A doença causada pelo mosquito “anopheles” continua na dianteira das que mais afectam em Sofala. As autoridades mostram-se preocupadas e pedem o envolvimento da comunidade no combate à doença.
Dados apresentados pelo sector de saúde em Sofala indicam que os casos de malária continuam preocupantes naquele ponto do país, tornando a doença como a principal causa de internamentos nas unidades sanitárias.
Desde Janeiro a esta parte, foram notificados cerca de 746 mil casos em toda a província, sendo que 47 pessoas perderam a vida na sequência da mesma.
Entretanto, no ano passado, houve menos três mil casos, ou seja, perto de 743 mil casos e, infelizmente, houve mais mortes: 88 pessoas perderam a vida vítimas da doença causada pelos mosquitos.
Mosquitos que se encontram no habitat de cada família, e tem nas pessoas com a higiene individual e colectiva deficiente como o alvo.
No bairro da Chipangara, por exemplo, um dos mais suburbanos da cidade da Beira e com casos elevados da malária, é patente o desleixo da comunidade.
Os moradores não se importam em manter os seus pátios e locais comuns limpos, criando assim oportunidades para a multiplicação de mosquitos.
Em resposta aos desafios que a doença impõe à saúde pública, iniciou, no passado domingo, a distribuição de cerca de um milhão e 420 mil redes mosquiteiras, em toda a província de Sofala.
As redes são infiltradas de insecticidas de longa duração, com projecção para 615 mil agregados familiares. A distribuição está sendo porta-a-porta, devido à COVID-19.
As primeiras redes já foram distribuídas pelo governador de Sofala, Lourenço Bulha, que pediu aos beneficiários para fazerem o uso correcto da rede e a estarem atentos ao processo de distribuição das mesmas.
“Em ocasiões anteriores, alguns beneficiários de redes mosquiteiras venderam as redes ou usaram-nas para pesca e ou protecção dos seus quintais e hortas, em vez de se protegerem contra os mosquitos. Infelizmente, a malária está a matar e a solução é nos protegermos”, apelou Bulha, que pediu denúncias “em caso de desvio de redes e ou venda das mesmas”.
Ainda no âmbito do combate à malária, o sector de saúde iniciará esta semana campanhas de sensibilização de limpeza em toda a província, com enfoque na cidade da Beira, por forma a travar o avanço da doença.
A história de Mike Chanel começa quando, ainda na barriga da mãe, os médicos informaram que iria dar à luz uma menina.
Mas no dia em que nasceu, a jovem, hoje com 18 anos, apresentava órgãos genitais masculinos, o que deixou todos estupefactos. Mikey foi assim educada como um rapaz, embora sempre se tenha sentido diferente dos seus pares.
“Nunca me senti um rapaz. Sempre fui um pouco mais afeminado, tinha poucos pêlos faciais e tinha curvas, como ancas e rabo”, recorda, revelando que estas suas particularidades tornaram-no vítima de bullying na escola.
Aos 13 anos, Mike assumiu a sua homossexualidade e no ano passado, em exames de rotina médica, descobriu aquilo que pensou tratar-se “de uma piada”.
“Disse ao médico que andava com uma sensação estranha quando urinava e tinha relações sexuais, por isso decidiram fazer um ultrassom ao meu sistema urinário”, conta. “Disseram-me que tinha um colo do útero, ovários, útero e trompas de falópio e que podia engravidar se quisesse. Achei que era uma piada”, acrescenta.
Mikey foi diagnosticada com síndrome do canal Mullerian persistente (PDMS), uma condição rara em que uma pessoa tem órgãos genitais masculinos externos, mas têm órgãos reprodutores femininos internos. Quem padece deste síndrome tem fortes possibilidades de vir a sofrer de outras doenças, como cancro, motivo pelo qual os médicos aconselharam o jovem a fazer uma histerectomia, para lhe ser retirado o útero.
Contudo, Mikey tomou outra decisão. Como sabia que os seus órgãos masculinos não eram fertéis, mas o mesmo não acontecia com os seus órgãos de reprodução femininos, sabia que se um dia quisesse ter um filho, podia ser ela a carregá-lo no ventre.
Assim, sujeitou-se a tratamentos de fertilidade e a um procedimento em que o esperma do dador é injectado directamente no óvulo e está agora grávida, de quatro meses.
Agora, decidiu contar a sua história ao mundo por sentir que é um síndrome pouco falado e que deveria ser alvo de uma maior pesquisa e estudo.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para seu cliente, um Operador de Empilhadeira. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) ,o âmbito das suas actividades, a Fundação pretende recrutar dez (10) Operadores de Dados. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Motorista. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Provincial de Mobilização Comunitária. Saiba mais.
Uma Empresa multinacional operando em Nacala e Pemba pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Relações Industriais. Saiba mais.
Uma Empresa multinacional operando em Nacala e Pemba pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Comprador (Buyer). Saiba mais.
Vagas de emprego ainda abertas
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Coordenação da Resposta Humanitária. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) no âmbito das suas actividades, a Fundação pretende recrutar um (1) Operador de Dados. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Docentes N3 (Matola). Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Docentes N4 (Matola). Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – Biologia. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – História. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – Português. Saiba mais.
Mais de uma centena de sarcófagos com cerca de 2500 anos foram descobertos na necrópole de Saqqara a sul do Cairo, no Egito. É considerado o maior tesouro descoberto no país desde o início do ano.
Os sarcófagos foram apresentados numa cerimónia contém os restos mortais de líderes da chamada época baixa do antigo Egito, entre 700 e os 300 anos antes de Cristo e o período ptolemaico, entre os 300 e os 30 anos antes de Cristo.
Os arqueólogos abriram um dos sarcófagos e realizaram a radiografia da múmia para verificar o estado dos restos mortais.
oram também descobertas mais de 40 estatuetas de divindades e máscaras funerárias.
Os sarcófagos foram encontrados num poço fúnebre a 12 metros de profundidade. As pesquisas continuam.
O Presidente eleito dos Estados Unidos, o democrata Joe Biden, anunciou ontem a intenção de criar três milhões de empregos, principalmente nas áreas tecnológicas e das energias renováveis, e de duplicar o salário mínimo para 15 dólares por hora.
O anunciou foi feito depois de Biden ser confrontado com as restrições que podem vir a ser implementadas para mitigar a propagação da pandemia no país.
“O nosso plano é criar milhões de empregos bem pagos na indústria, na construção de carros, produtos, tecnologia, de que precisaremos no futuro para ser competitivos com o resto o mundo”, disse o vencedor das eleições presidenciais norte-americanas de 03 de novembro, em Wilmington, Delaware.
A agência France-Presse (AFP) dá conta de que a intenção de Biden é criar três milhões de empregos nas áreas da tecnológicas e das energias renováveis.
O democrata acrescentou que os grandes conglomerados financeiros, as empresas de maior dimensão e os cidadãos com maiores rendimentos vão pagar uma “parte justa” de impostos e que uma das intenções da próxima administração é aumentar o salário mínimo para 15 dólares por hora.
Atualmente, o salário mínimo é de 7,25 dólares por hora, de acordo com a informação disponibilizada pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.
O Presidente eleito também já tinha anunciado a criação de uma equipa para encontrar respostas à crise pandémica, que debilitou seriamente a economia norte-americano e fez disparar o desemprego, no país com o maior número de infeções pelos SARS-CoV-2 confirmadas.
Joe Biden foi declarado vencedor das presidências e derrotou o ainda Presidente e candidato republicano, Donald Trump, segundo as últimas projeções de vários órgãos de comunicação social, como, por exemplo, o The New York Times, a CNN e o The Washington Post.
Contudo, Donald Trump ainda não reconheceu a derrota e candidatura do republicano está a tentar a todo o custo reverter os resultados, enquanto vários elementos da administração estão a bloquear a processo de transição do atual chefe de Estado norte-americano para o sucessor.
Trump considera que houve fraude eleitoral e aponta o dedo aos democratas, acusação que foi replicada pelos apoiantes do Presidente, e reivindica, por isso, a recontagem dos votos em vários estados importantíssimos para ‘as contas’ das eleições e que Biden conquistou.
As acusações, no entanto, carecem de quaisquer evidências até agora e estão a ser rebatidas pelas autoridades judiciais e eleitorais dos estados visados.
ANANÁS e manga produzidos na região de Machacame, no distrito de Govuro, em Inhambane estão a ser comercializadas no mercado sul-africano, numa operação que marca o início da comercialização da fruta de Inhambane no mercado internacional.
De acordo com o proprietário da farma Jab Moz, Corner Bernard, a exportação da sua produção poderá atingir nesta campanha de comercialização cerca de 350 toneladas das quais, 250 toneladas de ananás e 100 toneladas de manga.
A SELECÇÃO Nacional de Futebol continua com hipóteses de qualificação ao CAN-2021, cuja fase final terá lugar nos Camarões, em 2022, apesar da nova derrota ontem, por 0-2, no Estádio Nacional do Zimpeto, frente aos “Leões Indomáveis”, em partida inserida na quarta jornada do Grupo “F”.
Para tal, os “Mambas” terão de vencer, primeiro, os restantes jogos que faltam frente ao Ruanda, em Kigali, e a Cabo Verde, em Maputo, ambos em Março, e ainda depender da combinação dos resultados dos outros encontros, a começar pelo de hoje entre as selecções destes dois últimos países.
Caso Cabo Verde vença mais logo o Ruanda, assalta o segundo lugar, em troca com Moçambique, pois neste momento os “Mambas” somam quatro pontos e os cabo-verdianos três.
Neste grupo apura-se apenas uma equipa, em vez de duas como acontece noutros, isto porque os Camarões, anfitriões, têm presença assegurada. Assim, Moçambique, Cabo Verde e Ruanda são as selecções que lutam pela qualificação.
A equipa nacional, mesmo com o desaire de ontem, está ainda em boa posição para marcar presença na maior competição africana de futebol, algo que não acontece há 10 anos. A última presença de Moçambique num CAN foi em Angola, em 2010.
Entretanto, o jogo de ontem ficou marcado pelos dez casos positivos da Covid-19 entre membros da equipa moçambicana, situação que acabou por condicionar o sistema táctico inicialmente esboçado e ainda pelo penalte falhado por Reginaldo, quando o resultado ainda estava em branco.
Aliás, Aboubakar voltou a ser o “carrasco” dos moçambicanos ao apontar o primeiro golo aos 26 minutos. O outro foi de autoria Tabekou, aos 73.
A fase final do CAN terá lugar em 2022, mas leva a designação de CAN 2021, o que fica a dever-se à Covid-19 que assola África e o mundo.
Foi efusiva a receção da tripulação da cápsula Dragon, da SpaceX, à chegada à Estação Espacial Internacional. A bordo vinham quatro astronautas – três americanos e um japonês – que irão permanecer na plataforma até abril, fazendo companhia a dois russos e uma americana.
“Foi uma viagem incrível. É fantástico participar no arranque das missões operacionais para a Estação Espacial Internacional a partir da costa da Florida. Foi um percurso fabuloso”, declarou o astronauta Mike Hopkins.
Esse percurso durou 27 horas. Depois de uma viagem inaugural bem-sucedida em maio, este voo da SpaceX, a empresa de Elon Musk, e da NASA assinala a primeira missão de longa duração. E marca também o fim da dependência da agência aeroespacial americana da Rússia, que dominava o acesso à Estação Espacial Internacional desde 2011.
Já uma outra missão espacial não correu como previsto: o foguetão europeu Vega, que deveria colocar em órbita dois satélites esta terça-feira, falhou o objetivo, devido a uma anomalia na trajetória.
A promessa é agora do comandante-chefe da Guarda Revolucionária Iraniana, Hosein Salami, numa reunião com o ministro da Defesa iraquiano, Juma Anad, segundo divulgou a televisão estatal iraniana.
O comandante-chefe da Guarda Revolucionária Iraniana, Hosein Salami, garantiu que o país vingará a morte do poderoso general Qasem Soleimani, às mãos dos Estados Unidos, e instou o Iraque a expulsar as tropas norte-americanas do seu território.
“Vamos vingar definitivamente o sangue do general Qasem Soleimani derramado pelos seus assassinos no campo de batalha”, disse Salami numa reunião com o ministro da Defesa iraquiano, Juma Anad, segundo divulgou hoje a televisão estatal iraniana.
Nessa reunião, realizada no domingo à noite em Teerão, o comandante-chefe da Guarda Revolucionária referiu ainda ter a certeza “de que o povo do Iraque também vingará o sangue de Abu Mahdi al Mohandes”.
Soleimani, que era comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária, uma unidade especial do Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica do Irão, e Al Mohandes, subcomandante da milícia xiita Multidão Popular, foram mortos em 03 de janeiro num um atentado norte-americano perto do aeroporto de Bagdad.
Uma semana depois, o Irão atacou com mísseis uma base militar no Iraque onde estavam tropas norte-americanas, mas – alertou — o bombardeamento foi apenas o começo da sua vingança.
MANDADO DE PRISÃO CONTRA DONALD TRUMP
A República Islâmica vai apresentar ações judiciais contra Washington em tribunais internacionais pelo assassínio de Soleimani e já emitiu um mandado de prisão, do qual notificou a Interpol, contra o ainda Presidente norte-americano Donald Trump e outras 35 pessoas.
Desde essa altura, as autoridades persas têm avisado que os militares norte-americanos devem abandonar a região e, em especial, o Iraque, cujo parlamento solicitou a expulsão de forças estrangeiras do país, mas a questão acabou por ficar suspensa.
“As forças dos EUA devem ser expulsas do Iraque de acordo com a decisão aprovada pelo parlamento do país e que é também uma exigência do povo iraquiano”, disse Salami.
O ministro da Defesa do Iraque chegou no sábado a Teerão, à frente de uma delegação de altos funcionários e comandantes iraquianos, para fortalecer os laços e a cooperação bilateral.
Teerão e Bagdad prepararam um documento de cooperação em defesa, a ser assinado em breve, e trataram de questões como a segurança da fronteira comum e a realização de exercícios militares conjuntos.
O Irão apoiou o Governo iraquiano na luta contra o grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico com assessoria militar e paramilitares xiitas, apoio para o qual o falecido Soleimani teve um papel fundamental.
A relação entre os Estados Unidos e o Irão tem estado numa escalada de tensão, desde que Donald Trump saiu unilateralmente do tratado nuclear internacional, acusando Teerão de não cumprir as regras de contenção do seu programa nuclear, impondo sucessivas vagas de sanções económicas que provocaram retaliações com ataques junto de interesses norte-americanos e dos aliados na região.
Todas as espécies de répteis nativas das ilhas de Cabo Verde “só ocorrem exclusivamente nesta região”, sendo que algumas são “únicas” de determinadas ilhas.
Uma equipa internacional, liderada por investigadores do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-InBIO) da Universidade do Porto, desvendou uma nova espécie de osga “única” na ilha de São Nicolau, em Cabo Verde, foi esta segunda-feira anunciado.
Em comunicado, o instituto da Universidade do Porto explica que o estudo, publicado na revista científica ZOOTAXA e liderado pela investigadora Raquel Vasconcelos, descreve uma nova espécie de osga única do género Hemidactylus na ilha de São Nicolau, em Cabo Verde.
Segundo o instituto do Porto, todas as espécies de répteis nativas das ilhas de Cabo Verde “só ocorrem exclusivamente nesta região”, sendo que algumas são “únicas” de determinadas ilhas.
Dada a sua raridade, ainda pouco se sabe sobre elas, revelando-se urgente desenvolver estudos que possibilitem um melhor conhecimento sobre a biodiversidade destes locais e adequar medidas para a conservação deste valioso património genético”, acrescenta o instituto.
No estudo, os investigadores designam a nova espécie de osga de Hemidactylus nicolauensis, sendo que esta se caracteriza morfologicamente “pela coloração distinta e por um arranjo diferente e diagnostico das lamelas dos dedos”.
Citada no comunicado, Raquel Vasconcelos, primeira autora do estudo, afirma que a descoberta de uma nova espécie “engrandece o património natural de todos, sobretudo do país onde ocorre”.
Estas descobertas dão-nos a oportunidade de obter conhecimento sobre a história de sucesso que permitiu a existência destas espécies após milhões de anos de evolução e que podem levar a algum avanço na ciência ou na engenharia, identificando novas substâncias que produzem e que podem ser economicamente valiosas”, refere a investigadora.
A nova espécie é, segundo o estudo, geneticamente distinta da osga de Bouvier H. bouvieri, à qual foi anteriormente associada, e de todos os outros Hemidactylus endémicos das ilhas de Cabo Verde.
Com a descoberta desta nova espécie, a ilha de São Nicolau alberga agora três espécies de osgas únicas e a diversidade de répteis documentada em Cabo Verde aumenta para 23 as espécies endémicas na região.
“Como resultado destas mudanças taxonómicas, os regulamentos de conservação existentes deverão ser revistos e os estatutos de conservação destas osgas deverão ser reavaliados”, esclarece o CIBIO-InBIO.
Conseslus Kipruto, campeão olímpico dos 3.000 metros obstáculos, foi acusado de “abusar sexualmente” de uma menor de 15 anos. Esteve em fuga, ficou sob custódia policial e pagou uma fiança para sair.
O queniano Conseslus Kipruto, campeão olímpico dos 3.000 metros obstáculos, foi esta segunda-feira acusado de “abusar sexualmente” de uma menor de 15 anos, tendo pago uma fiança para sair em liberdade, após dias de detenção.
Depois de ter sido denunciado, o campeão mundial em Londres2017 e Doha2019 esteve em fuga e foi detido em 11 de novembro, tendo ficado sob custódia da polícia, que o manteve cativo sob “estritas medidas de segurança”.
O jornal The Standard relata que o atleta, de 25 anos, terá abusado da menor entre 20 e 21 de outubro na aldeia de Tironin, na província de Nandi. A sentença será conhecida em 10 de maio de 2021.
Kipruto negou as acusações e foi libertado a troco de 200 mil xelins (cerca de 1.550 euros).
A denuncia foi feita pela família da adolescente, quando a menor regressou a casa três dias depois de estar em paradeiro desconhecido.
A jovem escusou-se a revelar onde tinha estado, mas os pais chegaram a Kipruto através do seu telemóvel, percebendo os contactos com o campeão olímpico, em cuja casa tinha ficado.
Antes de apresentar a denuncia por abuso sexual, os pais levaram a menor para fazer exames num hospital.
A concessão de licenças está programada para acontecer um pouco antes de 20 de janeiro, data da tomada de posse de Biden, que se opôs à abertura do refúgio para a exploração petrolífera.
A administração de Donald Trump anunciou esta segunda-feira a abertura de um processo para outorgar concessões de petróleo e gás no refúgio ártico do Estado do Alasca, apesar de Trump abandonar a Presidência em janeiro.
A concessão de licenças está programada para acontecer um pouco antes de 20 de janeiro, data em que Trump entrega o poder ao democrata Joe Biden, vencedor das eleições presidências, que se opôs à abertura do Refúgio Nacional da Vida Selvagem do Ártico, no Alasca, à exploração de petróleo.
Através do Registo Federal, o Escritório de Administração de Terras pediu às empresas para identificarem os lugares de interesse para a prospeção e possível exploração de hidrocarbonetos nos cerca de 6.000 quilómetros quadrados do refúgio, ao largo da costa do oceano glaciar Ártico.
Em agosto, a Administração de Trump anunciou a aprovação de um plano para abrir o Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico para a prospeção e exploração de petróleo, apesar da oposição de organizações ambientais.
Embora o Congresso tenha designado a faixa costeira da reserva no nordeste do Alasca para potencial exploração de petróleo em 1980, o Refúgio do Ártico está fora dos limites para perfuração, apesar dos esforços de quatro décadas dos republicanos para abri-lo às empresas petrolíferas.
O referido plano previa que a primeira licitação de concessões acontecesse a 22 de dezembro de 2021, pelo que o anúncio do Governo significa acelerar esse processo antes de entregar o poder à equipa de Biden, que se opõe ao projeto. O refúgio de vida selvagem é o habitat de espécies como os ursos polares ou as renas.
Duas semanas apos após as eleições presidenciais e legislativas americanas a administração Trump continua a recusar-se em dar ao presidente eleito Joe Biden acesso a departamentos do governo federal o que nos Estados Unidos é normal num processo de transição de uma administração para outra.
É o meio de assegurar que quando o novo presidente assume o poder no final de Janeiro aqueles que ele escolheu para comandaremos diversos departamentos estão a par do que se passa nas suas respectivas áreas, quais os principais problemas e outras questões que estão por resolver ou possam surgir.
Isso não tem acontecido porque o Presidente Donald Trump não aceitou ainda o resultado das eleições e a sua campanha iniciou várias acções em tribunal tentando suspender o resultado em vários estados que eram vitais para a sua vitória e onde Biden – há que dizer – venceu por muitos poucos votos. Atá agora essas acções pouco sucesso tiveram.
Os membros de duas organizações do governo americano, o Conselho de Coordenação Governamental de Infraestrutras Eleitorais (GCC na sigla inglesa) e a Agência de Cibersegurança e Segurança de Infra-Estruturas (CISA) juntamente com a Associação de Secretarias de Estado dos estados americanos, da Associação Nacional de Directores Eleitorais Estaduais e membros do Conselho de Coordenação de Infraesturturas Eeleitorais emitiram um comunicado conjunto em que descreveram as eleições do passado dia 3 como as mais seguras da história americana, acrescentando “não haver provas que qualquer sistema de votos eliminou ou perdeu votos, mudou votos ou foi de algum modo comprometido”.
Laurence Tribe professor de direito na Universidade de Harvard diz que não existe qualquer possibilidade da campanha de Trump vencer em tribunal, mas disse considerar que as acções de Trump são perigosas para o país.
“Os próprios Republicanos sabem que as declarações de Trump de que os votos de Biden são fraudulentos não têm qualquer mérito porque se essas dclarações fossem verdade então aqueles Republicanos também foram eleitos com fraude ou por erro porque estavam nos mesmos boletins” disse o professor Tribe para quem apesar de saber que as acções da campanha do presidente não têm mérito há razão para preocupação “porqueque ele está a minar a democracia, porque há milhões de pessoas que acreditarão nele apesar de nada haver nos seus argumentos e não haver qualquer prova para as apoiar”
Se é verdade que entre a maioria dos legisladores Republicanos não há até agora qualquer declaração oficial de reconhecer a vitória de Biden o facto é que também não tem havido declarações afirmando ter havido fraude. E entre connhecidas figuras do Partido Republicano são muitas as vozes que dizem que não há qualquer dúvida que Biden venceu.
“Trump perdeu em eleições livres e justas” – John Bolton
Uma dessas vozes é John Bolton que foi conselheiro de segurança nacional do próprio presidente Trump antes de ter sido demitido. Bolton é uma figura Republicana muito critica de Trump mas a sua opinião reflecte a de muitos outros dentro do partido ele disse ser “muito importante que os lidres do Partido Republicano expliquem aos nossos eleitores- que não são tão estúpidos como pensam os Democratas- que de facto Trump perdeu a eleição e que as declarações de fraude eleitoral não têm qualquer fundmento”.
“Donald Trump perdeu naquilo que vimos até agora foi uma eleição livre e justa”, acrescentou
Há que deixar o processo jurído seguir os seus trâmites – Jurista
Mas o jurista Ken Starr que foi juiz num tribunal de apelação e foi também um procuador federal eagora é reitor da Universidade Baylor diz que há que ter paciência poque o sistema americano “foi desenhado para verificar….e é isso que está a acontecer agora”.
“ Não se apressem a fazer julgamentos”, disse o jurista para quem é necessário deixar “o processo seguir em frente tal como no caso de Bush contra Gore que decorreu durante 37 dias”.
Starr referia-se à controvérsia na primeira eleição de George W Bush quando os resultados eleitorais no estado da Florida que lhe deram a vitória acabaram no Tribunal Supremo .
O antigo conselheiro de George W. Bush, Karl Rove, disse no entanto num artigo escrito no Wall Street Journal não haver qualquer prova de fraude .
Rove lembrou por outro lado que para além de ter que vencer em acções em vários estados e ter que anular vantagens que se mostram dificeis de superar, o presidente Trump tem à sua frente outros problemas. Os estados vão começar a certificar os resulados eleitorais. Georgia já no proximo dia 20, Pensilvânia e Michigan a 23 Arizona a 30 de Novembro eWisconsin e Nevada a 1 de Dezembro.
Alguns analistas moçambicanos dizem que a constituição do antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, em arguido no processo autónomo sobre as chamadas dívidas ocultas, pode fazer com que ele seja extraditado para Moçambique, mas outros afirmam não acreditar nessa possibilidade.
Nos círculos jurídicos e políticos moçambicanos questiona-se agora é o que deve ser feito para garantir que ele seja extraditado da África do Sul, onde se encontra detido, para Moçambique.
Para o jurista José Machicame, o que o Estado moçambicano pode fazer é esperar pela decisão do ministro sul-africano da Justiça e Assuntos Correcionais porque renunciou a iniciativas suplementares em relação a todas aquelas que vinha encetando no sentido de garantir que Manuel Chang seja extraditado para para o país.
A informação oficial divulgada na altura foi que a Procuradoria-Geral da República (PGR), não iria desencadear mais nenhuma iniciativa tendente à extradição de Chang, porque sentia que acções suplementares só iriam arrastar o processo de tomada de decisão por parte do ministro da Justiça sul-africano.
Decisão soberana do ministro sul-africano
“Pelo que”, avança José Machicane, “em princípio, o Estado moçambicano e a justiça norte-americana aguardam que o titular da pasta da Justiça sul-africana, soberanamente, tome uma decisão em relação à extradição de Manuel Chang”.
Aquele jurista sublinha, entretanto, que houve um desenvolvimento significativo na justiça moçambicana, relacionado com o processo autónomo em que foram constituidos arguidos três antigos funcionários do Banco de Moçambique, em que Manuel Chang também é arguido.
Para José Machicame, “este novo desenvolvimento na justiça moçambicana, certamente, não passou despercebido ao ministro sul-africano da Justiça e Assuntos Correcionais, porque a corrente contra a extradição de Manuel Chang era que ele podia ser extraditado e não havia certeza sobre o estatuto criminal dele cá em Moçambique”.
Machicama afirma que “essa dúvida começa a desvanecer-se porque houve um desenvolvimento em relação à situação penal de Manuel Chang, que é a sua constituição em arguido em sede do processo autónomo, o que agravou a situação penal do antigo ministro das Finanças”.
Encenação
Na opinião daquele jurista, ” isso pode acrescentar mais um elemento de peso nos argumentos que a justiça moçambicana pode apresentar para ver Manuel Chang extraditado para o território moçambicano”.
Contudo, o analista Tomás Rondinho considera que o processo autónomo “não passa de uma encenação, porque cá internamente ainda há pessoas, supostamente implicadas e que tiveram um papel fundamental neste caso, mas que não estão detidas”.
Por seu turno, o jurista Tomás Vieira Mário, afirma ser possível que Manuel Chang seja extraditado para Moçambique porque com a absolvição de Jean Boustani, negociador da Privinvest e tido como principal arquitecto das dívidas ocultas de 2,2 milhões de dólares, durante o julgamento no tribunal de Nova Iorque, a justiça norte-americana pode, eventualmente, não estar interessada neste assunto.
Decapitações, que terão sido realizadas entre os dias 6 a 8 de novembro, tinham sido desmentidas pelo governador de Cabo Delgado
Sobreviventes do massacre de Muidumbe relataram à VOA nesta segunda-feira, 16, o “desespero” e a “agonia” de mais de 50 pessoas decapitadas num campo de futebol local, confirmando os rumores das execuções em massa perpetradas por grupos armados em Cabo Delgado.
Na semana passada, vários órgãos de comunicação moçambicanos e internacionais, relataram o sequestro de 50 pessoas que depois foram decapitadas num campo de futebol, que se transformou em átrio de execuções, na aldeia de Muatide.
As decapitações, que terão sido realizadas entre os dias 6 a 8 de novembro, foram desmentidas poucos dias depois pelo governador de Cabo Delgado, Valige Tauabo, mas condenadas “veementemente” pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que instou as autoridades a conduzirem uma investigação.
“As pessoas estão a morrer”, disse à VOA um professor do ensino secundário, que sobreviveu ao massacre e que se encontra refugiado em Mueda.
“As pessoas são sequestradas das aldeias e seus esconderijos e, ou, ao tentar ir recuperar alguma coisa (alimentos) em casa, logo são apanhadas e, depois levada para sua execução no campo” precisou.
Outro sobrevivente disse que várias vítimas decapitadas foram levadas de aldeias vizinhas de Muatide e executadas no campo de futebol da aldeia, usado para o extermínio.
“Estas decapitações estão a acontecer em Muatide. Quando os insurgentes entraram no primeiro dia não fizeram isso, mas no segundo e terceiro dias levaram pessoas das aldeias para o campo de Muatide e executaram” acrescentou.
O professor e outras pessoas tinham regressado à aldeia para cumprir o aviso do administrador para a retoma obrigatória, no dia 2 de Dezembro, das atividades paralisadas desde abril, após a ocupação da vila pelos insurgentes.
“Algumas pessoas decapitadas conheço por nome, outras não por nome, mas sabia que viviam naquele lugar. Em Muatide a primeira pessoa a ser decapitada foi um professor, já em Muambula foram decapitados alguns régulos e outras pessoas”, revelou outro sobrevivente.
O portal de noticias Pinnacle News avançou que centenas de vítimas foram registadas no massacre de Muatide e “cerca de 40 decapitações” noutras aldeias, incluindo de muitas crianças com menos de 15 anos, surpreendidas num rito de iniciação.
A notícia da descoberta de corpos desmembrados de pelo menos “cinco adultos e 15 menores” encontrados numa mata de Muidumbe circulou poucos dias depois da nova invasão dos insurgentes àquele distrito do interior centro de Cabo Delgado desde o início do mês.
Segundo as nossas fontes, o grupo continua a controlar a vila sede de Muidumbe e dezenas de aldeias do distrito, a par de Mocímboa da Praia, mais a norte.
A província de Cabo Delgado está a braços com ataques de insurgentes há três anos, e a estimativa de mortes é agora de duas mil pessoas, entre civis e militares.
Dados oficiais indicam haver, pelo menos, 435 mil deslocados internos devido a violência protagonizada por grupos, localmente conhecidos por al-shabab, que contam com alguma simpatia do Estado Islâmico, que já reivindicou vários ataques do grupo nos distritos do norte e centro de Cabo Delgado.
Coligação Global contra o Estado Islâmico discutiu crescentes capacidades dos insurgentes Os Estados Unidos estão “alarmados” com o aumento das capacidades do grupo rebelde que controla agora partes da província moçambicana de Cabo Delgado, escreve o jornal Washington Post.
Num artigo sobre a situação naquela província moçambicana, a publicação afirma que a situação foi recentemente analisada num encontro da Coligação Global contra o Estado Islâmico.
“Entidades do contraterrorismo dos Estados Unidos expressaram alarme sobre o crescente número (de rebeldes) e sua capacidade”, militar, indicaram fontes do jornal.
Nathan Sales, nomeado na semana passada enviado especial da coligação disse que os rebeldes são “do ponto de vista de terrorismo uma ameaça significativa qualquer que seja a sua origem”.
“É agora um movimento comprometido do ISIS (Estado Islâmico) que usa a violência para ganhar – e em alguns casos manter controlo – de território”, acrescentou o diplomata.
O Washington Post acrescenta que, no recente encontro da Coligação Global contra o Estado Islâmico, foi abordada a hipótese de ajuda a Moçambique para combater os insurgentes.
“Entidades oficiais dos Estados Unidos disseram estar a procurar parcerias com a África do Sul, Tanzânia e outros Estados da região para tentar ajudar Moçambique a combater o grupo e impedir os militantes de ganharem uma maior presença na área”, escreve o Washington Post.
Os membros da coligação tiveram uma reunião virtual na semana passada para discutir a luta contra o Estados Islâmico ao redor do mundo, mas poucos pormenores foram revelados.
Esta não é a primeira vez que os Estados Unidos manifestam preocupação com as crescentes capacidades dos rebeldes que operam em Cabo Delgado.
Em Agosto, o major general Dagvin Anderson, comandante de Operações Especiais no Comando Africano (Africom) das forças armadas americanas, informou o Departamento de Estado que é o Estado Islâmico que fornece “treino, educação e recursos adicionais” aos rebeldes moçambicanos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) lança hoje uma estratégia para eliminar o cancro do colo do útero, estimando que o acesso generalizado à vacinação, rastreio e tratamento pode salvar cinco milhões de vidas até 2050.
“Eliminar o cancro teria em tempos parecido um sonho impossível, mas agora temos instrumentos eficazes e baratos, baseados em provas, para tornar esse sonho uma realidade”, afirma, num comunicado, o diretor-geral da OMS, TedrosAdhanomGhebreyesus.
O cancro do colo do útero é uma doença evitável. Também é curável se for detetado precocemente e tratado adequadamente. No entanto, é o quarto cancro mais comum entre as mulheres em todo o mundo.
A menos que sejam tomadas novas medidas, o número anual de novos casos deverá aumentar de 570.000 para 700.000 entre 2018 e 2030 e o número anual de mortes deverá crescer de 311.000 para 400.000, adverte a OMS.
“Só podemos eliminar o cancro do colo do útero como um problema de saúde pública se combinarmos o poder dos instrumentos à nossa disposição com uma determinação inabalável de expandir a sua utilização à escala global”, salienta o responsável da OMS.
Os 194 membros da OMS comprometeram-se a eliminar o cancro do colo do útero, adotando uma resolução nesse sentido, na reunião anual da agência, realizada na semana passada.
“Este é um marco importante”, considerou, numa conferência de imprensa, a diretora-geral adjunta da OMS, Princess NothembaSimelela. A representante da OMS acentua que “pela primeira vez, o mundo concordou em eliminar o único cancro que podemos prevenir com uma vacina, e o único cancro que é curável se for detetado a tempo”.
Até agora os três principais instrumentos contra o cancro do colo do útero (vacinação, rastreio e tratamento) têm sido amplamente utilizados na maioria dos países ricos, mas a situação não é a mesma no resto do mundo, em particular devido ao elevado custo da vacina.
A estratégia da OMS visa que 90% das raparigas sejam vacinadas contra o papilomavírus humano (a causa do cancro do colo do útero) até aos 15 anos de idade.
Também exige que 70% das mulheres sejam rastreadas aos 35 e 45 anos e que 90% das mulheres diagnosticadas com a doença sejam tratadas.
Se estas medidas forem implementadas com sucesso até 2030, os novos casos da doença poderão ser reduzidos em mais de 40% e o número de mortes em cinco milhões até 2050.
A Igreja Católica alertou hoje que se “avizinham tempos mais escuros” para a Venezuela, a partir de 2021, com a imposição de um Estado comunal que consolidará a revolução e intensificará o processo de “islamização” do país.
O alerta foi feito por monsenhor Mário Moronta, bispo de San Cristóbal, num longo documento a que chamou “algumas reflexões sobre o que vem”, após as eleições legislativas previstas para 6 de dezembro.
“Gostemos ou não, seja legítima ou não, se imporá uma nova Assembleia Nacional [nas eleições de dezembro]. Em 2021 terá lugar o início do novo Estado ‘comunal’ [tipo de organização social, política e económica], com o desaparecimento definitivo de tudo o que cheira ao passado”, explica.
Segundo o bispo “começará uma nova etapa, a consolidação da revolução” que “eliminará, tudo o que é importante”, inclusive “alguns nomes vão ser mudados”, entre eles “o de paróquia cuja origem é eclesiástica”.
“Será o momento de implementar definitivamente o ‘poder popular’ que se fará sentir desde o novo ‘poder comunal'”, sublinha.
Por outro lado, refere que recentemente o ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, apresentou o seu homólogo Mohammad JavadZarif, “como o irmão amado” do Irão, um “facto aparentemente inocente que contém um complexo conjunto de ações e compromissos”.
“Os iranianos não estão tão interessados nos recursos venezuelanos quanto outras nações, o que os encorajou a penetrar na Venezuela foi estabelecer uma base estratégica de caráter geopolítico. A Venezuela converte-se agora de forma clara e pacífica em parceira do Irão, permitindo-lhe colocar suas bases de operações no nosso país”, afirma Mário Moronta.
Para a Igreja Católica “não se trata de receber petróleo, nem de compartilhar urânio, a sua presença tem o objetivo geopolítico de conquistar um espaço de penetração num lugar privilegiado da América Latina”.
Por outro lado, o bispo de San Cristóbal relembra que o falecido presidente Hugo Chávez (que presidiu ao país entre 1999 e 2013), “sempre falou de 2021 como uma data mítica”. Também da sua simpatia com o teórico marxista italiano António Gramsci e diz que usou “a estratégia gramsciana” de nomear Nicolás Maduro como seu sucessor.
“Talvez seja tarde demais para reverter o que vem, mas não é tarde para prepararmos melhor para enfrentar algo que já está à volta da esquina (…) Queixamo-nos que não há gasolina, que os serviços públicos não funcionam e que não há gás (…) destruir e impor um Estado é a única forma de mudar a sociedade. Destrói-se a indústria petrolífera, destrói-se o aparelho produtivo, para que renasça uma ‘nova Venezuela'”, explica.
Segundo Mário Moronta, o novo “poder popular” é o processo pelo qual o trabalho, estudo, recreação “das classes subalternas se transmutam numa célula constituinte de um poder social alternativo”, assumindo “a necessidade de expandir a consciência governamental do povo”, o que significa que só esse poder “pode estar no topo da sociedade”.
Por outro lado, o clérigo questiona o porquê dos venezuelanos não terem reagido quando os políticos governamentais diziam que a oposição jamais voltaria ao poder, ou se surpreendem quando o ministro da Defesa diz que já se sabe quem ganhará as eleições de 06 de dezembro.
Por outro lado, lembra que a Conferência Episcopal Venezuelana alertou que abster-se nas próximas eleições legislativas não é suficiente, e diz que a proposta de consulta opositora, prevista também para dezembro é “válida e interessante”.
“É importante tomar consciência do desastre em que estamos, do que vem, do tempo que se perdeu e do que podia ter sido e não foi”, afirma, sublinhando que “o caminho não será nem curto nem fácil”.
Argumento legal de Trump já não fala na ausência de representantes republicanos durante a contagem de quase 700 mil votos, optando por atacar regiões democratas que alertaram eleitores para erros nos votos por correio. Biden conquistou 306 votos no Colégio Eleitoral, frente a 232 de Trump.
Acampanha de Donald Trump deixou cair parte do processo que visava travar a certificação dos resultados eleitorais na Pensilvânia, um dos estados que o democrata Joe Biden venceu e que o catapultou para a Casa Branca.
Antes de uma audiência sobre o caso na terça-feira, a campanha deixou cair a acusação de que centenas de milhares de votos por correio — mais precisamente 682 479 — tinham sido processados ilegalmente sem os seus representantes presentes.
Ainda assim, Trump continua a tentar bloquear a certificação dos resultados na Pensilvânia, alegando que os eleitores democratas foram tratados mais favoravelmente que os republicanos.
Mas no processo não é pedido ao juiz que deite fora esses votos. Em vez disso, pede-se que sejam desqualificados votos de eleitores que tiveram uma oportunidade de corrigir os votos por correio que tinham sido por alguma razão considerados inválidos.
A administração de Donald Trump pretende reduzir o número de tropas norte-americanas no Afeganistão para metade até 15 de janeiro de 2021, indicou na segunda-feira (16), um responsável oficial norte-americano citado pela agência noticiosa Associated Press (AP).
A ordem fica aquém do objetivo do Presidente Donald Trump, que deverá abandonar o cargo em 20 de janeiro após as recentes presidenciais, quando admitiu previamente a retirada total das tropas até ao final de 2020, uma posição que enfrentou a oposição de conselheiros militares e diplomáticos.
O Pentágono também pretende cortar o número de tropas norte-americanas no Iraque para 2.500, uma redução de mais de 500 efetivos. As decisões não causaram surpresa, na sequência das alterações promovidas na liderança do Pentágono por Trump durante a passada semana, quando promoveu pessoas de confiança que partilham a sua frustração com a contínua presença militar em zonas de guerra.
Estas reduções constituem um sucesso de Trump nas suas semanas finais no poder, apesar de continuar a recusar reconhecer a sua derrota nas presidenciais de novembro face ao democrata Joe Biden.
O comandante da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Cabo Delgado, Assane Nyito, anunciou a circulação de grupos terroristas no distrito de Metuge,...
Chuvas torrenciais e deslizamentos de terra resultaram na morte de pelo menos 19 pessoas nos estados himalaicos de Caxemira e Nagaland, no extremo norte...