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Segunda-feira, Abril 6, 2026
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Matola: Líder de perigosa ‘gang’ posto fora de acção. Detinha um rico espólio alheio

Líder de perigosa 'gang' posto fora de acção

Um indivíduo identificado por C. Manuel, de 21 anos de idade e membro de uma quadrilha que se dedicava ao roubo de diversos bens em vários bairros do município da Matola, está detido numa das celas da 7.ª esquadra da Polícia, no bairro T3.

Segundo o jornal Notícias, o indivíduo ora detido acabou nas malhas da Polícia quando, na madrugada de terça-feira, tentava roubar electrodomésticos numa residência, algures no bairro Zona Verde.

O proprietário da residência apercebeu-se da presença do “invasor”, no momento em que este tentava desmontar o vidro da janela da sala. Friamente e numa acção de legítima defesa, o dono da casa, num raciocínio rápido, tratou de ferver água numa chaleira eléctrica e atirou-a sobre o larápio, deixando-o com queimaduras.

Apanhado de surpresa, o gatuno lançou gritos tentou pôr-se em fuga, ao mesmo tempo que o dono da casa pedia socorro aos vizinhos. Imediatamente, estes saíram em perseguição do “amigo do alheio”. Seguidos os vestígios, o ladrão viria a ser encontrado em sua casa, já a receber primeiros socorros da esposa.

O larápio foi brutalmente espancado pelos moradores da zona, pelo que perdeu sentidos, tendo mais tarde sido encaminhado à 7.ª Esquadra da Polícia, no bairro T3, onde foi encarcerado.

A Polícia recuperou na sua residência diversos bens de uso doméstico, com destaque para televisores plasmas, sofás, malas, mesas, cadeiras, sofás e material que o jovem usava para falsificar moeda.

Segundo o porta-voz da PRM na província de Maputo, João Machava, o indivíduo faz parte de uma quadrilha bastante perigosa que se dedicava ao roubo de bens do uso doméstico em residências.

Para lograr os seus intentos, o grupo usa instrumentos contundentes e armas de fogo para ameaçar as suas vítimas.

João Machava referiu ainda que o trabalho prossegue com vista à neutralização de outros membros da quadrilha, enquanto foi instaurado um processo-crime contra C. Manuel, que poderá responder em juízo pelos sues actos.

Moçambique perde primeira prova nos jogos olímpicos

Neuso Sigauque
O judoca moçambicano Neuso Sigauque estreou-se numa prova dos Jogos Olímpicos neste sábado (28), em Londres, com um derrota diante de Tony Lomo, das Ilhas Salomão.

Sigas, como é carinhosamente tratado o nosso jovem representante, trajado de branco até começou bem o combate mas acabou por não manter a boa performance ao longo dos 3 minutos e 16 segundos que durou a sua estreia entre a nata do Judo mundial, na categoria dos -60 kg.

Ainda temos mais cinco atletas nos Jogos

Após esta derrota as chances de Moçambique conquistar algum vitória nestes Jogos estão nos ombros de Juliano Máquina, pugilista na categoria dos pesos pluma que compete na terça-feira (31) às 21h30 diante do búlgaro Aleksandar Aleksandrov); Chakil Camal, que vai nadar nos 50 metros livres na quinta-feira(2) às 10 horas; Jéssica Viera, que vai nadar nos 50 metros livres na sexta-feira (3) às 10 horas; Kurt Couto, que vai correr os 400 metros barreiras na sexta-feira(3) às 11h15; e Sílvia Panguana que vai correr os 100 metros barreiras na segunda-feira(6) às 10h05.

Porto de Maputo, em Moçambique, vai duplicar tráfego até 2018

Porto de Maputo

O porto de Maputo, o maior de Moçambique, está a registar “forte crescimento do tráfego”, que irá mais do que duplicar nos próximos seis anos, de acordo com a Economist Intelligence Unit.

Segundo a EIU, no relatório de Junho sobre Moçambique, no final do ano a carga processada deverá atingir 14 milhões de toneladas, face aos 11,8 milhões de 2011, que representaram um aumento de 30% em relação a 2010.

Numa conferência recente em Maputo, entre o governo, utilizadores do porto e gestão, foram apresentados em pormenor os planos para a expansão da infraestrutura.

Dentro de seis anos, a carga processada deverá atingir 40 milhões de toneladas, em consequência de um investimento de 1,7 mil milhões de dólares já em curso, que envolve a construção de maiores terminais e recuperação de infraestruturas rodoviárias e ferroviárias.

“Muito do tráfego do porto advém de mercadorias em grosso, particularmente carvão e minério de ferro”, adianta a EIU.

O porto serve também os países vizinhos, particularmente a África do Sul, mas também Suazilândia, Zimbabué e Botswana, gerando um quarto de todas as receitas alfandegárias do país.

Quanto o porto foi entregue em regime de concessão, em 2003, ao consórcio Maputo Port Development Corporation (MPDC), o tráfego era de apenas 4,8 milhões de toneladas ao ano.

O consórcio inclui a Dubai World Ports, o grupo logístico sul-africano Grindrod, a estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique e a empresa local Gestores de Moçambique.

O governo lançou recentemente a Estratégia para o Desenvolvimento Integrado dos Transportes, com intervenções principalmente nos portos de maiores dimensões, incluindo também o da Beira.

Tendo em conta a capacidade limitada tanto da linha férrea de Sena como do porto da Beira, decorrem vários estudos para a construção de infraestruturas que possam assegurar o escoamento das elevadas quantidades dos recursos minerais que se espera venham a ser extraídos nos próximos anos.

A par de vários projectos de exploração de carvão e outros minérios, têm sido identificadas reservas de gás natural de dimensão mundial na zona de exploração marítima na bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado.

A 15 de Maio, a empresa norte-americana Anadarko Petroleum anunciou a descoberta de 20 biliões de pés cúbicos de gás natural, aumentando as suas reservas estimadas para 50 biliões e, na mesma zona de exploração, a italiana ENI tem identificadas reservas de 40 biliões de pés cúbicos.

A indústria gasífera moçambicana deverá receber investimentos de perto de 68 mil milhões de dólares, cerca de cinco vezes o PIB do país em 2011.

O desenvolvimento do sector vai trazer mais receitas fiscais ao Estado moçambicano, diminuindo a sua dependência das contribuições de doadores internacionais para o Orçamento de Estado.

Moçambique terá um novo regulamento de trânsito aduaneiro de mercadorias até finais de Agosto

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Um novo regulamento de trânsito aduaneiro de mercadorias deverá ser aprovado até finais de Agosto próximo em Moçambique, no quadro da reforma que pretere modernizar, flexibilizar e adequar as normas e procedimentos legais à dinâmica do comércio internacional, informou o matutino Notícias, de Maputo.

Citando uma nota recentemente divulgada pela Maputo Corridor Logistics Initiative (MCLI), o jornal adianta que na formulação da legislação sobre trânsito aduaneiro de mercadorias foram incluídos, por motivos de transparência, simplificação e harmonização com os parceiros comerciais de Moçambique, os padrões e recomendações da Organização Mundial das Alfândegas, bem como o estabelecido nas convenções internacionais sobre a matéria.

No âmbito do referido regulamento, entende-se por trânsito aduaneiro a circulação, em território nacional, sob controlo das autoridades de tutela, de mercadorias provenientes do exterior com destino a outro ponto do exterior, que se encontram livres de pagamento de direitos e demais imposições, mediante prestação de garantia.

Um documento sobre a matéria foi já submetido ao ministro das Finanças para aprovação, através de diploma ministerial, esperando-se que tal aconteça até finais da primeira semana de Agosto, pode ler-se na página electrónica do MCLI.

Nos termos do regulamento, as mercadorias em trânsito no território aduaneiro nacional estão sujeitas ao controlo aduaneiro desde o local de partida até ao de destino, devendo tanto a entrada como a saída de mercadorias em trânsito ser declarada às Alfândegas, ficando proibida a carga, descarga e transbordo da mercadoria em trânsito fora do local habilitado e devidamente autorizados para o efeito, excepto quando haja receio fundamentado de perda ou dano, quer da mercadoria, quer do meio de transporte.

A nova disposição estabelece ainda que as mercadorias em trânsito estão sujeitas ao pagamento de taxas fixadas em quinhentos meticais por cada Documento Único de Trânsito ou de baldeação de carga geral, e dez centavos do metical por cada tonelada de baldeação de carga a granel ou por cada Documento Único de Trânsito.

Quadros moçambicanos poderão ser formados no Imperial College da Grã-Bretanha

Imperial College

A Grã-Bretanha reiterou a vontade ajudar Moçambique a formar quadros para as áreas de recursos minerais e energéticos, com vista a permitir que o país tire maior e melhor proveito das recentes descobertas nesses domínios.

O desiderato da Grã-Bretanha foi expresso pelo Presidente moçambicano, Armando Guebuza, no final da visita que efectuou ao Reino Unido, a convite das autoridades britânicas, para participar na cerimónia de abertura conferência da 30/a edição dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, actualmente em curso em Londres.

Guebuza disse, na conferência de imprensa que deu sábado aqui em Londres, que o Imperial College está aberto a ajudar na formação de mais quadros moçambicanos devendo, por conseguinte, os detalhes do interesse ser tratados entre as instituições apropriadas.

“O Imperial College é uma universidade de renome e nós procuramos ver até que ponto há oportunidade de poder formar mais moçambicanos”, disse o presidente, apontando que como instituição de ensino superior de alto prestígio vai formar quadros para a área de ciências exactas.

Todavia, o Chefe de Estado disse que o país possui um programa de formação de quadros para as áreas de recursos minerais que envolve inclusive empresas como a ENI e a Anadarko, que contempla cursos actualmente inexistentes nas universidade do país, para responder aos novos desafios.

Ao abrigo do programa, está também contemplada a necessidade de apetrechar adequadamente as universidades do país, para poderem formar os quadros de acordo com os padrões internacionais. A outra componente do programa consiste no envio de quadros para o exterior, para cursos de pós-graduação e doutoramento.

Armando Guebuza apontou, a título de exemplo, o recente recrutamento de cerca de 200 estudantes moçambicanos, com o nível de licenciatura, pela ENI que se vão especializar em áreas viradas para a exploração dos recursos energéticos.

O estadista moçambicano teve, durante a visita a Londres, um juntar na Câmara dos Lordes do Parlamento durante o qual as partes reflectiram e avaliaram as possibilidades de apoio aos projectos de formação dentro da perspectiva moçambicana.

“Nós estamos claros daquilo que nós queremos”, disse o presidente, sublinhando que formação constitui um processo que leva tempo.

Mesmo se o país tivesse licenciados para o efeito precisariam, na óptica de Guebuza, de mais dois, três ou mesmo quatro anos para poderem ser efectivamente bons técnicos.

Desta feita, o presidente apela a todos que beneficiam destas oportunidades de formação no sentido de serem mais dedicados, para responderem da melhor maneira aos desafios que deverão enfrentar no seu futuro profissional.

Edilidade não consegue salvaguardar a postura camarária

Edilidade não consegue salvaguardar a postura camarária
Vive-se um autêntico desmando no município de Quelimane, no que tange à venda de roupa nos passeios da urbe. Trata-se de uma situação de lamentar, pois o fenómeno está a pôr em causa a postura camarária daquela cidade. O facto acontece sob olhar impávido das autoridades municipais que, dia e noite, assistem cada vez mais aos vendedores a instalarem-se nos passeios para vender roupa sem, no entanto, fazer algo para travar o problema.

Na verdade, por aquilo que temos estado a notar, a edilidade de  Manuel de Araújo perdeu o controlo de salvaguardar a postura camarária da cidade de Quelimane.

Sobre o mesmo assunto, alguns analistas dizem que a tamanha passividade por parte do edil em solucionar o assunto visa salvaguardar os votos de 2013, durante as eleições autárquicas.

  Aliás, recentemente, um grupo de vendedores a nível do mercado Fae, arredores daquela cidade, desencadearam uma greve de não pagamento de senhas fiscais. O acto tinha em vista colocar a edilidade a salvaguardar a postura da urbe, bem como de garantir a venda de roupa de forma organizada nos locais devidamente identificados pelo conselho municipal.

Mais, em Maio deste ano, aquando da paralisação de pagamento das receitas fiscais e depois da reunião que o edil Manuel de Araújo manteve com os comerciantes, quer o edil quer o vereador para a área da polícia, transporte e fiscalização no conselho municipal de Quelimane, teriam garantido que o problema seria resolvido num prazo de duas semanas, contudo, as declarações não passaram de um discurso falhado.

Alguns moradores estão a ganhar com a venda de roupa nas estradas, tudo porque, quando um comerciante fixa a sua barraca no passeio defronte da casa de algum munícipe, este cobra alguma taxa. O exemplo concreto é de Elias Manuel, um vendedor de roupa que se instalou no passeio bem próximo do entroncamento das avenidas 25 de Junho e Julius Nyerere. No local onde Manuel se instalou, para além de pagar a taxa diária ao conselho municipal, paga 200 meticais mensal ao proprietário de uma residência, alegadamente, por este ter-se instalado defronte da sua residência.

Universidade Pedagógica graduou 2 292 estudantes

Universidade Pedagógica
A Universidade Pedagógica, UP, graduou, sexta-feira passada, 2 292 novos quadros, dos quais 57 mestres. Muita gente deslocou-se em massa ao Estádio Nacional, para testemunhar o fim de uma etapa no processo de formação dos seus familiares e amigos. Em ambiente de festa, com muito colorido, a UP graduou, numa assentada, 2 292 quadros, sendo 57 mestres e 2 235 licenciados. Em termos de género, as mulheres são em maior número entre os graduados – são 1 385 contra 907 homens.

O curso com mais mestres graduados é o de Ensino de História – com 11 -, seguido do de Ensino de Educação Física e Desporto Escolar – com nove. A nível de licenciatura, a Escola Superior de Contabilidade e Gestão surge à frente com 909 quadros, seguida da Faculdade de Ciências de Educação e Psicologia com 653 e da Faculdade de Ciências Sociais com 366. O curso com mais graduados é o de Planificação, Administração e Gestão da Educação, vulgo PAGE, com 332 graduados, seguido do curso de Gestão dos Recursos Humanos com 288.

Cidadãos obrigados a percorrer mais de 60 quilómetros para serem julgados

Cidadãos obrigados a percorrer mais de 60 quilómetros para serem julgados

O distrito de Namarrói depara com a falta de tribunal para julgar cidadãos a contas com o sector de justiça.

Para conhecer as sentenças dos crimes em que estão envolvidos, os cidadãos são obrigados a percorrer mais de 60 quilómetros, desde a vila sede de Namarrói até ao distrito de Ile.
Na verdade, é uma situação constrangedora, pois para a transferência de cidadãos para julgamento, na sequência dos crimes por si cometidos, o governo distrital é obrigado a alocar uma viatura de uma das direcções distritais para acompanhar os cidadãos em causa. Isso porque a Polícia da República de Moçambique (PRM) naquele distrito não dispõem de viatura para o efeito.

Enquanto não se construir um tribunal no distrito de Namarrói, os agentes da lei e ordem escalados para acompanhar os referidos cidadãos vão continuar a correr riscos de, um dia, serem culpabilizados por fuga de cidadãos criminosos, devido à falta de segurança nos veículos usados para o transporte, pois são de caixa aberta e sem segurança para o efeito.

Amisse Mussa, comandante distrital da PRM em Namarrói, explicou que, embora o governo distrital preste o seu apoio no transporte de cidadãos, o mais adequado seria erguer um tribunal distrital para julgar, localmente, cidadãos a contas com a justiça.

Moçambique estuda a viabilidade de licença única para telefone e Internet

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O governo moçambicano está a estudar a viabilidade da unificação do licenciamento de novos operadores de telefonia fixa e móvel, bem assim de Internet, que pretendam entrar no mercado.

Segundo o ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, a atribuição de várias licenças para a prestação de serviços na área das telecomunicações está a deixar de ser racional, numa altura em que se fala de convergência tecnológica.

“Estamos a trabalhar muito na convergência tecnológica. Hoje em dia já não é necessário ter um operador de telefone fixo e outro de móvel e outro operador para a transmissão de imagem. Nos telefones celulares pode trabalhar-se com voz, imagem e dados”, explicou Paulo Zucula, numa entrevista ao “Notícias” de Maputo.

Actualmente, o licenciamento para o exercício de actividades naquelas três áreas de telecomunicações é feita de forma separada, uma prática que aos poucos está a deixar de justificar-se, tendo em conta a evolução tecnológica.

Pensa-se que a unificação vai ajudar os operadores do sector a poupar tempo e dinheiro, através da redução dos procedimentos necessários para a obtenção de cada uma das licenças.

Paulo Zucula fez este pronunciamento quando questionado sobre a possibilidade de o Governo lançar novos concursos para o licenciamento de mais operadores de telefonia móvel. À esta pergunta, o ministro respondeu que tudo dependeria da exigência do mercado.

“Não posso dizer quando teremos novos operadores, mas a população de Moçambique está subir e em função disso o mercado também. Não sei se vamos continuar a fazer concursos de todas as vezes que um novo operador tiver que entrar”, observou.

O governante explicou que, futuramente, o modelo actual de atribuição de licenças através de concurso deixará de ser o mais adequado, sendo que os potenciais operadores da área das telecomunicações poderão, a qualquer momento, manifestar o seu interesse de entrar no mercado moçambicano e serem licenciados para o efeito.

O ministro disse que para a concretização destes objectivos existe um programa de reforma da legislação da área das telecomunicações actualmente em vigor.

Em Moçambique o serviço de telefonia móvel é assegurado por três operadoras, nomeadamente a Moçambique Celular, Vodacom Moçambique e a Movitel, enquanto os serviços fixos são prestados pela Telecomunicações de Moçambique

Banco Mundial admite culpa no fiasco do sistema ferroviário da Beira

Banco Mundial admite culpa no fiasco do sistema ferroviário da Beira
O Banco Mundial reconhece que tem uma grande dose de culpa pelo fracasso do projecto de reabilitação do sistema ferroviário da Beira, na província central de Sofala, em Moçambique.

O referido projecto, concebido em 2003, visava a reabilitação da Linha Férrea de Sena, que liga a cidade da Beira à bacia carbonífera de Moatize, na província de Tete, e a Linha Férrea de Machipanda, que liga a Beira ao Zimbabwe.

O mesmo previa a concessão da gestão de ambas as linhas férreas à Companhia dos Caminhos de Ferro da Beira (CCFB), onde o consórcio indiano Rites and Icon International (RICON) detinha 51 por cento, sendo os restantes 49 por cento pertencentes a empresa pública Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM).

Sendo a RICON o accionista maioritário, deveria assumir a responsabilidade de reconstruir a Linha de Sena (que deixou de funcionar em 1983, devido a sabotagem perpetrada pela Renamo, na altura movimento rebelde e que contava com o apoio de extinto regime do apartheid), e reabilitar a Linha de Machipanda.

Inicialmente, o Banco Mundial estava muito entusiasmado com o projecto, tendo desembolsado um empréstimo no valor de 104 milhões de dólares. O consórcio RICON ganhou o concurso público, supervisionado pelo próprio Banco, que aceitou a concessão do projecto àquela companhia indiana.

A concessão do contrato entre o governo e a RICON/CCFB estipulava que a reabilitação de todo o sistema ferroviário deveria estar concluído até Janeiro de 2009, e que a RICON seria responsável pela gestão da CCFB, bem como o principal empreiteiro para a reconstrução da Linha de Sena, incluindo as pontes.

Contudo, logo no início as autoridades moçambicanas e os CFM começaram a manifestar o seu alarme, pois sistematicamente a RICON continuava a falhar os prazos, e a qualidade das obras não respeitava os padrões técnicos.

Os CFM e o engenheiro independente contratado para acompanhar o curso das obras, advertiram sobre a ocorrência de irregularidades, mas o Banco Mundial preferiu remeter-se no silêncio – ou seja, a unidade do Banco responsável pela supervisão dos projectos limitou-se a ignorar estas advertências.

Enquanto isso, a RICON alegava que não seria capaz de concluir a reabilitação da Linha de Sena até Janeiro de 2009 por causa das cheias registadas no Vale do Zambeze em 2007 e 2008. Por isso, o governo acabou por conceder a RICON um período adicional de seis meses.

Infelizmente, o novo prazo também acabou por expirar, e não se vislumbrava a conclusão da Linha de Sena. O governo ainda tentou, em vão, passar a gestão da CCFB para os CFM, mas a RICON acabou por usar a sua maioria no Conselho de Administração daquele consórcio para inviabilizar o processo.

Em 2010, quando o presidente moçambicano, Armando Guebuza, fez uma visita de estado a Índia, aproveitou a oportunidade para discutir a transferência da gestão da CCFB da RICON para os CFM. Segundo o ministro moçambicano dos transportes, Paulo Zucula, o governo indiano concordou com a proposta, mas a RICON continuou a mostrar resistência. Finalmente, em Dezembro de 2010 o governo moçambicano decidiu rescindir o contracto com a RICON.

A 27 de Junho do corrente ano, o Banco Mundial publicou o seu Relatório dos Resultados e Conclusão da Implementação do projecto (ICR), um documento que acaba acusando os funcionários daquela instituição financeira envolvidos no projecto. O relatório descreve os resultados do projecto como “insatisfatórios”, o risco da implementação do projecto como “substancial”, e o desempenho do Banco também como “insatisfatório”. O desempenho do mutuário (no caso vertente o governo moçambicano) é descrito como “moderadamente insatisfatório”.

Os maiores objectivos do projecto nem de longe foram alcançados. Aliás, o objectivo inicial do projecto previa que a Linha de Sena deveria ter a capacidade de manusear um milhão de toneladas de carga por ano até finais de 2009. Na verdade, a linha só iniciou o tráfego de carvão a 8 de Agosto de 2011, com 266.000 toneladas por ano, que corresponde a apenas 27 por cento do volume inicialmente planificado, com a agravante de ter ocorrido 20 meses após o prazo inicialmente acordado.

O tráfego internacional na linha de Machipanda deveria subir de 480.000 toneladas por ano em 2004 para atingir 650.000 toneladas em 2009. Contrariamente, a capacidade da linha reduziu para 387.000 toneladas em 2011.

“O potencial para o tráfego nesta linha é bom (e a prova disso é o aumento do tráfego rodoviário), mas as fracas infra-estruturas impedem a linha férrea de explorar o máximo o seu potencial”, refere o ICR.

Com uma extensão de 317 quilómetros, toda a linha de Machipanda já deveria ter sido reabilitada. Porém, nem um único quilometro beneficiou que qualquer melhoria. “Não houve nenhuma reabilitação e muito pouca (ou nenhuma) manutenção foi feita durante o período de concessão”, ressalta o relatório. “A linha de Machipanda degradou-se ainda mais e, na verdade, está em piores condições comparativamente ao início do projecto”.

De um modo geral, previa-se uma melhoria substancial no sistema ferroviário da Beira. Por exemplo, a percentagem do percurso da linha férrea que se encontra temporariamente sob restrições deveria ter reduzido de 10 por cento em 2004 para dois por cento em 2009. Contrariamente às expectativas a percentagem acabou aumentando para 16,6 por cento em 2011.

Com a deterioração do conflito entre a RICON e as autoridades moçambicanas, a Unidade de Implementação do Projecto do Banco Mundial (PIU, sigla inglesa) acabou por se posicionar do lado da RICON, apesar da existência de evidências concretas de que o consórcio indiano estava a violar as suas obrigações contratuais. “Não obstante estes atrasos documentados, o empreiteiro nunca chegou a ser penalizado”, notou o relatório.

Esta não foi uma falha dos moçambicanos – o relatório acrescenta que “foram ignorados todos os pedidos dos CFM à PIU para tomar medidas contra o Empreiteiro pela má execução das obras”.

Um dos exemplos mais chocantes foi quando a RICON foi autorizada a relaxar as especificações dos balastros que deveriam ser usados na Linha de Sena não obstante os protestos dos CFM e do engenheiro independente.

Ademais, “os melhores engenheiros foram mandados regressar prematuramente pela Concessionária (CCFB) e, subsequentemente, substituídos por pessoal incompetente, com a aprovação da PIU. Apesar dos repetidos protestos dos CFM e do governo moçambicano, nenhuma medida foi tomada para alterar estas decisões”.

Os funcionários do Banco Mundial que se encontravam no terreno apenas se limitaram a encobrir o problema. Por isso, o relatório quase que acusa os mesmos de terem mentido à sede do Banco.

“Surpreendentemente, todos os relatórios de supervisão do Banco durante a fase crítica (2005-2010) consideram o projecto de ‘satisfatório’ ou ‘moderadamente satisfatório’. Apesar da correspondência virulenta entre as partes do contrato, bem como a persistência de relatório negativos do engenheiro independente, nunca houve uma revisão da avaliação do projecto e, como consequência, não foi tomada nenhuma medida correctiva”.

O relatório concluiu que os funcionários do Banco Mundial não tinham a mínima ideia daquilo que estavam a fazer – no relatório esta referência é feita de uma forma mais diplomática: “A equipe de supervisão do Banco não reunia os requisitos de aptidões em engenharia e competência para fazer um juízo correcto das implicações das questões que foram levantadas pelo engenheiro independente”.

Havia “discrepâncias consideráveis” entre os Relatórios de Execução elaborados pelos funcionários do Banco Mundial e os relatórios do engenheiro independente. Por isso, nos finais de 2007, quando os funcionários do Banco previam com satisfação que a primeira fase da Linha de Sena estaria operacional no início de 2008, o engenheiro independente advertia que seria impossível cumprir os prazos estabelecidos.

O Banco Mundial apenas se apercebeu da gravidade do problema em 2010, após a mudança no pessoal de supervisão e de gestão do Banco. Contudo, era demasiado tarde porque o dinheiro já havia sido desembolsado.

Houve uma oportunidade para inverter o curso dos acontecimentos na revisão a médio prazo em Junho de 2008. Nessa altura, o projecto já havia ultrapassado o custo inicialmente orçamentado em 50 milhões de dólares, e a construção estava atrasada oito meses. Mas a equipe do Banco justificou que o aumento dos custos era “compreensível”.

O relatório nota que “ao invés de resolver a incompetência do Concessionário, que era o maior obstáculo, a revisão a médio prazo atribuiu ao fracasso nas negociações das tarifas do carvão (um desenvolvimento relativamente recente) e à ameaça da rescisão do contracto pelo governo como sendo os maiores riscos para a continuidade do Projecto. Esta foi uma oportunidade perdida para fazer mudanças e redireccionar o Projecto”.

De um modo geral, a mensagem do relatório é clara – após um atraso de dois anos e um custo adicional de 50 milhões de dólares, os principais objectivos do projecto não foram alcançados. A Linha de Sena ainda não está a manusear o volume de tráfego que dela se esperava, e o estado da Linha de Machipanda está em piores condições comparativamente ao início do projecto.

O ICR manifesta a sua preocupação com o fracasso da concessão CCFB pois “poderá desencadear uma percepção negativa sobre as parcerias público-privadas em Moçambique, com repercussões noutros sectores ou mesmo noutros países da região”.

O Banco continua ideologicamente comprometido com as parcerias público-privadas, mas outras pessoas poderão indicar o Projecto Ferroviário da Beira como sendo mais um exemplo recorrente em parcerias desta natureza onde o sector público assume o risco, enquanto o parceiro privado desaparece com os lucros.

Embarcação doada pelo Banco Mundial gera polémica ambiental em Inhambane

Embarcação doada pelo Banco Mundial gera polémica ambiental em Inhambane
Uma embarcação oferecida pelo Banco Mundial a pescadores artesanais de Inhambane, sul de Moçambique, está a aumentar a pesca de tubarões e raias, colocando em risco o ecossistema local, acusam ambientalistas da região.

Há cerca de três meses, o Banco Mundial (BM) doou uma embarcação com motor, dotada de rede de pesca, a um grupo de cinco pescadores artesanais da Praia do Tofo, em Inhambane.

Segundo Carlos Macuacua (na imagem), fundador da Bitonga Divers, uma organização não governamental que se dedica à sensibilização de comunidades locais contra a pesca de tubarão, desde que a doação ocorreu, o número de animais pescados diariamente aumentou drasticamente.

“Se se a situação continuar, os próprios pescadores vão sofrer, porque vão ter o hábito de pescar muitos tubarões por dia, que não há de durar muito tempo. Os tubarões estão em número contável”, disse à Agência Lusa Macuacua.

O comércio de barbatana de tubarão, que chega a ser vendida localmente a mais de “quatro mil meticais” – cerca de 117 euros -, é, segundo o ambientalista, a motivação económica para os “massacres”.

“Os pescadores, quando tiram o tubarão, a primeira coisa que fazem é remover as barbatanas, que depois são vendidas a intermediários”, explicou Macuacua.

“Quando fizemos o documentário ´Shiver`, percebemos que esses intermediários vendem barbatanas à comunidade chinesa, residente no nosso país, que as recolhem e mandam para a China”, acrescentou.

A região costeira de Inhambane alberga várias unidades hoteleiras e actividades comerciais associadas ao turismo marítimo, sendo a Praia do Tofo a mais emblemática.

Para Macuacua, caso as actividades de pesca de espécies marinhas, como os tubarões ponta-branca, se mantenham, as receitas provenientes do turismo vão sofrer quedas significativas.

“Quando se fala de turismo marítimo em Moçambique, fala-se de Inhambane e do Tofo, porque têm uma grande concentração de espécies com grande valor turístico. Em frente à Praia do Tofo, está-se a fazer pesca furtiva. Acho que é feio para o nosso turismo”, lamentou.

Consciente da realidade socioeconómica da província, onde mais de metade da população vive abaixo do limiar da pobreza, Macuacua apela às autoridades moçambicanas que encontrem uma solução que tenha em conta a sustentabilidade das espécies em risco.

“Ainda não existe uma lei que proteja os tubarões em Moçambique. Apesar da pesca não ser ilegal, os pescadores sabem que o que estão a fazer não é sustentável”, concluiu.

A Agência Lusa tentou, sem sucesso, obter uma reação junto da missão de Maputo do Banco Mundial.

Jovem mata a sua mãe por querela financeira na Beira

Jovem mata a sua mãe por querela financeira na Beira

No Alto da Manga, na cidade da Beira, um jovem de 22 anos encontra-se detido numa das celas da PRM, em virtude de ter espancado até a morte a sua própria mãe, de 50 anos.

De acordo com o jornal Diário de Moçambique, na origem da tragédia estão divergências financeiras, com o jovem homicida a reclamar a divisão por igual do dinheiro proveniente da venda de um terreno algures naquele bairro.

Feliciano Dique, porta-voz da PRM na província de Sofala, revelou ontem ao Diário de Moçambique que o caso ocorreu na quinta-feira, cerca das 21 horas na residência da finada.

Dique referiu que o móbil do crime foi a divisão desproporcional do dinheiro resultante da venda de um terreno, em que o presumível homicida recebeu um valor muito baixo do que pretendia, o qual não foi mencionado pelas autoridades policiais.

Portugal, Brasil e Moçambique representam os medalhados lusófonos nos Jogos Olímpicos

Brasil, Portugal e Moçambique são os únicos dos oito países lusófonos que conquistaram medalhas em Jogos Olímpicos, com vantagem clara do “gigante” sul-americano, com um total de 91, das quais 20 de ouro.
Bandeiras Olímpicas
Moçambique, país que consegue entrar no “olimpo” das medalhas  por intermédio da sua melhor desportista de todos os tempos, a meio-fundista  Maria Mutola. Em 1996 chegou ao bronze nos 800 metros, mas a coroação chegou  em 2000, em Sydney, com o título olímpico na mesma distância. 

A estreia brasileira nas subidas ao pódio aconteceu nos Jogos de Antuérpia,  em 1920, com o contingente canarinho a dar cartas nas disciplinas de tiro:  Guilherme Paraense conquistou o primeiro ouro do país, nos 25 metros pistola.

Foi a partir de Los Angeles1984 que o país começou a crescer em medalhas,  chegando a um recorde de oito (um ouro, cinco pratas e dois bronzes), mas  o maior número de campeões surgiria apenas em Atenas, em 2004, com cinco  medalhas de ouro.

Em Pequim o número de ouros diminuiu (conseguiu as mesmas três de Atlanta96),  mas o país chegou a um número recorde em termos globais, com 15 medalhas:  três primeiros lugares, quatro segundos e oito terceiros.

Em Londres 2012, os brasileiros voltam a contar com os seus últimos campeões  olímpicos, o nadador brasileiro César Cielo (50 metros livres) e Maurren  Higa Maggi (salto em comprimento). O terceiro ouro na China coube à seleção  feminina de voleibol.

Portugal, que em 2008 teve uma medalha de ouro e uma de prata, não terá  na capital inglesa qualquer campeão. Nélson Évora está lesionado e não defenderá  o título no triplo salto, enquanto Vanessa Fernandes, segunda no Triatlo,  também está fora.

Na história dos Jogos Olímpicos, o maior número de medalhas de Portugal  (três) aconteceu em Atenas2004 e Los Angeles1984.

No primeiro caso com duas medalhas de prata (Sérgio Paulinho e Francis  Obikwelu) e um bronze (Rui Silva), no segundo com um ouro (Carlos Lopes)  e dois bronzes (António Leitão e Rosa Mota).

Globalmente, Brasil (91 medalhas), Portugal (22) e Moçambique (2) somam  115 medalhas na história dos Jogos.

Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor-Leste  nunca subiram a um pódio.

Queda nas capturas de camarão preocupa autoridades moçambicanas

Camarão Moçambique
As autoridades pesqueiras de Moçambique estão a estudar os motivos para a “queda significativa” nas capturas de camarão no primeiro semestre deste ano, que, a nível comercial, atingiu apenas 33 por cento do previsto.

Em declarações do jornal Notícias, de Maputo, Ivone Lichucha, diretora adjunta de Economia e Política Pesqueira moçambicana, disse que, durante o primeiro semestre deste ano, foram capturadas 1.800 toneladas pela frota industrial e semi-industrial e cerca de 896 toneladas pela frota artesanal.
A frota comercial não poderá melhorar muito mais do que os níveis até aqui conseguidos, uma vez que o período de pico de produção de camarão acontece durante o primeiro semestre, disse.

Kurt Couto é única esperança de medalha olímpica

Moçambique vai participar nos Jogos Olímpicos Londres2012 com seis atletas, mas as expetativas de uma medalha estão depositadas em Kurt Couto, nos 100 metros barreiras, disse à Lusa o vice-presidente do Comité Olímpico Nacional (CON) moçambicano.
Kurt Couto
O país será representado em Londres pelos atletas Kurt Couto, Sylvia Panguane (100 metros barreiras), Juliano Máquina (pugilismo) Neuso Sigaúque (judo) e pelos nadadores Chakil Camal (100 metros livres) e Jéssica Vieira (50 e 100 metros livres).

Segundo Aníbal Manave, apenas o velocista Kurt Couto e o pugilista Neuso Sigaúque vão competir por terem conseguido os mínimos exigidos na fase de qualificação, enquanto os restantes atletas estarão presentes em Londres ao abrigo das vagas a que o país tem direito no âmbito da solidariedade olímpica.

«Temos algum otimismo em relação aos atletas que conseguiram os mínimos para a qualificação aos jogos, mas as expetativas são baixas em relação aos atletas que vão lá ao abrigo da solidariedade olímpica»,
declarou o vice-presidente do COM, que é igualmente chefe da missão olímpica moçambicana em Londres.
Com duas participações olímpicas, Atenas2004 e Pequim2008, e medalha de bronze nos Jogos Africanos de 2011, Kurt Couto é a maior esperança de Moçambique na conquista de uma medalha em Londres.

Se conseguir, passará a ser o segundo moçambicano a chegar ao pódio, depois de a atleta Maria de Lurdes Mutola, já retirada, ter conquistado o ouro dos 800 metros em Sydney2000 e o bronze em Atlanta1996.
Os Jogos Olímpicos de Londres começam no dia 27 de julho e terminam a 12 de agosto.

Guebuza convida britânicos para mais negócios

Guebuza convida britânicos para mais negócios

O Presidente Armando Guebuza destacou em Londres a abertura de Moçambique para negócios britânicos no decorrer de um jantar que teve em vista promover a imagem do país junto dos parlamentares britânicos.

Na ocasião, o Chefe do Estado referiu-se às descobertas de areias pesadas, carvão, gás natural e outros minérios, que nas suas palavras são cruciais na agenda de desenvolvimento.

Guebuza, que foi recebido quinta-feira na Câmara dos Lordes por Lord Hughes e encaminhado para a “Attle Room”, salientou o facto de Moçambique ter iniciado o processo de adesão à Iniciativa de Transparência da Indústria Extractiva, o que explica a ênfase que o Governo dá ao uso destes recursos para a industrialização do país e consequente desenvolvimento.

Acompanhado pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Balói, Guebuza alertou para o facto de a descoberta desses recursos “não nos desviar das actividades sociais e económicas que têm mantido Moçambique num ritmo de crescimento estimado em 7 por cento ao ano há mais de uma década”.

Salientou o facto de diversas companhias britânicas “se terem juntado a nós nestes empreendimentos ao lado de outras de todo o mundo e, obviamente, também de Moçambique”.

“O ponto que estamos tentando enfatizar é que Moçambique está aberto e pronto para negócios”, afirmou Guebuza aos parlamentares, em jeito de convite.

O Presidente moçambicano garantiu que as políticas macroeconómicas, estratégias e programas adoptados pelo seu Governo permitem melhorar e ampliar constantemente “um ambiente propício para o investimento nacional e estrangeiro”.

Referiu-se à transparência das acções governativas com o papel do Parlamento moçambicano, do Tribunal Administrativo, da Inspecção Administrativa e Financeira e da Auditoria Interna, realçando também o papel do Observatório da Pobreza e dos “media” no envolvimento da sociedade civil e ainda o facto de no país se ter criado o Gabinete de Combate à Corrupção.

“À medida que avançamos, queremos vê-los como nossos parceiros nesta nobre tarefa de combate à pobreza e geração de um desenvolvimento sustentável”, disse o Presidente moçambicano, que endereçou um convite aos lordes para “visitarem Moçambique para verem, em primeira mão, os progressos que fizemos e os desafios que estamos enfrentando”.

No mesmo dia (quinta-feira), o Chefe do Estado moçambicano concedeu uma entrevista à jornalista Sophie Ikenye da BBC, cujas instalações visitou na companhia do anfitrião, Peter Harrocks, director dos Serviços de Notícias do Mundo, antes de seguir para o Imperial College, onde foi recebido por Eduard Astle, Vice-Reitor daquela instituição de Ensino Superior que Armando Guebuza frequentou, e ainda pelos professores Jan Cilliers e Jonathan Weber.

HCM volta a fazer exames de TAC

Tomografia Axial Computarizada
O equipamento de exames de Tomografia Axial Computarizada (TAC) do Hospital Central de Maputo (HCM) voltará a operar até meados do próximo mês, quando chegarem ao país as peças para substituir as avariadas.

A garantia, segundo o jornal Notícias, foi dada ontem (sexta-feira) pelo director do HCM, João Fumane, que afirmou já estar em curso o processo de importação dos referidos componentes que se espera cheguem nos próximos dias, da Alemanha, país onde foi fabricada a máquina.

Explicou que a máquina de Tomografia Axial Computarizada avariou na primeira semana de Junho, alegadamente por ter ultrapassado o limite de exames que deveriam ser efectuados, mesmo sem apresentar números exactos.

O aparelho detecta casos de alterações específicas do corpo, por exemplo, da estrutura das articulações e ossos, informação sobre a morfologia dos órgãos abdominais, aneurismas, tumores cerebrais e medula óssea, acidentes vasculares cerebrais, entre outras patologias.

João Fumane, que falava em conferência de Imprensa, afirmou que o problema já devia ter sido resolvido, mas tal não aconteceu porque à última hora descobriu-se que o HCM ainda tinha uma dívida com os fabricantes do aparelho num valor de 5 milhões de meticais.

“Assumimos um termo de compromisso com a Siemens (fabricante alemão) e eles já deviam ter trazido as peças e reparar a máquina, mas houve atrasos porque se descobriu que ainda tínhamos uma divida de cinco milhões de meticais com a empresa”, disse Fumane, esclarecendo que o HCM comprometeu-se a saldar tal dívida bem como pagar o preço de reparação daquela máquina.

“Se somarmos a anterior dívida e o custo da reparação da máquina totaliza oito milhões de meticais e não estamos em condições de pagar tal valor de imediato”, afirmou a fonte, garantindo que o dinheiro seria pago de uma forma faseada, mas dando como prioridade a reparação daquele aparelho.

Entretanto, segundo João Fumane, a avaria daquela máquina não significou a paralisação daquele tipo de exames, pois actualmente são feitos pela máquina de ressonância magnética.

“É uma operação bastante cara, daí que seleccionamos a dedo as pessoas que devem ser submetidas a tal observação”, disse o director do HCM, explicando ainda que tal selecção se baseia no estado dos doentes e na pertinência da realização dos exames.

A máquina de TAC foi adquirida na vizinha África do Sul por pouco mais de 500 mil dólares, provenientes do Orçamento do Estado (OE), com o objectivo de capacitar o país a realizar exames de radiologia e imagiologia, que antes eram efectuados naquele países e noutros.

A aquisição de um aparelho novo de TAC pode custar aos cofres do Estado cerca de 20 milhões de meticais.

Francisco Manyanga lança projecto “Ajude a Minha Escola e Eu”

A Escola Secundária Francisco Manyanga, na capital do país, comemora amanhã o 36º aniversário ostentando o nome daquele herói nacional.
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No entanto, de acordo com um comunicado de Imprensa ontem recebido na nossa Redacção daquele estabelecimento de ensino, a celebração da data vai ter lugar no dia 1 de Setembro próximo, altura em que será igualmente lançado o projecto “Ajude a Minha Escola e Eu”, de carácter nacional e internacional, visando encontrar pessoas colectivas e individuais interessadas em apadrinhar a escola ou um aluno, através de apoio directo, gemelagem, parcerias e associações congéneres.

Jovem é sequestrado em Maputo

Sequestro

Um jovem de nome Wassem Ahmed, de 26 anos, da Casa das Loiças, localizada na Avenida Karl Marx, em Maputo, foi raptado na quarta-feira ao cair da noite, quando se dirigia à mesquita para mais uma oração.

Casado, sem filhos, a vítima, um cidadão de origem asiática, acabava de abandonar a casa dos sogros, sita algures na baixa da cidade para onde fora quebrar o jejum.

Fontes citadas pelo jornal Diário de Moçambique revelaram que os bandidos, na sua retirada, atiraram e feriram o guarda do prédio ou da residência onde morram os pais da esposa do sequestrado ao tentar acudir à situação.

Informações não confirmadas prestadas ao “DM” por alguns amigos da vítima dão conta de que após o rapto, um dos irmãos mais novos de Wassem terá tentado, em vão, perseguir os bandidos, tendo desistido pelo caminho, temendo uma reacção maléfica dos criminosos contra o raptado.

A polícia, ainda de acordo com aquele jornal, interpreta este rapto como uma tentativa de desvalorizar o trabalho da corporação no desmantelamento da rede dos sequestradores que actua no país que levou à detenção, até agora, de um total de onze suspeitos.

Segundo a fonte policial, com este acto, os mandantes querem dar a entender ao público que as pessoas detidas não têm nada a ver com os raptos e que os verdadeiros raptores estão a solto.

Na semana passada, o Comando-Geral da Polícia mostrou à comunicação social moçambicana as caras dos sete presumíveis raptores presos há dias na Matola, os 22 carros, alguns dos quais de corrida, 14 telemóveis e três residências ou seja cativeiros que os sequestradores usavam nas suas operações.

Na quarta-feira, novamente, as autoridades apresentaram igualmente à imprensa mais quatro supostos raptores presos pela polícia algures em Maputo.

Dados disponíveis referem que as autoridades policiais estão, agora, no encalço dos mandantes na África do Sul e em Dubai para o esclarecimento definitivo do  assunto.

USTM gradua 205 estudantes

A Universidade São Tomás de Moçambique (USTM) vai colocar mais quadros para o mercado do emprego, com a graduação hoje de 205 estudantes daquele estabelecimento de Ensino Superior.
Universidade São Tomás de Moçambique
Num acto a decorrer no Centro Cultural Universitário da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), na cidade de Maputo, a USTM entregará 197 licenciados e oito mestres. Esta é a terceira graduação desde que aquele estabelecimento foi criado pela Fundação Dom Alexandre Maria dos Santos, com o objectivo de, entre tantos atributos, expandir as oportunidades de acesso ao Ensino Superior, promover a equidade social, regional e de género e ainda promover valores humanos de ética profissional e o diálogo entre a fé e a razão.

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