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Presidente da FME desafia REVIMO e alerta para gravidade dos danos na Ponte Maputo-Katembe

O Presidente da Federação Moçambicana dos Empreiteiros (FME), Bento Machaila, expressou preocupações sobre a real extensão dos danos na Ponte Maputo-Katembe, classificando-os como “graves”. 

Segundo Machaila, a origem do problema pode estar na preparação inadequada do terreno durante a fase inicial da construção, o que teria comprometido a integridade da estrutura.

Essa declaração vai contra a posição oficial da Rede Viária de Moçambique (REVIMO), responsável pela gestão da ponte, que minimiza os danos, afirmando que estes não são significativos. A REVIMO atribui os problemas à combinação de factores climáticos adversos, sem levantar dúvidas sobre a qualidade do trabalho de base na construção.

Bento Machaila, no entanto, levanta suspeitas sobre o processo de preparação do terreno, sugerindo que este possa ter sido feito de forma insuficiente para garantir a estabilidade da ponte a longo prazo.

Além disso, o líder da FME não se limitou a criticar os danos na rampa de acesso à ponte, estendendo suas críticas à gestão e manutenção das infraestruturas sob concessão da REVIMO, apontando para falhas na conservação das vias.

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A Ponte Maputo-Katembe, assim como a Estrada Circular de Maputo, estão em operação há aproximadamente seis anos, e os recentes problemas estruturais têm suscitado preocupações tanto entre especialistas da construção civil quanto entre os utilizadores.

Machaila reforça a necessidade de uma análise profunda sobre a manutenção dessas infraestruturas, sugerindo que os danos podem ser mais sérios do que inicialmente comunicado pela concessionária.

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