O Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) disse na terça-feira (17), que tem provas para esclarecer o rapto de um empresário moçambicano na segunda-feira em Maputo.
“O Sernic está a trabalhar com base nas informações colhidas no local e temos agora indícios [com base em imagens captadas pelas câmaras de vigilância] que nos podem permitir chegar aos autores desta ação criminosa”, disse à comunicação social Hilário Lole, porta-voz do Sernic na cidade de Maputo.

A vítima, um empresário ligado ao grupo Uzeir Trade Center, com sede na cidade da Beira, foi interpelada por um homem armado, quando se dirigia a uma barbearia que funciona num edifício de escritórios e habitações do centro de Maputo, após descer da viatura que era conduzida por uma outra pessoa.

O homem obrigou o empresário a entrar num carro em que estavam três pessoas armadas.

O crime ocorreu menos de uma semana após o rapto, na cidade da Matola, de uma portuguesa, entretanto libertada na quinta-feira.

A jovem, 27 anos, foi raptada na segunda-feira da semana passada e libertada pelos sequestradores na noite de quinta-feira, disse à Lusa fonte próxima da família.

Desde o início de 2020, as autoridades moçambicanas registaram um total de 11 raptos, cujas vítimas são empresários ou seus familiares.

Em outubro, um grupo de empresários na cidade da Beira, província de Sofala, centro de Moçambique, paralisou, por três dias, as suas atividades em protesto contra a onda de raptos no país.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), maior agremiação patronal do país, também já exigiu por diversas ocasiões um combate severo a este tipo de crime e até o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, já pediu mais medidas