Eleição de Velentina Guebuza no congresso gera controvérsia
A filha mais vistosa de Guebuza, Valentina Guebuza, não é só delfim do pai nos negócios da família tida como a mais rica do país. Tem também ambições políticas. Tal como Samora Machel Junior e Nyelety Mondlane, respectivamente (da Frelimo) filhos dos presidentes Eduardo Mondlane e Samora Machel, Valentina Guebuza concorreu e foi eleita membro do comité central, mas não reuniu consenso.

Muitos jovens de fora da Frelimo manifestaram a sua indignação à eleição da Valentina, por via de Facebook e Twiter, as redes sociais mais usadas no pais, mas também os comentários em cafés e locais de concentração da juventude era sobre a “princesa milionária”.

Porém, mais uma vez, se consideramos que os fins é que contam, fica para a história o facto de Valentina ter sido eleita membro do CC, apadrinhada pelo seu pai. Ela concorreu como antiga combatente – estatuto que lhe é conferido pelo pai.

Valentina foi apadrinhada pelo pai que é presidente do partido, actual presidente da República e presidente da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLN), a princesa segundo a Revista americana Forbes, Valentina Guebuza concorreu pela lista dos antigos combatentes do sexo feminino.
A eleição da “princesa milionária” – como foi descrita pela revisra Forbes África de Agosto de 2012 – criou um “sururú” até entre os delegados aos congresso, que estranharam o facto de Valentina ser “antiga combatente”.

Nem as explicações dadas – ligada aos estatutos da associação dos antigos combatentes – segundo as quais, os descendentes dos antigos combatentes têm direitos de combatentes, não foram suficientes para serenar comentários dos que viram na candidatura da filha do presidente a base para fundação da “dinastia Guebuza” no partido. Afinal era o primeiro caso do género e logo envolvendo a “filha querida do chefe”.
Concorreram na mesma lista que a filha do presidente do partido Frelimo, Ágata Eduardo, Ana Simate e Geraldina Mwitu. Foram eleitas Valentina Guebuza e Ágata Eduardo.

Celso Correia também investe em política via Guebuza

Outra cara nova é a do empresário Celso Correia, um jovem que caiu nas graças de Guebuza e foi visto a chegar ao cargo de presidente do Conselho de Administração do Banco Comercial de Investimentos através do grupo Insitec (uma das vacas leiteiras do Chefe do Estado). Sem experiência alguma comprovada na política, Celso Correia entra para o Comité Central concorrendo para Áreas Económicas e Sociais. Correia deixou fora do Comité Central, gestores de topo como Paulo Muxanga, actual PCA do HCB. Entram para o Comité Central para a mesma área Teodato Hunguana (PCA da Mcel e TDM), Rosário Mualeia (PCA CFM), e José Psico (PCA do Instituto Nacional do Turismo).

Alberto Nkutumula é o jovem mais votado do Comité Central

Nova cara do CC é também a do actual vice-ministro da Justiça, Alberto Nkutumula. Foi, de resto, o jovem mais votado em números que exprimem a sua popularidade e aceitação no seio dos membros. A ovação à sua eleição testemunha a sua a quantidade de adeptos que tem. Entram também pela lista juvenil os jovens “camaradas” Henriques Mandava, António Niquice, Osvaldo Pitersburg, Cahimo Raul, Dulce Canhemba, Catarina Dimande, Suzete Dança.
Refira-se que fazem parte do CC 180 membros e 18 suplentes. O Congresso só elegeu 56 membros propostos pela anterior Comissão Política e os restantes 124 foram eleitos a nível das conferências provinciais.