Sociedade Ministério da Defesa de Moçambique apoia liderança feminina no exército

Ministério da Defesa de Moçambique apoia liderança feminina no exército

O Ministério da Defesa Nacional (MDN) anunciou o seu compromisso em investir na capacitação de mulheres em posições de liderança no Exército moçambicano, com o intuito de promover modelos de gestão inclusivos e transformadores.

A declaração foi feita durante a abertura de um Workshop de três dias em Maputo, que visa capacitar mulheres oficiais superiores. O evento pretende dotar estas líderes de ferramentas para implementarem um estilo de liderança transformacional, fundamental para a promoção da igualdade de género e do empoderamento das mulheres nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

Lola Paulino, representante do MDN, sublinhou a importância desta iniciativa no contexto da implementação da agenda para a mulher, destacando que o reforço das competências de liderança das mulheres oficiais é crucial para garantir a equidade no sector da defesa. “Este evento prevê uma forte componente participativa, permitindo a troca de experiências e a simulação de práticas, com vista a consolidar uma visão estratégica da liderança”, afirmou.

Os participantes do workshop terão a oportunidade de adquirir conhecimentos que lhes permitirão contribuir activamente para a agenda de Mulheres, Paz e Segurança. Além disso, a iniciativa promoverá a aplicação de princípios de liderança inclusiva nas suas funções, reforçando o compromisso institucional com a igualdade de género através de redes de colaboração entre mulheres líderes.

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Marie Kayizire, representante da ONU-Mulheres, realçou a relevância da parceria com o MDN, considerando os resultados positivos já alcançados. “Esta formação insere-se em quatro áreas temáticas de trabalho da ONU-Mulheres: participação política, liderança e tomada de decisões, paz e segurança”, explicou.

Este workshop é inédito, sendo a primeira formação destinada especificamente a mulheres militares em posições de chefia e tomada de decisão.

Coincide ainda com os 30 anos da adopção da declaração e plataformas de Beijing e os 25 anos da resolução 1325 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que enfatizam a importância das Forças Armadas na promoção da igualdade de género.