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Sexta-feira, Abril 10, 2026
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Maputo pede extensionistas à primeira-dama

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Para os apoiar em técnicas agrárias, para o aumento da produção e produtividade.

Camponeses da província de Maputo pedem à primeira-dama, Maria da Luz Guebuza, a presença de mais extensionistas no terreno para os apoiar em técnicas agrárias, para o aumento da produção e produtividade. Da Luz Guebuza revelou o facto sexta-feira, no distrito de Marracuene, no final da visita de trabalho que vinha realizando desde terça-feira à província de Maputo, destacando que o maior desafio que agora se coloca é responder a esta e outras preocupações.
O facto de as populações terem colocado esta questão é um encorajamento muito grande, pois indica claramente que os moçambicanos já acataram a mensagem do Governo sobre o aumento da produção de alimentos para erradicar a fome no país.

Maria da Luz Guebuza, que durante a sua visita de trabalho a província de Maputo, escalou os distritos de Namaacha, Magude e Marracuene, onde manifestou a sua satisfação com trabalho em curso naquela parcela do país na produção agrícola e área social.

“Notamos com grande satisfação uma situação única, em que os estudantes da Escola Secundária de Magude estão envolvidos num trabalho voluntário de ajudar o Centro de Apoio à Velhice de Mawandla a cuidar dos idosos”, disse.

Segundo Maria da Luz Guebuza, esta experiência é muito positiva e deveria ser replicada por outras escolas do país, porque serve de ensinamento aos jovens, para se livrarem do pensamento de que os velhos são feiticeiros, o que leva algumas famílias a abandoná-los e até violentá-los.

41 mortos num ataque à bomba em mesquita cheia de fiéis no Afeganistão

Um bombista suicida atacou uma mesquita no Afeganistão, matando 41 pessoas e ferindo dezenas de outras vítimas. O ataque ocorreu hoje em Maymana, capital da província de Faryab, e ainda não foi reivindicado por qualquer organização terrorista.
41 mortos num ataque à bomba em mesquita cheia de fiéis no Afeganistão

Quarenta e uma pessoas perderam a vida, após um ataque à bomba, que ocorreu na manhã desta sexta-feira, no Afeganistão, num feriado muçulmano, dia em que se comemora o Eid al-Adha, que representa o final da peregrinação a Meca.

Um bombista suicida fez deflagrar uma carga explosiva, numa mesquita Eidgah, que se situa em Maymana, numa altura em que os fiéis estavam reunidos em oração. Mais de 50 pessoas ficaram feridas no ataque, que aconteceu quando as pessoas estavam a abandonar a mesquita de Maymana, capital da província de Faryab.

Um sobrevivente revelou à BBC que o terrorista suicida recorreu a explosivos que se escondiam na sua roupa. Altos funcionários do governo da província e da polícia participavam das orações. Mas as vítimas são, principalmente, civis, entre os quais crianças.

“Tínhamos acabado de Eid al-Adha orações e estávamo-nos a saudar”, conta o vice-governador da província, Abdul Satar Barez, em declarações à agência AFP. Este ataque numa mesquita de Maymana expõe as preocupações já reveladas pela situação de insegurança que se vive no Afeganistão.

Há uma perceção generalizada de que Faryab é uma província muito tranquila, mas os recentes desenvolvimentos contrariam esta teoria. Houve uma série de mortes de líderes tribais, em Maymana. As forças da NATO realizaram, de resto, diversas operações noturnas, à procura de talibãs. No entanto, o ataque bombista que provocou 41 mortos não foi ainda reivindicado.

Oito mortos e 145 feridos em atentado contra igreja na Nigéria

Oito mortos e 145 feridos em atentado contra igreja na Nigéria
Um atentado suicida contra uma igreja nigeriana em Kaduna (norte), seguido por actos de represália, deixaram pelo menos oito pessoas mortas e 145 feridos, informou um funcionário dos serviços de resgate.

“Até agora, temos oito mortos e 145 feridos depois da explosão contra a igreja”, disse Musa Ilallah, coordenador da Agência Nacional de Socorros de Urgência. Um jornalista da AFP foi testemunha das represálias de uma multidão de cristãos, que queimou vivo um homem depois de encharcá-lo com gasolina

Primeiro-ministro líbio forma novo Governo

Primeiro-ministro líbio forma novo Governo
O novo primeiro-ministro líbio, Ali Zeydan, declarou estar pronto para apresentar a lista dos membros do seu Governo ao Congresso Nacional Geral (CNG), a mais alta autoridade do país.

Numa entrevista à Televisão nacional sexta-feira, Zeydan precisou que as grandes prioridades do seu Governo passam pela integração social dos antigos rebeldes e pela melhoria do nível de vida e dos rendimentos dos cidadãos líbios em geral.

Segundo ele, constam ainda das prioridades da sua equipa governativa a consolidação da paz e da segurança nacional e a instauração de uma vida melhor na Líbia, na esperança de ver reinar no país “o entendimento e a cordialidade entre todos os Líbios rumo ao desenvolvimento da nação”.

O CNG, lembre-se, elegeu Ali Zeydan primeiro-ministro para substituir Moustapha Abdou Chagour, que foi obrigado a demitir-se depois de perder o voto de confiança do Congresso.

Zeydan, que perdera antes a presidência do Congresso para Mohamed Megryif, começou, nos últimos dias, negociações intensas para formar um novo Governo, que, segundo observadores, deverá ser uma “equipa de espera” antes de beneficiar da confiança do Congresso.

Mais um sequestro e baleamento nas celebrações do Eid-Al-Adhá em Maputo

Um cidadão foi baleado ontem cerca das 5 30 horas da manhã à saída da Mesquita Cubá, situado no bairro Central na Cidade de Maputo, enquanto um outro era sequestrado por homens ainda desconhecidos, noticiou a STV.

Polícia impede sequestro na Matola

Com efeito, foi alvejado a tiro um cidadão identificado pelo único nome de Ayob, enquanto o sequestrado foi reconhecido como sendo Issufo Ossumane Calú. Porém, informações obtidas referem que Ayob está fora de perigo. Curiosamente, a ocorrência registou-se no dia em que coincidentemente os muçulmanos celebravam o Eid-Al-Adhá.

Bispos moçambicanos consideram despenalização do aborto “uma aberração ética” e condenam a bigamia

Bispos moçambicanos consideram despenalização do aborto “uma aberração ética” e condenam a bigamia
O parlamento moçambicano vai discutir, em breve, a despenalização do aborto no país.

Os bispos católicos de Moçambique consideram a despenalização e legalização do aborto “uma aberração ética, destinada a promover a prática pelo desrespeito pela vida alheia” e uma forma de “aniquilar o património cultural” dos moçambicanos.

Em carta pastoral, os bispos da igreja católica do país afirmam que “o avanço tecnológico das ciências biomédicas não confere nenhum poder ao homem para supressão de seres humanos inocentes, mas, sim, deve servir para o bem integral do homem”.

O parlamento moçambicano vai discutir, em breve, a despenalização do aborto no país, penalizado por uma lei colonial de 1886, justificando com a necessidade de se reduzirem as mortes associadas ao aborto clandestino.

Mas os clérigos lamentam “o silêncio que acompanha a abordagem sobre a legalização do aborto de forma temerária”, considerando que “isso fere não só as consciências mais agudas, como também mexe com variados grupos sociais e suas sensibilidades na conjuntura do tecido social das famílias moçambicanas”.

No documento enviado à Lusa, os bispos afirmam que “o aborto provocado, sejam quais forem as razões, é sempre uma violência injusta contra um ser humano que nenhuma razão justifica eticamente”.

“Pensar na despenalização do aborto é aniquilar o património cultural do povo moçambicano que, desde sempre, apostou na defesa deste preciosíssimo tesouro da vida que lhe vem como uma bênção” de Deus, referem os bispos na sua visão sociocultural da problemática sobre a legitimação do aborto em Moçambique.

A liderança católica em Moçambique criticou a proposta da despenalização da bigamia, cuja discussão irá ocorrer também, brevemente, no Parlamento moçambicano.

PR pede clemência para moçambicana detida na Tailândia

O Presidente da República, Armando Guebuza, pediu clemência às autoridades tailandesas para a cidadã moçambicana presa na Tailândia por ter sido surpreendida com seis quilogramas de droga e que corre o risco de ser condenada à pena de morte.
PR pede clemência para moçambicana detida na Tailândia
Segundo a ministra da Justiça, Benvinda Levi, falando ontem numa conferência de Imprensa, disse que neste momento o ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, está na Tailândia, numa visita de trabalho e é portador de uma mensagem do Chefe do Estado, que expressa não só a preocupação de Moçambique mas também o pedido para que as autoridades tailandesas considerem a possibilidade de não tirar a vida à cidadã Mónica Novela.

Todavia, Benvinda Levi explicou que a extraditação daquela cidadã para o nosso país é remota, pois não existe acordo nesse sentido entre os dois países e, de acordo com a lei tailandesa, o tráfico de drogas é punido com a pena capital.

A ministra explicou que não podemos ter estes acordos com todos os países, para além de que precisamos de ver vários factores, entre os quais os benefícios que esse pacto traria ao país. “A primeira tarefa que o embaixador recebeu foi no sentido de endereçar uma nota verbal ao Governo da Tailândia não só para expressar a nossa preocupação pelo sucedido, mas também um pedido para que se ofereça clemência ou pelo menos a redução da pena, o que significaria não aplicação da pena capital”, disse a ministra.

Benvinda Levi acrescentou que o cônsul honorário também já está a providenciar mecanismos necessários para dar assistência à nossa concidadã, ao mesmo tempo que o Estado moçambicano já está a trabalhar no sentido de dar assistência jurídica para que durante o processo ela tenha o devido acompanhamento.

“Neste momento e no futuro, continuaremos a desenvolver todos os contactos diplomáticos para o acompanhamento deste processo para que à cidadã seja aplicada uma sentença menos pesada”, assegurou a ministra.

A titular da pasta da Justiça explicou que a droga que vinha na posse de Mónica Novela não foi transportada de Moçambique para Tailândia, presumindo-se que tenha transportada de um outro destino asiático, porque o voo que a levou para aquele destino não é moçambicano.

Recorde-se que Mónica Novela, 30 anos de idade e mãe de três filhos, menores, foi recentemente surpreendida no aeroporto da Tailândia com cerca de seis quilogramas de droga, equivalentes a 600 mil dólares americanos (aproximadamente 17.400.000MT).

Segundo a ministra da Justiça, trata-se da segunda maior quantidade de droga alguma vez apreendida naquele país. É uma droga sintética, que produz danos muito graves, de acordo com informações das autoridades governamentais tailandesas. ..

Constituição da República de Moçambique

Constituição da República de Moçambique online no formato PDF.

Governo quer evitar subida de preços no Natal

O governo moçambicano avisou que são limitadas por lei as margens de lucro numa dezena de produtos cuja procura poderá aumentar durante o Natal.
Governo quer evitar subida de preços no Natal
O Ministério da Industria e Comercio prometeu aliás durante a quadra festiva do Natal e do fim de ano, ser implacável contra comerciantes que tentarem subir com os preços de 12 principais produtos, geralmente mais procurados neste período.

Entre os referidos produtos, o destaque vai para cereais, frango, peixe, açúcar, óleo alimentar, batata, cebola e tomate.

Segundo fez saber a nossa fonte, Gabriel Muianga, Director Nacional do Comércio, presentemente a instituição que representa está a desencadear diversas acções de sensibilização com vista a preservar a ordem económica através da transparência na fixação de preços dos produtos.

Muianga lembrou que ano passado o governo aprovou o regulamento de fixação de margens de lucro pelos comerciantes, e o trabalho que está sendo levado acabo visa exactamente monitorizar o seu comprimento.

Paralelamente a estas acções, o ministério da Indústria e Comércio, de acordo com o director Nacional do Comercio, está a fazer de tudo para assegurar a maior oferta possível de produtos na quadra festiva, o que vai ajudar para estabilizar o preço aplicado.

Muianga fez no entanto notar que actualmente se regista uma subida no mercado internacional de preço de cereais, principalmente do trigo e do milho. A fonte admitiu uma eventual súbita no preço destes produtos, mas de forma moderada, uma vez que ainda há ainda `muito produto no mercado interno´.

Afegã corta cabeça de nora que não aceitou se prostituir

A jovem Mha Gül, de 20 anos, da região ocidental afegã de Herat, foi decapitada por rejeitar ser prostituída por sua sogra e um de seus primos, que a matou, informou nesta quinta-feira (18) uma fonte oficial à “Agência Efe”.

Afegã corta cabeça de nora que não aceitou se prostituir
O crime ocorreu durante a madrugada de terça-feira, quando a sogra de Gül aproveitou a ausência do seu filho, o marido da jovem, para obrigá-la a manter relações sexuais com seu primo Najibulah, declarou o porta-voz provincial, Mahaiuding Noori.

Segundo o porta-voz, Najibulah amarrou as mãos e as pernas da jovem e depois a decapitou porque, afirmou, Gül “era uma prostituta”.

A Polícia deteve Najibulah, o marido, a sogra e o sogro de Gül, informou Noori.

Há no Afeganistão a combinação de uma visão muito rigorosa do Islã com o atávico código das tribos pashtuns, que relega as mulheres a um quase nulo papel na sociedade.

A situação das mulheres foi particularmente dura no país asiático durante o regime fundamentalista talibã, que dominou o Afeganistão entre 1996 e 2001. 

Detido polícia que planeava raptar e comer mulheres

Detido polícia que planeava raptar e comer mulheres
Um polícia foi detido, em Nova Iorque, sob suspeitas de pretender raptar, violar, torturar e comer mulheres.

A operação foi desenvolvida pelo FBI, que teve acesso aos e-mails pessoais em que o acusado Gilberto Valle discutia planos para «sequestrar, violar, torturar, matar, cozinhar e comer partes de mulheres».

Gilberto Valle é um polícia de Nova Iorque e acabou por ser detido em casa, em Forest Hills, Queens.

Jovens reclusos nas cadeias de Maputo serão transferidos para Boane

Todos reclusos com idades compreendidas entre 16 e 21 anos de idade que neste momento cumprem penas misturados com adultos na cadeia de máxima segurança BO, Cadeia Central e Civil serão transferidos para o Centro Prisional de Recuperação Juvenil de Boane, província de Maputo, sul de Moçambique.

Segundo Alberto Paulo, Procurador-Geral-Adjunto e porta-voz da visita efectuada terça feira pelo PGR, Augusto Paulino, ao Centro Prisional de Boane, o processo de transferência dos jovens reclusos será gradual, não havendo data para o seu término, visto que existe um amplo movimento de sua identificação para que deixem a BO, Cadeia Central e Civil, e sejam acomodados num centro habilitado para o seu processo de recuperação.

Igualmente, segundo escreve hoje o “Noticias”, Alberto Paulo não avançou dados sobre o número de reclusos de 16 a 21 anos detidos nas outras cadeias e que a breve trecho deverão passar para Boane.

Estão em reclusão no Centro Prisional de Boane, 99 jovens, 85 dos quais já condenados e os restantes aguardando julgamento. Alberto Paulo disse que grande parte dos reclusos foi condenada por roubo.

Este centro, com capacidade para albergar 200 pessoas, foi inaugurado o ano passado. O mesmo constitui uma experiência única na área de recuperação juvenil, processo visto como salutar para a recuperação dos jovens em conflito com a lei, tanto mais que estão envolvidos em projectos agrícolas e de panificação como parte das actividades de regeneração.

Depois de alguns dias de interrupção, o Procurador-Geral, Augusto Paulino, retomou terça feira as visitas de trabalho com vista a inspeccionar as condições de reclusão, do nível de observância dos prazos de prisão preventiva e do cumprimento das penas dos cidadãos julgados e condenados.

Antes do Centro de Reclusão Juvenil de Boane Augusto Paulino escalou as cadeias Central, Civil, BO e celas do Comando da Policia da Republica de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, devendo quinta-feira escalar a Cadeia Preventiva da Machava e a Feminina de Ndhlavela, província de Maputo.

Cerca de mil quilómetros de estradas em Moçambique vão ser asfaltadas

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Novecentos e trinta quilómetros de estradas nacionais e regionais em Moçambique vão ser asfaltadas ao abrigo do programa de intervenção em infra-estruturas rodoviárias relativo a 2013, informou o matutino Notícias, de Maputo.

Integrado no Plano Económico e Social (PES) para 2013, o programa, que contempla a construção de perto de 1300 quilómetros de estradas municipais e distritais, inclui a reparação de um total de 100 quilómetros de estradas nacionais e cinquenta de estradas regionais.

O PES prevê ainda que sejam realizadas obras de manutenção em 1250 quilómetros de estradas municipais e distritais em todo o país, sendo 150 quilómetros nos municípios e 1100 quilómetros nos distritos.

Estão igualmente previstos trabalhos de conservação da rede de estradas classificadas em todas as províncias de Moçambique, num total de 19 mil quilómetros, sendo cinco mil em manutenção de rotina revestida e 14 mil quilómetros de manutenção de rotina não revestida.

Ainda em 2013, deverá iniciar-se a construção de cinco pontes e prosseguir os trabalhos em cinco outras este ano.

Descobertos indícios de gás natural no sul de Moçambique

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A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) de Moçambique encontrou indícios de gás natural em dois locais nas províncias de Maputo e de Inhambane, ambas no sul do país, disse em Maputo uma fonte da estatal.

A fonte disse ainda que as duas descobertas ocorreram no posto administrativo de Palmeiras, no distrito da Manhiça, na província de Maputo e no lago Nhangela situado no distrito de Inharrime, na província de Inhambane.

Disse igualmente estarem a decorrer negociações com empresas, cujas identidades não divulgou, interessadas em obter concessões para trabalhos de prospecção e exploração de gás, areias pesadas e petróleo naqueles dois pontos da região sul de Moçambique.

A Sasol, um grupo petroquímico sul-africano, procede actualmente à extracção de gás natural em Temane e Pande, província de Inhambane, ao mesmo tempo que está a fazer prospecção em outras regiões de Moçambique.

Assembleia Municipal de Maputo aprova aumentos dos transportes com efeitos imediatos

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A Assembleia Municipal de Maputo aprovou hoje, “com efeitos imediatos”, novos preços nos transportes de passageiros dos operadores privados, vulgo “chapas”, e nos autocarros públicos do Estado.

Os novos preços passam a ser de 7,5 meticais (cerca de 18 cêntimos de euro) para uma viagem de autocarro público e de 9 meticais (cerca de 23 cêntimos) nos “chapas”. Antes, eram respectivamente, de 5 e 7,5 meticais.

A decisão foi aprovada com os votos favoráveis da bancada maioritária da Frelimo, a que se juntaram os dois vereadores do grupo cívico Juntos Pela Cidade (JPC), enquanto a Renamo, a maior bancada da oposição na Assembleia Municipal de Maputo, votou contra.

Corpo do ruandês assassinado em Maputo recebido em Kigali por altas personalidades

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O corpo de Théogene Turatsinze, ex-director do Banco Ruandês de Desenvolvimento (BRD,) chegou a Kigali quarta-feira à tarde e foi acolhido por vários oficiais rwandeses incluindo o vice-presidente do Senado, Bernard Makuza.

Théogene Turatsinze foi morto na última semana em Moçambique, por pessoas ainda não identificadas.

Turatsinze foi assassinado quando estava em companhia de um grupo de compatriotas que o haviam convidado para uma reunião algures no subúrbio de Maputo, a capital de Moçambique, antes de o seu corpo ter sido descoberto mais tarde pela Polícia moçambicana na costa do Oceano Índico.

Num comunicado publicado na última semana, o Governo ruandês condenou este assassinato e reclamou pela abertura de “um inquérito judicial aprofundado” sobre o sucedido.

Uma forte comunidade ruandesa, maioritariamente de supostos participantes no genocídio ocorrido no Rwanda, está presente em vários países da África Austral, incluindo Moçambique.

Renamo quer tornar impraticável exploração de recursos naturais – Alberto Vaquina

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O primeiro-ministro (PM) moçambicano, Alberto Vaquina, refuta a existência de descriminação no recrutamento de mão-de-obra empregue nos grandes projectos, incluindo os mineiros.

Falando hoje, em Maputo, no parlamento moçambicano (AR), no final de dois dias da sessão de informações do governo, Vaquina indicou que “trata-se de uma ideia tanto falsa, como perigosa”.

Vaquina respondia a uma insistência do deputado Francisco Maingue, da Renamo, o principal partido da oposição parlamentar, segundo a qual “os jovens da (província central) de Tete são excluídos dos empregos em benefício dos jovens do Sul “. Tete é até aqui a província que converge maior parte de multinacionais da área do carvão mineral.

Segundo o PM, a Renamo pretende criar um ambiente de conflito que torna a exploração dos recursos naturais “impraticável, como forma de Moçambique e os moçambicanos tornarem-se mais pobres”.

A Ministra dos Recursos Minerais e Energia, Esperança Bias, elucidou, por seu turno, que actualmente existem 12.313 moçambicanos nas minas de carvão de Tete, sendo 9.794 oriundos daquela província.

“Nós, moçambicanos, estamos espalhados pelo país, misturados uns com os outros”, disse Alberto Vaquina, acrescentando que “há jovens de Tete que vivem e trabalham em Maputo, Cabo Delgado, Niassa, Nampula e outras regiões”.

Aquele membro sénior do Executivo moçambicano vincou que os jovens de outros pontos do país devem sentir-se a vontade quando vivem e trabalham em Tete. “É a unidade nacional que nos torna cada vez mais donos do nosso país”, frisou Vaquina.

Aliás, explicou o Primeiro-ministro, o próprio deputado Francisco Maingue é de Sofala mas foi eleito pela lista da Renamo para Tete. “Então pode-se dizer que ele privou um assento no parlamento que deveria ter sido ocupado por um cidadão natural de Tete”, disse.

Em resposta a uma questão de Maingue, se acredita que as populações reassentadas em Cateme estão satisfeitas com as casas que receberam, Vaquina garantiu que não existe em mais nenhum canto da província de Tete uma outra comunidade rural que tenha casas e infra-estruturas sociais e serviços públicos a altura de Cateme.

Com efeito, os moradores de Cateme viviam em cabanas na mesma terra que hoje é ocupada pela mina de carvão a céu aberto operada pela gigante brasileira de mineração, a Vale.

Em Fevereiro ultimo, centenas de moradores de Cateme revoltaram-se e obrigaram a Vale a melhorar as habitações.
Vaquina salientou que em Cateme há agora “casas melhoradas, escolas, centro de saúde, água e electricidade”.

Sobre a pretensão da Renamo de forçar o governo a renegociar os contractos com as multinacionais de mineração, Vaquina disse que “as regras de jogo são definidas antes do seu início. Os contractos foram feitos e assinados em condições específicas, pelo que um Governo sério nunca alteraria precipitadamente as condições na base dos quais atraiu os investimentos”.

A sessão de hoje foi ainda marcada pelo boicote da plenária protagonizado pela Renamo, por não ter conseguido justificar um pedido de ponto de ordem por parte do seu deputado, Saimone Macuiana, demonstrando falta de sensibilidade em relação ao regimento da magna casa.

Reitor da A Politécnica considera "legitimidade" de Dhlakama em algumas questões

Reitor da A Politécnica considera "legitimidade" de Dhlakama em algumas questões
O reitor da A Politécnica, a mais antiga universidade privada em Moçambique, Lourenço do Rosário, considera que Afonso Dhlakama, presidente da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), principal partido da oposição, “tem legitimidade em algumas questões que reivindica”.

Afonso Dhlakama instalou-se na semana passada na Serra da Gorongosa, centro de Moçambique, antiga base da RENAMO, juntamente com centenas de ex-guerrilheiros do movimento, para pressionar o Governo da FRELIMO a aceitar as suas exigências em negociações.

O principal partido da oposição exige a formação de um Governo de Unidade Nacional, a integração dos seus antigos guerrilheiros no exército nacional, a despartidarização do Estado pela FRELIMO e a formação de uma Comissão Nacional de Eleições (CNE) composta apenas pelos principais partidos e sem a presença de membros da sociedade civil.

Em entrevista ao semanário Savana, Lourenço do Rosário, um dos mais respeitados académicos moçambicanos, afirmou que Afonso Dhlakama e o seu partido têm “legitimidade em algumas questões” que reivindicam.

“Em algumas questões que a RENAMO ou o seu líder reivindicam, têm legitimidade. As exigências são legítimas, mas não é bom sinal recorrer a posturas que nos possam conduzir ao reacender da conflitualidade em Moçambique”, afirmou o reitor da A
Politécnica.

Lourenço do Rosário apontou o facto de o Governo não ter atendido à exigência da RENAMO de se encontrar uma saída para a questão do contingente armado que ainda mantém nas suas antigas bases militares como um ponto “válido” do conjunto das
reivindicações daquele partido.

“É verdade que certos setores radicais da FRELIMO não tomaram em conta alguns aspectos reivindicativos. Penso que são quatro aspectos exigidos pela RENAMO. São coisas que não vejo nenhuma anormalidade em exigi-las. Desde 1999 que a RENAMO
vem exigindo a despartidarização do Estado ou da administração pública, o fim da discriminação nas forças armadas e a revisão do pacote eleitoral”, enfatizou Lourenço do Rosário.

Para o reitor da A Politécnica, ao instalar-se na Serra da Gorongosa, Afonso Dhlakama pretende uma forma de chantagem para obrigar a FRELIMO a negociar, alertando para a necessidade do diálogo, pois, segundo Rosário, “isto pode ser um fio de navalha”.

“Nós temos gás natural, carvão, minérios e tantos outros recursos preciosos que para as empresas concessionadas é mais valente negociar com governos frágeis. Onde há conflitos e divisões internas, há mais espaço para as multinacionais explorarem os recursos como querem”, realçou Lourenço do Rosário.

Indústria mineira sul africana perdeu 1,2 biliões de dólares por greves

Indústria mineira sul africana perdeu 1,2 biliões de dólares por greves
As greves ilegais que perturbam a indústria mineira sul-africana desde o início de Agosto custaram ao sector “cerca de 10 biliões de rands” (1,2 biliões de dólares ou 900 milhões de euros), indicou hoje (quinta-feira) à AFP o chefe economista da Câmara de Minas.
             
“Até agora, estas greves selvagens custaram à indústria mineira cerca de 10 biliões de rands em perdas sobre as rendas em 2012”, considerou Roger Baxter, que informou que a factura pelas greves pode duplicar se forem contadas as perdas sofridas pelo conjunto da economia sul-africana.

"Mulheres violadas engravidam porque Deus quer" – Obama Critica

"Mulheres violadas engravidam porque Deus quer" - Obama Critica
O presidente dos Estados Unidos criticou, ontem à noite, as declarações do republicano Richard Mourdoch, que disse que a gravidez resultante de violações acontece porque Deus quer.

«Uma violação é uma violação. É um crime», disse Barack Obama no program de Jay Leno «The Tonight Show».

«Estas distinções sobre a violação não têm muito sentido para mim, não têm qualquer sentido para mim», reforçou o chefe de Estado.

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