Imperial College

A Grã-Bretanha reiterou a vontade ajudar Moçambique a formar quadros para as áreas de recursos minerais e energéticos, com vista a permitir que o país tire maior e melhor proveito das recentes descobertas nesses domínios.

O desiderato da Grã-Bretanha foi expresso pelo Presidente moçambicano, Armando Guebuza, no final da visita que efectuou ao Reino Unido, a convite das autoridades britânicas, para participar na cerimónia de abertura conferência da 30/a edição dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, actualmente em curso em Londres.

Guebuza disse, na conferência de imprensa que deu sábado aqui em Londres, que o Imperial College está aberto a ajudar na formação de mais quadros moçambicanos devendo, por conseguinte, os detalhes do interesse ser tratados entre as instituições apropriadas.

“O Imperial College é uma universidade de renome e nós procuramos ver até que ponto há oportunidade de poder formar mais moçambicanos”, disse o presidente, apontando que como instituição de ensino superior de alto prestígio vai formar quadros para a área de ciências exactas.

Todavia, o Chefe de Estado disse que o país possui um programa de formação de quadros para as áreas de recursos minerais que envolve inclusive empresas como a ENI e a Anadarko, que contempla cursos actualmente inexistentes nas universidade do país, para responder aos novos desafios.

Ao abrigo do programa, está também contemplada a necessidade de apetrechar adequadamente as universidades do país, para poderem formar os quadros de acordo com os padrões internacionais. A outra componente do programa consiste no envio de quadros para o exterior, para cursos de pós-graduação e doutoramento.

Armando Guebuza apontou, a título de exemplo, o recente recrutamento de cerca de 200 estudantes moçambicanos, com o nível de licenciatura, pela ENI que se vão especializar em áreas viradas para a exploração dos recursos energéticos.

O estadista moçambicano teve, durante a visita a Londres, um juntar na Câmara dos Lordes do Parlamento durante o qual as partes reflectiram e avaliaram as possibilidades de apoio aos projectos de formação dentro da perspectiva moçambicana.

“Nós estamos claros daquilo que nós queremos”, disse o presidente, sublinhando que formação constitui um processo que leva tempo.

Mesmo se o país tivesse licenciados para o efeito precisariam, na óptica de Guebuza, de mais dois, três ou mesmo quatro anos para poderem ser efectivamente bons técnicos.

Desta feita, o presidente apela a todos que beneficiam destas oportunidades de formação no sentido de serem mais dedicados, para responderem da melhor maneira aos desafios que deverão enfrentar no seu futuro profissional.