A província de Maputo enfrenta sérios constrangimentos na circulação rodoviária entre a vila sede do distrito de Magude e os postos administrativos adjacentes, em virtude da crescente subida do caudal do rio Incomáti.
Esta situação é provocada pelas descargas efectuadas por países situados a montante, nomeadamente a África do Sul e Eswatini, dificultando assim a transitabilidade de pessoas e bens.
De acordo com Milagre Machaieie, porta-voz do Governo do distrito de Magude, a inundação já causou danos significativos, afectando um total de setenta e dois hectares de diversas culturas agrícolas, dos quais 24 hectares são dados como perdidos. Este cenário deixou 154 famílias em situação de emergência, conforme relatado em entrevista à Rádio Moçambique.
Machaieie sublinhou que, em consequência da subida do caudal, quatro pontecas encontram-se submersas, comprometendo importantes ligações rodoviárias. As ligações afectadas incluem a vila à localidade de Macupulane, a vila à localidade de Mulelemane, entre as localidades de Mulelemane e Chichuco, e ainda o posto administrativo de Magude-sede a Panjane, que atravessa as localidades de Chivonguene e Mulelemane. A ponte que liga Timanguene a Mucimbo, sobre o rio Masonto, também se encontra submersa.
Além disso, as inundações provocaram a destruição de campos de pasto, afectando mais de mil bovinos e quatrocentos pequenos ruminantes na região, o que agrava ainda mais a situação para os agricultores locais.















