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Quarta-feira, Julho 22, 2026
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França e Total atribuem 40 bolsas de estudo para moçambicanos em 2021

O projecto Mozambique LNG em parceria com o Governo Francês, vai atribuir bolsas de estudo a 40 estudantes moçambicanos para a frequência do ensino superior em França, a partir do próximo ano lectivo Europeu a iniciar em Setembro de 2021.

Num comunicado de imprensa, a multinacional informa que “o programa que a Total pretende que se torne sustentável nos próximos anos, terá bolsas com a duração de dois a três anos e será aberto ao público nas mais variadas disciplinas para os níveis de bachelor, mestrado e doutoramento”.

De acordo ainda com o documento que temos estado a citar, as bolsas serão atribuídas através de um processo de selecção, onde a diversidade de género, de proveniência geográfica e diferentes contextos académicos sejam igualmente tomados em consideração.

“Estamos satisfeitos com esta parceria com o projecto Mozambique LNG”, disse o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Ernesto Max Elias Tonela, que sublinhou a importância da formação de massa crítica de jovens moçambicanos.

Ademais, Tonela considera este “um passo importante e ambicioso nos seus compromissos para a materialização dos planos do Governo que priorizam a formação dos recursos humanos que tomem parte em áreas estratégicas dos projectos de gás em Moçambique”.

Para o Embaixador de França em Moçambique, David Izzo, “estas bolsas, que vêm reforçar os programas de formação e as parcerias já existentes, testemunham, uma vez mais, dos profundos laços de cooperação existentes entre a França e Moçambique e da importância que as parcerias público-privadas podem desempenhar para catalisar o desenvolvimento do país. O futuro do país constrói-se com a sua juventude e regozijo-me por este novo avanço, por este passo concreto”.

Ronan Bescond, director-geral da Total em Moçambique, afirmou: “Alinhada com a nossa ambição de nos tornarmos a empresa líder mundial de energia responsável, a Total está muito focada em contribuir para o desenvolvimento dos países em que opera. Por isso, nós fazemos do desenvolvimento partilhado uma dimensão indissociável do nosso modelo económico. É um princípio que reforça a nossa integração local e contribui de maneira sustentável para o desenvolvimento socioeconómico dos territórios que nos acolhem. A formação destes jovens, que poderão abraçar futuramente oportunidades dentro e fora nosso projecto, é, pois, parte fundamental desta responsabilidade de contribuir para o desenvolvimento sustentável e responde aos compromissos estabelecidos com o Governo Moçambicano em matéria de desenvolvimento do conteúdo local”.

Refira-se que em 2019, no momento mais alto das suas operações, mais de 90% da força de trabalho da construção era moçambicana (5.500 trabalhadores de 6.100), incluindo 20% do Distrito de Palma, sendo que neste momento a petrolífera assegura que pretende manter 1.500 empregos de longo prazo ao longo da fase de produção.

Vagas de emprego do dia 04 de Dezembro de 2020

Foram publicadas hoje, dia 04 de Dezembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Lista de oportunidades de emprego para hoje

1. Vaga para Agentes de Serviços

A Agência de Emprego MECO Empreendimentos está a recrutar staff doméstico para seus clientes Agentes de Serviços. Saiba mais.

2. Vaga para Consultor para Capacitação

O Fórum das Associações de Pessoas com Deficiência (FAMOD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Capacitação do Staff. Saiba mais.

3. Vaga para Consultor

Associação dos Cegos e Amblíopes de Moçambique (ACAMO) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor. Saiba mais.

4. Vaga para Gestor Nacional de Vendas

Uma empresa do grupo A com sede em Maputo, pretende recrutar para o seu quadro do pessoal um (1) Gestor Nacional de Vendas. Saiba mais.

5. Vaga para Técnico Aduaneiro

A Ferpinta pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Aduaneiro. Saiba mais.

6. Vaga para Estagiário de RH

A Meco Empreendimentos é uma Empresa inovadora nos serviços de Recursos Humanos, Recrutamento e selecção de mão de Obra,  pretende recrutar um(a) Estagiário/a de RH. Saiba mais. Vagas de emprego ainda abertas

1. Vagas para Assistentes de Campo

A Associação para o Desenvolvimento Urbano – PAMODZI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Assistentes de Campo. Saiba mais.

2. Vaga para Motorista – Logístico 

A Associação para o Desenvolvimento Urbano – PAMODZI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Motorista – Logístico. Saiba mais.

3. Vaga para Assistente Administrativo 

A Associação para o Desenvolvimento Urbano – PAMODZI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Administrativo. Saiba mais.

4. Vaga para Oficial de Administração e Finanças 

A Associação para o Desenvolvimento Urbano – PAMODZI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Administração e Finanças. Saiba mais.

5. Vagas para Guardas

A Associação para o Desenvolvimento Urbano – PAMODZI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Guardas. Saiba mais.

6. Vaga para Oficial de Campo

A Associação para o Desenvolvimento Urbano – PAMODZI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Campo. Saiba mais.

7. Vaga para Agente de Limpeza

A Associação para o Desenvolvimento Urbano – PAMODZI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Agente de Limpeza. Saiba mais.

8. Vaga para Director Técnico

A N´weti, Organização Nacional não Governamental, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director Técnico. Saiba mais.

9. Vaga para Assistente de Recursos Humanos

A Shingirirai pretende recrutar para o seu quadro de Pessoal um (1) Assistente de Recursos Humanos. Saiba mais.

10. Vagas para Assistentes de Dados

A Shingirirai pretende recrutar para o seu quadro de Pessoal dois (2) Assistentes de Dados. Saiba mais.

11. Vaga para Representante De Vendas De Van

A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para seu cliente um (1), Representante de Vendas de Van. Saiba mais.

12. Vaga para HSE Officer

A Rencotek está a recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) HSE Officer. Saiba mais.

13. Vaga para Oficial De NFI E Shelter

A Fundação AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (01) Oficial de NFI e Shelter. Saiba mais.

14. Vaga para Especialista De Mobilização Comunitária

A Fundação AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Especialista de Mobilização Comunitária. Saiba mais.

15. Vaga para Oficial De WASH

A Fundação AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de WASH. Saiba mais.

16. Vaga para Oficial De Protecção

A Fundação AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de Proteção. Saiba mais.

17. Vaga para Chefe de Embarcação

A EA-APE pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Chefe de Embarcação. Saiba mais.

18. Vaga para Cozinheiro de Embarcação

A EA-APE pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Cozinheiro de Embarcação. Saiba mais.

19. Vaga para Lubrificador de Embarcação

A EA-APE pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Lubrificador de Embarcação. Saiba mais.

20. Vaga para Engenheiro de Embarcação

A EA-APE pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Engenheiro de Embarcação. Saiba mais.

21. Vaga para Marinheiro Habilitado

A EA-APE pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Marinheiro Habilitado. Saiba mais.

22. Vaga para Consultor para Elaboração do Relatório Anual

Associação de Jovens da Soalpo (JOS-SOAL) está a recrutar um Consultor para Elaboração do Relatório Anual. Saiba mais.

23. Vaga para Recepcionistas

A We Solve It Consultoria e Serviços. EI  pretende admitir para seu quadro de pessoal  Recepcionistas. Saiba mais.

24. Vaga para Entrevistadores

A empresa Intercampus– Estudos de Mercado, Lda.  pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Entrevistadores. Saiba mais.

25. Vaga para Inquiridor – Zambézia

O Instituto Nacional de Estatística (INE) pretende recrutar um (1) Inquiridor – Zambézia. Saiba mais.

26. Vaga para Inquiridor – Nampula

O Instituto Nacional de Estatística (INE) pretende recrutar um (1) Inquiridor – Nampula. Saiba mais.

27. Vaga para Inquiridor – Cabo Delgado

O Instituto Nacional de Estatística (INE) pretende recrutar um (1) Inquiridor – Cabo Delgado. Saiba mais.

28. Vagas para Inquiridores – Niassa

O Instituto Nacional de Estatística (INE) pretende recrutar dois (2) Inquiridores – Niassa. Saiba mais.

29. Vagas para Inquiridores – Tete

O Instituto Nacional de Estatística (INE) pretende recrutar dois (2) Inquiridores – Tete. Saiba mais.

30. Vagas para Inquiridores – Manica

O Instituto Nacional de Estatística (INE) pretende recrutar três (3) Inquiridores – Manica. Saiba mais.

31. Vagas para Inquiridores – Sofala

O Instituto Nacional de Estatística (INE) pretende recrutar dois (2) Inquiridores – Sofala. Saiba mais.

32. Vagas para Inquiridores – Inhambane

O Instituto Nacional de Estatística (INE) pretende recrutar três (3) Inquiridores – Inhambane. Saiba mais.

33. Vagas para Inquiridores – Gaza

O Instituto Nacional de Estatística (INE) pretende recrutar três (3) Inquiridores – Gaza. Saiba mais.

34. Vagas para Inquiridores – Maputo Província

O Instituto Nacional de Estatística (INE) pretende recrutar três (3) Inquiridores – Maputo Província. Saiba mais.

35. Vaga para Inquiridores – Maputo Cidade

O Instituto Nacional de Estatística (INE) pretende recrutar () Inquiridores – Maputo Cidade. Saiba mais.

38. Vaga para Oficial Sénior de Fauna Bravia

O Fundo Mundial para a Natureza (WWF), pretende recrutar um (1) Oficial Sénior de Fauna Bravia. Saiba mais.

39. Vaga para Gestor Comercial

Uma Empresa do Grupo A pretende admitir para seu quadro de pessoal um (1) Gestor Comercial. Saiba mais.

40. Vagas para Controladores de Custos

A Heading Moz está a recrutar para o seu cliente uma empresa do ramo de Óleo & Gás dois (2) Controladores de Custos. Saiba mais.

41. Vaga para Engenheiro de Planificação

A Heading Moz está a recrutar para o seu cliente uma empresa do ramo de Óleo & Gás um (1) Engenheiro de Planificação. Saiba mais.

42. Vaga para Líder de Colaboração, Aprendizagem e Adaptação

A CARE Internacional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Líder de Colaboração, Aprendizagem e Adaptação. Saiba mais.

43. Vaga para Líder de Visão Comunitária

A CARE Internacional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Líder de Visão Comunitária. Saiba mais.

44. Vaga para Líder de Mudança Social e Comportamental (SBC)

A CARE Internacional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Líder de Mudança Social e Comportamental (SBC). Saiba mais.

45. Vaga para Líder de Monitoria e Avaliação

A CARE Internacional pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Líder de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

46. Vagas para Técnicos de Saúde

A EP Management and Consultancy Services esta a contratar vários profissionais para exercer a função de Técnicos de Saúde. Saiba mais.

47. Vagas para Inquiridores

A EP Management and Consultancy Services pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Inquiridores. Saiba mais.

48. Vaga para Produtor de Vídeos

A Viva Táxi, uma empresa de táxi por aplicativo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Produtor de Vídeos. Saiba mais.

49. Vaga para Logístico Sénior

A Fundação AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Logístico Sénior baseado em Pemba. Saiba mais.

50. Vaga para Contabilista

A Fundação AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Contabilista. Saiba mais.

51. Vaga para Tesoureiro

A Fundação AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Tesoureiro. Saiba mais.

52. Vaga para Backend Developer

A Medihealth pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Backend Developer. Saiba mais.

53. Vaga para Especialista de Gestão de Casos

A Save the Children Internacional (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Especialista de Gestão de Casos. Saiba mais.

54. Vagas para Assistentes Estagiários de Engenharia de Construção Civil

A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Assistentes Estagiários de Engenharia de Construção Civil. Saiba mais. Saiba mais.

55. Vaga para Assistente Estagiário de Informática

A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Estagiário de Informática. Saiba mais.

56. Vaga para Assistente Estagiário de Telecomunicação/ Automação

A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) . Saiba mais.

57. Vaga para Assistente Estagiário de Engenharia Electrónica

A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Estagiário de Engenharia Electrónica. Saiba mais.

58. Vaga para Assistente Estagiário de Marketing

A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Estagiário de Marketing. Saiba mais.

59. Vaga para Assistente Estagiário de Gestão de Recursos Humanos

A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Estagiário de Gestão de Recursos Humanos. Saiba mais.

60. Vaga para Assistente Estagiário de Economia

A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Estagiário de Economia. Saiba mais.

61. Vaga para Assistente Estagiário de Economia Monetária e Seguros

A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Estagiário de Economia Monetária e Seguros. Saiba mais.

62. Vaga para Assistente Estagiário de Economia de Desenvolvimento

A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Estagiário de Economia de Desenvolvimento. Saiba mais.

63. Vaga para Técnico Superior N1 de Química Analítica

A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Superior N1 de Química Analítica. Saiba mais.

64. Vaga para Agente Técnico

A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Agente Técnico. Saiba mais.

65. Vaga para Motorista

A Direcção Provincial da Agricultura e Pesca pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Motorista. Saiba mais.

66. Vagas para Médicos Veterinários

A Direcção Provincial da Agricultura e Pesca pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Médicos Veterinários. Saiba mais.

67. Vaga para Motoristas

A Viva Táxi, uma empresa de táxi por aplicativo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Motoristas. Saiba mais.

68. Vaga para Assessor Técnico Sénior

A ThinkWell pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor Técnico Sénior. Saiba mais.

“Biden quer sistema migratório que beneficie todos”

A administração de Joe Biden vai trabalhar “desde o primeiro dia” para criar um sistema migratório que beneficie “todos”, prometeu na quinta-feira (03), o cubano-norte-americano Alejandro Mayorkas, escolhido para liderar o Departamento de Segurança Interna.

Vamos arregaçar as mangas para, desde o primeiro dia, reparar o que está estragado, unir as famílias, construir um sistema migratório que funcione para todos”, declarou Mayorkas durante uma videoconferência organizada por uma associação empresarial.

Mayorkas realçou a importância de existir um esforço bipartidário para criar um sistema migratório, o que depende do Congresso e que o governo de Barack Obama (2009-2017), de quem Joe Biden era vice-presidente, já tinha tentado fazer.

A última vez que o Congresso aprovou uma lei para reformar o sistema migratório foi em 1986, quando Ronald Reagan era presidente (1981-1989) e ambas as câmaras estavam controladas pelos democratas.

Uma lei de menor dimensão foi aprovada também em 1990, quando George H.W. Bush (1989-1993) era o chefe de Estado.

Matrículas para 1ª classe decorrem desde 30 de Novembro até 26 de Fevereiro

Iniciaram a 30 de Novembro último, com término previsto para 26 de Fevereiro, as matrículas da 1ª classe para o ano lectivo 2021. O processo deverá abranger 1.540 mil crianças, contra 1.500 mil este ano.

De acordo com o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH), podem ser inscritas “todas as crianças que completam seis anos de idade em 2021”.

Para o efeito, os pais e encarregados de educação devem dirigir-se às escolas mais próximas das suas áreas de residências com um destes documentos: certidão de nascimento, cédula pessoal, boletim de nascimento ou bilhete de identidade, explica uma nota do MINEDH.

Igualmente, podem ser matriculadas, na 1ª classe, crianças com idade até 14 anos, que por alguma razão não puderam estudar nos anos anteriores.

Segundo o documento a que “O País” teve acesso, os alunos internos da 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 7ª, 9ª, 10ª e 12ª classes, alfabetização e educação de adultos deverão regularizar as inscrições de 04 de Janeiro a 05 de Fevereiro de 2021.

Para a 6ª, 8ª e 11ª classes, as inscrições decorrerão de 26 de Fevereiro a 12 de Março próximos.

O MINEDH lembra que não existem taxas de matrículas da 1ª a 9ª classes, alfabetização e educação de adultos. Ou seja, os estudos são gratuitos. A medida vigora desde o ano lectivo em curso, no âmbito da escolaridade obrigatória.

Gina Guibunda, porta-voz do MINEDH, disse ao “O País”, em contacto telefónico, esta quinta-feira, que mais de 6.900 mil alunos estão matriculados da 1ª a 7ª classes no ensino púbico, neste ano escolar, que devido ao novo Coronavírus termina em Fevereiro próximo. Outros 1.300 mil estudantes foram matriculados da 8ª a 12ª classes.

O Governo determinou, recentemente, que os alunos que frequentavam classes sem exame em 2020 progridem para o nível seguinte, no próximo ano lectivo. A medida, tomada no contexto da retoma faseada de aulas presenciais nas classes com exame, depois de meses de restrições impostas pela COVID-19, visa garantir o fluxo do sistema de ensino.

Para 2021, as contas continuam por fazer para se apurar quantos alunos estarão no Sistema Nacional de Educação, uma vez que a pandemia criou desarranjos, mormente na materialização do calendário escolar.

Aliás, Gina Guibunda explicou, num outro desenvolvimento, que o levantamento estatístico, que geralmente acontece em Março de cada ano lectivo, será feito numa altura ainda por definir, após o arranque do ano escolar, de princípio em Março de 2021.

EXAMES DAS CLASSES COM AULAS PREVISTOS PARA FEVEREIRO

As aulas da 10ª e 12ª classes serão interrompidas de 19 de Dezembro a 03 de Janeiro de 2021, para garantir o descanso dos professores por duas semanas, segundo uma nota do MINEDH a que “O País” teve acesso. Refira-se que o interregno coincide com a quadra festiva.

O ano lectivo 2020 termina a 26 de Fevereiro. Até lá, várias actividades curriculares estão programadas, tais como o Conselho de Avaliação, de 25 a 29 de Janeiro; primeira chamada de exame, de 01 a 06 de Fevereiro; e segunda chamada, de 08 a 12 do mesmo mês. A publicação dos resultados está prevista para 25 do mesmo mês.

Os professores voltarão a ter descanso de 27 de Fevereiro a 14 de Março, vésperas do arranque do ano lectivo 2021.

O calendário escolar da 7ª classe será implementado na mesma modalidade, com a diferença de a interrupção de aulas, por duas semanas, iniciar um dia depois do da 10ª e 12ª classes.

O mesmo será em relação ao 3º ano do subsistema de alfabetização e educação de adultos.

A primeira chamada de exame, para a 7ª classe, terá lugar de 25 a 26 de Janeiro, enquanto a segunda decorrerá de 01 a 02 de Fevereiro.

Países vizinhos questionam seriedade do Governo no combate à insurgência

A publicação Daily Maverick, citando um oficial da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral ( SADC) diz que durante a recente cimeira da Comunidade, o Governo de Moçambique apresentou alguns elementos de um plano de resposta regional à insurgência, mas que requer mais informações detalhadas.

Alguns analistas dizem que o Executivo de Filipe Nyusi, ao prescindir do apoio da SADC no combate à insurgência em Cabo Delgado, quer evitar dar protagonismo a tropas estrangeiras no território nacional, mas outros consideram que essa ajuda é fundamental porque o país não está a conseguir conter os ataques, numa altura em que alguns Estados da região começam a questionar a seriedade de Moçambique relativamente a este assunto.

De acordo com aquela publicação, outros governos da África Austral começam a perguntar-se até que ponto o Governo de Maputo é sério em relação à busca de ajuda na luta contra a crescente insurgência islâmica em Cabo Delgado, acrescentando que o Presidente Filipe Nyusi nem se preocupou em participar na cimeira de Gaberone, no Botswana, no passado dia 27, para discutir esta matéria.

Em vez disso, Nyusi enviou o ministro da Defesa nacional, Jaime Neto, que apresentou aos líderes regionais uma lista de compras de equipamento militar que Moçambique precisa para combater os insurgentes e não um plano coerente.

Para alguns analistas, o plano coerente exigido, seria, eventualmente em termos de tropas a enviar para Moçambique.

O analista Borges Namire considera que isso depende muito do tempo e da intensidade dos ataques, afirmando que se estes durarem muito mais tempo Moçambique vai ter que aceitar tropas estrangeiras.

“Esta é uma decisão que deve ser tomada com muita cautela, penso que Moçambique pode pedir ajuda em determinadas áreas, como controlo da fronteiras e recolha de informações, mas ter forças militares, no terreno, a combater, isso exige ponderação e um debate muito mais alargado”, avança aquele analista.

Moçambique tem um histórico de intervenção de forças armadas da Tanzânia e do Zimbabwe que apoiaram na luta contra a Renamo, o apartheid e o regime rodesiano de Ian Smith.

Em alguns círculos de opinião, inclusive do próprio Executivo, afirma-se que este histórico deve ser evitado.

O analista Calton Cadeado é defensor deste ponto de vista porque, diz, “é difícil de controlar, sobretudo quando o compromisso for para colocar muitas tropas estrangeiras no solo moçambicano.

“Eu penso que Moçambique quer evitar dar protagonismo a forças estrangeiras no país”, conclui.

Contudo, para o analista Adriano Nuvunga, ” a intervenção da SADC em Cabo Delgado é urgente porque Moçambique não está a conseguir deter o avanço e a consolidação da insurgência militar islâmica naquela província”.

Construídas habitações para população de baixa renda e sem taxas de juro

Governo aplicou 24 milhões de meticais na construção de 30 casas de “tipo zero” evolutivas a um custo unitário de cerca de 700 mil meticais para cidadãos sem condições, no distrito da Manhiça, província de Maputo.

Já foi concluído e entregue o primeiro lote de 30 residências erguidas no âmbito do projecto “Renascer”, lançado em Março deste ano, sob gestão do Fundo do Fomento para Habitação (FFH).

As casas em alusão foram construídas na vila da Manhiça, financiadas com fundos do Orçamento de Estado, segundo a vice-ministra das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Cecília Chamutota.

Cada casa custa 667.766,40 mil meticais a serem pagos em 20 anos, com o valor mensal de 2.783,36 meticais, com taxa de juro zero. Os mutuários têm idades que variam entre 22 e 45 anos, com rendimentos de até cinco salários mínimos. Além da casa, é entregue um terreno infraestruturado.

Na ocasião da entrega das referidas infraestruturas, a governante disse que o Executivo projecta construir um total de 1.650 até ao fim do presente quinquénio.

Além das casas acabadas de inaugurar, está em curso a edificação de 300 na cidade Maputo e nas províncias de Nampula e Cabo Delgado, avaliadas em 210 milhões de meticais, também provenientes do Orçamento do Estado.

A vice-ministra das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos afirmou que, além de atender às camadas de baixa renda, o projecto “Renascer” irá impulsionar o surgimento e crescimento de conjuntos habitacionais e polos de desenvolvimento, devidamente urbanizados, com infra-estruturas e, desta forma, contribuir para a redução de assentamentos informais.

A iniciativa vai estimular o desenvolvimento de projectos habitacionais nos municípios. Actualmente, o “Renascer” está a ser implementado nas cidades de Maputo, Nampula, Pemba, Montepuez e nas vilas de Ribáuè e Monapo.

Fragilidades da Justiça facilitam impunidade de caçadores furtivos

A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) não tem dúvidas de que as fragilidades na Administração da Justiça continuam um dos grandes entraves no combate à rede complexa de caçadores furtivos. Só na província de Maputo foram registados, este ano, mais de 30 casos que resultaram na detenção de 43 pessoas.

A ANAC culpa todo o sistema da Justiça pela ineficiência no seguimento dos casos da caça furtiva no país. A instituição fala de inoperância para o descobrimento da raiz do problema, ou seja, os mandantes e os traficantes.

“A caça furtiva está estruturada em pelo menos cinco níveis. E praticamente nós temos acesso aos [caçadores] do nível um, os que vão ao terreno para caçar. São pessoas que não têm muitas informações. Eles só recebem orientações e instrumentos e vão à caça. O sistema de fiscalização e protecção da fauna bravia e da flora, nas áreas de conservação, assim como todo o sistema de aplicação da lei em Moçambique ainda está limitado à detenção, acusação e julgamento dos indivíduos do nível um”, lamentou Jorge Fernando, fiscal daquela entidade.

Há armas ilegais de alto calibre que circulam em Maputo. Jorge Fernando revelou ainda que as facilidades deixadas pelo Estado favorecem a que os caçadores sofistiquem os seus “modus operandi”, chegando a afrontar as autoridades com armas de alto calibre.

“Eles portam armas de grande calibre, armas capazes de derrubar um elefante e um rinoceronte com apenas uma bala. É um equipamento potente e a sua origem constitui um mistério. São armas que começamos a apreender desde 2015. Deve haver um circuito de fornecimento dessas armas que ainda não conseguimos descortinar. Os mandantes são do nível dois e três e raramente conseguimos chegar a eles. Se não chegamos a eles, automaticamente não chegamos aos traficantes, os que detém dinheiro. Achamos que há pessoas com um arsenal de armas em suas casas, alguns deles são conhecidos mas o sistema [da Justiça] não consegue manientar esses indivíduos”, narrou o fiscal Jorge, manifestamente entristecido.

DOIS MORTOS E MAIS DE 40 DETITOS EM MAPUTO POR CAÇA ILEGAL

Presente na ocasião das declarações, a secretária de Estado da província de Maputo, Vitória Diogo, lamentou o incremento de casos da caça furtiva, o que tem impacto não só na sobrevivência de espécies, mas também na economia do país.

“O aumento da degradação da biodiversidade no país, acelerado pelas práticas impróprias, entre as quais o abate indiscriminado das espécies faunísticas, constitui ameaça e uma das grandes preocupações do Governo”, na medida em que “trazem consequências nefastas para a sustentabilidade da biodiversidade e para a economia nacional, inviabilizando alguns programas do Governo e, consequentemente o desenvolvimento”, introduziu a governante.

Vitória Diogo fez ainda a radiografia da situação da província de Maputo, sugerindo que os números que chegam às autoridades nem sempre são reveladores da gravidade da situação no terreno.

“A nossa província, à semelhança das restantes do país, continua a registar índices elevados de caça furtiva. A título do exemplo, de Janeiro a Setembro do presente ano, a Polícia de Protecção dos Recursos Naturais e Meio Ambiente reportou 33 casos”, revelou a secretária de Estado da província de Maputo, para quem em conexão com esses crimes, 43 indivíduos foram detidos sob acusação de caça furtiva.

Ademais, houve apreensão de instrumentos usados nessa actividade ilícita. “Isso mostra que devemo-nos preocupar com este mal. Sabe-se que no terreno há ocorrências de muitas situações ilegais, que não chegam ao nosso conhecimento. Mas todos nós sabemos que nos mercados informais há venda de carne de caça”, terminou Vitória Diogo.

Segundo dados fornecidos pela ANAC, de Janeiro a esta parte, dois caçadores furtivos morreram afogados na Barragem de Corrumane, na província de Maputo, quando fugiam das autoridades de protecção, momentos depois de terem sido alegadamente surpreendidos a apanhar animais protegidos por lei.

MIREME quer salvaguarda do interesse público no processo de marcação de combustível

O governo assume o processo de marcação de combustíveis enquanto durar o diferendo em volta do concurso público para o novo operador. O Ministro dos Recursos Minerais e Energia explicou no parlamento as razões da polémica e o que está efectivamente em causa.

Os deputados questionaram e Max Tonela abriu o livro para explicar os factos. Para o Ministro, o processo está a ser alvo de interferências hostis de grupos de interesse instalados, e que são contrários ao interesse nacional.

“Desde o início do lançamento do concurso foi evidente a resistência de interesses instalados que culminaram com tentativas de descredibilização do processo que foi transparente e justo, e que traria os benefícios para o Estado, bem como para a indústria e para a população moçambicana no geral. Na sequência deste processo, um dos concorrentes recorreu (aos órgãos de justiça) dentro dos limites e direitos que tem, e o Governo, respeitando estes direitos, aguarda que o interesse público deve prevalecer, independentemente do interesse dos grupos” explicou.

Ainda assim, o Ministro, a marcação dos combustíveis é irreversível, pois é dessa forma que se pode desmantelar o sindicato criminoso instalado neste sector e proteger o consumidor final.

“Existe a prática de adulteração ou viciação de combustíveis ou a mistura de combustíveis mais baratos, como o petróleo de iluminação com diesel, com preços mais elevados e que são vendidos como diesel, criando problemas para os equipamentos industriais para os motores de viaturas, reduzindo o tempo de vida útil destes equipamentos, lesando os utilizadores finais e pondo em causa a salvaguarda do ambiente” revelou Tonela.
Neste momento o Governo assume os serviços de marcação, até que haja desfecho do processo judicial, em torno do concurso público que está em contestação.

“Para não deixar um vazio o Governo decidiu chamar a si o processo de marcação a partir de 1 de Dezembro corrente enquanto aguarda o desfecho do processo em tribunal. Portanto, neste momento, estão sob responsabilidade de uma equipa conjunta envolvendo a inspecção-geral do MIREME que, entre outras atribuições tem a responsabilidade de fazer a coordenação com outras instituições com vista à protecção e combate ao contrabando, comercialização ilegal e adulteração de produtos petrolíferos” frisou.

Dirigente do Barcelona assu​​​​​​​me: “Eu teria vendido Messi”

A possível saída de Messi do Barcelona foi uma das novelas do último verão e continua a dar que falar.

Agora foi Carles Tusquets, presidente da comissão de gestão do Barcelona, a falar sobre a possibilidade que se abriu com o pedido do jogador argentino para deixar o clube. Tusquets defende que a melhor opção, na sua opinião, teria sido vender o histórico camisola 10.

«Em termos económicos, eu teria vendido Messi no verão. Tanto pelo que se poupava na massa salarial como pelo que iríamos receber. Mas isso é algo que deve se discutido pel equipa técnica», defende o responsável pelo referido órgão consultivo dos blaugrana, que não tem poder de decisão.

«Se vier grátis, podemos pensar na contratação. Porque se não vendemos, não há dinheiro para pagar contratações, a não ser que o próximo presidente tenha um milagre na manga», aponta.

Governo da Tanzânia processado por manter meninas grávidas fora da escola

O grupo de direitos das mulheres, Equality Now, abriu um processo contra o governo da Tanzânia no Tribunal Africano dos Direitos Humanos e dos Povos por causa da proibição de meninas grávidas de frequentar a escola.

A organização, em um comunicado, disse que ir aos tribunais era o último recurso depois de anos de lobby do governo para derrubar a proibição.

O governo da Tanzânia não respondeu oficialmente ao processo.

Uma lei aprovada em 2002 permite a expulsão de meninas grávidas.

A lei diz que as meninas podem ser expulsas e excluídas da escola por “ofensas contra a moralidade” e “casamento”.

Grupos de direitos das mulheres vêm pedindo ao governo que mude a lei.

Pelo menos 8.000 meninas tanzanianas abandonam a escola todos os anos devido à gravidez, de acordo com um relatório da Human Rights Watch .

A Equality Now disse que a proibição era discriminatória e prendeu muitas meninas em um ciclo de pobreza.

Condenado por terrorismo no Quênia ‘se mata na prisão’

Um homem tanzaniano condenado por envolvimento no ataque de 2015 a uma universidade queniana que deixou 148 mortos se matou na prisão, segundo a mídia citando fontes da polícia e da prisão.

Os quatro agressores foram baleados pelas forças de segurança da Universidade Garissa, mas Rashid Charles Mberesero, e dois outros, foram condenados no ano passado por conspiração para cometer um ataque terrorista e por pertencerem ao grupo militante al-Shabab com base na Somália.

Mberesero foi condenado à prisão perpétua.

O jornal Standard do Quênia informa que ele teve problemas de saúde mental na prisão e estava indo a um psiquiatra.

Daily Nation diz que Mberesero se enforcou dentro de sua cela usando um pedaço de um cobertor.

O ataque de 2015 levou a uma grande manifestação de pesar no Quênia, com pessoas fazendo vigílias à luz de velas pelas vítimas.

O Al-Shabab diz que está em guerra com o Quênia desde que as forças quenianas entraram na Somália em outubro de 2011 em um esforço para esmagar os militantes que lutavam contra o governo apoiado pela ONU.

Gana vota para novo presidente em 7 de dezembro

Os ganenses vão às urnas na segunda-feira, com o presidente em exercício Nana Akufo-Addo e o ex-presidente John Mahama como principais candidatos. O partido de Akufo-Addo fez campanha principalmente em suas iniciativas educacionais, enquanto o de Mahama se concentrou na criação de empregos e no ataque ao histórico de corrupção de seu oponente. Mas os rostos familiares também tornaram a apatia do eleitor um problema.

O governo de Gana anunciou nesta semana que segunda-feira, 7 de dezembro, seria um feriado – para ajudar a levar os eleitores às urnas para escolher o próximo presidente.

Apesar de mais de 17 milhões de eleitores registrados e 12 candidatos presidenciais, as autoridades estão lutando contra a apatia dos eleitores com os candidatos favoritos das duas últimas eleições.

O atual presidente Nana Akufo-Addo do Novo Partido Patriótico (NPP) está enfrentando seu antecessor, John Mahama, do opositor Congresso Nacional Democrático (NDC).

Mahama ganhou na eleição de 2012 e depois perdeu para Akufo-Addo na eleição de 2016.

O jornalista Al-Smith disse que, apesar de seus esforços para aumentar a conscientização sobre os efeitos do COVID-19, tem sido uma luta fazer os ganenses levarem o vírus a sério, especialmente porque as eleições ocuparam o centro do palco

Kojo Asante, do Centro de Desenvolvimento Democrático de Gana, diz que há fadiga, principalmente entre as classes médias.

“As primeiras horas são sempre um bom indicador de se as pessoas acabarão saindo”, disse Asante. “Se eles virem que a multidão está se comportando e receberem um feedback de que é muito fácil votar e, então, eles podem eventualmente sair, mesmo que tenham decidido não fazê-lo”.

Apesar do desafio, Asante afirma que sua pesquisa pré-eleitoral mostra que os ganenses estão preocupados com questões como a melhoria da infraestrutura e do emprego.

A pesquisa apontou respostas positivas sobre o manuseio do COVID-19, fontes de alimentação e educação pelo NPP.

Mas o público ficou menos impressionado com o histórico de Akufo-Addo sobre inflação, desigualdade e corrupção.

Atacar Akufo-Addo contra a corrupção foi o foco da campanha de Mahama, junto com a criação de empregos.
Mas Kobi Annan, do grupo de consultoria de risco Songhai Advisory, diz que os dois têm desempenho inferior no cargo.

“É uma escolha difícil para muita gente. Nenhum deles teve um desempenho fantástico durante seus mandatos, e acho que isso se resumirá principalmente a sentimentos em torno de coisas como educação, corrupção, criação de empregos. Acho que a criação de empregos e a educação em particular – isso afeta mais as pessoas no dia a dia do que a corrupção ”, disse Annan.

Sob a presidência de Mahama, houve uma crise de energia, escândalos de corrupção e uma desvalorização da moeda.

Em 2016, o NPP venceu por cerca de um milhão de votos e com grandes expectativas de Akufo-Addo para erradicar a corrupção.

Mas nas semanas que antecederam a eleição deste ano, a oposição NDC fez alegações de corrupção contra Akufo-Addo. O promotor especial anticorrupção de Gana renunciou apenas três semanas antes da eleição, alegando interferência política.

Embora Akufo-Addo negue qualquer corrupção em seu governo, analistas dizem que é difícil saber se as alegações terão impacto na votação.

Independentemente do resultado, ou comparecimento dos eleitores, os analistas esperam que a eleição de Gana seja justa e pacífica – como nas duas últimas eleições.

Maame Gyekye-Jandoh é chefe do Departamento de Ciência Política da Universidade de Gana.

“As emoções podem aumentar, mas com base nesses precedentes anteriores, nesses bons precedentes anteriores, acredito que a eleição será pacífica e os resultados serão considerados confiáveis ​​e legítimos”, disse Gyekye-Jandoh.

A Universidade de Gana publicou uma pesquisa eleitoral que deu ao NPP uma vantagem estimada de 11% sobre o NDC, com cinco por cento dos eleitores indecisos.

Covid-19: Moçambique terá seis milhões de vacinas

O ministro da Saúde de Moçambique disse que o país terá direito a seis milhões de doses de vacina contra a covid-19, no âmbito das regras definidas na iniciativa global COVAX para acesso equitativo à inoculação.

Armindo Tiago falava na Assembleia da República (AR), em resposta a críticas do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro maior partido, de que as propostas do Plano Económico e Social (PES) e do Orçamento do Estado (OE) de 2021 não fazem referência a qualquer plano de vacinação contra a covid-19.

“Para os cálculos que nós fizemos, Moçambique receberia neste mecanismo cerca de seis milhões de doses de vacina”, correspondente a 20% da população”, estimada em 30 milhões, declarou Armindo Tiago.

O governante avançou que a quantidade a receber por Moçambique – em caso de aprovação final de uma vacina pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – decorre da percentagem imposta no âmbito do referido mecanismo para cada um dos países membros da iniciativa.

Armindo Tiago adiantou que o executivo moçambicano submeteu no dia 27 de novembro as necessidades do país em termos de vacinas ao abrigo da COVAX.

“Atualmente, o Ministério da Saúde está a definir os requisitos e condições para a definição dos grupos a serem vacinados e ainda o processo da estratégia de vacinação”, acrescentou.

O Governo, continuou, já elaborou um plano de aquisição, administração e monitorização de uma possível vacina eficaz contra a covid-19, sendo que vai ser usada a estrutura montada no Programa Nacional de Vacinação (PNV) para a administração.

“Uma vez disponível uma vacina segura, eficaz e qualificada pela OMS, Moçambique tem condições para fazer a vacinação, de acordo com o PNV”, enfatizou Tiago.

O dirigente apelou para que não se criem “falsas ilusões” quanto a uma solução rápida contra a covid-19, assinalando que em novembro foram anunciados resultados preliminares de quatro das 11 vacinas candidatas à cura de covid-19.

“Não era previsível, para nós, que em pouco espaço de tempo fosse possível o desenvolvimento de vacinas”, destacou Armindo Tiago.

O mecanismo COVAX conta, entre outros parceiros, com a Aliança Global de Vacinas (GAVI), liderada pelo ex-primeiro-ministro português José Manuel Durão Barroso.

Moçambique contabiliza 132 mortes por covid-19 e 15.866 casos, 88% dos quais recuperados.

Governo diz que pico da pandemia em Moçambique ocorreu em outubro

O ministro da Saúde de Moçambique disse que a covid-19 atingiu o pico no país em outubro, porque as autoridades conseguiram retardar a aceleração da pandemia, o que permitiu proteger o Sistema Nacional de Saúde (SNS).

“Moçambique conseguiu atingir o pico apenas em outubro”, declarou Armindo Tiago, falando na Assembleia da República.

Foi a primeira vez que um membro do Governo moçambicano se referiu ao mês de outubro como o do pico de casos do novo coronavírus, mas Armindo Tiago não avançou se o país vai ter ou não uma segunda vaga e um segundo pico.

Tiago assinalou que as previsões iniciais indicavam que os casos de covid-19 atingiriam o pico em abril em Moçambique e depois foram corrigidos para junho, mas só se concretizaram em outubro.

“Consideramos que o Governo traçou dois objetivos [na luta contra a covid-19] e os cumpriu integralmente: retardar o pico e proteger o Sistema Nacional de Saúde”, frisou.

Sem apontar números, Armindo Tiago salientou que os centros de isolamento de casos de covid-19 montados no país ainda têm camas para mais doentes, o que traduz a eficácia da estratégia seguida pelas autoridades.

O ministro da Saúde frisou que o SNS dispõe de reservas de três meses de equipamento de proteção individual para o pessoal médico e já está a constituir uma provisão para reservas de 12 meses.

Por outro lado, continuou, as reservas de medicamentos essenciais chegam para três meses e estão em curso diligências para que sejam constituídas reservas para outros três meses.

Moçambique contabiliza 132 mortes por covid-19 e 15.866 casos.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.495.205 mortos resultantes de mais de 64,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Egito e Qatar solidários com a crise humanitária em Cabo Delgado

Os governos do Egito e do Qatar manifestaram na quinta-feira (03), a sua solidariedade com a crise humanitária devido à violência armada em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, indicou uma nota da Presidência moçambicana.
“Gostaria de endereçar as minhas profundas condolências em nome do povo e do Governo do Egito, ao Governo e povo da República de Moçambique, sobretudo às famílias enlutadas dos perecidos, exprimindo a condenação do Egito a esse ato injustificável de cobardia e crueldade”, disse Abdel Fattah Al Sisi, Presidente do Egito, numa mensagem enviada ao chefe de Estado moçambicano.

Para Abdel Fattah Al Sisi, o combate contra o terrorismo em África exige um envolvimento da comunidade internacional e o Egito está “empenhado” em trabalhar com os países do continente para travar o fenómeno.

“O Egito mantém-se firmemente empenhado em trabalhar intimamente com os nossos irmãos africanos e parceiros para expurgar do nosso continente elementos terroristas”, declarou Al Sisi.

Segundo o comunicado da Presidência moçambicana, também o vice-emir do Estado do Qatar se manifestou solidário com a situação humanitária em Cabo Delgado.

“Quero endereçar as minhas sinceras condolências e profunda simpatia a vossa excelência e através de vós, às famílias enlutadas das vítimas que perderam as suas vidas nas decapitações deploráveis e criminosas no Norte de Moçambique”, declarou Abdullah Bin Hamad Al-Thani.

A violência armada em Cabo Delgado dura há três anos e está a provocar uma crise humanitária com cerca de 2.000 mortes e cerca de 500 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos e concentrando-se sobretudo na área da capital provincial, Pemba.

PGR de Moçambique preocupada com níveis de corrupção no país

A procuradora-geral da República (PGR) moçambicana manifestou-se preocupada com número de casos de corrupção em Moçambique, defendendo a expansão dos gabinetes de combate ao crime pelas províncias.
“Na nossa ação, continuamos a constatar, com enorme preocupação, a prática de atos de corrupção, quer no setor público, quer no privado, algumas das quais se traduzem no desvio de avultados valores do erário público, com grandes prejuízos para o nosso país”, declarou Beatriz Buchili.
A PGR falava em Maputo durante a abertura da 9.ª Reunião Nacional do Gabinete Central de Combate à Corrupção, subordinada ao tema “Pelo reforço da capacidade e fortalecimento dos gabinetes de combate à corrupção na luta contra o crime”.

Para a procuradora-geral moçambicana, o combate à corrupção no país passa também pela expansão dos gabinetes de combate ao crime pelas províncias, um processo que está em curso.

“Esperamos que, com a criação dos gabinetes provinciais tenhamos maior eficácia e celeridade da nossa atuação, tendo em conta que os gabinetes estarão nas zonas de jurisdição, o que de certa forma, facilitará também, a componente preventiva”, afirmou Beatriz Buchili.

Por outro lado, prosseguiu a procuradora-geral, a ratificação de acordos com outros países da região e do mundo é fundamental, tendo em conta que este tipo de crime tem, nos últimos tempos, assumido contornos transversais.

“Atendendo que o combate à corrupção e crimes conexos, incluindo a criminalidade económico-financeira, é um crime transnacional, indiferente às fronteiras físicas, geográficas ou políticas, é indispensável o recurso à cooperação jurídica e judiciária internacional, na investigação destes crimes”, acrescentou.

Segundo dados do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Moçambique perdeu, entre 2016 e 2019, mais de dois mil milhões de meticais (23 milhões de euros) em casos de corrupção.

Sonda chinesa regressa à Terra depois de missão

A sonda espacial chinesa Chang’e 5 deixou ontem, quinta-feira (03) a superfície lunar e encontra-se a regressar à Terra, de acordo com imagens transmitidas pela televisão estatal CCTV.

A sonda espacial chinesa Chang’e 5 deixou esta quinta-feira a superfície da Lua e encontra-se a regressar à Terra, de acordo com imagens transmitidas pela televisão estatal CCTV.

O módulo espacial, que chegou à Lua na terça-feira, deixou o solo lunar às 23h10 de Pequim, sendo esta a primeira tentativa de recolha de amostras da superfície lunar em mais de 40 anos, informou o canal.

Se o regresso à Terra correr bem, a China será o terceiro país a recolher amostras lunares, depois dos Estados Unidos e da antiga União Soviética.

As amostras foram recolhidas na superfície da Lua, com recurso a um braço robótico, e no subsolo, com uma broca que perfurou dois metros, para obter amostras variadas que podem datar de períodos muito diferentes.

A sonda deve pousar na região da Mongólia Interior, no norte da China, no final deste mês.

Esta terça-feira, a sonda pousou com sucesso na área ao norte de Mons Rümker, no Oceanus Procellarum, uma área não visitada até agora por astronautas ou missões espaciais não tripuladas.

Trata-se do mais recente empreendimento do programa espacial chinês, que enviou o seu primeiro astronauta ao espaço em 2003 e que tem uma nave a caminho de Marte. O programa visa, eventualmente, colocar um humano na Lua.

A Chang’e 5 foi lançada, em 24 de novembro, pelo foguete Longa Marcha-5, que já lançou, em 23 de julho, a primeira missão da China a Marte, a Tianwen-1, cuja chegada ao planeta vermelho está prevista para maio.

Washington “seriamente interessado” em apoiar contra terrorismo

O coordenador para o contraterrorismo dos Estados Unidos da América (EUA) disse na quinta-feira (03), em Maputo, que o seu Governo está “seriamente interessado” numa parceria com Moçambique para travar os grupos armados em Cabo Delgado.
“Os Estados Unidos estão seriamente interessados numa parceria com Moçambique, estreitando a nossa amizade enquanto juntos enfrentamos o desafio do terrorismo”, disse Nathan Sales, citado num comunicado da embaixada norte-americana em Maputo.

O responsável dos EUA falava após um encontro com o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, na Presidência da República, no âmbito de uma visita de dois dias que realizou a Moçambique.

Segundo a nota, Nathan Sales, o mais alto funcionário do Governo norte-americano a visitar Moçambique neste ano, frisou que a cooperação internacional é fundamental para “derrotar os terroristas que brutalizam e deslocam os civis em Cabo Delgado”, destacando também a importância do apoio humanitário na região.

A violência armada em Cabo Delgado dura há três anos e está a provocar uma crise humanitária com cerca de 2.000 mortes e cerca de 500 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos e concentrando-se sobretudo na área da capital provincial, Pemba.

Segundo dados da embaixada norte-americana em Maputo, de um total de 500 milhões de dólares (cerca de 412 milhões de euros) anuais previstos para apoiar o país africano, os EUA alocaram 42 milhões de dólares (35 milhões de euros) em projetos humanitários e de desenvolvimento em Cabo Delgado, além de estarem em curso outros programas de apoio na área de saúde na região.

Zonas alvo de terrorismo: Governo descarta apoio em alimentos

O Secretario do Estado na província Cabo Delgado, Armindo Ngunga, afastou há dias a possibilidade de envio de alimentos para assistência a pessoas que eventualmente continuem nas regiões afectadas por ataques terroristas, receando que os produtos caiam na posse dos insurgentes.

De acordo com Ngunga, o risco dos apoios caírem em mãos erradas é maior, à semelhança do que alegadamente aconteceu num passado recente, quando as autoridades tentaram estabelecer uma ponte de assistência aos afectados.

Motoristas de camiões manifestam-se e paralisam trânsito

Motoristas de camiões de longo e médio curso amotinaram-se na cidade de Nampula, ao longo da Estrada Nacional Nr. 1, próximo à Fabrica de Cervejas, embaraçando o trânsito rodoviário em manifestação contra a alegada falta de consideração do patronato.

Atitude que segundo eles se traduz na ausência de contratos de trabalho e consequente inscrição no sistema de previdência social, bem como salários baixos e responsabilização arbitrária dos avisos de multas emitidos pela Polícia de Trânsito, por conta das transgressões do Código de Estrada.

Para conter os ânimos, a PRM foi chamada a intervir, trabalho que culminou com a detenção de vários camionistas, cujo número não apurámos, uma vez que alguns dos grevistas chegaram a pôr a ordem pública em causa, impedindo a normal circulação rodoviária e forçando que outros motoristas aderissem à manifestação.

Gerson Luís, um dos grevistas abordado pelo nosso jornal, defendeu que a greve era legal porque todas as autoridades foram comunicadas e não via razões para as detenções que aconteceram, exigindo a libertação dos colegas.

Elísio Francisco, outro motorista manifestante explicouque a maioria dos proprietários dos camiões trata aquela classe profissional “como se fosse lixo”, uma vez que até o salário não corresponde ao esforço e responsabilidade empreendidos.

“Nós também precisamos de um valor porque somos pessoas como as outras. Viajamos longas distâncias durante dias sem dinheiro para nos alimentarmos…”, disse Francisco.

Aliás, Associação Moçambicana de Motoristas (AMMO), emitiu um comunicado na terça-feira, avisando que iria paralisar as actividades dos seus membros, por via duma greve pacifica, de âmbito nacional, a partir das 6.00horas de ontem (quarta-feira), por tempo indeterminado, indicando alguns pontos onde a manifestação se faria sentir, nas zonas Sul, Centro e Norte.

O presidente da Associação dos Transportadores de Nampula (ASTRA), Luís Vasconcelos, disse que a greve em alusão devia ser direccionada às empresas para as quais os camionistas trabalham e não afectar a livre circulação de pessoas e bens. “Com isto, queremos pedir a intervenção das autoridades no sentido de não compactuar com estadecisão dos camionistas”, disse na altura Vasconcelos.

O porta-voz da PRM em Nampula, Zacarias Nacute contactado para se pronunciar quanto ao número de camionistas detidos, prometeu pronunciar-se sobre o assunto, nos próximos dias.

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