Dmitry Medvedev, ex-presidente da Rússia e actual vice-presidente do Conselho de Segurança russo, recorreu às redes sociais para fazer uma série de ameaças à Grã-Bretanha.
Esta ação surge após o Reino Unido ter anunciado que reforçará o apoio à Ucrânia ainda este ano, permitindo o uso de mísseis de longo alcance ucranianos para atacar alvos no território russo.
Numa publicação na rede social X (antigo Twitter), Medvedev afirmou que o Reino Unido poderá “afundar” nos próximos anos, referindo-se à possibilidade de ataque com mísseis hipersónicos russos.
O ex-presidente russo acusou o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, David Lammy, de estar a “mentir” ao afirmar que o apoio britânico à Ucrânia poderia durar mais de um século. Medvedev, no entanto, garantiu que a “chamada Ucrânia não sobreviverá mais 25 anos” e reiterou a ameaça de que os mísseis supersónicos russos “poderão intervir se necessário”.
Estas declarações seguem-se a uma conferência de imprensa conjunta entre David Lammy e o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, onde o Reino Unido anunciou que, em 2024, enviará à Ucrânia centenas de mísseis antiaéreos, dezenas de milhares de munições e veículos blindados.
Na mesma ocasião, Andrii Sybiga, o novo ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, apelou à remoção de quaisquer restrições ao uso de armas britânicas e americanas para atacar alvos militares legítimos em território russo.
Em resposta a este pedido, Blinken afirmou que levaria o assunto ao Presidente Joe Biden após regressar a Washington.
A escalada de tensão entre os dois países reflete o crescente envolvimento do Ocidente no apoio militar à Ucrânia, enquanto a Rússia reage com retórica cada vez mais agressiva.
















