Carros blindados de fabrico sul-africano foram enviados para o norte de Moçambique para ajudar forças governamentais a combaterem os rebeldes islâmicos que operam na província de Cabo Delgado, revelam notícias na imprensa sul-africana e moçambicana.
Segundo essas fontes pelo menos cinco veiculos blindados Marauder foram vistos num porto moçambicano.
A notícia foi dada em primeira mão pela publicação moçambicana Moz24Horas que publicou uma foto de um Marauder em Moçambique, mas modificado com uma torre contendo uma metralhadora.
A mesma publicação disse que dois tanques de guerra foram também enviados para Moçambique mas desconhece-se o tipo de tanque. A África do Sul produz vários tipos de tanques de guerra.
A publicação sul-africana DefenceWeb fez notar que o Comité Nacional de Controlo de Armas da África do Sul informou recentemente o parlamento sul-africano que tinha aprovado o fornecimentos de armas a Moçambique por ser “um governolegítimo debaixo de ataque por terroristas”. Não foram revelados outros pormenores.
Os carros blindados Marauder são fabricados pelo Paramaount Group mas um porta-voz disse à DefenceWeb não poder comentar “devido a estritos acordos de confidencialidade e questões de segurança nacional”.
O Marauder é um carro blindado de 17 toneladas que pode transportar um máximo de 10 homens, incluindo dois membros da tripulação e pode resistir a uma explosão de oito toneladas de TNT debaixo do veiculo e até 14 toneladas de TNT nas zonas das rodas.
A DefenceWeb disse que a África do Sul tem vendido esse veículo no passado à República do Congo, Malawi, Malawi Nigéria, Kazaquistão e Singapura.
A versão fotografada e publicada pelo Moz24Horas parece ser uma versão simplicada do veículo com uma torre de metralhadora no topo
A companhia diz no seu portal da internet que o Marauder “pode atravessar qualquer tipo de terreno a velocidade impressionante”
O custo de cada veículo está avaliado em cerca de 500.000 dólares, embora o preço não seja divulgado pela companhia.
Os ataques armados no centro de Moçambique e a insurgência em Cabo Delgado, norte, continuam a banalizar a frágil “Unidade Nacional”, fragmentada, desde a independência do país, há 45 anos, pela intolerância política e assimetrias regionais promovidas pelo partido no poder, dizem à VOA políticos e analistas.
Entretanto, o analista Sansão Nhancale, entende que o conflito armado, no centro e, a insurgência no norte do país “coloca em cheque a ‘Unidade nacional’ ”, porque as guerras estão a separar pessoas, distritos e províncias.
“Estes conflitos só estão a agudizar a perceção negativa que as pessoas têm, de que, a nossa ‘Unidade Nacional’ não é totalmente forte, é uma ‘Unidade Nacional’ seletiva, e só é ‘Unidade Nacional’ para beneficiar alguns”, disse Nhancale.
As incongruências
Simango frisa que há “um distanciamento entre atos oficiais e atitudes no terreno”, insistindo que ao ser seletivo, o governo promoveu a descriminação e exclusão de outros moçambicanos e, automaticamente “na quebra do principio de união”.
“Só estão unidas pessoas que podem partilhar o bem, pessoas que podem partilhar riquezas, pessoas que podem partilhar a convivência coletiva” precisou Simango, observando que “não conseguimos gerir os vários conflitos do centro por falta de união e tolerância política” e, agora a insurgência, no norte, devido “às assimetrias”.
“A intolerância política em Moçambique é grave” ressalvou, assegurando que os conflitos no centro do país são uma forma de “justiça pelas próprias mãos”, como resultado da intolerância política, fraudes eleitorais e as injustiças sociais.
Por sua vez, o politólogo Martinho Marcos, observa que a “Unidade Nacional” está desacreditada no seio da população, na medida em que as “desigualdades desastrosas” são geradas pela gestão deficitária do Governo, tornando-se por isso complicado o apelo à união dos moçambicanos.
“Quando o Governo fala da ‘Unidade Nacional’, as pessoas já não acreditam nela, porque além da conotação política do termo com o governo do dia, se tornou num marco não democrático e de desunião entre os moçambicanos, pois sofre segregação social aquele que não se identifica com o sistema”, explica.
Por sua vez, o politólogo Martinho Marcos, observa que a “Unidade Nacional” está desacreditada no seio da população, na medida em que as “desigualdades desastrosas” são geradas pela gestão deficitária do Governo, tornando-se por isso complicado o apelo à união dos moçambicanos.
“Quando o Governo fala da ‘Unidade Nacional’, as pessoas já não acreditam nela, porque além da conotação política do termo com o governo do dia, se tornou num marco não democrático e de desunião entre os moçambicanos, pois sofre segregação social aquele que não se identifica com o sistema”, explica.
O ministro dos assuntos sociais da Indonésia, Juliari Batubara entregou-se às autoridades anticorrupção que o acusam de desvio de ajuda destinada ao combate da COVID-19.
A comissão anticorrupção acusa o ministro de receber pelo menos 17 mil milhões de rupias de duas empresas fornecedoras, através dos seus dois subordinados, de acordo com o Notícias ao Minuto.
Juliari Batubara chegou à sede da Comissão de Erradicação da Corrupção horas após o presidente da Comissão, Firli Bahuri, o ter convidado a entregar-se durante uma conferência de imprensa este sábado.
Bahuri disse que Batubara poderia ser condenado a prisão perpétua se fosse considerado culpado de desviar dinheiro público.
“Não vamos parar aqui. Vamos observar de perto como a assistência social do governo está a ser obtida e canalizada durante a pandemia”, acrescentou.
O Notícias ao Minuto refere que o ministro dos assuntos sociais da Indonésia é o segundo membro do governo detido por desvio de dinheiro público em menos de duas semanas. O Ministro dos Assuntos Marítimos e das Pescas, Edhy Prabowo, que, entretanto, se demitiu, também foi detido por suspeita de aceitar subornos.
O Papa Francisco doou cerca de 100 mil euros em apoio às vítimas dos ataques terroristas em Cabo Delgado, confirmou o bispo de Pemba, Dom Luís Fernando Lisboa.
O valor será aplicado na construção de unidades sanitárias nos centros de reassentamento dos deslocados.
“Vamos investir (os 100 mil euros) na construção de dois postos de saúde nas áreas de reassentamento, um em Montepuez e outro em Chiure”, disse Dom Luís Fernando Lisboa, esclarecendo que as unidades sanitárias terão “o nome Posto de Saúde Papa Francisco”.
A ajuda do Sumo Pontífice surge em resposta ao apelo lançado pelo bispo de Pemba, no sentido de ajudar a população deslocada pelo terrorismo. A campanha para o efeito denomina-se “Juntos por Cabo Delgado”.
Dom Luís Fernando Lisboa agradeceu a todos que apoiam a iniciativa: “todo apoio que temos vindo a receber está a ser investido totalmente na alimentação, mas também estamos a trabalhar na distribuição de materiais agrícolas, como enxadas, catanas e foices, porque as pessoas reassentadas recebem parcelas de terra para produzir”.
O ministro da Defesa Nacional, Jaime Neto, orientou os quadros do seu pelouro para criarem um plano de combate ao terrorismo, em Cabo Delgado, e à Junta Militar da Renamo, em Manica e Sofala, nos próximos 12 meses.
Jaime Neto, que falava ontem no encerramento do vigésimo primeiro Conselho Coordenador do Ministério da Defesa Nacional, manifestou preocupação com a violência armada nas três províncias do país, daí a orientação para a elaboração do referido plano para responder ao problema.
Não houve detalhes sobre o assunto. Entretanto, o Conselho Coordenador do Ministério da Defesa Nacional, encerrado nesta sexta-feira, constatou haver de compromisso das FADM para defender a soberania e combater os terroristas e a Junta Militar da Renamo.
A Eni Rovuma Basin B.V., Mozambique Branch Operadora Offshore da Área 4, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor Sénior de Segurança. Saiba mais.
A Eni Rovuma Basin B.V., Mozambique Branch Operadora Offshore da Área 4, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador de Segurança e Ambiente. Saiba mais.
O Fórum das Associações de Pessoas com Deficiência (FAMOD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Capacitação do Staff. Saiba mais.
A Meco Empreendimentos é uma Empresa inovadora nos serviços de Recursos Humanos, Recrutamento e selecção de mão de Obra, pretende recrutar um(a) Estagiário/a de RH. Saiba mais.
Vagas de emprego ainda abertas
A Associação para o Desenvolvimento Urbano – PAMODZI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Administração e Finanças. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para seu cliente um (1), Representante de Vendas de Van. Saiba mais.
A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Assistentes Estagiários de Engenharia de Construção Civil. Saiba mais. Saiba mais.
A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Estagiário de Economia Monetária e Seguros. Saiba mais.
Médio chileno assinou pelo Inter, um dos grandes rivais da Juve, que também chegou a representar. Arturo Vidal foi anunciado na terça-feira como reforço do Inter, depois de duas épocas no Barcelona. A experiência em Milão será a segunda do médio chileno na Serie A, uma vez que, entre 2011 e 2015, atuou pela… Juventus.
Médio chileno assinou pelo Inter, um dos grandes rivais da Juve, que também chegou a representar.
Arturo Vidal foi anunciado na terça-feira como reforço do Inter, depois de duas épocas no Barcelona. A experiência em Milão será a segunda do médio chileno na Serie A, uma vez que, entre 2011 e 2015, atuou pela… Juventus.
Quatro pessoas da mesma família morreram, na quinta-feira (3), no distrito de Morrumbala, província da Zambézia, vítimas de uma descarga eléctrica.
O chefe das Relações Públicas no comando provincial da Polícia da República de Moçambique na Zambézia, Miguel Caetano, que confirmou hoje o facto à nossa Reportagem, explicou que as vítimas morreram carbonizadas depois que um raio atingiu a casa onde moravam.
Informações em nosso poder indicam ainda que o vendaval que sacudiu Morrumbala destruiu total e parcialmente meia centenas de casas de construção precária.
Os efeitos do temporal também afectaram os distritos de Mocuba, Ile, Guruè e alguns bairros da Cidade de Quelimane.
Na Cidade de Mocuba, por exemplo, muitos bairros estão sem corrente eléctrica, o que afecta a vida de muitos munícipes e o funcionamento das instituições públicas e privada.
Técnicos da empresa Electricidade de Moçambique (EDM), encontram-se nos locais afectados para a reposição do abastecimento de energia eléctrica.
Enquanto isto, alguns bairros da cidade de Quelimane registaram pequenas inundações e destruição de algumas residências no bairro Novo.
Nas listas oficiais o nome do candidato foi mesmo abreviado para “Adolf H. Uunona”, para evitar confusões, mas a página no Twitter tornou a história pública. E Hitler foi entrevistado pelo diário alemão “Bild”.
Um homem chamado Adolf Hitler, de apelido Uunona, foi eleito vereador do círculo eleitoral de Ompundja, na região de Oshana, na Namíbia. Com 85% dos votos, a vitória não deixou dúvidas, mas os dois primeiros nomes do vencedor levaram-no às páginas do diário alemão “Bild”, onde Hitler teve de explicar que não vem para “lutar pela dominação do mundo” e não tem planos de “conquistar” a região.
Na verdade, apesar da óbvia ligação ao ditador alemão, Adolf Hitler Uunona não tem sequer a certeza de que o pai, que foi quem lhe deu o nome, soubesse de quem se tratava o líder do partido nazi. “Ele provavelmente não entendia o que Adolf Hitler representava”, contou ao “Bild”. Durante a infância, os nomes próprios de Uunona nunca foram objeto de estranheza. Só mais tarde percebeu a história do homónimo. “Não tenho nada a ver com nenhuma dessas coisas.”
Hitler explica que é “demasiado tarde” para pensar em mudar de nome, todos os documentos oficiais, toda a identidade que construiu em 66 anos de vida — o namíbio nasceu em 1954, já depois do fim da II Guerra Mundial e da morte do outro Hitler, que nasceu na Áustria e morreu na Alemanha. Além disso, o nome Adolf é comum no país, antiga colónia germânica, ainda repleta de marcas não só nas pessoas como nas toponímias, desse passado.
Certo é que, possivelmente para fugir a confusões, as listas oficiais de candidatos ocultavam o segundo nome, deixando escrito “Adolf H. Uunona”. No entanto, na página onde se apresentam os resultados, lá vem o nome completo:
Essa chegada ao Twitter colocou, aliás, o nome no topo das tendências na rede social em algumas regiões.
Adolf Hitler Uunona foi eleito pelo Swapo, partido de centro-esquerda que surgiu do movimento independentista da Namíbia e que governa o país desde 1990.
Soldados israelenses mataram a tiros um palestino de 15 anos na sexta-feira (4) durante confrontos em que pedras foram atiradas na Cisjordânia ocupada, disseram autoridades palestinas, embora os militares israelenses tenham dito que suas forças não usaram munição letal.
O adolescente foi atingido por uma bala no abdômen e levado em estado grave para tratamento em um hospital na cidade palestina de Ramallah, onde sucumbiu aos ferimentos, informou o Ministério da Saúde palestino.
Israel nega
Uma porta-voz militar israelense disse que os soldados usaram o que ela descreveu como “meios de dispersão de distúrbios”, incluindo o disparo de balas de borracha, para enfrentar dezenas de palestinos que atiravam pedras contra os soldados e pneus queimados contra veículos israelenses.
“Os relatos sobre o uso de munição letal durante o confronto não são verdadeiros e as alegações sobre vários manifestantes feridos e um morto são conhecidos”, disse a porta-voz.
O adolescente palestino participava de um protesto semanal contra os assentamentos israelenses na vila de al-Mughayyir, perto de Ramallah, disse Marzouq Abu Naeem, membro do conselho da vila, acrescentando que os manifestantes estavam jogando pedras nos soldados.
“Este crime horrível é um crime de guerra e um crime contra a humanidade”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores palestino em um comunicado.
O enviado da ONU para o Oriente Médio, Nickolay Mladenov, disse que ficou chocado com a morte. “Israel deve investigar rápida e independentemente este incidente chocante e inaceitável”, tuitou.
Os palestinos querem estabelecer um Estado na Cisjordânia ocupada, Jerusalém oriental e Faixa de Gaza, territórios que Israel capturou na guerra de 1967 no Oriente Médio.
Alguns pescadores do banco de Sofala continuam a capturar o camarão em pleno período de defeso. A denúncia foi feita pela equipa de fiscalização pesqueira de Cabo Delgado, após a apreensão de cerca de 250 quilogramas de camarão seco, no posto de controlo do Rio Lúrio, que supostamente foi capturado na província de Nampula.
Alguns pescadores e comerciantes capturam o camarão em Nampula e como em Cabo Delgado não há veda do camarão, levam para Cabo Delgado, e depois voltam a tirar desta província para os locais onde vigora o período de defeso, que é o banco de Sofala, declarando ter saído de Cabo Delgado”, revelou José Daudo, chefe da Fiscalização da Pesca em Cabo Delgado.
Além do camarão, Cabo Delgado continua a registar a circulação do caranguejo do mangal, que à semelhança do camarão, também é proibida a sua captura e comercialização por estar em período de defeso.
“No ano passado tínhamos cerca de uma tonelada de caranguejo que foi devolvido para o seu habitat, e este ano pelo esforço da direcção nacional das operações, foram cerca de dois mil toneladas que também foram devolvidos ao seu habitat”, confirmou José Daudo.
Além de camarão e caranguejo que estão em período de veda, na operação de fiscalização da pesca foram apreendidos outros produtos marinhos que são contrabandeados e escondidos em viaturas que entram e saem de Cabo Delgado.
Desde que iniciou esta medida, a fiscalização de pescas em Cabo Delgado passou multas avaliadas em mais de 250 mil meticais.
O defeso do Caranguejo começou a 15 de Outubro último e termina no próximo dia a 31 de Dezembro e do camarão que abrange apenas o banco de Sofala, iniciou a 15 de Novembro deste ano e termina a 31 de Março de 2021.
Todos os combatentes da base militar da Renamo, localizada no distrito de Mabote, província de Inhambane, já passaram pelo processo de desmobilização e regressam às suas comunidades, anunciou na sexta-feira (04) Mirko Manzoni, enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas para Moçambique e presidente do Grupo de Contacto para assunto do Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR).
A base encerrada é a primeira fora da província de Sofala, de acordo com uma nota enviada ao “O País”.
“Agora que nos aproximamos do final do ano, aproveitamos a oportunidade para reflectir sobre os últimos meses e expressamos a nossa profunda admiração pelas partes e pelas equipas no terreno, que trabalharam incansavelmente para assegurar que o processo do DDR se mantenha em marcha, apesar das condições desafiantes”, diz Mirko Manzoni.
No mesmo documento, a fonte refere que o anúncio do surto da COVID-19 em Moçambique, em Março deste ano, podia perturbar os esforços do país em prol de uma paz duradoura. “Contudo, graças ao compromisso continuado dos líderes de ambas as partes, o progresso na implementação do Acordo de Maputo tem sido louvável”.
“Com o encerramento de hoje, conta-se já um total de seis bases encerradas em 2020. Aguardando com expectativa o ano de 2021, o trabalho que temos pela frente é imenso, e os nossos pensamentos vão para os cerca de 3.700 combatentes que aguardam pacientemente pela sua oportunidade de passar pelo processo de DDR e regressar a casa”, acrescenta Mirko Manzoni na nota a que “O País” teve acesso.
Mirko Manzoni termina dizendo que o Grupo de Contacto continua a “trabalhar diligentemente” com as partes, as comunidades locais e os parceiros para apoiar homens e mulheres que passaram à vida civil na sua “contribuição para um futuro de paz e prosperidade em Moçambique”.
Em Junho deste ano foram abertas as vagas para que cada região de África possa indicar os seus representantes que lutam para ocupar os seus lugares disponíveis para comissários na União Africana. Moçambique não se candidatou porque seu objectivo é lutar por uma vaga para o Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Foi através de plataformas digitais que a Reunião Ministerial da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral sobre as vagas de comissários na União Africana foi realizada. Depois de cerca de uma hora de discussões, o processo de selecção foi adiado para meados de Janeiro próximo.
“Deveríamos ter tomado uma decisão hoje, mas como as outras regiões estão a articular, estão a fazer consultas para obter consensos, nós também decidimos esperar mais um tempo para que possamos fazer o mesmo exercício para que tenhamos consensos. Temos que trabalhar com as outras regiões para que possamos lograr apoios, porque os votos da região não são suficientes para que consigamos ter representantes naquele organismo”, explicou Verónica Macamo, depois do encontro virtual.
Neste momento existem seis candidatos da região, mas Moçambique está de fora desta corrida porque, como explicou Macamo, a luta é de conseguir espaço no Conselho de Segurança da ONU.
“Não podemos dispersar as nossas atenções e nossos esforços. Neste momento o nosso foco são as Nações Unidas, é o Conselho de Segurança das Nações Unidas. Falamos com vários intervenientes, vários países que se mostraram abertos a apoiar Moçambique nessa meta de entrar nesse organismo e estamos confiantes que iremos conseguir”, terminou.
A eleição para comissários da União Africana irá decorrer em Fevereiro e os candidatos que saírem da SADC irão concorrer com candidatos de outras regiões de África.
Medida tem efeito imediato e limita a validade da autorização de visitante para um mês; antes, eram dez anos.
Os Estados Unidos anunciaram novas regras para restringir viagens de membros do Partido Comunista Chinês e seus parentes diretos. A medida do governo Trump foi anunciada na quarta-feira (2) e pode ser mais um fator de tensão na crise diplomática com o país asiático.
A mudança, que tem efeito imediato, limita a duração do visto de viagem para um mês, de acordo com um porta-voz do Departamento de Estado. Anteriormente, membros do partido e seus familiares podiam obter vistos válidos por dez anos, assim como qualquer cidadão chinês.
As forças antinarcóticos da Guatemala apreenderam cerca de 750 quilos de cocaína encontrados em um avião que caiu no distrito de Petén, na fronteira com o México e Belize, informou o Exército na quinta-feira (3).
A aeronave, totalmente em chamas, foi localizada na véspera pelas autoridades com vários pacotes de drogas no Parque Nacional Laguna del Tigre, no município de San Andrés, a 600 km da capital, disse a jornalistas o porta-voz militar Rubén Tellez. Nenhuma vítima foi reportada, mas quatro guatemaltecos foram presos.
Radares da Força Aérea da Guatemala identificaram o avião entrando ilegalmente no território, portanto, ele foi rastreado com unidades terrestres. Segundo o Ministério Público, o voo vinha da América do Sul.
Cientista responsável pelo desenvolvimento da vacina diz que haverá “um grande anúncio” nas próximas uma a duas semanas.
A China terá 600 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 prontas para uso ainda este ano e fará “um grande anúncio” em breve, afirmou hoje um cientista responsável pelo desenvolvimento de vacinas no país.
Wang Junzhi, da Academia Chinesa de Engenharia e também vice-chefe de uma força-tarefa de especialistas em desenvolvimento de vacinas do Conselho de Estado, fez os comentários numa reunião em Wuhan.
“Em relação ao desenvolvimento das vacinas contra a Covid-19, haverá um grande anúncio nas próximas duas semanas. Está na fase final agora”, revelou Wang.
É publicamente sabido que duas vacinas inativadas estão na fase final dos ensaios clínicos, mas os fabricantes ainda não divulgaram dados da fase 3 do processo.
Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, reconhece como seu, o papel de criação de sustentabilidade e resiliência através de Políticas de Finanças Verdes Inclusivas para proteger as populações mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.
Há desafios na criação de uma banca sustentável em termos ambientes e sociais e o Governador de Moçambique tem clareza de quem deve tomar a dianteira no processo de inclusão financeira no pais. Rogério Zandamela Assume que essa responsabilidade é do Banco de Moçambique.
“Como bancos centrais e reguladores, somos chamados a incorporar a sustentabilidade e resiliência no quadro de políticas internas, priorizando factores ambientais, climáticos e sociais”, referiu o Governador falando na abertura internacional de Finanças Verdes Inclusivas.
Trata-se de um evento que o Banco de Moçambique e a Aliança para a Inclusão Financeira organizaram justamente para debater sobre Finanças Verdes, onde Zandamela referiu que Moçambique precisa se apressar nesses processos o mais urgente possível, isto porque, embora o país esteja “na fase inicial em matéria de Finanças Verdes Inclusivas”, as experiências recentes mostram que é um país com várias vulnerabilidades a desastres naturais.
Os exemplos mais recentes de desastres naturais e que obrigaram a que Moçambique tivesse um sistema de inclusão financeira sustentável foram os ciclones de 2019, que fustigaram Sofala e Cabo Delgado.
Segundo Zandamela, “a exposição do país a fenómenos naturais impôs restrições de mobilidade, reforçando assim a necessidade e importância do acesso a serviços financeiros digitais, que só foram possíveis através de uma forte colaboração entre o Banco de Moçambique, na qualidade de regulador financeiro, os bancos e instituições de moeda electrónica, assim como instituições governamentais e o sector privado”.
É que Rogério Zandamela defende que “as mudanças constituem um fenómeno global que requer uma resposta de política colectiva”, por isso, sugere o Governador do Banco Central, o “esforço para enfrentar as mudanças climáticas e avançar para uma economia de baixo carbono tem de garantir que todos desempenhemos o nosso papel e que ninguém” seja “deixado para trás”.
Fora esta colaboração, Zandamela relata que Moçambique tem estado a registar um crescimento acentuável na carteira móvel, por isso houve necessidade de se criar um instrumento regulador, o que qual foi chamado de Sandbox Regulatório para Fintechs.
“Reconhecendo o potencial destes serviços na melhoria do acesso e uso de produtos e serviços financeiros no país, introduzimos, em 2018, o Sandbox Regulatório para fintechs. Esta plataforma constitui uma oportunidade para alavancar inovações financeiras, num ambiente controlado, tendo em vista o desenvolvimento e teste de soluções financeiras ecológicas baseadas em tecnologia”, referiu o Governador do Banco Central, que se mostrou aberto para colher experiências de outros países da Aliança para a Inclusão Financeira, para melhor fazer a gestão do sistema financeiro móvel que regista crescimento em Moçambique nos últimos tempos.
Quase metade de Fraser, a maior ilha de areia do mundo, que se situa no nordeste da Austrália e foi classificada como Património da Humanidade, foi destruída por um incêndio florestal, anunciaram hoje os bombeiros.
Oincêndio queimou cerca de 82.000 hectares da pequena ilha, um destino turístico popular por causa das suas dunas de areia e da sua riqueza natural, incluindo dingos (cães selvagens), avançaram os Serviços de Bombeiros e Emergência de Queensland, estado onde Fraser se localiza.
Os principais focos do incêndio situam-se na parte leste da ilha, onde os bombeiros tentam evitar que o fogo atinja a zona residencial de Kingfisher Bay.
O combate ao incêndio está a ser feito por uma equipa de 90 pessoas e 38 veículos, além de 17 aviões, e foi iniciado há seis semanas, quando deflagrou o fogo por motivos ainda desconhecidos, embora a polícia suspeite ter sido causado por uma fogueira mal apagada por um grupo de excursionistas.
Os 17 aviões de combate, incluindo um grande avião de carga, “lançaram cerca de um milhão de litros de água (991.000 litros para ser exato) na ilha”, referiram os bombeiros numa mensagem publicada no Facebook.
Alguns moradores e cibernautas criticaram a lenta reação das autoridades, que, depois de apagarem o fogo, terão de informar a agência das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) sobre os danos causados na ilha, chamada K’gari na língua indígena.
Segundo o especialista em ecologia Patrick Moss, da Universidade de Queensland, grande parte da ilha está adaptada para o combate de incêndios, mas há uma grande preocupação com as florestas tropicais ao redor do Vale dos Gigantes e da Estação Central, não muito longe do incêndio.
“É aí que pode haver danos a longo prazo”, alertou Moss, citado pelo jornal Brisbane Times.
As mudanças climáticas estão a exacerbar os fogos na Austrália, principalmente no sul e no leste do país, que no ano passado sofreu os piores incêndios florestais em décadas, com 24 milhões de hectares queimados e 33 mortes.
O apelo ao uso de máscara de proteção contra a covid-19 durante 100 dias vai ser uma das primeiras medidas de Joe Biden após a posse em janeiro, disse o Presidente eleito dos Estados Unidos.
A proposta de Biden contrasta com as posições do Presidente cessante, Donald Trump, que ao longo dos últimos meses demonstrou ceticismo em relação ao uso de máscara, contribuindo para a politização do assunto.
As atitudes de Trump fizeram com que muitos norte-americanos se mostrem reticentes para com as medidas de proteção sanitária contra o SARS-CoV-2, que já provocou a morte a 275 mil pessoas nos Estados Unidos.
O Presidente eleito tem enfatizado as práticas de proteção sanitária e sobretudo o uso de máscara, que considera um “dever patriótico”.
Em entrevista ao canal de notícias CNN, Biden disse que vai apelar ao uso de máscara de proteção sanitária na tomada de posse, no dia 20 de janeiro.
“No primeiro dia da presidência vou pedir às pessoas para cumprirem 100 dias com máscara. São apenas 100 dias, não é para sempre. Creio que vão notar-se reduções significativas em relação ao vírus”, disse Biden.
O Presidente eleito reiterou os apelos dirigidos aos legisladores para que sejam aprovadas medidas contra a propagação do novo coronavírus, acrescentando que apoia a aplicação da verba de 900 milhões de dólares para o efeito.
“Pode vir a ser um bom princípio, mas não é suficiente”, afirmou, sublinhando que vai pedir mais apoios.
Biden disse ainda que a equipa de transição presidencial está a trabalhar nas propostas de apoio contra a pandemia e que pediu ao médico Anthony Fauci para se manter na administração como diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Contagiosas.
O presidente eleito anunciou que pediu a Fauci para assumir o cargo de “conselheiro médico” e para integrar a “equipa covid-19” da administração norte-americana.
Sobre o programa de vacinação, Biden mostrou-se em sintonia com a administração Trump sobre o desenvolvimento da vacina, mas frisou que os planos de distribuição têm de ser “muito bem” elaborados.
Parte do desafio de Biden é convencer os norte-americanos sobre a importância e eficácia da vacina.
Nesse sentido três antigos presidentes já afirmaram publicamente que estão dispostos a vacinar-se: Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton.
Na mesma entrevista, Biden referiu-se às notícias que dão conta de que Trump pretende conceder e atribuir perdões a ele próprio e aos colaboradores e aliados.
“Isso preocupa-me porque pode abrir um precedente e vai determinar a forma como o mundo vai olhar para nós como Estado de Direito”, disse.
Biden disse que o Departamento de Justiça “funciona com independência” e que “tem capacidade e independência para decidir sobre quem vai ser investigado”.
“Não vão ver na nossa administração esse tipo de procedimentos em relação a perdões nem vão ver a nossa administração a fazer política através de ‘tweets’”, sublinhou.
A conclusão está plasmada numa análise publicada na Deutsche Welle (DW) e ajuda na compreensão de fenómenos separatistas como, por exemplo, Cabinda, em Angola.
Diversos movimentos secessionistas estão de volta à realidade do continente africano. Desde a Etiópia até Cabinda, em Nagola, passando pelos Camarões, são inúmeros os movimentos idependentistas que grassam por África, todos eles resultado de complicados processos de descolonização.
No enclave angolano de Cabinda, por exemplo, os interesses económicos desempenham um papel muito forte, principalmente quando falamos em independência. Cabinda será, certamente, senão a mais rica, uma das mais ricas províncias de Angola e isso tem um custo aos olhos de quem governa. O Estado angolano não está preparado para abrir mão de acesso a recursos, bem como ao poder de controlar esse acesso e à distribuição dos lucros.
Cabinda é um bom exemplo disso, sugere a análise da DW. A província pertence a Angola, mas é um enclave, separado geograficamente do resto do país pelo estuário do Congo, que pertence à República Democrática do Congo (RD Congo). Cabinda foi um protetorado português desde o Tratado de Simulambuco assinado a fevereiro de 1885. Uma situação historicamente mal resolvida que tem, principalmente depois da independência de Angola, criado problemas ao Governo angolano.
Na verdade, o enclave é responsável por 60% da produção petrolífera angolana. Os separatistas estão principalmente irritados com o fato de o governo central lucrar muito com isso. Desde os anos 2000, tem havido repetidos confrontos sangrentos e ataques dos separatistas, com resposta igualmente firme do exército angolano.
Diversos autores consideram que as raízes dos conflito remontam à era colonial. O historiador nigeriano Toyin Falola acredita que o colonialismo está na raiz de todos os movimentos separatistas na África. As potências coloniais europeias dividiram o continente entre si na Conferência de Berlim-Congo em 1894-95 e no final da Primeira Guerra Mundial e isso fez toda a diferença, defende. “Juntaram centenas de povos e nações que existiam antes em cerca de 50 países”, explicou o professor de História da Universidade do Texas à DW.
As estruturas existentes ou afiliações religiosas e étnicas não foram levadas em consideração pelas potências europeias.
Os dois primeiros exemplos de sepatismo, Ambazonia e West Togoland, surgiram devido a essas demarcações arbitrárias. Contudo, nem sempre é tão claro, explica Lotje de Vries, professor assistente da Universidade de Wageningen, na Holanda. Às vezes, simplesmente não é possível determinar exatamente quando uma área pertencia a quem e se as partes deveriam ou não ser entregues a outras forças. Zanzibar, na Tanzânia, ou a anteriormente falada Cabinda, em Angola, são exemplos disso.
Como co-editor do livro “Secession in African Politics”, de Vries foi confrontado com o desafio de como categorizar os vários movimentos separatistas na África, mas o seu editor não estava particularmente interessado nas origens históricas dos movimentos. Em vez disso, eles queriam examinar como os movimentos nasceram.
Uma pedra no sapato dos Camarões
Após a I Guerra Mundial, a colónia alemã dos Camarões foi colocada sob domínio britânico e francês. Um referendo em 1961 selou o futuro dos Camarões britânicos: a região norte decidiu juntar-se à Nigéria, enquanto a região sul aspirava a tornar-se parte da República dos Camarões – a ex-colónia francesa.
Hoje, a população de língua inglesa dos Camarões está em minoria, e reclama de ser marginalizada em comparação com a maioria francesa. Essas tensões terão ajudado ao surgimento do violento conflito da Crise Anglófona, que, desde 2016, resultou em mais de 3000 mortes e 500 mil deslocados.
Tanto o exército quanto os separatistas foram acusados de graves violações de direitos humanos. Há três anos, as duas províncias de língua inglesa no oeste declararam simbolicamente a sua independência e proclamaram a “República de Ambazonia“.
Para o académico de Vries, o movimento ambazoniano leva muito a sério a busca pela independência, uma vez que, considera, “é a identidade de sua população que está em jogo”.
I Guerra Mundial também tramou o Gana
Existem paralelos históricos entre as origens dos movimentos separatistas nos Camarões e no Gana. Após a I Guerra Mundial, a ex-colónia alemã do Togo foi dividida entre a Grã-Bretanha no oeste e a França no leste. A parte britânica finalmente fundiu-se com o Gana moderno.
No final do passado mês de setembro, tensões no leste de Gana, ou no oeste de Togolândia, explodiram mais uma vez e os separatistas declararam o território um estado soberano. Já tinham ocorrido tentativas anteriores, principalmente no início de 2017. O que acontece, de acordo com analistas, é que um segmento da população local sente que não é “adequadamente representado” pelo governo do Gana.
Esta região, Togolândia Ocidental, faz parte da Organização das Nações e Povos Não Representados (UNPO), que representa os interesses daqueles que não são reconhecidos como estados pela Organização das Nações Unidas (ONU).
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