O Irão está pronto para regressar “a qualquer momento” ao pleno respeito dos compromissos que assumiu com a comunidade internacional relativamente às suas atividades nucleares, disse hoje o Presidente iraniano, Hassan Rouhani.
A República Islâmica assinou, em Viena, em 2015, um Plano de Ação Conjunto Global (PAGC, JCPOA em inglês) com o grupo 5 + 1 (China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha) no qual aceitou conter drasticamente as suas atividades nucleares em troca da flexibilização das sanções internacionais contra o país.
Este pacto esteve prestes a ser completamente rasgado quando o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou unilateralmente o país do acordo, em maio de 2018, e restaurou sanções que mergulharam a República Islâmica numa recessão profunda.
Em resposta, o Irão deixou de cumprir, a partir de maio de 2019, a maioria dos principais compromissos assumidos em Viena.
“A qualquer momento, assim que o 5 + 1 ou o 4 + 1 [o 5 + 1 menos os Estados Unidos] regressarem ao cumprimento de todos os seus compromissos, também regressaremos a todos os compromissos que assumimos”, afirmou Rouhani, num discurso realizado no conselho de ministros e divulgado na televisão.
“Já o tinha dito: não será preciso muito tempo, é só uma questão de vontade”, acrescentou o Presidente iraniano.
Apesar das críticas dos ultraconservadores iranianos, Rohani reiterou a sua vontade de resolver diplomaticamente a crise causada pela saída dos Estados Unidos do acordo de Viena, dizendo que está decidido a não perder “a oportunidade” que representa a mudança de Presidente prevista em Washington, com a eleição de Joe Biden.
O Presidente do Irão admitiu que as sanções dos Estados Unidos estão a dificultar a compra de medicamentos e material de saúde ao estrangeiro, incluindo as vacinas contra a covid-19, necessárias para conter o pior surto do Médio Oriente.
A administração Trump impôs sanções que paralisaram a indústria – vital para o Irão – do petróleo e gás, mas também o setor bancário.
Embora os Estados Unidos assegurem que medicamentos e produtos humanitários estão isentos das sanções, as restrições ao comércio fizeram muitos bancos e empresas de todo o mundo hesitarem em fazer negócios com o Irão, temendo represálias de Washington.
O país também está isolado do sistema bancário internacional, dificultando a transferência de pagamentos.
“O nosso povo deve saber que, qualquer ação que queiramos fazer para conseguir importar medicamentos, vacinas e equipamentos, devemos amaldiçoar Trump uma centena de vezes”, afirmou Rouhani citado pela agência de notícias oficial IRNA.
O Presidente iraniano acrescentou ainda que, mesmo transações simples para comprar medicamentos noutros países, tornaram-se extremamente difíceis, desde logo porque pode levar semanas para o país conseguir transferir fundos.
Rouhani adiantou que as autoridades estão a fazer o que podem para comprar vacinas no estrangeiro, na esperança de as aplicar na população de maior risco o mais rapidamente possível.
Na semana passada, o Irão disse estar a desenvolver a sua própria vacina, adiantando que os testes em humanos estão previstos para o próximo mês.
Ainda assim, o país pretende comprar 20 milhões de doses de vacinas do estrangeiro para uma população que contabiliza mais de 80 milhões de pessoas.
O Irão relatou mais de 50.000 mortes causadas pelo coronavírus e mais de um milhão de casos confirmados, o que representa o pior surto de covid-19 no Médio Oriente.
Nas mãos dos conservadores desde as eleições legislativas de fevereiro (marcadas por uma abstenção recorde), o parlamento iraniano aprovou, em 02 de dezembro – contra o conselho do Governo -, uma lei que, se aplicada, ameaça reenviar a questão nuclear iraniana ao Conselho de Segurança da ONU, o que ditará a sentença de morte definitiva deste acordo.
A lei tem, no entanto, de ser promulgada por Rohani e validada pelo Conselho de Guardiães da Constituição, mas o Presidente deu hoje a entender que não pretende assinar o texto.
A Comissão Europeia apresentou na quarta-feira (09), uma agenda de combate ao terrorismo, com o objetivo de “aumentar a resiliência contra as ameaças terroristas” e “intensificar a luta contra o terrorismo e a violência extremista” na União Europeia (UE).
“A agenda procura dar apoio aos Estados-membros de maneira a anteciparem, prevenirem, protegerem e responderem melhor às ameaças terroristas”, frisa o executivo comunitário em comunicado.
Nesse âmbito, a Comissão Europeia prevê um conjunto de medidas focadas em quatro áreas, que vão da “identificação das vulnerabilidades e construção de capacidades para prevenir ameaças”, à “prevenção de ataques através da abordagem à radicalização“.
Frisando que os ataques recentes em solo europeu testemunharam de que “o terrorismo se mantém um perigo real e presente “na UE, o executivo prevê nomeadamente o “aumento dos esforços para garantir a proteção física [das pessoas] em espaços públicos” e o apoio aos Estados-membros para que garantam “verificações sistemáticas nas fronteiras”.
O executivo comunitário insta também o Conselho e ao Parlamento Europeu (PE) a aprovarem “de maneira urgente” regras que permitam a “remoção de conteúdo de caráter terrorista ‘online'”.
É também destacado o combate à radicalização, frisando a Comissão que a “promoção da inclusão” contribui para que as sociedades “se tornem mais coesas” e pedindo “o “fortalecimento de ações preventivas nas prisões”, nomeadamente “uma atenção específica” à “reabilitação e reintegração de reclusos radicais”.
De maneira a que a Europol “coopere de maneira eficaz com parceiros privados e transmita provas relevantes aos Estados-membros” é ainda sugerido o reforço do mandato da agência.
Em conferência de imprensa de apresentação da agenda, o comissário para a Promoção de um Modo de Vida Europeu, MargaritisSchinas, sublinhou que não está a “descobrir a roda” quando refere que não há “uma única para a solução para a radicalização“, mas frisou que o importante é que as políticas implementadas defendam “os valores europeus”.
“O que é importante é que, através das nossas políticas, nós consigamos defender o nosso modelo, os nossos sistemas e a universalidade dos nossos valores, e fazemo-lo ao garantir que ninguém fica para trás e ao prevenir que as pessoas vulneráveis se tornem presas para os terroristas”, sublinhou Schinas.
Também a comissária com a pasta dos Assuntos Internos, YlvaJohansson, frisou que a nova agenda procura encontrar “o valor acrescentado da UE” no combate ao terrorismo — visto que se trata de uma competência dos Estados-membros — tendo a comissária identificado cinco áreas onde a UE pode apoiá–los da “melhor maneira possível”.
“Podemos ajudar em tudo o que é relativo ao ‘online’ – porque é uma questão que é, por definição, transfronteiriça -, na análise de grandes volumes de dados — porque muitas vezes são demasiado grandes para os Estados-membros analisarem -, na interoperabilidade da informação de maneira a que todos tenham um acesso rápido à informação dos outros, na gestão das fronteiras externas (…) e na investigação e inovação”, sublinhou a comissária.
À margem da apresentação da agenda, a Comissão Europeia revelou também um relatório sobre a segurança da União, que analisa o progresso feito pela UE em matéria de segurança.
Ainda que frise que se registaram “progressos significativos, são também identificadas vulnerabilidades, sublinhando o executivo comunitário que subsiste uma “necessidade de fortalecer ainda mais a proteção e a resiliência de infraestruturas críticas digitais e físicas tanto de desastres naturais como de ataques terroristas”.
A Rússia enviou à Organização Mundial da Saúde (OMS) a documentação referente à segunda vacina do país contra a covid-19 – a EpiVacCorona – anunciou Anna Popova, chefe dos serviços sanitários russos.
“No dia 08 de dezembro foi enviada à OMS a documentação de outra vacina russa. Trata-se da EpiVacCorona. Estamos à espera da decisão da OMS” sobre o respetivo registo, disse Popova durante uma conferência sobre meios de combate à covid-19 e outras doenças infecciosas, citada pela agência Interfax.
A vacina EpiVacCorona foi desenvolvida pelo centro científico Véktor, da Sibéria, dependente da Agência Russa para a Defesa do Consumidor (Rospotrebnadzor), dirigido por Anna Popova.
De acordo com os cientistas, a vacina garante a imunidade durante pelo menos seis meses e pode ser administrada em “várias ocasiões.”
“Consideramos que pode ser aplicada a pessoas idosas e a pacientes com doenças crónicas”, disse Popova em outubro, pouco depois de a EpiVacCorona ter sido registada no Ministério da Saúde da Rússia.
A vacina, explicou a responsável, não provoca reações alérgicas tal como “ficou estabelecido” nas provas em animais e humanos, porque “foi elaborada à base de partículas do novo coronavírus sintetizadas artificialmente”.
“Cerca de mil pessoas receberam esta vacina no âmbito das provas clínicas e todos os voluntários se sentem bem”, disse hoje Popova.
Sobre a situação pandémica no país, a responsável pela Rospotrebnadzor destacou que a letalidade provocada pela covid-19 na Rússia é de 1,7%, “inferior à média mundial”, que é de 2,6%.
Nas últimas 24 horas registaram-se no país 559 óbitos e 26.190 novos casos de covid-19.
No total, a Rússia acumula 2,5 milhões de contágios sendo o quarto país do mundo mais afetado pelo SARSCoV-2, depois dos Estados Unidos, Índia e Brasil.
O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo pretende admitir para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Profissionais de Tecnologias de informação e Comunicação. Saiba mais.
A Agência Metropolitana de Transporte de Maputo (AMT) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal (1) Técnico Superior de Comunicação N1. Saiba mais.
A Agência Metropolitana de Transporte de Maputo (AMT) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Profissional de Ambiente/Meteorologia. Saiba mais.
A Agência Metropolitana de Transporte de Maputo (AMT) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Profissional de Contabilidade. Saiba mais.
A Agência Metropolitana de Transporte de Maputo (AMT) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1)Técnico Superior de Ciências de Informação N1. Saiba mais.
Vagas de emprego ainda abertas
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Segurança e Acesso. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para uma Distribuidora um (1) Pré-Representante de Vendas. Saiba mais.
A Escola Internacional de Maputo Pretende contratar para o seu quadro de pessoal para o ano lectivo de 2021, professores/as devidamente capacitados para o Ensino Secundário e Pré-Universitário. Saiba mais.
A Escola Internacional de Maputo Pretende contratar para o seu quadro de pessoal para o ano lectivo de 2021, professores/as devidamente capacitados para o Ensino Primário. Saiba mais.
A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC/FICV) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gerente do Projeto Abrigo. Saiba mais.
A Eni Rovuma Basin B.V., Mozambique Branch Operadora Offshore da Área 4, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor Sénior de Segurança. Saiba mais.
A Eni Rovuma Basin B.V., Mozambique Branch Operadora Offshore da Área 4, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador de Segurança e Ambiente. Saiba mais.
O Fórum das Associações de Pessoas com Deficiência (FAMOD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Capacitação do Staff. Saiba mais.
A Meco Empreendimentos é uma Empresa inovadora nos serviços de Recursos Humanos, Recrutamento e selecção de mão de Obra, pretende recrutar um(a) Estagiário/a de RH. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para seu cliente um (1), Representante de Vendas de Van. Saiba mais.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) pretende recrutar um (1) Inquiridor – Cabo Delgado. Saiba mais.36. Vagas para Inquiridores – Niassa
O Instituto Nacional de Estatística (INE) pretende recrutar dois (2) Inquiridores – Niassa. Saiba mais.
A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Assistentes Estagiários de Engenharia de Construção Civil. Saiba mais. Saiba mais.
A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Estagiário de Economia Monetária e Seguros. Saiba mais.
O Presidente da Venezuela acusou Iván Duque de ter planeado o seu assassinato durante as eleições parlamentares de domingo. Maduro diz que o homólogo colombiano tem “uma obsessão contra a Venezuela”.
O Presidente da Venezuela acusou esta terça-feira o homólogo colombiano, Iván Duque, de ter planeado o seu assassinato durante as eleições parlamentares de domingo e explicou que por isso votou num centro eleitoral distinto do inicialmente previsto.
“Solicitei mudar de centro de votação porque, fontes de inteligência [serviços de informação] colombiana, muito confiáveis, chegou-nos a informação de que planeavam um ataque para me assassinar no dia das eleições”, disse Nicolás Maduro.
O chefe de Estado falava em Caracas, durante um encontro com jornalistas internacionais, em que explicou que a sua “equipa de segurança tomou a decisão de recomendar trocar o centro de votação”, insistindo: “Desde a Casa de Nariño [residência oficial do Presidente da Colômbia, em Bogotá], Iván Duque participou dos planos para assassinar-me no dia das eleições”.
“Tomei as minhas precauções legais com o Conselho Nacional Eleitoral [CNE]. Tomei as minhas precauções de segurança e todo este assunto está em fase de investigação avançada”, acrescentou.
Nicolás Maduro disse ainda que o seu homólogo colombiano tem “uma obsessão contra a Venezuela”.
“É o Presidente colombiano que nos últimos 200 anos mais tem odiado a Venezuela. Gostaria de uma guerra contra a Venezuela, mas não tem conseguido”, afirmou Maduro, que voltou a acusar Iván Duque de ter formado mais de “mil mercenários”, na Colômbia, para atacar o seu país.
O Conselho de Ministros deverá manifestar-se pela primeira vez sobre o conflito armado em Moçambique e debater a reafirmação da cooperação da CPLP no contexto da pandemia Covid-19.
O Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) reúne-se esta quarta-feira por videoconferência, para analisar, entre outros assuntos, a violência na província moçambicana de Cabo Delgado e aprovar uma resolução sobre cooperação em tempos de emergência.
O tema desta que é a primeira reunião do Conselho de Ministros após o início da pandemia, é precisamente a “Reafirmação da Cooperação na CPLP no contexto da pandemia Covid-19”, de acordo com a nota de agenda.
No convite dirigido aos seus homólogos, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades de Cabo Verde, Luís Filipe Tavares, enquanto presidente em exercício do Conselho de Ministros da CPLP, sublinhou: “A situação de emergência vivenciada ao nível global exige de nós cooperação, solidariedade e concertação permanentes”.
Quanto à resolução sobre cooperação em situações de emergência que poderá sair da reunião desta quarta-feira, o embaixador de Cabo Verde em Portugal explicou que “o objetivo é que as várias áreas dos pontos focais, a da administração interna, saúde e proteção civil elaborem um documento de referência para a cooperação em tempos de emergência, que deverá ser apresentado até julho de 2021, para ir à aprovação da reunião extraordinária de Conselho de Ministros”, que antecederá a Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, marcada para julho.
No fundo, é conferir um mandato a esses grupos técnicos de cooperação dos diversos ministérios”.
Sobre Cabo Delgado, desta reunião dos chefes da diplomacia da CPLP poderá sair uma declaração “de condenação pelos ataques e também de solidariedade para com Moçambique”, um dos nove Estados-membros da comunidade lusófona, afirmou à Lusa o secretário executivo da organização, o diplomata Francisco Ribeiro Telles.
Esta deverá ser, assim, a primeira vez que a CPLP se pronunciará publica e formalmente sobre os ataques e a violência que afetam a província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.
Além destes assuntos o Conselho de Ministros deverá ainda aprovar uma resolução sobre a mobilidade que estabelece um limite temporal para a execução de um texto final sobre a livre circulação de pessoas no espaço da comunidade, um dossier complexo, no qual a presidência em exercício se tem empenhado até porque o assumiu como uma das suas bandeiras.
“A proposta de mobilidade será um tema a ser retomado na reunião extraordinária de Conselho de Ministros, que antecederá a Cimeira de Chefes de Estados e de Governo da organização, marcada para julho do próximo ano”, afirmou Eurico Monteiro, em nome do país que tem a presidência rotativa da CPLP, desde 2018.
O Havai confirmou na terça-feira os resultados da votação presidencial naquele estado, depois de o Supremo Tribunal ter indeferido uma reclamação eleitoral que contestava a totalidade das eleições gerais de 03 de novembro nas ilhas.
O Presidente eleito Joe Biden obteve 63,1% dos votos no Hawai, contra 34% para o Presidente Donald Trump, de acordo com o relatório sumário final do Gabinete Estatal de Eleições.
O Hawai tem quatro eleitores no Colégio Eleitoral, que deverá reunir-se na próxima segunda-feira.
A população deslocada por conta dos ataques terroristas em Cabo Delgado queixa-se da falta de comida nos centros de reassentamento e queixou-se ao primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, esta terça-feira, durante uma visita à localidade de Nanjua, no distrito de Ancuabe, onde vivem cerca de 500 deslocados.
“Estamos aqui [no centro de reassentamento] há três meses e não conseguimos nada para comer. Estamos a passar fome. Assim, pedimos um grande favor, que o Governo acabe com esta guerra para retornarmos às nossas casas e machambas”, disse Antumane Ibraimo, o único deslocado que interveio no breve encontro que Carlos Agostinho do Rosário manteve com as vítimas.
O primeiro-ministro reconheceu a preocupação dos cidadãos, mas pediu paciência e apelou para que haja aposta na abertura de novos campos de produção nas terras que o Governo tem estado a atribuir.
“Vamos sim apoiar com comida, mas sempre com a perspectiva de nós próprios aproveitarmos esta época para que quando a chuva vier, possamos produzir” alimentos “para comer de manhã, à tarde e à noite, a qualquer momento que quisermos”, pediu Carlos Agostinho do Rosário, ajuntando que as vítimas devem estar num local seguro, garantir vigilância nos centros de reassentamento e apoiar às Forças de Defesa e Segurança.
Além de visitar o centro de reassentamento de Nanjua, no primeiro dia de visita a Cabo Delgado, o primeiro-ministro reuniu-se com o Conselho dos Serviços Provinciais de Representação do Estado. A reunião foi alargada aos membros do Conselho Executivo da província.
O Governo diz que nunca pediu apoio militar a outros países para combater terroristas em Cabo Delgado. De acordo com o porta-voz do Conselho de Ministros, Filimão Suazi, as solicitações dependerão dos limites da soberania do país e da razoabilidade dos apoios.
“No quadro do exercício da nossa soberania, não nos vinculamos directamente aos comentários que são feitos por um país ou outro. Se estiver lembrado, na reunião que se realizou, sua excelência ministro dos Negócios Estrangeiros e vários parceiros de cooperação, bem como a comunidade internacional acreditada no país, este assunto tem sido tratado com o devido cuidado. O Governo tornou público quando foi da vez de ter sido efectuado um pedido formal de apoio, com as limitantes que constavam, acredito que não incluía a questão do apoio do ponto de vista militar como tal”, disse o porta-voz, Filimão Suazi.
O porta-voz considera ainda normal que haja comentários e reacções de países, entretanto, “quaisquer absorções de tais comentários no plano interno terá que compreender os limites do exercício da nossa soberania e daquilo que é razoável que se espere do apoio dos outros na nossa condição”, concluiu.
Quando questionado, no habitual briefing das terças-feiras, sobre o envio de veículos blindados a Moçambique por África do Sul, Suazi disse que nunca foi política do Governo tornar secreto o tratamento do assunto sobre o terrorismo em cabo Delgado.
“Nos anúncios que temos feito, nos canais apropriados, sobre o tipo de apoios que estamos a receber, que estamos a pedir e que estamos a aceitar, essa pergunta poderá ser respondida com muita precisão. Nós, como Governo, e vocês os jornalistas, devemos ter a necessária contenção sobre a forma como lidamos com essas matérias”, referiu o porta-voz do Governo.
O Conselho de Ministros actualizou ainda o número de deslocados por causa dos ataques terroristas na província de Cabo Delgado e na região centro do país, tendo anunciado novo recorde de mais de 570 mil, número equivalente a toda a população da cidade da Beira.
“Estamos a falar de cerca de 570.696 pessoas, entretanto, 124 famílias deslocadas. Só em Cabo Delgado, cerca de 560.626 e na zona centro, 970 pessoas”, avançou Filimão Suazi.
O Governo debruçou-se ainda sobre a situação de emergência relacionada com o impacto da época chuvosa no país, onde disse que há 23.827 pessoas, ou seja, 5.281 famílias afectadas, 36 feridas, 33 óbitos, sendo 15 por arrastamento e nove por desabamento de paredes e nove por descargas atmosféricas.
Quatro portagens serão instaladas na Estrada Circular de Maputo, com cerca de 70 quilómetros de extensão, devendo entrar em funcionamento a partir do segundo semestre de 2021.
Segundo Ângelo Lichanga, presidente do Conselho de Administração da Rede Viária de Moçambique (REVIMO), concessionária da Estrada Circular de Maputo, ponte Maputo/KaTembe e as respectivas estradas de ligação, bem como a Estrada Nacional número 6 (EN6), as obras de construção das quatro portagens já estão em curso.
”As obras já iniciaram na portagem de Kumbeza e Matola-Gare. A perspectiva é dar início às obras da Costa do Sol (cidade de Maputo)e Zintava (distrito de Marracuene)”, explicou.
Revelou que o funcionamento das infra-estruturas deverá começar entre Julho e Agosto de 2021. O projecto inclui a construção da portagem de Macaneta, no distrito de Marracuene, província de Maputo, que neste momento funciona em instalações improvisadas.
Enquanto isso, mais de 20 rotundas da Estrada Circular de Maputo serão requalificadas, com o alargamento das faixas de rodagem e aumento das bandas sonoras.
A província de Maputo realizou, recentemente, o seu primeiro conselho provincial de estradas, no qual participaram presidentes dos municípios, administradores distritais e gestores públicos e privados do sector rodoviário.
A Secretária de Estado na província de Maputo, Vitória Diogo, que orientou o encontro, apelou à cautela no momento de decidir sobre a taxa a vigorar nas portagens em construção.-
A selecção nacional de futebol de Sub-20, empatou ontem sem abertura de contagem com a sua similar da África do Sul, e garantiu o apuramento para as meias-finais do Torneio COSAFA no primeiro lugar do Grupo A com sete pontos.
Os pupilos de Dário Monteiro, qualificaram-se para a fase seguinte com um saldo de duas vitórias, um empate, três golos marcados e nenhum sofrido.
Moçambique transita assim para as meias-finais da competição devendo defrontar no jogo que dará acesso à final a selecção de Angola que foi vencedora do Grupo C, com três pontos, fruto de uma vitória e uma derrota.
Caso os Mambinhas vençam o jogo marcado para o dia 11 de Dezembro, pelas 15:30 Horas, diante dos Palanquinhas, o combinado nacional carimbará o bilhete para o Campeonato Africano de Sub-20 que terá lugar no próximo ano na Mauritânia.
Os vendedores de mercado e os profissionais de saúde são os mais expostos ao novo coronavírus na cidade de Xai-Xai, capital provincial de Gaza, sul de Moçambique, indica um inquérito sero-epidemiológico divulgado hoje pelo Instituto Nacional de Saúde moçambicano.
Segundo o documento foram inquiridas um total de 6.270 pessoas, sendo os vendedores de mercados os que apresentam a maior taxa de exposição, com 5,9%, seguidos dos profissionais de saúde, com 5,7%.
O inquérito foi realizado em simultâneo em Chokwé, na mesma província.
Nesta cidade, os transportadores e elementos das Forças de Defesa e Segurança apresentam a maior taxa de exposição, com 16,1% e 10,4%, respetivamente.
Todas as faixas etárias estão expostas nas duas cidades, mas o contacto com o novo coronavírus “é maior em adultos e idosos na cidade de Xai-Xai e em crianças e adolescentes na cidade de Chokwé”, referiu o documento.
As autoridades de saúde já realizaram inquéritos sero-epidemiológico em 11 cidades do país para avaliar as estratégias de prevenção e gestão da epidemia.
A província de Gaza tem um cumulativo de 541 casos, do total de 16.373 registados no país, desde o anúncio do primeiro em 22 de março.
No total nacional há ainda 136 óbitos, quatro dos quais naquela província.
O total nacional de casos recuperados é de 14.437 pessoas (88% do total), 489 dos quais em Gaza (90% dos casos).
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.545.320 mortos resultantes de mais de 67 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O embaixador da Espanha em Maputo, Alberto Cerezo, disse hoje que o seu país está à espera do Governo moçambicano para oferecer ajuda contra terrorismo.
O diplomata, que falava após uma audiência concedida pela Presidente da Assembleia da República, Esperança Bias, acrescentou que o seu país está disponível para prestar qualquer tipo de ajuda, incluindo militar.
“Nós temos experiência no combate ao terrorismo e estamos disponíveis para ajudar Moçambique. Estamos apenas à espera que o governo moçambicano nos diga que tipo de apoio necessita e cá estaremos para o que for preciso”, reiterou o diplomata espanhol, que disse ter transmitido a posição de Madrid às autoridades moçambicanas, que agora terão de responder.
Por seu lado, o embaixador cubano em Maputo, Pavel Diaz Hernandez, manifestou todo o apoio a Moçambique campo multilateral, mas assegurou que Havana não poderá dar qualquer apoio militar.
“Estamos disponíveis e vamos apoiar em todos os fóruns multilaterais dos quais fazemos parte, contudo, apoio militar não está em consideração”, disse o diplomata cubano quem acredita que os países da região austral podem ajudar Moçambique.
Até agora, vários países manifestaram a sua disponibilidade para apoiar a luta de Moçambique contra o terrorismo, mas continuam à espera de uma decisão do Gvoerno de Filipe Nyusi.
O coordenador de contraterrorismo dos Estados Unidos reiterou nesta terça-feira, 8, que Washington quer ser o parceiro priveligiado de Moçambique para derrotar os terroristas em Cabo Delgado, através de iniciativas de foro civil no reforço da ordem e da aplicação da lei.
Numa conferência de imprensa por telefone, depois de ter estado em Maputo na semana passada, onde se reuniu com o Presidente Filipe Nyusi, Nathan Sales reiterou a oferta dos Estados Unidos e disse que “a forma [eficaz] de lutar contra o terrorismo não é mandar mercenários” para o combate, “saqueando recursos naturais”.
Sales respondia a uma questão sobre a “concorrência” da China e da Rússia em África, e defendeu que “os países querem, em todo o mundo, parceria com os Estados Unidos porque trazemos capacidades que ninguém tem, trazemos ferramentas que os Estados precisam para controlar o terrorismo e dissuadir as redes terroristas, ninguém tem esses ascendentes que passam por uma parceira a longo prazo e não pelo envio de mercenários que extraem os recursos naturais e depois desaparecem”.
A abordagem de Washington, segundo aquele diplomática, adapta-se a cada realidade e assenta-se essencialmente no reforço das capacidades de instituições da ordem e da lei, para que sejam capazes de”proteger a população e retirar ameaças do campo de batalha”.
A força da lei e da ordem
No caso de Moçambique, ele reiterou que as capacidades que os Estados Unidos querem reforçar são do foro “civil” e poderão dar “resultados a longo prazo”, como a execução e reforço da lei, a agregação de informações, o uso de provas em tribunal para responsabilizar os autores de ataques e acções para impedir o acesso dos rebeldes às áreas afectadas.
Na conversa com Filipe Nyusi na semana passada, Nathan Sales destacou também a importância de implementar sistemas de segurança fronteiriça, controlo e segurança de portos, marinas e aeroportos.
Questionado sobre o papel da África do Sul, onde Nathan Sales esteve também de visita, ele reiterou ser importante pelo seu peso “económico, militar e como forte democracia que é”.
Sem revelar detalhes do eventual apoio de Washington, o coordenador para o contraterrorsimo dos Estados Unidos resumiu que na conversa mantida com os líderes de Moçambique e da África do Sul, “mostramos que os EUA podem fortalecer essa parceira e os parceiros reconheceram que temos capacidades únicas de combate ao terrorismo e ao reforço do Estado de direito”.
Por outro lado, Sales, entretato, alertou para a “situação humanitária complexa” decorrente dos ataques terrroistas em Cabo Delgado e reiterou que, enquanto se criam infraestruturas para combater os terroristas, há que “atender as pessoas deslocadas e os Estados Unidos estão a trabalhar com o Governo e organizações não governamentais com experiência na resposta humanitária” até que as pessoas possam regressar às suas casas.
O Governo de Moçambique dá como seguro o regresso da população e da autoridade administrativa à vila de Quissanga, na província de Cabo Delgado, que tinha sido ocupada por insurgentes em abril, mas analistas alertam que as pessoas ainda correm o risco de novos ataques.
Mais de 45 mil pessoas fugiram da sede distrital de Quissanga, na sequência do ataque dos insurgentes, a 25 de abril, tendo o grosso dos deslocados procurado refúgio na cidade de Pemba.
O secretário de Estado de Cabo Delgado, Armindo Ngunga, deslocou-se a Quissanga, e ficou alarmado com o grau de destruição de infraestruturas, incluindo o edifício do Governo disrital.
“Reabilitar Quissanga é um exercício muito grande, porque está totalmente destruido”, lamentou aquele governante.
O comandante-geral da Polícia, Bernardino Rafael, fez parte da comitiva do secretário de Estado e disse que as Forças de Defesa e Segurança vão permanecer na vila para assegurar o funcionamento das instituições.
Entretanto, o director do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), Adriano Nuvunga, receia que as populações voltem a ser atacadas.
Ele diz que “a população corre o risco ao voltar para Quissanga porque os insurgentes ainda não foram repelidos, mas, ao mesmo tempo, compreendo a ansiedade por regressar, porque paira a ideia de que as pessoas podem estar a ser retiradas das suas zonas para depois se ocuparem as terras, uma vez desocupadas”.
Por seu turno, o sociólogo Francisco Matsinhe diz não ver com bons olhos o regresso a Quissanga, porque, “toda a zona norte de Cabo Delgado é insegura, tanto mais que na semana passada, houve um ataque a Muidumbe”.
“O que estamos a ver hoje é uma afiliada comprometida do ISIS que abraça a ideologia do ISIS, que abraça as táticas e procedimentos do ISIS e abraça a visão do ISIS de um califado com controlo territorial,” disse Sales.
WASHINGTON DC —
O grupo insurgente que actua no norte de Moçambique é um afiliado “comprometido” do Estado Islâmico e deve ser visto como uma questão de terrorismo global, disse o coordenador de contraterrorismo dos EUA, embaixador Nathan sales.
Sales prometeu apoio americano ao Governo de Maputo na luta contra o grupo militante.
Os militantes islâmicos na província de Cabo Delgado, em Moçambique – com projetos de gás no valor de 60 mil milhões – estão a ganhar terreno. A violência atingiu a vizinha Tanzânia em outubro, levando os dois países, que partilham uma longa fronteira, a lançar operações militares conjuntas.
“Os Estados Unidos querem ser o parceiro de segurança privilegiado de Moçambique”, disse Sales, nesta terça-feira, 8, a jornalistas, após visitar Moçambique e a África do Sul, na semana passada.
“Independentemente das origens dessas redes violentas ou indivíduos, que participaram delas, o que estamos a ver hoje é uma afiliada comprometida do ISIS que abraça a ideologia do ISIS, que abraça as táticas e procedimentos do ISIS e abraça a visão do ISIS de um califado com controlo territorial “, disse Sales.
A Reuters escreve que essa é a visão mais clara até agora da perspectiva de Washington sobre a escalada do conflito em Moçambique.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Segurança e Acesso. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para uma Distribuidora um (1) Pré-Representante de Vendas. Saiba mais.
A Escola Internacional de Maputo Pretende contratar para o seu quadro de pessoal para o ano lectivo de 2021, professores/as devidamente capacitados para o Ensino Secundário e Pré-Universitário. Saiba mais.
A Escola Internacional de Maputo Pretende contratar para o seu quadro de pessoal para o ano lectivo de 2021, professores/as devidamente capacitados para o Ensino Primário. Saiba mais.
A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC/FICV) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gerente do Projeto Abrigo. Saiba mais.
Vagas de emprego ainda abertas
A Eni Rovuma Basin B.V., Mozambique Branch Operadora Offshore da Área 4, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor Sénior de Segurança. Saiba mais.
A Eni Rovuma Basin B.V., Mozambique Branch Operadora Offshore da Área 4, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador de Segurança e Ambiente. Saiba mais.
O Fórum das Associações de Pessoas com Deficiência (FAMOD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Capacitação do Staff. Saiba mais.
A Meco Empreendimentos é uma Empresa inovadora nos serviços de Recursos Humanos, Recrutamento e selecção de mão de Obra, pretende recrutar um(a) Estagiário/a de RH. Saiba mais.
A Associação para o Desenvolvimento Urbano – PAMODZI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Administração e Finanças. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para seu cliente um (1), Representante de Vendas de Van. Saiba mais.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) pretende recrutar um (1) Inquiridor – Cabo Delgado. Saiba mais.36. Vagas para Inquiridores – Niassa
O Instituto Nacional de Estatística (INE) pretende recrutar dois (2) Inquiridores – Niassa. Saiba mais.
A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Assistentes Estagiários de Engenharia de Construção Civil. Saiba mais. Saiba mais.
A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Estagiário de Economia Monetária e Seguros. Saiba mais.
A organização alerta para os comportamentos durante a quadra que se aproxima.
O chefe de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS) aconselhou a não se estar demasiado perto de familiares durante a época natalícia e a evitar abraços, de forma a travar a proliferação do novo coronavírus.
Michael Ryan falou durante uma conferência de imprensa ‘online’, na sede da organização, e apoiou-se nos “chocantes” números de casos de covid-19 e de mortos, especialmente nos Estados Unidos, para defender o afastamento entre pessoas próximas durante a quadra natalícia.
O chefe de emergência da OMS respondia a uma questão sobre se os abraços poderiam ser considerados como “contactos próximos” que a agência de saúde das Nações Unidas tem recomendado evitar em zonas com forte propagação do vírus.
“É horrível pensar que estaríamos aqui como Organização Mundial da Saúde a dizer às pessoas para não se abraçarem. É terrível. Mas essa é a realidade brutal em locais como os Estados Unidos, neste momento”, admitiu Michael Ryan.
Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) instaram hoje as farmacêuticas Pfizer/ BioNTech e Moderna a partilharem urgentemente com outras empresas produtoras de medicamentos a propriedade intelectual e a tecnologia necessárias à produção da vacina contra a covid-19.
A organização humanitária internacional defendeu que deve ser aumentada a cooperação para que “tantas empresas quanto possível” possam produzir vacinas “fundamentais para salvar vidas”.
Em comunicado divulgado no dia em que os pedidos de autorização para uso de emergência das vacinas começam a ser avaliados nos EUA, a MSF reiterou o apelo para que a Pfizer/BioNTech e a Moderna sejam “amplamente transparentes” e vendam as vacinas ao preço de custo.
A organização médica recordou que o público tem direito a conhecer em detalhe os custos da investigação e desenvolvimento destas vacinas, assim como dos ensaios clínicos e também os custos de produção, especialmente considerando que existem fundos públicos em ambas.
“Qualquer eventual aprovação da vacina não será suficiente para resolver a pandemia global, a menos que as empresas tomem medidas urgentes para aumentar a cooperação com outros produtores e vender as vacinas a preço de custo”, defenderam os Médicos Sem Fronteiras no documento.
Para o codiretor executivo da MSF, Sidney Wong, citado no comunicado, ainda não é tempo para comemorar. “Neste momento, estamos numa situação em que grande parte do número limitado de primeiras doses já foi arrebatada por um punhado de países como os EUA e o Reino Unido, bem como a UE, deixando muito pouco para outros países no curto prazo”, afirmou.
“O que realmente queremos ver é uma rápida expansão da oferta global, para que haja mais vacinas disponíveis e as doses possam ser alocadas de acordo com os critérios de saúde pública da OMS, não a capacidade de pagamento de um país”, especificou.
No mês passado, a organização pediu aos governos para apoiarem a proposta apresentada na Organização Mundial do Comércio (OMC)de levar as farmacêuticas a renunciar a patentes de medicamentos e vacinas contra a covid-19.
A Índia e a África do Sul apresentaram junto da OMC, em outubro, uma proposta – que recebeu a concordância de cerca de 100 países – para que os governos estudem bases legais para convencer as empresas farmacêuticas a renunciar a patentes e outros direitos de propriedade intelectual relacionados com medicamentos, vacinas e meios de diagnóstico da covid-19, até que seja alcançada a imunidade de grupo.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.535.987 mortes resultantes de mais de 67 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Em Portugal, morreram 5.041 pessoas em 325.071 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.
O ex-presidente da África do Sul Jacob Zuma deverá começar hoje a ser julgado no âmbito do processo em que é acusado de receber subornos milionários desde 2005.
Zuma, 78 anos e que liderou o país entre 2009 e 2018, é acusado de ter recebido quatro milhões de rands (cerca de 200.000 euros, ao câmbioatual) em comissões da empresa Thales, à margem de um contrato de armamento adjudicado em 1999, numa altura em que era vice-presidente da República.
A audiência do caso foi adiada em 8 de setembro para esta terça-feira, 8 de dezembro, pelo juiz responsável pelo processo.
Inicialmente previsto para maio, o julgamento de Zuma foi, numa primeira fase, adiado para junho devido à pandemia de covid-19, tendo sido posteriormente alterado para setembro por razões administrativas.
No processo penal a decorrer em Pietermaritzburg, litoral do país, Jacob Zuma enfrenta várias acusações por envolvimento em operações, supostamente fraudulentas, a favor de um contrato público de aquisição de armamento com o grupo francês Thales de mais dois mil milhões de dólares, em 1999.
Além de 16 crimes de associação ilícita, fraude, corrupção e lavagem de dinheiro, Jacob Zuma é também acusado de ter alegadamente recebido 783 transações financeiras ilícitas.
Zuma foi acusado formalmente pela primeira vez em 2005, mas o julgamento nunca se concretizou por diversos motivos, incluindo aspetos técnicos do processo e o apoio de uma forte fação dentro da direção do Congresso Nacional Africano (ANC, sigla em inglês), o partido no poder na África do Sul desde 1994.
Jacob Zuma negou sempre todas as acusações, que foram retiradas ao ser nomeado chefe de Estado em 2009, afirmando ser uma ‘caça às bruxas’ política do partido no poder, na altura liderado pelo presidente ThaboMbeki, que governou entre 1999 e 2008.
Todavia, as acusações contra o antigo chefe de Estado sul-africano foram reinstituídas em março de 2018, pelo atual Presidente, Cyril Ramaphosa, um mês depois de Zuma ter sido forçado a renunciar ao cargo pela direção do ANC.
Neste processo de corrupção, apenas houve duas condenações – a de SchabirShaik, ex-consultor financeiro e amigo pessoal de Zuma, que foi preso por 15 anos em 2005 por solicitar um suborno em nome do ex-chefe de Estado à Thint, a subsidiária local da empresa francesa de armas Thales, mas que foi libertado em liberdade condicional em 2009.
O segundo condenado, Tony Yengeni, destacado membro da direção do ANC, foi preso em 2006 por receber uma ‘viatura de luxo’ de uma das firmas participantes no concurso público, mas apenas cumpriu cinco meses da pena de prisão de quatro anos.
Em 2011, a firma sueca Saab admitiu ter pagado 24 milhões de rands (1,3 milhões de euros) através da britânicaBAE Systems para garantir o contrato de fornecimento de aviões de combate à África do Sul, segundo a BBC de Londres.
O programa de aquisição militar sul-africano no final da década de 1990 envolveu a compra de armamento e equipamento militar pelo Governo do Congresso Nacional Africano, liderado por Nelson Mandela, em 1999, no valor de 30 mil milhões de rands (cinco mil milhões de dólares em 1999, cerca de 1,5 mil milhões de euros ao câmbioatual).
A aquisição de armamento, popularmente conhecida por ‘Acordo de Armas’, envolveu várias empresas europeias da Alemanha, Itália, Suécia, Reino Unido, França e África do Sul.
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