O governo canadiano anunciou a expulsão de seis diplomatas indianos, incluindo o alto representante do país, após a divulgação de provas pela Polícia que associam o Governo indiano a actividades criminosas violentas em território canadiano. Esta decisão representa uma escalada nas tensões diplomáticas entre os dois países.
De acordo com fontes do executivo canadiano, a Índia reagiu à expulsão retirando os seus próprios diplomatas, após ter rejeitado uma notificação das autoridades canadenses que indicava que o embaixador indiano era uma “pessoa de interesse” num caso de assassinato ocorrido no Canadá.
A Índia expressou a sua desconfiança em relação ao actual governo canadiano, afirmando: “Não acreditamos no compromisso do actual Governo canadiano em garantir a sua segurança”.
O Canadá alegou ter em mãos provas credíveis e irrefutáveis que estabelecem ligações entre agentes do Governo indiano e o assassinato de Hardeep Singh Nijjar, um cidadão canadiano que defendia a criação de um Estado sikh independente, designado Khalistan, no norte da Índia. Este assassinato, ocorrido em solo canadiano, intensificou as já tensas relações entre Ottawa e Nova Deli, que têm sido marcadas por desentendimentos diplomáticos.
A Índia, por sua vez, tem consistentemente rejeitado as acusações do Canadá, considerando-as absurdas. Em uma acção de retaliação no ano passado, a Índia ordenou que o Canadá reduzisse o número de seus diplomatas no país, solicitando a retirada de 41 dos 62 diplomatas em missão.
As recentes acções de ambos os governos sinalizam uma deterioração significativa das relações bilaterais e levantam preocupações sobre as implicações para a segurança e a diplomacia entre os dois países.
As autoridades continuam a monitorizar a situação, na esperança de que um diálogo construtivo possa ser estabelecido para resolver as disputas em curso.















