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Quinta-feira, Julho 23, 2026
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Etiópia admite ter disparado contra avião da ONU em Tigray

Tropas etíopes atiraram e detiveram funcionários da ONU depois que eles passaram por postos de controle na região de Tigray, atingida pelo conflito, confirmou o porta-voz do governo Redwan Hussein.

A equipe da ONU ignorou as instruções para não estar na área, acrescentou.

As forças do governo lutam contra a Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF) na região desde 4 de novembro.

A equipe da ONU estava tentando visitar um campo para refugiados eritreus no domingo, quando ocorreu o tiroteio.

Tem havido muita preocupação com o destino dos refugiados após relatos não confirmados de que tropas da Eritreia cruzaram para Tigray, e levaram alguns deles de volta para a Eritreia.

Ambos os governos negam que tropas da Eritreia estejam em Tigray para ajudar a derrotar a TPLF.

A ONU apelou ao governo etíope para dar “acesso humanitário irrestrito” a Tigray em meio à preocupação com a escassez de alimentos e suprimentos médicos em uma região com uma população de mais de oito milhões.

“Alguns funcionários da ONU foram detidos e outros alvejados”, disse Redwan, citado pela agência de notícias AFP.

“Eles quebraram dois postos de controle para dirigir a áreas onde não deveriam ir e que foram instruídos a não ir. Quando estavam prestes a quebrar o terceiro, foram alvejados e detidos ”, acrescentou.

A ONU ainda não comentou o incidente.

Por que existem refugiados na Etiópia?

Muitos eritreus fugiram pela fronteira para Tigray ao longo dos anos para escapar do recrutamento militar e da perseguição política.

A Eritreia é um estado de partido único altamente militarizado que é governado pelo Presidente Isaias Afwerki desde que se tornou independente da Etiópia em 1993.

África do Sul aperta as restrições da Covid-19 antes do Natal

O presidente da África do Sul anunciou uma série de novas restrições nas principais cidades, enquanto o país enfrenta um possível ressurgimento do coronavírus.

Este tem sido um ano difícil para a nação com a maior carga de coronavírus da África, reconheceu o presidente Cyril Ramaphosa em um discurso na noite de quinta-feira.

Mas agora, como muitos sul-africanos planejam embarcar em um mês de férias de verão, agora não é o momento para a África do Sul baixar a guarda, alertou.

“Como queremos relaxar, esse vírus não relaxa. E esse vírus não tira férias ”, disse ele. “2020 foi um ano difícil para nós como nação e como país. Ele testou severamente nossa determinação e exigiu grandes sacrifícios de cada um de nós. Mas, mesmo com a aproximação do feriado, não podemos baixar a guarda. A menos que assumamos responsabilidade pessoal por nossa saúde e pela saúde de outras pessoas, mais pessoas serão infectadas. Mais pessoas vão morrer. ”

Quase 22.000 sul-africanos já morreram, observou ele.

Para tanto, anunciou restrições a uma das principais metrópoles do país, a baía de Nelson Mandela. A cidade costeira, também conhecida como Port Elizabeth, teve recentemente um aumento nos casos confirmados.

Os um milhão de habitantes da cidade agora devem cumprir um toque de recolher noturno e estão restritos tanto a comprar quanto a consumir álcool em público. As reuniões agora são limitadas a 250 pessoas para eventos ao ar livre e 100 para eventos internos.

Ele também disse que as reuniões pós-funeral em todo o país – que Ramaphosa chamou de “festas pós-lágrimas” – são proibidas.

Joanesburgo, o centro econômico do país, é conhecido por atrair pessoas de todo o país. Durante os feriados de fim de ano, a cidade se esvazia à medida que muitos moradores voltam para suas famílias. O segurança Eric Kabelo planeja voltar para Carletonville, uma pequena cidade a sudoeste de Joanesburgo, para a temporada. Kabelo, de 27 anos, diz que não tem nada contra as restrições.

Eritreia solta 28 prisioneiros Testemunhas de Jeová

A Eritreia libertou 28 membros do grupo das Testemunhas de Jeová depois de terem cumprido pena de prisão.

Em 1994, a cidadania de todos os membros da igreja foi revogada e os seguidores são rotineiramente presos sem julgamento.

Uma das razões apresentadas foi a recusa em cumprir o serviço militar.

Uma declaração das Testemunhas de Jeová disse que seus membros foram libertados da prisão na Eritreia depois de cumprir penas de cinco a 26 anos.

Alguns foram detidos por serem objetores de consciência – em um país com serviço militar obrigatório.

A organização afirma que 24 membros ainda estão na prisão.

O presidente Isaias Afwerki privou as Testemunhas de Jeová de sua cidadania em 1994 – um ano depois de se tornar líder do país recém-independente.

A Eritreia é uma das nações mais opressoras do mundo – sem eleições ou parlamento e um projecto de constituição que nunca foi implementado.

Apenas três denominações religiosas são permitidas – Cristianismo Ortodoxo, Islamismo Sunita e a Igreja Luterana.

Noiva cansa-se de esperar pelo dia do casamento e processa namorado

O casamento é um momento de sonho para muitas mulheres. Mas, por vezes, nem toda a gente é capaz de esperar pelo grande dia.

Foi o caso de Gertrude Ngoma, de 26 anos, residente em Ndola, na Zâmbia, que processou o namorado por este nunca mais se casar, mesmo depois de se ter comprometido, numa relação com já oito anos.

Segundo o jornal Daily Mail, o noivo, Herbert Salaliki, de 28 anos, e pai do filho da jovem, foi apanhado a trocar mensagens com outra mulher, o que aumentou os níveis de desconfiança de Gertrude, que se cansou de esperar pelo casamento.

“Ele nunca foi sério, por isso levei-o a tribunal porque mereço saber o caminho a seguir no nosso futuro’, afirmou a jovem ao tribunal, segundo a agência de notícias Mwebantu.

Salaliki defendeu-se ao afirmar que pretende casar com Ngoma, revelando que não tinha uma situação financeira estável para realizar a festa, apesar de já ter pago o dote do casamento, uma espécie de “taxa de agradecimento” à família da noiva em um sinal de que cuidará da jovem.

O noivo culpou também a jovem por esta não lhe dar a atenção que ele achava que merecia.

A juíza Evelyn Nalwize, que tratou do caso no Tribunal Local de Kabushi, aconselhou Gertrude a abrir um processo por quebra de contrato de casamento. A magistrada aconselhou o casal a ultrapassar as suas divergências.

Liberianos vão votar pela redução de mandato presidencial

Os liberianos estão votando em um referendo sobre a redução dos mandatos presidenciais de seis para cinco anos e permitir que os cidadãos tenham dupla nacionalidade.

Alguns dos críticos do presidente George Weah estão preocupados com a possibilidade de ele usar a mudança constitucional para estender o número de mandatos que serve.

Os presidentes liberianos estão limitados a dois mandatos, mas as mudanças constitucionais nas vizinhas Guiné e Costa do Marfim significaram que os chefes de estado poderiam concorrer a um terceiro mandato, apesar do limite de mandatos ainda estar em vigor.

O escritório de Weah negou que essa fosse sua intenção, relata a agência de notícias AFP.

A revogação da proibição de liberianos com dupla nacionalidade poderia fornecer um impulso econômico, disse a AFP, já que as pessoas nascidas na Libéria, mas agora vivendo no exterior, poderiam ter permissão para possuir propriedades e fornecer mais investimentos.

Homem preso por vender cachorros online que não existem

Os EUA acusaram um estudante camaronês de 27 anos de explorar a pandemia do coronavírus para enganar as pessoas e fazê-las comprar cachorros que não existiam, disse o Departamento de Justiça.

Fodje Bobga é um estudante universitário na Romênia, na cidade de Cluj. Ele foi preso.

Ele foi acusado na cidade de Pittsburgh de conspiração para cometer fraude eletrônica, fraude eletrônica, falsificação do selo da Suprema Corte dos Estados Unidos e roubo de identidade agravado.

O site que ele usou no suposto esquema, www.lovelyhappypuppy.com, foi excluído, disse o departamento .

As autoridades o acusam de explorar o isolamento social durante a pandemia Covid-19 para fraudar as vítimas usando fotos de filhotes de cachorro bonitos.

“Com a temporada de férias chegando, e o desejo de companhia mais alto do que nunca, não seja vítima de golpistas que vendem animais de estimação online”, disse o procurador-geral Scott Brady.

Jonathan Savage, da BBC, relata que uma das vítimas inclui uma mulher na Pensilvânia, que perdeu mais de US $ 9.000 (£ 6.700) tentando garantir um cachorrinho mini-bassê para sua mãe.

Outra vítima perdeu US $ 1.500 ao tentar comprar uma xícara de chá Chihuahua chamada Bentley.

O agente especial encarregado do FBI, Michael Christman, alertou que “a pandemia criou a condição perfeita para o sucesso de vendedores de animais de estimação sem escrúpulos”.

Covid-19: Moçambique prevê começar vacinação em meados de 2021

O ministro da Saúde moçambicano, Armindo Tiago, anunciou ontem, que a campanha de vacinação contra a covid-19 no país poderá começar entre junho e julho de 2021.

“A nossa previsão é de que provavelmente tenhamos de começar o processo de vacinação, se a vacina for pré-qualificada atempadamente, entre junho e julho”, do próximo ano, referiu hoje a jornalistas.

A pré-qualificação será feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no âmbito da iniciativa global Covax que prevê um acesso equitativo a vacinas contra a covid-19 em países de baixo e médio rendimento.

O ministro da Saúde referiu há uma semana, no parlamento, que como país participante na iniciativa, Moçambique terá direito a seis milhões de doses de vacina, correspondente a 20% da população, estimada em 30 milhões – percentagem definida no âmbito daquele mecanismo para cada um dos países aderentes.

“Atualmente, o Ministério da Saúde está a definir os requisitos e condições para a definição dos grupos a serem vacinados e ainda o processo da estratégia de vacinação”, disse, acrescentando que vai ser usada a estrutura montada no Programa Nacional de Vacinação (PNV).

A Covax é uma iniciativa conjunta da Aliança Global para as Vacinas (GAVI), da Coligação para a Inovação na Prevenção de Epidemias (CEPI) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem como objetivo a compra de dois mil milhões de doses de vacinas contra a covid-19 até ao final de 2021, para depois serem utilizadas em países de baixo e médio rendimento.

Até ao momento, o mecanismo conta com a participação de 184 países.

São Tomé e Principe: Quem falar mal de dirigentes nas redes sociais será punido

O ativista Abel Bom Jesus espera que a medida não ponha em causa a liberdade de expressão no país. Em São Tomé e Príncipe, as autoridades disseram que quem usar as redes sociais para ameaçar e ou insultar dirigentes públicos será punido de acordo com a lei.

O aviso foi deixado pelo Ministro da Defesa e Ordem Interna, no final da primeira reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, órgão de tutela do Primeiro-ministro, criado há 3 anos.

Óscar Sousa justifica a decisão afirmando que” nos últimos tempos as redes sociais têm sido usadas para apelos à desordem pública no país, por pessoas devidamente identificadas”.

O ativista Abel Bom Jesus espera que a medida não ponha em causa a liberdade de expressão no país.

“A excessiva censura nos órgãos da comunicação social tem feito com que muitas pessoas procurem as páginas nas redes sociais para fazerem as suas denúncias, “ afirmou Bom Jesus reconhecendo que há casos em que esta ferramenta de comunicação não é usada da melhor forma.

Mas o jurista Hamilton Vaz diz que esta decisão do Governo só peca por ser tardia, porque “democracia não significa que os cidadãos podem dizer o que querem sem serem responsabilizados”.

Polícia moçambicana detém agentes suspeitos de extorquir imigrantes ilegais

A Polícia da República de Moçambique (PRM) em Manica deteve dois agentes da corporação suspeitos do crime de extorsão a um cidadão de nacionalidade bengali, disse à Lusa fonte oficial.
Uma terceira pessoa, um civil, fornecia informações aos agentes sobre comerciantes estrangeiros em situação ilegal e também foi detida.

O objetivo era extorquirem valores entre 50.000 e 100.000 meticais (560 a 1.120 euros), explicou Mateus Mindu, porta-voz da polícia na província de Manica.

“Os dois agentes, afetos ao comando provincial da PRM, e um civil, dirigiram-se no domingo para casa de um cidadão de nacionalidade bengali” a fim de o chantagear, disse.

A visita inusitada do grupo, armado, levou o irmão do visado a procurar ajuda, por julgar tratar-se de um rapto.

“A população ao aperceber-se do que se estava a passar tentou fazer justiça pelas próprias mãos e a pronta intervenção da polícia abortou a tentativa de linchamento dos agentes”, adiantou Mateus Mindu.

Os suspeitos, além de extorquirem cidadãos estrangeiros em situação ilegal nas suas residências, também atuavam nos mercados frequentados por estrangeiros para fazerem cobranças ilícitas.

“Medidas internas e severas estão a ser tomadas”, acrescentou.

A Polícia, disse, continua a investigar a rede de agentes envolvidos no alegado esquema de extorsão.

Ministro Português da Defesa discute luta contra o terrorismo em Moçambique

O ministro português da Defesa, João Gomes Cravinho, está em Moçambique para uma visita centrada no apoio que Portugal pode dar à luta contra o terrorismo em Cabo Delgado, mas analistas dizem que esta deslocação e a do embaixador americano, Nathan Sales, não vão mudar nada, enquanto Maputo não definir o que pretende, exactamente.

O governante português estará em Moçambique até sexta-feira, tendo em vista a negociação de um novo programa de cooperação bilateral no domínio da Defesa e o estreitamento de relações com África, no âmbito da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, que se iniciará em Janeiro próximo.

A visita decorre numa altura em que Moçambique está a braços com uma insurgência armada em Cabo Delgado, e Gomes Cravinho reiterou que Portugal está disponível para apoiar as autoridades moçambicanas no combate ao terrorismo, dentro daquilo que o país considerar necessário.

O governante português chegou esta quarta-feira a Maputo, e manteve já um encontro com o seu homólogo moçambicano, Jaime Neto, no qual o terrorismo em Cabo Delgado foi um dos temas dominantes.

Cabo Delgado na agenda

Entretanto, analistas dizem que esta visita não deve ser vista de forma isolada, deve ser encarada no contexto de toda uma diplomacia na área de defesa e segurança que Moçambique tem estado a levar a efeito com os principais potenciais parceiros com capacidade para ajudar a resolver o caso de Cabo Delgado.

O investigador Borges Nhamire, do Centro de Integridade Pública, recordou que, muito recentemente, esteve em Moçambique o Coordenador do Contraterrorismo no Departamento de Estado Americano, o embaixador Nathan Sales, entre outras personalidades que escalaram a capital moçambicana.

Contudo, para Nhamire, estas visitas não vão mudar nada enquanto Moçambique não definir o que quer, porque até aqui, a ideia que há é que o país só quer apoio logístico, equipamento e dinheiro, “mas os potenciais parceiros receiam que essa ajuda possa parar nas mãos dos terroristas, como aconteceu com muito armamento das forças governamentais moçambicanas”.

O editor Alexandre Chiure também defende que Moçambique deve definir o que quer para fazer face à insurgência armada, afirmando que as autoridades “sempre minimizaram o conflito em Cabo Delgado, considerando-o puro banditismo”.

Refira-se que durante a visita a Maputo, o embaixador Nathan Sales, reiterou que os Estados Unidos da América querem ser um parceiro privilegiado de Moçambique para derrotar os terroristas em Cabo Delgado, através de iniciativas de foro civil no reforço da ordem e da aplicação da lei.

Viaturas incendiadas e acesso terrestre a Palma bloqueado

Rebeldes armados incendiaram duas viaturas de transportes e fecharam na terça-feira (08), a única via terrestre que ainda dá acesso a Palma, distrito do megaprojeto de gás natural de Cabo Delgado, Moçambique, disseram à Lusa fontes locais.

As duas viaturas circulavam na estrada de terra batida, carregadas de mercadorias e passageiros, em número indeterminado, desde Mueda, quando os motoristas notaram haver movimento em Pundanhar, aldeia abandonada desde há um mês após um ataque.A povoação fica a cerca de 50 quilómetros de Palma.

As viaturas pararam e, por precaução, os condutores deram ordem para os ocupantes fugirem para o mato.

Quando alguns regressaram, os automóveis de transporte tinham sido saqueados e incendiados, acrescentou uma das fontes.

Outro motorista que tentou circular por aquela via havia reportado horas antes que a estrada estava bloqueada na mesma zona.

Um outro ataque contra viaturas de transporte nas imediações de Pundanhar, em setembro, vitimou pelo menos 24 pessoas, sepultadas por familiares e amigos no próprio local da incursão de rebeldes, por falta de condições de segurança para recolher os corpos.

Noutro ponto do distrito de Palma, na segunda-feira, um grupo de insurgentes invadiu a tiro a aldeia de Mute, a menos de 25 quilómetros da área de construção do megaprojeto de gás natural liderado pela petrolífera francesa Total.

As Forças de Defesa e Segurança (FDS) responderam com o apoio de helicópteros e retomaram o controlo da povoação, enquanto a população fugiu em debandada para a vila sede de distrito outras povoações, em busca de segurança.

O ataque fez com que várias equipas das obras de infraestruturas no projeto de gás tivessem paralisado, por questões de segurança, na terça-feira e hoje.

A violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, está a provocar uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

A província está desde há três anos sob ataque de insurgentes e algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo `jihadista` Estado Islâmico desde 2019.

Governo moçambicano não decide sobre resposta ao terrorismo, apesar das ofertas de ajuda

Vários países da região e do mundo têm manifestado interesse em apoiar Moçambique no combate a ações terroristas, na província de Cabo Delgado, porém o porta-voz do Conselho de Ministro, Filimão Suaze, veio a público dizer que o apoio militar está fora de questão.

Tal afirmação é feita na semana em que a imprensa sul-africana reportou que as autoridades locais enviaram equipamento militar para apoiar no combate ao terrorismo.

“No quadro do exercício da nossa soberania, não nos vinculamos diretamente aos comentários feitos por um pais ou outro”, disse Suaze, que é vice-ministro da Justiça.

Tal afirmação é feita na semana em que a imprensa sul-africana reportou que as autoridades locais enviaram equipamento militar para apoiar no combate ao terrorismo.

“No quadro do exercício da nossa soberania, não nos vinculamos diretamente aos comentários feitos por um pais ou outro”, disse Suaze, que é vice-ministro da Justiça.

Outro analista, Julião Arnaldo, acredita que tendo em conta as relações históricas, Moçambique acabará por receber apoio por parte dos países da SADC, com destaque para a África do Sul.

Mas o analista Ismael Nhacuco insiste que Moçambique deve abrir-se para que possa receber o devido apoio no combate ao terrorismo.

“Em termos militares, equipamento e logística quem efectivamente tem condições reais de apoiar é a África do Sul e Angola (…) já deveríamos ter, muito antes disto ter ido conversar com eles”, disse Nhacuco.

Falsificação de documentos leva mais três funcionários públicos à cadeia na Beira

Mais três funcionários públicos encontram-se detidos na cidade da Beira, indiciados de falsificação de documentos e abuso de cargo. Eles emitiram 538 atestados falsos de trabalho para cidadãos estrangeiros que pretendiam obter DIRE. Por causa desta prática, o Estado foi lesado em mais de 16 milhões de meticais, dos quais só se recuperou um milhão.

O esquema veio à tona num dia em que o país assinala o Dia Internacional de Luta Contra a Corrupção.

De acordo com Anastácio Matsinhe, porta-voz do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção em Sofala, nos últimos dois anos, os funcionários visados, afectos à Direcção Provincial de Trabalho, emitiram 538 atestados falsos de trabalho, dos quais 177 em 2018 e 361 no ano passado.

Os documentos em alusão foram emitidos através de um sistema informático denominado SIMIGRA. Os três funcionários trabalham, directamente, no Departamento Migratório. Um deles é chefe do referido sector.

“Os detidos usavam os números de atestados que já existiam no sistema”, para efeitos de emissão de “atestados falsos de trabalho”, contou Anastácio Matsinhe, acrescentando que os empregados do Estado “induziam o director provincial, que assinava os documentos, ao erro”.

Além do prejuízo criado ao Estado, em mais de 16 milhões de meticais, desconhece-se o paradeiro dos estrangeiros que solicitaram a emissão dos documentos falsos, segundo o porta-voz do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção em Sofala.

Aliás, a fonte revelou que outros dois trabalhadores de uma empresa privada estão implicados no caso. Eles eram intermediários entre os funcionários públicos e os referidos cidadãos estrangeiros.

“Um dos dois trabalhadores da empresa privada falsificou talão de depósito no valor de 31 mil meticais”, dando a entender que tinha depositado o valor numa conta do Estado para efeitos de expedição do atestado de trabalho. Mas tudo não passava de uma fraude, segundo Matsinhe.

Refira-se que, recentemente, o Tribunal Judicial da Província de Sofala legalizou a prisão de três funcionários seniores do Estado, acusados de falsificação de documentos e corrupção passiva para omissão ilícita.

Trata-se de dois chefes regionais de investigação e inteligência na Autoridade Tributária de Moçambique e um chefe provincial da fiscalização, afecto ao Ministério da Terra e Ambiente.

Os acusados foram detidos depois de uma investigação que decorria há cerca de um mês, depois de uma empresa chinesa, denominada Liang Xing, vocacionada na exportação de madeira e importação de seus derivados, ter denunciado irregularidades.

Ministro do Interior quer SERNIC preparado contra terrorismo e raptos

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) está em conselho coordenador até sábado. O ministro do Interior desafiou os agentes daquela instituição para uma formação contínua de modo combater o terrorismo em Cabo Delgado. Em relação aos raptos, Amade Miquidade fala do aprimoramento de estratégias para debelar o problema.

A sessão de abertura do evento teve lugar na Academia de Ciências Policiais (ACIPOL), no distrito de Marracuene, província de Maputo.

Para o ministro do Interior, “o combate ao terrorismo pressupõe uma formação permanente de oficiais e agentes do SERNIC. Estamos sim a dar formação especializada, porque” os terroristas actuam de “diversas formas”, das quais em forma “guerrilha, em Cabo Delgado”.

“Os terroristas recrutam jovens, forçando-os a juntar-se às suas hostes. Cabe ao SERNIC fazer uma investigação para coartar essa actividade criminosa”, defendeu Amade Miquidade.

Este ano, pelo menos 11 raptos ocorreram nas principais cidades do país e ainda não houve esclarecimento. Amade Miquidade disse que está em curso um processo de melhoria da estratégia para estancar o crime.

Aos agentes do SERNIC que supostamente integram e lideram redes de crime, o ministro do Interior prometeu punição e expulsão.

“Todos aqueles indivíduos que eventualmente estejam ligados à actividade criminosa não vão ser poupados”, disse Amade Miquidade, salientando que serão levados à barra da justiça para “responsabilização”.

Vacina contra COVID-19 deve chegar para todos, defende Filipe Nyusi

A vacina contra o novo Coronavírus só atingirá o objectivo pretendido se for disponibilizada no mundo e adoptada uma abordagem coordenada da sua administração baseada nos factores de risco, defendeu o Chefe do Estado e Presidente em exercício da SADC, Filipe Nyusi, durante a 31ª sessão especial e virtual da Assembleia Geral da ONU, em resposta à pandemia da COVID-19.

No seu discurso, recentemente, Filipe Nyusi falou das medidas que África, em particular Moçambique e SADC, colocaram em prática para contrariar os efeitos da pandemia. Mesmo assim, não foi possível evitar o abrandamento da economia e o agravamento da inflação, o que piorou “ainda mais as desigualdades”.

Segundo o Presidente da República, “o impacto da COVID-19 nas nossas economias e no sistema de saúde terá efeitos duradouros, cuja inversão, a médio e longo prazo, exigirão esforços adicionais”.

Filipe Nyusi manifestou preocupação com o facto de os países do Ocidente serem vergastados, “nas últimas duas semanas”, por “uma segunda vaga do vírus”.

Neste contexto, apesar do optimismo em relação à possibilidade de haver vacina para travar a propagação da COVID-19, o impacto desta continua incerto, bem como “a forma como a vacina será distribuída para assegurar a equidade em todas as regiões do mundo”.

Para o Chefe do Estado, o continente africano acredita que “uma pandemia global requer uma resposta global”.

Assim, “a vacina só atingirá o objectivo pretendido se for disponibilizada em todos os cantos do mundo e se for adoptada uma abordagem coordenada da sua administração baseada nos factores de risco”, declarou Filipe Nyusi, no virtual da Assembleia Geral da ONU.

Nyusi destacou o trabalho da SADC, em colaboração com a Organização Mundial de Saúde (OMS), para assegurar que as infra-estruturas de vacinação estejam equipadas para garantir o cumprimento dos requisitos da vacina contra a COVID-19. “Por isso, é desejo dos países membros” da sub-região que “os nossos parceiros de cooperação internacionais apoiem no acesso à tão almejada vacina”.

O Presidente da República apelou ainda às Nações Unidas para que façam o uso do seu mandato e das instituições, desenvolvendo mecanismos que garantam o acesso equitativo à vacina, assim que esta estiver disponível.

Irmãos matam o próprio pai à paulada, sob acusação de feitiçaria

Suposta feitiçaria praticada por pais contra os próprios filhos voltou a ser, mais uma vez, justificação para um crime considerado hediondo em Inhambane. O episódio deu-se no distrito de Homoíne, na noite de segunda para terça-feira. Três irmãos recorreram a paus para tirar vida ao próprio progenitor.

Os cidadãos estão detidos em Homoíne e deverão responder pelo crime de que são acusados, segundo a Polícia.

Um dos indiciados contou que tudo começou depois de um desentendimento que terminou em agressão física entre a vítima e a esposa. Esta dirigiu-se à casa de um dos filhos para pedir ajuda. Reagindo em socorro da mãe, o mais velho entre os descendentes conversou com o pai e chegaram a um entendimento.

Entretanto, horas mais tarde, o entendimento que havia, diante do problema que dividia o casal, caiu por terra. Supostamente, o finado voltou a agredir a mulher, deixando a família agastada.

O irmão mais velho narrou que amarrou o próprio pai, submeteu-o à agressão física até perder a vida. Ele agiu sozinho e, alegadamente, os irmãos estavam na machamba, naquela hora da noite.

Este ano, mais de trinta pessoas foram assassinadas e mais da metade destes por suposta feitiçaria.

Juma Dauto, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Inhambane, manifestou preocupação com homicídios, sendo a feitiçaria a principal causa, seguida de crimes passionais.

Dauto aproveitou a ocasião para apelar à população para que use mecanismos legais e pacíficos no sentido de resolver qualquer que seja o diferendo. Salientou que a justiça pelas próprias mãos sempre acaba em tragédia e nunca resolve o problema.

Este episódio lembra outro assassinato nos mesmos moldes, em Setembro do ano passado, na cidade da Maxixe, onde um grupo de irmãos enterrou vivo o próprio pai, acusando-o de feitiçaria. Há poucos meses, eles foram condenados a penas que vão até 23 anos de prisão, pelo Tribunal Judicial de Inhambane.

Deslocados em Cabo Delgado pedem armas para combater terroristas

A população deslocada e acomodada nos centros de reassentamento dos distritos de Ancuabe e Metuge, em Cabo Delgado, pediu armas ao Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, para combater terroristas. Segundo as vítimas, não é a primeira vez que fazem o mesmo pedido a um governante, mas sempre foram orientadas para aguardar.

Em resposta, Carlos Agostinho do Rosário reconheceu a necessidade de envolvimento de todos os moçambicanos na luta contra o terrorismo em Cabo Delgado, mas alertou para o perigo de se alocar armas de fogo aos cidadãos para individualmente combaterem o problema.

A posição de Carlos Agostinho do Rosário foi publicamente manifestada na cidade de Pemba, durante a sua recente visita à província.

“As armas de fogo devem estar com quem deve estar. Com as Forças de Defesa e Segurança e com as pessoas que elas confiam”, explicou o Primeiro-Ministro, rejeitando a ideia de “distribuir a toda população como  foi sugerido”, uma vez que há “o risco de se perder o controlo da situação”.

Estas declarações foram feitas durante a reunião do Conselho dos Serviços Provinciais de Representação do Estado, encontro alargado aos membros do Conselho Executivo Provincial.

Para Carlos Agostinho do Rosário, “há varias alternativas de envolvimento da população no combate ao terrorismo e no progresso da província”.

Segundo explicou o Primeiro-Ministro, “Cada um tem a sua arma. O Governo tem a sua arma. A população”, por exemplo, “tem a sua arma para produzir. Outros estão a estudar e outros nos hospitais (…)” para que haja “desenvolvimento”.

Outra preocupação levantada pelo Primeiro-Ministro está relacionada com o reassentamento dos deslocados. No final da sua visita, orientou ao governo da província para criar condições mínimas em todos centros que vão acomodar as vítimas do terrorismo.

“Não queremos que se criem aglomerados de pessoas. Queremos um reassentamento na perspectiva de desenvolvimento. A população vai requerer escolas, postos de saúde, água, arruamentos, postos de policiamento e tudo aquilo que” é indicativo de “desenvolvimento”, disse Carlos Agostinho do Rosário, reconhecendo algumas limitações financeiras para o efeito.

“Pedimos a todos parceiros que ajudem ao Governo na criação de condições básicas para a população de modo que tenha uma boa vida nos locais de reassentamento”, afirmou o governante na reunião do Comité Operativo de Emergência da província.

A visita do Primeiro-Ministro a Cabo Delgado durou dois dias e visitou os centros de reassentamento  de Nanjua, no distrito de Ancuabe, onde estão cerca de 500 famílias; e o de Ngalane, em Metuge, com cerca de cinco mil pessoas. Carlos Agostinho do Rosário esteve igualmente no bairro de Paquitequete, o principal ponto de entrada de deslocados na cidade de Pemba.

Além das vítimas do terrorismo, o governante escalou igualmente o centro de internamento para pessoas com COVID 19, o laboratório de análises no Hospital Provincial de Pemba e a Escola Secundária de Pemba, onde se inteirou das medidas de prevenção da pandemia após a retoma de aulas no chamado “novo normal”.

Parlamento autoriza prorrogação da isenção do IVA em produtos essenciais

Até 2023 não será cobrado o Imposto sobre Valor acrescentado (IVA) em produtos essenciais como o óleo, sabões e açúcar, bem como suas matérias-primas. O Parlamento aprovou, em definitivo, a decisão que viabiliza este propósito do Governo.

Por consenso, as três bancadas parlamentares decidiram, esta terça-feira, aprovar em definitivo a prorrogação da isenção do IVA em produtos essenciais. A medida que tinha sido anunciada em Julho último, no quadro das medidas que visam minorar os impactos da COVID-19, abrange produtos como óleo, sabão e açúcar e suas matérias-primas, no processo de importação.

Até 2023, a medida vai custar ao Estado cerca de 3.2 milhões de meticais, mas o Executivo sempre assegurou ser uma decisão necessária, de modo a aliviar os fornecedores destes bens e, consequentemente, os consumidores.

Para além da isenção nas transmissões de bens e prestação de serviços do açúcar, óleo e sabão, bem como suas matérias-primas, estão isentas do IVA as transmissões de bens e serviços efectuadas no âmbito da actividade agrícola de produção de cana-de-açúcar, sendo estes, destinados à indústria.

Ainda esta quarta-feira, o Parlamento aprovou, na generalidade, a Proposta de Revisão da Lei das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras. Um instrumento com atualizações em diversos aspectos.

A título de exemplo, a proposta aponta para uma actuação mais coordenada entre as instituições financeiras e o banco central, e formas específicas para a resposta aos bancos e microbancos em caso de insolvência.

As três bancadas da Assembleia da República aprovaram, igualmente, na generalidade, o Projecto de Lei do Código do Processo Penal. A ideia é adoptar mecanismos eficientes na responsabilização criminal, o combate ao crime organizado e a proximidade da justiça ao cidadão.

A revisão incide sobre aspectos como a prisão preventiva, os recursos das decisões dos tribunais judiciais de distrito e a prova de testemunhas para a busca da verdade material.

Outro assunto que mereceu aprovação em consenso esta quarta-feira, foi o projecto de resolução sobre a informação do Gabinete Parlamentar para Prevenção e Combate ao HIV/SIDA.

Os deputados voltam a reunir esta quinta-feira, para, entre outros instrumentos, apreciar em definitivo a Proposta do Orçamento do Estado para 2021.

Mia Couto vence prémio Jan Michalski de Literatura

O escritor moçambicano Mia Couto venceu o Prémio Jan Michalski de literatura, pela edição francesa da trilogia “As Areias do Imperador”, publicada este ano em França, com tradução de Elisabeth Monteiro Rodrigues, anunciou na quarta-feira (09), a fundação suíça.

O júri do prémio reconheceu “a excecional qualidade da escrita” de Mia Couto, que conjuga, “subtilmente, oralidade e narração literária e epistolar, contos, fábulas, sonhos e crenças, no seio da realidade histórica de Moçambique, no final do século XIX, na luta contra a colonização portuguesa”.

“Sem nenhum maniqueísmo, o autor prima pela empatia com os protagonistas, que se confrontam com a desumanidade da guerra, atribuíndo-lhes uma força épica, em concordância com a rica natureza africana”, concluiu o júri, presidido por Vera Michalski e composto pelo ensaísta francês Benoît Duteurtre, as escritoras Alicia Gime´nez Bartlett, de Espanha, e Siri Hustvedt, dos Estados Unidos, o novelista ucraniano Andrei Kourkov, o poeta polaco Tomasz Rozycki, além dos autores Carsten Jesten, do Canadá, e o ‘rapper’ francês Jul.

A trilogia “As Areias do Imperador”, composta pelos romances “Mulheres de Cinza”, “A Espada e a Azagaia” e “O Bebedor de Horizontes”, centra-se nos derradeiros dias do chamado Estado de Gaza, o segundo maior império de África, no final do século XIX, dirigido por um africano.

Ngungunyane (Gungunhana) foi o derradeiro de uma série de imperadores notáveis, que detinham o poder sobre quase metade do território de Moçambique.

Derrotado em 1895 pelas forças portuguesas, comandadas por Mouzinho de Albuquerque, Ngungunyane foi deportado para os Açores onde veio a morrer em 1906. Em 1985, os seus restos mortais foram trasladados para Moçambique.

Na trilogia, Mia Couto retoma os factos conhecidos e personagens reais, que combina com ficção, centrando-se na jovem moçambicana Imani Nsambe, educada por missionários, que serve de intérprete às diferentes fações em confronto, ligada por um amor impossível ao militar português Germano de Melo.

A obra tem por suporte a investigação do autor sobre extensa documentação existente em Moçambique e Portugal, assim como testemunhos recolhidos em Maputo e Inhambane.

O título, “As Areias do Imperador”, remete para a lenda, segundo a qual, em vez das ossadas de Ngungunyane, foram torrões de terra, areias, que regressaram ao seu país.

A trilogia, publicada pela francesa Me´tailie´, com o título “Les sables de l’empereur“, foi editada em Portugal pela Caminho, entre 2015 e 2017.

O prémio Jan Michalski de Literatura combina o valor de 50 mil francos suíços (45.687 euros) com “uma obra de arte escolhida e encomendada em homenagem” ao laureado.

Criado pela Fundação Jan Michalski, para distinguir obras da literatura mundial, publicadas em francês, o prémio é atribuído a Mia Couto, cerca de um mês após a publicação do seu novo romance, “O Mapeador de Ausências”, que começou por ser uma homenagem à cidade da Beira, mas acabou por se tornar uma viagem ao passado do autor e às “ausências” que o marcaram para sempre, como disse á agência Lusa.

“O Mapeador de Ausências” tem como narrador Diogo Santiago, um prestigiado e respeitado intelectual moçambicano, que se desloca à sua cidade natal, Beira, nas vésperas do ciclone Idai que a arrasou em 2019.

Traduzido em mais de 30 línguas, vencedor do Prémio Camões em 2013, Mia Couto foi igualmente distinguido com o Prémio Vergílio Ferreira, em 1999, com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas, em 2007, e com o Prémio Eduardo Lourenço, em 2011, pelo conjunto da carreira.

“Terra Sonâmbula” foi eleito um dos doze melhores livros africanos do século XX, e “Jesusalém” esteve entre os 20 melhores livros de ficção mais publicados em França, na escolha da rádio France Culture e da revista Télérama.

Para o Prémio Jan Michalski de Literatura, além de Mia Couto eram finalistas o franco-britânico Philippe Sands, pelo livro “Retour à Lemberg“, e a norte-americana Fran Ross, por “Oreo”, editado em Portugal pela Antígona.

Sands tem publicado em Portugal “Estrada Leste-Oeste – As Origens do Genocídio e dos Crimes Contra a Humanidade” (Vogais).

Mia Couto sucede à autora israelita Zeruya Shalev, distinguida pelo romance “La douleur“, editado em Portugal pela Elsinore.

Reino Unido (já) vacina população contra a Covid-19

O Reino Unido está, desde terça-feira (08), a vacinar a população contra a Covid-19. O país foi o primeiro no mundo a autorizar a utilização da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo grupo farmacêutico norte-americano Pfizer e pela empresa alemã BioNTech.

De recordar que Margaret Keenan, de 90 anos, foi a primeira pessoa no mundo a receber a vacina da Pfizer. A administração da mesma aconteceu na manhã desta terça-feira e, aos jornalistas, a idosa, que faz 91 anos na próxima semana, disse que foi o “melhor presente de aniversário antecipado” que podia ter recebido.

Já na quarta-feira, a agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde (MHRA) do Reino Unido alertou as pessoas com histórico de reações alérgicas “significativas” para não tomarem a vacina Pfizer/BioNTech. A recomendação foi dada depois de dois funcionários do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS), que receberam ontem a vacina, terem desenvolvido sintomas de reações anafiláticas logo após a injeção. Ambos têm um histórico significativo de alergias.

A vacina da Pfizer será administrada, numa primeira fase em 50 hospitais espalhados por todo o país, onde serão distribuídas, nas próximas semanas, 800 mil doses da mesma. Até ao final do mês, o governo britânico espera administrar mais de quatro milhões de doses da vacina contra a Covid-19.

Os grupos prioritários são pessoas com mais de 80 anos, funcionários de lares e profissionais de saúde que estejam na linha da frente do combate ao novo coronavírus.

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