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Quinta-feira, Outubro 29, 2026
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Ameaça de bomba em escola primária em Swindon leva a detenção de suspeito

Uma ameaça de bomba na escola primária Bradbury Park, em Swindon, resultou na detenção de um homem de 36 anos, suspeito de ter realizado a ameaça na tarde de terça-feira. 

O alerta gerou uma resposta imediata das autoridades, que montaram um cordão de segurança em torno da escola e evacuaram as residências nas imediações.

De acordo com informações da BBC, a situação iniciou quando uma chamada anónima à secretaria da escola alegou a presença de um explosivo nas instalações. Em resposta, as equipas de emergência entraram no edifício escolar e procederam a uma inspecção minuciosa, que culminou na conclusão de que não existiam objectos suspeitos. Diante da situação, o cordão de segurança foi levantado, permitindo que os residentes retornassem às suas casas.

O suspeito foi detido algumas horas depois, por volta das 20h00, na localidade de Marlborough, em Wiltshire. Em declarações ao jornal britânico Metro, um residente que passou pela escola após a evacuação descreveu a cena caótica, mencionando a presença de “cerca de 10” viaturas da polícia e o bloqueio das estradas próximas às lojas locais.

Donald Trump anuncia criação de ‘vistos gold’ para milionários nos EUA

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou uma nova iniciativa que promete atrair milionários para o país através da criação de ‘vistos gold’. 

Esta medida permitirá que indivíduos com elevado poder aquisitivo tenham acesso à residência nos EUA, usufruindo dos mesmos privilégios que os residentes permanentes.

Durante uma conferência de imprensa na Casa Branca, Trump detalhou que o custo para a obtenção destas autorizações de residência será de aproximadamente 5 milhões de dólares (equivalente a 4,7 milhões de euros). “Esta quantia dará-lhes os privilégios de um ‘cartão verde’, com um caminho facilitado para a cidadania americana”, afirmou o Presidente, enfatizando a atractividade da proposta.

Os ‘cartões verdes’, tradicionalmente concedidos após um complexo processo de aprovação, conferem a permanência legal nos Estados Unidos. Trump sugeriu que as novas autorizações possam ser denominadas de “cartão dourado” ou até mesmo “cartão dourado Trump”, criando uma identidade própria para este novo tipo de visto.

Esta medida insere-se numa estratégia mais ampla da administração Trump, que visa impulsionar a economia americana através da atracção de investimentos estrangeiros. A proposta foi recebida com reacções mistas, levantando questões sobre os impactos sociais e económicos que a implementação de tais ‘vistos gold’ poderá acarretar.

Reino Unido suspende apoio bilateral ao Ruanda em resposta ao conflito na RDC

O Governo do Reino Unido anunciou a suspensão do apoio bilateral ao Ruanda, em virtude das alegações de apoio do país ao grupo armado M23, activo no leste da República Democrática do Congo (RDC), onde já faleceram mais de sete mil pessoas em decorrência do conflito. 

A decisão foi comunicada pelo secretário de Relações Exteriores britânico, David Lammy, que indicou que Ruanda recebe anualmente cerca de 40 milhões de dólares em ajuda bilateral do Reino Unido.

Em nota oficial, o Governo britânico garantiu que o congelamento do apoio não irá afectar os “mais pobres e vulneráveis” da população ruandesa. Contudo, as sanções poderão ser alargadas para incluir a suspensão do apoio ao treinamento militar na área da defesa.

As novas medidas, conforme comunicado citado pela BBC, permanecerão em vigor até que se verifiquem progressos significativos rumo ao fim da guerra e até que as tropas ruandesas se retirem da RDC. Esta decisão reflete uma postura firme do Reino Unido, que procura pressionar Ruanda a alterar o seu envolvimento no conflito.

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores de Ruanda manifestou descontentamento com as “medidas punitivas” anunciadas pelo governo britânico, considerando-as lamentáveis e um reflexo de que o Reino Unido escolheu “claramente um lado” no conflito da RDC. Em sua declaração, o ministério enfatizou que tais medidas não contribuem para a resolução do conflito e não ajudam a alcançar uma solução política sustentável para a crise que afecta o leste da RDC.

Moçambique inicia repatriamento de mais de sete mil refugiados do Malawi

O governo moçambicano deu início ao processo de repatriamento de mais de sete mil cidadãos que se refugiaram no Malawi, em decorrência da tensão pós-eleitoral que resultou na destruição de casas e infraestruturas públicas nos distritos de Morrumbala e Milanje, na Zambézia, e Mutarara e Dôa, em Tete. 

Os moçambicanos haviam cruzado a fronteira para Nsanje e Chikwawa, no sul do Malawi, fugindo da violência que assolou suas comunidades.

A decisão do governo de Moçambique em repatriar estas pessoas foi motivada por garantias de que seriam criadas condições de segurança nas áreas de origem, permitindo um retorno seguro e digno. César Tembe, director da divisão de prevenção e mitigação do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), detalhou que o processo de repatriamento envolverá uma série de procedimentos a serem seguidos, visando assegurar a protecção e bem-estar dos repatriados.

Tembe também informou que os cidadãos que retornarem beneficiarão de uma cesta básica para ajudá-los a reintegrar-se nas suas comunidades nos próximos três meses. Este apoio é considerado fundamental para garantir que as famílias possam recomeçar suas vidas após a experiência traumática de deslocamento.

O processo de repatriamento contará com a presença de várias autoridades, incluindo o ministro do Interior de Moçambique, Paulo Chachine, e o alto comissário de Moçambique no Malawi, Alexandre Manjate. Também estarão presentes representantes do INGD dos dois países, além de membros de órgãos de Defesa e Segurança, que acompanharão a missão de repatriamento e garantirão a segurança dos repatriados durante todo o processo.

Papa ficará internado por pelo menos três semanas

O estado clínico do Papa permanece “crítico, mas estável”, conforme anunciado pela Santa Sé na noite de terça-feira. Este comunicado surge após o Pontífice ter passado doze dias em internamento hospitalar, o que tem gerado preocupação entre os fiéis e a comunidade católica em geral.

A nota oficial divulgada pelo Vaticano foi recebida com um misto de apreensão e esperança pelos devotos, que interpretaram as palavras como um sinal positivo em relação à recuperação do Santo Padre.

A persistência do seu estado crítico, embora estável, reflete a complexidade da situação, mas a continuidade do tratamento e a monitorização atenta da sua saúde são cruciais neste momento.

Os fiéis têm mostrado um apoio massivo através de orações e mensagens de carinho, esperando por notícias mais encorajadoras sobre a evolução da saúde do Papa. As vigílias e missas em sua honra multiplicam-se em várias partes do mundo, demonstrando a ligação espiritual que o Pontífice tem com a comunidade global.

Bloqueios na N1 causam prejuízos e incerteza para transportadores

Os operadores dos transportes interprovinciais da Junta, na cidade de Maputo, estão a sofrer severos prejuízos devido à paralisação dos autocarros, um problema exacerbado pelos frequentes bloqueios na Estrada Nacional Número Um (N1).

Na última sexta-feira, as rotas para Chimoio, Tete e Vilankulo foram suspensas, e durante o fim-de-semana não houve qualquer operação. Na segunda-feira, apenas dois autocarros conseguiram partir do terminal com destino às cidades de Chimoio e Tete, evidenciando a gravidade da situação.

Gil Zunguze, presidente da associação dos transportadores, revelou que a redução drástica no número de passageiros é directamente relacionada à insegurança provocada pelos bloqueios na N1. “Em média, cada viatura transportava 40 passageiros por dia.

Agora, esse número caiu para menos de metade, devido à insegurança. Muitos estão em pânico e preferem não viajar. Os poucos que ainda viajam tornam a actividade insustentável, porque acarreta mais custos do que lucros”, afirmou Zunguze.

Zelensky está pronto para deixar cargo em troca de adesão à NATO

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou-se disponível para abdicar do seu cargo “imediatamente” se isso facilitar a adesão da Ucrânia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO). 

A afirmação foi feita durante uma conferência de imprensa em Kiev, no domingo, e surge na véspera do terceiro aniversário da invasão russa ao país.

Zelensky reagiu a questionamentos dos jornalistas acerca das exigências do Presidente norte-americano, Donald Trump, que têm enfatizado a necessidade de eleições na Ucrânia. “Nestas condições, imediatamente”, afirmou o líder ucraniano, conforme citado pela agência EFE.

Recentemente, Donald Trump rotulou Zelensky como “ditador sem eleições”, sublinhando que exigirá a convocação de eleições antes de assinar um acordo de paz com a Rússia. O mandato de Zelensky, que venceu as eleições de 2019 com 73% dos votos, terminou em Maio do ano passado, mas ele permanece em funções devido à proibição de realização de eleições enquanto a lei marcial estiver em vigor no país.

“Sou o Presidente eleito legalmente, não pela força ou porque assumi o poder”, reiterou Zelensky, defendendo a legitimidade do seu governo face às críticas internacionais.

A crescente aproximação entre Washington e Moscovo tem gerado preocupações nas capitais europeias, que temem uma possível ascensão do poder russo no continente. Na mesma data em que se assinalou o terceiro aniversário do início da guerra, a Amnistia Internacional sublinhou a necessidade de priorizar a justiça em quaisquer negociações sobre o futuro da Ucrânia.

A secretária-geral da organização, Agnès Callamard, recordou que “o terceiro aniversário da agressão russa é uma recordação gritante do muito que o povo da Ucrânia suportou e perdeu; da devastação que a Rússia provocou contra a Ucrânia”.

Médico francês enfrenta julgamento por alegados abusos e dopagem de quase 300 crianças

O médico Joel Le Scouarnec, de 74 anos, iniciou o seu julgamento em Vannes, no oeste da França, respondendo a acusações de ter estuprado e agredido sexualmente 299 pacientes, a maioria deles menores de idade. 

Este caso, que tem gerado uma intensa repercussão mediática, traz à tona uma série de actos horrendos que ocorreram entre 1989 e 2014.

No primeiro dia da audiência, Le Scouarnec admitiu a autoria dos crimes, descrevendo-os como “actos abomináveis”. “Se estou aqui diante de vocês, é porque um dia, quando a maioria [das vítimas] era apenas crianças, cometi actos abomináveis”, declarou, com uma voz hesitante. O médico expressou consciência das consequências duradouras dos seus actos, afirmando que as feridas causadas são “indeléveis” e “insubstituíveis”, demonstrando a intenção de assumir a responsabilidade pelos seus actos.

O advogado de Le Scouarnec, Maxime Tessir, confirmou que o réu reconhece a “imensa maioria dos fatos”, sublinhando que ele não pretende, de forma alguma, esquivar-se das suas responsabilidades legais.

O médico enfrenta penas que podem ascender até 20 anos de prisão, com 111 acusações de estupro e 189 de agressão sexual, agravadas pela sua posição de confiança como médico e pelo facto de que 256 das vítimas tinham menos de 15 anos na altura dos crimes.

Em declarações à imprensa, Marie Grimaud, advogada de 39 ex-pacientes, afirmou que as vítimas “não esperam nada” do réu, mas buscam recuperar “um pouco de dignidade, humanidade e, acima de tudo, consideração por parte da Justiça”.

Devido ao elevado número de vítimas, o tribunal de Vannes, uma localidade com menos de 55 mil habitantes, estabeleceu uma estrutura especial para o julgamento, permitindo que as vítimas acompanhem o processo a partir de uma sala anexa. Elas comparecerão à sala principal apenas para prestar depoimento, num processo que se espera que dure várias semanas e que tem atraído atenção significativa da imprensa francesa.

Líder sérvio-bósnio Milorad Dodik condenado a um ano de prisão

O Tribunal da Bósnia e Herzegovina condenou Milorad Dodik, líder da Republika Srpska, a um ano de prisão, além de impor uma medida de segurança que o impede de exercer as suas funções como Presidente da entidade sérvia da Bósnia durante um período de seis anos. 

A decisão foi anunciada em comunicado oficial do tribunal, após um longo julgamento que durou cerca de um ano.

Dodik, que não compareceu à leitura da sentença, enfrenta acusações de desobediência ao principal enviado internacional encarregado de supervisionar a paz na Bósnia, numa situação que tem gerado grande apreensão no contexto político do país. Em resposta à condenação, o líder sérvio-bósnio manifestou a sua intenção de desobedecer a qualquer decisão judicial e ameaçou tomar “medidas radicais”, incluindo a possibilidade de secessão da Republika Srpska em relação ao resto da Bósnia.

Essa ameaça separatista de Dodik reaviva os temores numa região que já sofreu as consequências devastadoras da guerra entre 1992 e 1995, que resultou em cerca de 100 mil mortes e milhões de deslocados. Os Acordos de Dayton, mediado pelos Estados Unidos, puseram fim ao conflito e estabeleceram a estrutura política actual, dividindo o país em duas entidades autónomas: a Republika Srpska e a Federação da Bósnia.

Em Banja Luka, capital administrativa da Republika Srpska, milhares de apoiantes de Dodik reuniram-se para demonstrar solidariedade após o veredicto. Dirigindo-se à multidão, Dodik afirmou: “Dizem que sou culpado, entretanto, agora as pessoas aqui vão dizer porque é que não sou culpado”, reforçando a sua convicção de que existe um apoio popular significativo em sua defesa.

Na vizinha Sérvia, a situação também se intensificou, com reportagens da imprensa pró-governamental a informar que o Presidente sérvio, Aleksandar Vucic, convocou uma reunião urgente do conselho de segurança nacional. A expectativa é de que Dodik não seja enviado para a prisão, dada a forte aliança que mantém com Vucic, que poderá oferecer-lhe abrigo em Belgrado. Além disso, é provável que Dodik recorra da condenação.

O conflito entre Dodik e Christian Schmidt, o alto representante internacional, tem-se intensificado, com Dodik a classificar as suas decisões como ilegais. O Acordo de Dayton confere ao alto representante o poder de impor decisões e modificar leis na Bósnia, um aspecto que Dodik tem contestado repetidamente.

Colapso de ponte sobre o rio Nhamacombe interrompe assistência alimentar em Tambara

A recente deterioração da ponte sobre o rio Nhamacombe, provocada pelas intensas chuvas, levou à suspensão da assistência alimentar destinada às vítimas da seca no distrito de Tambara. 

A infra-estrutura, que é crucial para a ligação rodoviária entre Tambara e a cidade de Chimoio, sofreu danos significativos, resultando na interrupção do tráfego.

A informação foi divulgada pelo administrador distrital, Mário Pita Doa, que manifestou a sua preocupação face ao risco de isolamento do distrito em relação ao restante da província.

A situação agrava-se num momento em que a população já enfrenta dificuldades devido à seca, tornando a assistência alimentar ainda mais premente.

Embaixada do Brasil envia ajuda humanitária para apoiar vítimas do Ciclone Chido em Moçambique

A embaixada do Brasil em Moçambique realizou a entrega de uma significativa doação humanitária ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Calamidades (INGD), na cidade de Maputo. 

A iniciativa visa prestar assistência às populações afectadas pelo Ciclone Chido, que devastou a província de Cabo Delgado.

A doação, que compõe uma tonelada de refeições nutricionais desidratadas e cinco purificadores de água, tem a capacidade de produzir 5.000 litros de água potável diariamente. Este gesto solidário sublinha os laços históricos e fraternos que unem Brasil e Moçambique, reafirmando o compromisso do país sul-americano com a cooperação humanitária, técnica e científica que se estende por mais de quatro décadas.

O evento de entrega da doação contará com a presença de representantes do INGD, da embaixada do Brasil e da Universidade Pedagógica de Maputo (UP). Esta última ficará responsável pela instalação dos purificadores de água em Cabo Delgado, contribuindo assim para a mitigação da crise humanitária que afecta os sobreviventes do ciclone.

Governo moçambicano suspende cobrança de IVA em produtos básicos até Dezembro

O Governo de Moçambique anunciou através do porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, a suspensão temporária da cobrança do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) sobre produtos básicos e de primeira necessidade. 

Esta medida, que vigorará até Dezembro deste ano, representa um regresso a uma facilitação implementada anteriormente em 2010.

Durante a 6.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, foi apreciada e aprovada uma proposta de alteração ao n.º 13 do artigo 9 do Código do IVA, que prorroga a isenção do imposto até 31 de Dezembro de 2025. Esta isenção abrange a transmissão de produtos essenciais como açúcar, óleos alimentares e sabões, bem como as matérias-primas, produtos intermédios, peças, equipamentos e componentes utilizados pela indústria nacional relacionada.

Inocêncio Impissa explicou que “esta medida vai aliviar os factores de produção e permitir que os empresários e unidades de produção possam reintroduzir estes produtos no mercado com maior facilidade, beneficiando assim as populações”.

O executivo espera também que a suspensão do IVA contribua para a estabilização dos preços dos produtos abrangidos, evitando variações e especulações indesejadas.

Governo contabiliza 80 mortes e vasta destruição nas manifestações pós-eleitorais

As manifestações desencadeadas a 21 de Outubro de 2024, na sequência das recentes eleições, resultaram em cerca de 80 mortes, segundo os cálculos oficiais do Governo, conforme declarado pelo porta-voz Inocêncio Impissa.

Este número, no entanto, contrasta significativamente com as estimativas divulgadas por organizações da sociedade civil, que apontam para um cenário muito mais grave, com a Plataforma Decide a reportar mais de 300 mortes e o Centro para Democracia e Direitos Humanos a elevar esse número para mais de 500.

Além das perdas humanas, os dados preliminares do Executivo revelam um panorama devastador em termos de infraestruturas e bens danificados. As destruições incluem 177 estabelecimentos de ensino, 19 fábricas e indústrias, 23 armazéns comerciais, e 1.677 estabelecimentos comerciais. O sector da saúde também não escapou, com 27 unidades sanitárias e 13 farmácias afetadas. No total, foram vandalizados 23 ambulâncias, danificadas 176 postes de energia elétrica, além da destruição de 293 edifícios públicos e 164 casas pertencentes ao Governo, juntamente com 108 habitações de cidadãos comuns.

Em resposta a este cenário, Impissa expressou a sua indignação, afirmando que “a destruição é repugnante e totalmente reprovável”. O porta-voz do Governo apela, assim, à reflexão sobre as consequências das manifestações e à necessidade de preservar a paz e a ordem pública no país.

África do Sul: Troca de tiros resulta na morte de cinco supostos criminosos

Uma operação policial em Ntuzuma, uma localidade situada ao norte da cidade de Durban, culminou na morte de pelo menos cinco indivíduos suspeitos de actividades criminosas. 

O confronto armado ocorreu quando os agentes da lei intervieram a fim de impedir um assalto que o grupo se preparava para realizar a um estabelecimento comercial.

Durante a troca de tiros, os policiais conseguiram neutralizar os suspeitos, que estavam fortemente armados. A informação foi confirmada pelas autoridades locais, que esclareceram que os indivíduos mortos eram considerados perigosos e estavam sob investigação por diversos crimes na região.

Horas após o incidente, outros dois suspeitos foram detidos em um hospital nas proximidades, onde se apresentaram à procura de assistência médica devido aos ferimentos que sofreram durante o confronto. A polícia está a investigar as circunstâncias que levaram à sua captura e a identidade dos indivíduos envolvidos.

Vagas de emprego do dia 26 de Fevereiro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 26 de Fevereiro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Country Head of Front Office

A África Global Logistics Moçambique pretende recrutar um (1) Country Head of Front Office. Saiba mais.

2. Vaga para Highway & Road Engineer

A Saipem pretende recrutar um (1) Highway & Road Engineer. Saiba mais.

3. Vaga para Administrative and Finance Associate

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Administrative and Finance Associate. Saiba mais.

4. Vaga para Guarda

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Guarda. Saiba mais.

5. Vaga para Graphic Designer

A Better Audiovisual pretende recrutar um (1) Graphic Designer. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Estagiário de Contabilidade

A África Global Logistics Moçambique pretende recrutar um/a (1) Estagiário(a) para o departamento de Contabilidade. Saiba mais.

2. Vagas para Mentores

Uma empresa anónima situada em Maputo, está a recrutar dois (2) Mentores. Saiba mais.

3. Vaga para Solution and Data Architect

A Vodafone pretende recrutar um(1) Solution and Data Architect. Saiba mais.

4. Vaga para Distribution Driver

A AB InBev pretende recrutar um (1) Distribution Driver. Saiba mais.

5. Vaga para Private Cloud Engineer

A Vodafone pretende recrutar um (1) Private Cloud Engineer. Saiba mais.

6. Vaga para Financial Management Specialist

O World Bank pretende recrutar um (1) Financial Management Specialist. Saiba mais.

7. Vaga para Gestora de Clientes

Uma instituição que atua em micro finanças está a recrutar uma (1) Gestora de Clientes. Saiba mais.

8. Vagas para Agentes de Vendas de Software

A Target Systems Enterprise pretende recrutar para um projecto do nosso cliente, Agentes de Vendas de Software. Saiba mais.

9. Vaga para Vendedor

A Torradinhas pretende recrutar um (1) Vendedor. Saiba mais.

10. Vaga para Oficial de Operações

Uma empresa anónima situada na Matola, está a recrutar um (1) Oficial de Operações. Saiba mais.

11. Vaga para General Service Manager

A Saipem pretende recrutar um (1) General Service Manager. Saiba mais.

12. Vaga para Child Protection Officer

A UNICEF pretende recrutar um (1) Child Protection Officer. Saiba mais.

13. Vaga para Specialist: New Business Risk

A Vodacom pretende recrutar um (1) Specialist: New Business Risk. Saiba mais.

14. Vaga para Operador de Máquina de Produção de Sacos Starlinger – StaadstarKON SX

A SAMA – Sacos de Matutuine pretende recrutar um (1) Operador de Máquina de Produção de Sacos Starlinger – StaadstarKON SX. Saiba mais.

15. Vaga para Operador de Máquina de Produção de Sacos Starlinger – LAMITECLX-COATING LINE

A SAMA – Sacos de Matutuine pretende recrutar um (1) Operador de Máquina de Produção de Sacos Starlinger – LAMITECLX-COATING LINE. Saiba mais.

16. Vaga para Diretor de Obra

A Casais Moçambique, Lda está a recrutar um (1) Diretor de Obra. Saiba mais.

17. Vaga para Namuli Program Manager

A Legado pretende recrutar um (1) Namuli Program Manager. Saiba mais.

18. Vaga para Store Manager

A RA International pretende recrutar um (1) Store Manager. Saiba mais.

19. Vaga para Técnico de Vendas

Uma empresa anónima situada em Maputo, está a recrutar um (1) Técnico de Vendas. Saiba mais.

20. Vaga para Programme Assistant

A World Food Programme (WFP) pretende recrutar um (1) Programme Assistant. Saiba mais.

21. Vaga para Country Manager

A RA International pretende recrutar um (1) Country Manager. Saiba mais.

22. Vaga para Team Leader

A SoCha LLC pretende recrutar um (1) Team Leader. Saiba mais.

23. Vaga para Padeiro

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Padeiro. Saiba mais.

24. Vaga para Country Sales Lead

O International Workplace Group (IWG) pretende recrutar um (1) Country Sales Lead. Saiba mais.

25. Vaga para Senior Specialist: M-pesa Company Secret

A Vodafone pretende recrutar um (1) Senior Specialist: M-pesa Company Secret. Saiba mais.

26. Vaga para Specialist: Dev Application Support

A Vodafone pretende recrutar um (1) Specialist: Dev Application Support. Saiba mais.

27. Vaga para M-Pesa Configuration Engineer

A Vodafone pretende recrutar um (1) M-Pesa Configuration Engineer. Saiba mais.

Mais de 876 moçambicanos deportados da África do Sul

Pelo menos 876 cidadãos moçambicanos foram deportados este ano da África do Sul, após serem indiciados por crimes como porte ilegal de armas, homicídio, agressão física, roubo e migração ilegal. 

A informação foi divulgada pela porta-voz do Serviço Provincial de Migração de Maputo, Carmen Mazenga, em entrevista ao jornal “Notícias”.

Carmen Mazenga realçou os esforços em curso para sensibilizar a população sobre a importância de regularizar a sua situação documental. “Os indivíduos foram orientados a regressar às suas zonas de origem e a evitar envolver-se em actividades criminosas”, afirmou a porta-voz.

Segundo a fonte, os primeiros e últimos meses do ano têm sido marcados por um elevado fluxo de moçambicanos que entram e saem da África do Sul. A maioria dos viajantes apresenta documentação irregular, o que resulta em entradas ilegais e consequente deportação.

A demografia dos deportados é predominantemente composta por homens com idades entre os 17 e 40 anos, embora também haja registos de mulheres e crianças, embora em menor número. “A operação nos postos fronteiriços da província de Maputo continuará a ser monitorizada. É fundamental manter a eficácia operacional para responder às necessidades de mobilidade e reduzir o número de deportações, evitando assim complicações tanto para os cidadãos quanto para as autoridades migratórias”, garantiu Mazenga.

EUA reafirmam compromisso com a continuidade dos programas de saúde

O Governo moçambicano obteve recentemente garantias da continuidade do apoio dos Estados Unidos da América em diversos projectos essenciais, incluindo programas de combate à Tuberculose, HIV e Sida, bem como na logística do sector de saúde, transporte de medicamentos e na contratação de pessoal para diferentes iniciativas. 

A informação foi revelada pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, durante uma conferência de imprensa realizada nos últimos dias.

Impissa enfatizou que a manutenção deste apoio é um reflexo da ação diplomática contínua do Governo, que visa garantir a confiança não apenas dos Estados Unidos, mas também de outros parceiros de cooperação. “Apesar da suspensão do apoio externo para diferentes programas em várias partes do mundo, o apoio do Governo dos Estados Unidos a Moçambique permanece inalterado. O financiamento e a assistência humanitária continuam, conforme afirmado recentemente”, destacou o porta-voz.

Além disso, Impissa mencionou que os desafios relacionados ao HIV e Sida em Moçambique foram abordados pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante a Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana que decorreu em Addis Abeba, Etiópia.

Esta abordagem reforça a importância da colaboração internacional na luta contra estas epidemias que afectam milhões de moçambicanos.

Populares torturam e enterram vivo agente da SERNIC na Moamba

Um incidente trágico ocorreu no bairro de Ngolhosa, no distrito de Moamba, onde dois homens, um dos quais era agente da SERNIC (Serviço Nacional de Investigação Criminal), foram brutalmente torturados e enterrados vivos por populares. 

O acontecimento teve lugar após os indivíduos, amigos entre si, terem ido ao bairro para reclamar a titularidade de dois terrenos em disputa.

Segundo informações avançadas pela Rádio Moçambique (RM), os dois homens dirigiram-se à localidade para localizar os antigos proprietários dos terrenos, dos quais um havia sido, alegadamente, atribuído a um terceiro cidadão. Sem conhecer a residência de um dos intervenientes, procuraram esclarecimentos junto dos moradores, o que aparentemente gerou desconfiança e desconforto entre a população local.

A situação escalou rapidamente quando, em meio à crescente tensão, o agente da SERNIC, que estava armado, terá disparado três tiros para o ar na tentativa de controlar a situação. “O homem do SERNIC tinha arma. Quando viu já a pressão, deu três tiros no ar e a população pegou nos dois jovens, que depois de bater, abriram uma cova, ainda vivos, e meteram-nos na cova”, referiu uma testemunha à RM.

Após o linchamento, os corpos das vítimas permaneceram enterrados no local, criando uma onda de choque entre a comunidade e levantando questões sobre a segurança e o uso da força por parte das autoridades.

Arcebispo de Buenos Aires celebra missa especial pela recuperação do Papa Francisco

O arcebispo de Buenos Aires, Jorge Ignacio García Cuerva, que sucede Jorge Bergoglio na liderança da arquidiocese, conduziu uma missa em prol da saúde do Papa Francisco, mobilizando cerca de três mil fiéis na emblemática Praça Constituição. 

A celebração surge num momento delicado, onde a saúde do Papa tem gerado preocupações entre os católicos.

Em declarações à agência Lusa, Cuerva revelou que tem liderado diversas missas pedindo a recuperação do Papa, enfatizando a importância da oração neste período. “Tantas vezes o Papa disse-nos ‘rezem por mim’, que agora nós rezamos por ele, pedindo a sua pronta recuperação”, afirmou o arcebispo.

Durante a cerimónia, Cuerva expressou o desejo de que Francisco permaneça por muito mais tempo no seu ministério. “Nós necessitamos muito dele porque ele tem muito a ensinar-nos, enquanto acredito que nós tenhamos muito para concretizarmos e para nos comprometermos”, reflectiu, destacando a necessidade da liderança do Papa nos desafios actuais da sociedade.

O arcebispo observou a manifestação de solidariedade em todo o mundo pela saúde do Papa, afirmando que “o Papa está a colher hoje um pouco de todo o amor que deu ao longo destes anos”, durante os quais ele se apresentou “como Padre de todos, Pastor de todos”. Para Cuerva, este momento de união e oração representa uma construção da “fraternidade universal” que Francisco tanto tem promovido.

A escolha da Praça Constituição como local da missa não foi aleatória. Cuerva recordou que, enquanto cardeal, Bergoglio frequentemente celebrava missas ao ar livre naquele espaço, abordando questões sociais urgentes como a droga, o tráfico de pessoas e a desigualdade. “Foi nesta praça onde sempre escutamos a voz profética dele a denunciar a exclusão e a injustiça”, relembrou, reforçando o legado de um Papa que sempre se posicionou ao lado dos marginalizados.

Livros escolares serão distribuídos no último trimestre de cada ano

O governo moçambicano anunciou a implementação de um novo calendário para a distribuição de livros escolares gratuitos, que começará a vigorar este ano. 

A informação foi divulgada pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante uma sessão extraordinária do Conselho Executivo da província de Cabo Delgado, realizada ontem, dia 24.

Segundo Chapo, a nova estratégia visa assegurar que a distribuição de livros ocorra no último trimestre de cada ano, especificamente nos meses de Setembro, Outubro e Novembro, coincidindo assim com a época seca. “Este ano, vamos fazer tudo por tudo para que o livro seja distribuído na época seca, isto é, Setembro, Outubro e Novembro, o livro para 2026”, afirmou o Presidente.

No entanto, o processo de distribuição para o ano lectivo actual, que iniciou em Janeiro, continua em curso nas escolas secundárias sob a tutela do Ministério de Educação e Cultura. O governo reportou que já foram distribuídos mais de 47% dos livros escolares necessários, embora tenha reconhecido que as dificuldades de acesso às escolas, agravadas pelas chuvas, têm atrasado o processo.

Até ao momento, cerca de cinco milhões de livros já foram entregues, restando aproximadamente sete milhões por distribuir. O governo espera que o processo de entrega dos livros se conclua até ao final de Março.

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