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Quinta-feira, Julho 23, 2026
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Fiscalização reforçada resulta na apreensão de mais de oito toneladas de pescado

A violação do período de veda e de defeso no sector pesqueiro continua a ser uma preocupação para as autoridades competentes. Entre 15 de Novembro do ano passado e 14 de Março deste ano, foram apreendidas mais de oito toneladas de pescado diverso.

Apesar de esta cifra ser inferior à registada no período anterior, ela levanta inquietações sobre o cumprimento das restrições impostas.

César Nhampossa, director da Divisão de Fiscalização do Instituto Nacional de Mar (INAMAR), partilhou recentemente estas informações, destacando que as apreensões resultaram na aplicação de multas no valor de 1,5 milhões de meticais a diferentes actores, com um enfoque especial nos comerciantes.

As apreensões deste período incluíram cerca de 6 toneladas de peixe, 1,5 toneladas de camarão e 500 quilogramas de caranguejo, para além de várias artes de pesca proibidas.

Em comparação com o período de veda anterior, houve uma redução nas apreensões e nas multas. Em 2024, foram confiscadas 18 toneladas de pescado e aplicadas sanções que ascenderam a cinco milhões de meticais. A diminuição das violações neste ano é atribuída à intensificação das actividades de fiscalização e ao envolvimento dos conselhos comunitários de pesca.

O maior número de infracções foi registado nas províncias da Zambézia, especialmente nos distritos de Pebane, Quelimane e Chinde, bem como em Sofala, nos distritos de Ampara, Muaza e na cidade da Beira.

Este panorama surge numa altura em que alguns pescadores pedem a redução do período de veda, argumentando que a restrição prejudica a sua subsistência.

No entanto, as autoridades marítimas esclarecem que a interdição temporária não implica um banimento total da pesca, mas sim uma limitação do uso de artes de pesca que são prejudiciais à vida, à reprodução e ao desenvolvimento do pescado.

Governo moçambicano anuncia revisão do modelo de admissão ao ensino superior

O Governo de Moçambique revelou a sua intenção de rever o modelo de admissão às instituições públicas de ensino superior. 

Esta iniciativa surge na sequência da circulação de imagens nas redes sociais que expõem a admissão de estudantes com notas negativas, gerando preocupações sobre os critérios de acesso ao ensino superior no país.

A revisão proposta consiste na definição de uma nota mínima para a admissão, com o intuito de evitar novas situações em que alunos sejam aceites com desempenhos académicos abaixo do aceitável. A Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, anunciou que uma reunião com as Instituições de Ensino Superior está prevista para breve, onde se discutirá a padronização desta nova norma.

Durante um Workshop sobre Validação das Qualificações do Ensino Superior, realizado na quinta-feira, a ministra sublinhou a importância de garantir que os estudantes admitidos possuam as competências necessárias para enfrentar os desafios académicos e profissionais que os aguardam.

Esta decisão do Governo é vista como um passo importante na valorização da educação em Moçambique, com a intenção de elevar os padrões de qualidade do ensino superior e preservar a credibilidade das instituições académicas. A proposta também visa restaurar a confiança da sociedade no sistema educativo, assegurando que todos os candidatos a instituições de ensino superior cumpram requisitos mínimos.

As reacções à proposta foram variadas, com alguns especialistas aplaudindo a medida como positiva para o desenvolvimento da educação, enquanto outros alertam para a necessidade de uma discussão mais ampla sobre os critérios de avaliação e as condições de acesso ao ensino superior.

Elon Musk envolvido em polémica após prometer dinheiro a eleitores no Wisconsin

O bilionário norte-americano e conselheiro do ex-presidente Donald Trump, Elon Musk, está no centro de uma controvérsia política após ter prometido oferecer dois milhões de dólares a votantes numa eleição no estado do Wisconsin.

A sua proposta gerou uma onda de críticas e acusações de corrupção por parte dos adversários democratas.

Na noite de quinta-feira, Musk anunciou na plataforma X que, durante um discurso que proferirá no Wisconsin, planeia entregar pessoalmente dois cheques no valor de um milhão de dólares cada um, como forma de agradecer aos eleitores que participaram na eleição para o Supremo Tribunal. “Domingo à noite, vou discursar no Wisconsin. A entrada será reservada aos que participaram na eleição para o Supremo Tribunal”, escreveu Musk. Porém, na manhã seguinte, a mensagem foi apagada, e o bilionário fez um novo post a esclarecer que a entrada seria restrita àqueles que assinaram uma petição contra os “juízes ativistas”.

Através da sua organização política, Musk já havia prometido, na semana anterior, oferecer 100 dólares aos signatários de uma petição contra os referidos juízes, levando a questionamentos sobre a legalidade da sua proposta. Vale ressaltar que, no estado do Wisconsin, é ilegal oferecer dinheiro a uma pessoa em troca do voto.

O Partido Democrata do Wisconsin classificou a primeira mensagem de Musk como um “esquema ilegal de compra de votos”. A eleição, marcada para terça-feira, oporá a democrata Susan Crawford ao republicano Brad Schimel, sendo que uma vitória de Schimel poderia inclinar o Supremo Tribunal do estado para uma maioria conservadora.

A juíza Susan Crawford reagiu, afirmando que “Brad Schimel e Elon Musk são corruptos”, e a sua equipa de campanha acusou o bilionário de tentar “comprar um lugar no Supremo Tribunal do Wisconsin para obter uma decisão favorável no processo da sua empresa contra o Estado”.

A Tesla, empresa de veículos elétricos de Musk, está a contestar uma decisão do Wisconsin que nega a concessão de uma exceção à regra que impede os fabricantes de automóveis de serem também proprietários de lojas de concessionários.

Moçambique regista aumento preocupante de acidentes de viação em 2025

A sinistralidade rodoviária em Moçambique registou um aumento significativo nos primeiros dois meses de 2025, com 134 óbitos resultantes de acidentes de viação, um acréscimo de 40 mortes (43%) em comparação com o mesmo período de 2024, que contabilizou 94 vítimas mortais. 

Os dados foram apresentados pelo Chefe da Repartição de Investigação e Peritagem de Acidentes de Viação no Departamento de Trânsito do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique, Agostinho Amor, durante uma entrevista à Rádio Moçambique.

Os números indicam que os 134 óbitos este ano resultaram de 110 acidentes, um aumento em relação aos 92 acidentes registados no ano anterior. Além disso, o número de pessoas feridas com gravidade aumentou de 74 para 130, representando um alarmante aumento de 76%. As lesões ligeiras também subiram, passando de 151 para 237, o que corresponde a um aumento de 57%.

As autoridades não só observaram um aumento nas fatalidades, mas também relataram um crescimento nos danos materiais significativos, embora os danos ligeiros tenham diminuído. A cidade de Maputo destacou-se como a mais afectada, com 20 acidentes que resultaram em 20 mortes.

Outras províncias também enfrentaram situações críticas: Gaza registou 19 acidentes e 22 mortes; Inhambane contabilizou 14 acidentes e 16 óbitos; e a província de Maputo teve 16 acidentes, resultando em 32 mortes. Em Manica, foram registados 11 acidentes e sete óbitos, excluindo um sinistro trágico que causou 23 mortes.

De acordo com Agostinho Amor, a principal causa de sinistralidade continua a ser o atropelamento de peões, com 43 atropelamentos resultando em 39 óbitos este ano, em comparação com 35 atropelamentos no ano anterior. Os choques entre automóveis foram a segunda principal causa, com 24 acidentes e 41 mortes. Seguiram-se os despistes, que resultaram em 25 acidentes e 30 óbitos, e os choques entre carros e motos, com nove acidentes e nove mortes.

As causas dos acidentes foram atribuídas, em grande parte, à desobediência às regras de condução, destacando-se a velocidade excessiva, que esteve na origem de 68 acidentes, bem como a condução sob efeito de álcool, ultrapassagens irregulares e deficiências mecânicas.

Sismo de 7.7 na escala de Richter devasta Sul da Ásia e causa centenas de vítimas

Um sismo de magnitude 7.7 na escala de Richter sacudiu,na sexta-feira, quase toda a região Sul da Ásia, tendo o seu epicentro sido localizado perto de Mandalay, em Myanmar. 

O tremor, que se fez sentir em diversos países da região, levou os governos de Myanmar e Tailândia a declararem estado de emergência e a solicitarem ajuda internacional, uma vez que o balanço de vítimas continua a aumentar.

Imagens amadoras que circulam nas redes sociais mostram o impacto devastador do sismo, que fez desabar vários edifícios e abriu fendas em estradas. Na Tailândia, em Banguecoque, 43 trabalhadores ficaram soterrados após a queda de um edifício em construção, enquanto em outra construção, 90 pessoas estão desaparecidas, com três delas já declaradas mortas.

Em Myanmar, pelo menos 20 pessoas perderam a vida quando a mesquita Shwe Pho Shein desabou em Mandalay. O desastre também causou o colapso de um hotel em Aung Ban, resultando na morte de duas pessoas. Além disso, cinco crianças morreram num mosteiro, onde equipas de resgate estão a tentar localizar e salvar cerca de quinze pessoas que permanecem presas nos escombros.

O impacto do sismo foi sentido em toda a região, desde a China até ao Camboja, passando por Vietname, Índia e Bangladesh. O hipocentro do tremor localizou-se a uma profundidade de dez quilómetros, e um segundo abalo, com magnitude de 6.4, foi registado com o mesmo epicentro, intensificando a preocupação e o caos na região.

CCM apoia candidatura de Álvaro Massingue à presidência da CTA

A Câmara de Comércio de Moçambique (CCM) anunciou em Maputo, o seu apoio à candidatura de Álvaro Massingue para a presidência da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA). 

A decisão foi tomada por deliberação da assembleia-geral da CCM e marca a segunda tentativa de Massingue para liderar a maior entidade patronal do país, após ter sido derrotado nas eleições anteriores por Agostinho Vuma.

Álvaro Massingue fez o anúncio durante a apresentação de um estudo que analisa o impacto das recentes vandalizações às empresas privadas em Moçambique, ocorridas durante as manifestações que se seguiram às eleições. Na mesma oportunidade, o candidato falou sobre a criação do Fundo Catalítico, uma iniciativa do Governo que visa proporcionar novas oportunidades de financiamento às empresas afectadas, com o intuito de impulsionar a economia nacional.

“Ao longo dos anos, trabalhámos lado a lado convosco, aprofundando a nossa compreensão dos desafios que afectam o sector empresarial. Esta trajectória permitiu-nos consolidar a nossa experiência no associativismo e estabelecer parcerias estratégicas com instituições públicas e privadas que partilham a nossa visão de um sector mais forte, competitivo e resiliente. Aproveito esta oportunidade para partilhar com enorme satisfação e responsabilidade que a CCM, em assembleia-geral, decidiu apoiar a nossa candidatura à presidência da CTA”, declarou Massingue.

O candidato destacou que a sua proposta reflete um compromisso com uma liderança inovadora e participativa, orientada para resultados concretos e para a construção de um ambiente de negócios dinâmico, inclusivo e sustentável. “Foram anos de dedicação ao associativismo que nos permitiram estabelecer relações sólidas com diversos parceiros, recebendo o apoio e a motivação necessária para avançar com esta candidatura. Por isso, reafirmamos hoje aqui o nosso compromisso e anunciamos que apresentaremos formalmente a nossa candidatura às eleições na CTA, cuja data será brevemente divulgada”, acrescentou, sublinhando o apoio da CCM, da CTA e de outras instituições à sua proposta.

Mulher sobrevive a queda após paraquedas sabotado pelo marido não abrir

Uma tentativa de assassinato meticulosamente planeada deixou o Reino Unido em estado de choque. Victoria Cilliers, actualmente com 48 anos, sobreviveu a uma queda de 1,2 mil metros após seus dois paraquedas falharem, revelando uma trama que envolvia o seu então marido, Emile Cilliers, como principal suspeito.

O incidente ocorreu no domingo de Páscoa de 2015, quando Victoria, uma experiente instrutora de paraquedismo do Exército Britânico, foi convidada por Emile para um salto, que deveria ser um presente especial. Na altura, Victoria acabara de se tornar mãe pela segunda vez e, apesar de os dois estarem enfrentando dificuldades no relacionamento, ela acreditou que o salto poderia ser uma oportunidade para relaxar e reatar laços. Uma tentativa anterior de salto havia sido frustrada pelas condições meteorológicas.

No momento do salto, Victoria percebeu que algo estava errado. O paraquedas principal não abriu correctamente, com as cordas emaranhadas. Emile, ao tentar activar o paraquedas reserva, também se deparou com uma situação complicada, pois este estava parcialmente aberto e não conseguiu evitar a queda catastrófica.

A resposta rápida dos serviços de emergência surpreendeu a todos: Victoria estava viva, desafiando todas as probabilidades. Apesar da sua surpreendente sobrevivência, a mulher sofreu diversas fracturas, incluindo na pélvis, em quatro vértebras da coluna e nas costelas, além de ter um pulmão colapsado.

As investigações subsequentes revelaram que os paraquedas haviam sido adulterados, levando a polícia a considerar Emile Cilliers como o principal suspeito da tentativa de assassinato. O caso levantou questões sobre as medidas de segurança em esportes radicais e a natureza das relações pessoais, evidenciando que perigos podem ser mais próximos do que se imagina.

Nini Satar encontrado morto na BO

Momade Assife Abdul Satar, mais conhecido como Nini Satar, foi encontrado morto na noite de ontem (27) na sua cela, onde cumpria pena sob ordens da justiça moçambicana.
Até ao momento, não há uma confirmação oficial sobre as circunstâncias da morte, mas fontes do Dossiers & Factos indicam que tudo terá ocorrido durante a madrugada, quando agentes correccionais realizaram uma revista na cela do recluso.

Nasta manhã equipas do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), da Direcção do Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) e da própria BO encontram-se no local para realizar as primeiras perícias.

Vagas de emprego do dia 28 de Março de 2025

Foram publicadas hoje, dia 28 de Março no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Social Development Specialist

A World Bank pretende recrutar um (1) Social Development Specialist. Saiba mais.

2. Vaga para Gestor Comercial

A Inter Escolas Editores pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Comercial. Saiba mais.

3. Vaga para Administration Officer III

A Unitrans pretende recrutar um (1) Administration Officer III. Saiba mais.

4. Vaga para Auxiliar de Limpeza para Escritório

A Anita Corporation pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Auxiliar de Limpeza para Escritório. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Programme Policy Officer (Gender & AA)

A World Food Programme (WFP) pretende recrutar um (1) Programme Policy Officer (Gender & AA). Saiba mais.

2. Vaga para Engineer: Data Center NOC

A Vodafone pretende recrutar um (1) Engineer: Data Center NOC. Saiba mais.

3. Vaga para Guarda

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Guarda. Saiba mais.

4. Vaga para Técnico de Instalações de Sistemas de Rastreio

A Cartrack pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Instalações de Sistemas de Rastreio. Saiba mais.

5. Vaga para Fotógrafo de Estúdio

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Fotógrafo de Estúdio. Saiba mais.

6. Vaga para Cabeleireira

Uma empresa anónima está a recrutar uma (1) Cabeleireira. Saiba mais.

7. Vaga para Mecânico de Viaturas Pesadas e Máquinas

A Haps pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Mecânico de Viaturas Pesadas e Máquinas. Saiba mais.

8. Vaga para Editor de Vídeos e Imagem

A BCMoz pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Editor de Vídeos e Imagem. Saiba mais.

9. Vaga para Director de Programa EmpowerED

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director de Programa EmpowerED. Saiba mais.

10. Vaga para Programme Finance Officer

A Sightsavers pretende recrutar um (1) Programme Finance Officer. Saiba mais.

11. Vagas para Community Field Assistants (Energy Ambassador)

A Committed To Good (CTG) pretende recrutar quatro (4) Community Field Assistants (Energy Ambassador). Saiba mais.

12. Vaga para Designer Gráfico

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Designer Gráfico. Saiba mais.

13. Vaga para Gerente de Restaurante

A KaSushi pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gerente de Restaurante. Saiba mais.

14. Vaga para Técnico Eletrónica

A Técnica PC está a recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Eletrónica. Saiba mais.

15. Vaga para Corporate Service Center Manager

O Absa pretende recrutar um (1) Corporate Service Center Manager. Saiba mais.

16. Vaga para Consultor – Recursos Humanos

A Deloitte pretende recrutar um (1) Consultor – Recursos Humanos. Saiba mais.

17. Vaga para Highway & Road Engineer

A Saipem pretende recrutar um (1) Highway & Road Engineer. Saiba mais.

18. Vaga para Project Manager: Blue Action Fund

A Peace Parks Foundation pretende recrutar um (1) Project Manager: Blue Action Fund. Saiba mais.

19. Vaga para Analista de Desenvolvimento de Negócios- Banca de Seguros

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Analista de Desenvolvimento de Negócios- Banca de Seguros. Saiba mais.

20. Vagas para Enfermeiras de Saúde e Materno Infantil (ESMI)

A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar duas (2) Enfermeiras de Saúde e Materno Infantil (ESMI). Saiba mais.

21. Vaga para Oficial de Projecto

A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um (1) Oficial de Projecto. Saiba mais.

22. Vagas para Assistentes Comunitários

A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar quatro (4) Assistentes Comunitários. Saiba mais.

23. Vaga para Assistente Administrativo

A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um (1) Assistente Administrativo. Saiba mais.

24. Vagas para Motoristas

A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar dois (2) Motoristas. Saiba mais.

25. Vaga para Facilitador de Campo

A Fundação Aga Khan pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Facilitador de Campo. Saiba mais.

26. Vaga para PSM Manager

A Sasol pretende recrutar um (1) PSM Manager. Saiba mais.

27. Vaga para Padeiro

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Padeiro. Saiba mais.

28. Vaga para Economista Sénior (Macro Economista)

A AUSTRAL Consultoria pretende recrutar um (1) Economista Sénior (Macro Economista). Saiba mais.

29. Vaga para External IT Auditor

A PwC pretende recrutar um (1) External IT Auditor. Saiba mais.

30. Vaga para Secretária

Uma empresa anónima pretende recrutar uma (1) Secretária. Saiba mais.

31. Vaga para Logístico

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Logístico. Saiba mais.

32. Vaga para Business Analyst

A Aga Khan Academy Maputo pretende recrutar um (1) Business Analyst. Saiba mais.

33. Vaga para Balconista/ Vendedora

A PCP Universal Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Balconista/ Vendedora. Saiba mais.

EUA: ONGs contestam na justiça proibição de militares trans imposta por Trump

Duas organizações norte-americanas que defendem os direitos LGBTQ+, a Lambda Legal e a Human Rights Campaign Foundation (HRCF), deram um passo significativo na luta contra a política do governo de Donald Trump que proíbe indivíduos transgéneros de se alistarem ou continuarem a servir nas Forças Armadas dos Estados Unidos. 

As ONGs apresentaram um pedido ao Tribunal Distrital dos EUA para bloquear a referida ordem executiva.

A acção federal, que contesta a constitucionalidade da proibição, foi iniciada em Fevereiro e, na última terça-feira, os representantes legais das organizações apresentaram argumentos orais ao juiz. A advogada Jennifer C. Pizer, chefe do departamento jurídico da Lambda Legal, já havia expressado anteriormente a intenção de processar a administração Trump. “Muito do que a administração Trump está fazendo é ilegal. Eles não têm o poder de fazer essas coisas”, destacou Pizer, fazendo uma analogia com regimes autoritários que incentivam a renúncia de direitos individuais.

A ordem, emitida pelo Departamento de Defesa a 26 de Fevereiro, institui uma política que proíbe indivíduos trans de se alistarem e determina um período de 30 dias para a separação de membros transgéneros já activos nas forças armadas.

A justificativa da administração, segundo a orientação, é que a adopção de uma identidade de género diversa do sexo atribuído, entre em conflito com os padrões exigidos para o serviço militar.

Kell Olson, conselheiro e estrategista da Lambda Legal, enfatizou que esta política compromete não apenas as carreiras, mas também a dignidade de milhares de militares trans. “Nosso argumento é directo: essa proibição viola os princípios constitucionais de protecção igualitária, devido processo legal e liberdade de expressão, ao mesmo tempo que prejudica nossa segurança nacional”, afirmou Olson, acrescentando que os indivíduos trans merecem ser avaliados com base em suas capacidades e desempenho, e não em sua identidade de género.

A vice-presidente jurídica da HRCF, Sarah Warbelow, também criticou a medida, considerando-a injustificável. “Nossos militares estão dando as costas a soldados com décadas de experiência e treinamento por nenhuma outra razão além de discriminação”, lamentou Sarah, sublinhando que o governo não apresentou evidências concretas que sustentem a proibição, além de perpetuar preconceitos prejudiciais.

Escassez de gasolina em Tete gera filas e caos no trânsito

Automobilistas e moto-taxistas da cidade de Tete enfrentam, nos últimos dias, uma grave crise no abastecimento de gasolina, resultando em enormes filas e um caos generalizado na urbe.

À medida que a procura pelo combustível aumenta, a situação torna-se cada vez mais insustentável para os cidadãos.

Ainda era possível encontrar algumas bombas de combustível em funcionamento. Contudo, à medida que o dia avançava, apenas uma das seis bombas situadas no centro da cidade continuava a comercializar gasolina, um cenário que acentuou as dificuldades para os condutores que necessitam do recurso para se deslocar.

Diante desse panorama preocupante, muitos motoristas têm sido forçados a recorrer a alternativas não regulamentadas, comprando gasolina a preços exorbitantes que chegam a 150 meticais por litro. Outros, por sua vez, têm de percorrer longas distâncias para conseguir abastecer os seus veículos, enfrentando longas esperas que só aumentam a frustração generalizada.

Japonês de 89 anos indemnizado em 1,3 milhões de euros após 50 anos de prisão injusta

Iwao Hakamada, um japonês de 89 anos que passou quase 50 anos no corredor da morte, foi recentemente indemnizado com um montante recorde de 217.362.500 ienes (aproximadamente 1,3 milhões de euros) após a sua absolvição em Setembro de 2024. 

Este valor corresponde a 12.500 ienes (cerca de 77 euros) por cada dia que passou na prisão desde que foi erradamente condenado por um quádruplo homicídio em 1968.

A decisão foi proferida pelo Tribunal Distrital de Shizuoka, o mesmo tribunal que, em Setembro de 2024, declarou Hakamada inocente, revelando que a polícia havia adulterado provas no seu caso. O tribunal estipulou que “o requerente deve receber 217.362.500.000 ienes”, um montante que, segundo a imprensa, representa um recorde para indemnizações deste tipo no Japão.

Apesar do valor significativo, a defesa de Hakamada manifestou o seu descontentamento, considerando que a quantia não é suficiente para compensar a dor e o sofrimento provocados pelos longos anos de prisão injusta.

Hakamada foi condenado à morte em 1968 pelo assassínio de uma família, mas permaneceu na prisão por quase cinco décadas, até que em 2014 o tribunal anulou a sua sentença, levantando dúvidas sobre a veracidade das provas que tinham sido apresentadas contra ele. O juiz Koshi Kunii, do Tribunal de Shizuoka, reconheceu que houve “falsificação de provas” que levaram Hakamada a ser incriminado pela acusação e pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Milhares de palestinianos protestam contra o Hamas no norte de Gaza

Uma onda de protestos contra o Hamas mobilizou milhares de palestinianos no norte da Faixa de Gaza, com exigências para que o movimento islamita renuncie ao poder e deponha as armas no contexto do conflito com Israel. 

Esta manifestação, que se repetiu pelo segundo dia consecutivo, teve lugar na cidade de Beit Lahia, onde cerca de três mil pessoas se juntaram às ruas, clamando por mudanças.

Os manifestantes expressaram a sua frustração com gritos de “o povo quer a queda do Hamas”, de acordo com informações da agência AP. Em Shijaiyah, um bairro da Cidade de Gaza que sofreu danos significativos devido a combates e ataques israelitas, dezenas de homens uniram-se ao coro de descontentamento, exclamando “Fora, fora, fora! Hamas, fora!”

Abed Radwan, um dos participantes em Beit Lahia, partilhou o seu desespero: “As nossas crianças foram mortas. As nossas casas foram destruídas”. Ele manifestou-se não apenas contra o Hamas, mas também contra a guerra, as facções políticas palestinianas, Israel e o que considerou ser o silêncio do mundo sobre a situação.

Ammar Hassan, que havia participado de uma manifestação anterior, comentou que o protesto começou com poucas dezenas de pessoas, mas cresceu rapidamente para mais de 2.000 manifestantes, todos a exigir a saída do Hamas. “Os protestos não vão travar a ocupação israelita, mas podem afectar o Hamas”, acrescentou.

Apesar da histórica repressão violenta dos protestos anteriores pelo Hamas, desta vez não se registou qualquer intervenção directa por parte do grupo. Bassem Naim, um alto funcionário do Hamas, reconheceu o direito à manifestação, mas salientou que o foco dos protestos deveria estar na “agressão criminosa” de Israel.

Protestos semelhantes foram relatados na área devastada de Jabalia, onde um manifestante, que pediu anonimato por receio de retaliação, afirmou que se uniu ao movimento porque “todos falharam” com os palestinianos, incluindo Israel, o Hamas, a Autoridade Palestiniana e mediadores árabes.

Os participantes notaram a ausência de forças de segurança do Hamas durante os protestos, embora tenham ocorrido confrontos entre apoiantes e opositores do movimento. Desde o início da semana, mensagens anónimas a convocar manifestações têm circulado amplamente em Gaza.

Israel tem frequentemente instado os palestinianos a rebelarem-se contra o Hamas, que tomou o controle do território em 2007 após expulsar o rival Fatah e desde então não tem realizado eleições.

Os protestos sucedem-se uma semana após o exército israelita ter quebrado o cessar-fogo que estava em vigor desde 19 de janeiro, relançando bombardeamentos e operações militares que resultaram em quase 800 mortos.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, apelou aos palestinianos para que se juntassem aos protestos, exigindo a remoção do Hamas e a libertação imediata de todos os reféns israelitas, afirmando que essa é “a única forma de parar a guerra”.

Portugal: Três brasileiros são detidos em submarino com 6,5 toneladas de cocaína

Em uma operação conjunta da Marinha de Portugal e da Polícia Judiciária, um narcossubmarino carregado com 6,5 toneladas de cocaína foi interceptado a cerca de 920 quilómetros dos Açores. 

A tripulação do submarino, composta por três brasileiros, um colombiano e um espanhol, foi detida durante a abordagem.

As autoridades portuguesas divulgaram um vídeo que ilustra a abordagem ao submarino, bem como o interior da embarcação, revelando a complexidade e o nível de sofisticação envolvido na operação de tráfico de drogas.

De acordo com Luís Neves, Director Nacional da Polícia Judiciária, o narcossubmarino partiu da costa brasileira com destino à Península Ibérica. Neves explicou que esses veículos subaquáticos se aproximam da costa apenas o suficiente para serem abordados por lanchas, dificultando a detecção e a interceptação por parte das autoridades.

O director ressaltou que os tripulantes não eram amadores, afirmando que foram devidamente treinados para a ação criminosa que cruzou o vasto Oceano Atlântico. Embora o nome da organização criminosa responsável pelo transporte da droga não tenha sido revelado, Neves afirmou que é uma das várias entidades que tentam “encharcar a Europa com grande quantidade de cocaína”.

O caso foi trazido à atenção das autoridades portuguesas pelo Centro de Análise e Operações Marítimas (Narcóticos), que é uma colaboração entre oito países da União Europeia e o Reino Unido, focada na luta contra o tráfico de drogas marítimo. A informação sobre a aproximação do narcossubmarino foi compartilhada pela Guarda Civil da Espanha, demonstrando a importância da cooperação internacional no combate ao crime organizado.

Hamas acusa Israel de colocar vidas de reféns em perigo na Faixa de Gaza

O movimento Hamas divulgou um comunicado  garantindo que está a fazer “todos os possíveis para manter os prisioneiros vivos”, ao mesmo tempo que acusou Israel de colocar as vidas dos reféns em risco devido aos seus bombardeamentos.

“Cada vez que a ocupação [israelita] tenta resgatar os prisioneiros à força, acaba por levá-los de volta em caixões”, acrescentou a organização. Desde a retoma dos bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza a 18 de Março, após uma trégua de quase dois meses, a situação humanitária no território palestiniano agravou-se dramaticamente.

De acordo com um relatório do Ministério da Saúde do governo do Hamas, cerca de 830 pessoas foram mortas nas operações militares israelitas, elevando o número total de mortos em Gaza desde o início do conflito, que começou com um ataque do Hamas a Israel em 7 de Outubro de 2023, para 50.183.

Do lado israelita, o ataque inicial de 7 de Outubro resultou na morte de 1.218 pessoas, a maioria delas civis, segundo dados oficiais. Actualmente, 58 dos 251 reféns levados durante o ataque continuam detidos na Faixa de Gaza, enquanto 34 já foram confirmados como mortos, conforme relatado pelo exército israelita.

Israel, por sua vez, tem intensificado sua postura militar e o ministro da Defesa, Israel Katz, enviou uma mensagem clara ao Hamas, afirmando que o grupo “pagará um preço cada vez maior” se não libertar os reféns israelitas. Katz sublinhou que o principal objectivo é o regresso seguro de todos os reféns e advertiu que, se o Hamas continuar a recusar-se a cooperar, sofrerá consequências severas, incluindo a ocupação de territórios e desmantelamento de operações terroristas.

A decisão de retomar os ataques a Gaza provocou protestos em Israel, onde críticos e familiares dos sequestrados expressaram preocupações de que os bombardeamentos possam colocar em perigo a vida dos reféns e dificultar a sua eventual libertação.

Israel justificou a retoma das operações militares, acusando o Hamas de rejeitar propostas de mediação para a paz. No entanto, o Hamas refutou essas alegações, afirmando ter concordado com uma proposta apresentada por Washington, e insistiu na manutenção dos termos do acordo de trégua estabelecido em janeiro.

Banco de Moçambique reduz taxa de juro de política monetária para 11,75%

O Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique anunciou a redução da taxa de juro de política monetária, conhecida como taxa Mimo, de 12,25% para 11,75%. 

Esta decisão reflete a confiança na manutenção das perspectivas de inflação em um dígito no médio prazo, apesar do aumento das incertezas relacionadas com o agravamento do risco fiscal no país.

O anúncio foi feito pelo Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, durante uma conferência de imprensa realizada na capital moçambicana. Zandamela sublinhou que, embora as expectativas de inflação se mantenham controladas, a pressão sobre o endividamento público interno continua a aumentar, gerando preocupações adicionais.

O Governador destacou ainda que os riscos e incertezas associados às projecções da inflação têm vindo a intensificar-se, o que poderá ter implicações significativas para a política monetária e para a economia nacional na totalidade. A decisão de reduzir a taxa de juro visa estimular a actividade económica e apoiar o crescimento, numa altura em que o contexto fiscal se mostra cada vez mais desafiante.

Líder Supremo do Irão anuncia perdão a mais de 1.500 prisioneiros no fim do Ramadão

O Ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do Irão, anunciou a aprovação de um perdão ou redução de penas para mais de 1.500 prisioneiros, numa tradição que marca o fim do Ramadão.

Este gesto surge como parte de uma prática habitual na República Islâmica, que visa promover a clemência em momentos festivos.

O gabinete de Khamenei divulgou um comunicado oficial onde se especifica que a medida abrange um total de 1.526 indivíduos condenados por tribunais civis e revolucionários. Contudo, as identidades dos beneficiários ainda não foram tornadas públicas.

Adicionalmente, foi esclarecido que esta decisão se alinha com um pedido formal feito pelo chefe do poder judicial do Irão, Gholamhosein Mohseni Ejei, conforme a Constituição iraniana. O comunicado detalha que 567 processos foram encerrados com indultos, garantindo a libertação dos condenados, enquanto 959 indivíduos terão as suas penas reduzidas ou comutadas.

Entre os contemplados por este perdão encontram-se 13 estrangeiros e 66 mulheres. A medida também trouxe alívio a 46 pessoas que se encontravam no corredor da morte, a maioria delas condenadas por crimes relacionados com drogas, cujas penas foram convertidas em penas de prisão.

Segundo o artigo 110 da Constituição iraniana, o Líder Supremo detém o poder de perdoar ou comutar penas com base em recomendações do chefe do poder judicial, uma prática que tem sido reiteradamente utilizada ao longo dos anos na República Islâmica.

Líder militar do Sudão declara “Cartum está livre” após conflitos com as FAR

Abdel Fattah al-Burhan, líder militar do Sudão, anunciou em declarações à rede de televisão catari “Al Jazeera” que “Cartum está livre”. 

A afirmação foi feita durante uma visita ao Palácio Presidencial, onde Burhan esteve pela primeira vez desde o início do conflito armado em 15 de Abril de 2023 entre o Exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido (FAR), lideradas por Mohamed Hamdan Dagalo, conhecido como Hemedti.

O líder militar chegou a Cartum a bordo de um helicóptero, após o Exército ter confirmado o controle do aeroporto internacional da capital e de um “último bastião” das forças paramilitares na cidade. Na passada sexta-feira, o Exército sudanês conseguiu expulsar as FAR do Palácio Presidencial, que apresentava danos significativos resultantes dos intensos combates entre os dois lados.

Desde o início da guerra, o aeroporto, o Palácio e a maioria dos centros urbanos de Cartum estavam sob domínio das FAR. Contudo, não houve, até o momento, uma reacção por parte das FAR a estas recentes perdas territoriais, cujo reduto principal permanece na região de Darfur, no oeste do Sudão.

Nas últimas semanas, o Exército sudanês intensificou uma campanha militar com o objectivo de retomar os distritos controlados pelas FAR na vasta capital, depois de as ter expulso das principais cidades e vilas do centro-leste e centro-sul do país. O conflito, que eclodiu após a falência das negociações para a integração das forças paramilitares na estrutura militar nacional, já resultou na morte de dezenas de milhares de pessoas e na deslocação interna de mais de 12 milhões de sudaneses.

Incêndios florestais na Coreia do Sul causam mortes e destruição em larga escala

Os incêndios florestais, que estão a ser considerados entre os mais devastadores da história da Coreia do Sul, resultaram na morte de 24 pessoas, na destruição de mais de 200 estruturas e na evacuação de cerca de 27 mil cidadãos. 

As informações foram confirmadas pelas autoridades sul-coreanas, que relatam uma situação alarmante em várias regiões do país.

Entre as vítimas, encontra-se um piloto que perdeu a vida após a queda do helicóptero que pilotava durante as operações de combate ao incêndio na cidade de Uiseong, localizada no sudeste, uma das áreas mais afectadas. A aeronave não transportava outros tripulantes no momento do acidente. Além das fatalidades, a Agência Nacional de Incêndios registou pelo menos 26 pessoas com ferimentos de diversos graus.

Os incêndios têm devastado uma variedade de estruturas, incluindo um antigo templo budista, casas, fábricas e veículos. O presidente em exercício da Coreia do Sul, Han Duck-soo, expressou a gravidade da situação, afirmando que os danos materiais estão a superar os episódios de incêndios florestais anteriores. “Os danos estão a aumentar. Tememos ter danos de incêndios florestais que nunca tivemos antes, então temos que concentrar todas as nossas capacidades para apagar os fogos até ao fim desta semana”, enfatizou Han.

As operações de combate ao fogo mobilizaram cerca de 4.650 bombeiros, soldados e outros agentes, com o suporte de aproximadamente 130 helicópteros. As áreas mais afectadas incluem Andong, os condados vizinhos de Uiseong e Sancheong, bem como a cidade de Ulsan.

Na localidade de Gounsa, o incêndio consumiu quase metade das mais de 30 estruturas do templo, que remonta ao século VII. Em resposta à crise, o Serviço Florestal da Coreia elevou o alerta de incêndio florestal para o nível mais alto em todo o país. As autoridades locais foram instruídas a aumentar o número de trabalhadores dedicados à resposta a emergências, a restringir a entrada em florestas e parques, e a recomendar a suspensão de exercícios de fogo real pelas unidades militares.

As investigações preliminares sugerem que erros humanos podem estar na origem de vários incêndios, o que coloca em destaque a necessidade de uma análise mais rigorosa das práticas de segurança e prevenção em áreas florestais.

ANE de Nampula apela à revisão das normas de construção de estradas e pontes

A Administração Nacional de Estradas (ANE), através da sua delegação em Nampula, sublinhou a urgência de rever as normas de construção de infraestruturas rodoviárias e pontes, com o objectivo de torná-las mais resilientes face aos eventos climáticos extremos que têm afectado a província.

Mateus Espírito Santo, delegado da ANE em Nampula, expressou esta necessidade em declarações ao jornal Rigor.

De acordo com Espírito Santo, as infraestruturas rodoviárias da província não estão preparadas para suportar os eventos climáticos recorrentes que o país tem enfrentado, evidenciados pelos cortes de estradas e pontes nos últimos quatro meses, consequência dos ciclones Dikeledi, Chido e Jude. “Neste momento, estamos a fazer a reposição de emergência para garantir a transitabilidade. Mas, no futuro, teremos que fazer um estudo, de forma que se conservem os processos de construção que sejam adequados às mudanças climáticas”, afirmou o delegado.

O impacto das mudanças climáticas na infraestrutura é inegável, com Espírito Santo a destacar que os ciclos de chuvas se tornaram quase anuais e os danos resultantes destes fenómenos têm sido severos. “Os nossos parâmetros de dimensionamento das estradas têm que ser revistos. É esse esforço que o setor está a fazer”, acrescentou.

Durante o período crítico de ciclones, quatro dos onze troços rodoviários da província de Nampula ficaram com trânsito condicionado ou cortado. Entre as vias afetadas destacam-se a estrada Nampula-Namialo, Namialo-Rio Lúrio, no limite entre Nacarôa e Eráti, a estrada N104, Nametil-Angoche e Rapale-Mecubúri. Dentre estas, o troço Namialo-Namapa permanece com trânsito condicionado devido à destruição da ponte sobre o rio Monapo.

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