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Sábado, Outubro 31, 2026
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Acidente com autocarro universitário no Egipto provoca 13 mortos e 33 feridos

Um grave acidente de viação no Egipto resultou na morte de 13 pessoas e deixou 33 feridos, após o capotamento de um autocarro que transportava estudantes universitários. 

O incidente ocorreu numa auto-estrada na província oriental do Suez, de acordo com o Ministério da Saúde egípcio.

O autocarro transportava estudantes da Universidade de Galala, uma instituição localizada na mesma província, quando perdeu o controlo e capotou, segundo informações divulgadas pelo meio de comunicação estatal Akhbar al-Youm e citadas pelo Notícias ao Minuto.

As vítimas feridas foram prontamente encaminhadas para o Hospital de Suez, que está sob a jurisdição da autoridade de saúde provincial, conforme comunicado partilhado pelo Ministério da Saúde na sua página oficial no Facebook.

Até ao momento, não foram revelados detalhes sobre as causas que levaram ao acidente, sendo que uma investigação está em curso para apurar as circunstâncias exactas do sinistro.

O Ministro da Saúde, Khaled Abdel-Ghaffar, e o Ministro do Ensino Superior, Ayman Ashour, expressaram as suas condolências às famílias dos estudantes envolvidos no trágico acidente, destacando o impacto profundo que este episódio teve na comunidade universitária e na província de Suez.

As autoridades egípcias estão a acompanhar de perto a situação e reforçam a importância das investigações para garantir que medidas preventivas sejam tomadas e que situações semelhantes sejam evitadas no futuro.

Renamo apela à calma e reforço de segurança nas eleições

O partido Renamo fez um apelo na terça-feira a todos os seus membros para acompanharem com tranquilidade a actual fase do processo eleitoral que se desenrola no país. 

A orientação foi expressa numa nota oficial assinada pela Secretária-geral do partido.

No comunicado, a Renamo enfatiza que nenhum membro deve promover actos que possam comprometer a imagem do líder da formação política, Ossufo Momade. “É imperativo que mantenhamos a integridade e a dignidade do nosso líder e do partido durante este período crítico”, destaca a nota.

Adicionalmente, o partido solicita o reforço das medidas de segurança nas suas delegações, em resposta a possíveis situações de tensão que possam surgir no contexto eleitoral.

A Renamo aguarda ainda um pronunciamento oficial sobre os resultados das eleições realizadas no último fim-de-semana, o que deverá ocorrer em breve.

Esta chamada à calma e à segurança reflete a preocupação do partido em garantir um ambiente pacífico e ordeiro, enquanto se aproxima da fase de avaliação dos resultados e da continuidade do processo político no país.

A Renamo reitera a necessidade de união e disciplina entre os seus membros neste momento sensível.

Canadá expulsa diplomatas indianos após acusações de ligação a atividades criminosas do Governo da Índia

O governo canadiano anunciou a expulsão de seis diplomatas indianos, incluindo o alto representante do país, após a divulgação de provas pela Polícia que associam o Governo indiano a actividades criminosas violentas em território canadiano. Esta decisão representa uma escalada nas tensões diplomáticas entre os dois países.

De acordo com fontes do executivo canadiano, a Índia reagiu à expulsão retirando os seus próprios diplomatas, após ter rejeitado uma notificação das autoridades canadenses que indicava que o embaixador indiano era uma “pessoa de interesse” num caso de assassinato ocorrido no Canadá.

A Índia expressou a sua desconfiança em relação ao actual governo canadiano, afirmando: “Não acreditamos no compromisso do actual Governo canadiano em garantir a sua segurança”.

O Canadá alegou ter em mãos provas credíveis e irrefutáveis que estabelecem ligações entre agentes do Governo indiano e o assassinato de Hardeep Singh Nijjar, um cidadão canadiano que defendia a criação de um Estado sikh independente, designado Khalistan, no norte da Índia. Este assassinato, ocorrido em solo canadiano, intensificou as já tensas relações entre Ottawa e Nova Deli, que têm sido marcadas por desentendimentos diplomáticos.

A Índia, por sua vez, tem consistentemente rejeitado as acusações do Canadá, considerando-as absurdas. Em uma acção de retaliação no ano passado, a Índia ordenou que o Canadá reduzisse o número de seus diplomatas no país, solicitando a retirada de 41 dos 62 diplomatas em missão.

As recentes acções de ambos os governos sinalizam uma deterioração significativa das relações bilaterais e levantam preocupações sobre as implicações para a segurança e a diplomacia entre os dois países.

As autoridades continuam a monitorizar a situação, na esperança de que um diálogo construtivo possa ser estabelecido para resolver as disputas em curso.

PGR intima candidato presidencial Venâncio Mondlane a abster-se de práticas ilegais

A Procuradoria-Geral da República (PGR) intimou o candidato presidencial Venâncio Mondlane a abster-se de quaisquer práticas que violem a Constituição, a legislação eleitoral e outras normas vigentes. 

A intimação surge em resposta a uma série de comportamentos considerados preocupantes por parte do candidato nas redes sociais e em outras plataformas digitais.

Em comunicado oficial, o Ministério Público destacou que a decisão de intimar Mondlane está relacionada com uma “reiterada onda de agitação social, desobediência pública, desrespeito aos órgãos do Estado e incitação à violência”. Estas declarações foram feitas em consonância com a observação de que o candidato tem promovido apelos à desordem e insurreição, além de incitar sentimentos de ódio, racismo e violência.

O Ministério Público informou ainda que a violação das normas do processo eleitoral, especialmente quando envolve incitação a actos de violência ou desordem, é passível de punição com penas de prisão que variam entre dois a oito anos.

Este alerta serve como uma advertência séria sobre as consequências legais que podem advir de comportamentos que comprometam a ordem pública e a integridade do processo eleitoral.

A intimação da PGR coloca em evidência a necessidade de um ambiente eleitoral pacífico e respeitador das normas democráticas, em um momento em que o país se prepara para as próximas eleições. A situação continua a ser monitorizada pelas autoridades, que permanecem atentas a quaisquer desenvolvimentos relacionados com a campanha eleitoral e a conduta dos candidatos.

Ex-jogadora de basquetebol Sydney Wilson morre após confronto com polícia em Fairfax

Sydney Wilson, uma ex-jogadora de basquetebol da Universidade de Georgetown, foi tragicamente abatida com cinco tiros após tentar atacar um polícia com uma faca no prédio onde residia. 

O incidente ocorreu no dia 16 de Setembro, quando as autoridades foram chamadas ao seu domicílio para realizar uma verificação de bem-estar.

As imagens captadas pela ‘bodycam’ do agente da polícia de Fairfax foram divulgadas na terça-feira e rapidamente se tornaram virais. As gravações mostram que, após o agente se identificar, Sydney Wilson fechou a porta. Dois minutos depois, ela voltou armada com uma faca, atacando o oficial.

Durante o confronto, a ex-atleta conseguiu golpear o polícia no rosto várias vezes, antes que este recuasse, puxasse a arma e disparasse. Sydney, de 33 anos, foi imediatamente transportada para o hospital, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

Em uma conferência de imprensa realizada nesta segunda-feira, o chefe da polícia de Fairfax, Kevin Davis, defendeu as acções do agente Peter Liu, que conta com 14 anos de serviço. “Ele fez as coisas que treinamos e esperamos que ele faça”, explicou Davis, referindo-se ao uso da força em resposta à ameaça.

O obituário de Sydney descreve-a como uma amante de crianças e uma oradora inspiradora para jovens aspirantes a jogadoras de basquetebol, que eram treinadas por suas antigas colegas de equipa e que sonhavam em jogar no liceu e na universidade.

Além de sua carreira desportiva, Wilson havia obtido certificação em primeiros socorros para adultos, após completar uma formação de oito horas, conforme indicado no seu perfil no LinkedIn.

O funeral de Sydney Wilson ocorreu em Harrisburg, na Pensilvânia, a 5 de Outubro. Em vez de flores, a família solicitou que donativos em sua honra fossem feitos à National Alliance on Mental Illness, uma organização dedicada ao apoio de pessoas afectadas por doenças mentais.

O trágico desenlace de sua vida destaca as complexas questões que envolvem saúde mental e a relação com a aplicação da lei.

Centro convoca manifestações por justiça no acidente aéreo do Malawi

O Centro para Iniciativas de Democracia e Desenvolvimento Económico anunciou a realização de manifestações pacíficas a partir de 24 de Outubro de 2024, em solidariedade e exigência por justiça em relação ao trágico acidente de avião militar que ceifou a vida do vice-presidente do Malawi, Saulos Klaus Chilima, e de outras oito pessoas.

O anúncio das manifestações surge como resposta ao descontentamento generalizado sobre como o governo tem conduzido a investigação do acidente, sem que alguém tenha sido responsabilizado pelos danos causados.

O relatório preliminar do Bureau Federal Alemão de Investigação de Acidentes Aeronáuticos gerou insatisfação em diversos sectores da sociedade, que clamam por uma investigação abrangente e independente sobre as circunstâncias que cercaram o sinistro.

“Queremos respostas, e as queremos agora. As famílias das vítimas merecem saber e a nação exige transparência”, declarou Overton Jere, representante do Centro para Iniciativas de Democracia e Desenvolvimento Económico, na carta que acompanhou o anúncio das manifestações.

As manifestações seguem a um ultimato emitido em 18 de Setembro de 2024, onde se exigia que o presidente Lazarus Chakwera tomasse medidas administrativas imediatas. Sem resposta e com a pressão a aumentar, incluindo o apoio do Partido UTM e das famílias enlutadas, os organizadores afirmam que a paciência do povo malawiano esgotou-se.

“Parece que a nossa dor está a ser ignorada. Quantas vidas mais devem ser perdidas antes que os nossos líderes ajam?” questiona a carta, reflectindo o sentimento de frustração generalizada.

A manifestação está programada para ter início no Lilongwe Community Ground, passando por locais emblemáticos da capital, e culminando nos escritórios do Conselho Distrital de Lilongwe. Os participantes são convidados a vestir trajes vermelhos e pretos, simbolizando luto e unidade, e uma cerimónia de velas acesas será realizada em memória das vidas perdidas.

Os organizadores sublinham que o evento não é apenas um protesto, mas uma clara demanda por justiça. À medida que se aproxima a data das manifestações, o apelo do Centro para Iniciativas de Democracia e Desenvolvimento Económico por justiça ressoa por toda a nação, reforçando a urgência de um movimento que clama pela responsabilização e pela verdade.

Maduro acusa Elon Musk de interferência e golpe de Estado na Venezuela

O presidente Nicolás Maduro voltou a dirigir acusações contra o bilionário Elon Musk, afirmando que o magnata sul-africano investiu 1 milhão de dólares em um suposto golpe de Estado contra o seu governo. 

A declaração foi feita durante o programa semanal do líder chavista, na passada segunda-feira, 14 de Outubro.

“Elon Musk investiu no golpe de Estado, no surto fascista e na violência contra o processo eleitoral na Venezuela, nada menos que 1 milhão de dólares”, declarou Maduro, sem apresentar quaisquer provas que sustentem suas alegações.

Desde as conturbadas eleições presidenciais de Julho deste ano, Musk tem sido alvo de constantes ataques verbais por parte de Maduro. O presidente venezuelano alega que o empresário seria uma das principais peças de uma conspiração para desestabilizar o seu regime.

Entre as acusações, Maduro mencionou um suposto ataque ao site do órgão eleitoral da Venezuela e uma tentativa de invasão ao país. Contudo, até o momento, não foram apresentadas evidências concretas que corroborassem tais afirmações.

A situação política na Venezuela permanece tensa e indefinida. Enquanto autoridades locais, alinhadas ao chavismo, confirmaram a reeleição de Maduro, a oposição e parte da comunidade internacional não reconhecem os resultados eleitorais.

Uma das principais reivindicações contra o governo é a divulgação das atas eleitorais, documentos que poderiam comprovar, ou não, a reeleição do actual presidente.

Após várias promessas e discussões, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela (TSJ) anunciou em Agosto que os documentos não serão divulgados, aumentando ainda mais as suspeitas sobre a legitimidade do processo eleitoral e a transparência do regime de Maduro.

A falta de clareza e a persistência de acusações entre as partes envolvidas mantém o clima de incerteza no país, onde a crise política e social continua a afectar a vida da população.

Cem terroristas rendidos em Mocímboa da Praia

Nos últimos tempos, cerca de cem indivíduos, entre jovens, adultos e crianças, que eram utilizados em acções subversivas, entregaram-se às autoridades moçambicanas no distrito de Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado.

Este desenvolvimento representa um sinal de arrependimento por parte de moçambicanos que integraram as fileiras dos grupos terroristas.

Segundo o administrador de Mocímboa da Praia, Sérgio Cipriano, os repentinos retornos de ex-terroristas têm sido registados, com muitos deles já reintegrados nas suas comunidades e envolvidos em actividades produtivas tradicionais. “Estes indivíduos estão a retornar às suas aldeias de origem, onde estão a retomar as suas vidas normais e a participar nas actividades agrícolas e outras actividades económicas”, afirmou Cipriano em declarações à Rádio Moçambique.

O administrador também revelou que há relatos de que outros terroristas, ainda nas matas, estão a manifestar o desejo de abandonar a luta armada. Estes indivíduos têm procurado informações junto das comunidades sobre o perdão decretado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi. Esta iniciativa do governo visa estimular a reintegração de ex-combatentes e a restauração da paz na região.

A entrega de terroristas às autoridades é vista como um passo positivo no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, uma província que tem enfrentado anos de violência e insegurança.

O governo continua a trabalhar na implementação de estratégias que promovam a recuperação e a estabilidade na região, com a esperança de que mais indivíduos se juntem ao movimento de arrependimento e reintegração.

Nigéria: Explosão de camião-cisterna em Jigawa deixa 95 mortos e 50 feridos

Pelo menos 95 pessoas morreram e 50 ficaram feridas na noite de terça-feira, em resultado da explosão de um camião-cisterna no estado de Jigawa, no norte da Nigéria. A tragédia foi confirmada pelas autoridades policiais locais.

O porta-voz da polícia de Jigawa, Lawal Shisu Adams, divulgou uma breve declaração à imprensa, na qual detalha que o acidente ocorreu quando o camião estava em viagem da cidade de Port Harcourt, localizada no sul do estado de Rivers, em direcção à cidade de Nguru, no estado de Yobe, ao norte do país.

Segundo o porta-voz, o incidente ocorreu por volta das 00h30 (horário local), quando o camião chegou à aldeia de Majiya, na cidade de Taura. “O condutor perdeu o controlo do veículo, o que resultou no capotamento do camião e na subsequente explosão”, explicou Adams.

As autoridades estão a investigar as causas do acidente, enquanto os feridos estão a receber tratamento em unidades de saúde locais.

A tragédia destaca os desafios relacionados à segurança rodoviária na Nigéria, um país que frequentemente enfrenta incidentes semelhantes devido às más condições das estradas e à falta de manutenção adequada nos veículos pesados.

Irão avisa que responderá firmemente a qualquer ataque de Israel

O Irão advertiu que “responderá firmemente” a qualquer ataque por parte de Israel, uma declaração feita pelo chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, durante uma conversa telefónica com o secretário-geral da ONU, António Guterres. 

O aviso surge num momento de elevada tensão na região do Médio Oriente.

Araghchi afirmou que, embora o Irão esteja a envidar esforços significativos para garantir a paz e segurança na região, está “totalmente preparado para responder resolutamente a qualquer aventura” perpetrada por Israel.

A declaração foi divulgada através de um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, evidenciando a determinação de Teerão em manter a sua posição no cenário geopolítico.

Recentemente, o Irão lançou cerca de 200 mísseis contra Israel no dia 1 de Outubro, incluindo uma nova classe de mísseis hipersónicos, o que marca uma escalada nas hostilidades.

Estes ataques foram justificados por Teerão como uma resposta ao assassinato de um líder do Hamas em Julho, atribuído a Israel, além de terem sido também uma retaliação pela morte de um general iraniano em um ataque no Líbano.

Abbas Araghchi tem intensificado as suas consultas na região nos últimos dias, tentando acalmar as tensões. O diplomata iraniano já visitou países como o Líbano, Síria, Arábia Saudita, Qatar, Iraque e Omã, e está previsto que chegue hoje à Jordânia, seguindo depois para o Egipto e Turquia.

É importante lembrar que o Irão não reconhece o estado de Israel e desde a Revolução Islâmica de 1979, o apoio à causa palestiniana tem sido um dos pilares da sua política externa.

As recentes declarações e acções do Irão refletem a continuidade dessa postura, em meio a um clima de crescente instabilidade na região. As dinâmicas entre o Irão e Israel permanecem tensas, com ambas as partes a manterem-se em alerta perante possíveis confrontos.

Professores relançam ameaça de greve por incumprimento no pagamento de horas extras

Dentro de 15 dias, os professores em Moçambique poderão paralisar as suas actividades devido ao incumprimento no pagamento das horas extras. 

Esta situação, que se arrasta há um ano e meio, foi denunciada pela Associação Nacional de Professores (ANAPRO), que acusa o Governo de falhar com a verdade ao anunciar que os valores já eram transferidos para as contas dos docentes.

Os professores deram um ultimato ao Governo, exigindo a regularização do pagamento do subsídio de horas extraordinárias correspondente aos anos de 2022, 2023 e 2024. “Duas semanas é o prazo que estamos a conceder para que esta situação seja resolvida,” afirmou um representante da ANAPRO.

Na Província de Gaza, o descontentamento é palpável, com os professores a expressarem o seu desagrado em relação ao incumprimento das promessas feitas pelo Governo. A classe educativa denuncia também a existência de inverdades em torno dos pagamentos que foram recentemente anunciados. Como forma de protesto, os docentes ameaçam não divulgar as notas do trimestre em curso, o que poderá inviabilizar a realização dos exames escolares agendados para Novembro.

Em resposta às reivindicações dos professores, o Governo reiterou a sua posição de impossibilidade para atender a esta principal inquietação, citando os custos orçamentais envolvidos.

Esta situação gera um clima de tensão no sector educacional, levantando preocupações sobre o impacto que uma eventual paralisação pode ter na continuidade do ano lectivo e na preparação dos alunos para os exames.

As autoridades e os professores continuam em impasse, enquanto a comunidade educativa aguarda uma solução que ponha fim a este conflito e assegure o cumprimento das obrigações financeiras prometidas.

Quatro feridos em conflito durante marcha do partido PODEMOS em Nampula

Um balanço preliminar indica que quatro pessoas ficaram feridas durante uma marcha organizada pelo partido PODEMOS na cidade de Nampula.

O incidente ocorreu quando a polícia tentou dispersar membros e simpatizantes do partido que se reuniram para saudar o candidato presidencial, Venâncio Mondlane.

A marcha iniciou no Aeroporto de Nampula, logo após a chegada de Mondlane, e prosseguiu até ao bairro do Matadouro.

Segundo o oficial de comunicação do PODEMOS na delegação de Nampula, a manifestação era pacífica e visava expressar gratidão à população pelos votos recebidos nas eleições realizadas na última quarta-feira.

“Trata-se de uma manifestação pacífica, na qual o candidato presidencial, Venâncio Mondlane, pretendia saudar a população e manifestar a sua gratidão pelos votos confiados nas eleições da última quarta-feira”, afirmou o representante do partido.

No entanto, o clima pacífico da marcha foi interrompido quando a polícia disparou para dispersar os participantes, resultando em feridos. A situação gerou preocupações sobre a segurança e o direito à manifestação pacífica no país.

A porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), Rosa Chaúque, afirmou que irá pronunciar-se sobre o ocorrido nas próximas horas, o que poderá esclarecer as razões do uso da força para dispersar a manifestação.

A marcha e os incidentes subsequentes levantam questões sobre o espaço político e os direitos de livre expressão em Moçambique, em um contexto onde as tensões políticas têm sido uma preocupação crescente entre os cidadãos e as organizações da sociedade civil.

Avião da Air India escoltado pela Força Aérea de Singapura após ameaça de bomba

Um voo da companhia aérea ‘Air India’, designado AXB684, foi alvo de uma ameaça de bomba que levou a Força Aérea de Singapura a mobilizar dois jatos F-15SG para escoltar a aeronave. 

O incidente ocorreu na terça-feira, em meio a uma série de ameaças similares que têm assolado a companhia nos últimos dias.

Segundo Ng Eng Hen, ministro da Defesa de Singapura, a ameaça foi recebida através de um email enviado à companhia aérea, levando à rápida acção das autoridades. Os jatos foram mobilizados para assegurar a segurança do voo, que foi redireccionado para longe de áreas residenciais.

Após a aterragem, a polícia de Singapura confirmou que não foram encontrados objectos que representassem uma ameaça, tranquilizando assim os passageiros e a tripulação.

O incidente não resultou em feridos e todos os passageiros do AXB684 puderam continuar as suas viagens sem maiores complicações.

Este foi o terceiro incidente relacionado com ameaças de bomba dirigido a voos da ‘Air India’ em apenas dois dias, conforme relatado pelo jornal The Guardian.

A companhia aérea declarou que tanto ela como outras transportadoras locais têm sido alvo de várias ameaças nas últimas semanas, todas as quais foram posteriormente confirmadas como falsas.

A ‘Air India’ sublinhou a seriedade com que trata todas as ameaças, reafirmando o seu compromisso com a segurança dos seus passageiros.

As autoridades continuam a investigar as origens destas ameaças, enquanto a companhia se prepara para garantir a segurança das próximas operações aéreas.

Arguidos condenados por desvio de mais de 27 milhões de meticais no PMA

Dois dos três arguidos envolvidos no caso de desvio de mais de 27 milhões de meticais do Programa Mundial de Alimentação (PMA) foram condenados a penas de prisão de sete meses e dois anos, respectivamente. 

O julgamento teve lugar no Tribunal Judicial Provincial de Sofala, onde o juiz da causa, Nelson Gololombe, proferiu a sentença na terça-feira.

Os condenados, um responsável financeiro e sua auxiliar, foram acusados de peculato e falsificação de documentos, crimes que resultaram num significativo rombo financeiro em 2021. A terceira arguida, que é a ex-esposa de um dos co-réus, foi absolvida das acusações que pesavam sobre ela.

Durante o processo, ficou demonstrado que os arguidos utilizaram o montante desviado para adquirir uma série de bens pessoais, incluindo viaturas e imóveis de luxo, além de terem criado empresas que agora terão os seus activos arrestados pela justiça.

Na sentença, o juiz Gololombe informou que a condenação dos arguidos foi convertida em multa, estabelecendo uma taxa diária de 700 meticais. O tribunal justificou esta decisão pela atitude colaborativa dos arguidos, que confessaram os crimes durante o julgamento. Um dos condenados expressou satisfação com a sentença, embora tenha manifestado arrependimento pela sua conduta.

O caso foi desvendado pelo Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Sofala, após a recepção de várias denúncias sobre a gestão dos fundos do PMA. Este desvio de verbas levanta preocupações sobre a utilização de recursos destinados a programas humanitários e a necessidade de reforço na supervisão financeira para prevenir futuras irregularidades. A condenação dos arguidos é vista como um passo importante na luta contra a corrupção na região.

Vagas de emprego do dia 16 de Outubro de 2024

Foram publicadas hoje, dia 16 de Outubro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Assistente de Distribuição

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Assistente de Distribuição. Saiba mais.

2. Vaga para Jardineiro

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Jardineiro. Saiba mais.

3. Vaga para Finance and Operations Director

A CARE pretende recrutar um (1) Finance and Operations Director. Saiba mais.

4. Vaga para Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (MEAL) Director

A CARE pretende recrutar um (1) Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (MEAL) Director. Saiba mais.

5. Vaga para Chief of Party (COP)

A CARE pretende recrutar um (1) Chief of Party (COP). Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Assistente de Contabilidade

A Green Revolution pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Assistente de Contabilidade. Saiba mais.

2. Vaga para Senior Manager, Programs

A GiveDirectly pretende recrutar um (1) Senior Manager, Programs. Saiba mais.

3. Vaga para Engenheiro de Ração Animal

A Transição Verde pretende recrutar um/a (1) Engenheiro/a de Ração Animal. Saiba mais.

4. Vaga para HydroPower Technical Expert (Portuguese Speaking)

A Allied Talent Partners (ATP) pretende recrutar um (1) HydroPower Technical Expert (Portuguese Speaking). Saiba mais.

5. Vaga para Coordenador de Finanças

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Finanças. Saiba mais.

6. Vaga para Coordenador de Redução de Risco de Desastres (RRD) e Mudanças Climáticas (CC)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Redução de Risco de Desastres (RRD) e Mudanças Climáticas (CC). Saiba mais.

7. Vaga para Assistente de Monitoria e Avaliação

A Rede para o Desenvolvimento da Primeira Infância (RDPI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

8. Vaga para Gestor de Projectos

A Rede para o Desenvolvimento da Primeira Infância (RDPI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Projectos. Saiba mais.

9. Vaga para Secretária

Uma empresa anónima pretende recrutar uma (1) Secretária. Saiba mais.

10. Vaga para Supervisor do Programa de Apadrinhamento

A Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFC-UATAF) pretende contratar um (1) Supervisor do Programa de Apadrinhamento. Saiba mais.

11. Vaga para Portuguese Speaking Analyst – Financial Services Strategy

A Genesis Analytics pretende recrutar um (1) Portuguese Speaking Analyst – Financial Services Strategy. Saiba mais.

12. Vaga para B2B Territory Manager Center

A Puma Energy pretende recrutar um (1) B2B Territory Manager Center. Saiba mais.

13. Vaga para Profissional em Marketing (Promotor/a de Vendas)

A empresa AKA Solution, Lda, localizada em Maputo, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Profissional em Marketing (Promotor/a de Vendas). Saiba mais.

14. Vaga para Consultor

A Fundação AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor. Saiba mais.

15. Vaga para Director Financeiro

A Associação Nutrição em Desenvolvimento (AND) pretende recrutar um (1) Director Financeiro. Saiba mais.

16. Vaga para Digital Project Manager – Banking Products

A Credable Group pretende recrutar um (1) Digital Project Manager – Banking Products. Saiba mais.

17. Vaga para Ginger Farm Development & Plant Breeder

A Farm Manager SA pretende recrutar um (1) Ginger Farm Development & Plant Breeder. Saiba mais.

18. Vaga para Guarda

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Guarda. Saiba mais.

19. Vagas para Técnicos Urbanos

A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa de Pemba, Montepuez, Nacala e Nampula pretende recrutar para o seu quadro de pessoal vinte e oito (28) Técnicos Urbanos. Saiba mais.

20. Vagas para Oficiais de Queixa e Reclamações

A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa de Pemba, Montepuez, Nacala e Nampula pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Oficiais de Queixa e Reclamações. Saiba mais.

21. Vagas para Técnicos Sociais

A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa de Pemba, Montepuez, Nacala e Nampula pretende recrutar para o seu quadro de pessoal catorze (14) Técnicos Sociais. Saiba mais.

22. Vaga para Assistente de Programas

A ChildLife Mozambique pretende recrutar um (1) Assistente de Programas. Saiba mais.

23. Vagas para Recepcionistas

A We Solve It Consultoria e Serviços. EI – está recrutando para o seu quadro de pessoal Recepcionistas. Saiba mais.

24. Vaga para Engenheiro Eléctrico/Electrotécnico (Correntes Fortes)

A SETH – Sociedade de Empreitadas e Trabalhos Hidráulicos, S.A. – Sucursal de Moçambique está a recrutar um (1) Engenheiro Eléctrico/Electrotécnico (Correntes Fortes). Saiba mais.

25. Vaga para Engenheiro Civil

A SETH – Sociedade de Empreitadas e Trabalhos Hidráulicos, S.A. – Sucursal de Moçambique está a recrutar um (1) Engenheiro Civil. Saiba mais.

26. Vaga para Arquivista Digitalizador

A AFC-UATAF pretende contratar um (1) Arquivista Digitalizador. Saiba mais.

27. Vaga para National Programme Officer (Social and Human Sciences)

A United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) pretende recrutar um (1) National Programme Officer (Social and Human Sciences). Saiba mais.

28. Vaga para Environmental Health Safety Specialist

A Huretek pretende recrutar um (1) Environmental Health Safety Specialist. Saiba mais.

29. Vagas para Drivers

A High Commissioner for Human Rights (OHCHR) pretende recrutar dois (2) Drivers. Saiba mais.

30. Vaga para Motorista

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Motorista. Saiba mais.

Confederação Africana de Futebol investiga incidente com selecção nigeriana em aeroporto líbio

A Confederação Africana de Futebol (CAF) anunciou, na segunda-feira, a abertura de uma investigação em resposta às graves alegações de “tratamento desumano” dirigidas pela selecção nigeriana, que se viu retida por mais de 12 horas num aeroporto na Líbia, após a anulação da sua aterragem em Benghazi.

Num comunicado oficial, a CAF informou que o caso foi remetido ao seu comité disciplinar, que terá a responsabilidade de investigar as circunstâncias do incidente e tomar as devidas medidas contra os responsáveis por qualquer violação dos regulamentos da organização. A entidade sublinhou ter contactado as autoridades líbias e nigerianas para apurar os factos.

A situação ocorreu no passado domingo, quando a selecção nigeriana e a sua equipa técnica estiveram impedidas de desembarcar em Benghazi, devido à anulação sem justificação da autorização de aterragem.

O capitão da equipa, William Troost Ekong, expressou através das redes sociais o descontentamento da equipa, que se viu sem alimentação ou água durante horas, tendo também partilhado imagens do estado das instalações aeroportuárias.

“A nossa aterragem aprovada foi cancelada sem qualquer explicação. Fomos deixados sem acesso a comunicações, comida ou bebida”, denunciou Ekong, realçando o desconforto e a angústia vividos pela equipa.

Segundo os dados disponíveis, o voo foi desviado para a cidade de Al Abraq, situada a cerca de 230 quilómetros de Benghazi, levando ao cancelamento do jogo de qualificação para a Taça das Nações Africanas, que estava agendado para o Grupo D.

Por sua vez, a Federação Líbia de Futebol (LFF) manifestou “profunda preocupação” face aos relatos do incidente e justificou que complicações de tal índole podem ocorrer devido a “protocolos de controlo de tráfego aéreo, verificações de segurança ou desafios logísticos” inerentes a viagens internacionais. A LFF lamentou o incómodo causado, mas referiu que “tais problemas não são incomuns”.

A situação levanta questões sobre as condições de acolhimento e segurança em eventos desportivos e poderá ter repercussões significativas no relacionamento entre as federações de futebol dos dois países. A CAF continua a monitorar a situação com a expectativa de que a verdade venha à luz e acções adequadas sejam implementadas.

Ministério da Defesa Nacional refuta acusações de atrocidades em Cabo Delgado

O Ministério da Defesa Nacional (MDN) repudiou, em comunicado oficial, as informações divulgadas pela imprensa internacional que alegam a prática de atrocidades por parte das Forças de Defesa e Segurança em Afungi, no distrito de Palma, província de Cabo Delgado. O MDN classificou as notícias como falsas e infundadas.

Na nota emitida, o MDN expressa o seu lamento e refutação categórica das alegações, afirmando que as acusações de envolvimento das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) em actos de tortura, violência e outras atrocidades contra civis carecem de fundamentos factuais.

“As alegações mencionadas no referido artigo não relatam elementos factuais que as sustentem”, sublinha o comunicado.

O Ministério destaca que estas acusações surgem num contexto em que as forças armadas moçambicanas, em colaboração com forças aliadas, têm demonstrado progressos significativos na estabilização da segurança. “As populações estão a regressar às suas zonas de origem, e o processo de reconstrução e retoma de actividades socioeconómicas decorre de forma satisfatória”, refere o MDN.

Adicionalmente, o comunicado esclarece que vários distritos da província de Cabo Delgado têm sido alvo de ataques terroristas que resultaram em perda de vidas, destruição de infra-estruturas e deslocação forçada de populações.

As actividades das FADM na região têm sido exclusivamente focadas no combate ao terrorismo, na protecção das populações e dos seus bens, e na garantia de segurança nas áreas ameaçadas.

Desde 2021, as FADM e as forças aliadas têm alcançado progressos significativos na luta contra o terrorismo em Cabo Delgado, com operações que resultaram na neutralização de várias células terroristas.

O MDN reafirma o compromisso das Forças de Defesa e Segurança com a preservação da integridade territorial e o respeito pelos direitos humanos, sublinhando que este compromisso permanece inabalável.

O Ministério da Defesa Nacional apela à população e à comunidade internacional para reconhecerem os esforços das forças de segurança na luta contra o terrorismo e na manutenção da paz e da segurança em Cabo Delgado.

INGD alerta para possíveis inundações nas províncias do sul e centro de Moçambique

A Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, fez um apelo à população para tomar medidas de precaução, tendo em vista a previsão de inundações nas províncias do sul e centro do país durante a presente época chuvosa.

Luísa Meque assegurou, no entanto, que o INGD está em prontidão para prestar socorro a eventuais vítimas que possam ser afectadas por estas intempéries. A responsável fez estas declarações durante as celebrações do Dia Internacional de Combate aos Desastres Naturais, que se assinalou no domingo no distrito de Boane.

Durante o evento, a Presidente enfatizou a importância da preparação e da sensibilização das comunidades para minimizar os impactos das catástrofes naturais, relembrando que a colaboração da população é fundamental na mitigação dos riscos.

O INGD continua a monitorizar a situação e a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades locais para garantir que as medidas de segurança e apoio estejam em funcionamento e sejam eficazes na protecção da vida e dos bens dos cidadãos. A instituição reafirma o seu compromisso de agir rapidamente em caso de emergência, garantindo que a assistência chegue a todos os afectados.

Coreia do Norte destrói troços de estradas ligadas ao Sul em acção de tensões regionais

A Coreia do Norte tomou medidas drásticas ao destruir várias secções de estradas que ligam ao Sul, conforme relatado pelo exército sul-coreano. 

A destruição ocorreu na terça-feira, quando Pyongyang detonou partes das estradas de Gyeongui e Donghae na Linha de Demarcação Militar por volta do meio-dia (4h00 em Lisboa).

Este acto de hostilidade surge após um anúncio feito na semana passada, onde a Coreia do Norte declarou que cortava e fortificar as suas infraestruturas de transporte que se conectam ao país vizinho. A decisão parece ser uma resposta a uma emenda constitucional recentemente aprovada, que, segundo se especula, redesenhou unilateralmente as fronteiras do país sob ordens do líder Kim Jong-un.

A acção da Coreia do Norte reflete o crescente clima de tensão na península, onde as interacções entre os dois países têm sido marcadas por desconfiança e rivalidade. O Estado-Maior Conjunto sul-coreano (JCS) expressou preocupação com os desenvolvimentos e está a monitorizar a situação de perto.

Especialistas acreditam que estas acções podem intensificar ainda mais as tensões na região, uma vez que a destruição de infraestruturas é vista como um passo significativo que pode complicar qualquer possibilidade de diálogo ou reconciliação entre os dois estados. O futuro das relações intercoreanas permanece incerto, à medida que ambos os lados se posicionam em um cenário de crescente incerteza e militarização.

MDN de Moçambique abre-se a investigação sobre alegações de atrocidades em Cabo Delgado

O Ministério da Defesa Nacional (MDN) manifestou a sua “total disponibilidade” para a realização de uma investigação transparente e imparcial sobre as alegações de que as Forças de Defesa e Segurança (FADM) cometeram atrocidades na província de Cabo Delgado. 

A declaração surge na sequência de um artigo publicado pelo jornal norte-americano POLITICO, que denunciava abusos dos direitos humanos e homicídios de civis por militares moçambicanos em 2021.

Em comunicado oficial, o MDN reafirmou o seu compromisso inabalável com os altos padrões de disciplina militar e respeito pelos direitos humanos, sublinhando a abertura para colaborar com todas as partes que desejem participar na investigação de forma construtiva e de boa-fé. “Convidamos a quem deseje colaborar, em boa-fé, neste sentido”, pode ler-se na nota.

O Ministério lamentou e refutou categoricamente as alegações contidas no artigo, afirmando que as acusações relacionadas com actos de tortura, violência e outras atrocidades contra civis não são sustentadas por elementos factuais. O MDN destacou que as unidades das FADM actuam em estrita conformidade com o Direito Internacional Humanitário e outras normas que promovem e protegem os direitos humanos.

Além disso, o MDN reafirmou o seu compromisso de continuar a defender a soberania e integridade do território nacional, assim como proteger as populações e os seus bens, de modo a garantir a paz e a consolidar a agenda de desenvolvimento socioeconómico do país.

As actividades das FADM em Cabo Delgado têm sido focadas na luta contra o terrorismo, bem como na protecção das comunidades ameaçadas por grupos terroristas, enfatizando o papel crucial das forças armadas na manutenção da segurança e estabilidade na região.

A posição do MDN reflete um esforço contínuo para assegurar que os direitos humanos sejam respeitados, mesmo em contextos de conflito e instabilidade.

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