O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Moçambique, Joaquim Mangrasse, garantiu que a situação na província de Cabo Delgado está sob controle, graças ao trabalho das Forças Armadas e ao apoio da população local.
Mangrasse fez esta declaração durante o encerramento da missão de treino da União Europeia, que teve lugar na quarta-feira (11).
Na cerimónia, foi hasteada pela última vez a bandeira da União Europeia, marcando o fim da Missão de Formação Militar deste bloco em Moçambique, iniciada em 2021.
O programa tinha como objectivo auxiliar no desenvolvimento de estratégias para combater o terrorismo na região. O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas aproveitou a ocasião para avaliar a situação de segurança em Cabo Delgado.
Mangrasse destacou a importância do apoio da União Europeia para alcançar a actual tranquilidade na província. “O terrorismo é uma ameaça nova que não tem bandeira nem residência fixa. Estamos todos a enfrentar esse desafio e, neste momento, a situação em Cabo Delgado está controlada. Acredito que há uma grande tranquilidade, as actividades decorrem normalmente e estamos prontos para continuar a garantir a paz e segurança para Moçambique e para os moçambicanos”, afirmou o general.
Apesar dos relatos de funcionários públicos que continuam a abandonar algumas áreas afectadas, Mangrasse assegurou que a província está a avançar. “Como militar, a minha missão é conduzir as operações, e isso foi feito. Os ganhos operacionais que conseguimos permitir que o desenvolvimento continue e está a acontecer”, afirmou.
O Chefe do Estado-Maior General atribuiu parte da tranquilidade actual ao apoio prestado pela União Europeia, que treinou os militares moçambicanos para enfrentar o terrorismo. João Gonçalves, Comandante da Força de Treino da União Europeia em Moçambique, destacou a dificuldade do combate, que inclui o recrutamento de crianças pelos grupos terroristas. “O impacto foi positivo, pois preparámos melhor os soldados moçambicanos para enfrentar esta dura realidade, que não segue regras e não tem escrúpulos”, sublinhou Gonçalves.
Durante três anos, a missão da União Europeia treinou cerca de 1800 militares moçambicanos. Com o término do programa de treino, inicia-se agora uma nova fase de assistência militar.















