A polícia queniana usou gás lacrimogéneo e deteve pelo menos três pessoas durante um protesto realizado em frente ao parlamento queniano. Este protesto visava contestar uma proposta que introduziria novos impostos no país.
A proposta de orçamento para o período de 2024-2025 é notável pelo seu aumento recorde nos níveis de despesa pública no Quénia, um país da África Oriental. A primeira parte do orçamento, focada nas despesas, foi aprovada pelo parlamento, onde o Presidente William Ruto detém maioria. No entanto, a parte referente às receitas, que inclui um imposto anual de 2,5% sobre veículos particulares e a reintrodução do IVA sobre o pão, tem gerado críticas intensas.
Durante o protesto, pelo menos três pessoas foram detidas, conforme relatado pela agência de notícias France-Presse (AFP). A polícia, em grande número, deslocou-se para o parlamento e para o centro da capital, usando gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes.
O movimento de protesto, conhecido como ‘Ocupar o Parlamento’, teve origem nas redes sociais, onde um activista divulgou os contactos dos deputados, instando o público a contactá-los e a pressioná-los a votar contra o projecto de orçamento. A política fiscal do Presidente Ruto tem sido alvo de críticas desde a sua eleição em Agosto de 2022, especialmente por aumentos de impostos como o imposto sobre o rendimento e o IVA sobre a gasolina.
O Quénia, uma das economias de crescimento mais rápido na África Oriental, enfrenta desafios económicos significativos, incluindo uma inflação homóloga de 5,1% em Maio, com aumentos particularmente acentuados nos preços dos alimentos e combustíveis. As previsões do Banco Mundial indicam um abrandamento no crescimento do PIB para 5% este ano, após um crescimento de 5,6% em 2023.
Os protestos contra as políticas fiscais do governo refletem uma preocupação generalizada com o impacto destas medidas nas condições de vida da população, numa altura em que o país enfrenta desafios económicos e sociais consideráveis.














