Os operadores dos transportes interprovinciais da Junta, na cidade de Maputo, estão a sofrer severos prejuízos devido à paralisação dos autocarros, um problema exacerbado pelos frequentes bloqueios na Estrada Nacional Número Um (N1).
Na última sexta-feira, as rotas para Chimoio, Tete e Vilankulo foram suspensas, e durante o fim-de-semana não houve qualquer operação. Na segunda-feira, apenas dois autocarros conseguiram partir do terminal com destino às cidades de Chimoio e Tete, evidenciando a gravidade da situação.
Gil Zunguze, presidente da associação dos transportadores, revelou que a redução drástica no número de passageiros é directamente relacionada à insegurança provocada pelos bloqueios na N1. “Em média, cada viatura transportava 40 passageiros por dia.
Agora, esse número caiu para menos de metade, devido à insegurança. Muitos estão em pânico e preferem não viajar. Os poucos que ainda viajam tornam a actividade insustentável, porque acarreta mais custos do que lucros”, afirmou Zunguze.
















