Durante um encontro com reitores de universidades públicas e privadas, o Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, expressou a sua preocupação com a possibilidade de comprometer o pagamento de salários dos funcionários públicos, devido às manifestações pós-eleitorais que têm abalado o país.
O Presidente explicou que os protestos resultaram em atrasos significativos na cobrança das receitas fiscais, que se encontram actualmente apenas em cerca de 80% do valor previsto.
Este número, segundo Nyusi, está bem aquém do habitual e do que é planeado para períodos normais de funcionamento económico.
“Há um esforço para inviabilizar as fronteiras económicas, sobretudo a de Ressano. A escassez de produtos já se iniciou”, afirmou Nyusi, sublinhando que a diminuição das receitas fiscais representa um desafio grave para a gestão orçamental do país. “A informação desta manhã encorajou-me um pouco, pois até anteontem não estava satisfeito. No entanto, conseguimos até Novembro alcançar uma cobrança de 80% do previsto. Normalmente, neste momento, a cobrança ultrapassa a previsão, e isso preocupa-me porque posso não conseguir pagar os salários de professores e enfermeiros. Nós não temos orçamento alocado, ao contrário de outros governos que tiveram essa sorte; eu nunca tive essa sorte nos últimos dez anos”, lamentou.
Neste contexto, Nyusi destacou que a sua governação, que opera sem apoio externo para o pagamento de salários, é uma prova da capacidade dos moçambicanos em enfrentar desafios. “Teríamos conseguido fazer mais se tivéssemos implementado outras medidas de contenção, como a redução ou eliminação da corrupção”, concluiu.
Um incidente alarmante ocorreu no bairro de Malhampsene, na cidade da Matola, onde um autocarro de transporte de pessoal da empresa Lalgy foi incendiado por manifestantes.
A situação causou grande preocupação, uma vez que os passageiros, trabalhadores da empresa, foram forçados a abandonar o veículo.
De acordo com uma fonte da Lalgy, o motorista do autocarro foi obrigado a interromper a marcha devido à ação dos manifestantes, que utilizavam bombas caseiras para atear fogo ao veículo.
Os manifestantes são conhecidos por permanecer na área próxima à lixeira de Malhampsene, onde costumam realizar portagens.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram um agente da Polícia da República de Moçambique a disparar gás lacrimogénio contra o autocarro, levantando especulações sobre um possível envolvimento da polícia no incêndio.
No entanto, um vídeo partilhado pela fonte da empresa parece corroborar a versão de que os manifestantes foram os responsáveis pelo início do incêndio.
“Este autocarro fazia o transporte dos trabalhadores que residem na cidade de Maputo e no município de Marracuene. Assim, ficamos sem transporte”, lamentou a fonte, expressando a preocupação com a situação dos colaboradores da empresa. Até ao momento, a Lalgy apenas regista o vandalismo de um autocarro, sem, felizmente, terem sido reportadas vítimas humanas.
O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, anunciou hoje a nomeação de Américo Julião Letela como o novo Procurador-Geral da República, sucedendo à Beatriz Buchili, que cumpriu dois mandatos à frente da instituição.
Com uma vasta experiência que ultrapassa duas décadas no exercício da magistratura, Letela iniciou a sua carreira em Inhambane, tendo posteriormente exercido funções na cidade de Maputo e nas províncias de Cabo Delgado e Tete.
A sua nomeação surge num contexto em que o país enfrenta desafios significativos na área da justiça e da luta contra a corrupção.
O novo Procurador-Geral, que assume o cargo numa altura crítica, terá a responsabilidade de promover a justiça e garantir a aplicação da lei de forma equitativa, além de fortalecer a confiança dos cidadãos nas instituições judiciais. A sua experiência e percurso profissional serão, sem dúvida, cruciais para enfrentar os desafios que se avizinham.
Beatriz Buchili, que deixa o cargo após dois mandatos, é amplamente reconhecida pelo seu empenho e trabalho na promoção da justiça em Moçambique, o que torna a sua substituição uma tarefa exigente para Letela.
Diversos bancos em Moçambique enfrentaram dificuldades no sistema de pagamento, devido à vandalização de um ponto de comunicação crucial entre a Sociedade Interbancária de Moçambique (SIMO) e as instituições financeiras.
Este incidente ocorreu no contexto das manifestações pós-eleitorais que têm marcado o país nas últimas semanas.
A informação foi confirmada por Sariel Nhambide, diretora-executiva da SIMO, que comunicou ao jornal “Notícias” que a situação já foi normalizada, embora não tenha revelado detalhes sobre as circunstâncias do restabelecimento do serviço.
A vandalização deste ponto de comunicação gerou preocupação entre os cidadãos e comerciantes que dependem dos serviços bancários para as suas operações diárias. As autoridades apelam à calma e à responsabilidade, sublinhando a necessidade de manter a ordem pública num momento sensível para a nação.
Um trágico incidente ocorreu na terça-feira, resultando na morte de pelo menos seis pessoas e deixando uma ferida, após o desabamento de um armazém de cereais na vila de Jinxiang.
As autoridades locais confirmaram a fatalidade do evento numa declaração divulgada na quarta-feira.
O acidente ocorreu durante os trabalhos de desmantelamento do piso superior do armazém, quando a estrutura desabou inesperadamente. O governo local informou que, além das fatalidades, uma pessoa permanece presa sob os escombros, levando a uma mobilização urgente de equipas de socorro para a zona do acidente.
As operações de resgate estão em curso, com as autoridades a trabalharem incansavelmente para localizar e salvar a vítima ainda soterrada.
O incidente levanta preocupações sobre as condições de segurança durante o desmantelamento de estruturas, uma situação que as autoridades prometem investigar a fundo.
O Uganda enfrenta uma tragédia em decorrência de um deslizamento de terras, provocado por chuvas torrenciais que atingiram o distrito de Bulambuli.
O número de mortos subiu de 20 para 28, conforme anunciado pelas autoridades policiais locais.
“Até à data, 28 corpos foram recuperados. As operações de busca continuam, com equipas compostas por forças de segurança, membros da comunidade local, funcionários do gabinete do primeiro-ministro e da Cruz Vermelha a trabalharem incansavelmente para localizar mais vítimas”, comunicou a polícia através da rede social X, conforme reportado por diversos meios de comunicação.
Entre as últimas vítimas encontradas, destacam-se quatro crianças: uma de um ano e meio, duas de três anos e uma de cinco. As forças de segurança expressaram a sua solidariedade, afirmando: “Os nossos pensamentos estão com as famílias e os entes queridos das vítimas”.
A Cruz Vermelha do Uganda informou que, até sábado, aproximadamente 750 pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas devido a deslizamentos de terras, resultando em pelo menos 22 feridos, transportados para unidades hospitalares.
O deslizamento afectou várias aldeias, incluindo Masugu, Namachele, Natola, Nmagugu e Tagalu, situadas nas proximidades da fronteira com o Quénia. A polícia confirmou que as últimas vítimas encontradas eram residentes da aldeia de Masugu.
Imagens divulgadas pela Cruz Vermelha e pelas autoridades ugandesas nas redes sociais retractam a devastação da região, mostrando uma torrente de água que engoliu um veículo, bem como equipas de salvamento a trabalhar arduamente no local, onde árvores foram arrancadas, casas destruídas e grandes quantidades de lama dificultam o acesso.
A catástrofe no Uganda não é um caso isolado. Do outro lado da fronteira, os condados quenianos de Kisumu e Busia também sofreram com inundações severas na semana passada, resultando na morte de pelo menos 12 pessoas e na evacuação de 3.970 famílias, conforme confirmado pelo governo queniano.
A região da África Oriental tem sido severamente afectada por chuvas intensas desde o início de 2024, especialmente durante a estação chuvosa prolongada, que normalmente ocorre entre Março e Maio. Este ano, a situação foi agravada pelo fenómeno El Niño, uma alteração nas dinâmicas atmosféricas associada ao aumento das temperaturas do Oceano Pacífico.
Em Maio, a Organização das Nações Unidas (ONU) relatou que, pelo menos, 473 pessoas perderam a vida, 410.350 estavam deslocadas e 1,6 milhões foram afectadas pelas chuvas torrenciais e inundações que impactaram não apenas o Quénia e o Uganda, mas também outros países da África Oriental, como Tanzânia, Somália, Etiópia e Burundi.
A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) anunciou a extensão do prazo para o pré-registo dos exames de admissão, que estava inicialmente previsto para o dia 2 de Dezembro.
O novo prazo foi estabelecido para sexta-feira, 6 de Dezembro, conforme informado numa nota oficial divulgada hoje.
Além da prorrogação do pré-registo, a UEM também alargou o período para o pagamento das taxas de inscrição, que agora se encerrará na próxima segunda-feira, dia 9 de Dezembro.
Esta decisão visa assegurar que todos os candidatos tenham tempo suficiente para completar os procedimentos necessários à sua inscrição.
Para o ano lectivo de 2025, a UEM disponibilizará um total de 4.610 vagas para os novos estudantes. Os exames de admissão estão agendados para decorrer entre os dias 7 e 10 de Janeiro de 2024.
Venâncio Mondlane, candidato à presidência, expressou o seu desagrado, através das redes sociais, face ao comportamento de indivíduos que, à margem das recentes manifestações, têm instalado barricadas e portagens clandestinas para cobrar dinheiro.
“Todos que forem encontrados nessa situação devem ser denunciados e desencorajados pela própria população. Não são estas as nossas práticas”, afirmou Mondlane, em um apelo à cidadania e à responsabilidade colectiva.
O candidato abordou ainda a adesão às manifestações, enfatizando que estas não são de carácter obrigatório. “Estamos a dizer que, a partir das 8h, as pessoas devem desligar as viaturas e estacionar na via pública. É uma forma de manifestação, mas também é voluntária. Cada automobilista decidirá por si desligar a sua viatura. Ninguém deve ser obrigado a fazê-lo”, esclareceu Venâncio Mondlane.
O candidato fez uma distinção clara, indicando que aqueles que optarem por não aderir às manifestações podem continuar as suas actividades normais. “Apenas informamos que, para aqueles que se associam à nossa causa, das 8h às 15h30, a ideia é que todos parem”, acrescentou.
Face às recentes acusações de financiamento estrangeiro, Venâncio Mondlane considerou tais alegações como infundadas, afirmando que “sempre foi assim. Quando a nossa população manifesta-se, sempre se associa a interesses estrangeiros”. Esta declaração visa desmistificar a ideia de que o movimento carece de legitimidade ou apoio interno.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) expressou a sua preocupação face ao crescente número de casos de indivíduos que se fazem passar por investigadores na cidade de Inhambane.
Na passada segunda-feira, as autoridades detiveram um suposto agente que se envolveu em extorsões, burlas e roubos, perpetrados em plena via pública.
O porta-voz do SERNIC em Inhambane, Alceres Cuamba, revelou que, com a detenção deste cidadão, sobe para quatro o número de casos de falsos agentes registados apenas neste ano.
Esta situação tem gerado um alarmante aumento de actividades ilícitas, levando as autoridades a intensificarem os seus esforços de prevenção.
Para combater este fenómeno que começa a ganhar contornos de moda, o SERNIC está a levar a cabo uma campanha de sensibilização dirigida à população, especialmente aos agentes económicos.
Alceres Cuamba enfatizou a necessidade de vigilância redobrada, especialmente com a aproximação do período festivo, que tende a atrair um maior fluxo de pessoas e, consequentemente, potenciais crimes.
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) admitiu a existência de atrasos no pagamento dos subsídios de supervisão aos membros de apoio das Comissões Distritais de Eleições (CDE) e do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE).
Esta convocatória surge em resposta às queixas de vice-presidentes, vogais das CDE, directores, técnicos e auxiliares do STAE, que ainda não receberam os seus honorários.
Ana Chemane, presidente da Comissão Provincial de Eleições da cidade de Maputo, afirmou que os atrasos se devem a um défice orçamental que afecta o funcionamento da CNE desde o início das actividades. “É um facto que temos atrasos nos pagamentos de subsídios, mas isso decorre do défice orçamental que enfrentamos. Eles têm conhecimento desta situação”, esclareceu Chemane, em entrevista ao jornal “Notícias”.
A presidente garantiu que a missão da CNE prosseguirá até o próximo ano e que a comunicação em torno do tema tem sido mantida através do STAE.
Quanto à exigência de um 13.º salário referente ao ano de 2023, Chemane esclareceu que os reclamantes não possuem legitimidade legal para tal, uma vez que não são funcionários permanentes do órgão, mas sim contratados a prazo. “Estão a exigir algo que não é de lei. Como eles exigem o 13.º se nem são funcionários do órgão?”, questionou.
Chemane reafirmou que os vogais que integram as comissões estão regidos por um estatuto próprio, que não lhes confere o direito ao 13.º salário.
A presidente alertou ainda que os indivíduos que apresentaram as queixas não têm autoridade para falar em nome do órgão sem uma deliberação prévia.
Embora tenham o direito de se pronunciar como cidadãos individuais, Chemane considerou inoportuno que o assunto tivesse sido levado à imprensa, uma vez que já tinha sido discutido internamente sem que surgissem questões sobre a situação.
Dezassete pessoas perderam a vida na Turquia desde o final de Novembro devido a intoxicações provocadas por álcool adulterado, conforme noticiado na quarta-feira por vários meios de comunicação turcos.
Outras 22 vítimas continuam a receber tratamento hospitalar, evidenciando a gravidade da situação.
Segundo a agência noticiosa Anadolu, as autoridades locais detiveram oito indivíduos suspeitos de estarem envolvidos na venda do álcool responsável por estas trágicas mortes. A resposta rápida das forças policiais surge como uma tentativa de conter a comercialização de produtos ilegais que colocam em risco a saúde pública.
Na passada semana, as autoridades realizaram uma apreensão significativa em Istambul, confiscando 410 litros de etanol e metanol, além de 165 garrafas de álcool de contrabando e materiais utilizados na produção de bebidas alcoólicas.
Estas operações visam combater a crescente ameaça da produção clandestina de álcool, que tem proliferado em resposta ao aumento acentuado dos impostos sobre as bebidas alcoólicas no país.
Infelizmente, as intoxicações por álcool adulterado não são um fenómeno novo na Turquia. Em Dezembro de 2021, pelo menos 25 pessoas perderam a vida em várias províncias do país num período curto, enquanto, um ano antes, cerca de 40 indivíduos também faleceram devido a intoxicações semelhantes.
A instabilidade política na Coreia do Sul aumentou na terça-feira, com seis partidos da oposição a apresentarem uma moção para a destituição do Presidente Yoon Suk-yeol, após a revogação da lei marcial que o chefe de Estado havia decretado na véspera.
O Partido Democrático (PD), juntamente com cinco outros partidos, deu início ao processo parlamentar que poderá resultar na suspensão do poder do Presidente, cuja administração se encontra agora em minoria no parlamento.
Na noite de terça-feira, Yoon anunciou ao país a imposição da lei marcial, justificando a medida como uma forma de “erradicar as forças a favor da Coreia do Norte” e de proteger a “ordem constitucional” contra actividades consideradas “anti-estatais”. O Presidente dirigiu directamente as suas acusações ao PD, o principal partido da oposição.
Contudo, poucas horas após a declaração, a situação sofreu uma reviravolta. O parlamento sul-coreano, conhecido como Assembleia Nacional, reuniu-se em sessão plenária extraordinária e revogou a decisão de Yoon, numa altura em que milhares de cidadãos se manifestavam nas ruas de Seul, expressando descontentamento com a medida.
A apresentação da moção de destituição foi oficializada na Assembleia Nacional pelos 192 deputados dos partidos opositores. Os seus representantes indicaram que a votação da proposta está prevista para ocorrer na próxima sexta-feira ou sábado, respeitando o prazo legal de 72 horas para o processamento deste tipo de iniciativas, uma vez apresentadas.
Para que a moção de destituição seja aprovada, será necessário o apoio de, pelo menos, 200 dos 300 deputados que compõem o parlamento sul-coreano.
O PD e as forças aliadas já haviam conseguido 190 votos na sessão anterior, o que significa que necessitam apenas de mais dez votos para assegurar a destituição de Yoon.
O Partido do Poder Popular, ao qual Yoon pertence, criticou a decisão de impor a lei marcial. O líder do partido, Han Dong-hoon, afirmou estar disposto a trabalhar em conjunto com a população para “acabar com esta situação”, revelando que alguns deputados votaram a favor da revogação.
Caso a moção de destituição seja aprovada, Yoon Suk-yeol será afastado das suas funções até que o Tribunal Constitucional se pronuncie sobre uma eventual violação da Constituição, com um prazo máximo de 180 dias para deliberar.
Os voos de Moçambique para outros países e vice-versa continuam a decorrer sem interrupções, conforme garantiu uma fonte oficial ao MZNews.
Esta declaração surge em resposta a informações alarmantes que circularam nas redes sociais, sugerindo o cancelamento de voos por parte de diversas companhias aéreas internacionais.
Segundo a fonte da aviação, que possui acesso a informações privilegiadas, não há registos de voos cancelados até ao momento. “O nosso sistema, que monitoriza cancelamentos e agendamentos em tempo real, não detectou nem recebeu quaisquer notificações nesse sentido”, afirmou a fonte. “Recebemos sempre esse tipo de informação em primeira mão”, acrescentou.
A mesma fonte comprometeu-se a contactar o MZNews caso surjam informações verdadeiras e oficiais sobre a suspensão de voos.
É importante notar que, se iniciou a quarta fase da quarta etapa das manifestações pós-eleitorais, convocadas pelo candidato independente Venâncio Mondlane. Na comunicação das directrizes dos protestos, Mondlane sugeriu, entre outras medidas de precaução, o cancelamento de voos, o que pode ter contribuído para a propagação de rumores.
Por outro lado, a empresa Aeroportos de Moçambique emitiu ontem um comunicado reafirmando que as operações aeroportuárias decorreram na normalidade, tranquilizando assim os passageiros e as companhias aéreas.
Netumbo Nandi-Ndaitwah, candidata do partido governista Swapo (Organização do Povo do Sudoeste Africano), conquistou a presidência da Namíbia já no primeiro turno das eleições, ao obter 57% dos votos, segundo os resultados divulgados pela comissão eleitoral.
A vitória de Nandi-Ndaitwah marca um momento histórico, uma vez que se torna a primeira mulher a assumir a presidência do país.
Após a proclamação da vitória, Nandi-Ndaitwah expressou a sua gratidão ao povo namibiano, afirmando: “A nação namibiana votou pela paz e estabilidade”. A actual vice-presidente, de 72 anos, era amplamente considerada a favorita na corrida eleitoral, especialmente por ser a representante de um partido que tem dominado a política namibiana desde a independência do país, em 1990.
O seu principal adversário, Panduleni Itula, do partido Patriotas Independentes pela Mudança (IPC), ficou em segundo lugar com 26% dos votos. Itula e o IPC já anunciaram a intenção de contestar os resultados, que consideram “profundamente falhos”.
O comparecimento às urnas foi significativo, com cerca de 77% dos quase 1,5 milhão de eleitores registados a exercerem o seu direito de voto. Embora a Swapo tenha desfrutado de popularidade nas eleições anteriores, os níveis de apoio ao partido têm diminuído, especialmente em face das frustrações económicas e das alegações de corrupção no governo. Em 2014, a Swapo obteve quase 87% dos votos, e em 2019, esse número caiu para 56%.
A nova presidente eleita enfrenta desafios significativos, incluindo as elevadas taxas de desemprego entre os jovens, um problema que se agravou nos últimos anos.
Nandi-Ndaitwah comprometeu-se a implementar soluções, focando em investimentos em energia verde, agricultura e infra-estrutura, como parte de uma estratégia para revitalizar a economia e oferecer oportunidades aos namibianos.
A província da Zambézia enfrenta um crescimento preocupante no número de casos de tuberculose, com um total de dezoito mil e sessenta e seis diagnósticos registados entre Janeiro e Novembro deste ano.
Este valor representa um incremento de sessenta e dois casos em relação ao período homólogo, que contabilizou dezoito mil e quatro casos.
Os distritos que mais se destacam neste panorama alarmante incluem Mopeia, Quelimane, Milange, Morrumbala, Inhassunge, Mocuba, Mocubela, Maganja da Costa, Pebane, Nicoadala e Namacurra.
A informação foi divulgada por Atanásio Jantar, supervisor Provincial da tuberculose na Direcção Provincial da Saúde na Zambézia, durante uma capacitação que envolveu jornalistas, desportistas e parceiros da saúde.
A preocupação com o aumento dos casos foi também partilhada por Lino Sixpence, representante do Centro de Coordenação para Saúde (CCS) na Zambézia. Durante o evento, Sixpence manifestou inquietação face aos números actuais de pacientes e assegurou que a sua instituição continuará a intensificar o apoio no combate à tuberculose.
Participantes da capacitação, ao expressarem suas preocupações à Rádio Moçambique, reafirmaram a disposição de colaborar na mitigação da situação na província, evidenciando a necessidade de esforços conjuntos para enfrentar este desafio de saúde pública.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Literacia Climática. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Literacia Climática. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Comunicação. Saiba mais.
A Associação de Solidariedade na Esperança de Vida (OIMPEVI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Professores Voluntários – Física, Matemática, Biologia, Química e TICs. Saiba mais.
A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Planning, Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (PMEAL) Officer. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Chief of Party (COP). Saiba mais.
Uma tragédia abalou o bairro do Jardim, na cidade de Maputo, onde uma mulher perdeu a vida após ser atingida por um comboio. O incidente, que ocorreu na passagem de nível, foi resultado da distracção da vítima enquanto tentava atravessar a linha férrea.
De acordo com testemunhas que estavam no local do acidente, a mulher não terá percebido a aproximação do comboio, levando a uma situação fatal.
As autoridades foram rapidamente accionadas, e o Serviço Nacional de Investigação Criminal deslocou-se ao local para proceder à remoção do corpo, que foi encaminhado para a morgue anexa ao Hospital Central de Maputo (HCM).
Este trágico episódio levanta questões sobre a segurança nas passagens de nível e a necessidade de medidas que garantam a protecção dos cidadãos.
As autoridades locais estão a investigar as circunstâncias que rodearam o acidente e apelarão à população para redobrar a atenção ao atravessar locais potencialmente perigosos.
O candidato presidencial independente, Venâncio Mondlane, anunciou a convocação de uma nova fase de manifestações contra os resultados das eleições realizadas a 9 de Outubro.
Este movimento, que já se encontra na sua quarta etapa, terá lugar entre o dia 4 e 11 de Dezembro, envolvendo a população em protestos pacíficos.
Durante uma conferência de imprensa, Mondlane delineou os detalhes da iniciativa, que se desenvolverá diariamente entre as 8 horas e as 15h30.
Os participantes são incentivados a entoar o Hino Nacional e o Hino da África, promovendo um ambiente de unidade e resistência. Além disso, entre as 21 horas e as 22 horas, a ideia é que todos soprem apitos e vuvuzelas, criando um clamor sonoro em apoio à causa.
O candidato apelou ainda à paralisação geral de veículos motorizados, solicitando que os manifestantes se juntem à ideia de “tudo parado”, utilizando cartazes que devem ser afixados na roupa de quem optar por se deslocar a pé.
Mondlane instou à suspensão de todos os voos para e de Moçambique, bem como ao encerramento das portagens da REVIMO, permitindo que as pessoas passem sem custos.
Outras medidas propostas incluem o fechamento das sedes do partido Frelimo, das estruturas da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE), além do cancelamento de eventos culturais programados para o fim do ano.
O apelo de Mondlane reflete a crescente insatisfação com os resultados eleitorais e a insistência em que a voz da população seja ouvida. A sua convocação para novas manifestações assinala um momento crucial na política moçambicana, com a expectativa de que a pressão popular leve a um diálogo mais profundo sobre a situação política actual no país.
Cerca de mil professores filiados na Associação Nacional dos Professores (ANAPRO) decidiram não entrar nas salas de aula para vigiar os exames finais das 10.ª e 12.ª classes, que tiveram início esta segunda-feira.
A paralisação é resultado da insatisfação acumulada face ao não pagamento das horas extraordinárias, que se arrasta há cerca de três anos.
Osvaldo Rungo, secretário provincial da ANAPRO, afirmou à DW que os docentes se sentem desmotivados e sem “moral” para desempenhar as suas funções de fiscalização durante os exames, devido às promessas incumpridas por parte do Governo. “Os professores têm várias preocupações, mas a falta de pagamento das horas extras é a principal razão pela qual decidimos avançar com a greve”, explicou Rungo.
Marcelina Jossai, uma das professoras afectadas, revelou que o Estado ainda lhe deve o pagamento das horas extraordinárias referentes aos anos de 2023 e 2024.
Segundo Jossai, as autoridades têm apresentado diversas justificações para a demora nos pagamentos. “Dizem que não têm fundos ou que o processamento do pagamento não é viável. Em suma, afirmam que estão a trabalhar no assunto desde 2023”, denunciou a docente.
Gervásio Lázaro, outro professor que se juntou à greve, lamentou a situação, enfatizando que a falta de pagamento tem um impacto significativo nas suas vidas. “Esse dinheiro faz falta. Trabalhamos e não recebemos, o que significa que, na prática, trabalhei para nada”, desabafou Lázaro.
A situação é descrita como “complicada” por vários professores, que expressam a sua frustração e desespero diante da incerteza. “Já se ouviu tantas vezes o grito de socorro”, concluiu um dos docentes, reforçando a urgência de uma solução para a crise que afecta a classe educativa.
Uma mulher de 47 anos, residente na Florida, foi condenada a prisão perpétua na segunda-feira, após ser considerada culpada de homicídio em segundo grau.
O crime ocorreu em Fevereiro de 2020, quando Sarah Boone trancou o namorado, Jorge Torres Jr., de 42 anos, em uma mala de viagem, levando à sua morte.
O veredicto foi anunciado no final de Outubro, e, segundo Boone, a situação ocorreu durante uma brincadeira entre o casal, após uma noite de consumo de vinho. A mulher alegou que Torres Jr. entrou voluntariamente na mala, mas as circunstâncias do caso revelam uma narrativa perturbadora.
De acordo com o procurador-geral da Florida, Andrew Bain, Boone não apenas prendeu o namorado na mala, mas também gravou um vídeo em que o provocava, antes de o deixar preso durante a noite.
Nos registos áudio, é possível ouvir Torres a implorar por ajuda, dizendo: “Não consigo respirar, a sério”, enquanto tentava empurrar a mala para sair. Boone, em resposta, teria proferido provocações como: “É isto que tu recebes” e “É assim que me sinto quando me enganas”.
Em tribunal, Sarah Boone tentou justificar as suas acções, alegando que sofria de “síndrome do cônjuge maltratado” e expressou temores em relação ao namorado. Questionada sobre a razão pela qual não abriu a mala, a mulher afirmou: “Eu queria que ele tentasse entender como eu me sentia para que talvez ele pudesse progredir e ser uma pessoa melhor”.
A defesa de Boone manifestou descontentamento com a condenação, afirmando que a mulher estava “chocada” e que a equipe legal ficou “muito desiludida” com o desfecho do caso. O episódio trágico levanta questões sobre a dinâmica de relacionamentos abusivos e a responsabilidade nas interacções pessoais.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) confirmou que a nova fase do fenómeno climático El Niño, já identificado nas províncias de Gaza e Inhambane,...
O presidente da Argentina, Javier Milei, acusou o Brasil e outros países de estarem financiando uma campanha contra a Argentina.
A relação entre os dois...