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Quinta-feira, Abril 9, 2026
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Professor e aluna de 15 anos que fugiram encontrados em território francês

Professor e aluna menor que fugiram encontrados em território francês
Uma jovem de 15 anos desaparecida há cerca de uma semana na região de Susexx, no sul de Inglaterra, foi encontrada, esta sexta-feira, na companhia do professor com quem terá fugido,no centro de Bordéus, em França.

Segundo as autoridades, Megan Stammers e Jeremy Forrest estão «em segurança e bem», e que a jovem de 15 anos regressará a Inglaterra «assim que possível».

O professor de 30 anos enfrenta agora uma acusação de rapto, uma vez que a criança «se ausentou sem o conhecimento dos pais» e deve ser presente ao tribunal, em Bordéus, na terça-feira.

Jeremy e Megan estão atualmente sob custódia policial, em França, a aguardar decisões sobre o regresso à Grã-Bretanha, sendo a família da jovem já foi informada dos preparativos que estão a ser feitos para o regresso a casa. 21:25 – 28-09-2012

Deputado russo proibido de falar durante um mês

Deputado russo proibido de falar durante um mês
Um deputado do Partido Rússia Justa na Duma Estatal, câmara baixa do Parlamento russo, Ília Ponomariov, está proibido de fazer o uso da palavra durante um mês nas sessões parlamentares. Tudo porque o deputado terá usado palavras como «vigaristas» e «ladrões» durante um dos seus discursos.

Esta decisão de que Ponomariov não faça uso da palavra foi aprovada com 297 dos 450 membros da Duma e será aplicada de 16 de outubro e 16 de novembro.

Ponomariov é um dos mais conhecidos deputados da oposição no páis russo, contra o partido Rússia Unida, dirigido pelo presidente Vladimir Putin e o primeiro-ministro Dmitri Medvedev.

Bo Xilai expulso do Partido Comunista Chinês e acusado de corrupção

 Já foi um dos políticos mais importantes e promissores da China, mas acabou por cair em desgraça após um escândalo de suspeitas de corrupção e um caso em que a sua mulher foi condenada por homicídio. Bo Xilai, o homem que há um ano era dado como certo na futura composição do órgão político mais poderoso do país, foi agora expulso do Partido Comunista e vai ser acusado formalmente por abuso de poder, por receber subornos e por ter mantido “relações impróprias com mulheres”.
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A notícia é avançada pela agência estatal Xinhua, que faz eco de uma declaração do Partido Comunista Chinês (PCC): Bo Xilai “abusou dos seus poderes [enquanto governador da província de Chongqing], cometeu erros muito graves e carrega uma enorme responsabilidade.”

“As acções de Bo Xilai tiveram repercussões muito graves, que prejudicaram enormemente a reputação do partido e do Estado”, prossegue a declaração citada pela agência Xinhua.

A suspensão de Bo do Partido Comunista e do Politburo (o segundo mais importante centro de decisões da política chinesa, a seguir à Comissão Permanente), em Abril deste ano, foi vista pelos correspondentes dos media ocidentais como um escândalo “quase sem precedentes na história política da China” e “a maior crise que o partido no Governo enfrenta desde o massacre na Praça Tiananmen, em 1989”.

Antes de ter sido suspenso do PCC, Bo Xilai tinha sido afastado da liderança do secretariado do Partido Comunista na província de Chongqing, no dia 14 de Março.

Bo já foi um dos políticos mais populares do país e era visto como um forte candidato à entrada, no próximo mês de Outubro, na restrita Comissão Permanente do Politburo, de que fazem parte apenas nove membros, entre os quais o Presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao.

Congresso começa no dia 8 de Outubro

Na mesma notícia sobre a expulsão de Bo Xilai do Partido Comunista, a agência Xinhua revela a data oficial para o início do Congresso de onde sairá o próximo Presidente do país. A reunião terá início a 8 de Outubro e não deverá provocar grandes surpresas. O actual vice-presidente, Xi Jinping – que esteve desaparecido da vida pública mais de uma semana, em Agosto –, é o mais do que provável sucessor de Hu Jintao.

Para além das suspeitas de corrupção, da sua consequente suspensão e, agora, da expulsão do partido, Bo Xilai foi também apanhado no escândalo que levou à condenação da sua mulher, Gu Kailai, pelo homicídio do empresário inglês Neil Heywood.

Gu foi condenada em Agosto à pena de morte, com pena suspensa por dois anos, o que na prática equivale à prisão perpétua – a pena de morte será revista dentro de dois anos e poderá ser revogada por bom comportamento, embora Gu deva permanecer na prisão para o resto da sua vida.

Homem mata filho depois de confundi-lo com ladrão

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Um homem matou o filho de 15 a tiro, esta sexta-feira, em Nova Fairfield no Conneticut, após confundi-lo com um ladrão. Segundo a agência de notícias AP, o incidente aconteceu quando o homem, professor do secundário, recebeu um telefonema de uma vizinha que o avisou de que haveria um jovem mascarado a rondar o local.

Sem desconfiar de que se tratava do próprio filho, Jeffrey Giuliano, perseguiu o suspeito e ao notar que este tinha uma arma na mão, disparou «em legítima defesa».

Apenas quando a polícia chegou ao local se soube a identificação do rapaz, reconhecido como Tyler Giuliano, filho de Jeffrey.

Segundo um oficial de polícia J. Paul Vance, responsável pelo caso, o corpo passará será autopsiado e o pai será indiciado.

Filha de milionário quer que o pai retire oferta de 50 milhões para a casar

Filha de milionário quer que o pai retire oferta de 50 milhões para a casar
Gigi Chao, filha do milionário Cecil Chao, já pediu ao pai para retirar a oferta de 50 milhões de euros que propôs, como prenda de casamento, ao homem que a conseguisse seduzir.

Desde que foi lançada a proposta, a mulher, de 33 anos e homossexual, já recebeu várias mensagens nas redes sociais e no seu próprio e-mail. «As pessoas estão a contactar-me no Facebook, por e-mail, no Twitter. É ridiculo», afirmou Gigi ao Daily Telegraph.

«No princípio achei piada, mas depois o entretenimento transformou-se na realização e convicção de que o meu pai me ama, porque é muito querido da parte dele ter feito isto», disse.

Apesar de tudo, a jovem, que se casou com a namorada em França, pediu ao pai para retirar a proposta. Cecil Chao, magnata da indústria imobiliária de Hong Kong, pretende que a filha tenha um casamento convencional, já que em Hong Kong não são reconhecidos matrimónios entre pessoas do mesmo sexo.

Após ser demitido, homem mata colegas comete suicídio

Após ser demitido, homem mata colegas comete suicídio
Um homem disparou sobre os colegas, em Minneapolis, Estados Unidos, depois de ter sido despedido. O assassino suicidou-se de seguida, elevando para cinco o número de vítimas mortais.

Tudo começou na quinta-feira de manhã, quando o homem foi informado pela empresa onde trabalhava, a Accent Signage Systems, de que tinha sido despedido. Regressou às instalações da empresa à tarde, com uma arma, e iniciou um tiroteio.

Segundo a Fox, os disparos sobre os colegas terão sido aleatórios, não visando nenhum alvo em particular. Depois de alvejar os colegas, o atirador pôs fim à própria vida.

Outras quatro pessoas ficaram feridas durante o tiroteio.

Homem é preso por "praticar" sexo com sofá

Homem é preso por "praticar" sexo com sofá
O funcionário de um hotel foi pego numa situação constrangedora. Gerard Streator, de 46 anos, foi encontrado, aparentemente, fazendo sexo com um sofá abandonado na rua.

Segundo o agente policial Ryan Edwards, que viu a cena, Gerard estava debruçado sobre um sofá amarelo “empurrando-o com a área pélvica”. O móvel estava abandonado numa rua da cidade de Waukesha, em Wisconsin, nos EUA.

Ao perceber que estava sendo observado, o acusado tentou fugir, mas logo depois foi preso e agora pode ficar nove meses na cadeia e ser obrigado a pagar uma multa de R$ 23.180,00. Parece que dar “amor” ao sofá amarelo abandonado vai sair um pouco caro…

Estudante é hospitalizado depois de ‘tomar’ vinho pelo ânus

Estudante é hospitalizado depois de ‘tomar’ vinho pelo ânus
Alexander P. Broughton, de 20 anos, foi parar em um hospital devido ao excesso de vinho  que “tomou”pelo ânus.

O estudante ficou bêbado depois de praticar o butt chugging, uma forma inusitada de embebedamento que consiste em inserir álcool no reto com o auxílio de uma mangueira. O nível de álcool no sangue do rapaz chegou a 0,40 – índice potencialmente fatal. O estudante já recebeu alta.

Mais de 6000 fetos abortados este ano nos hospitais de Maputo

Mais de 6000 fetos abortados este ano nos hospitais de Maputo
Há cada vez mais abortos institucionais a serem praticados na capital do país, facto que tira sono à Direcção de Saúde da Cidade de Maputo. No primeiro semestre deste ano os hospitais da cidade de Maputo abortaram 6.775 gravidezes, contra 4.500 de igual período do ano passado.

Os principais motivos deste aumento, segundo aponta a directora de Saúde da cidade de Maputo, Páscoa Wate, são a prática de relações sexuais desprotegidas, gravidezes indesejadas e a falta de planeamento familiar no seio das comunidades.

Páscoa Wate diz que as autoridades de saúde reforçaram as campanhas de sensibilização, mas o fenómeno mantém a tendência de subir.

Anualmente, acrescenta Wate, mais mulheres em idade fértil que procuram pelos serviços de saúde para abortar, inclusive mulheres que têm condições para evitar tal acto. Aliás, algumas delas morrem na tentativa de interromper um feto.

De acordo a interlocutora do @Verdade, outras mulheres dirigem-se aos hospitais por causa de complicações derivadas de abortos inseguros feitos algures e sem nenhuma assistência médica. Outras ainda morrem a caminho do hospital.

“Os abortos clandestinos são outra preocupação. São tidos como uma forma fácil e acessível para resolver o problema de uma gravidez indesejada”, comenta.

De acordo com Páscoa Wate, o aborto clandestino é uma das principais causas da mortalidade materna, apesar das intervenções feitas pelas autoridades sanitárias no país.

Ela vaticina que enquanto os pais não dotar os seus filhos, no geral, de informação suficiente em relação aos riscos e consequências do aborto, mais mulheres vão abortar e o assunto estará fora controle das autoridades de saúde.

Aborto clandestino está a aumentar em Inhambane

Aborto clandestino está a aumentar em Inhambane

Cada vez mais jovens recorrem ao aborto clandestino na província de Inhambane, no sul de Moçambique, uma situação que provocou, em 2011, a morte de sete mulheres, e que as autoridades consideram um “problema de saúde pública”.

“Estamos a notar que o aborto (inseguro) está a ocorrer cada vez em número elevado, e em mulheres jovens menores de idade, entre os 14, 15, 16 anos”, disse Timóteo Jeque, médico-cirurgião do Hospital Rural de Chicuque (HRC).

Dados da Direcção Provincial de Saúde de Inhambane indicam que, em 2011, foram admitidos nos serviços hospitalares da província 2.324 casos relacionados com aborto inseguro, dos quais resultaram sete óbitos.

“Também a complexidade destes casos. A maior parte é feita fora do hospital, fora do ambiente de higiene, com riscos de sépsis, e (realizados) por pessoal que não está qualificado para fazer os abortos”, alertou o responsável.

A província de Inhambane conta cerca de 1,5 milhão de habitantes, distribuídos por 14 distritos. Os de Morrumbene e de Maxixe são os que mais casos de abortos sépticos – com infecção – durante registaram em 2011, respectivamente, 30 e 25.

Sobre o caso de uma paciente de 22 anos que deu entrada nos serviços hospitalares de Chicuque, Timóteo Jeque contou que “uma pessoa não qualificada” induziu o aborto à jovem “utilizando uma cureta, um instrumento que se utiliza para fazer a evacuação do útero”, sem qualquer anestesia.

“Essa pessoa acabou por fazer uma perfuração uterina. Para além disso, também perfurou o recto. Só deixou de fazer a curetagem quando começaram a sair fezes”, contou, avançando que a solução clínica deste caso foi a realização de uma histerectomia (remoção do útero).

“O surgimento de uma gravidez indesejada é considerado pelas famílias como uma vergonha. Acabam encontrando esquemas menos dignos para poder resolver a questão, recorrendo a indivíduos que não estão preparados para fazer esses trabalhos”, acrescentou o médico.

O Código Penal moçambicano, herdado do período colonial português (1886), criminaliza a prática do aborto ilegal com penas de dois a oito anos de prisão, mas não há registo de pessoas julgadas e condenadas no país.

Um decreto do Ministério da Saúde de Moçambique autoriza que o aborto seja feito em unidades de saúde especializadas, até às 12 semanas, desde que atenda a determinadas razões sócioeconómicas, que coloquem em risco a vida da mulher.

A existência deste serviço é ainda desconhecida pela maioria das mulheres moçambicanas, um facto que leva organizações, como a Pathfinder Internacional, a desenvolver na província de Inhambane acções formativas sobre planeamento familiar, que incluem programas informativos de saúde reprodutiva.

Não existem dados que mostrem a dimensão do aborto clandestino em Moçambique, mas, segundo as autoridades sanitárias, esta será a terceira principal causa de morte entre grávidas.

Até ao final do ano, o parlamento moçambicano deverá votar a proposta de revisão do Código Penal, apresentada pelo Governo, que prevê a despenalização do aborto, desde que realizado por profissionais em unidades de saúde especializadas, até às 12 semanas.

“Quando a Assembleia (da República) aprovar isso, eu acho que vai ajudar (a reduzir os abortos clandestinos). É uma questão de saúde pública que deve ser vista da melhor maneira: encontrar-se uma política que possa reduzir a ocorrência desses casos”, concluiu Timóteo Jack.

Hoje, comemora-se internacionalmente o Dia de Luta pela Despenalização do Aborto.

Eleição de Velentina Guebuza no congresso gera controvérsia

Eleição de Velentina Guebuza no congresso gera controvérsia
A filha mais vistosa de Guebuza, Valentina Guebuza, não é só delfim do pai nos negócios da família tida como a mais rica do país. Tem também ambições políticas. Tal como Samora Machel Junior e Nyelety Mondlane, respectivamente (da Frelimo) filhos dos presidentes Eduardo Mondlane e Samora Machel, Valentina Guebuza concorreu e foi eleita membro do comité central, mas não reuniu consenso.

Muitos jovens de fora da Frelimo manifestaram a sua indignação à eleição da Valentina, por via de Facebook e Twiter, as redes sociais mais usadas no pais, mas também os comentários em cafés e locais de concentração da juventude era sobre a “princesa milionária”.

Porém, mais uma vez, se consideramos que os fins é que contam, fica para a história o facto de Valentina ter sido eleita membro do CC, apadrinhada pelo seu pai. Ela concorreu como antiga combatente – estatuto que lhe é conferido pelo pai.

Valentina foi apadrinhada pelo pai que é presidente do partido, actual presidente da República e presidente da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLN), a princesa segundo a Revista americana Forbes, Valentina Guebuza concorreu pela lista dos antigos combatentes do sexo feminino.
A eleição da “princesa milionária” – como foi descrita pela revisra Forbes África de Agosto de 2012 – criou um “sururú” até entre os delegados aos congresso, que estranharam o facto de Valentina ser “antiga combatente”.

Nem as explicações dadas – ligada aos estatutos da associação dos antigos combatentes – segundo as quais, os descendentes dos antigos combatentes têm direitos de combatentes, não foram suficientes para serenar comentários dos que viram na candidatura da filha do presidente a base para fundação da “dinastia Guebuza” no partido. Afinal era o primeiro caso do género e logo envolvendo a “filha querida do chefe”.
Concorreram na mesma lista que a filha do presidente do partido Frelimo, Ágata Eduardo, Ana Simate e Geraldina Mwitu. Foram eleitas Valentina Guebuza e Ágata Eduardo.

Celso Correia também investe em política via Guebuza

Outra cara nova é a do empresário Celso Correia, um jovem que caiu nas graças de Guebuza e foi visto a chegar ao cargo de presidente do Conselho de Administração do Banco Comercial de Investimentos através do grupo Insitec (uma das vacas leiteiras do Chefe do Estado). Sem experiência alguma comprovada na política, Celso Correia entra para o Comité Central concorrendo para Áreas Económicas e Sociais. Correia deixou fora do Comité Central, gestores de topo como Paulo Muxanga, actual PCA do HCB. Entram para o Comité Central para a mesma área Teodato Hunguana (PCA da Mcel e TDM), Rosário Mualeia (PCA CFM), e José Psico (PCA do Instituto Nacional do Turismo).

Alberto Nkutumula é o jovem mais votado do Comité Central

Nova cara do CC é também a do actual vice-ministro da Justiça, Alberto Nkutumula. Foi, de resto, o jovem mais votado em números que exprimem a sua popularidade e aceitação no seio dos membros. A ovação à sua eleição testemunha a sua a quantidade de adeptos que tem. Entram também pela lista juvenil os jovens “camaradas” Henriques Mandava, António Niquice, Osvaldo Pitersburg, Cahimo Raul, Dulce Canhemba, Catarina Dimande, Suzete Dança.
Refira-se que fazem parte do CC 180 membros e 18 suplentes. O Congresso só elegeu 56 membros propostos pela anterior Comissão Política e os restantes 124 foram eleitos a nível das conferências provinciais.

Detidos caçadores que usavam minas antitanque para abater elefantes

Detidos caçadores que usavam minas antitanque para abater elefantes

A polícia de Tete deteve seis caçadores furtivos, entre os quais três zimbabweanos, que usavam minas antitanques para abater elefantes, com o propósito de lhes retirar marfim, disse ontem, à Lusa, fonte policial.
Jaime Bazo, porta-voz do comando da polícia em Tete, disse que entre os estrangeiros está um sargento militar do Zimbabwe, que se supõe seja o responsável da introdução no país dos engenhos explosivos para detonar em elefantes para extracção dos troféus.

“Os suspeitos foram flagrados no domingo na posse de marfim, resultante de abate clandestino no distrito de Mágoè (Tete). Eles tentavam vender os troféus na cidade de Tete”, disse, à Lusa, Jaime Bazo, adiantando que a operação foi desencadeada por uma denúncia popular.

Da operação, disse, a polícia recuperou uma ponta de marfim e uma quantidade não revelada de minas antitanques, o que revela que o grupo já vinha fazendo várias incursões na região.

A caminho lei que vai regular curandeirismo

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Em Moçambique, segundo dados oficiais, mais de 60 por cento de um universo de mais de 20 milhões de habitantes recorrem à assistência médica tradicional, principalmente, nos cuidados primários.

Moçambique poderá dispor, nos próximos tempos, de uma lei sobre a prática da medicina tradicional. A futura lei poderá responder a alguns dos problemas levantados pela Organização  Mundial de Saúde (OMS) relacionados, sobretudo, com o uso de espécies erradas,  adulteração de produtos medicinais, dosagem descontrolada, entre outras  práticas erradas.

A Stv levou à reflexão no programa Debate da Nação a problemática da prática da medicina tradicional, numa altura em que está em preparação uma legislação que vai regular a prática e o acesso à medicina tradicional no país.

Com um painel composto por médicos tradicionais, botânicos, antropólogos entre outras partes interessadas, foi consensual a necessidade de se avançar rapidamente para a produção legislativa por forma a regular esta prática.

Linha Cuamba/Lichinga vai ser reconstruída

O primeiro-ministro, Aires Ali, deverá presidir em Outubro próximo ao acto de lançamento do projecto de reconstrução da linha de caminho-de-ferro que liga as cidades de Cuamba e Lichinga, na província do Niassa, no norte de Moçambique.
Linha Cuamba/Lichinga vai ser reconstruída

Uma fonte da direcção provincial das Obras Públicas do Niassa disse que o lançamento do projecto de reconstrução daquela linha deveria ter ocorrido em Setembro passado, não tendo sido concretizado por razões de agenda do primeiro-ministro.

A linha de caminho-de-ferro entre Cuamba e Lichinga, numa extensão de 263 quilómetros, é importante para o desenvolvimento da província do Niassa, uma vez que a estrada que liga as duas cidades fica intransitável na época das chuvas.

Importa referir que devido à degradação da via-férrea, as ligações entre Cuamba e Lichinga estiveram paralisadas durante vários anos. A sua retomada aconteceu em 2006 depois importantes intervenções feitas pelo então concessionário da linha, o CDN (Corredor do Desenvolvimento do Norte).

Lichinga é uma das cidades de Moçambique mais à norte e quando o caminho-de-ferro deixa de funcionar os seus habitantes são abastecidos por estrada fazendo com que o custo de vida aumente relativamente às províncias de Cabo Delgado e Nampula.

Para além de reconstruir a linha-férrea, o Estado tem estado a envidar esforços no sentido de obter recursos juntos dos potenciais investidores para reconstruir a estrada Nacional 13, com aproximadamente 300 quilómetros de extensão…

Enterros no Cemitério de Michafutene só próximo ano

O município de Maputo veio ontem a terreiro dizer que a entrada em funcionamento do Cemitério de Michafutene a cerca de 16 quilómetros da cidade de Maputo, que estava marcada para a próxima segunda-feira, 1 de Outubro, está adiada por causa das últimas chuvas que estragaram a base do asfalto dos arruamentos.
Enterros no Cemitério de Michafutene só próximo ano
O presidente do Conselho Municipal, David Simango, havia garantido no passado dia 13 de Setembro após visitar as obras deste mesmo cemitério que a realização de enterros naquele local arrancaria a 1 de Outubro. Mas ontem o vereador de Salubridade e Cemitérios, Florentino Ferreira, apesar de reconhecer que a situação actual em que são feitos os funerais no Cemitério de Lhanguene é bastante deplorável ao ponto de se usar lugares impróprios, como ruas, disse que não será possível efectuar os enterros a partir da próxima semana.

O vereador de Salubridade e Cemitério disse que algumas obras tais como demarcação de talhões (incluindo católicos e muçulmanos), alpendres para cerimónias, água, luz, sanitários estão quase concluídas, faltando arruamentos. Disse que do ponto de vista administrativo está tudo preparado.

Entretanto, o vereador de Salubridade e Cemitério, Florentino Ferreira, não avançou novas datas para o arranque de funerais em Michafutene, tendo dito que os enterros serão realizados o mais breve possível…

Sommerschield II pode fazer desaparecer “Polana Caniço”

Sommerschield II pode fazer desaparecer “Polana Caniço”
As construções desordenadas do bairro Polana Caniço “A”, na cidade de Maputo, estão a desaparecer e a dar lugar à construção de residências de luxo e estabelecimentos comerciais. Os residentes daquele bairro estão a receber propostas atractivas para vender e abandonar as suas residências.

É que o humilde e pobre bairro Polana Caniço “A” e a magestosa e luxuosa Sommerschield II são duas realidades opostas que, cada dia que passa, se aproximam e disputam o mesmo espaço.

Com a sua expansão, aliada ao poder económico, os residentes na Sommerschield II e outros aspirantes àquele bairro estão a comprar as casas do bairro polana caniço “A”, sendo que este está literalmente a ser engolido.

Os moradores recebem, quase todos os dias, propostas irrecusáveis para abandonar as suas residências, nas quais moram há pelo menos 20 anos.

“Como estão a ver, o bairro Polana Caniço já está a desaparecer. Todos os dias vemos casas a serem construídas e, mesmo esta semana, o meu vizinho de lado vendeu a sua casa”, disse Dário Dundula, morador da zona, acrescentando que, “quando chegam, dizem simplesmente que querem fazer casas melhores e tu tens de sair de cá”.

Só na rua, próximo do desvio para a escola portuguesa, oito residências  foram vendidas, cinco das quais para o mesmo cliente. Porém, algumas propostas não agradaram os residentes, por isso continuam à espera de um provável comprador.

“Já vieram várias vezes pedir para eu vender a minha casa, mas não gostei das propostas, por isso que preferi não vender a minha casa, senão ia pôr a minha família em perigo”, afirmou um morador do bairro.

Entretanto, há quem recusa vender a sua propriedade, chegando a correr o risco de ver sua casa virar uma ilha rodeada de mansões. João Muchanga e sua família são o exemplo vivo disso.

Este diz não lhe interessar sair da zona, porque acredita que um dos seus filhos poderá erguer uma casa luxuosa para si.

“Eu sou moçambicano e tenho a certeza que sou capaz. Agora estou a trabalhar e levo meus filhos para a escola e sei que, um dia, eles vão construir uma casa rés-do-chão, primeiro andar, por isso não saio daqui”, disse o chefe da família.

Tal como na Polana Caniço, a construção de residências de luxo e de estabelecimentos comerciais está a levar diversas famílias a vender suas casas ao longo da avenida Joaquim Chissano e Acordos de Lusaka.

Listas dos Membros Eleitos do Comité Central da Frelimo

Segue-se as listas, em ordem decrescente de votos, dos novos membros do Comité Central eleitos no X Congresso do partido Frelimo, que termina esta sexta-feira na cidade de Pemba.
Listas dos Membros Eleitos do Comité Central da Frelimo
Lista de continuidade (homens)

Filipe Paúnde

Alberto Chipande

Marcelinos dos Santos

Pascoal Mocumbi

Eneas Comiche

Aires Ali

Edson Macuácua

Samora Machel Jr.

Raimundo Pachinuapa

José Pacheco

Aiuba Cuereneia

Sérgio Pantie

Eduardo Mulembwé

Manuel Tomé

Tobias Dai

Cadmiel Muthemba

Feliciano Gundana

José Mateus Katupha

Lucas Chomera

Zeca Morgado

Eduardo Nihia

Mariano Matsinhe

Tomaz Salomão

Suplentes:

Teodoro Waty

Isau Menezes

Lista Continuidade (Mulheres)

Verónica Macamo

Margarida Talapa

Graça Machel

Carmelita Namashulua

Maria Pachinuapa

Alcida Abreu

Nyelete Mondlane

Luísa Diogo

Deolinda Guezimane

Conceita Sortane

Paulina Mateus

Esperança Bias

Teresa Tembo

Suplente:

Amélia Sumbana

Renovação (Homens):

Odemiro Baloi

Manuel Chang

Filipe Nyussi

Mateus Gida

Suplente:

Arlindo Chilundo

Renovação (Mulheres)

Adelaide Amurrane

Yolanda Cintura

Francisca Tomás

Suplente:

Filomena Albano

Jovens (Masculino)

Alberto Nkutumula

Henriques Mandava

António Niquice

Osvaldo Petersburgo

Cachimo Raul

Suplente:

Carlos Mussanhane

Jovens (Feminino)

Dulce Canhemba

Catarina Dimade

Suzete Dança

Suplente:

Maria Moçambique

Combatentes (Homens)

João Pelembe

Moraes Mabyeca

João Américo Fumo

Suplente:

Salvador Zawangone

Combatentes (Mulheres)

Valentina Guebuza

Agata João

Suplente:

Geraldina Mwitu

Áreas económicas e sociais (Homens)

Teodato Hunguana

Rosário Mualeia

Celso Correia

José Psico

Suplente:

Paulo Muxanga

Áreas económicas e sociais (Mulheres)

Aida Libombo

Joana Mangueira

Suplente:

Safura Conceição

Município da Beira ignora decisão do Tribunal Administrativo

Município da Beira ignora decisão do Tribunal Administrativo
O terreno sob o número 82, situado no bairro da Manga, cidade da Beira, pertencente à cidadã Amina Esmail Mahomed, cujo caso foi sucessivas vezes parar ao tribunal, continua motivo de desavença entre o Conselho Municipal da Beira e aquela cidadã. O litígio promete fazer correr muita tinta porque a Edilidade liderada pelo engenheiro Daviz Simango está a ignorar as ordens dos tribunais locais. A última decisão pontapeada foi a do Tribunal Administrativo.

Na edição 203 o @Verdade publicou algumas notas deste litígio que denuncia a violação dos direitos alheios pelo município em alusão. Nesta edição, traz mais elementos para esclarecimento público.

Em causa está a Quinta Amad uma unidade produtora de leite cuja actividade está licenciada e é do conhecimento do governo provincial de Sofala e do município da Beira.

Amina Mahomed é a titular do Direito de Uso e Aproveitamento do terreno em disputa sob a licença número 82, situado no bairro da Manga, cidade da Beira. Esta titularidade é reconhecida pelo Tribunal Judicial da Província de Sofala onde o litígio já deu entrada e foi sentenciado a favor da queixosa. O caso arrasta-se desde o ano de 2008.

Segundo uma procuração a que o @Verdade teve acesso, o Conselho Municipal da Cidade da Beira tomou conhecimento a 16 de Agosto passado de que o Tribunal Judicial da Província de Sofala teria reconhecido, pela terceira vez, num intervalo de três anos, que o terreno ocupado pela Quinta Amad, registado sob a licença 82, é titulado por Amina Mahomed.

Na sua intervenção no caso, o Tribunal Judicial da Província de Sofala decidiu a favor de Amina Mahomed. Entretanto, o município da Beira, querendo ser dona da razão, ignorou as ordens daquele tribunal. Como recurso, moveu um processo-crime contra a senhora Amina Mahomed no Tribunal Administrativo da Província de Sofala.

À semelhança da decisão do Tribunal Judicial da Província de Sofala, o Tribunal Administrativo, também de Sofala, disse que, judicialmente, Amina Mahomed é titular da parcela número 82 e, por via disso, tem o direito de fazer uso dela. O Conselho Municipal da Beira é representado no caso pela sua mandatária Laurinda António Cheia.

Reconstituição do litígio

A cidadã Amina Mahomed é uma das herdeiras de uma grande parcela de terra na cidade da Beira, antes avaliada em 100 hectares, mas recentemente reduzida para pouco mais da metade com a implantação da Zona Económica Especial. Amina e o esposo Amad são titulares de uma concessão para fins agro-pecuários por 50 anos, segundo o aforamento n°82, sito no 15°Bairro da Manga- Chingussura/Mungassa, cidade da Beira.

A referida concessão confronta, a partir do norte para o leste, com o aforamento n°54, uma serventia de 10 metros e com uma faixa de 50 metros ao longo da linha férrea, e, mede um milhão de metros quadrados. Neste aforamento estão implantadas algumas benfeitorias, tais como casas de habitação, comércio, dependências e estábulos.

Atribuição a um cidadão português

“Por despacho do Exmo. Senhor Presidente do Conselho Municipal da Beira, de 23.09.2008, o terreno sob talhão sem número foi desanexado do prédio descrito sob o número 1512 e inscrito a favor do Conselho Municipal da Beira – certidão de fls. 35”, lê-se. Posteriormente, foi concedida ao cidadão português Jaime Jesus Correia “a licença de uso e aproveitamento de terra nº 288/88, de 13 de Março de 1008, para ocupar 1.410 metros quadrados, talhão sem número, fins de construção de uma habitação”.

Confrontado com este cenário, “numa primeira fase, a família de Amad solicitou ao Conselho Municipal da Beira para que procedesse ao embargo administrativo da obra, tendo este, ao invés de embargar a obra, solicitado à Conservatória dos Registos da Beira, através da Requisição n°46/08, a desanexação de uma parte do aforamento 82”, refere.

Facto estranho é que a Conservatória dos Registos da Beira procedeu, a 30 de Setembro de 2008, ao averbamento da desanexação mas, no mesmo dia, cancelou-o.

Foi preciso recorrer à justiça. Concretamente ao Tribunal Judicial da Provincial de Sofala que conclui que ficou provado que a família Amad é titular do Uso e Aproveitamento de Terra sob o aforamento 82.

“O prédio descrito sob o número 1512, do livro B-5, está inscrito sob o número 11065, a fls. 86, do livro G-12, a favor de Amina Esmail Mahomed e seu marido, por lhes ter ficado a pertencer na escritura de 22.02.1693, lavradas a fls. 32vo, do livro de notas para Escrituras diversas, número 9, do Primeiro Cartório da Comarca da Beira”, lê-se na certidão do tribunal.

Ou seja, “a família Amad tem, a seu favor, um registo definitivo. O co-réu Conselho Municipal da Beira tem um título provisório que, sem qualquer renovação, já caducou, pelo decurso do tempo (seis meses). E, por último, o co-réu. Jaime de Jesus Correia não tem qualquer registo sobre a referida parcela.

Outras tentativas de desanexação

Esta não foi a única vez que o Conselho Municipal da Beira atentou contra o DUAT daquela família, pois “em Setembro de 2008, o município concedeu uma parte do aforamento nº 82 à confissão religiosa ´Alcançar Moçambique com o Evangelho`”. Contudo, a família solicitou o embargo judicial da obra, que foi então ratificado pelo Tribunal Judicial da Província de Sofala. A confissão religiosa abandonou pacificamente o local.

Ainda em 2008, houve uma outra tentativa de inviabilização do DUAT da família de Younusse Amad, sobre parte do aforamento n°82, desta feita, pela Sra. Luísa Armando, a qual iniciou uma obra nova no aforamento acima referido. Amad e família, uma vez mais, solicitaram o embargo judicial deste empreendimento, que foi decretado pelo Tribunal Judicial da Província de Sofala.

O tribunal concluiu que em momento algum o pedido de desanexação conferia à requerente Luísa Armando o Direito de Uso e Aproveitamento da Terra em disputa e ainda que “a requisição nº 46/08 era datada de 29 de Setembro de 2008, tendo sido emitida 14 dias posteriores à data da propositura da providência cautelar, sendo manifesta a pressa com que se pretendia desanexar o referido prédio rústico, pois que tal atribuição a quem quer que seja seria destituída de qualquer título” lê-se no documento.

PGR quer processos dos presos da BO revistos em 15 dias

PGR quer processos dos presos da BO revistos em 15 dias
O Procurador-Geral da República (PGR), Augusto Paulino, deu um prazo de quinze dias para que os magistrados do Ministério Público da cidade e província de Maputo revejam, meticulosamente, os processos dos 864 reclusos da Cadeia de Máxima Segurança da Machava, vulgo BO.

A medida visa, em parte, descongestionar aquela penitenciária e restituir à liberdade os que cumpriram as suas penas. Exigiu também a transferência das celas do Comando da Polícia da Cidade de Maputo para a BO dos 19 reclusos condenados a penas de prisão maior, incluindo os irmãos Nini e Ayob Satar, Vicente Ramaya e Anibalzinho.

Augusto Paulino visitou na semana passada as cadeias e celas da cidade e província de Maputo e constatou que persistem os mesmos problemas de sempre, dentre os quais a degradação de infra-estruturas, maus tratos, detidos com prazos de prisão preventiva e de instrução preparatória expirados, reclusos já com direito a liberdade condicional mas da qual não gozam e a superlotação.

Na tentativa de contrariar este caos, o PGR ordenou que os magistrados visitassem a BO e ouvissem os reclusos na primeira pessoa para, em quinze dias, resolverem a sua situação. A Procuradora-geral Adjunta, Lúcia Maximiano, disse a jornalistas que existem na BO 864 reclusos, 440 dos quais condenados e 424 em situação de prisão preventiva. Muitos destes últimos têm prazos expirados.

De acordo com Lúcia Maximiano, os magistrados que escalarem a BO deverão falar com cada um dos 864 reclusos, examinar também cada processo e corrigir o que for da sua responsabilidade. O que não for da sua alçada será remetido ao Tribunal ou à Polícia de Investigação Criminal para a sua correcção.

Em relação à inobservância da liberdade condicional, a magistrada explicou que tal se deve ao facto de os processos de muitos reclusos terem sido submetidos ao Tribunal Supremo, que levou muito tempo a decidir sobre eles.

A criação dos Tribunais Superiores de Recursos tentou contrariar o problema porque a eles são encaminhados os processos que antes iam para o Supremo. Contudo, não existe capacidade de resposta. “Alguns reclusos continuam ilegalmente detidos, o que pesou muito para o Procurador-Geral ordenar a correcção imediata do problema”.

De referir que a BO tem capacidade para albergar 600 reclusos, mas actualmente encontram-se naquele estabelecimento prisional 864 indivíduos.

Manter condenados no Comando da Polícia em Maputo é ilegal

Para além da nova imagem que Augusto Paulino parece querer dar às cadeias, principalmente à BO, pretende também que os 19 reclusos condenados a prisão maior, neste momento a cumprir parte das penas nas celas do Comando da Polícia da Cidade de Maputo, sejam transferidos para os centros de reclusão apropriados.

Segundo o PGR, a permanência dos 19 reclusos naquele recinto é ilegal porque as celas do Comando são de detenção transitória. Lúcia Maximiano disse que, por exemplo, Nini Satar, Ayob Satar, Vicente Ramaya e Anibalzinho são pessoas já com penas fixadas pelo Tribunal, e devem cumprilas em centros próprios. E a Polícia, segundo a fonte, deve explicar por que razão isso não acontece.

Refira-se que os referidos reclusos foram transferidos da BO para o Comando da Cidade alegadamente em cumprimento das medidas de segurança, de ordem pública e por necessidade de reabilitação das celas onde se encontravam.

Ministro do Interior francês ameaça expulsar muçulmanos radicais

 Manuel Valls ameaça islamistas radicais com a expulsão do país após inaugurar a mesquita com a maior sala de orações em França.
Ministro do Interior francês ameaça expulsar muçulmanos radicais
“Não hesitarei expulsar aqueles que reclamam o Islão [para a França] e que representam um ameaça grave à ordem pública, nem os estrangeiros que, dentro do nosso país, não respeitarem as nossas leis e os nossos valores”, assegurou o ministro do Interior francês, o socialista Manuel Valls.

“Os defensores do ódio e do obscurantismo que não querem aceitar os nossos valores e as nossas instituições, e tampouco os direitos das mulheres, não têm lugar na República”, continuou o ministro francês, católico assumido e defensor do secularismo.

Numa nota mais positiva, embora com um tom assertivo, Valls acrescentou que “o racismo e o fundamentalismo não são parte do Islão, e a sabedoria dos responsáveis de culto muçulmano, e o discernimento e a maturidade têm de estar presentes nos muçulmanos a viver em França”.

A inauguração da mesquita de Estrasburgo acontece no contexto de revolta generalizada no mundo muçulmano contra um filme americano alojado no YouTube, “Innocence of Muslims”, que mostrava o profeta Maomé como um homem mulherengo, pedófilo e homossexual.

Em França, o semanário satírico Charlie Hebdo desta semana tem duas capas: uma “normal” e outra “responsável”. Esta estratégia serve como provocação por parte do semanário francês, cujas instalações foram bombardeadas em 2011 após esta publicação ter voltado a publicar os polémicos cartoons do profeta Maomé com uma bomba no turbante.

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