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Quinta-feira, Outubro 15, 2026
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Vice-presidente da Tanzânia renuncia e anuncia retirada da política

John Nchimbi, Vice-Presidente da República Unida da Tanzânia, anunciou formalmente a sua decisão de abdicar do cargo e retirar-se da política activa a partir de 4 de Setembro de 2026. A comunicação foi divulgada na terça-feira a partir dos gabinetes governamentais na capital, Dodoma.

Nchimbi revelou que já enviou a sua carta de renúncia à Presidente Samia Suluhu Hassan, fundamentando a sua decisão em disposições constitucionais contempladas no artigo 50, número 2, alínea c), e no artigo 149, número 2, da Constituição tanzaniana, que possibilitam a nomeação de um novo sucessor.

Na missiva, Nchimbi recordou o compromisso assumido com a Chefe de Estado em Agosto de 2025, quando prometeu servir com lealdade e, caso houvesse necessidade de remodelação na vice-presidência, afastar-se. O ex-governante expressou estar convencido da intenção de mudança da Presidente, cumprindo assim a palavra dada.

O político manifestou a sua gratidão à Presidente, ao partido no poder, Chama Cha Mapinduzi (CCM), e a toda a população tanzaniana pelo apoio ao longo do seu percurso. Nchimbi afirmou que irá continuar a actuar como um cidadão leal e patriota no país.

A renúncia de Nchimbi surge num contexto de significativa atenção mediática na região da Leste Africana, apresentando novos desafios à estrutura política do partido governante à luz dos próximos ciclos de governação.

Filas em postos de combustível no Irão após anúncio de sanções económicas

No dia seguinte ao anúncio de uma operação de “asfixia económica” contra o Irão, diversas filas começaram a formar-se nos postos de combustível em várias cidades do país.

A medida, que visam penalizar a economia iraniana, gerou preocupação entre os cidadãos, que rapidamente passaram a buscar garantir o abastecimento de combustível.

As imagens captadas em vários locais demonstram a afluência de pessoas, motivadas pela insegurança económica e pelo receio de escassez. A operação foi anunciada por autoridades internacionais e enraizou um clima de incerteza no país, levando muitos a temer que a situação possa afectar não apenas o transporte, mas também a vida quotidiana de milhões de iranianos.

Os especialistas já preveem um impacto significativo nos sectores económicos já fragilizados, o que levanta preocupações sobre as consequências sociais e políticas que poderão advir destas novas sanções.

Enquanto isso, a população continua a reagir à situação, com esperanças de que a crise possa ser resolvida rapidamente, mas conscientes da gravidade da situação vigente.

Desnutrição crónica causa morte de 21 crianças em Nampula

Uma trágica realidade tem assolado a província de Nampula, onde a desnutrição crónica está a levar à morte de crianças vulneráveis. Segundo informações oficiais, 21 crianças perderam a vida nos últimos meses devido a complicações associadas a esta condição.

Muitos dos casos reportados correspondem a regiões onde o acesso a alimentos nutritivos é severamente limitado, resultado de factores socioeconómicos e climáticos adversos. A situação está a gerar preocupações crescentes entre profissionais de saúde e organizações não governamentais, que clamam por uma resposta imediata e efectiva para mitigar os efeitos devastadores da desnutrição.

Autoridades locais estão a intensificar esforços para identificar as comunidades mais afectadas, implementando programas de saúde e nutrição, bem como campanhas de sensibilização sobre a importância da alimentação equilibrada, especialmente entre as populações mais jovens.

Os dados revelam que a desnutrição crónica em Moçambique é um problema persistente que afecta uma significativa parcela da população infantil, colocando em risco o futuro do país. As autoridades apelam à solidariedade e ao envolvimento da sociedade civil para enfrentar esta emergência nacional.

O governo, juntamente com parceiros internacionais, está a trabalhar no desenvolvimento de estratégias abrangentes para combater a desnutrição e promover a segurança alimentar, reconhecendo a urgência de abordar este desafio crítico que compromete a vida e o desenvolvimento das crianças moçambicanas.

Assalto a armazém em Tete resulta em detenção de dois suspeitos e furto de 117 pneus

Dois indivíduos foram detidos na cidade de Tete, acusados de integrarem um grupo de seis pessoas envolvidas no furto de 117 pneus de veículos pesados, provenientes de um armazém de propriedade de um cidadão chinês.

Este crime resultou num prejuízo superior a três milhões de meticais para o empresário afectado.

De acordo com informações divulgadas pela Polícia da República de Moçambique (PRM), a subtracção iniciou há cerca de duas semanas.

Os suspeitos teriam arrombado o tecto do armazém, permitindo o acesso aos pneus, que eram retirados gradualmente e armazenados temporariamente num estabelecimento comercial situado ao longo da Estrada Nacional Número Sete. A mercadoria era posteriormente transportada numa viatura “chapa” com destino a Moatize.

Os dois detidos foram apanhados em flagrante na noite de domingo. Durante a operação, a polícia apreendeu a viatura, nove pneus e uma quantia de 25 mil meticais, os quais, segundo as autoridades, seriam utilizados para subornar os agentes da Polícia. Ao serem apresentados à Imprensa, os detidos admitiram que foram surpreendidos durante a actividade criminosa, mas alegaram que apenas prestavam um serviço de transporte, desconhecendo a origem ilícita dos pneus. Revelaram ainda que os indivíduos que os contrataram, incluindo dois guardas, encontram-se foragidos.

Morre Dolly Parton, lenda da música country, aos 80 anos

Dolly Parton, a renomada cantora de música country, faleceu aos 80 anos. O anúncio foi feito pelo sobrinho, Brian Seaver, que também desempenhava a função de chefe de segurança da artista. 

Em um vídeo publicado no Instagram, Brian declarou: “O meu nome é Brian Seaver, filho de Cassie Parton, e estou aqui hoje a representar as famílias Parton e Owens para anunciar o falecimento da minha tia, Dolly Rebecca Parton Dean”.

Brian partilhou que Dolly lhe havia pedido, há anos, que fizesse um anúncio em vídeo em relação à sua morte, um momento que ele reconheceu como um peso difícil de suportar. “Como chefe de segurança dela por mais de duas décadas — função que o meu pai, Larry, exerceu antes de mim —, eu imaginava o peso deste momento, mas não o tinha sentido de verdade até agora”, acrescentou.

Na sexta-feira passada, Dolly Parton havia admitido que a sua saúde estava a deteriorar-se desde a morte do seu marido, Carl Dean, no ano passado. “Estou a lidar com alguns problemas de saúde aos quais não dei a devida atenção enquanto cuidava do Carl”, revelou a artista.

Nascida em 1946, no Tennessee, Dolly Parton cresceu numa família de poucas posses e começou a gravar música aos 13 anos. Ao longo dos anos, tornou-se um símbolo da música country e uma figura cultural de grande influência, sendo aplaudida pelo seu talento artístico, generosidade e espírito empreendedor.

Considerada uma das figuras mais importantes da música country e uma das artistas mais reconhecidas da cultura popular dos Estados Unidos, Parton mudou-se para Nashville com o objectivo de construir uma carreira profissional, deixando um legado duradouro na indústria musical.

Guterres alerta para limites de superpotências e necessidade de reforma na ONU

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, sublinhou a importância da organização numa época em que as superpotências enfrentam limitações no seu poder.

Em uma entrevista ao Financial Times, Guterres afirmou que “chegou a hora de as superpotências entenderem os limites do seu poder”, referindo-se aos conflitos actuais entre a Rússia e a Ucrânia, bem como entre os Estados Unidos e o Irão. Ele observou que ambos os países inicialmente estimaram um desfecho rápido para as suas guerras, mas a realidade demonstrou a dificuldade em impor a sua vontade.

Guterres expressou preocupação com o surgimento de um mundo multipolar, onde potências emergentes, como a Índia e os estados do Golfo, estão a desempenhar um papel mais significativo no sistema internacional. O secretário-geral alertou que esta multipolaridade pode resultar em “mais competição e, eventualmente, em mais confrontos”, fazendo uma referência histórica à Europa antes da Primeira Guerra Mundial, que também era caracterizada por uma estrutura multipolar.

Sobre as críticas à ONU, que é vista por alguns como “silenciosa”, Guterres assegurou que a organização tem se manifestado de forma clara em relação ao conflito na Ucrânia, os atentados de 7 de Outubro e as tragédias em Gaza. Ele afirmou que a ONU não “entrou em colapso” e que, apesar das dificuldades, as agências têm conseguido adaptar-se rapidamente.

O secretário-geral reconheceu a necessidade de reformar a composição do Conselho de Segurança da ONU, destacando que a presença de três membros permanentes europeus é “insustentável” e que o Conselho precisará de se ajustar ao peso relativo das várias potências globais. Guterres frisou que qualquer consenso sobre a inclusão de novos membros deverá ser alcançado através do diálogo.

Por último, Guterres afirmou que, embora possua “voz”, não detém o poder significativo, rejeitando qualquer ideia de inacção em relação a conflitos mundiais. Ele mencionou a sua visita ao Chipre, uma ilha dividida desde 1974, como um exemplo do seu compromisso com a mediação de crises.

A declaração de Guterres ressoa numa altura em que a comunidade internacional observa atentamente os seus desdobramentos, realçando a necessidade de uma ONU forte e adaptável.

Indignação com redução da frota da LAM a apenas um avião operacional

A companhia aérea moçambicana Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) encontra-se sob uma forte onda de indignação por parte dos seus passageiros e da opinião pública, após a drástica redução da sua frota a apenas um avião operacional.

A situação, que afecta directamente a capacidade de transportar passageiros e cargas, levanta preocupações sobre a continuidade dos serviços e a viabilidade da companhia.

Os últimos acontecimentos culminaram na suspensão de várias rotas, deixando muitos viajantes em situações precárias. O desconforto agravou-se com o aumento dos custos das passagens e a escassez de informações claras sobre as operações da empresa. As queixas de utentes e de agentes de viagens têm aumentado, revelando um descontentamento generalizado em torno da gestão da LAM.

Fontes próximas à empresa indicam que os problemas operacionais estão relacionados com a manutenção inadequada das aeronaves e a falta de investimentos necessários para renovar a frota. A situação actual deixa em suspenso a capacidade de a LAM competir eficazmente com outras companhias aéreas na região, limitando as opções de viagem para os cidadãos moçambicanos e turistas.

Em resposta a este cenário, a LAM ainda não se pronunciou oficialmente sobre planos futuros para a expansão da sua frota ou sobre possíveis medidas para restabelecer a confiança dos seus clientes. A comunidade aguarda, com expectativa, uma posição clara da direcção da companhia quanto à resolução desta crise que afecta não só a sua operação, mas também a imagem do transporte aéreo em Moçambique.

Matola: Colisão em Texlom deixa dois camiões completamente carbonizados

Na noite de segunda-feira, ocorreu um grave acidente rodoviário na zona de Texlom, no município da Matola, quando um camião de transporte de ferro cromo embateu na lateral de outro camião de carga.

Este incidente resultou em explosões em ambos os veículos, que ficaram completamente carbonizados.

O porta-voz da Polícia de Trânsito, José Novela, confirmou que não houve vítimas mortais, mas os danos materiais foram consideráveis, com a total carbonização da carga de ferro cromo e tijoleiras. Novela explicou que se presume que o motorista do camião de ferro cromo tenha excedido a velocidade devido à fadiga, o que culminou na colisão com o veículo que transportava tijoleiras, este último avariado e estacionado sem o uso adequado de sinalização ou cones.

Os implicados no acidente deverão ser responsabilizados pelas consequências deste evento trágico. O porta-voz da polícia esclareceu que os bombeiros estiveram no local para apagar as chamas e prevenir a ocorrência de outros incidentes, tendo também procedido à remoção dos camiões a fim de facilitar a circulação dos automobilistas e aliviar o habitual congestionamento.

José Novela fez um apelo aos condutores para terem atenção às questões da velocidade excessiva, utilização de telemóveis e consumo de bebidas alcoólicas, enfatizando a importância da responsabilidade ao volante para a redução de acidentes e preservação de bens.

Imóvel de ex-director do INSS em leilão para pagar dívida bancária

Um imóvel pertencente a um ex-quadro sénior do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) será leiloado na próxima semana, como parte de um processo de execução fiscal relacionado a uma dívida bancária. O leilão, marcado para o dia 15 de Outubro, ocorrerá nas instalações do tribunal da cidade de Maputo.

De acordo com fontes judiciais, o imóvel em questão encontra-se registado em nome do ex-funcionário público, que acumulou uma dívida significativa, resultante de um empréstimo não saldado junto de uma instituição financeira. O montante devido ultrapassa três milhões de meticais, o que levou a instituição a recorrer ao tribunal para a liquidação do débito.

O leilão do bem, que inclui uma casa situada num bairro nobre da capital, é visto como uma solução necessária para a recuperação do valor em dívida. A venda será conduzida por um agente de execução, conforme estipulado nas normas legais vigentes, e está aberta a todos os interessados.

Entretanto, ainda não se estabeleceu qualquer contacto com o ex-quadro do INSS, sendo que a sua localização actual permanece desconhecida pelas autoridades. Este processo levanta questões sobre a responsabilidade financeira de ex-servidores públicos e a gestão de dívidas no contexto moçambicano.

O leilão não só visa a recuperação de créditos por parte da instituição financeira como também serve de alerta para outros devedores, numa altura em que a economia nacional enfrenta desafios que exigem rigor na administração de bens e serviços.

Supremo Tribunal notifica Venâncio Mondlane para julgamento

O político moçambicano Venâncio Mondlane anunciou que foi oficialmente notificado pelo Tribunal Supremo para ser julgado no contexto das manifestações que sucederam às eleições. Mondlane enfrenta cinco acusações, que incluem desobediência e incitamento ao terrorismo.

Durante uma transmissão em directo na sua conta oficial de Facebook, Mondlane afirmou que o julgamento está agendado para ocorrer dentro dos próximos dois a três meses, com a data específica a ser definida brevemente. O político destacou a singularidade do seu caso, referindo-se a ele como o primeiro ocorrido na história do país em que um candidato presidencial é julgado pelo Supremo Tribunal por acusações relacionadas a actos de terrorismo.

Mondlane liderou uma contestação contra os resultados das eleições de 2024, que culminaram na vitória de Daniel Chapo, apoiado pela Frelimo, partido no poder. O objectivo das manifestações que convocou foi a reivindicação da “verdade eleitoral”. “Estou pronto, tranquilo, preparado para essa batalha. É uma fase de que o país está a precisar”, afirmou, sublinhando a possibilidade de que a situação política venha a mudar.

O político, que se posicionou como o segundo candidato mais votado nas eleições, exprimiu que o povo e a justiça serão os seus principais testemunhos no julgamento, destacando a importância da verdade e dos factos que sustentam o seu caso.

Moçambique atravessou um período de agitação social entre Outubro de 2024 e Março de 2025, impulsionado por manifestações e paralisações, que resultaram em confrontos com a polícia e levaram a um elevado número de fatalidades. Organizações não governamentais reportaram a morte de mais de 400 cidadãos durante este período conturbado.

O Ministério Público de Moçambique acusa Mondlane de ter incitado uma “revolução” durante os protestos, o que, segundo a acusação, resultou em pânico e terror generalizados na população. O despacho de acusação alega que os apelos de Mondlane às greves e protestos contribuíram para a deterioração da ordem pública e causaram danos significativos.

As acusações contra o político incluem apologia ao crime, instigação à desobediência coletiva e incitamento ao terrorismo, podendo levar a uma pena superior a 20 anos de prisão. O Ministério Público refere que as suas declarações provocaram uma paralisia nos serviços públicos e privados e levaram a um clima de insegurança no país.

Como membro do Conselho de Estado, Mondlane goza de um estatuto que lhe confere imunidade, conforme a legislação vigente. O artigo 15.º da Lei n.º 5/2005 estipula que nenhum conselheiro pode ser detido ou preso sem autorização prévia do Conselho, exceto em casos de crime flagrante. O mesmo artigo determina que qualquer procedimento criminal contra um conselheiro deve ser precedido de deliberação do Conselho sobre a suspensão do membro para o seguimento do processo.

Vagas de emprego do dia 26 de Agosto de 2026

Foram publicadas hoje, dia 26 de Agosto no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Finance Control Manager

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Finance Control Manager. Saiba mais.

2. Vaga para Executive Associate

A UNICEF pretende recrutar um (1) Executive Associate. Saiba mais.

3. Vaga para Project Director

A Segula Technologies pretende recrutar um (1) Project Director. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Chief Operating Officer

A Segula Technologies pretende recrutar um (1) Chief Operating Officer. Saiba mais.

2. Vaga para Regulatory & Compliance Lead

A McDermott International pretende recrutar um (1) Regulatory & Compliance Lead. Saiba mais.

3. Vaga para Partnerships Specialist

A UNOPS pretende recrutar um (1) Partnerships Specialist. Saiba mais.

4. Vaga para Administration Manager

A Segula Technologies pretende recrutar um (1) Administration Manager. Saiba mais.

5. Vaga para Warehouse Supervisor

A AB InBev pretende recrutar um (1) Warehouse Supervisor. Saiba mais.

6. Vaga para Distribution Supervisor

A AB InBev pretende recrutar um (1) Distribution Supervisor. Saiba mais.

7. Vaga para Gestor de Projecto

A N’weti pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Projecto. Saiba mais.

8. Vaga para Safeguarding Associate Field Manager

A GiveDirectly pretende recrutar um (1) Safeguarding Associate Field Manager. Saiba mais.

9. Vaga para Network Developer

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Network Developer. Saiba mais.

10. Vaga para Technical Manager Terminals

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Technical Manager Terminals. Saiba mais.

11. Vaga para Purchasing Manager

O Minor Hotels pretende recrutar um (1) Purchasing Manager. Saiba mais.

12. Vaga para Operations Lead (Senior Manager)

A GiveDirectly pretende recrutar um (1) Operations Lead (Senior Manager). Saiba mais.

13. Vaga para Transport Analyst

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Transport Analyst. Saiba mais.

14. Vaga para Principal Project Engineer (Eng)

A McDermott International, Ltd pretende recrutar um (1) Principal Project Engineer (Eng). Saiba mais.

15. Vaga para Administrador de Vendas

A DHL pretende recrutar um (1) Administrador de Vendas. Saiba mais.

16. Vaga para Field Manager

A GiveDirectly pretende recrutar um (1) Field Manager. Saiba mais.

17. Vaga para Oficial de Monitoria, Avaliação & Aprendizagem

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um (1) Oficial de Monitoria, Avaliação & Aprendizagem. Saiba mais.

18. Vaga para Transit Representative

A DP World pretende recrutar um (1) Transit Representative. Saiba mais.

19. Vaga para Buyer

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Buyer. Saiba mais.

20. Vaga para Program Manager

A GiveDirectly pretende recrutar um (1) Program Manager. Saiba mais.

21. Vaga para Senior Contract Administrator/ Senior Cost Controller Office

A SGS pretende recrutar um (1) Senior Contract Administrator/ Senior Cost Controller Office. Saiba mais.

23. Vaga para Senior Security Specialist

A McDermott pretende recrutar um (1) Senior Security Specialist. Saiba mais.

24. Vaga para LRP Officer (LRP)

A Catholic Relief Services (CRS) pretende recrutar um (1) LRP Officer (LRP). Saiba mais.

25. Vaga para Consultoria

O Ministério da Saúde (MISAU) pretende recrutar uma (1) Empresa de Consultoria para Avaliação, Dimensionamento e Optimização da Infraestrutura de Conectividade de Internet e Segurança Digital do Ministério da Saúde. Saiba mais.

26. Vaga para Gestor de Projecto

A Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Gestor de Projecto. Saiba mais.

27. Vaga para Assistente de Tecnologias da Informação e Comunicação

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Assistente de Tecnologias da Informação e Comunicação. Saiba mais.

28. Vaga para Gestor de Recursos Humanos

A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) Gestor de Recursos Humanos. Saiba mais.

29. Vaga para Operator Administrator

A Eazi Access pretende recrutar um (1) Operator Administrator. Saiba mais.

30. Vaga para HR Administrator

A Eazi Access pretende recrutar um (1) HR Administrator. Saiba mais.

31. Vaga para Site Supervisor

A Eazi Access pretende recrutar um (1) Site Supervisor. Saiba mais.

32. Vaga para Gestor Comercial Sénior — Carteira Empresas (Crédito, Seguros e Contabilidade)

A EKITALCI pretende recrutar um (1) Gestor Comercial Sénior — Carteira Empresas (Crédito, Seguros e Contabilidade). Saiba mais.

Homicídio de mulher em Vilankulo gera investigação policial

A Polícia da República de Moçambique (PRM) está a conduzir investigações a um caso de homicídio agravado ocorrido no distrito de Vilankulo, situado na província de Inhambane.

Foi encontrado o corpo de uma mulher numa mata, o qual apresenta sinais de agressão e violação sexual. A porta-voz da PRM, Nércia Bata, revelou que as autoridades estão empenhadas em identificar e responsabilizar os autores deste crime hediondo.

As investigações prosseguem, e a polícia apela à população para colaborar com informações que possam ajudar na resolução deste caso.

Justiça síria condena ex-mufti a prisão perpétua por incitação ao ódio

A justiça síria anunciou a condenação à prisão perpétua do antigo mufti Ahmed Badreddin Hassoun, que exerceu a sua função durante o regime do ex-Presidente Bashar al-Assad.

A decisão foi tomada no contexto de um processo conduzido por novas autoridades islamistas, reflectindo um endurecimento das medidas contra figuras associadas ao antigo regime.

Hassoun, que ocupou o cargo religioso durante 16 anos, manteve uma estreita relação com Al-Assad, sendo frequentemente visto ao seu lado em eventos de grande relevância religiosa. O tribunal de Damasco emitiu a sentença na presença do arguido, considerando-o culpado de incitar à guerra civil e aos conflitos confessionais.

Além da pena máxima, o tribunal impôs outras penas de prisão que variam entre três e 20 anos, sendo que as acusações incluem “incitamento intencional ao homicídio”, “participação directa” em homicídios e incitação ao ódio confessional e racial. No âmbito desta decisão, foi também determinada a confiscação dos bens de Hassoun.

Esta condenação marca um ponto de viragem, sendo a primeira sentença proferida contra uma autoridade religiosa no quadro dos processos judiciais instaurados contra Bashar al-Assad e as suas associações.

Talibãs proíbem todas as manifestações no Afeganistão com nova lei policial

O Governo talibã anunciou a aprovação de uma nova legislação que proíbe todas as manifestações no Afeganistão, ampliando os poderes das forças de segurança para manter a ordem pública, incluindo a autorização para o uso de armas e outros meios coercitivos.

A nova lei, aprovada pelo líder supremo talibã Hibatullah Akhundzada, é composta por cinco capítulos e 53 artigos, conforme informado pelo Ministério da Justiça local à agência de notícias espanhola EFE. O artigo 50.º da legislação estipula que “qualquer tipo de manifestação em território afegão é proibido”, consolidando uma prática que já se encontrava em vigor desde a ascensão dos talibãs ao poder, em Agosto de 2021.

Nos primeiros meses após a tomada de Cabul, as manifestações continuaram, muitas delas lideradas por mulheres em protesto contra as restrições à educação, ao emprego e à participação pública. As autoridades responderam com detenções, dispersão de ajuntamentos e um aumento nas restrições à convocação de manifestações, resultando na drástica diminuição de protestos organizados.

A nova legislação elimina o enquadramento jurídico para qualquer mobilização deste tipo, proibindo completamente as manifestações sem distinção entre protestos pacíficos, marchas políticas e outras concentrações cívicas. A polícia, referida no texto como “Shurta”, deverá cooperar com o Ministério da Propagação da Virtude e da Prevenção do Vício na imposição de restrições à exibição de imagens nas vias públicas.

Entre os meios autorizados para manter a ordem, a lei permite o uso de canhões de água, algemas, bastões de borracha, escudos, arame farpado, barreiras metálicas, armas de fogo, munições e explosivos, conforme o artigo 37.º. O diploma também autoriza o uso de armas de fogo em situações de levante, crimes à mão armada e confrontos armados. Adicionalmente, a legislação restringe a divulgação de informações pelos agentes da autoridade, proibindo-os de revelar dados cuja disseminação possa causar danos a pessoas ou ao “interesse público”.

Num exemplo recente, um protesto em Herat contra a detenção arbitrária de mulheres foi severamente reprimido pelas forças talibãs, resultando na morte de pelo menos duas pessoas e ferindo mais de 20, segundo relatórios da ONU.

A nova lei formaliza, portanto, parte do sistema policial que os talibãs têm vindo a desenvolver desde o seu regresso ao poder, consagrando proibições e práticas que, até ao momento, eram implementadas via ordens e decretos das autoridades de segurança.

Estudante moçambicano cria drone para levar medicamentos a zonas remotas

Cleiton Michaque, um estudante do primeiro ano de Engenharia Electrónica na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), está a desenvolver um drone com capacidade para transportar até três quilogramas de carga e com autonomia de até 200 quilómetros.

O objectivo é facilitar a distribuição de medicamentos em áreas remotas de Moçambique, onde as condições de transporte terrestre são frequentemente limitadas por cheias ou estradas em mau estado.

“Em vez de usar a terra, podemos utilizar o ar, as vias aéreas. Desenvolvi este sistema de entrega para auxiliar os pilotos na distribuição de medicamentos”, afirmou Cleiton, em conversa com a Lusa. Ele observou as dificuldades enfrentadas por motociclistas na entrega de produtos essenciais em localidades afastadas da província de Maputo e decidiu adaptar tecnologias normalmente utilizadas em filmagens e competições para uma solução logística.

O protótipo do drone, actualmente em fase final de testes, já realiza voos experimentais de cerca de dois quilómetros a partir do bairro Tsalala, na cidade de Maputo. Equipado com GPS e um sistema de navegação autónoma, o aparelho segue rotas previamente programadas, entrega a carga no destino e regressa automaticamente ao ponto de partida. O modelo, que utiliza baterias importadas da África do Sul, permite actualmente voos com duração entre 30 a 45 minutos.

Para garantir a segurança, a carga máxima transportada nos ensaios foi limitada a dois quilogramas, embora tecnicamente suporte até três. Cleiton sublinha que este drone é capaz de continuar a operar mesmo em condições adversas, como ventos fortes.

O estudante começou a criar drones em 2019, recorrendo inicialmente ao computador do pai para aprender programação e electrónica de forma autodidata. O processo de construção de um drone exige conhecimentos sólidos de diferentes áreas, incluindo electrónica, programação, mecânica e impressão 3D, além de um investimento significativo, uma vez que a maioria dos componentes deve ser importada.

Com todos os materiais disponíveis, Cleiton estima ser capaz de produzir até cinco drones por dia, almejando chegar a uma centena em duas semanas. Contudo, destaca que aplicar esse conhecimento vai muito além de simplesmente juntar peças, referindo que é necessária uma abordagem meticulosa e prática para garantir o funcionamento adequado do equipamento.

Ao longo da sua jornada, Cleiton enfrentou desafios não apenas financeiros, mas também emocionais. Recorda noites sem dormir a resolver problemas de programação e momentos de frustração quando os primeiros drones não funcionavam como esperado. Contudo, o incentivo do seu pai foi crucial, ajudando-o na compra dos primeiros materiais.

Desde então, já construiu um total de 14 drones, que utiliza para diversas finalidades, incluindo filmagens, mapeamento e transporte, e guarda todos os protótipos num expositor no seu quarto. Recentemente, teve a oportunidade de participar em iniciativas internacionais de tecnologia, incluindo uma visita ao Japão, e tem sido convidado a apresentar o seu trabalho em várias instituições de ensino.

Paralelamente ao seu projeto, Cleiton criou o Centro de Criação e Controlo, onde já formou 17 jovens em pilotagem, programação e montagem de drones, com o intuito de oferecer alternativas de formação a jovens em situação de vulnerabilidade.

O estudante já recebeu propostas de colaboração de empresas interessadas em utilizar os drones para atividades de filmagem, cartografia e monitorização. Ele está a consolidar uma startup dedicada ao fabrico, manutenção e comercialização de drones, com o ambicioso objectivo de criar uma empresa moçambicana especializada na tecnologia de drones.

Além de continuar a desenvolver a sua startup, Cleiton também planeia candidatar-se a bolsas de estudo em várias partes do mundo, incluindo Japão, Portugal e Califórnia, Estados Unidos, tendo Portugal como prioridade devido à proximidade linguística, para aprofundar os seus conhecimentos e criar soluções adaptadas às necessidades de Moçambique.

Ministro da Saúde promove cirurgias complexas em Chimoio

O Ministro da Saúde de Moçambique, Armindo Tiago, iniciou uma campanha de cirurgias complexas na cidade de Chimoio, na província de Manica.

Esta iniciativa visa melhorar o acesso a intervenções cirúrgicas de elevado risco para a população local, garantindo que os pacientes possam receber cuidados médicos de qualidade e necessários para a sua saúde.

A campanha, que decorre nas instalações do Hospital Provincial de Manica, abrange diversas especialidades médicas, abrangendo desde cirurgias ortopédicas até intervenções cardiovasculares. Durante a sua visita, o Ministro sublinhou a importância de levar cuidados médicos especializados a áreas menos favorecidas do país, onde frequentemente as condições de saúde da população são comprometidas pela falta de recursos.

Cerca de 150 pacientes foram seleccionados para as operações, que se realizarão ao longo da próxima semana. O objectivo é proporcionar tratamento a aqueles que aguardam há longos períodos por cirurgias e que, devido a diversas circunstâncias, enfrentam dificuldades em deslocar-se a unidades hospitalares mais equipadas.

Além do apoio cirúrgico, a campanha contempla também a realização de sessões de formação para a equipa médica local, visando capacitar os profissionais de saúde da região. O Ministro da Saúde enfatizou que esta abordagem contribuirá significativamente para o fortalecimento do sistema de saúde em Manica.

Esta iniciativa é parte de um esforço mais abrangente do Governo moçambicano para melhorar a prestação de serviços de saúde em todo o país, especialmente em áreas rurais e com menor acesso a cuidados médicos avançados. Com esta campanha, espera-se não só tratar os pacientes, mas também criar um impacto positivo a longo prazo na qualidade do atendimento médico na região.

Camiões incendiados em operação policial contra crime no Rio de Janeiro

Uma grande operação policial está em curso no Complexo de Israel, uma área marcada por disputas territoriais entre grupos criminosos, no norte do Rio de Janeiro. 

A acção envolve centenas de operacionais da Polícia Militar, incluindo 200 agentes, 40 viaturas ligeiras, 15 motos, cinco veículos blindados, além de drones e uma aeronave equipada com tecnologia de imagem.

Os esforços têm como principal objectivo conter as acesas disputas entre o Terceiro Comando Puro (TCP) e o Comando Vermelho, duas das maiores facções criminosas brasileiras. De acordo com fontes policiais, a operação visa também combater práticas de intolerância contra minorias religiosas, particularmente praticantes de religiões de matriz africana e outros grupos cristãos.

Logo que a operação iniciou, membros de facções criminosas responderam colocando fogo em quatro camiões na Avenida Brasil, uma das principais artérias da cidade. Apesar de a circulação na via já estar encerrada devido a medidas de segurança, a ação dos criminosos destaca a intensidade da resistência enfrentada pela polícia.

A Polícia Militar já reportou a detenção de quatro homens e a apreensão de armamento significativo, incluindo dois fuzis e granadas. Não foram registados feridos até ao momento, mas a operação continua em desenvolvimento, com a colaboração de engenheiros e logística, incluindo o uso de retroescavadoras e veículos de reboque.

A operação desta segunda-feira é a segunda fase de uma intervenção que começou na sexta-feira na região da Cidade Alta. O sucesso da fase anterior permitiu a estabilização da área e a desobstrução de várias vias utilizadas pela população local.

Entretanto, a confrontação entre os policiais e os criminosos resultou em intensa troca de tiros durante a madrugada, levando à suspensão das actividades em oito escolas públicas e duas unidades de saúde por questões de segurança. A operação reflete a determinação das autoridades em restaurar a ordem e combater a criminalidade e suas diversas facetas no estado do Rio de Janeiro.

INSS investe em capacitação para fortalecer a contratação pública

O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) inicia um curso de capacitação para os seus funcionários envolvidos nos processos de contratação pública, tendo em vista os novos desafios legais que o sector enfrenta.

A formação decorre no distrito de Marracuene, na província de Maputo, e conta com a participação de 29 funcionários oriundos de diversas províncias e dos serviços centrais do INSS. Estes profissionais são responsáveis pelas Unidades Gestoras e Executoras das Aquisições (UGEA).

A formação, que se estenderá até 28 de Agosto, tem como objectivo harmonizar procedimentos e actualizar os conhecimentos dos profissionais que trabalham directamente nos processos de contratação pública. Durante a cerimónia de abertura, o director do Seguro Social do INSS, Daniel Manuel Simbanai, representando a Direcção-Geral, sublinhou a relevância da iniciativa. Simbanai afirmou que o reforço das competências técnicas da equipa permitirá à instituição observar com rigor as leis, normas e princípios éticos que regem a contratação pública.

Os processos elaborados pelas UGEAs têm de ser submetidos às entidades competentes para uma apreciação que verifique a quantidade, qualidade e legalidade das propostas. A capacitação é especialmente pertinente num contexto marcado por alterações no quadro jurídico das contratações públicas, em particular no que se refere ao Decreto n.º 46/2026, que modifica o Regulamento de Contratação de Empreitadas de Obras Públicas, Fornecimento de Bens e Prestação de Serviços ao Estado, aprovado pelo Decreto n.º 79/2022, de 30 de Dezembro.

Os tópicos abordados na formação incluem o papel do Ministério Público na fiscalização da legalidade dos processos de contratação pública, assim como a implementação do regime excepcional previsto no Decreto n.º 79/2022, com ênfase no ajuste directo. O curso também abrange conteúdos sobre modificações contratuais, códigos de conduta, combate à corrupção, fiscalização prévia e o regime jurídico da contratação pública.

Samuel Rututo, em representação dos formadores, elogiou o INSS pela realização do curso, sublinhando a necessidade dos profissionais se manterem actualizados com as mudanças introduzidas pelos novos instrumentos legais. A formação é conduzida por especialistas do Ministério Público, da Unidade Funcional de Supervisão das Aquisições (UFSA), do Tribunal Administrativo e do Gabinete Central de Combate à Corrupção, órgãos com funções relevantes na supervisão e promoção da legalidade nas contratações.

Com esta iniciativa, o INSS visa garantir que as UGEAs estejam adequadamente preparadas para responder às exigências do novo quadro legal, minimizar riscos nos processos administrativos e fortalecer mecanismos de transparência e integridade institucional.

ExxonMobil adjudica contractos de 1,1 mil milhões de dólares para o Rovuma LNG

A ExxonMobil, juntamente com os seus parceiros, adjudicou aproximadamente 1,1 mil milhões de dólares em contractos de pré-investimento para equipamentos destinados ao projecto Rovuma LNG, localizado na província de Cabo Delgado, em Moçambique.

Este avanço representa um dos sinais mais evidentes de que o megaprojecto de gás natural liquefeito está a caminho de uma decisão final de investimento, prevista ainda para este ano. A informação foi divulgada num comunicado pela ExxonMobil, ao qual a AIM teve acesso.

A gigante norte-americana tem acelerado os preparativos para a construção do projecto Rovuma LNG, o que reforça as perspectivas de concretização do maior projecto de gás natural liquefeito do país. O comunicado sublinha que a adjudicação dos contractos constitui um marco significativo, evidenciando o compromisso dos parceiros para com o desenvolvimento do projecto, que se tem encontrado condicionado por anos de instabilidade militar na província de Cabo Delgado.

A iniciativa surge num contexto de crescente pressão nos mercados internacionais de energia, exacerbada pelas perturbações no abastecimento originadas no Médio Oriente. Essa instabilidade tem reforçado os argumentos a favor da diversificação das fontes globais de GNL, podendo beneficiar projectos localizados fora do Golfo.

O Rovuma LNG esteve inactivo desde 2021, quando uma ofensiva de grupos armados islamistas forçou a suspensão das actividades na região de Palma, onde o projecto se encontra. Essa situação resultou em mortes e numa crise de segurança que impactou directamente os investimentos no sector do gás na região.

Embora os riscos continuem a ser um factor relevante, os promotores parecem determinados a preparar o terreno para uma retoma efectiva. No início deste mês, a ExxonMobil também assinou um contrato não vinculativo de engenharia e de aquisição com um consórcio de empreiteiros liderado pela italiana Saipem.

O custo global do Rovuma LNG é estimado em aproximadamente 30 mil milhões de dólares, posicionando-se como um dos maiores investimentos privados alguma vez concebidos em Moçambique. A ExxonMobil atua como operadora do projecto, em colaboração com a empresa italiana Eni, a chinesa CNPC, a sul-coreana Kogas e a XRG, de Abu Dhabi.

A decisão final de investimento, anteriormente prevista para o final de 2025, foi adiada para 2026. Contudo, a recente aceleração nos contratos de pré-investimento eleva as expectativas de que a decisão venha a ser tomada ainda este ano.

Após uma visita à província, o relator especial das Nações Unidas, Ben Saul, manifestou que uma solução militar para o conflito não parece iminente, alertando para o agravamento da frequência e gravidade dos ataques contra civis ao longo do último ano. Para Alex Munton, director de gás e GNL global do Rapidan Energy Group, a situação de segurança na região continua a ser “grave, mas controlável”.

O analista observou que o contexto internacional está a criar uma oportunidade adicional para projectos como o Rovuma LNG, salientando que a pressão por diversificação do abastecimento, num cenário de perturbações prolongadas no fornecimento de GNL do Golfo do Médio Oriente, é um factor determinante.

Com cerca de um terço do fornecimento mundial de GNL a concentrar-se na região do Golfo, qualquer interrupção poderá forçar os grandes consumidores globais a procurar fontes alternativas de abastecimento, tornando Moçambique relevante nesse novo quadro.

O projecto Rovuma LNG, juntamente com outros projectos de GNL, passa a ser visto como uma alternativa viável para responder à crescente procura por fornecimentos mais diversificados geograficamente. A diretora de gás e GNL da consultora Energy Aspects, Livia Gallarati, destaca o interesse crescente dos mercados em torno do Rovuma, prevendo que a capacidade de produção do projecto atinja cerca de 18 milhões de toneladas de GNL anualmente, uma dimensão semelhante à unidade Golden Pass, no Texas, onde a ExxonMobil iniciou a produção em Março.

A ExxonMobil continua a expandir e diversificar a sua capacidade de produção em várias regiões do mundo, já com operações de GNL na Papua-Nova Guiné, Austrália e Qatar.

Rei da Noruega enfrenta graves complicações de saúde

O estado de saúde do rei Harald V da Noruega, de 89 anos, apresentou uma deterioração durante o fim-de-semana, conforme anunciado pelo Palácio Real norueguês.

O monarca, que detém o título de rei com o reinado mais longo na Europa, encontra-se hospitalizado devido a complicações advindas de uma doença sanguínea.

O rei Harald, que sofre de anemia hemolítica, uma condição caracterizada pela destruição anormalmente rápida dos glóbulos vermelhos, está internado no Hospital Nacional de Oslo há quase uma semana. Em comunicado oficial, o palácio informou que “o estado de saúde de Sua Majestade, o Rei, agravou-se durante o fim-de-semana”, acrescentando que o monarca “está a receber antibióticos para tratar uma infecção bacteriana no sangue e tem respondido bem ao tratamento”.

Desde a sua ascensão ao trono em 1991, o monarca tem enfrentado diversos problemas de saúde, mas sempre manteve a determinação de não abdicar. Nos últimos dias, vários membros da família real, incluindo o príncipe herdeiro Haakon Magnus, que exerce funções de regente na ausência do pai, visitaram o rei no hospital.

O rei foi internado na segunda-feira devido à retenção de líquidos provocada pelo tratamento com cortisona e foi sujeito a uma baixa médica de duas semanas. Estes novos problemas de saúde ocorrem num contexto de escândalos que têm afectado a família real norueguesa nos últimos meses, envolvendo especialmente a princesa herdeira, Mette-Marit, esposa de Haakon.

Recentemente, a divulgação de documentos nos Estados Unidos, no final de Janeiro, expôs a correspondência da princesa com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein entre 2011 e 2014. Além disso, Mette-Marit tem enfrentado a situação legal do seu filho, Marius Borg Høiby, condenado em Junho a quatro anos de prisão por várias violações e outras acusações, tendo interposto recurso da sentença.

Mette-Marit, aos 53 anos, também luta contra uma doença pulmonar incurável e passou por um transplante pulmonar em Julho.

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