A Universidade de Harvard, a mais antiga e uma das mais prestigiadas instituições de ensino superior dos Estados Unidos, enfrenta uma severa penalização financeira por parte da Administração Trump.
O governo federal decidiu congelar 2,2 mil milhões de dólares (aproximadamente 1,94 mil milhões de euros) em subsídios plurianuais, na sequência da recusa da universidade em aceder a uma lista de exigências impostas pela administração.
O presidente da universidade, Alan Garber, afirmou em uma declaração recente que Harvard não iria comprometer a sua independência ou os direitos constitucionais que a protegem. A postura da instituição levou o governo a criticar a sua posição, que, segundo um grupo de trabalho do Departamento de Educação, revela uma “mentalidade de direito” que, consideram, é endémica nas universidades e faculdades mais prestigiadas do país.
O grupo de trabalho, constituído para combater o antissemitismo nas universidades, argumentou que a declaração de Harvard “reforça a preocupante percepção de que o investimento federal não deve ser acompanhado da responsabilidade de defender as leis dos direitos civis”. Esta crítica reflete a crescente tensão entre o governo federal e as instituições de ensino superior, que frequentemente lidam com questões de liberdade de expressão e direitos civis.
No mês anterior, a Administração Trump já havia anunciado que investigava até 9 mil milhões de dólares (cerca de 7,94 mil milhões de euros) em subsídios e contractos federais atribuídos a Harvard, como parte de uma iniciativa mais ampla para abordar o antissemitismo nos campos universitários dos Estados Unidos.
A United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) pretende recrutar um (1) Technical and Vocational Education (TVE) Expert. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director Financeiro. Saiba mais.
Um navio transportando carvão mineral foi alvo de um incêndio após desancorar no Porto de Nacala-a-Velha, na província de Nampula.
O incidente ocorreu enquanto a embarcação se preparava para seguir viagem com destino à Polónia, de acordo com informações fornecidas pela Delegação da Autoridade Reguladora do Transporte Marítimo em Nacala.
O fogo deflagrou na casa das máquinas da embarcação, aparentemente devido a uma explosão cuja origem continua a ser investigada. Apesar da gravidade da situação, não há registos de perdas humanas. No entanto, quatro membros da tripulação sofreram ferimentos ligeiros e receberam assistência médica.
Em resposta ao incidente, quatro rebocadores da CFM-Logistic e do Corredor Logístico Norte, equipados com sistemas de extinção de incêndio, foram mobilizados para a zona do sinistro. Felizmente, a prontidão da tripulação do navio foi crucial, pois conseguiram controlar e debelar o fogo antes da chegada dos rebocadores.
Uma operação realizada na Avenida 24 de Julho, na cidade de Maputo, levou à descoberta de um significativo arsenal de armamento antigo, composto por nove armas, mais de 700 munições e material de limpeza bélico.
A descoberta foi feita por um segurança do edifício, que prontamente alertou a administração do prédio e, subsequentemente, a Polícia da República de Moçambique (PRM).
As autoridades, ao chegarem ao local, depararam-se com um material que apresentava visíveis sinais de ferrugem, sugestivo de que poderá datar da era colonial.
De acordo com informações provenientes da PRM, a polícia já iniciou uma investigação para apurar a origem do armamento e explorar a possibilidade da existência de outros esconderijos na mesma área.
Este incidente levanta preocupações sobre a segurança e a presença de armamento não identificado em zonas urbanas, reforçando a necessidade de vigilância contínua e de uma maior conscientização da população em relação a possíveis perigos. As autoridades apelam para que qualquer informação relevante seja comunicada, de modo a garantir a segurança da comunidade.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, anunciou ontem a promulgação da lei relativa ao Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo, uma medida que visa estabelecer um clima de paz e entendimento no país.
O comunicado oficial da Presidência destaca que a promulgação foi realizada em consonância com um acordo assinado entre o chefe de Estado e os principais partidos políticos no dia 5 de Março.
A proposta de lei, que foi submetida à Assembleia da República, foi aprovada por unanimidade e aclamação nas quatro bancadas do parlamento moçambicano a 2 de Abril. O compromisso político inclui, entre outros pontos, a revisão da Constituição da República e a redefinição dos poderes do Presidente, bem como indultos para aqueles condenados em relação às manifestações que se seguiram às eleições.
O comunicado da Presidência enfatiza que a promulgação foi urgência solicitada pelo Presidente Chapo, tendo sido discutida em reunião com os partidos políticos representados na Assembleia da República, Assembleias Provinciais e Assembleia Autárquica. “A promulgação da Lei visa estabelecer os princípios e directrizes para um diálogo nacional inclusivo, ficando claro o compromisso de todos os intervenientes em trabalhar juntos pela estabilidade do país”, afirma o comunicado.
No que se refere à reforma constitucional, a lei estabelece três objectivos principais: a reforma do Estado, que abrange o sistema político e a despartidarização das instituições; a reforma do sistema de Justiça, que inclui a definição de um novo mecanismo para a indicação dos titulares dos órgãos da Justiça; e a reforma do sistema eleitoral, que visa garantir a integridade de todo o processo eleitoral.
Para operacionalizar as medidas contidas na lei, será constituída uma comissão técnica composta por 21 membros – 18 indicados pelos partidos e três pela sociedade civil. O orçamento estimado para a implementação das reformas é de 91.471.200 meticais (aproximadamente 1,3 milhões de euros), sendo que mais de metade deste valor será destinado a senhas de presença, com os recursos a serem assegurados pelo Governo e pelos partidos.
O general Brice Oligui Nguema, líder da junta militar que tomou o poder no Gabão após o golpe de Estado em 2023, consagrou-se vencedor das eleições presidenciais realizadas no passado sábado (12), alcançando uma impressionante maioria de 90,35% dos votos.
Com este resultado, termina oficialmente a longa dinastia Bongo que governou o país durante décadas.
Os resultados provisórios, anunciados na noite de domingo, pelo presidente da Comissão de Eleições e ministro do Interior do Gabão, Hermann Immongault, confirmaram a vitória de Nguema com um total de 575.222 votos. Apesar de ainda restarem alguns votos a contabilizar, a margem obtida pelo general foi clara e inquestionável.
O general Brice Clotaire Oligui Nguema, de 50 anos, enfrentou, entre outros, o ex-primeiro-ministro Alain Claude Bilie-By-Nze, que obteve apenas 3% dos votos. Os restantes seis candidatos não conseguiram ultrapassar a marca de 1%, demonstrando assim a forte preferência popular por Nguema.
O Ministério do Interior do Gabão registou uma elevada taxa de afluência às urnas, com 87,21% dos cerca de 920.000 eleitores, incluindo mais de 28.000 estrangeiros, a participarem nas eleições, que tiveram lugar em mais de 3.000 assembleias de voto por todo o país.
O músico Joel Amaral, popularmente conhecido como MC Trufafa, encontra-se fora de perigo e a receber cuidados médicos no Hospital Central de Quelimane, após ter sido alvo de uma tentativa de assassinato a tiro, no passado domingo à tarde, no bairro Benedito.
O incidente, que gerou preocupação entre os habitantes de Quelimane e além, ocorreu quando o artista, membro da banda Tudulos Mia, foi atacado por indivíduos ainda não identificados. Socorrido minutos depois ao Hospital Central, Joel Amaral apresentava uma ferida grave na região frontal esquerda da cabeça, acompanhada de um sangramento intenso. Segundo informações médicas, uma tomografia axiais computorizada (TAC) revelou que as estruturas internas do crânio não foram afectadas.
A Polícia da República de Moçambique manifestou preocupação em relação ao ocorrido e comprometeu-se a intensificar as investigações para esclarecer as circunstâncias do ataque. O Governador da Zambézia, Pio Matos, também expressou a sua apreensão em relação ao incidente, reiterando a necessidade de segurança na região.
Em apoio ao músico, o ex-candidato presidencial às eleições de 2024, Venâncio Mondlane, deslocou-se a Quelimane para visitar Joel Amaral no hospital, demonstrando solidariedade em um momento tão delicado.
Face à gravidade da situação, o edil de Quelimane emitiu um comunicado anunciando que, nos próximos três dias, a cidade será palco de uma marcha pacífica em repúdio ao ataque sofrido pelo artista, reclamando pela segurança e paz na comunidade.
A guerra entre as Forças de Apoio Rápido (RSF) e as Forças Armadas Sudanesas (SAF) culminou em uma “campanha de brutalidade” que tem devastado a população do Sudão, ocasionando bombardeamentos incessantes, a propagação de doenças e uma crise alimentar sem precedentes.
A Organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou que cerca de 30 milhões de sudaneses, representando 60% da população do país, necessitam urgentemente de assistência humanitária, mas continuam a ser ignorados e deixados à mercê da violência.
Cumprindo dois anos de conflito, os MSF expressaram a sua profunda consternação ao constatar que, à medida que a guerra entra no seu terceiro ano, os civis permanecem em situações extremas, expostos a ataques, deslocamentos forçados e privados de alimentos, cuidados médicos e serviços básicos. “As pessoas continuam sem ser vistas, bombardeadas, deslocadas e privadas de assistência vital”, afirmou a organização em comunicado.
A situação é alarmante, com dados das Nações Unidas a revelarem que a população enfrenta crises sanitárias simultâneas e um acesso limitado aos cuidados de saúde pública. As MSF reiteraram o seu apelo às partes em conflito e aos seus aliados para que garantam a protecção dos civis e do pessoal humanitário, além de eliminarem todas as restrições à circulação de ajuda, especialmente com a aproximação da estação das chuvas.
Claire San Filippo, coordenadora de emergência da MSF, sublinhou a magnitude da crise: “Onde quer que se olhe no Sudão, encontram-se necessidades esmagadoras, urgentes e não atendidas. Milhões de pessoas não estão a receber quase nenhuma assistência humanitária”. A responsável também destacou que as instalações médicas e o pessoal continuam a ser alvos de ataques, enquanto o sistema humanitário global falha em fornecer a assistência necessária.
A brutalidade do conflito é evidenciada pelos ataques indiscriminados a áreas densamente povoadas e por uma série de crimes contra a humanidade perpetrados pelas RSF e seus aliados, que incluem violência sexual sistemática, raptos, assassinatos em massa, pilhagem de ajuda humanitária e destruição de infraestruturas civis. Ambas as partes cercaram cidades e bloquearam a ajuda, intensificando ainda mais a crise humanitária.
Além da violência física, o impacto psicológico da guerra é devastador. O médico Hanan Ismail Othman relatou que a situação gerou um aumento significativo nos casos de ansiedade, stress pós-traumático, depressão e perturbações do sono entre a população afetada.
O político Venâncio Mondlane, líder de um movimento político em ascensão, lançou um aviso contundente durante um comício realizado ontem na cidade de Quelimane.
Mondlane destacou que poderá desencadear uma nova onda de manifestações, designada “fase V24 Ultra”, caso mais aliados seus sejam feridos ou mortos.
“No passado, a Unidade de Intervenção Rápida (UIR) tentou ceifar vidas, mas não teve sucesso. Contudo, se tentarem novamente, a resposta será avassaladora. Este é o aviso que faço ao Presidente: esta é a última oportunidade que têm”, afirmou Mondlane, dirigindo-se a uma multidão entusiasta que se reuniu para repudiar a recente tentativa de assassinato do cantor e activista político Joel Amaral, conhecido como Mc Trufafá.
Durante o seu discurso, Mondlane expressou uma clara indignação em relação à situação de violência que afecta o país, prometendo que qualquer nova agressão contra os seus apoiantes será respondida com uma resposta em maior escala. “Estamos à espera de mais um ferido ou um morto. O que assistiram até agora será multiplicado por 100, se não pior”, alertou.
Este comício não foi o primeiro momento de tensão para Mondlane, que já havia convocado diferentes manifestações durante a sua ausência do país após as últimas eleições. As iniciativas anteriores foram marcadas com os nomes “4×4” e “Turbo V8”, reflectindo a crescente mobilização e o descontentamento em relação à actual situação política.
A partir da próxima quinta-feira, os profissionais de saúde em Moçambique passarão a cumprir uma jornada diária de oito horas, encerrando o atendimento hospitalar fora do horário habitual, que se estende das 7h30 às 15h30.
Esta decisão, anunciada durante uma conferência de imprensa pelo presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUM), Anselmo Muchave, representa o início de uma greve, na qual os trabalhadores também deixarão de prestar serviços aos fins de semana e feriados.
A medida surge como uma resposta à falta de condições de trabalho adequadas e à ausência de pagamento das horas extras, subsídios de turno, e do descanso semanal estabelecido por lei, conforme explicou Muchave. “A falta de observância de pagamentos reflete a necessidade de suspender o trabalho em turnos, visando garantir ao Governo um espaço para o cálculo e busca de orçamento para os devidos pagamentos”, afirmou.
Durante a conferência, Muchave criticou a falta de seriedade do Governo nas negociações e a ausência de respostas concretas às reivindicações dos profissionais de saúde. “Este Governo não está a ser sério. Diferente do passado, não estamos a ter respostas fora da desonestidade que temos observado desde o início da ronda de negociações”, declarou, evidenciando a frustração da classe.
A APSUM também orientou os profissionais de saúde a não procurarem soluções alternativas em caso de falta de materiais de trabalho, recomendando que aguardem por acções do Governo para a resolução das questões levantadas.
Embora não tenha sido definido um prazo específico para a implementação desta nova medida, Muchave enfatizou que a evolução da situação dependerá da vontade política do Executivo liderado por Daniel Chapo.
Uma nova série de ataques nocturnos levados a cabo pela Rússia desencadeou um incêndio numa bomba de gasolina em Zaporizhia, resultando em pelo menos oito feridos e danos significativos a várias habitações na região sudeste do país, de acordo com informações disponibilizadas pelas autoridades locais na segunda-feira.
O governador da região de Zaporizhia, Ivan Fedorov, comunicou através da rede social Telegram que, embora o incêndio no posto de gasolina tenha se seguido a um ataque de drones, não houve feridos directos nesse incidente.
As circunstâncias que levaram ao incêndio ainda não estão claras, uma vez que não se sabe se a estação de serviço era um alvo premeditado ou se as chamas foram causadas pela queda de destroços de um drone abatido.
Na mesma noite, a Força Aérea ucraniana anunciou que a Rússia lançou um total de 62 drones, dos quais 40 foram interceptados com sucesso.
Além disso, um ataque por drone russo ao porto de Odessa, situado no Mar Negro, resultou em sete feridos, conforme revelaram os Serviços de Emergência da Ucrânia através de uma publicação no Telegram. O presidente da câmara de Odessa, Gennady Trukhanov, informou que os fragmentos do drone danificaram uma clínica, embora não tenham provocado ferimentos entre os pacientes.
Em Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, o presidente da Câmara, Igor Terekhov, reportou que um ataque com drone resultou num grande incêndio que afectou as infraestruturas de uma empresa local.
Em contraste, o Ministério da Defesa russo alegou na plataforma Telegram que as suas defesas aéreas conseguiram abater mais de 50 drones ucranianos em diferentes regiões do país.
Por último, na região de Dnipropetrovsk, um homem de 53 anos sofreu ferimentos no distrito de Nikopol devido a um bombardeamento com artilharia pesada perpetrado pelas forças russas, conforme afirmou Serhiy Lysak, governador da região, na mesma rede social.
Um casal de cidadãos russos foi detido na ilha espanhola de Maiorca, suspeito de liderar uma rede internacional dedicada à venda de espécies protegidas, incluindo tigres brancos, pumas e leopardos.
A operação, realizada pela Guardia Civil, iniciou em Março de 2024, após informações recebidas pelo Serviço de Protecção da Natureza sobre as actividades suspeitas do casal.
De acordo com um comunicado divulgado na passada segunda-feira, as investigações revelaram um esquema complexo que envolvia criadores, transportadores e veterinários, com o intuito de comercializar animais exóticos através das redes sociais. Durante uma busca na residência do casal, as autoridades encontraram 19 animais, incluindo um caracal, dois servais e 16 gatos híbridos. Além disso, foram apreendidos 40 passaportes de animais provenientes de países como Rússia, Bielorrússia e China.
A Guardia Civil informou que o casal era bastante activo nas redes sociais e tinha um contacto frequente com potenciais compradores de várias partes do mundo, estabelecendo um mercado clandestino para a venda de espécies ameaçadas. Um dos casos mais alarmantes foi a proposta de venda de uma pantera, avaliada em 60 mil euros.
O Governo de Moçambique anunciou a possibilidade de pagar uma indemnização de 3 milhões de dólares, aproximadamente 189,6 milhões de meticais, à companhia euroAtlantic, em consequência da rescisão do contrato com as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).
A informação foi divulgada pelo ministro dos Transportes e Comunicações, João Matlombe, durante uma conferência de imprensa realizada no novo terminal de cargas do Corredor Logístico de Maputo, no distrito de Marracuene.
Segundo o ministro, o montante proposto pelo Governo é significativamente inferior aos 21 milhões de dólares que a euroAtlantic reivindicou em Fevereiro, quando decidiu suspender o acordo com a LAM. “A rescisão do contrato, que envolvia a prestação de serviços na rota Maputo/Lisboa, foi uma decisão tomada no âmbito da reestruturação da companhia. A euroAtlantic, como parte contratante, solicitou uma indemnização que consideramos ser exagerada após a análise realizada por uma equipa técnica”, afirmou Matlombe.
O governante explicou que a avaliação do contrato revelou que o valor solicitado pela euroAtlantic não era justificado. “O valor que temos em cima da mesa, a título de pré-aviso – uma obrigação legal em caso de cessação contratual – é de cerca de três milhões de dólares. As equipas continuam a trabalhar para esclarecer as contas e a situação”, acrescentou.
Entre os pontos que ainda carecem de esclarecimento, o ministro mencionou a existência de facturas que a LAM terá pago por serviços que, alegadamente, não foram efectivamente prestados. A disputa surgiu em torno da operação da rota Maputo/Lisboa, que era assegurada por aviões da euroAtlantic, mas foi suspensa a 19 de Fevereiro. No dia anterior, a LAM anunciou a suspensão da ligação, apontando prejuízos superiores a 21 milhões de dólares acumulados desde o início da operação em 2023.
Um trágico acidente vitimou um turista britânico de 63 anos que perdeu a vida após cair de um miradouro situado a 30 metros de altura, no icónico aqueduto da cidade de Segóvia.
O incidente ocorreu no miradouro Postigo del Consuelo, que se encontra escondido entre as antigas muralhas medievais que cercam a cidade.
De acordo com testemunhos, o homem, que havia chegado a Segóvia apenas dois dias antes, estava acompanhado por duas pessoas quando, aparentemente, se desequilibrou ao sentar-se no parapeito das escadas que conduzem ao miradouro. A queda foi fatal, levando o turista a despencar para o vazio.
Em resposta ao acidente, os serviços de emergência foram rapidamente mobilizados e chegaram ao local pouco depois, mas apesar das tentativas de reanimação, o homem não sobreviveu aos ferimentos.
Um porta-voz do Ministério de Relações Externas britânico manifestou-se sobre a situação, afirmando: “Estamos a apoiar a família de um cidadão britânico que morreu em Espanha e estamos em contacto com as autoridades locais.”
O Governo português está a trabalhar na possibilidade de contratar, nos próximos anos, um número suficiente de professores para atender às crescentes necessidades do Sistema Nacional de Educação, numa iniciativa que visa pôr fim ao ciclo vicioso das horas extraordinárias.
Em declarações recentes, Inocêncio Impissa, porta-voz do Governo, revelou que estão a ser realizados estudos para determinar a quantidade necessária de docentes e os custos associados, de modo a evitar despesas adicionais com horas extras e a criação de turmas suplementares. “O objectivo é garantir que o corpo docente esteja devidamente dimensionado para as exigências do sistema educativo”, afirmou Impissa.
Actualmente, o processo de pagamento das horas extraordinárias de professores encontra-se em curso. No entanto, o porta-voz admitiu que a primeira fase deste processo ainda não foi concluída devido a falhas no sistema de processamento. Apesar disso, Impissa assinalou que têm sido feitos progressos significativos.
O responsável governamental assegurou que o Governo Central já transferiu os fundos necessários para cobrir as despesas nas várias províncias, que por sua vez têm encaminhado os recursos para os distritos, onde o pagamento aos professores está a ser efectuado. Impissa reconheceu que, em algumas regiões, não tem sido respeitado o princípio de proporcionalidade nos pagamentos, resultando em que alguns docentes tenham sido priorizados em detrimento de outros. “O que se deseja é que todos os professores sintam um impacto positivo nas suas contas”, enfatizou.
Em relação às irregularidades identificadas, o porta-voz informou que já estão a ser implementadas medidas correctivas para assegurar que o processo de pagamento decorra de forma normalizada.
Impissa reiterou o compromisso do Governo em concluir os pagamentos e anunciou que, brevemente, será introduzido um sistema digital que permitirá um maior controlo e pagamento imediato das horas extra, evitando assim a acumulação de dívidas.
O Governo angolano está a avançar com uma proposta legislativa que visa criminalizar a disseminação de informações falsas na internet, prevendo penas que podem chegar até dez anos de prisão.
Esta iniciativa parte do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social e surge como uma resposta ao crescente fenómeno das notícias falsas nas redes sociais.
A proposta de Lei sobre a Disseminação de Informações Falsas na Internet, que foi elaborada em Março e à qual a agência Lusa teve acesso, reflete a preocupação do Executivo com o aumento significativo de desinformação no país. Segundo o documento, a Constituição da República de Angola (CRA) garante as liberdades de expressão e de informação, mas enfatiza a necessidade de respeitar os limites relacionados com o direito ao bom-nome, honra e à vida privada.
Segundo a legislação proposta, qualquer infracção cometida no exercício da liberdade de expressão poderá resultar em responsabilidade disciplinar, civil e criminal. As autoridades angolanas reconhecem que o actual cenário nacional e internacional está a ser marcado por um “acentuado e elevado número de notícias falsas”, que acompanha o rápido crescimento tecnológico e a multiplicação de plataformas de comunicação.
O documento ressalta a urgente necessidade de um quadro legal que regule de forma eficaz a propagação de notícias falsas, dado que as ferramentas tradicionais do Direito se mostram insuficientes para enfrentar este fenómeno. A proposta visa, assim, estabelecer direitos e mecanismos de transparência na utilização das redes sociais, desestimulando a disseminação de conteúdos falsos e protegendo os dados dos utilizadores.
Entre os principais objectivos da nova legislação estão o fortalecimento do processo democrático através do combate à desinformação, a promoção da diversidade de informações disponíveis na internet e a responsabilização das plataformas digitais pelas suas políticas de desinformação. Além disso, pretende-se aumentar a transparência em relação a conteúdos pagos disponibilizados aos utilizadores.
Angola continua a enfrentar um grave surto de cólera, tendo reportado nas últimas 24 horas oito novas mortes e 175 casos confirmados da doença. Desde o início do ano, o país contabiliza um total de 473 óbitos e 12.368 infecções, conforme revelou o Ministério da Saúde angolano.
Os dados oficiais indicam que, nove das 17 províncias do país apresentaram novos casos de cólera. A província de Benguela destacou-se com o maior número de infecções, totalizando 66 novos casos. Seguiram-se as províncias de Bengo com 28, Cuanza Norte com 23, Luanda com 21, Malanje com 17, Icolo e Bengo com 12, Huíla com cinco, Huambo com dois e Cabinda com um caso.
Relativamente aos óbitos, Benguela também se sobressaiu ao registar quatro das oito mortes reportadas nas últimas 24 horas, confirmando-se como a província mais afectada pelo surto.
O impacto da cólera em Angola é alarmante, com 1.225 pacientes ainda internados em hospitais, embora 122 pessoas tenham recebido alta nas últimas 24 horas. O surto foi oficialmente declarado pelo Ministério da Saúde no dia 7 de Janeiro de 2023 e, desde então, as autoridades têm intensificado esforços para conter a propagação da doença.
A United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) pretende recrutar um (1) Technical and Vocational Education (TVE) Expert. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director Financeiro. Saiba mais.
O Presidente da República, Daniel Chapo, manifestou a sua preocupação e indignação após o baleamento a tiro de Joel Amaral, um dos principais mobilizadores do político Venâncio Mondlane, ocorrido no domingo.
Chapo fez um apelo à realização de uma investigação minuciosa para elucidar as circunstâncias do crime.
“Recebemos, com profunda preocupação, a notícia do baleamento de Joel Amaral. Este acto de violência gratuita não é apenas um ataque contra um cidadão que contribui com o seu saber e dedicação ao nosso país, mas também uma afronta à democracia e aos princípios do Estado de direito, que todos devemos proteger”, afirmou o chefe de Estado em comunicado oficial.
Chapo sublinhou a urgência de um ambiente seguro e democrático, afirmando que “não se pode permitir que exista lugar ao medo em Moçambique”. O Presidente exigiu que as autoridades competentes esclareçam o crime de forma cabal e que se faça valer a lei, reforçando a importância da segurança e da integridade dos cidadãos.
Kathan Guzman, um assassino condenado a prisão perpétua, foi libertado por engano de uma prisão no estado da Geórgia e capturado duas semanas depois na Florida, uma sequência de eventos que levantou sérias questões sobre a gestão das instituições prisionais.
A detenção de Guzman ocorreu na manhã de sexta-feira, pelo U.S. Marshals Service, uma agência de forças de segurança federais dos Estados Unidos, conforme confirmou o porta-voz Brady McCarron à agência de notícias Associated Press.
As autoridades tinham preocupações de que Guzman, de 22 anos, pudesse ter regressado ao condado de Osceola, no sul de Orlando, onde reside a mãe da sua vítima, Christina Grayson. A mulher expressou receios de que Guzman pudesse tentar se aproximar da sua família devido ao seu papel no julgamento, como relatado pela WFTV-TV.
O incidente ocorreu no final de Março, quando funcionários da cadeia do condado de Clayton libertaram Guzman devido a uma falha administrativa: não leram os documentos com a devida atenção, ignorando que o condenado deveria cumprir uma pena de prisão perpétua por homicídio e agressão por estrangulamento. O xerife do condado explicou que esta grave omissão levou à sua liberação indevida.
Foi apenas na terça-feira que o Gabinete de Apoio às Vítimas da Geórgia não conseguiu localizar Guzman no sistema prisional, alertando o gabinete do procurador sobre a situação, como afirmou a procuradora distrital do condado de Clayton, Tasha Mosley, em comunicado.
Christina Grayson revelou que foi informada da libertação de Guzman apenas na terça-feira, após o procurador distrital ter tomado conhecimento do erro, de acordo com o “The Atlanta Journal-Constitution”.
Até à manhã de sexta-feira, o gabinete do xerife do condado de Clayton ainda não tinha emitido comunicados públicos sobre a libertação por engano de Guzman ou sobre o seu paradeiro. Um porta-voz do xerife indicou que uma declaração era preparada para ser divulgada aos residentes através do sistema de alertas “Nixle”, que inclui uma fotografia de Guzman para facilitar a identificação.
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O Presidente da República, Daniel Chapo, preside hoje à abertura da VIII Conferência Nacional sobre Mulher e Género, a decorrer na capital moçambicana.
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