O governo moçambicano deu início ao processo de repatriamento de mais de sete mil cidadãos que se refugiaram no Malawi, em decorrência da tensão pós-eleitoral que resultou na destruição de casas e infraestruturas públicas nos distritos de Morrumbala e Milanje, na Zambézia, e Mutarara e Dôa, em Tete.
Os moçambicanos haviam cruzado a fronteira para Nsanje e Chikwawa, no sul do Malawi, fugindo da violência que assolou suas comunidades.
A decisão do governo de Moçambique em repatriar estas pessoas foi motivada por garantias de que seriam criadas condições de segurança nas áreas de origem, permitindo um retorno seguro e digno. César Tembe, director da divisão de prevenção e mitigação do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), detalhou que o processo de repatriamento envolverá uma série de procedimentos a serem seguidos, visando assegurar a protecção e bem-estar dos repatriados.
Tembe também informou que os cidadãos que retornarem beneficiarão de uma cesta básica para ajudá-los a reintegrar-se nas suas comunidades nos próximos três meses. Este apoio é considerado fundamental para garantir que as famílias possam recomeçar suas vidas após a experiência traumática de deslocamento.
O processo de repatriamento contará com a presença de várias autoridades, incluindo o ministro do Interior de Moçambique, Paulo Chachine, e o alto comissário de Moçambique no Malawi, Alexandre Manjate. Também estarão presentes representantes do INGD dos dois países, além de membros de órgãos de Defesa e Segurança, que acompanharão a missão de repatriamento e garantirão a segurança dos repatriados durante todo o processo.















