profissional.

Durante o julgamento, ficou provado que a mulher não possuía “qualquer formação específica” para realizar os procedimentos estéticos.

Os tratamentos eram agendados através do WhatsApp e ocorriam em duas sessões. Na primeira sessão, onde era injectado o silicone líquido, o custo era de 150 euros. A segunda sessão, destinada a retoques, custava 50 euros. As seringas já estavam preparadas antes da chegada das pacientes.

Posteriormente, as mulheres começaram a sentir desconforto, como “um inchaço excessivo”. A falsa médica assegurava que isso era normal e aconselhava as pacientes a massajarem os lábios e a aplicarem gelo.

Governo do Niassa desencoraja venda informal de combustíveis ao longo das rodovias

Lina Portugal, Secretária de Estado no Niassa, expressou preocupação com a venda informal de combustíveis fósseis e lubrificantes ao longo das principais rodovias da província, destacando os riscos para a segurança e a higiene pública. 

A governante alertou para os frequentes incidentes de incêndios causados pela manipulação inadequada de combustíveis líquidos como gasóleo e gasolina, resultando em perdas humanas e danos materiais significativos.

Durante a inauguração de uma nova estação de abastecimento de combustíveis e lubrificantes no posto administrativo de Mussa, no distrito de Chimbunila, Portugal incentivou os condutores a abastecerem apenas em locais autorizados. Ela salientou que adquirir combustível em pontos recomendados não só promove a segurança, mas também ajuda a evitar tragédias que podem causar danos às infraestruturas sociais.

O posto administrativo de Mussa, estrategicamente localizado ao longo da Estrada Nacional 14, que conecta Lichinga a Pemba, tem sido um ponto crítico de movimento de pessoas e veículos nos últimos tempos. Antes da construção desta nova infraestrutura, os condutores de Chimbunila precisavam percorrer cerca de 30 quilómetros até Lichinga para reabastecer, o que agora pode ser feito localmente.

O investimento público nesta estação, avaliado em 35,8 milhões de meticais, visa não só facilitar o acesso a combustíveis essenciais para a população local, mas também promover a segurança e a economia na região. A iniciativa faz parte dos esforços contínuos do governo para melhorar as condições de vida e promover o desenvolvimento sustentável nas áreas rurais do Niassa.

Árbitros suspensos por decisões controversas em Moçambola e Futsal

A Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF) anunciou a suspensão dos árbitros envolvidos na partida entre o Baía de Pemba e o Ferroviário de Maputo, referente à 3ª jornada do Moçambola 2024.

As penalizações foram divulgadas através de um comunicado da Federação Moçambicana de Futebol, reflectindo as decisões da direcção da CNAF.

Detalhes das Suspensões no Moçambola

No jogo ocorrido a 5 de Maio, um golo do Ferroviário de Maputo, que teria empatado o jogo, foi anulado por suposto fora-de-jogo, gerando controvérsia. Em resposta, a CNAF decidiu suspender três dos quatro árbitros envolvidos:

  1. Paulo Afito, árbitro principal: Suspensão de 90 dias, conforme o artigo 108º, alínea f), e artigo 59º, alínea a), do Regulamento de Arbitragem.
  2. Momed Tembe, 1º árbitro assistente: Suspensão de 180 dias, conforme o artigo 108º, alínea f), e artigo 59º, alínea a), do Regulamento de Arbitragem.
  3. Chabane Wisso, 4º árbitro: Suspensão de 60 dias, conforme o artigo 108º, alínea f), e artigo 59º, alínea a), do Regulamento de Arbitragem.
  4. Hamito Romão, assessor dos árbitros: Suspensão de 45 dias, conforme o artigo 108º, alínea f), e artigo 59º, alínea a), do Regulamento de Arbitragem.

As suspensões têm efeito desde 16 de Maio, impedindo os árbitros de exercer qualquer atividade ligada à Comissão Provincial de Árbitros de Futebol (COPAF) à qual pertencem. No entanto, foi reconhecido que todos possuem antecedentes de bom comportamento e são infractores primários. O segundo árbitro assistente, Macário Gaveto, foi absolvido por não ter tido oportunidade de intervir nas decisões polémicas do jogo.

Suspensões no Futsal

A CNAF também suspendeu dois árbitros do Campeonato Nacional de Futsal devido a actuações no ano passado:

  1. Alcides Dombe, árbitro assistente de 1ª Categoria Nacional: Suspensão de um ano, conforme o artigo 108º, alínea g), e artigo 155º, do Regulamento de Arbitragem.
  2. Lúcio Namarroi, árbitro assistente de 1ª Categoria Nacional: Suspensão de um ano, conforme o artigo 108º, alínea g), e artigo 155º, do Regulamento de Arbitragem.

Ambos foram penalizados por reincidência em questões disciplinares e falta de colaboração durante o processo de instrução. No entanto, foram reconhecidos pelo contributo positivo ao longo das suas carreiras no futebol de 11, Futebol de Praia e Futsal. As suspensões começaram a 25 de Janeiro e aplicam-se também aos jogos organizados pela COPAF.

Estas decisões sublinham o compromisso da Federação Moçambicana de Futebol com a integridade e a justiça nas competições, visando garantir a transparência e a credibilidade da arbitragem desportiva em Moçambique.

Recém-nascida baleada na barriga da mãe operada com sucesso

Uma bebé prematura de 32 semanas, atingida por um disparo na barriga da mãe, no Maranhão, Brasil, foi submetida a uma cirurgia na sua perna esquerda, realizada com sucesso na segunda-feira (17).

Segundo o site G1, a operação decorreu sem complicações. A menina encontra-se estável, assim como a sua mãe, de 15 anos.

Ambas estão a recuperar na Unidade de Cuidados Intensivos da Maternidade de Alto Risco de Imperatriz.

O incidente levou a adolescente a passar por um parto de emergência, após ter sido alvo de disparos em Imperatriz, no último domingo, juntamente com o namorado, de 20 anos, cujo estado de saúde ainda não foi divulgado pelo G1.

As autoridades estão a investigar o caso, que, segundo informações preliminares, pode estar ligado ao tráfico de drogas, segundo o mesmo veículo de comunicação brasileiro.

Aumenta para 577 o número de mortos durante a peregrinação a Meca

O número de mortos durante o Hajj, a maior peregrinação muçulmana a Meca, na Arábia Saudita, subiu para 577, mais do dobro do ano passado, segundo a agência France-Presse (AFP).

Dos 577 mortos registados a partir de várias fontes oficiais, pelo menos 323 eram peregrinos egípcios, a maioria dos quais faleceu devido a doenças relacionadas com o calor, conforme informaram dois diplomatas árabes à AFP. “Todos morreram de doenças relacionadas com o calor”, excepto um peregrino que sucumbiu após ser ferido num movimento de multidão, indicou um dos diplomatas, acrescentando que o número total de mortos foi recolhido da morgue de um hospital no bairro de Al-Muaisem, em Meca.

Além dos egípcios, pelo menos 60 jordanos também morreram, um número superior aos 41 mortos anteriormente anunciados pelas autoridades de Amã. A Tunísia relatou a morte de 35 peregrinos tunisinos devido às elevadas temperaturas.

No ano passado, o número total de mortos durante a peregrinação foi de pelo menos 240, embora muitos países não tenham especificado o número exacto de casos relacionados com o calor, segundo a AFP.

A peregrinação anual, uma das maiores reuniões religiosas do mundo, ocorreu novamente este ano durante o verão, uma das estações mais quentes na Arábia Saudita, com temperaturas que atingiram 51,8 graus Celsius em Meca, a cidade mais sagrada do Islão.

As autoridades sauditas trataram mais de 2.000 peregrinos por stress térmico, mas não forneceram informações sobre o número de mortes. Em contrapartida, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Jordânia informou que emitiu 41 autorizações para enterrar peregrinos em Meca. O comunicado da Jordânia, citado pela AFP, refere que as autoridades estão “a seguir os procedimentos de enterro dos peregrinos jordanos que morreram durante o Hajj após sofrerem uma insolação”.

A Arábia Saudita alertou esta manhã para os riscos das temperaturas extremas em Meca, onde mais de uma dúzia de mortes relacionadas com o calor foram confirmadas durante a principal peregrinação muçulmana deste ano, que reuniu 1,8 milhões de peregrinos, dos quais 1,6 milhões vieram do estrangeiro.

Mais de 2.700 casos de exaustão por calor foram registados no último domingo, informou o Ministério da Saúde saudita, no final da peregrinação. As temperaturas atingiram 51,8 graus Celsius em Meca, no dia de hoje, tornando a cidade um local particularmente desafiador para os peregrinos.

Escola Secundária Joan Chissano cria revolta ao obrigar alunos a cortarem “mexas”

A Escola Secundária Joaquim Chissano está no centro de uma controvérsia devido à imposição de medidas disciplinares que obrigam as alunas a cortarem as mechas compridas e os rapazes a cortarem o cabelo. Um vídeo amador mostra funcionárias da escola cortando as mechas das alunas com tesoura, enquanto os rapazes têm seus cabelos raspados.

A medida, aplicada na entrada da escola ou mesmo nas salas de aula, tem gerado protestos entre os alunos e alguns encarregados de educação. Alguns estudantes tiveram que abandonar as aulas com receio das tesouras, temendo a imposição da regra.

“Avisaram-nos hoje e já estavam a cortar”, lamentou um dos alunos afectados, destacando que o regulamento interno não menciona explicitamente a obrigatoriedade de cortar as mechas compridas ou cabelo.

A situação é ainda mais polémica devido ao fato de que não todos os alunos são afectados pela medida. Alguns conseguem entrar na escola mediante o pagamento de 5 a 10 meticais ao guarda, levantando questões sobre equidade e aplicação das normas.

A nossa equipa de reportagem tentou obter um esclarecimento da direcção da escola, porém, o acesso ao recinto escolar foi impedido por um grupo militar presente no local.

Esta situação levanta debates sobre os limites das medidas disciplinares nas escolas e como são comunicadas e aplicadas aos alunos.

 

Moradores de Chamanculo revoltados com acúmulo de lixo

Moradores do bairro de Chamanculo, na cidade de Maputo, estão enfrentando uma situação preocupante com o acúmulo de resíduos sólidos não recolhidos há meses, levantando críticas contundentes sobre a gestão municipal e o uso dos impostos locais.

A comunidade, indignada, descreve o ambiente como uma “lixeira a céu-aberto”, com lixo espalhado pelas ruas e até mesmo próximo ao posto policial local. Residentes denunciam que a situação tem contribuído para a proliferação de doenças entre os moradores, incluindo preocupações com possíveis surtos de cólera devido à falta de higiene.

Senhora Esperança, uma moradora que acompanha a situação de longe, expressou sua angústia com a situação que quase invadiu sua própria casa. “Tive medo de voltar para casa para visitar minha mãe devido ao lixo e da água. Meu filho me enviou um vídeo há três meses, mostrando o lixo entrando em nossa casa”, relatou.

Os moradores se sentem desvalorizados pelo governo local, questionando a eficácia dos impostos pagos regularmente. “Pago impostos anualmente e taxas adicionais, incluindo a taxa de lixo. Onde está sendo aplicado esse dinheiro?”, questiona um dos residentes.

A via pública está cada vez mais comprometida devido ao acúmulo de lixo, dificultando a mobilidade e comprometendo até mesmo a operação do posto policial local. “O campo e o posto estão sendo afectados. Não há espaço para as crianças brincarem, e nossa segurança também está comprometida”, lamentou outro morador.

Apesar das frequentes reclamações à autarquia local, até o momento não houve ação efectiva para a remoção dos resíduos sólidos. Os vereadores locais foram contactados, mas alegam estar com agendas sobrecarregadas para lidar com a questão urgentemente.

Estudantes de medicina na UniZambeze queixam-se de falta de contratos de estágio

Mais de 40 estudantes do sexto ano do curso de Medicina Geral na Faculdade de Ciências de Saúde da Universidade Zambeze, em Tete, denunciam a falta de cumprimento dos seus direitos, especialmente no que diz respeito às remunerações de estágio. Os estudantes acusam a direcção da faculdade de ameaçar com declarações em vez de formalizar contractos, conforme estabelecido por lei.

Os estudantes, que se preparavam para iniciar o estágio integrado de práticas clínicas no ano lectivo de 2024, afirmam que, segundo o Decreto n.º 58/2012 de 8 de Dezembro, deveriam receber um salário mensal equivalente a 80% do vencimento base da carreira médica generalista durante o estágio. No entanto, a faculdade exige que assinem declarações em vez de contractos, o que os estudantes consideram uma violação dos seus direitos.

“Estamos a ser pressionados para ir ao estágio sem contractos assinados, o que compromete nossos direitos”, afirmou um dos estudantes afectados. Eles destacam que outras universidades, como a Universidade Eduardo Mondlane, não enfrentam problemas semelhantes, o que aumenta a sua preocupação.

Os estudantes apelam à intervenção das autoridades competentes para resolver esta situação, que afecta directamente o seu futuro profissional. A equipa de reportagem tentou contactar a direcção da faculdade para esclarecimentos, mas até o momento não obteve resposta.

Esta controvérsia destaca as tensões crescentes entre os estudantes e a administração da Universidade Zambeze, com implicações significativas para o cumprimento dos direitos estudantis e a aplicação da legislação vigente.

Presidente Nyusi promulga novas leis de probidade pública e de revisão do Tribunal Administrativo

Nesta Terça-feira (19), o Presidente da República, Filipe Nyusi, promulgou e ordenou a publicação da Lei de Probidade Pública e da Lei que revê a organização, funcionamento e processo da Secção de Contas Públicas do Tribunal Administrativo.

Estas leis, recentemente aprovadas pela Assembleia da República, passaram pelo crivo do Chefe de Estado, que assegurou que não violam a Lei Fundamental do país, conforme comunicado recebido pela nossa redacção.

A promulgação destas leis marca um passo importante na legislação moçambicana, visando fortalecer a transparência e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos. A Lei de Probidade Pública visa promover uma conduta ética e íntegra por parte dos agentes públicos, enquanto a revisão da legislação do Tribunal Administrativo visa aprimorar os mecanismos de prestação de contas e fiscalização financeira.

Estas medidas refletem o compromisso do governo em fortalecer as instituições e promover uma administração pública eficiente e responsável.

Presidente da República inaugura projecto de água

O Presidente da República, Filipe Nyusi, marcou um dia histórico para o distrito de Nhamatanda, na província de Sofala, ao inaugurar uma nova fonte de água que beneficiará cerca de 80.000 pessoas.

Localizado no posto administrativo de Tica, este projecto promete melhorar significativamente a qualidade de vida da comunidade local, que anteriormente enfrentava dificuldades no acesso à água potável.

“Os nossos irmãos tinham problemas. Tinham que ir buscar água longe ou cavar poços de água de qualidade duvidosa. Este sistema moderno de abastecimento de água foi projectado para durar muito tempo e servir ainda mais pessoas no futuro”, afirmou o Presidente durante a inauguração, enquanto a comunidade local celebrava a chegada da água.

Os residentes expressaram grande satisfação com o projecto, destacando que há muito tempo enfrentavam dificuldades, como o risco de crocodilos ao buscar água no rio próximo. “A água finalmente chegou. Estamos muito felizes. É um desenvolvimento significativo para a nossa zona e para o distrito em geral”, disse um morador local.

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