O Serviço Nacional de Migração (SENAMI) procedeu à repatriação de 31 cidadãos provenientes de Bangladesh, Paquistão e Etiópia, que tentaram entrar em Moçambique de forma ilegal através do Aeroporto Internacional de Maputo.
Segundo a porta-voz do SENAMI, Cláudia dos Santos, os repatriados não apresentaram os documentos necessários para a entrada no país, incluindo passaporte válido, bilhete de ida e volta e prova de meios de subsistência. A identificação dos indivíduos ocorreu durante os procedimentos de inspecção realizados no fim-de-semana, onde se constatou que não estavam nas listas de desembarque e não conseguiram fornecer informações sobre a sua hospedagem ou o propósito da sua viagem.
“A intenção destes indivíduos era utilizar Moçambique como um corredor para alcançar a África do Sul. Contudo, devido à falta de cumprimento das exigências legais, foram impedidos de entrar no nosso território”, esclareceu Cláudia dos Santos.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que perdoa cerca de 1.500 indivíduos condenados em relação ao ataque ao Capitólio, que teve lugar a 6 de Janeiro de 2021.
Esta medida surge como uma das primeiras acções do novo mandatário, que já havia prometido o exercício do seu poder de indulto no início do seu mandato.
Durante a assinatura do decreto na Sala Oval da Casa Branca, Trump expressou que esta decisão é uma forma de justiça para os envolvidos no incidente de Janeiro. “Isto é para o dia 6 de Janeiro, para os reféns, cerca de 1.500 pessoas que serão completamente perdoadas”, declarou o Presidente, acrescentando que o perdão incluirá também comutações de penas.
A decisão de Trump foi anunciada apenas algumas horas após uma marcha protagonizada por cerca de 50 membros da organização ultranacionalista “Proud Boys”, que percorreu as ruas de Washington a exigir o perdão para os seus companheiros detidos devido ao ataque ao Capitólio. A marcha decorreu nas proximidades da Casa Branca enquanto o novo Presidente tomava posse, sublinhando a tensão que ainda paira sobre os eventos de Janeiro.
Um grupo de homens armados com catanas está a causar perturbações significativas na Estrada Nacional Número Um (EN1), no troço que liga Ligonha a Alto-Molocué, na província da Zambézia.
Os automobilistas que tentam transitar por via estão a ser forçados a pagar quantias em dinheiro para poderem continuar a sua viagem.
Até ao momento, foram reportadas três barricadas ao longo de um percurso de 50 quilómetros. Vários condutores contactaram o jornal “O País” para relatar os momentos de terror que enfrentaram durante a sua travessia. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram os homens em questão, armados e a exigir dinheiro, enquanto bloqueiam a estrada.
Um dos condutores descreveu a situação: “Quando saímos de Alto-Molocué, logo antes da subida da cerimónia, encontramos barricadas. Então, descemos todos, porque era uma fila de camiões, descemos e removemos as barricadas.
No segundo local, em Alto Ligonha, jovens arremessaram pedras contra o camião. Os polícias estavam atrás de nós, então eu buzinei e eles chegaram e dispararam”, relatou, evidenciando a tensão e perigo vividos.
Foi apenas após os disparos da polícia que a situação foi controlada, permitindo que o condutor e os restantes viajantes prosseguissem em segurança. Este mesmo condutor mencionou que, após o incidente, a polícia sugeriu que o camião seguisse sob a escolta da Polícia da República de Moçambique (PRM) por razões de segurança.
“Encontramos mais barricadas, mas no primeiro local onde avistámos barricadas, havia um camião queimado. É assustador, eu agora carreguei, mas não posso sair porque o caminho está em péssimas condições”, acrescentou o condutor, manifestando preocupação com a situação.
A polícia provincial da Zambézia confirmou a ocorrência dos bloqueios e informou que está a intensificar esforços para restaurar a normalidade na EN1. “Após a nossa intervenção, tomámos medidas profiláticas para repelir comportamentos que perturbem a ordem pública. A polícia está a intensificar medidas para garantir a livre circulação de pessoas e bens”, afirmou Miguel Caetano, do Comando Provincial da Zambézia.
Em Nampula, a Associação dos Transportadores expressou a sua preocupação face a estas ocorrências. Além da exigência de valores monetários, os manifestantes estão a exigir bens, criando um clima de terror para os utilizadores da única via terrestre que liga o país.
O recém-empossado Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que marca a retirada do país da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Esta decisão ocorre no seguimento de duras críticas dirigidas à organização, especialmente sobre a sua gestão da pandemia de covid-19.
Trump, ao justificar a sua decisão, afirmou: “A OMS defraudou-nos”, sublinhando a disparidade entre as contribuições financeiras dos Estados Unidos e da China para a entidade. A ordem executiva determina que todas as agências federais devem “suspender a futura transferência de quaisquer fundos, apoios ou recursos do governo dos EUA para a OMS”, além de instruir essas agências a identificar “parceiros norte-americanos e internacionais de confiança” que possam assumir as funções anteriormente desempenhadas pela organização.
A saída dos Estados Unidos, que são o principal doador da OMS e um parceiro fundamental da organização da ONU, poderá provocar uma significativa reestruturação interna, além de comprometer os esforços globais em matéria de saúde pública.
A OMS, cuja sede se localiza em Genebra, na Suíça, desempenha um papel crucial na coordenação de emergências de saúde globais, incluindo a vigilância epidemiológica e a resposta a surtos.
Actualmente, a OMS recebe financiamento dos Estados Unidos através de uma contribuição que é proporcional ao seu Produto Interno Bruto (PIB), bem como através de doações voluntárias. Com a retirada dos EUA, que representa uma parte substancial do orçamento da organização, os desafios para a OMS aumentam, especialmente em tempos de crise sanitária global.
Os profissionais de saúde do Hospital Central de Maputo interromperam os seus serviços, exigindo o pagamento do décimo terceiro salário.
A manifestação teve lugar em frente aos serviços de urgências, onde os trabalhadores clamaram por soluções imediatas para a situação financeira que enfrentam.
Segundo os profissionais, o regresso ao trabalho está condicionado ao pagamento do referido benefício ou, alternativamente, à apresentação de uma garantia concreta sobre a data em que este será efectuado. “Só iremos regressar caso nos paguem o que é nosso por direito ou nos dêem uma data certa para o pagamento,” declarou um dos trabalhadores em protesto.
Apesar da paralisação, os profissionais de saúde asseguraram que os serviços mínimos continuam a ser prestados, de modo a atender os pacientes já internados e os novos casos de emergência que chegam ao hospital.
Contudo, a situação gerou apreensão tanto entre os profissionais de saúde, que se sentem desvalorizados, quanto entre os utentes da unidade hospitalar, que temem pela continuidade dos cuidados médicos.
O Governo moçambicano encontra-se a avaliar cenários viáveis para solucionar o impasse relacionado com o pagamento do 13.º salário a funcionários públicos e pensionistas, após declarações recentes do antigo ministro das Finanças, Adriano Maleiane, que apontaram a falta de recursos financeiros como um obstáculo à sua materialização.
Num comunicado oficial, o Governo reconheceu as dificuldades em garantir o pagamento imediato do 13.º salário, devido às repercussões negativas nas receitas fiscais provocadas por manifestações violentas que resultaram em destruição de património público e privado. “O Governo apreciou a situação do pagamento do 13.º salário para os funcionários públicos e pensionistas, constatando as dificuldades de sua materialização imediata”, refere o documento.
O porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, sublinhou que o Executivo não está sem alternativas e recordou que “não há-de ser a primeira experiência”. O governo já implementou anteriormente soluções criativas, incluindo pagamentos parciais e a distribuição do salário por grupos.
Entretanto, a situação continua a gerar inquietação entre os trabalhadores da função pública. Em resposta à incerteza quanto ao pagamento do 13.º salário, representantes dos funcionários públicos anunciaram uma paralisação de todas as actividades na função pública, que terá início a partir de segunda-feira, caso não haja uma resolução favorável.
A pressão sobre o Governo aumenta à medida que os funcionários aguardam respostas claras e eficazes, numa altura em que o clima económico se torna cada vez mais delicado. A situação exige uma análise cuidadosa e uma abordagem rápida para evitar uma crise ainda mais profunda nas relações laborais e na gestão pública.
A conservação dos corpos na morgue anexa ao Hospital Central de Maputo (HCM) tem suscitado sérias preocupações, com diversas denúncias de negligência e deterioração dos restos mortais entregues às famílias.
Nos últimos tempos, têm sido relatados casos em que os familiares recebem os corpos de entes queridos em avançado estado de decomposição, levantando suspeitas sobre a adequação dos serviços prestados.
As queixas apontam para um ambiente de trabalho pouco higienizado, o que ao que parece resulta da insatisfação dos funcionários face aos baixos salários que auferem. Esta situação é agravada pela falta de equipamentos essenciais, como mesas de lavagem adequadas e elevadores para o manuseio dos corpos, o que compromete ainda mais a dignidade no tratamento dos falecidos.
Devido ao estado de degradação e ao odor insuportável que emana dos corpos, muitas famílias sentem-se impossibilitadas de realizar o tradicional ritual de abertura do caixão, um momento de despedida que é culturalmente significativo em várias comunidades. Em relatos obtidos pela equipa de reportagem do jornal “Notícias”, alguns familiares afirmam ter sido forçados a subornar trabalhadores do necrotério para garantir que os corpos fossem preservados de forma digna, enquanto se organizavam para os funerais.
As autoridades competentes, por seu lado, asseguram que existem fundos disponíveis para a requalificação das morgues, com o objectivo de melhorar as condições de trabalho e a capacidade de resposta dos serviços.
As promessas de intervenção visam proporcionar um atendimento de qualidade, almejando minimizar o sofrimento das famílias enlutadas que têm enfrentado desafios significativos neste momento já tão delicado.
Após 15 meses de intensos confrontos, um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas entrou em vigor no domingo, permitindo a entrada de ajuda humanitária tão necessária para os sobreviventes da devastadora guerra.
O subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, destacou a urgência da situação, afirmando que “não há tempo a perder” face às alarmantes necessidades humanitárias que se avolumam na região.
De acordo com fontes egípcias, a maioria dos camiões de ajuda humanitária, que aguardavam nas proximidades do território palestiniano, está carregada com alimentos não perecíveis, água, mantimentos como cobertores e edredões, bem como material médico e combustível.
No entanto, a distribuição enfrenta desafios logísticos significativos, incluindo escombros e munições não detonadas que dificultam o acesso às áreas afectadas.
Fletcher sublinhou a importância da segurança dos trabalhadores humanitários, enfatizando que esta deve ser uma prioridade. O dirigente apelou ainda a “países com influência sobre as partes” envolvidas para garantir que a ajuda vital chegue a quem realmente precisa.
O recente acordo de cessar-fogo, que entrou em vigor com quase três horas de atraso, ocorre após um período de intensos bombardeamentos que devastaram o território palestiniano desde o ataque do Hamas a Israel, ocorrido em 7 de Outubro de 2023. A crise humanitária em Gaza é considerada sem precedentes, com a maioria das infraestruturas, incluindo as de saúde, destruídas ou severamente danificadas.
Joe Biden, presidente cessante dos Estados Unidos, anunciou que a primeira fase do acordo implica a retirada das tropas israelitas das zonas mais densamente povoadas de Gaza e um aumento significativo da ajuda humanitária.
As autoridades egípcias informaram que o acordo prevê a entrada de 600 camiões de ajuda por dia, dos quais 50 serão destinados ao transporte de combustível, com especial ênfase no norte de Gaza, região mais afectada pelo conflito.
O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou, em entrevista à CNN Portugal, a sua disponibilidade para dialogar com o candidato presidencial Venâncio Mondlane, na busca pela estabilidade do país.
Chapo sublinhou a importância de estabelecer canais de comunicação que promovam a concórdia entre os moçambicanos, apesar de ainda não ter sido contactado pelo amigo comum mencionado por Mondlane.
“O diálogo é fundamental para a paz e a estabilidade. Estou aberto a qualquer iniciativa que vise unir os cidadãos moçambicanos”, afirmou o Presidente, destacando a sua postura conciliatória.
No entanto, Daniel Chapo expressou críticas em relação às medidas de cem dias propostas por Mondlane, considerando-as insuficientes para a resolução dos desafios que o país enfrenta. O Presidente enfatizou a necessidade de um plano mais abrangente e eficaz que atenda às exigências da população.
Além disso, Chapo revelou que o governo está actualmente a realizar um levantamento dos danos provocados pela violência nas manifestações que se seguiram às eleições, com o intuito de elaborar um plano de recuperação para o sector empresarial. “É fundamental restaurar a confiança dos investidores e assegurar a retoma económica do nosso país”, concluiu.
As autoridades policiais do distrito de Pathanamthitta, no sul da Índia, confirmaram a detenção do último suspeito de um caso de abuso sexual prolongado que envolve uma jovem de 18 anos da comunidade dalit.
O homem, de 25 anos, foi capturado no passado domingo, segundo declarações do chefe da polícia local à agência de notícias indiana PTI.
A vítima, cuja identidade permanece em anonimato, relatou ter sido alvo de abusos sexuais sistemáticos desde os 13 anos, perpetrados por pelo menos 62 homens. Até o momento, as autoridades apresentaram acusações formais contra 59 dos suspeitos, enquanto outros dois ainda se encontram no estrangeiro.
Os indivíduos detidos eram conhecidos da jovem, incluindo vizinhos e amigos da família, que, segundo Rajeev N., advogado responsável pelo comité distrital de protecção de menores, não tinham conhecimento do sofrimento vivido por sua filha. “A jovem está a ser mantida afastada dos meios de comunicação e apenas a polícia a visita para registar as suas declarações”, acrescentou o advogado.
A situação é ainda mais alarmante, uma vez que um dos acusados terá recorrido à chantagem, utilizando um vídeo das relações sexuais que gravou, o que teria levado outros amigos a agredirem a jovem.
Segundo a investigação, a vítima foi violada colectivamente em pelo menos cinco ocasiões, incluindo uma vez dentro de um hospital local.
Os números de violência sexual na Índia são alarmantes, com cerca de 90 violações registadas diariamente em 2022. Apesar da elevada incidência, muitos destes crimes permanecem sem ser denunciados, reflectindo a necessidade urgente de melhorias na protecção e no suporte às vítimas.
O PODEMOS, a segunda maior força partidária em Moçambique, denunciou no sábado, o assassinato de 106 membros e simpatizantes, alegadamente perpetrados pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS) desde o início das manifestações pós-eleitorais.
O partido, que tem acompanhado a situação de perto, revelou que a maioria das vítimas reside na província da Zambézia, onde pelo menos 100 pessoas foram mortas a tiro e outras 15 ficaram feridas.
Durante uma conferência de imprensa realizada em Maputo, o Secretário-geral do PODEMOS, Sebastião Mussanhane, afirmou que as vítimas são seleccionadas de forma criteriosa, com particular atenção aos líderes de movimentos que se destacaram durante as manifestações. “As pessoas que estão sendo executadas são devidamente seleccionadas e executadas a tiros, sendo que algumas delas são encontradas durante as suas actividades de trabalho”, declarou Mussanhane, sublinhando a gravidade da situação.
Além dos assassinatos, o PODEMOS também denunciou actos de perseguição a seus membros na província de Cabo Delgado. O partido informou que indivíduos não identificados estão a realizar uma recolha de dados sobre os seus membros, o que levanta preocupações sobre a segurança e a integridade dos mesmos.
Foram divulgadas imagens capturadas por drone que mostram a angustiante realidade dos palestinianos deslocados a atravessar os escombros das suas casas em Jabalia, no norte da Faixa de Gaza.
As imagens, reportadas pela Sky News, refletem o impacto devastador do conflito mais destrutivo em 77 anos de tensão entre Israel e o Hamas.
O recente acordo de cessar-fogo entre as duas partes trouxe um alívio temporário, mas deixou um rasto de destruição sem precedentes. O governo de Gaza, sob a liderança do Hamas, estima que aproximadamente 14 em cada 15 casas na região foram danificadas, resultando numa catástrofe humanitária de proporções alarmantes.
Além das perdas materiais, a destruição acumulou cerca de 42 milhões de toneladas de detritos na Faixa de Gaza, complicando ainda mais os esforços de ajuda e reconstrução.
A comunidade internacional observa com preocupação a situação, enquanto as famílias de Jabalia tentam reconstruir as suas vidas em meio a um cenário de ruínas e desolação.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, anunciou durante a sua cerimónia de investidura, a disponibilização gratuita de livros escolares em formatos impresso e digital, com o objectivo de garantir que todas as crianças tenham acesso ao material educativo necessário.
O evento decorreu na Praça da Independência, na capital moçambicana.
Chapo enfatizou a importância da distribuição atempada dos livros escolares, prometendo regularizar o processo de revisão dos mesmos para evitar desperdícios e assegurar a sua disponibilidade no início de cada ano lectivo. “A educação será um pilar central da nossa transformação”, afirmou, referindo-se aos desafios que o sector educativo enfrentou no ano lectivo de 2024, onde algumas escolas primárias não conseguiram receber os livros gratuitos.
O novo líder moçambicano destacou também a necessidade de investimento em infraestruturas escolares, com planos para a construção e renovação de escolas, especialmente em áreas rurais. Chapo mencionou a criação de novas escolas técnicas nas capitais provinciais e distritos, como uma forma de alinhar a formação dos jovens às exigências do mercado de trabalho.
Para motivar os educadores, o governo planeia melhorar as condições de trabalho e oferecer programas de capacitação, reconhecendo os professores como agentes fundamentais na transformação da sociedade. “Cada criança que se senta numa sala de aula representa uma promessa de um Moçambique mais forte”, disse Chapo, sublinhando a necessidade de inverter o quadro actual caracterizado pela desmotivação dos professores, infraestruturas inadequadas e escassez de recursos.
O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou a sua intenção de emitir uma ordem executiva na próxima segunda-feira, que poderá suspender a recente proibição do TikTok no país.
Em sua proposta, Trump sugere que a popular rede social de vídeos curtos seja controlada em 50% por accionistas norte-americanos, uma alternativa que visa atender às preocupações de segurança nacional.
A companhia-mãe do TikTok, a chinesa ByteDance, já anunciou que está a trabalhar para restaurar o serviço nos Estados Unidos, comprometendo-se a colaborar com a nova administração para encontrar uma solução a longo prazo. A legislação que impõe a proibição, aprovada pelo Congresso em 2024, entrou em vigor este domingo, tornando o TikTok inacessível aos mais de 170 milhões de utilizadores norte-americanos.
Segundo a legislação, o presidente tem a possibilidade de adiar a aplicação da lei por um período de 90 dias, durante o qual poderá ser encontrado um comprador para a plataforma.
No entanto, até à data, a ByteDance tem-se recusado a vender o TikTok, que, em apenas uma década, se tornou uma ferramenta essencial para uma vasta audiência, especialmente entre os jovens.
Trump, que tomará posse na segunda-feira, apelou aos fornecedores de Internet e lojas de aplicações para restabelecerem imediatamente o acesso ao TikTok, garantindo que a sua futura ordem executiva os protegerá retroactivamente de quaisquer penalizações.
A nova lei prevê multas severas para os prestadores de serviços que não cumpram a proibição, podendo estas ascender a 5.000 dólares por utilizador.
“Estou a pedir às empresas que não deixem o TikTok às escuras”, exclamou Trump. “Vou emitir uma ordem executiva para estender o período antes da aplicação das proibições da lei, de forma a que possamos chegar a um acordo que proteja a nossa segurança nacional”, acrescentou.
Entretanto, a organização Amnistia Internacional (AI) criticou a proibição do TikTok, classificando-a como uma decisão arbitrária que não resolve as questões relacionadas com a protecção dos direitos humanos na era digital. Lauren Armistead, directora-adjunta de tecnologia da AI, afirmou que a proibição não aborda os riscos associados à vigilância que afectam tanto o TikTok como outras grandes tecnológicas, como a Google e a Meta.
A província de Maputo enfrenta sérios constrangimentos na circulação rodoviária entre a vila sede do distrito de Magude e os postos administrativos adjacentes, em virtude da crescente subida do caudal do rio Incomáti.
Esta situação é provocada pelas descargas efectuadas por países situados a montante, nomeadamente a África do Sul e Eswatini, dificultando assim a transitabilidade de pessoas e bens.
De acordo com Milagre Machaieie, porta-voz do Governo do distrito de Magude, a inundação já causou danos significativos, afectando um total de setenta e dois hectares de diversas culturas agrícolas, dos quais 24 hectares são dados como perdidos. Este cenário deixou 154 famílias em situação de emergência, conforme relatado em entrevista à Rádio Moçambique.
Machaieie sublinhou que, em consequência da subida do caudal, quatro pontecas encontram-se submersas, comprometendo importantes ligações rodoviárias. As ligações afectadas incluem a vila à localidade de Macupulane, a vila à localidade de Mulelemane, entre as localidades de Mulelemane e Chichuco, e ainda o posto administrativo de Magude-sede a Panjane, que atravessa as localidades de Chivonguene e Mulelemane. A ponte que liga Timanguene a Mucimbo, sobre o rio Masonto, também se encontra submersa.
Além disso, as inundações provocaram a destruição de campos de pasto, afectando mais de mil bovinos e quatrocentos pequenos ruminantes na região, o que agrava ainda mais a situação para os agricultores locais.
Após meses de intensas hostilidades, o cessar-fogo entre Israel e o Hamas entrou em vigor, trazendo uma esperança renovada a uma região devastada pela guerra.
Este acordo surge na sequência de um balanço alarmante que revelou que pelo menos 110.750 pessoas ficaram feridas na Faixa de Gaza desde o início do conflito, desencadeado por um ataque do Hamas a Israel em 7 de Outubro de 2023.
A trégua, que se iniciou com um atraso de quase três horas em relação ao horário previsto, é resultado de longas negociações mediadas pelos Estados Unidos, Qatar e Egito. O acordo inclui a libertação de três reféns israelitas, cujos nomes foram entregues ao governo israelita pelo Hamas antes do início do cessar-fogo, permitindo assim que as suas famílias fossem informadas.
Este cessar-fogo representa a primeira pausa nas hostilidades desde Novembro de 2023 e visa facilitar a troca de reféns israelenos por prisioneiros palestinianos. Após 15 meses de combates, espera-se que a trégua não só interrompa os confrontos, mas também possibilite a libertação de dezenas de reféns israelitas que permanecem em cativeiro na Faixa de Gaza, assim como de centenas de palestinianos detidos em Israel.
O ataque inicial do Hamas, que resultou na morte de cerca de 1.200 pessoas e deixou mais de 250 em cativeiro, desencadeou uma onda de violência que alterou drasticamente a vida na região.
Actualmente, cerca de 100 reféns ainda permanecem retidos em Gaza, tornando a situação humanitária ainda mais crítica.
O presidente destituído da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, deverá permanecer em detenção por mais 20 dias, após uma decisão da Justiça que prorroga a sua prisão.
A medida, que se seguiu à sua detenção inicial na última quarta-feira, foi justificada pela possibilidade de que o ex-líder possa destruir provas críticas relacionadas à investigação em curso sobre a tentativa de imposição de uma lei marcial no país.
Yoon Suk Yeol, que tentou implementar a medida controversa no dia 3 de Dezembro, tendo posteriormente revogado a decisão poucas horas depois, enfrenta agora sérias acusações. A lei marcial, que confere poderes extraordinários ao Executivo e restringe os direitos civis, levantou preocupações significativas entre a população e os legisladores sul-coreanos.
A audiência realizada no passado sábado, resultou na extensão da detenção do ex-presidente, que inicialmente se previa ser de apenas 48 horas.
A Justiça sul-coreana considera que Yoon pode ter um papel crucial nas investigações que avaliarão se a sua tentativa de ação se configura como insurreição, um crime que, se provado, poderá resultar em penas severas, incluindo a pena de morte ou prisão perpétua.
A tensão entre Israel e o Hamas viu um momento de alívio com a libertação de três reféns israelitas, acompanhada pela decisão de Israel em libertar 90 detidos palestinianos, predominantemente mulheres e crianças.
Esta troca ocorre no contexto de um cessar-fogo que já dura mais de 15 meses na Faixa de Gaza, uma região devastada por conflitos incessantes.
Segundo a Autoridade Prisional de Israel, os 90 detidos foram libertados da prisão militar de Ofer, na Cisjordânia ocupada, e de um centro de detenção em Jerusalém. A libertação foi confirmada pouco após a meia-noite, com o governo israelita a classificar os libertados como “terroristas”.
A saída dos prisioneiros foi acompanhada por uma multidão que agitou bandeiras palestinianas ao longo da estrada que liga Beitunia a Ramallah, sede da Autoridade Palestiniana. Entre as libertadas, destaca-se a jornalista Bouchra al-Tawil, que expressou à agência France Press a sua esperança durante o difícil período de cativeiro: “A espera foi extremamente difícil. Mas, graças a Deus, tínhamos a certeza de que um dia seríamos libertados.”
Horas antes, um dirigente do Hamas confirmou à AFP que três reféns israelitas haviam sido entregues ao Comité Internacional da Cruz Vermelha na cidade de Gaza. O Exército israelita também confirmou a chegada das reféns a Israel. As jovens foram identificadas como Emily Damari, de 28 anos, Doron Steinbrecher, de 31 anos, e Romi Gonen, de 24 anos, todas capturadas durante o ataque de 7 de Outubro de 2023.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, comentou sobre a libertação, afirmando que as mulheres “passaram por um inferno” durante os 471 dias de cativeiro. As jovens foram transportadas para o hospital de Sheba, perto de Telavive, onde se encontram em estado estável, embora uma delas tenha sofrido a perda de dois dedos de uma mão.
Daniel Hagari, porta-voz do exército israelita, anunciou que “entre três e quatro mulheres raptadas” seriam libertadas todas as semanas. Em resposta, um alto funcionário do Hamas revelou à AFP que a próxima libertação deverá ocorrer no próximo sábado, indicando que o processo de trocas de prisioneiros poderá continuar nas próximas semanas.
Na madrugada de segunda-feira, um trágico incêndio num lar de idosos localizado nos arredores da capital sérvia, Belgrado, resultou na morte de oito pessoas e deixou sete feridos.
O incidente ocorreu por volta das 03:30, hora local, em Barajevo, um município situado no extremo sul da cidade, conforme anunciado pelas autoridades.
Segundo informações divulgadas pela televisão estatal RTS, a primeira análise das circunstâncias que rodeiam o incêndio indica que este poderá ter sido provocado intencionalmente. O ministro da Assistência Social do Governo sérvio, Nemanja Starovic, partilhou estas informações, sublinhando a gravidade da situação.
Até ao momento, a polícia não emitiu qualquer comunicado oficial sobre as investigações em curso. No entanto, o oficial do serviço de emergência, Luka Causic, revelou à RTS que, na altura do incêndio, cerca de 30 pessoas estavam presentes na instituição.
“Esta é uma grande tragédia, mas poderia ter sido ainda pior”, afirmou Causic, destacando o potencial do incidente para causar ainda mais vítimas. Os feridos foram rapidamente transferidos para um hospital em Belgrado, onde estão a receber tratamento.
Um trágico acidente de viação ocorreu no distrito de Rapale, na província de Nampula, resultando na morte de quatro pessoas e deixando cinco feridos,...
O aclamado músico moçambicano Stewart Sukuma recebeu uma homenagem no Festival Nostalgia 2026, em reconhecimento ao seu inestimável contributo para a valorização e divulgação...
O Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a constituição de uma equipa conjunta para investigar alegações de desvio e venda clandestina...