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Quarta-feira, Julho 22, 2026
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Hamas acusa Israel de pirataria após ataque a navio com ajuda para Gaza

O Hamas denunciou Israel por “pirataria” e “terrorismo de Estado”, em resposta a um ataque com drone contra o navio ‘Conscience’, da ‘Flotilha para a Liberdade’, ocorrido em águas internacionais no Mediterrâneo, próximo de Malta. 

O navio tentava transportar ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, e a tripulação relatou que o ataque provocou um incêndio e uma significativa ruptura no casco da embarcação.

Em comunicado, o Hamas qualificou o ataque do Exército israelita como um “crime de pirataria e terrorismo de Estado”. O grupo, que controla a Faixa de Gaza, também expressou agradecimentos à tripulação do navio e aos “activistas de todo o mundo” que se esforçam para quebrar o cerco imposto à região.

A Jihad Islâmica, uma facção aliada do Hamas, também condenou o incidente, descrevendo-o como um insulto aos valores humanos e morais, além de acusar Israel de usar a fome como arma de guerra.

A organização “Coligação Internacional da Flotilha para a Liberdade” informou que o ataque foi realizado por drones enquanto o navio navegava em águas internacionais.

Segundo a ONG, o incêndio causado pelo ataque danificou gravemente o gerador do navio, deixando a tripulação sem energia e pondo a embarcação em sério risco de naufrágio. A organização também criticou Malta, alegando falta de iniciativas de emergência para responder à situação.

O governo de Malta rejeitou as acusações, afirmando que foram realizados trabalhos de emergência na área e que os ocupantes do navio “se encontravam bem”.

Além disso, a agência de notícias espanhola Europa Press reportou que três cidadãos espanhóis estavam a bordo do ‘Conscience’ no momento do ataque.

Este incidente evoca memórias da abordagem militar israelita a uma flotilha de solidariedade em 2010, quando forças israelitas atacaram o navio ‘Mavi Marmara’, que também tentava levar ajuda a Gaza, resultando na morte de dez activistas e ferimentos em outros dez.

Ataque terrorista no Niassa resulta duas mortes

A Reserva Especial do Niassa, em Moçambique, foi surpreendida por um ataque terrorista brutal que resultou na decapitação de duas pessoas e na destruição de diversos bens, incluindo veículos. 

Este incidente, que se seguiu a um ataque semelhante ocorrido recentemente na região, gerou um clima de medo e insegurança entre os habitantes locais, operadores turísticos e outros intervenientes.

As autoridades locais estão a investigar as circunstâncias do ataque, que foi atribuído a um grupo terrorista que tem operado na área, conhecida pela sua riqueza em biodiversidade e recursos naturais. A população teme pela sua segurança, enquanto o governo enfrenta o desafio de garantir a protecção da região e a preservação da paz.

Os operadores turísticos, que dependem do ecoturismo e da preservação da Reserva, expressaram profunda preocupação com a crescente instabilidade, que pode comprometer a actividade turística e a economia local. As autoridades apelam à calma e à colaboração da população, reiterando a necessidade de vigilância e denúncia de actividades suspeitas.

Confrontos sectários na Síria provocam mais de 70 mortes e alarmam comunidade drusa

Dois dias de confrontos sectários na Síria resultaram na morte de mais de 70 pessoas, a maioria delas combatentes da comunidade drusa, conforme reportado pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Os confrontos, que ocorreram em Jaramana e Sahnaya, nas imediações de Damasco, resultaram na morte de 30 membros das forças de segurança associadas ao governo islâmico, 15 combatentes drusos e um civil. Na província meridional de Sueida, um bastião da comunidade drusa, 27 combatentes drusos foram mortos na quarta-feira, segundo o mesmo relatório.

O OSDH, uma organização não-governamental com sede no Reino Unido, possui uma vasta rede de informadores em toda a Síria, o que lhe permite acompanhar de perto os desenvolvimentos no terreno. Em resposta aos violentos confrontos, o líder religioso druso, xeque Hikmat al-Hajri, denunciou uma “campanha genocida” contra a sua comunidade e apelou à intervenção internacional. Em um comunicado, al-Hajri descreveu os eventos em Jaramana e Sahnaya como uma “campanha genocida injustificada”, que visa “civis nas suas casas”.

Apesar dos apelos à protecção internacional, o governo sírio rejeitou as solicitações, caracterizando os grupos afectados como “fora da lei”. A situação no país permanece tensa desde a derrubada do regime do presidente Bashar al-Assad em Dezembro de 2024, após uma guerra civil que iniciou em 2011. Assad, que agora se encontra em Moscovo, contava com o apoio da Rússia e do Irão durante o seu tempo no poder.

Os drusos, uma comunidade esotérica oriunda de um ramo do Islão, são alvo de desconfiança por parte da corrente sunita extremista que surge nas novas autoridades sírias. Representando cerca de 3% da população síria, os drusos vivem principalmente na região sul, na província de As-Suwayda, próximo de Israel, mas também em outras áreas do noroeste e nas proximidades da capital, Damasco.

Estima-se que a comunidade drusa conte com aproximadamente 700.000 indivíduos, que têm focado os seus esforços na protecção dos seus territórios, evitando em grande medida o recrutamento forçado para o exército sírio.

Zelensky rejeita proposta de tréguas de Putin por falta de tempo para negociações

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, desvalorizou as tréguas recentemente propostas pelo seu homólogo russo, Vladimir Putin, que incluem um cessar-fogo entre os dias 8 e 10 de Maio. 

Zelensky considera que os prazos apresentados são demasiado curtos para a realização de conversações significativas.

“É impossível chegar a acordo sobre qualquer coisa em três, cinco ou sete dias. Sejamos honestos. É uma actuação teatral da parte dele [Putin]”, afirmou Zelensky durante uma conversa com um pequeno grupo de jornalistas, incluindo representantes da agência de notícias France-Presse (AFP). A declaração foi feita na noite de sexta-feira, mas estava sob embargo até hoje.

O líder ucraniano enfatizou a dificuldade de estabelecer um plano que possa delinear os próximos passos para o fim da guerra iniciada pela Rússia em Fevereiro de 2022, considerando que “não parece ser sério” discutir uma solução viável em tão curto espaço de tempo.

Zelensky também manifestou a sua recusa em contribuir para o que descreveu como um “jogo” de Putin, que visa melhorar a sua imagem internacional durante as celebrações em Moscovo que marcam os 80 anos da vitória sobre a Alemanha nazi, a ocorrer no dia 9 de Maio. Líderes de cerca de 20 países, incluindo os presidentes da China, Xi Jinping, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, estão previstos para se juntar a Putin na Praça Vermelha, juntamente com aliados tradicionais de Moscovo, como Cazaquistão, Bielorrússia, Cuba e Venezuela.

O Presidente ucraniano alertou ainda que Kyiv não poderá garantir a segurança dos líderes internacionais presentes nas celebrações, mencionando que “não sabemos o que a Rússia vai fazer nessa data. Poderá tomar várias medidas, como incêndios ou explosões, e depois acusar-nos”.

Zelensky reiterou que a Ucrânia exige um “cessar-fogo total e incondicional” como condição prévia para qualquer diálogo com a Rússia. Por sua vez, Moscovo afirmou estar disposto a negociar, mas mostra relutância em aceitar um cessar-fogo prolongado, temendo que isso permita a Kyiv recuperar forças com o apoio de aliados ocidentais.

EUA manifestam solidariedade à Índia e defendem contenção de tensões com o Paquistão

O governo dos Estados Unidos manifestou o seu apoio à Índia em um momento de crescente tensão com o Paquistão, que se intensificou após um ataque terrorista na região da Caxemira no final de Abril. 

A reafirmação do apoio veio através do secretário de Defesa, Pete Hegseth, durante uma conversa telefónica com o ministro da Defesa indiano, Raksha Mantri Shri.

Na comunicação, Hegseth expressou as suas mais sinceras condolências pela perda de vidas resultante do ataque terrorista, que chocou a nação indiana. “Hoje, conversei com o ministro da Defesa indiano para expressar pessoalmente as minhas mais profundas condolências pela perda de vidas no hediondo ataque terrorista da semana passada”, escreveu o secretário no X, a rede social anteriormente conhecida como Twitter. “Ofereci meu forte apoio. Estamos com a Índia e seu grande povo”, acrescentou.

De acordo com informações divulgadas pelo gabinete do chefe da Defesa indiana, Hegseth reafirmou também o apoio dos EUA ao direito da Índia à auto-defesa. Esta declaração sublinha a importância da relação bilateral entre os dois países, especialmente em um contexto de crescente instabilidade regional.

Um dia antes desta conversa, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, havia discutido a situação com representantes de ambos os países. Durante as conversações, Rubio apelou para que Índia e Paquistão trabalhassem em conjunto para reduzir a escalada de tensões e promover a paz na região do sul da Ásia.

RDCongo requer levantamento da imunidade do ex-presidente Kabila por crimes de guerra

A República Democrática do Congo (RDC) deu um passo significativo na sua busca por justiça, ao solicitar o levantamento da imunidade do ex-presidente Joseph Kabila, com o intuito de que ele seja julgado por alegações de apoio à insurgência M23, que actua na região leste do país. 

Esta informação foi revelada pelo Ministro da Justiça, Constant Mutamba, em conferência de imprensa realizada na noite de quarta-feira, em Kinshasa.

O procurador-geral do exército congolês endereçou um pedido formal ao Senado, no qual solicita a revogação da imunidade que Kabila detém como senador vitalício. Mutamba afirmou que o governo congolês possui evidências substanciais de envolvimento do ex-presidente em “crimes de guerra, crimes contra a humanidade e massacres de civis e militares pacíficos”.

“Joseph Kabila deve retornar ao país para enfrentar a justiça, ou arriscar-se a ser julgado à revelia”, declarou o Ministro da Justiça, evidenciando a urgência da situação. Kabila, que se afastou do poder em 2018 após quase duas décadas de mandato, encontra-se fora da RDC desde o final de 2023, maioritariamente na África do Sul. Recentemente, ele manifestou a intenção de voltar ao país para participar na busca de soluções para a crise no leste, onde a facção rebelde M23, supostamente apoiada pelo Ruanda, tem conquistado vastas áreas.

O regresso de Kabila ao Congo poderá complicar os esforços, apoiados pelos Estados Unidos, para pôr fim à rebelião no leste, uma região rica em recursos minerais que despertam o interesse da administração do Presidente Donald Trump.

Segundo um acordo assinado em Washington a 25 de Abril, tanto o Congo como o Ruanda comprometeram-se a apresentar uma proposta de Acordo de Paz até hoje e a abster-se de apoiar militarmente grupos armados.

Kabila ascendeu ao poder em 2001, após o assassinato do seu pai, e foi alvo de intensas críticas por recusar demitir-se no final do seu último mandato, em 2016, o que resultou em protestos mortais. Em 2018, após eleições, concordou em deixar o cargo.

Tribunal Judicial destitui Comissão Eleitoral da CTA de Moçambique

O Tribunal Judicial do Distrito Municipal de KaMphumo tomou a decisão de destituir a Comissão Eleitoral da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) devido ao incumprimento de um mandato judicial. 

Esta medida surge após a Comissão ter sido notificada para aceitar a candidatura de Álvaro Massingue, representante da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), ao cargo de presidente da organização.

A deliberação do tribunal foi desencadeada por declarações públicas do actual presidente da CTA, Agostinho Vuma, que afirmou categoricamente que “nenhuma decisão de tribunal intervirá nos estatutos da organização” e que Álvaro Massingue apenas poderia participar no processo eleitoral na qualidade de simples eleitor.

Em resposta a esta situação, o advogado da CTA, Jaime Sonda, anunciou que uma audiência está agendada para a próxima segunda-feira, com o objectivo de contestar algumas das decisões proferidas pelo tribunal. Esta audiência poderá ser crucial para a reestabelecimento da autoridade da Comissão Eleitoral e para o futuro do processo eleitoral na confederação.

Raptos em 2024: 13 vítimas libertadas e redes criminosas continuam activas

No decurso do ano de 2024, treze pessoas foram resgatadas de cativeiros em várias operações efectuadas pelas autoridades nacionais, culminando na detenção de 21 indivíduos suspeitos de envolvimento em actividades de rapto.

As forças de segurança apreenderam ainda seis armas de fogo e desmantelaram três cativeiros utilizados para a retenção das vítimas.

Em declarações à imprensa, o Procurador-Geral da República, Américo Letela, sublinhou que, apesar dos esforços significativos no combate a este crime, persistem desafios consideráveis na identificação e neutralização dos mandantes.

Segundo Letela, as redes de rapto operam de forma altamente sofisticada e complexa, frequentemente a partir do estrangeiro, o que dificulta a ação das autoridades.

O Procurador alertou que a crescente ousadia dos autores destes crimes evidencia a necessidade de um esforço redobrado por parte do Estado, bem como a colaboração da sociedade. “É imperativo que a população denuncie situações que possam indicar a preparação, execução ou qualquer envolvimento em actividades de rapto,” afirmou.

Atropelamento em massa em Stuttgart deixa vários feridos

Um atropelamento em massa ocorreu na área de Olgaeck, em Stuttgart, resultando em pelo menos oito feridos, três dos quais apresentam quadros clínicos considerados graves. 

A situação alarmante levou à mobilização de equipas de emergência e à detenção de um homem de 42 anos, que conduzia uma Mercedes Classe G preta no momento do incidente.

As autoridades policiais da cidade confirmaram que uma das vítimas necessitou de reanimação no local antes de ser transportada para um hospital nas imediações. O Corpo de Bombeiros de Stuttgart informou que os restantes feridos foram encaminhados para diferentes unidades hospitalares da cidade, enquanto aqueles que sofreram ferimentos leves receberam assistência médica imediata no local.

A polícia local está actualmente a investigar as circunstâncias que rodeiam o atropelamento e, até ao momento, não foram encontradas evidências que sugiram a possibilidade de um ataque deliberado. As autoridades apelaram à calma e garantiram que as investigações continuarão a ser efectuadas de forma rigorosa.

Justiça sul-africana condena mãe por vender filha de seis anos

Um tribunal sul-africano condenou Joshlin Smith, a mãe de uma menina de seis anos desaparecida, por rapto e tráfico de seres humanos. 

O caso, que chocou o país, remonta ao desaparecimento de Joshlin a 19 de Fevereiro de 2024, na região oeste da África do Sul.

O juiz Nathan Erasmus, do Tribunal Superior do Cabo Ocidental, descreveu a situação da criança como a de uma “mercadoria”, sublinhando a existência de provas suficientes para a condenação de Joshlin Smith, do seu namorado, Jacquin Appollis, e do amigo Steveno van Rhyn. Durante o julgamento, que decorreu num centro desportivo para permitir a presença da comunidade, os arguidos não apresentaram testemunhas de defesa e todos se declararam inocentes.

O caso iniciou com uma mobilização da comunidade local e gerou comoção nacional, onde a mãe era inicialmente vista como vítima. Contudo, novas revelações mudaram essa percepção. Várias testemunhas testemunharam que Joshlin Smith confessou ter vendido a filha por 20 mil rands, o equivalente a cerca de 960 euros. Uma das 35 testemunhas afirmou ainda que a criança teria sido vendida a um ‘sangoma’, um curandeiro tradicional sul-africano, supostamente atraído pelas características físicas da menor.

Agora, Racquel Smith, Jacquin Appollis e Steveno van Rhyn enfrentam a possibilidade de uma pena de prisão perpétua. O juiz anunciou que as audiências de condenação terão início na próxima semana, deixando a comunidade em estado de expectativa e preocupação.

Cinco agentes do SERNIC expulsos por práticas criminosas em 2024

O Procurador-Geral da República, Américo Letela, anunciou durante o seu informe anual na Assembleia da República que cinco agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) foram expulsos da corporação no decorrer do ano passado, em consequência de diversas práticas criminosas.

De acordo com Letela, foram instaurados um total de 13 processos-crimes contra agentes do SERNIC em 2023, evidenciando uma preocupação crescente com a conduta dos elementos da instituição responsável pela investigação criminal no país. O Procurador-General sublinhou que os restantes processos ainda se encontram em fase de averiguação, o que demonstra a complexidade e a gravidade das situações reportadas.

Na sua intervenção, Américo Letela destacou a necessidade urgente de reforço em equipamento e na formação profissional dos agentes do SERNIC.

Segundo o Procurador, a investigação de crimes torna-se cada vez mais sofisticada, exigindo uma resposta célere e eficaz por parte das autoridades competentes.

Cabo Delgado: Município de Pemba inicia demolição de construções ilegais

O Conselho Municipal de Pemba anunciou o início de uma campanha de demolição de obras construídas ilegalmente na cidade.

Esta medida surge em resposta à crescente obstrução de vias de acesso, que tem gerado sérios problemas de mobilidade para a população local.

De acordo com informações veiculadas pelo portal Zumbo FM Notícias, o vereador responsável pela área de urbanização, Abdulrehemane Chaca, confirmou que a operação abrangerá diversas zonas da cidade, com especial atenção para o bairro de Chuiba, que enfrenta uma situação crítica devido à obstrução das ruas. “Encontramos vias interditadas, o que prejudica a mobilidade, e precisamos garantir o fluxo adequado de pessoas e veículos”, destacou Chaca.

O Conselho Municipal de Pemba enfatizou que a desobstrução das vias públicas não é apenas uma necessidade, mas uma prioridade para a comunidade.

Assim sendo, apelou à população para respeitar as normas urbanísticas e utilize apenas os espaços devidamente autorizados pelo CMP. “Queremos alertar nossos cidadãos que a liberação das vias públicas não é uma opção. A via pública deve ser uma prioridade para todos, por isso, é fundamental ocupar apenas os espaços autorizados pelo Conselho Municipal”, frisou Abdulrehemane Chaca.

Juiz autoriza ex-presidente Collor de Mello a cumprir pena de prisão em casa

O ex-presidente Fernando Collor de Mello, condenado a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção, terá a possibilidade de cumprir a sua pena em regime domiciliário. A decisão foi proferida pelo juiz Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Collor, que se encontra detido desde a última sexta-feira numa penitenciária superlotada em Maceió, capital do estado de Alagoas, onde já exerceu funções como governador, recebeu autorização para cumprir a pena em casa após o parecer favorável do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. O procurador justificou a sua posição com base em questões humanitárias, considerando a idade do ex-presidente, que conta com 75 anos, e os problemas de saúde que enfrenta.

Os advogados de Collor apresentaram mais de uma centena de exames e relatórios médicos que atestam a sua condição de saúde, revelando que o ex-chefe de Estado sofre de Doença de Parkinson, privação severa de sono e transtorno bipolar. Os documentos foram elaborados ao longo de vários anos e assinados por especialistas respeitados, afastando qualquer suspeita de fraude na solicitação do benefício.

Em seu despacho, Alexandre de Moraes impôs algumas condições ao cumprimento da pena em casa, incluindo o uso de pulseira electrónica e a entrega de todos os passaportes do ex-presidente. Além disso, Collor está proibido de receber visitas, excepto as de seus advogados e médicos.

Fernando Collor de Mello foi presidente do Brasil entre 1990 e 1992, sendo destituído do cargo sob acusações de corrupção. Em 2023, foi condenado em um novo processo, onde foi acusado de ter recebido “luvas” de uma empresa subsidiária da Petrobras, no valor equivalente a quatro milhões de euros.

Apesar da condenação, Collor permaneceu em liberdade durante dois anos, devido ao direito de interpor recursos contra a sentença. No entanto, sua liberdade foi revogada na semana passada, quando o juiz Alexandre de Moraes rejeitou o último recurso apresentado pela defesa.

Encerramento de campo em Nsanje deixa 336 moçambicanos em situação incerta no Malawi

Trezentos e trinta e seis cidadãos moçambicanos que habitavam o campo de refugiados de Nhamithuthu, localizado no distrito de Nsanje, enfrentam um futuro incerto após o encerramento deste espaço, efectuado na quarta-feira pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Estes refugiados recusaram regressar às suas áreas de origem, com a evacuação de 96% da população que buscou abrigo no Malawi desde a tensão pós-eleitoral em Moçambique, que culminou em Março deste ano. A situação política em Moçambique foi considerada estável pelo governo do Malawi, levando o Ministério da Segurança Interna, através do seu departamento de refugiados, a justificar o encerramento do campo.

No entanto, os 336 moçambicanos que permanecem na estrutura expressaram receios quanto à sua segurança caso regressem a Morrumbala, a sua terra natal. Em resposta a estas preocupações, solicitaram ao governo malawiano a continuidade da protecção internacional.

O executivo do Malawi iniciou um processo de entrevistas para avaliar o estado de refugiado dos indivíduos ainda presentes no campo, com o intuito de determinar a sua elegibilidade para asilo, conforme o direito internacional humanitário.

Contudo, enquanto os resultados dessas entrevistas não são divulgados, permanece desconhecido o destino que será reservado a este grupo de moçambicanos, que insiste em permanecer no Malawi em busca de segurança e estabilidade.

Bolsonaro deixa cuidados intensivos, mas mantém internamento para recuperação

O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, de 70 anos, deixou na manhã de hoje a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do Hospital DF Star, onde esteve internado durante 17 dias. 

A saída da UCI ocorre após uma delicada cirurgia de 12 horas realizada a 13 de Abril, que visou resolver complicações intestinais. Apesar deste avanço, o antigo governante permanecerá hospitalizado para dar continuidade à sua recuperação, sem uma data estimada para a alta.

Segundo o mais recente boletim médico, os especialistas que acompanham Bolsonaro afirmaram que o quadro clínico do ex-presidente se encontra estável, sem sinais de dor ou febre, e que há uma melhoria significativa na sua saúde geral. Com isso, foi possível retirar a sonda nasogástrica e, a partir de hoje, ele começou a receber alimentos líquidos, que serão gradualmente aumentados com produtos gelatinosos, visando a recuperação dos movimentos intestinais.

Bolsonaro foi hospitalizado de urgência a 11 de Abril, após queixar-se de fortes dores abdominais durante uma viagem ao estado do Rio Grande do Norte. No dia seguinte, foi transferido para Brasília por meio de uma UCI aérea. A cirurgia realizada a 13 de Abril envolveu uma complexa desobstrução intestinal, que corrigiu várias aderências e obstruções, afectadas por intervenções cirúrgicas anteriores, incluindo aquela a que foi submetido em 2018, após o atentado à faca que sofreu durante a campanha presidencial.

Na semana passada, o estado de saúde de Bolsonaro deteriorou-se temporariamente, com um aumento nas enzimas hepáticas e pressão arterial, particularmente após uma controvérsia em que o juiz Alexandre de Moraes, encarregado de um caso contra o ex-presidente, violou restrições médicas ao enviar uma oficial de justiça para intimar Bolsonaro na UCI.

Este incidente resultou em indignação por parte do ex-mandatário. Contudo, a situação foi estabilizada, permitindo que os médicos iniciassem uma nova fase de recuperação, que inclui fisioterapia e exercícios leves para manter a mobilidade.

Vagas de emprego do dia 02 de Maio de 2025

Foram publicadas hoje, dia 02 de Maio no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Warehouse Manager

A Saipem pretende recrutar um (1) Warehouse Manager. Saiba mais.

2. Vaga para Account Manager

A Qatar Airways pretende recrutar um (1) Account Manager. Saiba mais.

3. Vaga para Packaging Artisan

A AB InBev pretende recrutar um (1) Packaging Artisan. Saiba mais.

4. Vaga para Consultor

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Consultor(a) para Capacitação em Mudanças Climáticas no Contexto Escolar e Elaboração de Materiais de Sensibilização Ambiental. Saiba mais.

5. Vaga para Consultor

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Consultor(a) para Capacitação Multissectorial sobre o Mecanismo de Proteção da Criança no Contexto Escolar. Saiba mais.

6. Vaga para Consultor

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Consultor(a) para a Elaboração de um Mecanismo Voluntário de Auto-Regulação das Organizações da Sociedade Civil em Moçambique. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Administrative Assistant II

A International Potato Center (CIP) pretende recrutar um (1) Administrative Assistant II. Saiba mais.

2. Vaga para Agricultural Extension Specialist

A Palladium pretende recrutar um (1) Agricultural Extension Specialist. Saiba mais.

3. Vaga para Tyre Bay Strip and Fitter

A Unitrans pretende recrutar um (1) Tyre Bay Strip and Fitter. Saiba mais.

4. Vagas para Analistas e Desenvolvedores de Sistemas

Termos de referência para a contratação de dois (2) Analistas e Desenvolvedores de Sistemas. Saiba mais.

5. Vaga para Consultor

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um (1) Consultor para Facilitação da Co-criação do Plano de Implementação do Programa Participativo (PIP). Saiba mais.

6. Vaga para Sworn Translator

O Absa Group pretende recrutar um (1) Sworn Translator. Saiba mais.

7. Vaga para Bus Driver

A Unitrans pretende recrutar um (1) Bus Driver. Saiba mais.

8. Vaga para Executive Associate

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Executive Associate. Saiba mais.

9. Vaga para Oficial Sénior de Supply 

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Oficial Sénior de Supply. Saiba mais.

10. Vaga para Consultor

A Pathfinder International pretende recrutar um (1) Consultor para Elaboração de Documentos Normativos da Plataforma Nacional dos Direitos dos Trabalhadores do Sexo (PNDTS). Saiba mais.

11. Vagas para Técnicos de Tecnologia de Informação e Comunicação

A MD Consultores pretende recrutar Técnicos de Tecnologia de Informação e Comunicação. Saiba mais.

12. Vaga para Business Consultant

A Deloitte pretende recrutar um (1) Business Consultant. Saiba mais.

13. Vaga para Chief of Party

A CARE pretende recrutar um (1) Chief of Party. Saiba mais.

14. Vaga para Senior Manager Monitoring, Evaluation, and Learning (MEL)

A CARE pretende recrutar um (1) Senior Manager Monitoring, Evaluation, and Learning (MEL). Saiba mais.

15. Vaga para Operation Manager

A Alliance International pretende recrutar um (1) Operation Manager. Saiba mais.

16. Vaga para Logistics Executive

A FuelBuddy pretende recrutar um (1) Logistics Executive. Saiba mais.

17. Vaga para Procurement Assistant

A Biocarbon Partners pretende recrutar um (1) Procurement Assistant. Saiba mais.

18. Vaga para Contract and Procurement Manager

A Vivo Energy pretende recrutar um (1) Contract and Procurement Manager. Saiba mais.

19. Vaga para Executive Associate

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Executive Associate. Saiba mais.

20. Vaga para Motorista

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Motorista. Saiba mais.

21. Vaga para Babá

Uma empresa anónima está a recrutar uma (1) Babá. Saiba mais.

22. Vaga para Care and Treatment Lead

A Jhpiego pretende recrutar um (1) Care and Treatment Lead. Saiba mais.

23. Vaga para CBU Cluster Supervisor Lichinga

A Vodafone pretende recrutar um (1) CBU Cluster Supervisor Lichinga. Saiba mais.

24. Vaga para Trade Marketing Representative

A BAT pretende recrutar um (1) Trade Marketing Representative. Saiba mais.

Mina de grafite de Balama continua encerrada devido a protestos em Cabo Delgado

A mina de grafite de Balama, uma das maiores fontes de grafite natural do mundo, permanece encerrada há nove meses, em resultado de protestos locais que se intensificaram no contexto de tensão pós-eleitoral em Moçambique. 

A mina, operada pela empresa australiana Syrah Resources, encontra-se inoperacional desde meados de 2024 devido a bloqueios no acesso ao local e à falta de intervenção eficaz das autoridades.

Segundo a publicação Engineering News, a origem da paralisação remonta a reclamações de agricultores reassentados, mas a insatisfação alastrou-se a outras áreas de contestação, reflectindo o clima de instabilidade política que o país enfrenta. Embora a Syrah tenha alcançado um acordo com o grupo inicial de agricultores, um número reduzido de manifestantes continua a bloquear o acesso à mina, sem apresentar reivindicações legítimas claras.

Em Março, a mineradora obteve uma injunção judicial que ordens uma libertação do local, mas a aplicação dessa ordem pelas autoridades distritais permanece incerta. Desde a suspensão das operações, a mina de Balama não produziu qualquer tonelada de grafite e, no primeiro trimestre de 2025, a Syrah apenas conseguiu vender 1.300 toneladas do produto, um volume consideravelmente inferior ao de períodos anteriores.

A empresa invocou a cláusula de força maior no Acordo de Mineração de Balama, mantendo este estatuto até que a situação se normalize. Apesar disso, os custos fixos da operação ascendem a cerca de três milhões de dólares mensais, embora medidas temporárias de contenção tenham sido implementadas.

Além do impacto económico, a suspensão das actividades tem comprometido os programas sociais que a Syrah desenvolvia na região. A empresa reitera, no entanto, o seu compromisso com a sustentabilidade e o apoio às comunidades locais.

PGR exige mais tempo para apurar assassinatos de Elvino Dias e Paulo Guambe

O Procurador-Geral da República, Américo Letela, informou durante a sessão da Assembleia da República, que as investigações sobre os assassinatos dos cidadãos Elvino Dias e Paulo Guambe, ocorridos em Outubro de 2024, continuam a decorrer. 

Letela sublinhou a complexidade do caso e apelou à paciência de todos, ressaltando que a apuração dos factos exige tempo e não pode ser conduzida sob pressão.

“Nos últimos dias, temos assistido a várias especulações acerca deste crime. É fundamental que a investigação seja feita com rigor, para podermos chegar a conclusões sólidas e justas”, afirmou o Procurador-Geral, enfatizando que a apressada conclusão das investigações poderia comprometer a sua eficácia.

Sobre as mortes que ocorreram durante o período das manifestações, Américo Letela reconheceu a má actuação de alguns agentes das Forças de Defesa e Segurança, enfatizando a necessidade de capacitação e formação contínua para garantir que os direitos dos cidadãos sejam respeitados. Este reconhecimento surge num contexto onde a confiança nas instituições de segurança é frequentemente posta em causa.

Ainda na sua intervenção, o PGR abordou as alegações de violação de direitos humanos na localidade de Afungi, na província de Cabo Delgado. Letela anunciou a constituição de uma equipa de investigação, que inclui o vice-procurador e representantes de uma comissão de direitos humanos, com o objectivo de averiguar as denúncias de abusos por parte das Forças Armadas de Defesa.

Além disso, o procurador expressou a sua preocupação com o aumento alarmante de crimes como uniões prematuras, violação sexual de menores e homicídios, especialmente na província de Sofala. “É inaceitável que estes crimes ocorram em grande número, e é nossa responsabilidade agir com firmeza para proteger as vítimas e garantir que os responsáveis sejam levados à justiça”, concluiu Américo Letela.

Gestores da LAM sob investigação por corrupção na aquisição de aeronaves

O Procurador-Geral da República, Américo Letela, anunciou a intenção de avançar com medidas judiciais contra altos funcionários das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), que se encontram sob investigação por suspeitas de corrupção e fraude na aquisição e venda de aeronaves da companhia aérea nacional.

Em declarações à imprensa, Letela revelou ter colhido informações sobre o envolvimento de diversos gestores da LAM, no âmbito de um processo desencadeado recentemente pelo Presidente da República, Daniel Chapo.

O procurador afirmou que a investigação está a revelar indícios de corrupção relacionados com a venda fraudulenta de aeronaves, um tema que tem gerado preocupações significativas no sector da aviação do país.

“Estamos a acompanhar de perto esta situação e já temos notas sobre a participação de vários altos dirigentes. Processos de corrupção em relação à venda de aeronaves estão em curso e pretendo garantir que a justiça seja feita”, declarou Letela.

O Procurador-Geral recordou ainda que, em ocasiões anteriores, altos dirigentes da LAM foram condenados em tribunal após a comprovação do seu envolvimento em sobrefacturação na aquisição de aeronaves, destacando que a transparência e a responsabilização são fundamentais para a recuperação da credibilidade da companhia de bandeira.

Rússia afirma estar aberta à paz após rejeição de proposta ucraniana

O Kremlin manifestou que o presidente Vladimir Putin está aberto a encerrar a guerra na Ucrânia, apesar da recente rejeição da proposta ucraniana para a extensão de um cessar-fogo unilateral de três dias — programado para ocorrer de 8 a 10 de Maio — para um período de 30 dias.

Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, declarou que, embora a Rússia esteja disposta a considerar métodos políticos e diplomáticos para resolver o conflito, a complexidade da situação dificulta alcançar um progresso rápido nas negociações com os Estados Unidos, que anseiam por um avanço significativo.

“Temos um trabalho intenso a acontecer com os Estados Unidos, mas a natureza complicada do conflito faz com que seja difícil alcançar resultados rápidos”, afirmou Peskov, reiterando a abertura de Putin para um diálogo pacífico.

Em resposta aos últimos desenvolvimentos, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, manifestou a disponibilidade de Kiev para negociações de paz em qualquer formato, desde que Moscovo aceite um cessar-fogo incondicional.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, criticou a trégua unilateral proposta por Putin, classificando-a como uma “tentativa de manipulação”. Em contrapartida, o porta-voz do Kremlin afirmou que a falta de uma “resposta directa” por parte da Ucrânia à pausa de três dias proposta por Putin, tida como um “gesto de boa vontade”, configurava, na verdade, uma manipulação.

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