Tomografia Axial Computarizada
O equipamento de exames de Tomografia Axial Computarizada (TAC) do Hospital Central de Maputo (HCM) voltará a operar até meados do próximo mês, quando chegarem ao país as peças para substituir as avariadas.

A garantia, segundo o jornal Notícias, foi dada ontem (sexta-feira) pelo director do HCM, João Fumane, que afirmou já estar em curso o processo de importação dos referidos componentes que se espera cheguem nos próximos dias, da Alemanha, país onde foi fabricada a máquina.

Explicou que a máquina de Tomografia Axial Computarizada avariou na primeira semana de Junho, alegadamente por ter ultrapassado o limite de exames que deveriam ser efectuados, mesmo sem apresentar números exactos.

O aparelho detecta casos de alterações específicas do corpo, por exemplo, da estrutura das articulações e ossos, informação sobre a morfologia dos órgãos abdominais, aneurismas, tumores cerebrais e medula óssea, acidentes vasculares cerebrais, entre outras patologias.

João Fumane, que falava em conferência de Imprensa, afirmou que o problema já devia ter sido resolvido, mas tal não aconteceu porque à última hora descobriu-se que o HCM ainda tinha uma dívida com os fabricantes do aparelho num valor de 5 milhões de meticais.

“Assumimos um termo de compromisso com a Siemens (fabricante alemão) e eles já deviam ter trazido as peças e reparar a máquina, mas houve atrasos porque se descobriu que ainda tínhamos uma divida de cinco milhões de meticais com a empresa”, disse Fumane, esclarecendo que o HCM comprometeu-se a saldar tal dívida bem como pagar o preço de reparação daquela máquina.

“Se somarmos a anterior dívida e o custo da reparação da máquina totaliza oito milhões de meticais e não estamos em condições de pagar tal valor de imediato”, afirmou a fonte, garantindo que o dinheiro seria pago de uma forma faseada, mas dando como prioridade a reparação daquele aparelho.

Entretanto, segundo João Fumane, a avaria daquela máquina não significou a paralisação daquele tipo de exames, pois actualmente são feitos pela máquina de ressonância magnética.

“É uma operação bastante cara, daí que seleccionamos a dedo as pessoas que devem ser submetidas a tal observação”, disse o director do HCM, explicando ainda que tal selecção se baseia no estado dos doentes e na pertinência da realização dos exames.

A máquina de TAC foi adquirida na vizinha África do Sul por pouco mais de 500 mil dólares, provenientes do Orçamento do Estado (OE), com o objectivo de capacitar o país a realizar exames de radiologia e imagiologia, que antes eram efectuados naquele países e noutros.

A aquisição de um aparelho novo de TAC pode custar aos cofres do Estado cerca de 20 milhões de meticais.