“Nós estamos preocupados com o desequilíbrio do género nos órgãos eleitorais. Desde que temos a CNE, o número de mulheres têm sido pouquíssimo e das poucas que lá costumam estar, são invisíveis, e é isso que nos preocupa” disse Sheila Mandlate, coordenadora para assuntos de participação política no Fórum.
Para já, uma semana depois do lançamento do concurso público para a seleção dos membros da sociedade civil para o novo órgão, o Fórum Mulher é a única plataforma que já assumiu publicamente estar a mexer as pedras.
“Estamos em processo de consultas com os nossos membros para avançar com as possíveis propostas de personalidades para o órgão”, disse.
Enquanto isso, a Comissão ad-hoc, responsável pela seleção dos futuros membros da CNE, reitera o perfil dos candidatos necessários, para evitar mal entendidos, diz António José Amėlia, presidente da Assembleia da República.
“É preciso que a sociedade civil participe. Se possível haver nomes já consensualizados ao nível da sociedade civil, melhor ainda para que o processo seja representativo” disse Amélia.
O Conselho de Ministros aprovou ontem (17), o decreto de revisão das medidas administrativas estabelecidas no contexto da declaração da situação de calamidade pública.
Na sessão da terça-feira (17), o governo apreciou também uma resolução inserida nos esforços visando a combate a Covid–19.
O porta-voz da sessão do Conselho de Ministros, Filimão Suázi, disse que na mesma sessão foi aprovado o decreto sobre as taxas de portagens nas vias abrangidas pelo programa auto-sustentado de manutenção de estradas.
“As taxas de portagem visam assegurar a participação dos utentes no financiamento da manutenção de estradas no âmbito da implementação da Política de Estradas”, disse.
Presidente cessante tinha como alvo reservas de urânio de Teerão, mas foi aconselhado a não avançar, devido à possibilidade de um conflito de larga escala nas suas últimas semanas na Casa Branca. Donald Trump prepara-se para anunciar retirada de mais tropas norte-americanas do Iraque e do Afeganistão.
Mais de uma semana depois das eleições presidenciais norte-americanas, que deram a vitória a Joe Biden, Donald Trump manifestou intenção de atacar o Irão por causa do programa de enriquecimento de urânio, tendo os seus conselheiros convencido o Presidente cessante a recuar, escreve o The New York Times, citando quatro fontes sob anonimato.
Um homem de 55 anos foi detido pela Polícia Judiciária, através da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, “por fortes indícios da prática de mais de duzentos crimes de violação e um crime de abuso sexual de crianças, todos na sua forma agravada”.
Em nota enviada às redações, a PJ dá conta que “os factos foram cometidos desde 2007 até ao presente ano, vitimando, sucessivamente e com elevada frequência, as quatro filhas menores do agressor”.
Os crimes ocorreram Área Metropolitana de Lisboa, no interior da casa partilhada pelas vítimas e pelo presumível autor, que aproveitava a ascendência e a proximidade com as crianças para consumar as condutas abusivas.
O detido tem ainda antecedentes criminais por falsificação de documentos, tendo sido presente ao primeiro interrogatório judicial, no qual lhe foi aplicada a medida de coação de prisão preventiva.
Um cidadão da Gâmbia, que chegou à Suíça em 2008, tinha pedido asilo, mas o pedido foi rejeitado porque as condições para os homossexuais tinham “melhorado” no seu país. Decisão foi contestada.
O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou esta terça-feira a Suíça pela sua decisão de devolver um cidadão homossexual da Gâmbia ao seu país de origem, afirmando que as autoridades não avaliaram devidamente o risco de maus-tratos que corria.
O gambiano, que chegou à Suíça em 2008, tinha pedido asilo, mas o pedido foi rejeitado.
Em 2014, a magistratura suíça considerou que ele não estava “bem integrado” na Suíça e tomou a decisão de o devolver à Gâmbia, sublinhando que as condições para os homossexuais tinham “melhorado” no seu país e que lá tinha uma rede familiar “na qual podia confiar”. A decisão foi contestada pelo queixoso, que receava ser exposto a “maus-tratos”.
O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos recordou que o facto de existir uma lei na Gâmbia que proíbe atos homossexuais não é suficiente para tornar um regresso ao país contrário às normas da Convenção Europeia dos Direito Humanos (CEDH) . No entanto, salientou que os tribunais suíços “não tinham investigado” se as autoridades gambianas poderiam protegê-lo de “maus-tratos” por parte de atores não estatais, devido à “sua orientação sexual”.
Neste caso, vários intervenientes, incluindo o Ministério do Interior do Reino Unido, argumentaram que as autoridades gambianas se recusam a oferecer proteção aos homossexuais na Gâmbia.
Por unanimidade, os sete juízes da CEDH constataram, assim, que a magistratura suíça não tinha “avaliado suficientemente os riscos de maus-tratos” que corria aquele homem e concluíram que a sua deportação para a Gâmbia constituía uma violação do artigo 3.º da Convenção Europeia dos Direitos Humanos, que proíbe tratamentos desumanos ou degradantes. Por conseguinte, condenou a Suíça a pagar 14.500 euros em custas e despesas ao requerente.
O Twitter contratou o famoso hacker Peiter Zatko, conhecido como Mudge, para ser o chefe de segurança da empresa, confirmou o próprio, na segunda-feira, na sua conta naquela rede social.
“Parece que já é público. Estou entusiasmado por me juntar à equipa executiva do Twitter!”, escreveu o popular pirata informático. “Farei o meu melhor”, acrescentou.
Este não é o primeiro trabalho de Mudge para uma grande empresa de tecnologia. O hacker trabalhou anteriormente para a empresa de pagamentos na Internet Stripe, para a Google e para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, na Agência de Pesquisa e Projetos Avançados de Defesa (DARPA).
Em julho deste ano, foram “pirateadas” dezenas de contas no Twitter, incluindo as de várias celebridades, e foram descarregados dados pessoais de pelo menos oito utilizadores, num esquema para recolher pagamentos com a moeda virtual bitcoin.
O ataque afetou, entre outros, as contas da rede social do Presidente eleito dos EUA e então candidato democrata, Joe Biden, do ex-Presidente Barack Obama, dos bilionários Bill Gates, Elon Musk e Jeff Bezos, do artista Kanye West e das empresas Uber e Apple.
No total, os hackers tentaram entrar em 130 contas no Twitter e conseguiram alterar as palavras-passe de 45, permitindo-lhes fazer publicações fazendo-se passar por essas celebridades.
Muitas destas mensagens prometiam duplicar o dinheiro que os utilizadores investiam numa bolsa virtual de moedas criptográficas, um esquema em que pelo menos 510 pessoas foram apanhadas, depois de terem depositado um total de 120 mil dólares (101 mil euros).
O Twitter pormenorizou que, segundo as suas pesquisas, os ´hackers` lançaram um “esquema de engenharia social”, “manipulando com sucesso um pequeno número de empregados e utilizando as suas credenciais para aceder aos sistemas internos da rede social”, incluindo os seus sistemas de segurança “de dois fatores”
O presidente dos Estados Unidos demitiu esta terça-feira à noite o presidente do departamento de ciberseguraça norte-americano que garantiu que as eleições presidenciais do passado dia 3 de novembro foram totalmente seguras, desmentindo assim a tese defendida por Trump e pelos seus aliados, que mantêm — ainda que sem apresentar provas concretas — ter existido fraude eleitoral.
Em dois tweets consecutivos, Donald Trump afirma que “terminou” as funções de Chris Krebs à frente da Cybersecurity and Infrastructure Security Agency (CISA), que faz parte do Departamento de Segurança Interna dos EUA, precisamente por ele ter afirmado publicamente não existirem quaisquer indícios de irregularidades.
“As declarações recentes de Chris Krebs relativamente à segurança das eleições de 2020 foram extremamente erróneas, uma vez que existiram massivas indecências e fraudes — incluindo situações de pessoas mortas que votaram, observadores que não tiveram acesso aos locais de contagem de votos, “erros” nas máquinas de contagem que mudaram os votos de Trump para Biden, votações para além da hora permitida e muitos outros casos. Assim, com efeitos imediatos, Chris Krebs tem as suas funções terminadas como diretor da Cybersecurity and Infrastructure Security Agency”, escreve Trump.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) disse na terça-feira (17), que tem provas para esclarecer o rapto de um empresário moçambicano na segunda-feira em Maputo.
“O Sernic está a trabalhar com base nas informações colhidas no local e temos agora indícios [com base em imagens captadas pelas câmaras de vigilância] que nos podem permitir chegar aos autores desta ação criminosa”, disse à comunicação social Hilário Lole, porta-voz do Sernic na cidade de Maputo.
A vítima, um empresário ligado ao grupo Uzeir Trade Center, com sede na cidade da Beira, foi interpelada por um homem armado, quando se dirigia a uma barbearia que funciona num edifício de escritórios e habitações do centro de Maputo, após descer da viatura que era conduzida por uma outra pessoa.
O homem obrigou o empresário a entrar num carro em que estavam três pessoas armadas.
O crime ocorreu menos de uma semana após o rapto, na cidade da Matola, de uma portuguesa, entretanto libertada na quinta-feira.
A jovem, 27 anos, foi raptada na segunda-feira da semana passada e libertada pelos sequestradores na noite de quinta-feira, disse à Lusa fonte próxima da família.
Desde o início de 2020, as autoridades moçambicanas registaram um total de 11 raptos, cujas vítimas são empresários ou seus familiares.
Em outubro, um grupo de empresários na cidade da Beira, província de Sofala, centro de Moçambique, paralisou, por três dias, as suas atividades em protesto contra a onda de raptos no país.
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), maior agremiação patronal do país, também já exigiu por diversas ocasiões um combate severo a este tipo de crime e até o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, já pediu mais medidas
Barack Obama acusou Trump e Bolsonaro de minimizar a ciência, no que concerne à Covid-19 e às alterações climáticas. E referiu não estar “surpreendido” por Trump violar a transição de poder pacífica.
O ex-presidente norte-americano Barack Obama considerou que tanto Donald Trump como Jair Bolsonaro “parecem ter minimizado a ciência” na questão das alterações climáticas e nas políticas dos respetivos países na reação à pandemia de Covid-19.
“Não conheço o Presidente do Brasil. Não quero dar uma opinião sobre alguém que não conheci. Posso dizer que, com base no que vi, as políticas dele, assim como as de Donald Trump, parecem ter minimizado a ciência da mudança climática. E o Brasil é um ator central [no objetivo] de se frear o aumento de temperatura, que pode causar uma catástrofe global”, afirmou Obama, numa entrevista à estação de televisão Globo, esta terça-feira transmitida.
De igual modo, também em relação à Covid-19, Obama considerou que as “ações de Donald Trump” e a forma como estão a lidar com a pandemia no Brasil revelam “uma diminuição da ciência” e que “isso tem consequências”.
Os Estados Unidos da América (EUA) são o país com mais mortos devido à Covid-19 (247.229) e também com mais casos de infeção confirmados (mais de 11,2 milhões), logo seguidos pelo Brasil, com 166.014 mortos e mais de 5,8 milhões de casos de infeção, segundo a Efe.
Jair Bolsonaro — líder da extrema-direita e criticado pela inoperância no combate à desflorestação e aos incêndios na Amazónia e no Pantanal — ainda não reconheceu oficialmente a vitória de Joe Biden nas presidenciais norte-americanas.
A “esperança” de Obama, manifestou o ex-chefe de Estado, é que, “com o Governo de Biden, exista uma oportunidade de redefinir a relação” entre os dois países, em particular, no que diz respeito às alterações climáticas e à pandemia.
O Ministro da Saúde, Armindo Tiago, considera haver uma tendência crescente de relaxamento no cumprimento das medidas de prevenção da pandemia do novo coronavírus em quase todas as províncias do nosso país.
Trata-se das medidas, segundo ele, inicialmente introduzidas com muito rigor no mês de Março depois de ter sido decretado o estado de emergência, tal como é o caso da lavagem correcta das mãos, o uso de forma adequada da máscara facial, e o distanciamento físico entre as pessoas.
O titular da pasta de saúde, fez esta breve análise, segunda-feira em Malema, província de Nampula, a quanto do lançamento da campanha de tratamento profiláctico da malária que deve abranger 70 mil crianças dos três a cinquenta e nove meses de idade dos distritos de Mecubúri e Malema nesta província do país.
Em termos teóricos no dizer o governante, a situação da Covid-10 em Moçambique nos últimos meses tem estado a ganhar uma ligeira estabilidade embora com algumas flutuações, onde a situação mas graves do aumento de casos positivos tem se registado na grande área metropolitana de Maputo.
“Aqui nós temos quase diariamente acima de 60 por cento dos casos registados da Covid-19 são da província ou cidade de Maputo” lamentou Tiago.
Na análise dos dados feita pelas autoridades de saúde, conforme avançou o ministro Tiago, provavelmente Moçambique atingiu o pico de transmissão de casos do novo coronavírus entre os meses de Setembro e Outubro.
“Eventualmente agora estamos de forma lenta numa fase descendente da curva da epidemia” sublinhou Tiago. Face a época chuvosa que se avizinha, o ministro precisou que não é tarefa exclusiva das autoridades de saúde ficar preparado, mas sim uma missão e responsabilidade de todas as pessoas.
O Partido Popular Europeu (PPE), a que pertence o PSD e o CDS, pediu o agendamento de um debate urgente sobre os ataques armados no norte de Moçambique na próxima sessão plenária do Parlamento Europeu (PE).
“O que espero [da sessão plenária] é um instrumento de pressão enorme, (…) é pressionar a UE a atuar urgentemente” em Moçambique, sublinhou o chefe de delegação do PSD em Bruxelas, Paulo Rangel, em declarações à Lusa, e que tem estado envolvido em iniciativas de sensibilização sobre a situação em Moçambique.
Referindo que os relatos que surgem do norte de Moçambique são “lancinantes”, Rangel refere que é necessário alertar a opinião pública europeia para a situação de “urgência absoluta” no norte daquele país e criar uma “consciência europeia da urgência de uma intervenção humanitária”.
Também o eurodeputado do CDS, Nuno Melo, por detrás do pedido do PPE para a sessão plenária, referiu à Lusa que requereu o agendamento do debate para “potenciar institucionalmente” a intervenção da UE, necessária para ajudar Moçambique a combater um “fenómeno global”.
“Um bloco de países rico como a UE tem – apesar dos recursos, dos meios financeiros, da capacidade tecnológica – dificuldade em combater um fenómeno global como o do terrorismo. Por maior razão, um país pobre como Moçambique, com fronteiras extensas, terá maior dificuldade”, refere Nuno Melo.
O eurodeputado do CDS sublinha também que a UE deve estar presente em Moçambique devido a uma questão “política” que se prende com o facto de a Commonwealth estar a “suplantar a intervenção da própria UE” na região por ter percebido “o significado geopolítico da presença” na região.
“O que seria suposto é que, pela ligação histórica de Moçambique a um país que é membro da UE, a UE estivesse ativamente, tomando a iniciativa no terreno, antes mesmo da Commonwealth. E o que se percebe é que a Commonwealth intuiu estrategicamente, para além da questão humanitária, o significado geopolítico da presença em Moçambique”, sublinha Nuno Melo.
A seleção dos temas que serão agendados para a próxima sessão plenária – que terá lugar na próxima semana – será amanhã discutida durante a reunião entre os líderes das famílias políticas europeias.
Paulo Rangel refere que, caso o debate não seja agendado para a sessão plenário – por já ter havido um debate em setembro onde o PE adotou uma posição conjunta – o PPE propõe o agendamento de uma sessão de audiências na Comissão dos Assuntos Externos do PE que, segundo Rangel, pode ser “muito vantajosa”.
“Se não for possível [o agendamento da sessão plenária], nós achamos que a Comissão dos Assuntos Externos deveria fazer um debate com uma audição a pessoas que estão no terreno. Em primeiro lugar ao bispo de Pemba, eventualmente a alguma ajuda humanitária, (…) ouvir três ou quatro especialistas”, sublinha Paulo Rangel.
O único debate sobre a situação de Moçambique no Parlamento Europeu teve lugar a 17 de setembro, tendo sido, na altura, adotada uma resolução – redigida, entre outros, por Paulo Rangel — onde se lamentava que “apesar da brutalidade e da perda terrível de vidas”, a situação em Cabo Delgado não tinha atraído “a atenção internacional”.
O eurodeputado do PSD considera que o debate tido na altura teve uma “grande virtude”.
“A imprensa internacional, pelo menos a que está localizada em Bruxelas, passou a seguir este ‘dossiê’, coisa que até aí não acontecia”, sublinha Paulo Rangel.
A província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, é há três anos alvo de ataques por grupos armados, alguns reivindicados pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico, mas cuja origem permanece em debate, provocando uma crise humana com cerca de duas mil mortes e 435 mil deslocados internos.
A polícia evacuou esta terça-feira um campo de migrantes perto de Paris, junto do Estádio de França, onde mais de 2.000 pessoas se fixaram gradualmente desde agosto, relatou um jornalista da Agência France Presse (AFP), que assistiu à operação.
Enquadrada por uma extensa força policial, a operação para evacuar o campo e abrigar os exilados em vários centros de acolhimento e ginásios na região de Paris começou ao início da manhã, com os migrantes a encaminhar-se silenciosamente para os autocarros.
Segundo o responsável pela associação France Terre Asile, operadora do Estado, cerca de 2.400 exilados viviam neste campo, que desde agosto cresceu ao longo de um entroncamento rodoviário, perto do maior estádio do país. Os incêndios de paletes de madeira eram visíveis a partir do cordão de segurança colocado pela polícia.
“Estes campos não são aceitáveis”, disse o prefeito da polícia de Paris, Didier Lallement, aos repórteres: “Esta operação visa garantir que as pessoas em situação regular sejam acolhidas e as que se encontram em situação irregular não permaneçam no território”, explicou.
Numa mensagem partilhada na rede social twitter, o ministro do Interior, Gérald Darmanin, saudou a operação.
“É realmente o pior acampamento que vimos em vários anos”, explica Alix Geoffroy, funcionário do CEDRE-Secours Catholique, um centro de ajuda aos requerentes de asilo, questionando se o próximo não será “ainda mais longe de Paris, longe nos subúrbios, e mais difícil”.
Perto do canal de Saint-Denis, muitas pessoas aguardavam para serem recolhidas por um autocarro, observou a AFP. Todos serão inicialmente testados ao novo coronavírus em centros de triagem instalados no local, antes de serem isolados, em caso de resultado positivo, ou encaminhados para um abrigo.
Ao todo, 70 autocarros foram disponibilizados para transportar os migrantes, enquanto 26 centros de acolhimento foram montados pelas autoridades.
O acampamento, onde várias centenas de tendas foram montadas, é composto principalmente de homens solteiros, principalmente do Afeganistão, mas também do Sudão, Etiópia e Somália. Muitos, na sua maioria requerentes de asilo, já passaram por outros campos nos arredores de Paris, sucessivamente desmantelados, mas que acabam por voltar a surgir, um pouco mais longe, nos subúrbios do norte.
Cerca de trinta associações e coletivos (Cimade, Secours catholique, Solidarité Migrants Wilson) denunciam “um ciclo sem fim e destrutivo” para estes migrantes.
“Há cinco anos que as evacuações se repetem, apesar das disfunções do sistema de acolhimento que as acompanha (…). Hoje, as autoridades continuam a organizar estas operações enquanto as 65 anteriores provaram ser ineficazes. O seu único efeito foi dispersar as pessoas “, escreveram as associações num comunicado conjunto.
Um foco obsessivo na segurança, combinado com o bloqueio da informação e o impedimento de acesso de órgãos de comunicação moçambicanos e internacionais às províncias atacadas pelos insurgentes afiliados do auto-denominado Estado Islâmico, caracterizam a atitude do Governo de Moçambique no que toca à situação na província de Cabo Delgado.
Na opinião de Pedro Vicente, professor de Economia e diretor do programa NOVAFRICA, são dois erros que têm contribuído para o empate deste conflito, que ameaça cada vez maior número de pessoas na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.
Arranca esta semana, na localidade de Nanjua, distrito de Ancuabe, Cabo Delgado, o reassentamento de uma parte dos mais de 100 mil deslocados dos ataques armados dos insurgentes, actualmente acolhidos na cidade de Pemba.
A informação foi avançada domingo (15) pelo Secretário doEstado na província, Armindo Ngunga, em Nanjua, local onde já foram parcelados mais de mil talhões.
Segundo Ngunga, para além da conclusão do parcelamento dos talhões, foi igualmente iniciada a implantação fontes de abastecimento de água.
“Estamos a trabalhar com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG) na abertura de furos e colocação de algumas cisternas, para que quando as pessoas estiverem cá, tenham alguns serviços básicos”, destacou.
Congratulou o Conselho Empresarial de Cabo Delgado(CEP)por ter manifestado a disponibilidade de apoiar na construção de um número não e especificados de casas, destinadas aos deslocados que seencontram no distrito de Metuge, mais concretamente em Ntocota.
“Estamos felizes por esta disponibilidade, vem responder ao apelo do governo, para o envolvimento de todos na gestão da questão dos deslocados”, afirmou o secretário do Estado.
No que tange aos espaços para prática de actividades agrícolas por parte dos deslocados, Ngunga explicou que não foi possível a identificação de uma área específica só para aquele grupo, devido a descontinuidade dos espaços para as machambas em bloco, como se pretendia.
“Por causa desta situação, teremos que demarcar e lavrar as áreas onde já existem machambas de alguns membros da comunidade de Nanjua, que a semelhança dos deslocados, vão também receberkits de insumos agrícolas, achamos que será uma forma de promover boa vizinhança”, afirmou.
João Félix é o alvo prioritário do Paris Saint-Germain para colmatar a possível (ou muito provável) saída de Kylian Mbappé do Parque dos Príncipes.
Eduardo Inda, diretor do okdiario, adiantou, no programa televisivo El Chiringuito de Jugones, que o campeão de França vê no jovem avançado do Atlético Madrid o rosto do ‘novo’ PSG e o substituto ideal para o internacional francês, cujas sucessivas recusas em renovar o contrato, válido até 2022, indiciam que possa estar decidido a abraçar novo desafio na carreira – o Real Madrid é apontado como provável destino.
A eventual chegada do português de 21 anos a Paris seria financiada, em grande parte, com o dinheiro da transferência de Mbappé para o emblema do Santiago Bernabéu, que se consumaria por valores entre os €150 milhões e os €200 M.
Contratado ao Benfica por €126 milhões, no verão de 2019, João Félix assinou com os colchoneros contrato válido até 2026, ficando blindado por cláusula de rescisão de €350 M.
Em tempos de pandemia, acredita o Paris Saint-Germain que o negócio com o emblema da capital espanhola poderia ser feito por verbas idênticas às que estariam envolvidas na transferência de Mbappé para os merengues.
O Paris Saint-Germain prepara-se para abrir, e de que maneira, os cordões à bolsa para garantir o concurso de Sergio Ramos para a próxima época.
Noticia o diário AS que o clube da capital francesa está disposto a oferecer nada menos que €20 milhões anuais, livres de impostos, ao central de 34 anos, num contrato válido por três temporadas.
Porém, ressalva a mesma fonte que a prioridade do internacional espanhol passa por terminar a carreira no Real Madrid, clube ao qual está vinculado até junho de 2021.
Sergio Ramos quer mais dois anos de contrato, até 2023, ao passo que os merengues propõem 1+1, mantendo o experiente jogador o vencimento de €12 milhões/época.
O Paris Saint-Germain vai aguardar até dia 1 de janeiro, data a partir da qual o espanhol será livre para negociar, para formalizar uma proposta.
Há notícias no mínimo insólitas. Um homem foi proibido de ter animais de estimação num período de cinco anos após ter chamado “pequeno rafeiro sujo” ao seu rottweiler.
A notícia é avançada pelo jornal britânico Mirror que indica que o homem, de 23 anos, foi condenado por abuso verbal após ter sido filmado a gritar com o animal.
Vai para a tua cama, entra na cama, agora, pequeno rafeiro sujo”, ouve-se o jovem a gritar no vídeo.
Joshua Ponsford declarou-se culpado em tribunal após ter sido acusado de ofensa ao bem-estar de Lulu, o cão que possui. A acusação partiu da Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals, uma associação na Inglaterra e em Gales, que promove o bem-estar dos animais.
Ponsford terá ainda de cumprir 20 dias de reabilitação e pagar 200 libras, cerca de 222 euros, em custas judiciais.
O Instituto Nacional de Comunicação Social (INCM) diz que Moçambique precisa de adoptar as Tecnologias de Informação e Comunicação para ser competitivo.
O mundo está cada vez mais conectado, as pessoas cada vez mais ligadas as tecnologias, mas os impactos das TICs não ficam por aí.
Tecnologias de Informação e Comunicação que podem acrescentar valor para todas áreas da indústria do país.
A indústria impulsionada pela tecnologia é o foco da 7ª edição da Moztech.
Soluções, ideias ou caminhos serão propostas pelo INCM e outros oradores para ultrapassar os desafios que se impõem a introdução das tecnologias como propulsoras da industrialização no país.
O Ministro de Estado da Arábia Saudita para os Assuntos Africanos, Ahmad bin Abdulaziz bin Abas Qattan, iniciou na terça-feira (17), uma visita de trabalho de dois dias a Moçambique, no quadro do reforço dos laços de amizade e cooperação existentes entre os dois países e da Organização para Cooperação Islâmica (OCI).
De acordo com um comunicado de imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, o governante saudita irá manter um encontro com entidades do executivo nacional, tendo em vista o reforço das relações entre Maputo e Riade.
A visita daquele governante enquadra-se no âmbito do périplo que está a realizar pelo continente africano, que se insere na preparação da Cimeira/Fórum Arábia Saudita-África.
Dois, dos nove jornalistas que tinham fugido de terroristas após um ataque em uma das aldeias de Muidumbe, na província de Cabo Delgado, continuam desaparecidos. A Rede Moçambicana de Defensores dos Direitos Humanos deplora o “clima de terror” na província.
Conforme relatos, na noite de 31 de Outubro houve “desolação” provocada pelos terroristas no distrito de Muidumbe, em Cabo Delgado, sobretudo nas aldeias de Muatide e Muambula, nesta última onde os malfeitores assaltaram uma rádio comunitária e obrigaram a fuga de nove jornalistas com seus respectivos familiares.
Entre os desaparecidos, sete jornalistas e as famílias conseguiram refúgio em distritos seguros, sendo que dois continuam desaparecidos, “sem comunicação e sem meios de sobrevivência”, avançou no último domingo a Rede Moçambicana de Defensores dos Direitos Humanos (RMDDH).
“O ambiente de insegurança que se vive em quase todo o distrito de Muidumbe está a dificultar a deslocação dos jornalistas e as suas famílias para os distritos relativamente seguros, como Mueda e Montepuez”, diz o comunicado da agremiação, que considera o assalto à radio como “um revés no exercício do direito à liberdade de imprensa e do direito à informação”.
“A RMDDH manifesta a sua solidariedade para com os jornalistas da Rádio Comunitária São Francisco de Assis e espera que todos consigam sair das matas com segurança e saúde”, diz o comunicado, no qual a organização se predispõe ainda “a prestar apoio aos jornalistas e outros defensores dos direitos humanos vítimas da insurgência armada” na província.
No documento, a organização termina apelando ao Governo “a reforçar as medidas de segurança e protecção da população de Cabo Delgado, particularmente dos jornalistas e outros cidadãos que ainda se encontram nas matas fugindo dos ataques terroristas”.
A organização pede, igualmente, que as autoridades mantenham os moçambicanos “devidamente informados sobre o que realmente se passa em Cabo Delgado”.
O comandante da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Cabo Delgado, Assane Nyito, anunciou a circulação de grupos terroristas no distrito de Metuge,...
Chuvas torrenciais e deslizamentos de terra resultaram na morte de pelo menos 19 pessoas nos estados himalaicos de Caxemira e Nagaland, no extremo norte...